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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Vou ter 10 netos!

Um dia destes a meio do nosso jantar, estávamos a duas, como é habitual, e ela, muito séria, diz-me: 
- "Mãe, quando eu for grande vou ser... uma mãe como tu!" 
Perante isto, disse-lhe: "Então, eu vou ser a avó!".
Depois de pensar um bocadinho, diz "Eu vou ser a mãe Vera e tu vais ser a avó Berta.". Expliquei-lhe que não funcionava assim. Que ela ia ser a mãe Matilde e eu ia ser a avó Vera. Até me arrepiei ao proferir estas palavras!!!! Avó Vera!... Pffff...

Quando ela me diz: "Vou ter 1, 2, 3,...10 filhos!" (contando-os um a um pelos dedos!)
De olhos arregalados disse: "Tantos?!"
E ela arranjou solução: "Depois és a avó Vera e tomas conta deles. E a avó Berta ajuda-te!"

Pronto, problema resolvido! :)
Já tenho trabalho quando me reformar... tomar conta dos meus 10 netos!!! :)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Tenho uma marchante em casa

Ela é filha de foliões, de gente humilde que gosta de festa e de dançar. Eu não entrava em marchas em pequenina, exceto as da minha escola lá no Nordeste, mas o pai sempre entrou em marchas, não fosse ele filho de Vila Franca do Campo. :) Quando o conheci comecei logo a ir nas marchas do S. João, no primeiro ano, por causa de uma promessa que fiz a um grupo de amigos de Vila Franca, fui na marcha da Escola Profissional, mas depois passei a ir na Marcha de Ponta Garça e, aí sim, encontrei o verdadeiro sentido de ir numa marcha! Há o espírito de folia e alegria, mas também há muita dedicação e entre ajuda por parte de todos, desde os marchantes às costureiras e até a população da freguesia em geral. Experiências que guardo com carinho.
Este ano, quando me perguntaram se eu queria que a M. fosse na marcha do ATL, nas festas de S. Pedro, respondi logo que sim, porque ela gosta de dançar e ir numa marcha é sempre tão divertido. 

Vi a coisa mal parada no início, porque eles foram a última marcha a sair e ela, como muitos amiguinhos, já estavam cheios de frio, pois foi um final de tarde mais fresquinho. Já choravam... Mas depois da música começar tudo melhorou e eles divertiram-se imenso (e nós também!). 
Ela estava linda. Aliás, toda a marcha estava um mimo. A música era deliciosa. E ela estava tão feliz e, posso até ser suspeita, mas ela foi das melhores a marchar. Aquilo é que era rodar a saia!

Obrigada às monitoras que são incansáveis com estes meninos.








quarta-feira, 11 de julho de 2018

Praia ou piscina?!

Entre ir à praia e ir à piscina a minha filha prefere a piscina, de preferência a piscina dos avós! É como se fosse a "sua praia". Aquela onde ela se sente mais à vontade.
Na praia passa a maior parte do tempo na areia, debaixo do guarda-sol a fazer castelos na areia. E eu a ir de balde e regador buscar água ao mar! Ir ao mar é sempre meio "empurrada". Ela vai, mas fica o tempo todo a dizer que quer sair porque a água está fria ou porque tem ondas ou por outra razão qualquer... 
Quando lhe pergunto se quer ir à piscina, automaticamente pensa na piscina dos avós. Lá não quer nadar de braçadeiras. Recusa-as... Simplesmente atira-se para a água sem pensar em qualquer tipo de perigo... Mergulha, dá pulos e nada debaixo de água, como uma sereia. Sempre comigo ou algum adulto por perto, claro.
Tirando a piscina dos avós, também gosta de ir para a piscina da Caloura. Lá também não usa braçadeiras. Não as quer. Exceto quando pede para nadar no mar, porque lá não tem ondas. Ela já sabe que no mar tem de usar braçadeiras. Mas nesta piscina, já não está tão à vontade. Embora às vezes aconteça, ela evita mergulhar e nem quer nadar sozinha. Implica, claro, ter de ir à água umas 500 vezes nas 2 ou 3h que fico com ela na Caloura.
Outra das que mais gosta são as piscinas da Ribeira Grande. Há lá uma que ela toca com os pés no chão que não se importa de ficar lá sozinha. E faz tudo o que lhe apetece, pois quando se sente mais aflita, mete os pezinhos no chão e levanta-se... Também gosto desta, porque sempre tenho o mar mesmo ali para ir dar um mergulhinho, caso me apeteça... Sozinha com ela tenho de a levar comigo... mas se alguém vai comigo, fico com uma folgazinha... :)


terça-feira, 3 de julho de 2018

Eu fico com ela...

Desde que nasceu que sempre fui eu a adormecê-la.
Até aos 16 meses adormecia no meu colo. Começou a vir o calor e ela começou a querer deitar-se na minha cama, ao meu lado... Era mais fresquinho! Quando adormecia, punha-a no seu berço. Outras vezes, dormia mesmo ali ao meu lado.
Aos 3 anos e meio, teve uma caminha nova, de menina grande e, desde aí, todas as noites, deito-me na sua cama com ela até adormecer (ou até adormecermos as duas!!!).

Há quem diga que não devemos adormecer os bebés ao colo... que não devemos deitar-nos com eles... que eles não devem ir para a cama dos pais... e muitas, muitas outras coisas que, antes de eu própria ter filhos, também dizia que não ia fazê-lo... mas faço!
Eu não ligo nada a essas teorias "da batata doce"!
Oiço. Respeito as diferentes opiniões. E ajo como o meu instinto de mãe me diz para agir.

E quando ela pede para ser o pai a adormecê-la? Lá vão eles escada acima... Ele conta uma, duas, cinco histórias e ela nada... Quando ele começa a insistir que já é hora de dormir ou quando ele desiste e é o primeiro a adormecer (?!!!), sinto os seus passinhos pequeninos pelas escadas abaixo a chamar-me para afinal ser eu a adormecê-la...

Se me dava jeito que ela adormecesse sozinha?! Sim dava! Até porque adiantava as tarefas que ficam penduradas até eu voltar... Mas não abdico desse momento por nada! É nesse momento que estamos só as duas que conversamos sobre o dia que passou, rezamos, fazemos festinhas uma à outra, abraçamo-nos com força e dizemos o quanto nos amamos. Quando adormece sinto a sua pele lisinha, de cheirinho doce. Fecho os olhos e oiço a respiração tranquila dela... É o som mais sereno que conheço...

Não vou deitar-me na sua cama até ela adormecer a vida toda... Provavelmente, daqui a "dias" ela já não vai querer. Já vai querer dormir sozinha no seu quarto. E cada uma de nós vai estar na sua cama... E, nessa altura, eu sei que vou sentir saudade das noites em que estava ao seu lado a ouvi-la a adormecer...

Chama-se a isto "Parentalidade Proximal". Aquela que valoriza os afetos, o apego e a proximidade entre filhos e pais, de forma a que estes se sintam seguros. Se é de mim que ela precisa ao seu lado para adormecer ou para qualquer outra situação, é lá que eu irei estar. Mas, por outro lado, também quero ser uma mãe que saberá dar espaço quando ela assim o necessitar, com a certeza de que serei sempre o seu porto seguro para qualquer eventualidade.


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Ela é linda de qualquer forma

Há uns tempos ela pediu-me para fazer montes e montes de tranças. Inicialmente ainda pensei fazer muitas, mesmo como as meninas de Cabo Verde, mas achei que me ia fartar de tanta trança! E ainda bem que não fui impulsiva e deixei-me ficar pelas 6 tranças! Ficou o dia todo com elas e dizia que era igual às meninas de Cabo Verde :)

Ela é linda de qualquer maneira!


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Uma Lisboa diferente... muito diferente...

Esta viagem a Lisboa foi diferente de todas as outras que já fiz em toda a minha vida. Não foram férias e também não foram só preocupações. Foi uma espécie de meio-termo. Óbvio que não podíamos estar a sair de casa logo pela manhã e fazermos coisas todo o dia (como se fossem férias!), pois havia quem não conseguisse acompanhar o ritmo. Por outro lado também não podíamos passar os dias todos em casa pois havia quem precisasse estar ao ar livre, fazer coisas divertidas e felizes para menores de 5 anos!...
Conhecemos Lisboa como nunca, no que diz respeito a parques infantis (até então desconhecia um que fosse!!!), mas também tivemos tempo para ir ao Oceanário, Jardim Zoológico, Kidzania, Belém, Estádio do Benfica, Centro Comercial Colombo, Vasco da Gama e Dolce Vita Tejo,... e mais houvesse... Deu para revermos algumas pessoas que fazem parte da nossa família de coração e passamos algum tempo útil com elas, o que foi excelente!
Foi uma viagem que teve o 8 e o 80!

Senti o coração tão pequenino, como também voltei de coração cheio!...


sexta-feira, 22 de junho de 2018

Reencontro de família...

Não estive com todas ao mesmo tempo, mas fiz questão de estar com elas, assim como vi, antes ainda de sair de Ponta Delgada, que seria bem recebida por elas, na casa delas, na família delas... Se isto não é ser família, então não sei o que é!...
Regressar a Lisboa, por uma situação tão stressante para mim e para a minha família, num momento em que nós (e a minha filha principalmente!) precisávamos de nos sentir em casa, houve quem se chegasse à frente e nos estendesse a mão.
A verdade é que, graças a Deus, existiram muitas mãos estendidas. Bom sinal! Difícil foi mesmo escolher sem ferir qualquer uma das restantes mãos... Penso que conseguimos!... 
A quem nos acolheu quero deixar aqui o meu eterno agradecimento por estarem do nosso lado nesta fase emocional mais complicada para nós... Somos uns para os outros. Desta vez estiveram aí para mim... espero um dia poder retribuir tudo quanto fizeram por nós durante a nossa estadia por Lisboa...

Obrigada!

Um beijo a todas: às da foto e às que não estão na foto, mas estão no meu coração...

Dina, este post também é para ti!... :)

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Compramos um ovo de dinossauro!

Outro dia comprei um ovo de dinossauro para ela. Achei gira a ideia! O processo só se completava em 8 dias. O ovo teria que estar submerso em água durante 2 dias e nessa altura rachava e saia de lá algo que depois, ainda debaixo de água, iria crescer...
Assim foi... 
Durante 8 dias tive a minha filha super entusiasmada com o seu ovo de dinossauro!!!

Achamos tão giro, tão giro, que compramos um para um amiguinho que fazia anos por aquela altura... e ele adorou! Bom... a M. estava mais entusiasmada que ele para colocar o ovo na água, mas isso já é outra história... :P




quarta-feira, 20 de junho de 2018

Kidzania... Recomendo!

A Kidzania é um espaço dedicado a crianças que fica no Centro Comercial Dolce Vita Tejo, em Lisboa. Eles têm aquilo tão bem montado que, quando compramos o bilhete de entrada parece que entramos numa mini cidade. A primeira coisa que fazem é ir ao Banco trocar o cheque que dão à entrada por dinheiro (moeda Kidzus, usada apenas naquela cidade!). Depois cada criança pode fazer o que quiser. Tem pistas de carros (2), ruas por onde se pode passear e onde os carros andam, Lojas (de música e outras), cabeleireiros e salões de beleza, clínicas (veterinárias, dentárias, de emergência, de pediatria,...), escola de condução, um avião (que só dá para participar a partir dos 5 anos!) e... literalmente a criança escolhe o que quer ser e ganha dinheiro por isso. Lá as crianças são tratadas por senhores e senhoras e os adultos que as acompanham são os turistas!
Bom... foi, sem dúvida, uma manhã e início de tarde super diferente e engraçado! Estivemos lá umas 3h (ou mais!) e ficou a promessa de lá voltar!
Ela foi veterinária, pediatra, médica de emergência (INEM), onde ganhou dinheiro e para gastar algum do seu dinheiro foi ao salão de beleza: cabeleireiro, manicura e maquilhagem. 
Para a próxima já sabe que quer tirar a carta de condução para poder conduzir os carros, ser piloto e ser polícia.
Ela adorou (e eu também!!!)!!




terça-feira, 19 de junho de 2018

Veio e foi...

Há uns tempos, o homem lá de casa esteve nas telhas e de lá saiu com um passarinho, ainda bebé. Deu-lhe à M. e ela ficou extremamente contente com o seu novo amiguinho... Durante 2 dias foi uma alegria lá em casa. Ele ainda não voava. Era mesmo muito bebé. Dei-lhe papinha de fruta através de uma seringa (uma das muitas que a M. tem) e ele até comia. 
O auge foi quando reproduzi o vídeo que lhe tinha feito e ele, por pensar que era a mãe dele a piar, começou a abrir o bico à espera que lhe pudessem a comida. E assim fiz para alimentá-lo...
Um dia cheguei a casa e ele tinha morrido...
Contei à minha M. e ela, imediatamente, desfez-se em lágrimas... 
Expliquei-lhe que aquele passarinho era demasiado frágil para sobreviver sem a sua mãe e por isso tinha ido voar para perto de Jesus...
Até eu fiquei com pena... e sinto falta do passaroco!

Moral da história: agora ela só fala que quer um passarinho que vá para o dedo dela e que brinque com ela... E eu, que tenho o coração mole, já ando a estudar o caso...



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Ela é do Benfica, sem dúvida!

Numa das vezes que fomos ao Colombo, perguntei-lhe se queria conhecer o estádio do Benfica. Desde cedo que ela canta o "SLB" e diz ser do Benfica... Apesar de ter sido incutido por nós (não temos ninguém do núcleo duro da família que seja de outro clube sem ser o Benfica - pudera!), ela sempre reagiu positivamente ao Benfica (mesmo sabendo/tendo visto o estádio do Sporting e vendo que é verde, uma das usas cores favoritas!)... Ela aceitou de bom grado e, nas minhas cavalitas, foi o caminho todo (t.o.d.o.!!!) a cantar a música "SLB" (até eu, que sou benfiquista, já não podia ouvir!)!!!!
Admirou todo o estádio, entrou na loja, queria trazer uma bola do Benfica e, quando lhe pedi para tirar uma foto com o Eusébio, ela muito séria diz-me "Mãe, e se ele dá um chute na bola? Eu vou voar!"... Santa inocência. Rimo-nos e pronto... Tiramos na mesma a fotografia! :)

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A nossa experiência na CUF

Quando se fala em hospitais fico logo arrepiada... Quando se fala em a minha filha ter de estar num hospital, ter de ser operada num hospital, a coisa torna-se verdadeiramente séria e um assunto super, hiper, mega delicado. 
Na imperativa necessidade que tive, há bem pouco tempo, de ter de estar num hospital com alguém que é somente a minha vida, tive de escolher um que nos/lhe oferecesse o melhor: qualidade acima de tudo. O preço foi apenas um acessório. Neste caso, até foi um acessório que quase nem dei por ele (graças ao seguro que ela tem pelo trabalho do pai!). Bom na verdade o que me importava neste caso era como iam tratá-la! Isto sim era importante!
Recordo-me de ter ido para o bloco operatório sem a minha mãe e o que eu chorei e o que esperneei!!! Não queria que a minha filha passasse pelo mesmo. Quando me disseram que ali, na CUF Descobertas, eu entrava no bloco com ela, foram pontos positivos que subiram vertiginosamente na minha escolha. Outro fator que me encaminhava para aquele hospital era o facto de não lhe aplicarem a agulha de soro enquanto ela estava acordada. 
Eu já conhecia a CUF Descobertas numa ou noutra vez que a minha mãe já tinha ido lá e ela sempre me falou bem, mas ela fala bem de tudo quanto é médico/enfermeiro/hospital, portanto não era por aí... Mas já tinha estado lá e era um hospital que nem "cheiro a hospital" tinha e, na maioria, as pessoas eram super simpáticas e atenciosas.
Estava decidido! Seria lá! Preço e qualidade incríveis! 
Tirando o atraso para o início da cirurgia da minha M. (era para ter sido às 19h e só começou às 20h e qualquer coisa), porque não é fácil aguentar uma criança de 4 anos sem comer e beber durante uma tarde inteira... o resto correu super bem! Desde o pessoal da receção, ao pessoal médico/enfermeiros/técnicos, todos, sem exceção, extremamente simpáticos, atenciosos, meiguinhos, compreensivos, brincalhões com ela... mesmo fofinhos!
Não me arrependo em nenhum momento da minha escolha. Hoje voltava a decidir igual!...

Parabéns à CUF Descobertas pela dedicação e compreensão aos seus doentes e pela rapidez, capacidade de inovação e tecnologias que utilizam! Que sejam exemplo para muitos hospitais! :)


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Oceanário e Zoo em tempo record

Após a cirurgia, havia necessidade de animar a pequenina e mostrar-lhe um pouco da beleza que existe em Lisboa, sem ser idas ao hospital! No dia em que tínhamos que voltar à CUF para a consulta pós-operatória, decidimos visitar novamente o Oceanário. Como ela estava ligeiramente febril e, nem tinham passado 2 dias desde a cirurgia, fez a visita toda ao meu colo mas sempre entusiasmada com a vista deslumbrante do ecran gigante onde podia seguir os enormes tubarões e as raias "Igual à avó da Vaiana", dizia ela. Outro peixinho que também adorou ver foi o "Nemo" (peixe palhaço) e a Dory...


Depois da "não consulta" (porque afinal passou para o dia seguinte!), já que estávamos com a pica toda de ver animais, decidimos ir ao Jardim Zoológico. Tinha sido uma promessa minha levá-la mais uma vez lá. Ela queria ver as suas queridas girafas e encontrar-se com os leões e as chitas. Almoçamos algo bem fresquinho (um gelado, para variar!) e fomos...
Um dia em cheio!




quarta-feira, 13 de junho de 2018

Menu para os primeiros 2 dias a 1 semana...

Ainda na CUF Descobertas, tanto o meu primo, como o Enf. Marco nos alertaram para nos primeiros 2 dias a alimentação dela ser à base de líquidos/papas à temperatura ambiente ou frias. O meu primo relativizou muito a situação, desde o início. Está habituadíssimo a estas situações. Eu é que nem por isso... Disse-me que se ela pedisse algo mais duro que lhe desse. Ela é que iria mandar na sua alimentação nestes primeiros tempos... Se conseguisse muito bem, se não conseguisse... havia de conseguir engolir para a próxima.

Mal acordou do dia 1 pós operação, pediu um gelado. Um Perna de Pau, os preferidos da minha amiga... Deliciou-se...
Já não estava tão cheia de energia como quando chegamos a casa. Estava murchinha. Teve alguma febre... Decidimos, no final do dia, ir com ela e com o T. a um parque florestal, cheio de coisas para crianças, em Monsanto. Comemos outro gelado. Desta vez pediu um Corneto de Morango. Comeu tudo, inclusive a bolacha. Amolecia-a na boca e engolia.
Ao jantar, comeu sopa à temperatura ambiente e um gelado para sobremesa.
No dia 2 pós-operatório, ainda com alguma febre, comeu à base de fruta ralada, sopa e gelados.
Nos restantes dias... foi experimentando o que comíamos... Quando não queria mais (talvez por não lhe apetecer ou por não conseguir), não insistimos... Até um mês... estará à sua vontade...


segunda-feira, 11 de junho de 2018

O acordar dela...

O meu primo foi abrir-me a porta branca e levou-nos até ela...
Lá estava ela, deitada, a dormir, de boquinha aberta e à frente da cara tinha uma máscara de oxigénio.  Ali permanecemos quietinhos à espera que acordasse... Entretanto, o meu primo disse-nos que não sabia como ela respirava... que tanto as amígdalas como as adenóides eram gigantescas... Mas que agora ia ficar tudo muito melhor com ela... Era esse o objetivo!
Dali a um pouco (quando ele se foi embora!), ela começa a tossir... a colocar para fora coágulos de sangue, quer do nariz quer da boca, e a sensação que tinha era que estava a engasgar-se... Por mais que limpasse mais sangue vinha colado atrás. A ideia era ela permanecer deitada de lado com a cabeça inclinada, para evitar ingerir aquilo. Mas... é difícil sossegar uma criança de 4 anos. Foi uma hora de muito choro, de muito pedir colinho, de muito mimo, de muita criatividade para a distrair, de muita agonia e medo... Ela já se embrulhava nos fios que tinha à volta do corpo... olhava para a mãozinha e dizia que não queria aquilo (o canal para o soro/medicação) ali, que queria tirar...
Ela ficou com a carinha toda suja de sangue... Minha rica filha... Dava tudo para ela não passar por aquilo...
Depois, quando já estava mais calma, saímos da sala do recobro e fomos para a outra sala, a primeira onde tínhamos estado. O enfermeiro Marco deu-lhe um sumo de maçã fresquinho e ela bebeu todinho... (e eu a imaginar que seria um gelado!!!...).
Vestimo-la, pegamos na Minnie e na Girafa do T., envolvemos-lhe nas suas mantinhas e fomos para casa, onde nos receberam os nossos amigos ainda acordados, para a verem e saberem dela.
Nessa noite estava cheia de energia... nem parecia que tinha feito uma cirurgia. Falava normalmente e estava pronta para outra.
Dormimos os 3 na caminha, caso alguma coisa acontecesse... Apesar dela ainda estar a ressonar, foi uma noite tranquila, dentro dos possíveis...


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Como é deixá-la no bloco operatório?

Depois do cenário para o qual não estava minimamente preparada (este aqui), o Dr. Chaled Al-Kadri diz: "Mãe, beijinho na Matilde e até já!". Dei-lhe um beijo e, instantaneamente, deixei de conseguir falar. Olhei para o meu primo e, já de lágrima no olho (e na cara toda!), "pedi-lhe" (com o meu olhar!) para ele cuidar da minha menina... Sai com uma enfermeira que me acompanhou e me disse qual era a porta por onde devia entrar quando tudo acabasse...
Vagueei um pouco pelo corredor, com o Sr. Santo Cristo na minha mão (sempre!) à procura de uma saída. Mas, com medo de me perder e nunca mais encontrar aquela porta branca (sentia-me bastante desorientada, como se estivesse a andar por cima de um chão irregular!), sentei-me no chão daquele corredor e pus o meu telemóvel a carregar para que quando ela acordasse pudesse distraí-la com os jogos que tenho lá gravados para ela. Nesse momento não tinha de ser mais forte. Podia chorar sem que ela me visse, sem que a provocasse medo. Deixei-me ir pelo meu medo e permiti-me chorar. Chorei continuamente. Rezei, olhei para Ele, apertei-O na minha mão como se estivesse a agarrar-me à minha filha, à sua própria vida. 
Não consigo imaginar o tormento que sentem os pais das crianças que são operadas durante longas horas... Os meus pais... como sobreviveram a mais de 6h de operação do meu irmão?! 
Imaginava o que lhe estavam a fazer, como,... Aparecia um flashback da minha própria vida... Como ela ficaria depois daquilo?! Como ela iria reagir?!
Via fotos dela... vídeos... Ouvia a sua voz... Fechava os olhos e sentia o seu cheiro...

Chamem-me o que quiserem... Mas acima de tudo sou "mãe" e sou, orgulhosamente, mãe de corpo e alma. Mãe a tempo inteiro, mesmo que, por vezes, longe fisicamente. Sou mãe desta pessoinha, desta "nica de gente" (como a apelidava quando andava na minha barriga ainda, por ser tão pequenina!) que amo mais que a minha própria vida. Sou a mãe dela e isso dá-me o direito de poder viver para ela e com ela...

Dali a pouco mais de 25 minutos (os mais longos da minha vida!) só oiço alguém a dizer "Já está!". Era o Pedro. Tinha terminado. E ele vinha confiante, sorridente. Respirei de alívio. E já só queria era estar com ela outra vez, vê-la, tocá-la, tê-la no meu colo...


quarta-feira, 6 de junho de 2018

O pré-operatório...

Chegou o dia 14 de maio... o dia da sua cirurgia! Estava marcada para as 19h!!! Instruções: a partir das 13h não podia nem comer nem beber nada!!! 

Ela almoçou muito bem. Mesmo bem! Tinha mesmo que almoçar bem, pois sabíamos lá nós quando ela poderia comer ou beber novamente...
Decidimos passar a tarde no "parque infantil" do Colombo. É um sítio que ela gosta de estar e não levava com o sol de Lisboa, fazendo-lhe querer beber. Pelas 16h fomo-nos dirigindo para o Parque das Nações, na esperança que ela adormecesse. E assim foi.
Quando acordou, levei-a no meu colo para o Hospital e lá aguardamos um pouco.
Quando chamaram pelo nome dela, levaram-nos para um quarto grande onde estavam outras pessoas, separadas por cortinados. Deram-nos 2 batas e 2 toucas (uma para ela e outra para quem fosse com ela para o bloco operatório - eu!). Vesti-a e vesti-me. Ela deitou-se na sua caminha junto com a Minnie (a amiga de sempre!) e a girafa que ela levou consigo e que era do seu "irmão gémeo" T. :)
Acompanhou-nos o enfermeiro Marco extremamente (bonito!) simpático e sempre muito meiguinho com ela. 
O anestesista Dr. Chaled Al-Kadri também nos visitou. Ela sempre muito envergonhada quando ele falava com ela. Até que ele "virou palhaço"! Começou a fazer caretas e palhaçadas com a touca. Dizia que a touca fazia magias e tal... Muito, muito meiguinho! Disse-nos que só colocariam o soro nela quando ela já estivesse a dormir e que seria tudo muito soft para não criar qualquer tipo de trauma no futuro.
Deram-lhe uma espécie de xarope para ficar "bebedinha" e acreditem... ela ficou mesmo! Fartamo-nos de rir com as coisas que dizia... E ainda brincamos um bocadinho com ela enquanto esperávamos pela hora. No fundo, o meu coração de mãe estava a ficar cada vez mais pequenino com o aproximar da hora...
À porta do bloco operatório estava o nosso primo, quem lhe ia operar. Ela ia no meu colo, embrulhadinha nos cobertores. Ele falou com ela, sempre simpático e meiguinho. Deitei-a na cama da operação. A enfermeira do bloco também muito simpática a falar com ela. E chegou a hora de lhe colocar a máscara. Disse-lhe que era a máscara parecida com a de mergulho do padrinho. Ela deixou, como tínhamos combinado... 
Estava à espera que ela adormecesse serenamente e com naturalidade, tal como adormecem nos filmes e na Anatomia de Grey. Mas não! A dada altura o médico anestesista diz-me: "Não se assuste! Eles começam a ficar agitados agora no final!". E ela ficou! Começou a espernear e a revirar os olhos. Só me lembrava de mim pequenina a passar exatamente pelo mesmo. Eu lembro-me que também esperneei... Será que foi disso? Não sei... Parecia que ela estava a ter um AVC ou com falta de ar... Foi um choque para mim e, como ninguém me tinha preparado para aquele cenário... o meu coração ainda ficou mais pequenino do que já estava, como se isso fosse ainda possível...

Se me perguntassem hoje se voltava a entrar no bloco operatório com ela, mesmo sabendo que ia vê-la passar por aquilo, eu responderia que sim, 1000 vezes SIM. Tenho a certeza que ela se sentiu mais segura comigo ao seu lado, a segurar-lhe a mãozinha pequenina, do que sem mim... 
Tudo por ela...



Dr. Chaled Al-Kadri
Anestesista

Dr. Pedro Machado Sousa
Otorrinolaringologista (e nosso primo!)

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Espertinha...

A minha filha já reconhece algumas letras do alfabeto. Algumas até desde muito pequenina. Associa-as a pessoas de quem gosta. Outro dia reproduziu a sua letra "M" num papel e disse-me que queria escrever o seu nome. Escrevi o nome em letras grandes e ela reproduziu, meio descoordenado, sem ordem definida, o "D" teve 2ª tentativa, mas as restantes letras... Wow! 

Ora vejam, com apenas 4 anos:


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dia da criança mais linda do mundo!

Não sou presunçosa, até me considero uma pessoa humilde e até acho a minha filha extremamente parecida fisicamente com o seu pai, mas... olho para ela e, por vezes, revejo-me. Olho para o desenho dos seus olhos e vejo um pouco dos meus. O cabelo dela... igual ao meu. O seu sorriso genuíno, com aqueles dentinhos pequeninos... Vejo-me nela naquela idade... Lembro-me de, às vezes, ver as minhas fotos de pequenina e sentir vontade de pegar em mim ao colo (porque eu era mesmo gira!) e agora tenho essa oportunidade, todos os dias...
Ela é como se fosse a minha "segunda oportunidade". Uma continuidade de mim... É a oportunidade que tenho de ser criança novamente... Ela é a minha criança, o meu porto de abrigo, o meu refúgio, o meu "EU" mais sublime, mais fofo e mais abençoado que eu tenho na minha vida.

Hoje, dia da criança, da minha criança, só desejo que a inocência que ela tem viva dentro dela o maior tempo possível! Saúde e paz! Não desejo mais nada! Mais nada!







quarta-feira, 30 de maio de 2018

O motivo da minha ausência foi?!

Já tinha mencionado por aqui que a minha M. ia ser submetida a uma adenoamidalectomia em breve e o breve foi no passado dia 14 de maio. 
Depois do stress e preocupação (mesmo sabendo que era uma intervenção simples!) que "engoli" desde o momento em que soube que era mesmo para ser operada, senti necessidade de fazer a pausa para estar totalmente focada nela. Eu já tinha passado por aquilo, mas não me lembrava de muitas coisas (e não me lembro! Tinha 5 anos!!!) e o pouco e mau que ainda existe na minha memória não queria que ela também o sentisse. Então foquei-me nela, só nela e no seu melhor bem estar.

Eis algumas medidas que adotei para que ela se sentisse como se estivesse em casa:

- ficamos em casa de um casal amigo que tem um filho, o T., que é 2 dias mais novo que a M.
Estarmos numa casa familiar, e ainda por cima com um menino da idade dela, iria permitir-nos confeccionar a sua comida, estar num ambiente "casa", com um amigo para brincar, com quem ela se dá muito bem (e nós também com os pais dele). Na casa deles sentímo-nos em casa e acredito que a presença do T. naqueles dias (tirando o dia "pica-piolos" :P) ajudou a M. a ficar mais animadinha.
Obrigada à família Nunes Pimenta e um agradecimento super especial...por T.U.D.O.!

- fizemos outras atividades para crianças, sem ser apenas ir ao médico.
Não queria que a minha M. associasse aquela viagem a apenas à cirurgia e às consultas. Queria que, caso se lembrasse daquela viagem alguma vez, não olhasse só para as coisas más, mas também pelo bom que viveu. Por isso, fomos a muitos parques infantis, Jardim Zoológico, Oceanário, Kidzania,... E apercebi-me de uma coisa: enquanto estudei em Lisboa (e foram 6 anos da minha vida!) nunca tinha visto um Parque Infantil em Lisboa!!! :)

- escolhi o meu primo e a CUF Descobertas.
Além dele ser da minha família e ser uma pessoa em quem confio plenamente (sempre foi excelente aluno e muito responsável!) e dele operar na CUF Descobertas, garantiu-me que estaria o tempo todo com a minha M., enquanto ela estivesse acordada. Assim foi. Obrigada Pedro.

- evitei (ou tentei evitar!) o stress.
Guardei tudo para mim basicamente. Evitei que ela me visse stressada por qualquer motivo. Tentei transmitir-lhe toda a calma que eu (não) tinha dentro de mim... Para esta medida, tive de fazer escolhas. Escolhi rodear-me de quem me faz bem, de quem me faz sentir bem. Ignorei os restantes. Optei por desligar-me do blog, porque não tinha forma e nem teria cabeça/tempo para escrever o que quer que fosse... Andei a vaguear pelo facebook lá de vez em quando... Foi o bastante!