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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Uma paixão que deixou saudades...

Desde que terminaram as exibições de folclore que nunca mais houve convívios do grupo. Ora... passamos praticamente o verão inteiro a olhar sempre para as mesmas caras e, de um momento para o outro, elas deixam de ser vistas, no mínimo torna-se estranho!... Muito mais estranho é para uma criança de 4 anos, como a minha M. 
Já há uns dias para cá que se lamenta "Mãe... nunca mais há folclore!"... Acho piada! Como uma menina tão pequenina já se apercebeu que já passou tanto tempo desde a última vez em que estivemos juntos...
Esta é mais uma prova de que o folclore não é incutido por mim. Ela gosta mesmo! Óbvio que se não a levar para os sítios, se ela não conhecer as coisas que nos rodeiam, não poderá ter a liberdade de gostar ou não. Mas, se ela mostra sinais de que gosta mesmo, porque não?! Só lhe faz bem! E se lhe faz bem, a mim também faz!...

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Já passou um ano...

Desde bebé que a minha M. tem um gosto nato por música e dança e... no verão de 2017 percebi que ela vibrava sempre que via folclore. Então perguntei-lhe se ela gostaria de aprender a dançar folclore, ao que me respondeu afirmativamente. Contactei o Grupo de folclore da nossa freguesia no sentido de saber se seria possível experimentarmos, uma vez que ela, na altura, apenas tinha 3 anos e, a entrar, seríamos as 2. Não fazia sentido eu entrar e ela não, visto que ela é que tinha maior interesse e, das 2, era quem vibrava mais. Foram super simpáticos e reagiram afirmativamente à minha pretensão. Ora... era óbvio que ela ainda não tinha idade (e ainda não tem!) de aprender os passos como deve ser, mas eu entrando no grupo e aprendendo, seria uma forma dela estar ligada ao folclore e, observando também aprendia (e aprendeu!).

Chegou o dia do primeiro ensaio. Estávamos no dia 15 de novembro de 2017. Dia do aniversário do meu pai. E lá fomos as duas... Ambas um pouco envergonhadas. Eu mais que ela, confesso. E, a verdade é que foi ela quem me ajudou a "enturmar" no grupo. O primeiro ensaio foi meio complicado... Não conhecíamos ninguém, mas todos foram muito simpáticos connosco. Ainda aprendemos uns passos e dançamos o Pézinho da Vila... A parte mais difícil foi mesmo ela não poder entrar na roda e deixar que eu fosse...
Depois do primeiro ensaio não sabia se ia voltar ou não... mas a minha filha quis voltar e nós voltamos sempre que pudemos... Ela já me deixava dançar e no fim do ensaio pedia para também ela dançar e... os dançarinos faziam-lhe a vontade! Muito obrigada pela paciência de ainda dançarem mais 2 músicas no fim do ensaio: o Irró pela Matilde e o Pézinho da Vila pela Susana, outra menina ligeiramente mais velha.

Sou uma pessoa por natureza simpática. Normalmente sou ainda mais com quem é simpático comigo. Mas isso acontece com o tempo e com a confiança que me é dada. No grupo não foi diferente. Às vezes posso até ser mal interpretada, mas esta é a minha maneira de ser. Rio (adoro rir!), brinco com quem me dá liberdade para tal, deixo que brinquem comigo, e gosto de me dar bem com toda a gente. Óbvio que não podemos agradar a todos, nem Jesus agradou. E, óbvio que eu, que não sou ninguém, também não! Dou-me bem com todos, mas, claro, que sou mais próxima de quem tenho maior afinidade e agora também de quem é simpático com a minha filha. A vida é mesmo assim. E ser mãe também é agir assim, mesmo que inconscientemente...

Passado um ano, depois de quase 100 exibições, nas quais participamos à maioria, o sentimento de dever cumprido é compensatório. Se foi cansativo?! Sim, foi um verão de muitas exibições, portanto bastante cansativo. Semanas de 4 e, às vezes, 5 e 6 exibições. Complicado gerir..., mas com espírito de sacrifício e com vontade tudo se consegue (e não é só no mundo do folclore!). Por outro lado, ter tantas exibições permitiu dar algum movimento à nossa vida, além da escola/trabalho e casa... Portanto, o balanço é positivo! Só tenho a agradecer às pessoas que fazem parte do grupo pela amizade que nos têm oferecido, assim como todo o carinho com que nos receberam, assim como toda a paciência que têm comigo e, principalmente, com a minha M. Obrigada.



quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Desfolhar o milho

Outro dia fomos à festa do milho dançar folclore! Aquilo foi bastante giro... Durou a semana inteira e as pessoas pareciam estar satisfeitas. Havia comes e bebes pela rua toda e um grande moinho que podia ser visitado, assim como pessoas a desfolhar o milho. Fez-me recordar a minha infância! Nunca tive milho em casa, mas tinha vizinhos que tinham e tinham a "cafuão", onde o milho secava. Lembro-me de, quando era bem pequenina, me infiltrar na "festa" que era desfolhar o milho junto com os meus vizinhos. Eram tempos inocentes, de grande alegria e que me deixam um gostinho de saudade. O cheiro a milho desfolhado, as risadas da família dos meus vizinhos, o fofinho que era deitar em cima das folhas já saídas do milho...
Na Bretanha não tinha cafuão, mas tinha bastante milho para desfolhar e estavam lá 2 senhoras a fazê-lo. Juntaram-se a elas outras crianças e, com um olhar muito curioso e atento da minha M., expliquei-lhe o que aquilo era. Ela também quis fazer. Pensei que seria só curiosidade e que lhe bastava apenas desfolhar uma das massarocas. Pediu outra e outra e outra... se não desfolhou ali 10 massarocas, não desfolhou nada. A dada altura até pediu para se sentar na folhagem que estava no chão. Ahhh isto sim... fez-me lembrar de mim e do quanto eu gostava daquele chão fofinho das folhas....

Depois disso, dançamos e ainda tivemos direito a um pequeno convívio uns com os outros. Isto de andar no folclore é trabalhoso, mas é muito divertido! :)


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Férias 2018 #12: Adeus Santiago, Cabo Verde

Ter de dizer adeus a Cabo Verde trouxe-me um misto de sensações...

Foram 7 dias numa terra que nos acolheu de braços abertos. Um lugar onde vivem pessoas de coração cheio de amor, compaixão, de alegria.... São felizes com tão pouco! Têm o ritmo no corpo e dançam como ninguém... Pessoas que, por mais problemas que tenham, oferecem sempre um sorriso no rosto!...
Tivemos momentos bons, muito bons, alguns menos bons também, mas fomos genuínos nas nossas atitudes e tentamos absorver e viver tudo o que estava à nossa volta: os cheiros, as pessoas, as paisagens, as comidas, as cores, o mar, o sol, o calor, a música,...

Em Cabo Verde, eu e a minha M., estivemos em paz e fomos felizes, verdadeiramente felizes...
Um dia, quem sabe, voltaremos...







terça-feira, 25 de setembro de 2018

Férias 2018 #11: Gastronomia de Cabo Verde

Em Cabo Verde normalmente comíamos na cantina do Centro de Estágio onde ficamos. A comida era confeccionada por uma senhora, a D. Filomena, que penso que pertencia à Associação Black Panthers com quem fizemos o intercâmbio. O que mais me fez confusão em todas as refeições foi o facto de os pratos e copos serem de alumínio e para cada pessoa apenas havia um garfo e/ou uma colher... Não existiam facas! Nunca perguntei porque razão! Achei que seria indelicado da minha parte...

Todos os dias era uma comida diferente, caseira, quentinha tipicamente cabo verdiana. Confesso que algumas causava alguma estranheza quando olhávamos para o prato, mas depois da primeira garfada era saborosa, algumas bastante até.

Tínhamos um sumo bem fresquinho e saboroso, de cor avermelhada, feito de hibiscos. E um outro que parecia ser feito de pêra e também com aquela cor de pêra. Eu gostava mais do avermelhado e a M. também. Saboroso mesmo!
Em relação à comida, era à base de arroz, massas (esparguete maioritariamente), feijão, milho, batata (inglesa ou doce e uma que sabia a inhame mas que tinha o formato de banana! Muito estranho!!) e carnes ou peixes.
Comemos a famosa cachupa (Maravilhoso sabor! O aspecto, nem por isso!), grão de bico com atum, frango com batata frita, esparguete com carne, sopas (que eram feitas com esparguete!), caldeirada de peixe à moda de Cabo Verde... Não houve uma única comida que não tivesse gostado. 

O meu problema era a M. porque inicialmente estranhava o que tinha no prato mas depois bastava-lhe dizer que era a comida que a Micaela e outros meninos dali comiam que ela interiorizava e comia o prato todo. A verdade é que veio para casa a comer bem melhor do que antes! Já aceita melhor comidas diferentes (inclusive o grão-de-bico que dizia não gostar!)...

A nossa primeira refeição em Cabo Verde

Caldeirada de Peixe

Feijão com arroz, batata doce e carne

Estas bolinhas eram feitas de farinha com água e tinha também cenoura. Era o acompanhamento de carnes.

A famosa cachupa

Arroz de atum e legumes


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Férias 2018 #10: Sair à noite na Praia

Na semana que estive na ilha de Santiago, em Cabo Verde, saímos apenas 2 noites. Nas restantes noites, quando não ficava em casa para a minha M. descansar mais um pouco, íamos ao jardim wi-fi, ou seja, uma coisa mais calminha.
Sempre que saímos fizémo-lo em grupos de mais de 4 e em nenhum momento me senti ameaçada ou sozinha. Imperou a segurança e a boa disposição. As pessoas com quem nos cruzávamos na rua eram afáveis e simpáticas. Falavam connosco sem segundas intenções e sempre com um sorriso na cara. Se por acaso nos voltássemos a cruzar, reconhecíam-nos e voltavam a ser simpáticos connosco. Maravilha de terra, maravilha de gentes! Estou impressionada positivamente por tudo o que vivi...
Eu já sabia, mas em Cabo Verde constatei mais do que uma vez que a minha M. tem a música no corpo, os ritmos fervilham no seu sangue e sempre que saímos para o Nice Kriola (o bar onde íamos) ela passava a noite a dançar! Funaná e kizomba foram as danças que mais dançamos... O bom ambiente, a amizade e os risos que demos foram únicos! Obrigada a quem nos acompanhou por todo o carinho, compreensão e amizade nessas noites de ritmos caboverdianos!
Na pista colocava o seu melhor sorriso, imitando os passos de quem via dançar e era feliz! E eu era feliz porque a via feliz! É esta a minha missão! Fazê-la feliz e protegê-la!...


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Férias 2018 #9: Ir ao Mercado de Sucupira

Ir ao Mercado de Sucupira, na cidade da Praia, em Cabo Verde é como entrar em outro mundo. Avisaram-nos para termos cuidado com as malas e não levar objetos de muito valor à vista. Numa semana que estivemos lá, fomos ao mercado 2 vezes. É um reboliço! É uma espécie de feira da ladra. Muitas barracas juntas, ao lado umas das outras. Roupas e sapatos pendurados, homens a fazer pulseiras e sapatos, senhoras a fazer tranças a estrangeiros... Claro que a minha M. também quis fazer umas trancinhas e... porque não?! Ficou linda e toda vaidosa!



quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Férias 2018 #8: A melhor das praias de Santiago

Fica no Tarrafal e é como chegar ao paraíso...

Já tinha ouvido falar imenso bem dessa zona da ilha de Santiago e, embora estivesse com as expetativas lá em cima, a imagem que vi, a água do mar, a areia, as palmeiras,... conseguiram superar aquilo que eu esperava ver... O mar era como a lagoa das Furnas, quase sem ondas... a temperatura amena... estar na praia de areia branca com palmeiras e coqueiros atrás transportou-me para um nível de felicidade que há muito já não sentia... Sem dúvida que o sol e o mar salgado me ajudam muito a encontrar a paz e a serenidade...

Aqui, no Tarrafal, fomos realmente felizes!





terça-feira, 18 de setembro de 2018

Férias 2018 #7: Quase incontactável!

O sítio onde ficamos na cidade da Praia era um Centro de Estágio de Futebol. Perante as condições de vida que vimos pelas ruas da cidade, as condições que lá tinham eram as melhores que nos podiam oferecer e por isso ficarei eternamente agradecida.
Tínhamos um teto e camas onde dormir, tivemos o privilégio de ter comida típica na mesa todos os dias, tivemos a simpatia das pessoas que nos acompanharam diariamente (Simónica, Lenny, a D. Filomena, a Micaela e a Luna, os condutores das carrinhas, o Presidente da Associação Black Panthers...), alguns quartos tinham ar condicionado e pudemos partilhá-lo com os restantes "moradores" da mesma fração, tínhamos casas de banho mistas, mas operacionais. Mas não tínhamos wi-fi, portanto o contacto com os familiares e amigos era muito complicado e reduzido... 
Havia um jardim lá próximo que tinha wi-fi! E, depois do jantar, era um tal ir ao jardim. Uma irmandade gigantesca pela rua fora até ao jardim do wi-fi! Depois ficavam lá agarradinhos ao telemóvel. Havia também um quiosque bar onde ficávamos a conversar e a rir uns com os outros. Perfeito para fazer crescer a amizade entre nós. Estes momentos são, sem dúvida, essenciais para estreitar afinidades...









sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Férias 2018 #6: Visitar a Cidade Velha

Na ilha de Santiago fomos visitar aquela que foi o local de desembarque dos portugueses na altura dos Descobrimentos chamada de Cidade Velha, chamada de Ribeira Grande. Uma vilazinha catita,  pequenina e arranjadinha, onde ainda existem as marcas da escravatura, com o Pelourinho mesmo no centro da vila...

Supus que ia haver festa mais tarde. Uma espécie de festa a Iemanjá. Os barcos estavam enfeitados, as senhoras faziam comida na rua com grandes panelas, e barcos semi-rígidos que davam voltinhas no mar com quem se atrevesse entrar neles... Estava tudo a preparar-se para algum evento festivo que iria acontecer mais tarde...

Depois de um passeio pela orla marítima, fomos para o Hotel Vulcão, onde tínhamos um almoço marcado. Imaginem uma piscina natural, com água cristalina, um restaurante lotado de gente com espírito de verão, comida à discrição num buffet cheio de variedade, entre comida Cabo Verdiana e comida europeia, e muita música cabo verdiana ao vivo,... Dá ou não dá vontade de estar lá?!









Algumas do Hotel Vulcão:






quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Férias 2018 #5: Fazer praia na Praia

Como o calor é abrasador na cidade da Praia, ir à praia, nem que sejam por uns míseros 30 a 60 minutos é necessário, principalmente para a nossa sanidade mental! Pelo menos a minha fica bem melhor quando mete água salgada e sol! :P
Na cidade da Praia existem algumas praias, mas a melhor de todas é a praia Kebra Kanela, não só pelo aspeto em si, pela extensão de areia, como também por ter 2 bares que a rodeiam, às vezes com alguma música ambiente. E digamos de passagem que estar na praia com música ambiente é outro nível (eu pelo menos gosto!)!
A água é milagrosamente aquecida pelo sol... É como estar na Ferraria, mas em Cabo Verde! As ondas são tão calminhas que a minha M. atreveu-se estar sem braçadeiras algumas vezes e sempre em segurança...

Minha rica praia!!! Meu rico mar!!! Meu rico sol!!!









quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Férias 2018 #4: Chegar a Santiago

Chegar a Santiago é um misto de sensações. Se inicialmente temos a cabeça formatada para um cenário precário, com tudo o que falta faz para a mínima qualidade de vida, depressa constatamos que tudo é muito pior ao que imaginamos antes de encarar a verdadeira realidade. Ninguém, no seu perfeito juízo, está preparado para enfrentar a realidade de Cabo Verde, por mais introspeção ou preparação mental que faça. Tudo o que se vê é bastante pior do que aquilo que se imagina... Então, as primeiras horas em Cabo Verde, talvez até ao dia seguinte, são para assimilar a ideia de que estamos em Cabo Verde. Que existe pobreza, falta imensa de água potável, falta de ar condicionado (e acreditem que é mesmo um bem essencial para...respirar!), de alimentos bem confeccionados, casas mal construídas, mal acabadas, de falta de roupas, de ordenados precários (o salário mínimo ronda os 150€), de tudo racionado... enfim... tudo aquilo com que não lidamos no nosso dia-a-dia, mesmo que estejamos cansados de reclamar com aquilo que temos!

Logo à saída do avião ninguém está preparado para aquele calor abrasador. Um calor que custa respirar! Um calor que nos faz transpirar e querer entrar de uma vez por todas no mar, que nem é fresquinho, mas é melhor que nada!...

À chegada tínhamos imensa bagagem (malas e caixas de material para ajuda humanitária!)... Veio uma carrinha de caixa aberta que levou as nossas malas todas amarradas com uma corda para não caírem... À pergunta onde, no aeroporto, se podia trocar € por escudos caboverdianos, já me pediram uma ajuda, tal é a necessidade... Fiquei logo escandalizada e a pensar "Será que vou levar uma semana nisto?!"

Entramos na carrinha que levava mais pessoas do que o que devia... as estradas eram boas, mas tudo o que as rodeava estava inacabado: casas, prédios,... tudo era seco, acastanhado,... um ambiente que me fazia lembrar que era um "deserto" com casas quase abandonadas.

Fomos conhecer o nosso quarto no Centro de Estágio de Futebol de Cabo Verde, mesmo em frente ao Palácio do Governo. Um edifício relativamente recente, mas já muito desgastado pela falta de bom uso do mesmo... Disseram-nos que era um "quase 5 estrelas"... De 5 estrelas não tinha nada. Para terem uma ideia era um "quase 2 estrelas portuguesas", uma espécie de Residencial. Mas não foi isso que me assustou, porque ao menos tínhamos um lugar seguro e relativamente bom para dormir e isso é o que na verdade importa...

Nesse mesmo dia fizemos uma caminhada desde o local onde ficamos instalados até à Associação Black Panthers para conhecer a sua sede e o ambiente circundante... Sem palavras! A associação tem um papel bastante importante com muitas famílias e apoia idosos e crianças. Uma espécie de lar de dia e creche com tudo muito arranjadinho e limpinho. Gostei de ver o esforço que fazem para conseguir abranger tanta família e o bem que fazem àquela comunidade. Acredito que muitas crianças e idosos têm ali as únicas refeições do seu dia... Todo o material que trouxemos foram para eles, maioritariamente material escolar.

Deixo aqui algumas imagens do que vimos...


Sobrevoando a cidade da Praia

Caixas de material que trouxemos para a Associação Black Panthers

A caminho da Associação Juvenil Black Panthers





terça-feira, 11 de setembro de 2018

Férias 2018 #3: Expetativas

No dia que fui confrontada com a possibilidade de ir para Cabo Verde, inserida na digressão do grupo folclórico do qual faço parte, senti um misto de sensações. Por um lado era um destino que sempre me tinha cativado (tudo o que mete praia, sol, mar e ritmo estou dentro!) por tanto que já me tinham falado e também por querer conhecer a realidade daquelas gentes... Por outro lado, fiquei com receio de ir, neste momento, para aquele destino, por motivos de saúde. Ir e deixar a minha M. atrás estava fora de questão! Portanto, a solução passava por ir com ela ou simplesmente não ir.

Tive alguns meses de investigação sobre aquele destino e sobre o que era preciso para estarmos bem as duas, mas essencialmente ela!... Contatei a pediatra, médicos, enfermeiros, fármacos e até alguns familiares/amigos/colegas que já tinham ido lá pelo menos uma vez... "Cabo Verde é pacífico" foi a frase que imperou pela maioria!

E assim foi... fomos cheias de expetativas e regressamos fisicamente da ilha de Santiago com alguma tristeza e vontade de lá ficar. Passados alguns dias, parte do nosso coração ainda permanece lá... 

É, sem dúvida, um destino que cada pessoa devia visitar pelo menos uma vez na vida! Mas não para viver nos resorts com tudo incluído!!! Viajar para o coração de Cabo Verde! Ser um deles, comer o que eles comem, viver de perto o que vivem!... Só assim vão dar o verdadeiro valor ao que têm!





segunda-feira, 16 de julho de 2018

Ela não me deixa ir sozinha...

Desde maio que temos tido exibições de folclore quase dia sim, dia sim... Só para terem uma ideia todas as segundas, terças, quintas e sextas-feiras estamos reservados, além daquelas atuações que, às vezes, aparecem esporadicamente.
A minha M. já está de férias e tem acompanhado quase que fielmente todas as atuações, salvo raras exeções (quando está cheia de sono e acaba por adormecer pelas 18h/19h!!!). Mas quando ainda andava na escola, era complicado sair de casa sem ela. Todos os dias me perguntava (e ainda me pergunta!) se temos folclore para estar preparada. Ela prefere ir para o folclore do que ficar em casa com o pai, ou a brincar com alguma amiguinha, ou do que ficar em casa dos meus pais. Assim, sempre que ela está mais cansada ou adormece logo e fica com o pai em casa ou tenho de lhe mentir... Dizer-lhe que não há folclore naquele dia e ela pede logo se pode dormir em casa dos avós. E eu deixo. E ela descansa como deve ser...
Só assim!




quarta-feira, 23 de maio de 2018

Comprei-lhe umas galochas

Este mês de maio tem sido intensivo no que diz respeito a exibições. Por semana temos uma média de 3, 4 exibições. Já sabia disso desde abril e por isso tratei de encontrar umas galochas para a minha pequena grande dançarina. Na sua primeira atuação usou as de uma amiguinha ligeiramente maior que ela.
Um senhor simpático fê-las e no dia que as fui buscar sabia que ela iria adorar. Ela ficou tão, tão feliz, que sentou-se no meio da avenida, tirou as suas sapatilhas e calçou as suas galochas. Ainda andamos uns bons 200 metros e ela lá se desenrascava com as galochinhas...

"Mãe, estou tão feliz!" dizia-me ela.
"Mãe, vou ficar sempre com estas galochas calçadas!" - expliquei-lhe que não podia ser, que para a escola teria de ter uns sapatinhos confortáveis. Ela percebeu e disse "Então quando eu vier da escola, calço, e para a escola, calço as sapatilhas."
E pronto. Assunto resolvido!

Vê-la feliz é a minha maior felicidade!


sexta-feira, 20 de abril de 2018

O pior de dançar folclore...

A semana passada tivemos 2 exibições e, pelo que oiço falar, a partir de maio vai ser sempre a abrir... Quando chegar lá, logo vejo como nos vamos orientar... Nada de sofrer por antecipação! :)
Correram ambas bem. E, mais uma vez, divertímo-nos muito... À parte dos nervinhos que teimam em estar na minha barriga, principalmente nas músicas que me estreio...
Além disso, é sempre giro ver a minha M. do lado de fora, tão pequenina, a pedir encarecidamente para entrar na roda e dançar!!!! 4 anos!!! E, apesar de não fazer os passos perfeitinhos, ela sabe quando deve fazer passos, quando deve dar pulinhos, quando deve bater o pé, rodar, ficar, virar em várias músicas já! Penso que vai sair dali uma linda bailarina! Um orgulho esta princesa de apenas 4 anos...
Mas... há sempre um mas...
Dançar folclore é mesmo bom e engraçado e faz-nos queimar calorias (o que também é uma ajuda!), mas.... depois de por a roupa a lavar, temos de passá-la a ferro!!!! E penso que já deixei bem claro aqui que o que eu menos gosto é mesmo de passar roupa a ferro!!! E a roupa do folclore é tão cheia de folhos e folhinhos que até fico cega! E pior... não tenho apenas a minha camisa... tenho a da M. também que, diga-se de passagem, é muito mais fácil de passar do que a minha, que é toda ela folhos!!!

Mas consola ver a roupa branca no estendal! Lá isso consola! :)

sexta-feira, 23 de março de 2018

A nossa primeira exibição...

Comecei a frequentar os ensaios de Folclore no dia 15 de novembro. Lembro-me perfeitamente pois foi no dia do aniversário do meu pai. Passados mais ou menos 1 mês e meio passei a frequentar também os ensaios dos mais "crescidos". Os ensaios estão organizados por 2 dias: um para os mais novos no grupo e outro dia para os que já lá estão há mais tempo. Bom, modéstia à parte, até aprendo rápido e acho que tenho jeito para a coisa, mas daí a estar à vontade para dançar todas as músicas vai uma distância bastante longa.
A verdade é que, no início, sentia-me assim meio perdida no meio de pessoas que nunca tinha visto. Sou assim meio tímida no início... Algumas pessoas até achei meio fechadas inicialmente. Tudo normal! Algumas pessoas são assim e, como a interessada era eu, estava em mim também tentar, de alguma forma, a aproximação ao grupo. Confesso que a minha M. ajudou-me bastante no processo de adaptação, que ainda está a decorrer, mas está num melhor caminho, sem dúvida!
O grupo de folclore tem um grupo no Facebook onde são agendados os ensaios e encontros. Há tempos recebi uma série de agendamentos e uma delas era uma exibição! À primeira vista pensei que tivesse sido engano! Acontece! Um convite para o grupo todo e não necessariamente para mim, que comecei "ontem" e nem me sinto à vontade para dançar o Pézinho da Vila!!! Mas não... era também para mim!!! Comecei a tremelicar umas 2 semanas antes... Restavam-me apenas 3 ensaios (que acabaram por ser só 2!) até ao grande dia... O meu primeiro dia!... O primeiro dia da M.!... O nosso!

Quando chegou o dia... vestímo-nos pela primeira vez com os trajes! Uma sensação muito boa... Fez-me lembrar dos meus tempos de tuno! Mas desta vez tinha a minha princesa ali comigo, super feliz por ter vestido a sua saia rodada de folclore!

A exibição foi simplesmente maravilhosa! A minha M. só queria dançar, rodar a sua saia, estar descalça ou de galoxa no pé, estar ali junto dos restantes dançarinos.
Ao grupo só tenho a agradecer por nos ter recebido tão bem, por toda a paciência, por todo o esforço por encontrar uma roupa para a minha M., pelo carinho com que a tratam, porque ela gosta mesmo, mesmo de folclore! :) E, digamos de passagem, ela ficou linda (e fez um sucesso perante os espetadores...)!

Para o grupo: apesar da "vergonha" que me fizeram passar durante uns 5 minutos, a vossa forma de receber os "novatos" na primeira exibição é única e um tanto emotiva! :P