terça-feira, 19 de junho de 2018

Veio e foi...

Há uns tempos, o homem lá de casa esteve nas telhas e de lá saiu com um passarinho, ainda bebé. Deu-lhe à M. e ela ficou extremamente contente com o seu novo amiguinho... Durante 2 dias foi uma alegria lá em casa. Ele ainda não voava. Era mesmo muito bebé. Dei-lhe papinha de fruta através de uma seringa (uma das muitas que a M. tem) e ele até comia. 
O auge foi quando reproduzi o vídeo que lhe tinha feito e ele, por pensar que era a mãe dele a piar, começou a abrir o bico à espera que lhe pudessem a comida. E assim fiz para alimentá-lo...
Um dia cheguei a casa e ele tinha morrido...
Contei à minha M. e ela, imediatamente, desfez-se em lágrimas... 
Expliquei-lhe que aquele passarinho era demasiado frágil para sobreviver sem a sua mãe e por isso tinha ido voar para perto de Jesus...
Até eu fiquei com pena... e sinto falta do passaroco!

Moral da história: agora ela só fala que quer um passarinho que vá para o dedo dela e que brinque com ela... E eu, que tenho o coração mole, já ando a estudar o caso...



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Ela é do Benfica, sem dúvida!

Numa das vezes que fomos ao Colombo, perguntei-lhe se queria conhecer o estádio do Benfica. Desde cedo que ela canta o "SLB" e diz ser do Benfica... Apesar de ter sido incutido por nós (não temos ninguém do núcleo duro da família que seja de outro clube sem ser o Benfica - pudera!), ela sempre reagiu positivamente ao Benfica (mesmo sabendo/tendo visto o estádio do Sporting e vendo que é verde, uma das usas cores favoritas!)... Ela aceitou de bom grado e, nas minhas cavalitas, foi o caminho todo (t.o.d.o.!!!) a cantar a música "SLB" (até eu, que sou benfiquista, já não podia ouvir!)!!!!
Admirou todo o estádio, entrou na loja, queria trazer uma bola do Benfica e, quando lhe pedi para tirar uma foto com o Eusébio, ela muito séria diz-me "Mãe, e se ele dá um chute na bola? Eu vou voar!"... Santa inocência. Rimo-nos e pronto... Tiramos na mesma a fotografia! :)

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A nossa experiência na CUF

Quando se fala em hospitais fico logo arrepiada... Quando se fala em a minha filha ter de estar num hospital, ter de ser operada num hospital, a coisa torna-se verdadeiramente séria e um assunto super, hiper, mega delicado. 
Na imperativa necessidade que tive, há bem pouco tempo, de ter de estar num hospital com alguém que é somente a minha vida, tive de escolher um que nos/lhe oferecesse o melhor: qualidade acima de tudo. O preço foi apenas um acessório. Neste caso, até foi um acessório que quase nem dei por ele (graças ao seguro que ela tem pelo trabalho do pai!). Bom na verdade o que me importava neste caso era como iam tratá-la! Isto sim era importante!
Recordo-me de ter ido para o bloco operatório sem a minha mãe e o que eu chorei e o que esperneei!!! Não queria que a minha filha passasse pelo mesmo. Quando me disseram que ali, na CUF Descobertas, eu entrava no bloco com ela, foram pontos positivos que subiram vertiginosamente na minha escolha. Outro fator que me encaminhava para aquele hospital era o facto de não lhe aplicarem a agulha de soro enquanto ela estava acordada. 
Eu já conhecia a CUF Descobertas numa ou noutra vez que a minha mãe já tinha ido lá e ela sempre me falou bem, mas ela fala bem de tudo quanto é médico/enfermeiro/hospital, portanto não era por aí... Mas já tinha estado lá e era um hospital que nem "cheiro a hospital" tinha e, na maioria, as pessoas eram super simpáticas e atenciosas.
Estava decidido! Seria lá! Preço e qualidade incríveis! 
Tirando o atraso para o início da cirurgia da minha M. (era para ter sido às 19h e só começou às 20h e qualquer coisa), porque não é fácil aguentar uma criança de 4 anos sem comer e beber durante uma tarde inteira... o resto correu super bem! Desde o pessoal da receção, ao pessoal médico/enfermeiros/técnicos, todos, sem exceção, extremamente simpáticos, atenciosos, meiguinhos, compreensivos, brincalhões com ela... mesmo fofinhos!
Não me arrependo em nenhum momento da minha escolha. Hoje voltava a decidir igual!...

Parabéns à CUF Descobertas pela dedicação e compreensão aos seus doentes e pela rapidez, capacidade de inovação e tecnologias que utilizam! Que sejam exemplo para muitos hospitais! :)


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Oceanário e Zoo em tempo record

Após a cirurgia, havia necessidade de animar a pequenina e mostrar-lhe um pouco da beleza que existe em Lisboa, sem ser idas ao hospital! No dia em que tínhamos que voltar à CUF para a consulta pós-operatória, decidimos visitar novamente o Oceanário. Como ela estava ligeiramente febril e, nem tinham passado 2 dias desde a cirurgia, fez a visita toda ao meu colo mas sempre entusiasmada com a vista deslumbrante do ecran gigante onde podia seguir os enormes tubarões e as raias "Igual à avó da Vaiana", dizia ela. Outro peixinho que também adorou ver foi o "Nemo" (peixe palhaço) e a Dory...


Depois da "não consulta" (porque afinal passou para o dia seguinte!), já que estávamos com a pica toda de ver animais, decidimos ir ao Jardim Zoológico. Tinha sido uma promessa minha levá-la mais uma vez lá. Ela queria ver as suas queridas girafas e encontrar-se com os leões e as chitas. Almoçamos algo bem fresquinho (um gelado, para variar!) e fomos...
Um dia em cheio!




quarta-feira, 13 de junho de 2018

Menu para os primeiros 2 dias a 1 semana...

Ainda na CUF Descobertas, tanto o meu primo, como o Enf. Marco nos alertaram para nos primeiros 2 dias a alimentação dela ser à base de líquidos/papas à temperatura ambiente ou frias. O meu primo relativizou muito a situação, desde o início. Está habituadíssimo a estas situações. Eu é que nem por isso... Disse-me que se ela pedisse algo mais duro que lhe desse. Ela é que iria mandar na sua alimentação nestes primeiros tempos... Se conseguisse muito bem, se não conseguisse... havia de conseguir engolir para a próxima.

Mal acordou do dia 1 pós operação, pediu um gelado. Um Perna de Pau, os preferidos da minha amiga... Deliciou-se...
Já não estava tão cheia de energia como quando chegamos a casa. Estava murchinha. Teve alguma febre... Decidimos, no final do dia, ir com ela e com o T. a um parque florestal, cheio de coisas para crianças, em Monsanto. Comemos outro gelado. Desta vez pediu um Corneto de Morango. Comeu tudo, inclusive a bolacha. Amolecia-a na boca e engolia.
Ao jantar, comeu sopa à temperatura ambiente e um gelado para sobremesa.
No dia 2 pós-operatório, ainda com alguma febre, comeu à base de fruta ralada, sopa e gelados.
Nos restantes dias... foi experimentando o que comíamos... Quando não queria mais (talvez por não lhe apetecer ou por não conseguir), não insistimos... Até um mês... estará à sua vontade...


terça-feira, 12 de junho de 2018

A festa começa daqui a 2 dias...

É já daqui a 2 dias (3 para a seleção portuguesa!) que começa o Mundial e, apesar de (atualmente!) nem ligar muito, já há umas semanas que venho sentindo a adrenalina da coisa... Há uns anos atrás eu vivia intensamente os mundiais, os europeus, os campeonatos nacionais... Isso no tempo Jurássico, pois está claro... Hoje em dia, sinceramente, tenho muito mais coisas com o que me ocupar! Apesar de assumir que gosto (gosto mesmo!) da festa do futebol e de torcer pela minha equipa! Chega a um tempo em que já temos as nossas escolhas feitas (tenho as minhas equipas preferidas bem selecionadas!) e por isso penso que não há necessidade de afirmar essa "paixão".
Lembro-me de ir ver uma final de um mundial, lá atrás no ano 2002, no Parque das Nações, em ecran gigante. Portugal já tinha ido à vida e, por isso, era (e sou!) fã da Seleção Brasileira. Lá fui eu com uma amiga, vestidas de verde e amarelo para o Parque das Nações torcer pelo Brasil, contra a Alemanha. Era um mar de gente vestida de verde e amarelo em frente àquele ecran e apenas 2 indivíduos do sexo masculino, branquinhos e quase loiros, com a bandeira da Alemanha às costas. Foi, talvez, a final de um Mundial mais gira e efusiva que assisti! Lá estavam eles os dois (corajosos!) lá no meio de brasileiros cheios de boa disposição e fairplay.

No fim... o Brasil ganhou! E... por tudo quanto era bar na "Expo" só se ouvia música brasileira (tal como eu gosto!). Era festa! Era ouvir o sotaque brasileiro! Era música ao vivo! Sol! Batuques! Ritmos latinos! Ritmos que mexem com os batimentos do nosso coração! Era literalmente "o Brasil em Portugal"!...

A dada altura, num dos bares com música ao vivo, na rua, encontramos os 2 alemães misturados no meio dos brasileiros, já bem "divertidos", a dançar alegremente ao som de música brasileira, sem mesmo perceber uma palavra (julgo eu!) e sempre com as suas bandeiras às costas! É disto que eu gosto no futebol. Da festa! Do fairplay! Do respeito pelos gostos e etnia de cada um!

Que seja um Mundial... daqueles! :)
(Música oficial do Mundial 2018... Não percebo nada do que a Sra. diz, mas tem ritmo!)

(A letra oficial deste Mundial... muito gira! Em várias línguas... Original!)

Força Portugal!
Força Brasil! (Não consigo resistir!)


segunda-feira, 11 de junho de 2018

O acordar dela...

O meu primo foi abrir-me a porta branca e levou-nos até ela...
Lá estava ela, deitada, a dormir, de boquinha aberta e à frente da cara tinha uma máscara de oxigénio.  Ali permanecemos quietinhos à espera que acordasse... Entretanto, o meu primo disse-nos que não sabia como ela respirava... que tanto as amígdalas como as adenóides eram gigantescas... Mas que agora ia ficar tudo muito melhor com ela... Era esse o objetivo!
Dali a um pouco (quando ele se foi embora!), ela começa a tossir... a colocar para fora coágulos de sangue, quer do nariz quer da boca, e a sensação que tinha era que estava a engasgar-se... Por mais que limpasse mais sangue vinha colado atrás. A ideia era ela permanecer deitada de lado com a cabeça inclinada, para evitar ingerir aquilo. Mas... é difícil sossegar uma criança de 4 anos. Foi uma hora de muito choro, de muito pedir colinho, de muito mimo, de muita criatividade para a distrair, de muita agonia e medo... Ela já se embrulhava nos fios que tinha à volta do corpo... olhava para a mãozinha e dizia que não queria aquilo (o canal para o soro/medicação) ali, que queria tirar...
Ela ficou com a carinha toda suja de sangue... Minha rica filha... Dava tudo para ela não passar por aquilo...
Depois, quando já estava mais calma, saímos da sala do recobro e fomos para a outra sala, a primeira onde tínhamos estado. O enfermeiro Marco deu-lhe um sumo de maçã fresquinho e ela bebeu todinho... (e eu a imaginar que seria um gelado!!!...).
Vestimo-la, pegamos na Minnie e na Girafa do T., envolvemos-lhe nas suas mantinhas e fomos para casa, onde nos receberam os nossos amigos ainda acordados, para a verem e saberem dela.
Nessa noite estava cheia de energia... nem parecia que tinha feito uma cirurgia. Falava normalmente e estava pronta para outra.
Dormimos os 3 na caminha, caso alguma coisa acontecesse... Apesar dela ainda estar a ressonar, foi uma noite tranquila, dentro dos possíveis...


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Como é deixá-la no bloco operatório?

Depois do cenário para o qual não estava minimamente preparada (este aqui), o Dr. Chaled Al-Kadri diz: "Mãe, beijinho na Matilde e até já!". Dei-lhe um beijo e, instantaneamente, deixei de conseguir falar. Olhei para o meu primo e, já de lágrima no olho (e na cara toda!), "pedi-lhe" (com o meu olhar!) para ele cuidar da minha menina... Sai com uma enfermeira que me acompanhou e me disse qual era a porta por onde devia entrar quando tudo acabasse...
Vagueei um pouco pelo corredor, com o Sr. Santo Cristo na minha mão (sempre!) à procura de uma saída. Mas, com medo de me perder e nunca mais encontrar aquela porta branca (sentia-me bastante desorientada, como se estivesse a andar por cima de um chão irregular!), sentei-me no chão daquele corredor e pus o meu telemóvel a carregar para que quando ela acordasse pudesse distraí-la com os jogos que tenho lá gravados para ela. Nesse momento não tinha de ser mais forte. Podia chorar sem que ela me visse, sem que a provocasse medo. Deixei-me ir pelo meu medo e permiti-me chorar. Chorei continuamente. Rezei, olhei para Ele, apertei-O na minha mão como se estivesse a agarrar-me à minha filha, à sua própria vida. 
Não consigo imaginar o tormento que sentem os pais das crianças que são operadas durante longas horas... Os meus pais... como sobreviveram a mais de 6h de operação do meu irmão?! 
Imaginava o que lhe estavam a fazer, como,... Aparecia um flashback da minha própria vida... Como ela ficaria depois daquilo?! Como ela iria reagir?!
Via fotos dela... vídeos... Ouvia a sua voz... Fechava os olhos e sentia o seu cheiro...

Chamem-me o que quiserem... Mas acima de tudo sou "mãe" e sou, orgulhosamente, mãe de corpo e alma. Mãe a tempo inteiro, mesmo que, por vezes, longe fisicamente. Sou mãe desta pessoinha, desta "nica de gente" (como a apelidava quando andava na minha barriga ainda, por ser tão pequenina!) que amo mais que a minha própria vida. Sou a mãe dela e isso dá-me o direito de poder viver para ela e com ela...

Dali a pouco mais de 25 minutos (os mais longos da minha vida!) só oiço alguém a dizer "Já está!". Era o Pedro. Tinha terminado. E ele vinha confiante, sorridente. Respirei de alívio. E já só queria era estar com ela outra vez, vê-la, tocá-la, tê-la no meu colo...


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Um mês faz muita diferença!

Estive um mês parada! Um mês pessoal!
De facto o mês de maio não foi o mais simpático dos meses da minha vida... os 12 dias que estive de ausente do trabalho por assistência à família, em virtude da cirurgia da minha M., deram-me uma desculpa mais que válida para não cumprir com o que propus a mim própria - correr! Além desses 12 dias, tive mais 2 semanas (uma antes da cirurgia e outra depois de regressar ao trabalho!) que também não fui correr...
Há uns tempos que andava desmotivada e ir correr era um martírio, mesmo com os incentivos que o "correr" me dá... Isto e o turbilhão de emoções que vivi no pré-operatório fizeram com que decidisse não correr na semana antes da cirurgia... Pronto... deu-me para isto! 
A semana depois de regressar ao trabalho foi mesmo uma situação, digamos que... de preguiça mesmo!... Não corri porque não me apeteceu, não estava para aí virada... Aproveitei e fui almoçar com a minha M. a casa dos meus pais (embora tivesse regressado à escola, o almoço em casa dos meus pais... davam-me a certeza de que se ia alimentar bem!). Nessa semana fui-me preparando psicologicamente para reiniciar a corrida!...
Regressei esta semana... segunda-feira... e o que me custou! Pohhh não imaginam! Parecia que me arrastava... Corri sempre a combater o meu psicológico, a minha vontade de parar (por favor não digam a ninguém!). Ainda ameacei uma e outra vez, nos primeiros dias, mas os meus queridos amigos do "Gang das 12h" não me deixaram para trás, não me abandonaram e não desistiram de mim! Sem dúvida que assim é mais fácil! Claro que na hora só quero vê-los a seguir o seu ritmo (não gosto de atrapalhar ninguém!), mas eles são uns queridos e não me deixam desistir... Não sei se algum dia vou conseguir agradecer a ajuda que me dão... mesmo até depois de uma ausência tão prolongada!...

Se tive saudades?!
Deles, dos meus amigos, do convívio com eles, de rir com eles... tive muitas saudades... Do mar... do mar... ui... igual... Mas... de correr feita maluca pela avenida fora... NÃO!!!

Esta semana se me virem com um andar esquisito, não se preocupem, eu estou bem, posso é estar com os músculos todos lixados... mas isso são os juros de mora que mereço pela minha ausência!...

O mar... ah o mar... já entrou na casa dos 20º e está uma delícia...
(Cá estamos nós, as 3 da vida airada!...)


(É difícilllllllllllllllllllllll....)

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O pré-operatório...

Chegou o dia 14 de maio... o dia da sua cirurgia! Estava marcada para as 19h!!! Instruções: a partir das 13h não podia nem comer nem beber nada!!! 

Ela almoçou muito bem. Mesmo bem! Tinha mesmo que almoçar bem, pois sabíamos lá nós quando ela poderia comer ou beber novamente...
Decidimos passar a tarde no "parque infantil" do Colombo. É um sítio que ela gosta de estar e não levava com o sol de Lisboa, fazendo-lhe querer beber. Pelas 16h fomo-nos dirigindo para o Parque das Nações, na esperança que ela adormecesse. E assim foi.
Quando acordou, levei-a no meu colo para o Hospital e lá aguardamos um pouco.
Quando chamaram pelo nome dela, levaram-nos para um quarto grande onde estavam outras pessoas, separadas por cortinados. Deram-nos 2 batas e 2 toucas (uma para ela e outra para quem fosse com ela para o bloco operatório - eu!). Vesti-a e vesti-me. Ela deitou-se na sua caminha junto com a Minnie (a amiga de sempre!) e a girafa que ela levou consigo e que era do seu "irmão gémeo" T. :)
Acompanhou-nos o enfermeiro Marco extremamente (bonito!) simpático e sempre muito meiguinho com ela. 
O anestesista Dr. Chaled Al-Kadri também nos visitou. Ela sempre muito envergonhada quando ele falava com ela. Até que ele "virou palhaço"! Começou a fazer caretas e palhaçadas com a touca. Dizia que a touca fazia magias e tal... Muito, muito meiguinho! Disse-nos que só colocariam o soro nela quando ela já estivesse a dormir e que seria tudo muito soft para não criar qualquer tipo de trauma no futuro.
Deram-lhe uma espécie de xarope para ficar "bebedinha" e acreditem... ela ficou mesmo! Fartamo-nos de rir com as coisas que dizia... E ainda brincamos um bocadinho com ela enquanto esperávamos pela hora. No fundo, o meu coração de mãe estava a ficar cada vez mais pequenino com o aproximar da hora...
À porta do bloco operatório estava o nosso primo, quem lhe ia operar. Ela ia no meu colo, embrulhadinha nos cobertores. Ele falou com ela, sempre simpático e meiguinho. Deitei-a na cama da operação. A enfermeira do bloco também muito simpática a falar com ela. E chegou a hora de lhe colocar a máscara. Disse-lhe que era a máscara parecida com a de mergulho do padrinho. Ela deixou, como tínhamos combinado... 
Estava à espera que ela adormecesse serenamente e com naturalidade, tal como adormecem nos filmes e na Anatomia de Grey. Mas não! A dada altura o médico anestesista diz-me: "Não se assuste! Eles começam a ficar agitados agora no final!". E ela ficou! Começou a espernear e a revirar os olhos. Só me lembrava de mim pequenina a passar exatamente pelo mesmo. Eu lembro-me que também esperneei... Será que foi disso? Não sei... Parecia que ela estava a ter um AVC ou com falta de ar... Foi um choque para mim e, como ninguém me tinha preparado para aquele cenário... o meu coração ainda ficou mais pequenino do que já estava, como se isso fosse ainda possível...

Se me perguntassem hoje se voltava a entrar no bloco operatório com ela, mesmo sabendo que ia vê-la passar por aquilo, eu responderia que sim, 1000 vezes SIM. Tenho a certeza que ela se sentiu mais segura comigo ao seu lado, a segurar-lhe a mãozinha pequenina, do que sem mim... 
Tudo por ela...



Dr. Chaled Al-Kadri
Anestesista

Dr. Pedro Machado Sousa
Otorrinolaringologista (e nosso primo!)

terça-feira, 5 de junho de 2018

As festas foram assim...

Passaram rápido e até nem fomos todos os dias à festa pois não queria que a minha M. ficasse doente logo antes da sua cirurgia, em risco de não poder efetuá-la...
Basicamente este ano foi para pedir por ela, para que a cirurgia corresse bem e que a recuperação fosse rápida... Foi um coração de mãe e uma boquinha de criança inocente (que não tinha noção para o que ia...) que pediram encarecidamente ao Sr. Santo Cristo dos Milagres isto...

Algumas fotos...





segunda-feira, 4 de junho de 2018

Espertinha...

A minha filha já reconhece algumas letras do alfabeto. Algumas até desde muito pequenina. Associa-as a pessoas de quem gosta. Outro dia reproduziu a sua letra "M" num papel e disse-me que queria escrever o seu nome. Escrevi o nome em letras grandes e ela reproduziu, meio descoordenado, sem ordem definida, o "D" teve 2ª tentativa, mas as restantes letras... Wow! 

Ora vejam, com apenas 4 anos:


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dia da criança mais linda do mundo!

Não sou presunçosa, até me considero uma pessoa humilde e até acho a minha filha extremamente parecida fisicamente com o seu pai, mas... olho para ela e, por vezes, revejo-me. Olho para o desenho dos seus olhos e vejo um pouco dos meus. O cabelo dela... igual ao meu. O seu sorriso genuíno, com aqueles dentinhos pequeninos... Vejo-me nela naquela idade... Lembro-me de, às vezes, ver as minhas fotos de pequenina e sentir vontade de pegar em mim ao colo (porque eu era mesmo gira!) e agora tenho essa oportunidade, todos os dias...
Ela é como se fosse a minha "segunda oportunidade". Uma continuidade de mim... É a oportunidade que tenho de ser criança novamente... Ela é a minha criança, o meu porto de abrigo, o meu refúgio, o meu "EU" mais sublime, mais fofo e mais abençoado que eu tenho na minha vida.

Hoje, dia da criança, da minha criança, só desejo que a inocência que ela tem viva dentro dela o maior tempo possível! Saúde e paz! Não desejo mais nada! Mais nada!







quarta-feira, 30 de maio de 2018

O motivo da minha ausência foi?!

Já tinha mencionado por aqui que a minha M. ia ser submetida a uma adenoamidalectomia em breve e o breve foi no passado dia 14 de maio. 
Depois do stress e preocupação (mesmo sabendo que era uma intervenção simples!) que "engoli" desde o momento em que soube que era mesmo para ser operada, senti necessidade de fazer a pausa para estar totalmente focada nela. Eu já tinha passado por aquilo, mas não me lembrava de muitas coisas (e não me lembro! Tinha 5 anos!!!) e o pouco e mau que ainda existe na minha memória não queria que ela também o sentisse. Então foquei-me nela, só nela e no seu melhor bem estar.

Eis algumas medidas que adotei para que ela se sentisse como se estivesse em casa:

- ficamos em casa de um casal amigo que tem um filho, o T., que é 2 dias mais novo que a M.
Estarmos numa casa familiar, e ainda por cima com um menino da idade dela, iria permitir-nos confeccionar a sua comida, estar num ambiente "casa", com um amigo para brincar, com quem ela se dá muito bem (e nós também com os pais dele). Na casa deles sentímo-nos em casa e acredito que a presença do T. naqueles dias (tirando o dia "pica-piolos" :P) ajudou a M. a ficar mais animadinha.
Obrigada à família Nunes Pimenta e um agradecimento super especial...por T.U.D.O.!

- fizemos outras atividades para crianças, sem ser apenas ir ao médico.
Não queria que a minha M. associasse aquela viagem a apenas à cirurgia e às consultas. Queria que, caso se lembrasse daquela viagem alguma vez, não olhasse só para as coisas más, mas também pelo bom que viveu. Por isso, fomos a muitos parques infantis, Jardim Zoológico, Oceanário, Kidzania,... E apercebi-me de uma coisa: enquanto estudei em Lisboa (e foram 6 anos da minha vida!) nunca tinha visto um Parque Infantil em Lisboa!!! :)

- escolhi o meu primo e a CUF Descobertas.
Além dele ser da minha família e ser uma pessoa em quem confio plenamente (sempre foi excelente aluno e muito responsável!) e dele operar na CUF Descobertas, garantiu-me que estaria o tempo todo com a minha M., enquanto ela estivesse acordada. Assim foi. Obrigada Pedro.

- evitei (ou tentei evitar!) o stress.
Guardei tudo para mim basicamente. Evitei que ela me visse stressada por qualquer motivo. Tentei transmitir-lhe toda a calma que eu (não) tinha dentro de mim... Para esta medida, tive de fazer escolhas. Escolhi rodear-me de quem me faz bem, de quem me faz sentir bem. Ignorei os restantes. Optei por desligar-me do blog, porque não tinha forma e nem teria cabeça/tempo para escrever o que quer que fosse... Andei a vaguear pelo facebook lá de vez em quando... Foi o bastante!




terça-feira, 29 de maio de 2018

Descobrimos um parque novo

Já tinha ouvido falar mas não sabia onde ficava sequer... Sabia que era perto do estádio de futebol e que era um parque diferente. Fui com ela uma vez e quis, logo no dia seguinte, repetir a dose. Ela gostou e isso é o que importa!
É um parque cheio de desafios. Não é para a idade dela, ou pelo menos a maioria dos desafios não pode fazê-lo sozinha, mas ela gosta e quer conseguir fazer todos.
Aquilo é como uma mini-tropa: temos de andar por túneis, fazer escaladas, segurar em cordas, andar em cima de pneus e de madeiras,...
Muito, muito giro!... Aconselho! ;)






segunda-feira, 28 de maio de 2018

Aniversário do Zoo

Hoje o Jardim Zoológico de Lisboa assinala o seu aniversário.
Sempre gostei de visitar o Jardim Zoológico. Numa outra altura visitar o Zoo era um marco anual. Fazia parte do meu trabalho (podem ler aqui). Levava crianças a passar um dia inteiro lá, junto com o mundo selvagem. Era deliciar-me com os seus sorrisos de verem os seus animais favoritos tão pertinho...
Desde que a minha M. nasceu, visitar o Zoo é quase que visita obrigatória sempre que vamos a Lisboa. E desta última vez não foi exceção. Desta vez, ela queria muito ver as suas sempre tão apaixonantes girafas, os leões (esperando que ia encontrar o Rei Leão e o Simba!!!) e os elefantes. Claro que os golfinhos também lhe fizeram as delícias e as suricatas também...

Que o Jardim Zoológico continue a dar o seu contributo ao mundo animal e que seja sempre uma das atividades mais interessantes para se fazer em Lisboa. 

Feliz aniversário!