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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Correr na metade do meu berço!

O percurso era de 5,600km, mas com algumas subidas e descidas, factos que me levaram a andar indecisa se haveria de participar naquela prova ou não. O facto de se realizar na Lomba da Maia tornava a coisa familiar e aliciante, pois a minha família materna é toda de lá e foi também na Lomba da Maia que passei muitos bons momentos da minha vida, em família.
A minha avó fazia anos nesse mesmo fim-de-semana e foi uma "desculpa" para não fugir com o rabo à seringa! Lá estava eu, na manhã de domingo, equipadinha, de fitinha na cabeça, prontinha para percorrer aqueles km que nunca mais acabavam. Pensei que não conseguia terminar aquela prova, sempre que ficava de língua de fora naquelas subidas difíceis (era 4 ao todo!), mas aí aparecia o Gang das 12h (o nome carinhoso que apelidei o grupo com quem costumo correr) a dar-me força e dicas "in locco". Eles não estão fisicamente lá (como devem calcular!), mas as vozes deles soam na minha cabeça sempre que estou num momento mais difícil da corrida... Juro-vos! E, acreditem, é mesmo bom que assim seja! Além das vozes deles também penso no sorriso da minha filha quando sobe ao pódio comigo, da imagem dela a torcer por mim quando passo a correr por ela... é uma imagem que me dá muita energia e força! O que faz o poder do amor!!!
Fiquei em 3º lugar e teve um saborzinho especial pelo sítio que foi... Senti-me em casa, porque ali é também parte do meu berço! :)

Tive a companhia da minha prima Regina (e dos seus filhos lindos) que se estreou no pódio num merecido 2º lugar! Quem sabe se não me vai começar a "fazer a perna" e vamos ter muitas competições juntas! Isso é que era de valor! :) Nós as 3, as atletas da família, a trazer troféus para casa todas as semanas! Ahaahahaha pronto, estou a brincar com esta parte dos troféus... 





quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Recortes da festa da Lomba da Maia...

E por mais um ano fomos à festa da Lomba da Maia, a última festa religiosa anual de foro obrigatório... Este ano, infelizmente, fomos brindados com algum frio, alguma chuva e mau tempo... enfim... para cenário de férias isso não é lá muito prazeiroso... mas foi o que tivemos...
Aproveitamos para estarmos em família, a descansar na calma que é a Lomba da Maia, para visitarmos alguns amigos e para darmos uns passeios pelas redondezas...

É sempre bom!...


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O pior de dormir na Lomba da Maia é...

... quando acordo em cima da hora e obriga-me a despachar em velocidade luz, até porque Ponta Delgada não fica exatamente ali ao lado...
Para piorar o cenário, saindo mais tarde de casa, implica mais trânsito, mais dorminhocos (ou para contrariar também existem os mais stressados, tipo eu!) na estrada, mais carros de grande porte que andam a 20km/h, mais azelhas,... Ala que se faz tarde!...
Mas a pior parte mesmo é ter de deixar o carro pertinho do trabalho (para não chegar ainda mais atrasada!) e ter de pagar o "couro e o cabelo" por isso... Bahhhh... Porque não nasci rica?!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O bom de ir dormir na Lomba da Maia...

Ir dormir à Lomba da Maia nesta altura e a partir de agora tem os seus senãos.
O frio começa a ser bastante (e daqui para a frente tende a piorar!) e adormecer tem sido complicado, principalmente para quem, como eu, não adormece enquanto o corpo não tem uma temperatura amena... Não sei como fazem aquelas pessoas que vivem no norte do país ou junto à Serra da Estrela... Eu não conseguiria viver num sítio muito gelado... não conseguiria mesmo!...
Apesar disso e apesar de ter de acordar mais cedo (para fazer a viagem para Ponta Delgada e chegar cedo ao trabalho!), fico com a sensação de objetivo cumprido, que valeu a pena passar aquele frio todo, quando me levanto, preparo-me e saio de casa e deixo a minha M. no quentinho da cama a dormir como um anjinho por mais um bocadinho... Isso vale tudo! Sempre farei tudo pelo seu bem estar.
Outra vantagem é que, além de aproveitar para ver a minha avó que ainda está em baixo de forma e de estar com a minha família, tenho a viagem inteira para ouvir rádio (o que me desperta e me dá boa disposição - obrigada ao Café da Manhã da RFM!) e, em dias bons como o de hoje, admirar a vista magnífica que é esta minha ilha, que parece ter sido recortada ao pormenor por Deus.

(As fotos não fazem jus ao bonito que é, pois foram tiradas em andamento...)
(costa norte da ilha)

(avistar Ponta Delgada, parte sul da ilha)




quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Mais uma vez na Lomba da Maia...

No passado domingo, 23 de outubro, fui novamente dormir à Lomba da Maia, em casa da minha avó materna junto com a minha M., pois era a vez da minha mãe lá ficar a tomar conta da minha avó... Desta vez teve uma particularidade muito interessante que já não me acontecia há algum tempo... Estava um frio tremendo (fiquem descansados que eu fui preparada para o "gelo"!) e a luz foi-se embora enquanto eu jantava!!! UAU!!! Há quanto tempo não vos acontece a luz ir-se embora?! Para quem vive na cidade este é um cenário pouco usual, se não mesmo apenas pontual, mas para quem vive na Lomba da Maia, Nordeste, Povoação (soube que também foi embora a luz nesses sítios!) é ainda muito comum... Foi a primeira vez que a minha M. viu a luz ir-se embora! Fez-me lembrar da minha infância, lá no Nordeste, emq ue a luz ia embora com tanta frequência... Os meus avós tinham, inicialmente, candeeiros a petróleo que davam aquele cheirinho característico. Lembro-me de, embora poucas vezes, ainda fazer os trabalhos de casa com aquela pouca luz. Depois arranjaram um candeeeiro enorme com uma botija de gás azul que já dava mais luz. Mas os candeeiros lá permaneceram durante muito tempo para poder servir para várias divisões da casa...

Nessa noite estava muito vento mesmo! Decorria um aviso vermelho para a ondulação do mar nessa noite e dia seguinte... Lembro-me que fui deitar-me com a M. e o vento soprava bem forte e choveu toda a noite... Fazia barulho que metia medo. Tive de relativizar para não colocar medo à minha filha, pois ela já estava a dizer que queria que o vento fosse embora... Novamente, enquanto aconchegava a minha pequenina, a mente levou-me para a minha infância quando os ventos do Nordeste sopravam bem forte... Lembro-me que haviam vezes que a televisão ia à vida... Lembro-me do meu pai ou o meu avô irem lá para fora, debaixo de chuva e vento, em noite escura, mexer na antena da televisão, porque o vento tinha mexido com ela e a televisão tinha deixado de dar. Enquanto um mexia na antena, estávamos nós cá dentro de casa, aos gritos (para se ouvir lá fora) a dizer "tá bom... não assim não... roda mais"... entre outros códigos ventosos possíveis!

Lá quando Deus quis adormecemos (com mais um cobertor na cama que fui "desencafuar" lá no armário perto do nosso quarto!)... Ela adormeceu, porque aqui a "je" acordou pouco a pouco, tal era o barulho que já não estava habituada... Amanheceu e deu-me a vontade toda de dormir... Mas lá teve de ser, levantar o rabinho da cama para preparar-me (devo dizer que custa tantoooooo levantar cedo, trocar de roupa quando está mesmo muito frio.... e olharmos para a cama e vermos o nosso anjinho ali quentinho e enroladinho a dormir, como bem merece...! Afinal esta é um dos motivos que me leva a dormir na Lomba da Maia "não ter de acordá-la tão cedo em dias de mau tempo!") e fazer a viagem debaixo de chuva, vento e "luz que fusco" quem nem é de dia nem é de noite, mesmo como eu gosto (pode ler aqui)!!!....

A viagem foi chata e demorada, como já vem sendo habitual... Mas já estou a entrar no ritmo...

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A nossa ginástica familiar...

Como sabem, porque contei aqui, a nossa vida não anda numa fase lá muito boa... Com a minha avó materna a necessitar de cuidados redobrados, a minha mãe e a minha madrinha (as únicas 2 filhas da minha avó) têm-se revezado no que diz respeito a tomar conta dela. A mobilidade dela está reduzida consideravelmente. Precisa de ajuda para se deslocar de um lado para o outro, para se levantar e sentar, sempre com um andarilho e a ajuda de um de nós. Elas fazem assim: um fim-de-semana e alguns dias da semana fica uma e no outro com alguns dias de semana fica a outra. 

Quando tudo isso aconteceu, fiquei sem saber como seria com a M., visto que ela está aos cuidados dos meus pais, enquanto vou trabalhar. Os meus pais tranquilizaram-me logo e disseram que não haveria problema nenhum, que o meu pai vinha buscá-la de manhã e trazia-lhe depois da sesta dela. Quando calha o fim-de-semana da minha mãe, para evitar que o meu pai tenha que acordar mais cedo e ainda ter de conduzir da Lomba da Maia para Ponta Delgada para vir buscar a M. e regressar e ainda depois ter que fazer a mesma viagem mais uma vez para trazê-la até mim (sim, tenho o melhor PAI do mundo, é verdade!), decidi que nos fins-de-semana da minha mãe, de domingo para segunda-feira dormiria lá e é assim que tenho feito. Nos restantes dias, o meu pai tem dormido em Ponta Delgada e leva-a para lá...

Como a minha M. tem passado os dias na Lomba da Maia continua a pensar que está de férias... e é muito engraçado ver que quando vem para casa diz sempre que quer ir para a Lomba da Maia. Outro facto super engraçado é vê-la a falar com a minha avó Olídia. Quando chega pergunta sempre se ela está melhor dos doi dóis e ainda o faz aos gritos, porque já percebeu que a avó não está a ouvir lá muito bem e é a única maneira dela ter algum feedback da parte dela!... As crianças são muito engraçadas! :)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um dia no Porto Formoso e outro dia na Maia

Aquando a nossa estadia na Lomba da Maia durante as festas, tivemos a sorte do sol nos brindar todos os dias. Ali próximo (como em toda a ilha, claro!) existem uma série de zonas balneares que valem a pena. A decisão recaia sempre se tínhamos muito tempo para lá estar ou não (é que festas religiosas também tem afazeres que não nos podemos descurar!).
Num dos dias fomos à praia dos Moinhos, a qual já falei dela aqui noutros textos. Aquela praia tem uma particularidade que desconheço em qualquer outra praia cá da ilha. Quando entramos no mar, tem um fundão logo a poucos centímetros que se torna um obstáculo para quem ainda não sabe nadar, pois para lá do fundão, dependendo da maré, deixamos de tomar pé. Com a minha M. lá todo o cuidado é pouco. Tivemos a sorte de, nesse dia, estar um dia especialmente bom, com o mar bastante mansinho (além de que sempre tinha mais gente para me ajudar com ela!). Ela simplesmente adorou!
No domingo da festa, também estava bastante calor e decidimos ir a algum lado de manhã, já que à tarde não podíamos pois o caminho era preciso enfeitar... Decidimos ir a uma zona nova, a piscina natural do Frade, na Maia. Já há algum tempo queria experimentar, mas ainda não tinha tido oportunidade. Tenho algum receio de entrar em mar que desconheço, principalmente se for de rocha (nunca se sabe que seres andam ali por baixo!) e como não tinha levado a minha máscara de mergulho, foi ainda mais difícil. Para piorar a situação, não poderia demonstrar medo, para não transmiti-lo à minha M., porque ela também queria entrar na água, então, o meu irmão deu-me um "empurrãozinho" atirando a crock da M. lá para a frente para eu ter de ir buscá-la (ideias idiotas!) e depois acabou por entrar na água também, pois a água estava mesmo convidativa. Tirando esta situação, foi de facto uma boa ideia irmos experimentar mergulhar naquele mar, pois as águas estavam bastante convidativas (com uma temperatura agradável e bastante transparentes!)

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Os dias mais especiais da festa da Lomba da Maia

Há 2 dias na festa da Lomba da Maia que eu gosto particularmente, além do domingo. É a segunda e a terça-feira da festa. E Porquê?!
São nestes 2 dias que a família se encontra mais junta, mesmo até daqueles que já partiram. 

Na 2ª feira há uma procissão até ao cemitério e uma missa campal lá, com a presença da Nossa Senhora do Rosário. Cada família fica junto da campa dos seus entes queridos e lá assistem à missa. É uma missa sentida, onde o silêncio e a paz pairam no ar. Quase que se chega a ouvir o bater de cada coração de saudade daqueles que já partiram. Este ano foi um dia de muito sol, por isso optei por não participar da procissão. Fui lá ter ao cemitério com a M. depois e ficamos pertinho da campa do meu avô Sousa, seu bisavô, numa sombrinha.

Na 3ª feira da festa, há o tal dia da família que vos falei aqui, que este ano foi mais reduzida. No entanto, juntámo-nos na mesma e demos uso à churrasqueira que a minha avó tem para lá e que nunca é usada, se não formos nós a usá-la... Adoro estar com a minha família!

Este ano foi o primeiro ano que a minha avó Olídia não foi à missa do cemitério e nem se importou muito com a festa e com as nossas refeições. Até há um ano atrás, 2 semanas antes já andava preocupada com o que íamos almoçar e jantar durante os dias da festa, mas este ano não. É compreensível, pois pouco antes da festa esteve internada no hospital uns dias e iniciou a aplicação de insulina, o que a deixou muito triste. Deus queira que ela arrebite!... 

Aqui ficam algumas fotos desses dias especiais:
 


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Como foi a festa da Lomba da Maia?!

Com o, infelizmente, mais recente triste acontecimento na minha família, ficou por falar como correu a festa da Lomba da Maia... Aqui vai então...

Foram dias de pura diversão para mim e para a minha M. que muito foi feliz por poder estar na festa e ainda mais logo ali, à porta de casa. O amor andou entre nós e a boa disposição! Ela (e eu!) passeou, foi à igreja as vezes que quis admirar os seus Santos, foi comer pipocas, algodão doce, viu o folclore que ela adora, foi ao campo de futebol dançar, comeu malassadas, esteve com a família reunida, uma autêntica diversão!...

Deixo aqui umas imagens de um pouco do que foi a festa para nós:

A procissão:
 

O cortejo com o tema "Deuses no Olímpo" (estava excelente! Mesmooooo!):



sábado, 27 de agosto de 2016

Dançar em Retiros sabe bem...

Esta música transporta-me para os famosos Retiros de freguesias...

Para quem não sabe, os "retiros" são as discotecas à la minute que se constroem para as festas religiosas das freguesias. Algumas não fazem Retiros, limitam-se a ter apenas pequenos bares de comes e bebes de petiscos. No entanto, há freguesias que não deixam passar os Retiros de lado e alguns até são tão afamados que é impossível não haver na festa.

O Retiro que mais frequentava era o da festa da Lomba da Maia, terra da minha família materna. Os meus pais nunca gostaram muito que eu fosse lá (nunca entendi bem porquê, porque sempre me soube defender bem!), mas nos passeios que dava pela festa com as minhas primas e irmão, ao passarmos no Retiro, se tivesse a dar uma música gira (às vezes não valia a pena!) entrávamos e dançávamos aquela musiquinha (o meu irmão é que nunca ia muito à bola com isso, mas lá ia ele de arrasto! São sacrifícios que se fazem pela família!) e saíamos para terminar a ronda da festa, sem que as nossas mães, que passavam a festa no balcão à espera que passássemos, percebessem que tínhamos entrado no Retiro. Faz parte! :) Ao retiro da Lomba da Maia, já grande, continuei a ir, sempre que tinha companhia (e sempre que não tinha nada melhor para fazer!), mas nunca mais foi aquela coisa entusiasmante que era quando era pequenina... :) 

Depois, mais tarde, e por o meu namorido ser de Ponta Garça, onde a festa é rija, como já disse aqui e aqui - dura à volta de 10 dias - comecei a frequentar também o retiro deles. Muito mais evoluído que o da Lomba da Maia e o das minhas memórias. Enquanto que o da Lomba da Maia era (agora já não é! É numa garagem de uma casa!), muitas vezes, construído com madeiras e conteiras, o da Ponta Garça, que também já foi feito de madeira, é, hoje, uma tenda montada. Este ano estive lá perto com a minha M., mas o som estava péssimo (demasiado alto) para os ouvidos da minha pequenota. Ficamos nas proximidades a dançar um bocadinho... :)
Foto tirada no Retiro da Lomba da Maia, em 2011, o namorido e a prima B., ainda pequenina...
(a qualidade da imagem deve-se aos movimentos rápidos que estavam a fazer enquanto dançavam...)


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Novas férias, meio forçadas...

Bom, na verdade as férias nunca são forçadas, pelo menos para mim, mas estas são digamos que férias que tiro por "obrigação". Vão acontecer as festas da Lomba da Maia, a freguesia da minha avó materna e da maior parte da família do lado da minha mãe. Vai daí os meus pais passam sempre uns dias na Lomba da Maia - uma forma de mimar a minha avó, que vive sozinha, enchendo-lhe a casa de amor e vida, pelo menos nessa altura do ano. Como os meus pais tomam conta da minha M., ela terá de lá ficar durante o dia. Como não me estou a ver a dormir num lado e ela noutro, prefiro também eu passar algum tempo com a família do lado da minha mãe e, especialmente com a minha avó, e deixá-la conviver com a bisneta na sua própria casa. A minha avó, com 92 anos, não tem grande margem de vida para que eu possa deixar para fazer depois, por isso tudo o que desejamos fazer por ela, tem de ser feito agora.
Assim, este fim-de-semana e no início da próxima semana, estarei no lado norte da ilha, em festa de freguesia. Este espaço, será mantido como da última vez: com um post por dia (só para que não fiquem mal habituados! :P)


Hoje canta-se o "Bicho" na Lomba da Maia

Há muitos anos atrás que a música o "Bicho" entrou em voga. Foi exatamente em 1995 que a música saiu e garantiu muitos serões animados em festas e afins. Nessa altura eu tinha 17 anos e lembro-me até de fazer coreografias com a música e tudo (sempre fui uma menina muito criativa!)! Ainda hoje me lembro dos passos que dava ao dançar isto!... Esta música leva-me também para momentos da quadrilha (eu, o meu irmão e as minhas 2 primas) em que nos divertíamos imenso com esta e muitas outras músicas...
Hoje é dia de recordar a música do Bicho e o próprio Iran Costa, pois ele vai estar em plena Lomba da Maia (UAU!) para animar a festa mais uma vez... Querem vir, querem?!

Deixo aqui a música só naquela para ouvirem e para os esquecidos seguirem a letra, como ensaio geral para logo. Eu lá estarei, se Deus quiser...


Quando o vento bater no seu cabelo
Espalha-se a magia pelo o ar
Ele vai te encontrar esperando
Que o destino revela enfim
O segredo que tem pra te contar

Há tanto tempo que eu te quero no meu lado
Nossos caminhos nao haviam ser cruzado
Meu coração bate mais forte que a emoção que tem você pra mim
Oh oh oh

Aquele grito que era preso na garganta
Se transformou e a nossa vibraçao é tanta
Canta comigo pra dizer a todo o mundo que é assim esse nosso amor

É o Bicho {x2}
Vou te devorar
Crocodilo eu sou {x2}



quinta-feira, 31 de março de 2016

A minha horta...

Nunca tive jeito para terras, mas sou neta de dois avôs que tinham imenso jeito... 

Um deles tinha uma quinta imensa, no Nordeste, que ele cuidava sozinho (às vezes o meu pai ajudava!) aos fins-de-semana ou final dos dias de trabalho e onde eu brincava ao "assaltar" o meu próprio quintal (se os meus pais não se impusessem eu daria uma bela ladra!!!)... Cheguei, em criança, a tirar batata da terra, cortar a florinha que dá na beterraba (e também sentir a comichão infernal que aquela planta dá!!!)... Eu até cheguei a ir com o meu pai tratar de bezerrinhos (quando uma vez também ele se aventurou!)!!! Ninguém diz hein?! Mas é verdade!... Sou uma menina do campo, com muito orgulho!

O meu outro avô, tinha uma grande vinha na Lomba da Maia, onde passávamos um fim-de-semana inteiro a apanhar uvas num terreno super inclinado e depois tínhamos de levar os cestos cheios (cheios!!!!) de uvas até ao cimo da terra (mais próximo do caminho)... Era muitooooooooooo cansativo, mas era bastante divertido, pois no meu da trabalheira também brincávamos todos juntos (primos, padrinhos, tios, avós)... Além dessa terra, e além do seu próprio quintal, o meu avô também tomava conta de uma terra (e de uma casa) de um senhor emigrado e era de lá que saiam as batatas, o feijão verde, o feijão de outras cores, as ervilhas, as couves e outras coisas mais que depois distribuía pelas filhas ao fim-de-semana... E era tão bom comer aquelas verduras fresquinhas!!!

Eu senti necessidade de também cultivar qualquer coisa, enquanto tenho terreno para tal... E foi assim que tive uma ideia: porque não usar o pequeno pedaço de terra que existe atrás da nossa futura casa?! 
E assim foi... Cultivei-o com algumas coisas, mas sei lá, com o temporal que entretanto fez nos últimos meses, pensei que tivesse morrido tudo... mas não... há sempre alguma coisa que sobrevive na vida.

A minha hortinha é diversificada. Não sei muito bem se vai dar certo. Mas o que é um facto é que as coisas estão a crescer e a dar um ar da sua graça e isso é muito gratificante... Se vai dar algo ou não, não sei... vamos ver... um dia de cada vez!

Está linda, não está?!





terça-feira, 29 de março de 2016

Estou mais leve!

A 19 de fevereiro decidi iniciar a minha dieta, aquela que vinha adiando há séculos... Mas como o que tem de ser tem muita força, no dia 22 de fevereiro, uma segunda-feira marcante, lá comecei eu...

Hoje, 29 de março, um mês e meio depois, mesmo comendo alguma massa da Lomba da Maia (quase igual à da minha avó), um bocadinho dos 2 bolos de aniversário da C. e algum muito chocolate no fim-de-semana passado, tenho menos 3,800kg e estou verdadeiramente feliz! 
The show must go on...

E porque fazer dieta não é necessariamente sinónimo de comer mal, deixo aqui uma foto do que foi o meu pequeno-almoço de hoje. Tem bom aspeto, não?!


sábado, 26 de março de 2016

A Páscoa

A Páscoa que me recordo é a da minha infância!... 

Lembro-me de jogar ao "bela mente", mas toda a gente dizia "palamente" à boa maneira micaelense... E depois também me lembro de oferecer amêndoas ao adversário, sim porque normalmente era eu quem perdia (sempre fui muito esquecida)... Mas mesmo que ganhasse, amêndoas nunca foram o meu forte! Ainda hoje não sou grande fã! Não gosto de frutos secos!
Lembro-me do dia que a minha avó materna cozia a massa sovada e as "pombinhas" que ela fazia, uma para cada neto, com tanto carinho... O jeito que ela enrolava a massa, ainda crua, e colocava dentro os ovinhos, que vinham das suas galinhas... Lembro-me do cheirinho da massa acabada de cozer... e de comer massa crua às escondidas também! :)
Lembro-me que no Domingo de Páscoa era dia de juntar a família, na Lomba da Maia. Os grandes, ficavam na mesa da cozinha, que era a maior e a que ficava mais perto da comida, para poderem controlar o que era servido e quando... E nós, os 4 mais pequeninos da família, ficávamos na mesa do quarto de jantar. Depois do almoço, que durava umas boas 2 horas, comíamos a massa, as amêndoas e os ovos. Não eram ovos como hoje em dia! Hoje é "quanto maior melhor" e ainda por cima são caros com' um raio! Eram as famosas amêndoas e os ovinhos pequeninos que sabiam tão bem...
Rica Páscoa! Rica em sentimentos... em união...

Hoje...
Hoje não jogo ao "bela mente", porque me esqueço! A ver se me lembro de jogar para o ano que vem... Agradeço que me lembrem, só naquela para não me esquecer...
Hoje, apesar de haver massa sovada e folares, já não existem "pombinhas" feitas pela minha avó, nem consigo cheirar a massa acabada de cozer...
Hoje, a Páscoa já não é na Lomba da Maia e mesmo que fosse, nós, os 4 mais pequeninos já não somos os mais pequeninos da família e já nem nos sentamos na mesa da sala do jantar. Somos mais que os "grandes", por isso ficamos nós na mesa da cozinha!...
Hoje a tendência é oferecer ovos de chocolate gigantes! Sou a favor de oferecer um miminho com chocolatinhos apenas... nada de quilos de chocolate em casa... até porque para dar cabo deles é complicado!
Este ano a minha filha vai receber dos pais apenas isto (espero que gostem da ideia): um livro com janelinhas sobre a vida de Jesus (ela adora livros e achei alusivo), um peluchinho de um patinho fofinho, um ovinho Kinder surpresa e um guarda-chuva de chocolate (como havia antigamente).

Hoje a Páscoa é igualmente doce, mas diferente!...

Feliz Páscoa para todos... 
Sejam felizes com a vossa família, pois isso realmente é o que mais importa no dia de Páscoa e nos outros 365 dias deste ano!