Mostrar mensagens com a etiqueta Espírito Santo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espírito Santo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 18 de junho de 2017

Fiz arroz doce montes de vezes!!!

A minha Paróquia é a da Fajã de Baixo, mas porque participo na romaria das senhoras de Santa Clara, porque adoro o padre que lá está (o padre Norberto) e por afinidades com algumas pessoas que também por lá andam, sinto-me muito próxima da paróquia de Santa Clara. 

Há tempos pediram voluntários para colaborar no Império do Mordomo Padre Norberto. Pediram exatamente para fazermos arroz doce. A minha mãe deu o nome e dividiu pelas suas meninas: a filha e a nora! Então, tanto eu, como a minha comadre, cunhada e amiga pusemos mão na nossa bimby e cada uma fez nem mais nem menos que 6 vezes Arroz Doce! Já não via Arroz doce à minha frente (verdade seja dita!!!), mas, apesar de à primeira e segunda vez aquilo nem me calhar como devia ser, depois a coisa engrenou! Até já sei fazer arroz doce, sem ver a receita!!!
Foram ao todo praticamente 7h de roda da bimby... O Espírito Santo viu, por isso pode dar-me em breve um miminho bom! :)

Ingredientes:
- 1 litro de leite
- 150gr arroz carolino (como o meu ficava sempre muito líquido, decidi aumentar a quantidade de arroz para 180gr)
- 1 casaca de limão (parte amarela)
- 1 pau de canela
- 160gr de açúcar (reduzi para 140gr)
- 4 gemas

Como fiz?!
. Pus tudo na bimby, exceto o açúcar e as gemas: 20 min. (na receita diz 15), 90º, colher inversa, vel. colher.
. Depois abri a tampa e mexi com a espátula. Mais 30 min. (na receita diz 25), 90º, colher inversa, vel. colher.
. Depois desfiz as gemas em um pouco de arroz. Coloquei o açúcar dentro da bimby e as gemas e misturei com a espátula. Depois colocar 15 min. (na receita diz 10), 90º, colher inversa, vel. 1,5.

Só assim consegui que fosse mesmo arroz doce!!! Estava saboroso!

E a festa foi mais ou menos assim, com direito a sopas e boa companhia:


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Tenho um lado meu que é brincalhão

Há uns tempos venderam-me um bilhete de um sorteio daqueles que se fazem para as festas. Desta vez era a favor do Império da Trindade, um Espírito Santo da Criação Velha, um lugar que fica lá para a Ribeira Funda, pertinho da freguesia onde a minha avó materna e padrinhos moram. Foi um sorteio com muitos (e põe muitos!) prémios. Eram ao todo 64 prémios! Comprei um bilhete porque não costumo ter sorte nesses jogos, mas perante 64 prémios, um deles podia ser que me calhasse a mim. Pensava eu, na altura que o comprei... Os prémios variavam muito: era conjuntos de loiças, caixas de cervejas, garrafas de bebidas, eletrodomésticos, canas de pesca, produtos para a casa,... mas o prémio que mais chamou a atenção foi mesmo o 1º, que era uma vitela! Nunca tal tinha visto! Disse logo à N., que foi quem me vendeu o bilhete, que ia ganhar a vaca, na brincadeira. Por curiosidade coloquei o papelinho do sorteio no dia em que iam fazê-lo, que foi no passado dia 26 de Maio, só naquela para perguntar à N. ou à C., a colega que é da Ribeira Funda, a quem tinha saído a vaca.
No dia 27 de Maio fui ter com a N. e disse "Ganhei a vaca!". No início ela não acreditou, mas depois de confirmar com a C., que alinhou na brincadeira, disse que era verdade. Também disse à J., outra amiga cá do trabalho, que adora animais, e que trabalha com a C., que tinha ganho a vaca. Perguntei-lhe se ela tinha uma terra para colocar a vaquinha, caso contrário teria de colocá-la no congelador... Ela não queria que eu matasse a vaquinha e ficou pensando no assunto todo o fim-de-semana, inclusive também me enviou uma sms tipo "peditório" para não matar a vaquinha. Achei imensa piada à situação...
A verdade é que aqui nas horas de almoço durante uns tempos não se falava noutra coisa que não fosse a minha suposta vaca, que nunca chegou a ser minha, mas que até foi batizada de Vitória, pela C., se calhar a criatura que mais imaginação revelou ter. Foi bom provocar sorrisos nas carinhas que vejo todos os dias, sempre se desanuvia do stress do trabalho... Espero que nenhuma me tenha levado a mal...

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Não lhe escapa nada!

No domingo passado foi dia de fazermos o Espírito Santo à moda da ilha das Flores na casa dos avós maternos. E ilha das Flores porquê?! Porque os vizinhos dos meus pais não são cá da ilha: ela é das Flores e ele do Faial. Viver nos Açores também é isto: ter um pouco de cada ilha mesmo ao lado. :)
E vai daí, combinaram umas sopinhas do Espírito Santo lá em casa e, como eu sou fã nº 1, não pude perder... 
Estive a manhã inteira, em casa, agarrada à bimby, a fazer o arroz doce (não podia deixar a minha mãe agarrada ao tacho se existe uma bimby à disposição!). A minha M. quando me viu a fazer as bolinhas com a canela em cima do arroz também quis ajudar e, 2 das travessas, foram decoradas exclusivamente por ela! :)
Antes do almoço fomos para a casa dos avós e, ao ver a mesa posta (linda! A mãe esmerou-se!) disse "Uau"... ela sabia que a mesa estava com um ar de festa, diferente do habitual... E, logo de seguida, olha para os pés da avó e diz "as unhas estão pintadas"... Não há pormenor que lhe escape. É impressionante com apenas 2 anos... Ela sabe que eu vou trabalhar quando a acordo e ela olha para os meus olhos e diz "os olhos estão pintados, a mãe vai trabalhar" (isto para dizer que ao fim-de-semana estou maltrapilha heheh)... 


Ela comeu a sua sopinha e foi fazer a sua soneca habitual... O almoço foi só às 15h, ela ainda dormia... As sopas estavam divinais, a carne bastante tenrinha e gostosa, o arroz doce (modéstia à parte) estava delicioso e a família estava quase toda presente...

Para acabar em grande ainda foi brincar na casa da amiga S. e, quando a fui buscar, fez questão de trazer a viola da amiga para dar um show na casa dos avós... Foi um domingo muito bem passado...

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Tradições do dia da pombinha

Como já disse num post atrás, nos Açores leva-se muito a sério esta devoção ao Espírito Santo. Tanto é que existe um feriado próprio para o evento. Esse feriado foi na passada segunda-feira. É a chamada "segunda-feira da pombinha"!Ah que rica pombinha foi esta!!!

Aqui a família "Prudêncio" criou uma tradição desde há algum tempo atrás. Nas "segundas-feiras da pombinha", como é o dia do Espírito Santo, passamos o dia a festejá-lo e vai dai que, após 2 anos de interregno, por motivos da minha M. ser demasiado pequena para essas aventuras, achamos que este ano ela já teria alguma capacidade de conseguir aguentar tamanha caboiada e lá fomos nós os 3, tal como o Pai e o Filho iam, este ano foi a primeira vez de levarmos o Espírito Santo... :)

Não fomos tão cedo como o habitual, porque ainda quis preservar alguma alimentação consistente à M., assim, comeu a sua sopa pelas 12h e arrancamos de Ponta Delgada, onde se registava um dia lindo de sol... Fomos preparados exatamente para o sol (com protetores solares na mala e tudo!), pois, normalmente, nesse dia o Espírito Santo desce à freguesia da Maia em forma de sol abrasador. Qual não é nosso espanto que, ao chegarmos à Maia, estava um céu bastante encoberto e, em algumas zonas, um ventinho chatinho, mas nada impediu que se fizesse a festa... Ainda chegamos a tempo de ver um restinho de cortejo, os bombeiros, os Bora lá tocar,... Os animais e os tambores fizeram as delícias da minha M., como era já de esperar. Por todas as ruas "transpira-se" festa... há música e o burburinho de muitas pessoas a conversar ao mesmo tempo... Uma delícia...

Alguns registos do cortejo.
















Depois do cortejo iniciou-se as grandes filas (vulgo "bichas") para a carne guisada... Na Maia, as pessoas da freguesia juntam-se e preparam carne guisada para, no mínimo, 4 mil pessoas (é muita carne!!!)... Agora imaginem o tamanho das filas (registei em uma foto só para terem uma pequena noção!)... 

Deixamos as filas abrandarem, até porque não acredito que a minha M. parasse muito tempo numa fila à espera, para tentarmos a nossa sorte e lá tivemos o nosso quinhão. A carne estava deliciosa, como sempre... Com o picantezinho habitual... muito bom! A M., por sinal, adorou a comida (e a laranjada também, embora as bolinhas do gás lhe causassem alguma confusão!). Dias não são dias, portanto... 

Depois do almoço, tínhamos de encontrar urgentemente um sítio onde eu pudesse mudar a fralda e a roupa da M., porque ela acabou por escolher sentar-se no único sítio (perto de nós) que estava molhado! Corremos as casas de banho públicas, uma casa de banho de um café das redondezas, tentamos entrar na igreja, mas por ordens do pároco, ninguém poderia lá entrar (uma verdadeira tolice! Não percebo, mesmo!!!) e acabamos por trocá-la num jardim perto do centro que me pareceu mais abrigado, visto que tinha de lhe trocar o body... Obrigada à amiga M. que nos acompanhou nesse ato insólito na sua freguesia. Deixo, já agora, um apelo ao Presidente da Junta de Freguesia, Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, ou até a alguém de direito que fraldários também são necessários em eventos como este, de tão grande dimensão...
Após esta peripécia, foi tempo de desfrutar um bocadinho o ambiente festivo que se vive na freguesia...






O fim do dia, habitualmente, íamos até S. Vicente, onde também se fazem sopas do Espírito Santo bem boas, mas este ano decidimos que íamos experimentar as sopas que se servem na nossa futura freguesia "Fajã de Baixo" (e soubemos que também servem carne guisada e sobremesa). Não comparando para a gigantesca dimensão dos festejos da Maia, na Fajã de Baixo também se encontrava muita gente. Para o sítio que é e não fechando as ruas ao trânsito (quem leva crianças anda literalmente sempre com o coração nas mãos!) foi uma autêntica confusão. As pessoas praticamente se atropelavam. Muito triste... à parte dessas situações, as sopas estavam divinais, quentinhas e bem gostosas. Parabéns a quem a fez! A M. adorou. Quis comer o seu prato de sopa (e o meu praticamente todo!) e comeu-o sozinha. Acho que vou ter de fazer sopinhas do Espírito Santo lá em casa! Não chegamos a provar a carne guisada porque o dia seguinte era dia de trabalho e era preciso acordar cedinho... Bahhh 




Há "aflitos" e Aflitos...

Nos Açores festeja-se muito o Espírito Santo. Um pouco por cada ilha dos Açores. A devoção ao Espírito Santo é enorme, mas as tradições variam de lugar para lugar dentro da própria ilha mesmo. No domingo passado foi dia de assistir à tradição da zona dos Aflitos (Fenais da Luz), a convite de uns amigos nossos.
Depois da missa, a coroação. Simples, mas com devoção. A igreja dos Aflitos é tão pequenina, tão acolhedora, tão fofinha... É lá que as romeiras de Santa Clara almoçam quando estão de romaria, mas ela está sempre fechada. Pelo menos de todas as vezes que fui na romaria nunca a apanhei aberta... Como nunca lá tinha entrado, estive a observar os pormenores. É de facto, uma igreja bastante acolhedora e estava cheia de pessoas simpáticas.
Depois da coroação, tirou-se as sortes para o ano seguinte. "As sortes" é um sorteio que é feito para saber como será para o ano seguinte, quem fica com qual coroação, quem são os mordomos, etc...
Depois das "sortes" foi altura de ultimar os últimos preparativos para a chegada dos convidados à casa do Mordomo. Acabava-se de cozer a carne, cozia-se as couves, as batatas, fazia-se o arroz doce, preparava-se as sopas... Cortava-se a massa... Sumo e vinho para as mesas... O sr. Padre chega e benze as comidas... As crianças corriam e brincavam felizes... A minha M. queria ver os gatinhos, que se escondiam por detrás dos arbustos da casa... queria ver os animais (galinhas, porcos, patinhos, bezerrinhos,...).
Pela hora combinada os convidados chegaram, sentaram-se à mesa e foram servidas as sopas do Espírito Santo (muito boas, por sinal!!! Parabéns às cozinheiras!), o arroz doce (divinal!) e a massa sovada (também muito boa!)... Cada coisa melhor que a outra. No final, jogou-se ao Bingo! (Só não ganhamos por 1 número, o 14! Bahhh)...

De facto, um dia lindo para recordar... Que o Divino Espírito Santo encha de saúde, amor e paz as casas dos mordomos.

Um pequeno registo do dia...











segunda-feira, 4 de abril de 2016

Passeios de água azeda...

As Furnas é uma das freguesias cá da ilha que mais adoro de estar porque oferece inúmeras alternativas de programas quer para Verão, quer para o Inverno.
As Furnas têm um cheiro característico! Cheira a enxofre lá para as zonas das Caldeiras. A maioria das pessoas não gosta, mas eu adoro essencialmente porque me sinto no meio da natureza pura e eu gosto disso! Até acho que aquele cheiro, depois de um bom almoço, ajuda na digestão!!! :)
Não faltam nascentes de água nas Furnas, umas quentes, outras frias, umas com gás, outras sem gás, umas com muito gás, outras com sabores mais ou menos fortes, mas todas elas eu gosto muito... 
Tem ribeiras, piscinas de água quente, piscinas de água férrea (com tom amarelado, que malha os bikinis e que, dizem, tira o bronze - eu como não gosto de por o "trabalho" de verão por água abaixo, só entro nessas águas quentes no inverno e primavera e, vá lá para o fim do outono) e piscinas de água extremamente quente, onde os corajosos enfiam lá os pés e deixam-nos ficar (eu confesso que nunca consegui... Sinto que o meu pé vai derreter de tão quente que é a água!). 
Além disso, é nas Furnas que se fazem os famosos cozidos debaixo da terra! É verdade! Pomos lá a panela (dentro de uma saca!) e em 6h temos um cozido pronto a comer e com um gostinho bem melhor do que feito em casa (confesso que o cozido que os meus pais fazem em casa também não é mau, mas... o das Furnas é o das Furnas! Sim, pai e mãe, eu gosto de cozido, não gosto é que seja todos os domingos! hehehe)... Há quem meta nos buracos também bolos, feijoada e bacalhau, em menor tempo, claro, e resulta muito bem também (o bacalhau então! Ui!!! É comer e chorar por mais!)... 
E depois há os bolos lêvedos que são uma perdição para quem está de dieta como eu! Pronto confesso, ontem fugi à dieta por 2 bolos lêvedos e umas pipocas que a minha M. quis comer e pronto, o saco estava muito "cheio", era preciso vazar um pouco! :P (há desculpas para tudo!)

Ontem foi a 1ª Dominga do Espírito Santo e nas Furnas é um marco religioso que é bastante assinalado e que atrai muitas pessoas. Eu nunca tinha ido e, então, decidimos experimentar... Não é nada do outro mundo, mas tem pipocas e música de festa e caminhos enfeitados... já é bom! :)

Bom, mas o que queria dizer era que tenho excelentes recordações das Furnas! Em pequenina, no Verão, os meus pais tinham sempre uma semana de férias numa casa (por parte do trabalho do meu pai... infelizmente isso já não existe!) e lá íamos nós para uma semana de aventuras. Levávamos as bicicletas, íamos à praia da Ribeira Quente (freguesia que fica exatamente ao lado das Furnas e que tem das melhores praias da ilha!), íamos às piscinas e, depois do jantar íamos até às Caldeiras dar um passeio e fazer um cházinho, café com leite, o que fosse, lá na nascente de água muito quente e depois passávamos ali um bom bocado da noite, sentados nas escadinhas a cantar e a rir das mil e uma coisas que falávamos... Ontem pude fazer o mesmo com a minha M. e com o namorido. Não nos sentámos nas escadinhas, porque estavam ocupadas por outras pessoas (damn!), por isso sentámo-nos num banquinho mais ao lado... De qualquer forma foi bom na mesma!

Depois fomos dar um passeio pelas nascentes de água (inúmeras) que existem em todo o lado!

Deixo aqui umas fotos para verem... :)