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domingo, 23 de dezembro de 2018

O Natal é isto!

Outro dia decorreu uma Cantata de Natal do Coro Infantil onde a minha M. está. No fim do espetáculo, apareceu o Boneco de Neve a distribuir rebuçados aos pequenos artistas por terem animado a zona com as suas vozinhas lindas e magia de Natal. Ficou, o Boneco de Neve rodeado de imensas crianças. Umas ficaram com muitos rebuçados, outras com poucos. A minha M., quando está entre outras crianças, não se impõe (tenho de trabalhar este aspeto nela) e ficou apenas com 2... Mas houve uma outra menina que não conseguiu apanhar nenhum. Comentava a menina com a professora, de lágrimas nos olhos. Nenhum outro menino "ouviu" o apelo da professora no sentido de partilharem alguns rebuçados com ela (e haviam meninos de mãos cheias!!!). Então, comentei com a minha M. que uma menina não tinha conseguido apanhar nenhum rebuçado e que estava a chorar por esse motivo. Expliquei-lhe que o Natal não é só receber prendas, é também partilhar com os outros aquilo que temos. Ela, sem pensar 2 vezes, foi a correr ter com a menina, que já se estava a ir embora. Tocou-lhe nas costas e deu-lhe um dos seus 2 rebuçados. 

Ela ficou satisfeita com a sua ação e eu fiquei de coração cheio (e de lágrima no olho) por ter esta filha que é uma menina tão doce e com um coração do tamanho do mundo!

Quem é bom e tem ações deste tipo deve ser devidamente recompensado... Que Jesus guie sempre a minha menina no bom caminho e lhe ofereça uma vida feliz e com saúde... sempre!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

O melhor deste Natal

Um bebé na família é sempre uma alegria gigante... Mas ver a minha M. deliciada com o primo é dos melhores cenários que já vi! Ela faz-me lembrar de mim quando era pequenina... Sempre agarrada aos bebés! Quando íamos visitar algum, queria tê-lo sempre no meu colo... Hoje esses bebés são já adultos (ahhh como estou a ficar velha!!!), mas lembro-me de "plantar-me" na casa deles para cuidar deles. Grande paciência tinham as mães desses bebés para terem que levar comigo!!!
Lembro-me quando o meu irmão nasceu que eu queria tê-lo sempre no meu colo... Olhá-lo, cuidar dele, sentir o seu cheirinho... Era o meu bebé!
No dia que a minha M. foi ver o seu primo pela primeira vez ficou radiante e não descansou enquanto ele não foi para o colo dela! Enquanto estivemos lá, ela passou o tempo todo com ele ao colo, sentadinha, sossegadinha, a fazer-lhe festinhas e a olhá-lo, tal como eu fazia quando tinha a idade dela... E foi tão lindo de se ver... O brilho dos seus olhos, o carinho com que olhava para ele, a responsabilidade de falar baixinho para ele não acordar, o sorriso sereno... E ele ali feito pachá a dormir no seu colo!...
Tenho ou não tenho a menina mais doce e meiga do mundo?! Que sorte tem o F. por ter uma prima que o adora desde quando ele ainda estava na barriga da sua mãe... Tenho a certeza que no futuro vão ser grandes amigos e vão proteger-se sempre...
É ou não é um mimo esta foto?!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

A minha artista!

Este Natal tem sido em grande para a minha artista favorita!
Foram concertos pelo seu grupo de Coro Infantil, pela Escola, pelo ATL,... Uma verdadeira artista! :)

A minha agenda é mais que sei lá o quê! A maioria das coisas era para ela: era concerto aqui, festa de Natal ali, passeio acolá... Enfim... Acabei de perceber que a minha vida social acabou... Quer dizer... literalmente falando, a minha vida social anda pelas ruas da amargura desde 2014... Sempre vou fazendo algumas coisas (poucas)... E a maioria dos eventos sociais que participo é na companhia dela! Não! Não me estou a queixar, porque adoro estar na companhia dela... É uma verdadeira e fiel companheira!
Voltando ao assunto do meu post... O mês de dezembro está a ser marcado pela vozinha dela a cantarolar pela casa músicas de Natal. Por exemplo esta que adoro:

Eu tenho um amigo que anda sempre comigo
Quando vamos brincar, rimos sem parar
Sempre que estamos juntos o dia não tem fim
Eu tenho um amigo que gosta de mim.

E esta:
Somos anjos pequeninos que viemos cantar
Pra dizer que o Natal está a chegar
O menino pequenino, o Jesus de Belém
Que nasceu porque nos quer tanto bem.

Entre muitas outras lindas, lindas que na boquinha linda dela ainda se tornam mais lindas...

E vê-la a cantar, tão afinadinha, tão cheia de sentimento é, sem dúvida, um aconchego da alma... Vê-la a fazer as coisas que mais gosta é a minha maior alegria. 

Queres dançar filha?! Dança! 
Queres cantar filha?! Canta! 
Sê, acima de tudo, feliz! Acima de tudo e de todas as coisas!...




terça-feira, 18 de dezembro de 2018

A nossa Estrela

Este ano o desafio de Natal lançado pela escola foi de fazer uma estrela de Natal com material reciclado... 
Ora, pensamos e pensamos e pensamos... Pesquisamos e finalmente decidimos qual a estrela que íamos fazer... Uma bem simples como nós somos... Simples e iluminada... 
E ainda fizemos mais 2 estrelas: uma em tons de azul e outra em tons de vermelho, feitas com palhinhas, no mesmo género da estrela da escola... Mas essas ficaram em casa, porque assim ela o decidiu...
Para a estrela da Escola usamos espetos de espetada, elásticos de escritório, linha vermelha, tinta vermelha, cola, purpurinas brancas (cor da Paz) e rosa (porque ela gosta!) e um laço bem vermelho, cor do Natal, do Amor, do Sangue.

O resultado foi este:
Está bonita, não está?!

Queremos que esta estrela nos ilumine, ilumine a nossa vida e nos guie o caminho com serenidade...

Esta também a fizemos:
(Estrela feita com palhinhas)


 E estes trabalhos foram feitos pela minha pequena artista na Escola e no ATL:



sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Uma paixão que deixou saudades...

Desde que terminaram as exibições de folclore que nunca mais houve convívios do grupo. Ora... passamos praticamente o verão inteiro a olhar sempre para as mesmas caras e, de um momento para o outro, elas deixam de ser vistas, no mínimo torna-se estranho!... Muito mais estranho é para uma criança de 4 anos, como a minha M. 
Já há uns dias para cá que se lamenta "Mãe... nunca mais há folclore!"... Acho piada! Como uma menina tão pequenina já se apercebeu que já passou tanto tempo desde a última vez em que estivemos juntos...
Esta é mais uma prova de que o folclore não é incutido por mim. Ela gosta mesmo! Óbvio que se não a levar para os sítios, se ela não conhecer as coisas que nos rodeiam, não poderá ter a liberdade de gostar ou não. Mas, se ela mostra sinais de que gosta mesmo, porque não?! Só lhe faz bem! E se lhe faz bem, a mim também faz!...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Mais não, por favor!

Falei aqui que, infelizmente tive um primeiro contacto com os cocós da família da piolhaça... mas não havia piolho! Depois de limpinha... passou uma semana e meia para perceber que a minha M. estava num stress com comichão na cabeça... Coitadinha... Já não sabia como se coçar... Quando fui ver... JESUS!!!! Este sim era um verdadeiro cenário dantesco! Finalmente tive o téte-à téte com o masterchef da tribo! Ahhhh que bicho horrendo! Nunca pensei ter tanta coragem!...

Fui logo fazer o tratamento... Milímetro a milímetro de cabelo. Não houve pedacinho que tivesse ficado sem produto... Ainda deixei o produto no cabelo uma manhã inteira para não sobreviver ninguém da família! Depois ficou limpinha, limpinha, como eu gosto... Claro que nos dias seguintes e ainda hoje revejo o cabelo dela sempre que chego a casa. Grande paciência tem ela, mesmo assim...!

Logo na segunda-feira alertei a escola, através da educadora da minha filha, e as meninas do ATL que ela frequenta de que assim não poderia continuar. Era eu a fazer tratamento e os outros pais nada?! Não podia ser!
Tomei a liberdade de enviar um email para a responsável da rede CATL a informar desta situação insustentável. Ou faziam todos os pais o tratamento ou ela estaria no ATL o mínimo tempo possível... E assim tem sido... Infelizmente, passadas quase 3 (TRÊS!!!!!) semanas nenhuma resposta me deu!!!! É este o feedback que se dá aos pais preocupados com esta situação?! Não deveria a responsável da rede de ATL da Câmara Municipal de Ponta Delgada se dignar a responder ou, pelo menos, a tomar uma atitude contra esta situação?! Ainda NADA foi feito! NADA! Inadmissível! Questão que deixo aqui no ar!!!

Faço aqui um apelo a todos os pais para verem diariamente a cabeça dos vossos filhos, pois não me parece justo só alguns combaterem esta epidemia! Isto é um atentado à saúde pública e as crianças afetadas deveriam ir para casa e só regressar quando estivessem limpinhas...


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Onde andas?!

Já andamos nos preparativos para o Natal que está a chegar... 
  • Árvore?! Check!
  • Luzes?! Check!
  • Presépio?! Check!
  • Enfeites pela casa?! Check!
  • Desenhos alusivos?! Check!
  • Chocolatinhos do advento?! Check!
  • Cartinha ao Pai Natal nos CTT?! Check!
  • Prendas?! Check!
  • Filha feliz?! Check!
  • Amor no coração?! Check!
  • Esperança no coração?! Check!


Espírito Natalício?!..... Zero!
Só mesmo pelo sorriso da minha M., só mesmo por ela acendo o espírito desta época na minha armadura (no meu coração não estou a conseguir!), porque a depender de mim, enfiava-me no quarto, hibernava e só acordava em 2019! Mas... por ela tudo vale! Ela é o meu Natal, o meu Reveillon, o meu Carnaval, a minha Páscoa, o meu Verão, o meu dia chuvoso e o meu dia de sol! É, simplesmente, o meu TUDO!






terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Novos parques precisam-se...

Numa altura do ano em que a chuva aparece sem aviso, ir a parques infantis é uma cena do outro mundo, uma verdadeira aventura! O normal é chegarmos aos parques, darmos uma voltinha e termos de procurar outro porque entretanto choveu e os brinquedos ficam molhados.
À parte disso e, acho que é a única alternativa, existe a zona infantil do Parque Atlântico, que como devem calcular, em dias instáveis, está mais cheio que o Continente nos dias de 50% de desconto de brinquedos antes do Natal...
Ora... entreter as crianças em dias de chuva é complicado. São precisas alternativas para os dias de chuva para os mais pequenitos. Um sítio grande para pula-pulas ou parques infantis cobertos, algum sítio onde existam pinturas faciais por exemplo, piscinas de bolas, mesas para moldar barro ou fazer desenhos ou pintarem objetos... Algo onde as crianças possam estar em segurança e a divertirem-se uns com os outros em dias de chuva!!! 

Fica a dica para quem pode investir... ;)
Quem me dera ter para poder investir...



quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Cenário dantesco

Se há coisa que sempre me fez confusão são bichinhos na cabeça das crianças. Eu própria, quando era pequena, cheguei a apanhar por 2x... E acreditem, não é nada bom! Quando chegava o dia de tirá-los, ui o que eu chorava... Aquilo doía mesmo!

Já por 2x que o ATL, onde a minha filha está, avisa para vermos as cabeças dos nossos filhos pois vêem alguns voadores por lá. Fico sempre com cara de pânico e pergunto sempre se elas viram algum na M., ao que me responderam sempre que não! É que, acreditem ou não, apesar de ter tido 2x em criança, nunca tinha visto um piolho na vida e nem lêndeas... God! Panic, panic... Ala revistar a cabeça dela pouco a pouco à confiança, pois como elas diziam que ela não tinha ficava bem mais descansada... Sempre limpinha!...
Até que chegou um dia que vi umas coisinhas brancas (poucas, graças a Deus!) muito estranhas pegadas no cabelo dela. Eu tentava tirar, mas estavam coladas ao cabelo e custavam a sair... Chamei a minha mãe para ela ver se aquilo eram mesmo lêndeas... E ela disse que eram!!!! 
OH GOD! Oh God! PANIC! PANIC! Sirenes com luzes vermelhas por tudo o que era lado!
O dia do tête-a-tête com a família da piolhaça tinha chegado! Ahhhh como iria eu fazer?! Eu nem conhecia o bicharoco... Será que era monstruoso?! Teria antenas?! E matá-lo?! Como seria?! Ahhhh por momentos pensei que não iria conseguir superar aquilo. Só que a minha M. não queria que fosse a avó a ver-lhe a cabeça... queria que fosse eu, a corajosa da mãe!!!!! (NOT!) Oh God! Piorou! Já estava cheia de nervos e suores frios!... Tremia por todo o lado! Eu e os insectos não temos uma relação assim muito amistosa... Mas fazer o quê?! Tudo por ela, não é?! Enchi-me de coragem e comecei a revistar a sua cabeça... Sempre com medo de me deparar com um "chefe da tribo" que iria declarar-me guerra aberta, como é óbvio! E eu que, como arma de fogo, só tinha mesmo as minhas mãos! Teria de pegar nele e esmagá-lo entre as minhas unhas!!! Ahhhh sempre que pensava nesse desfecho até ficava com um nó no estômago! Depois deste cenário titânico, graças a Deus não vi nenhum e fui tirando as lêndeas que encontrava, que eram muito poucas, mesmo assim. Deve ter sido algum que foi lá fazer uns cocós e fugiu para outra cabecita... Menos mal (para mim, claro!)!

Nessa noite, enchi a cabeça dela (e a minha, que também já estava com impressões esquisitas!) de repelente... o que costumo usar antes dela ir para a escola. E no dia seguinte fui logo comprar algo para lhe fazer o tratamento. Comprei um conjunto: shampôo de tratamento e shampôo de prevenção (que agora uso sempre pelo menos 1x por semana!), acompanhados por um pente. Segui à risca as instruções e, graças a Deus, depois já não haviam lêndeas para contar histórias...

Espero não ter mais qualquer contacto com estas figurinhas!


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A minha relação com o órgão

Aos 7 anos comecei a ter aulas de piano com uma senhora lá no Nordeste, onde eu vivia. Frequentei um ano de aulas. Aprendi a escala do Sol. Fiz compassos (não me lembro se é assim que se diz!). Toquei algumas coisinhas. Coisa pouca, que o importante para ela era saber a teoria, o que eu achava uma perfeita seca. Independentemente disso, sempre gostei de estar a aprender a tocar piano. Ao fim de um ano a senhora mudou a sua residência e eu fiquei sem professora, mas mantive a minha ideia de aprender música de alguma maneira. Então, aos 15 anos, quando me mudei para Ponta Delgada, os meus pais inscreveram-me numa escola e voltei a aprender a tocar, desta vez, órgão. Tive 3 anos de órgão e cheguei a alcançar o 5º grau. Confesso que só gostei dos meus primeiros 2 anos, porque no 3º ano a exigência era maior e a professora queria, porque queria (e porque tinha uma loja de venda de órgãos, que custavam à volta de 400 contos, na altura!!!), que comprássemos um órgão. Ora, como eu não estava a pensar seguir vida de música, descartei logo a hipótese de compra do órgão. Nem ia fazer os meus pais comprarem um só por causa de um ano letivo!!! Fora de questão.
Hoje a minha M. diz que quer aprender a tocar piano e viola (da terra e violão também)... Sempre gostou de música e adora cantar. Quando tiver 6 anos, se ainda quiser aprender, assim será. Enquanto os 6 anos não chegam... fica lá no coro infantil a cantar e a dançar com os seus amiguinhos e com a sua querida professora Ana Paula... E... consola ver, de fora, o quanto ela é feliz quando lá está...


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Já passou um ano...

Desde bebé que a minha M. tem um gosto nato por música e dança e... no verão de 2017 percebi que ela vibrava sempre que via folclore. Então perguntei-lhe se ela gostaria de aprender a dançar folclore, ao que me respondeu afirmativamente. Contactei o Grupo de folclore da nossa freguesia no sentido de saber se seria possível experimentarmos, uma vez que ela, na altura, apenas tinha 3 anos e, a entrar, seríamos as 2. Não fazia sentido eu entrar e ela não, visto que ela é que tinha maior interesse e, das 2, era quem vibrava mais. Foram super simpáticos e reagiram afirmativamente à minha pretensão. Ora... era óbvio que ela ainda não tinha idade (e ainda não tem!) de aprender os passos como deve ser, mas eu entrando no grupo e aprendendo, seria uma forma dela estar ligada ao folclore e, observando também aprendia (e aprendeu!).

Chegou o dia do primeiro ensaio. Estávamos no dia 15 de novembro de 2017. Dia do aniversário do meu pai. E lá fomos as duas... Ambas um pouco envergonhadas. Eu mais que ela, confesso. E, a verdade é que foi ela quem me ajudou a "enturmar" no grupo. O primeiro ensaio foi meio complicado... Não conhecíamos ninguém, mas todos foram muito simpáticos connosco. Ainda aprendemos uns passos e dançamos o Pézinho da Vila... A parte mais difícil foi mesmo ela não poder entrar na roda e deixar que eu fosse...
Depois do primeiro ensaio não sabia se ia voltar ou não... mas a minha filha quis voltar e nós voltamos sempre que pudemos... Ela já me deixava dançar e no fim do ensaio pedia para também ela dançar e... os dançarinos faziam-lhe a vontade! Muito obrigada pela paciência de ainda dançarem mais 2 músicas no fim do ensaio: o Irró pela Matilde e o Pézinho da Vila pela Susana, outra menina ligeiramente mais velha.

Sou uma pessoa por natureza simpática. Normalmente sou ainda mais com quem é simpático comigo. Mas isso acontece com o tempo e com a confiança que me é dada. No grupo não foi diferente. Às vezes posso até ser mal interpretada, mas esta é a minha maneira de ser. Rio (adoro rir!), brinco com quem me dá liberdade para tal, deixo que brinquem comigo, e gosto de me dar bem com toda a gente. Óbvio que não podemos agradar a todos, nem Jesus agradou. E, óbvio que eu, que não sou ninguém, também não! Dou-me bem com todos, mas, claro, que sou mais próxima de quem tenho maior afinidade e agora também de quem é simpático com a minha filha. A vida é mesmo assim. E ser mãe também é agir assim, mesmo que inconscientemente...

Passado um ano, depois de quase 100 exibições, nas quais participamos à maioria, o sentimento de dever cumprido é compensatório. Se foi cansativo?! Sim, foi um verão de muitas exibições, portanto bastante cansativo. Semanas de 4 e, às vezes, 5 e 6 exibições. Complicado gerir..., mas com espírito de sacrifício e com vontade tudo se consegue (e não é só no mundo do folclore!). Por outro lado, ter tantas exibições permitiu dar algum movimento à nossa vida, além da escola/trabalho e casa... Portanto, o balanço é positivo! Só tenho a agradecer às pessoas que fazem parte do grupo pela amizade que nos têm oferecido, assim como todo o carinho com que nos receberam, assim como toda a paciência que têm comigo e, principalmente, com a minha M. Obrigada.



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Enclausuradas

Há pouco tempo, tanto eu como a minha M. ficamos doentes. Doentes digo, fanhosas, ranhosas, com tosse, e tudo o que é fruto desta época!... Faz parte!
Ficamos as 2 um fim-de-semana inteirinho de pijamas em casa, sem sair nem um bocadinho à rua, em clausura completa, visto que o tempo não estava convidativo... Apesar de termos visto alguns raios de sol pela janela, dentro de casa ouvíamos o vento a soprar bastante forte lá fora... Nem nos atrevemos a espreitar e decidimos fazer programinhas dentro de casa!
Vimos filmes e mais filmes, enquanto estávamos aninhadas uma na outra na cama, enroladas no edredão (hummm que bom!)... brincamos com plasticinas vezes sem conta... lemos alguns livros e... jogamos alguns jogos da minha infância que encontrei perdidos no sótão dos meus pais! Ahhhh que doces momentos... Lembro-me como se fosse hoje de brincar com o meu irmão aqueles jogos... e agora, passados uns 20 anos ou mais... estou a brincar com a minha filha! A vida é realmente um ciclo e devemos criar memórias boas para daqui a 20 anos estarmos a recordar com saudade... 

Daqui a 20/30 anos, será que vou estar a brincar os mesmo jogos com os meus netos?! :)



quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Ela e os beijinhos...

A minha M. nunca foi muito beijoqueira... Nunca! A mim sempre deu beijinhos e muitos sem eu ter de lhe pedir e são, sem dúvida, os melhores beijos do meu mundo. É um facto! Mas às vezes também não me quer dar beijos. E eu respeito. É bem mais fácil ela dar beijos ao sexo feminino do que ao masculino, tudo por causa da barba... Também é um facto! Mas nem sempre os dá... mesmo a quem é do sexo feminino...
Eu nunca fui de obrigá-la a dar beijos. Apesar de às vezes lhe dizer "Dá um beijinho à X ou Y", ela está livre de decidir se quer dar ou não. Quer dar dá, não quer dar, não dá. Simples assim. Isto vale para todas as pessoas, sejam elas mais próximas ou não, familiares ou não. Não considero esta atitude (de não querer dar beijinhos) de falta de educação, mas sim de respeitar a sua decisão como pessoa que é. Isto porquê?! Passo a explicar...
Para as crianças, dar beijos é um acto de intimidade e de extrema confiança para com a outra pessoa. Para os adultos é um ato social frequente. Talvez aquela pessoa a quem queremos que a criança dê um beijo não seja da sua confiança, ou então aquela pessoa, no caso dos homens, tem barba ou já teve e uma ou outra vez causou algum desconforto ou má experiência por arranhá-la, e por este motivo ela não quer passar pela mesma experiência. Só tenho uma coisa a fazer: RESPEITAR a sua vontade!

Por isso, não estranhem que ela não vos queira dar um beijo. E não estranhem que eu não a obrigue. Ela não é mal educada. Ela é apenas uma pessoa que tem a sua própria vontade e, além disso, tem uma mãe que a respeita!...


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Histórias para adormecer...

Desde que nasceu, ou uns tempos mais tarde, o ritual de uma história antes de adormecer passou a ser uma constante. Claro que naqueles dias que se deita mais tarde a história fica para o dia seguinte, mas o habitual é ler uma história antes de adormecer... Nos últimos dias, é ela que quer contar a história... e conta-a. Vai vendo as figuras e contando a história que já lhe contei vezes sem conta, e assim se desenrasca... E o sono vai chegando... devagarinho... abre a boca uma e outra vez... e acaba por ficar meio adormecida...
Depois da história... "Pim prelim pim pim... a história chegou ao fim"...


terça-feira, 6 de novembro de 2018

O que se faz... em dias de chuva?!

Em dias de chuva qual a melhor atividade a fazer com meninas?! 
Entrar na cozinha e dar largas à imaginação... 
Um desses sábados chuvosos, perguntei à minha M. se queria fazer bolachinhas e ela aceitou logo de sorriso na cara... Consola! E lá fomos nós... fizemos bolachinhas e comêmo-las logo que ficaram prontas e ainda fizemos um bolo - sugestão dela - que por acaso ficou muito bom!
Tanto as bolachas como o bolo foram aprovados lá em casa... Em dias de chuva, sabe tão bem um bolinho e bolachinhas com chá... ver um filme de desenhos animados, abraçadas e enroladas numa mantinha boa!...
Ahhhh doces momentos...



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

As bolinhas...em dias de chuva...

Em dias de chuva, o sinónimo de uma tarde divertida é passar um bom bocado nas "bolinhas" do Parque Atlântico. Ela diverte-se... brinca com outros meninos que também estão por lá e, nós, os pais, ficamos sentados a vê-los brincar... Pode ser um bocadinho seca para nós, pais, mas é magnífico ver como eles interagem uns com os outros, como se defendem uns dos outros, como fazem amizades... E fazem amizades tão facilmente... É tudo tão simples, tão fácil, tão inocente,... Fico ali com ar de mãe parva a olhar para ela a correr, a sorrir, a brincar com as bolinhas ou a descer no escorrega... É um doce de menina a minha filha... não me canso de dizer... e eu... eu... eu sou aquela mãe babada que fica feliz se ela tiver um sorriso rasgado na cara... 


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Um date à maneira...

Tivemos um fim-de-semana super chuvoso e entreter uma criança de quase 5 anos em casa não é tarefa fácil... A criatividade tem de ser uma constante... Vai daí mal acorda, ainda com aquele ar ensonado, convida-me para tomar o pequeno almoço no quarto! Que fofa! Porque não?! E assim foi... Preparamos as 2 um belo de um pequeno-almoço com tudo aquilo que nos apetecia comer e, num tabuleiro, levamos tudo para o quarto. Foi como se se tratasse de um "date" com pompa e circunstância... E ela ficou feliz (e eu também!)... 
A vida é feita de momentos... e temos de torná-los especiais... de torná-los em boas memórias, de aproveitar o amor e carinho que nos dão... de fomentar a proximidade... de fazer crescer o companheirismo e a cumplicidade entre a família... Só com dedicação, tempo e muita vontade é que conseguimos tudo isso e ainda ganhamos sorrisos e beijos que nos aquecem a alma, principalmente naqueles dias em que tudo é cinzento ou a preto e branco...

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Manhãs de inverno...

Eu não sei como funciona com as outras mães, mas as minhas manhãs de inverno, com uma menina de 4 anos, a caminho dos 5, são particularmente difíceis... Isto porque, apesar de acordar com o mais lindo sorriso do mundo e com o maior abraço do universo que me aquecem o coração mal acordo, basta o tema "vestuário" e "alimentação" para tudo se transfigurar... O sorriso vira choro... Não quer vestir outra coisa que não sejam vestidos ou leggings cor-de-rosa... clarooooo!!!! E não é por falta de calças de ganga, saias e tudo o mais... Lá na escola devem pensar que não tem mais roupa em casa para vestir! No verão ainda me safava, pois arranjei-lhe uma coleção de vestidos que ela adora... mas agora no inverno não posso deixá-la ir para a escola vestida "à verão", embora ela queira!!!
Então, a muito custo, visto-lhe qualquer coisa: leggings rosa, ou algum vestido com collants (quando só condiz com as azuis fica o caldo entornado!),... Mas não é fácil!
Depois da árdua tarefa que é vestí-la... chega à 2ª parte de terror que é tomar o pequeno-almoço! Faço questão que ela coma, pois o seu almoço só acontece perto das 13h... Então, há dias que não quer papa, outros não quer cereais, depois não quer pão, não quer waffles,... Lá a muito custo consigo que ela coma qualquer coisa... Alguma dessas opções tem de marchar a bem... ou a mal...
Se as manhãs de verão às vezes eram difíceis, as de inverno estão a ser bem piores... Mãe sofre!!!

Nem quero imaginar quando se fartar de usar o casaco!!!


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Palavras dela

Acompanhar o crescimento de uma criança é, talvez, o maior privilégio que alguém pode ter na sua vida. Já acompanhei o crescimento de algumas crianças, mas nunca nenhuma com a intensidade da minha M., que tem sido uma aventura daquelas... inesquecíveis...únicas!!!
Todos os dias, enquanto ela dorme, olho para ela e agradeço a Deus esta oportunidade que Ele me ofereceu. Ela é muito mais do que aquilo que eu um dia pude sequer sonhar... 
Ter sido testemunha do seu primeiro sorriso de verdade, dos seus primeiros passos, das suas primeiras palavras... não tem preço! Não tem mesmo!...
Ela, desde cedo, que fala e desde o início que sempre falou muito bem, pronunciando bem as palavras. É muito explicada e, modéstia à parte, bastante inteligente. Mas, como todas as crianças, e ainda bem, há sempre algumas em que engata e eu adoro ouvi-la pronunciá-las. Tanto que vou partilhá-las convosco:

Centoqueia = centopeia
Catarinas = Mandarinas
Cassapete = capacete
Fazido = feito
Borro = Gorro

Se, entretanto me for lembrando de mais algumas, vou partilhando aqui... :)

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Menina do coro

Tal como já referi aqui, não pretendia colocá-la na natação este ano letivo até porque ela já sabe nadar, mas porque queria iniciá-la no campo musical... Quanto mais cedo melhor! Então, como as aulas de instrumentos são aconselhados apenas a partir dos 5, a puxar para os 6 anos, descobri aulas de coro. Ora... ela passa a vida a cantarolar tudo e mais alguma coisa, desde músicas de folclore (as preferidas!) a pimbalhada brasileira (!!!) e até tem uma voz excelente e uma elevada capacidade para decorar letras!!! Então, porque não?!
Fomos experimentar 2 aulas e ela adorou! Vem a cantarolar para casa as músicas que aprendeu e ainda diz que quer aulas de coro todos os dias! :) Sendo assim, só pode ser coisa boa para ela! Um dia, diz ela, quer aprender a tocar piano e violão, como a mãe... ;)
Passam as aulas de coro a cantar. Tudo o que falam é a cantar. E assim já ficam familiarizados com as escalas de sonorização... o que é ótimo para quem depois aprende um instrumento qualquer...