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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um dia no Porto Formoso e outro dia na Maia

Aquando a nossa estadia na Lomba da Maia durante as festas, tivemos a sorte do sol nos brindar todos os dias. Ali próximo (como em toda a ilha, claro!) existem uma série de zonas balneares que valem a pena. A decisão recaia sempre se tínhamos muito tempo para lá estar ou não (é que festas religiosas também tem afazeres que não nos podemos descurar!).
Num dos dias fomos à praia dos Moinhos, a qual já falei dela aqui noutros textos. Aquela praia tem uma particularidade que desconheço em qualquer outra praia cá da ilha. Quando entramos no mar, tem um fundão logo a poucos centímetros que se torna um obstáculo para quem ainda não sabe nadar, pois para lá do fundão, dependendo da maré, deixamos de tomar pé. Com a minha M. lá todo o cuidado é pouco. Tivemos a sorte de, nesse dia, estar um dia especialmente bom, com o mar bastante mansinho (além de que sempre tinha mais gente para me ajudar com ela!). Ela simplesmente adorou!
No domingo da festa, também estava bastante calor e decidimos ir a algum lado de manhã, já que à tarde não podíamos pois o caminho era preciso enfeitar... Decidimos ir a uma zona nova, a piscina natural do Frade, na Maia. Já há algum tempo queria experimentar, mas ainda não tinha tido oportunidade. Tenho algum receio de entrar em mar que desconheço, principalmente se for de rocha (nunca se sabe que seres andam ali por baixo!) e como não tinha levado a minha máscara de mergulho, foi ainda mais difícil. Para piorar a situação, não poderia demonstrar medo, para não transmiti-lo à minha M., porque ela também queria entrar na água, então, o meu irmão deu-me um "empurrãozinho" atirando a crock da M. lá para a frente para eu ter de ir buscá-la (ideias idiotas!) e depois acabou por entrar na água também, pois a água estava mesmo convidativa. Tirando esta situação, foi de facto uma boa ideia irmos experimentar mergulhar naquele mar, pois as águas estavam bastante convidativas (com uma temperatura agradável e bastante transparentes!)

terça-feira, 19 de julho de 2016

Pão quente e chá da Gorreana: uma perdição na Maia!

Há muitos anos atrás fui com o meu namorido (na altura era "ado") à Maia à noite de Pão Quente e Chá da Gorreana. Foi uma noite tão agradável que quisemos, este ano, repetir a dose. Essa "noite" já se realiza há 15 anos (não fazia a mínima ideia!) e à semelhança do dia do Espírito Santo, em que preparam uma deliciosa carne guisada (pode ler aqui!), a noite do Pão Quente e do Chá já se está a tornar numa verdadeira tradição que vem chamando cada vez mais multidões. É uma noite em que a freguesia da Maia coze mais pão por metro quadrado do que todas as padarias da ilha juntas. E aquilo é só sair pão quente! Para acompanhar existe pé de torresmo, manteiga e queijo e o belo do cházinho da Gorreana que é tão nosso. 
Lembro-me que no ano que fomos (há coisa de 10 anos atrás!) não tinha tanta gente como vi este ano. Conseguíamos mexer-nos à vontade! Este ano havia gente por toda a zona do Calhau d'Areia (uma pequena praia que têm lá!) e chegar ao pão quente e aos acompanhamentos é um verdadeiro cenário de "espírito de sacrifício"... hehehe... Mas lá fomos nós, que não somos de desistir fácil! :P
Os tambores fizeram as delícias da minha M., além de um cortejo etnográfico e uma banda de música que, numa praia, é sempre agradável e dá aquele espírito de verão. A minha M. adorou tudo, mas os tambores e a banda de música é sempre o expoente máximo da diversão para ela.
Como ponto negativo (novamente o mesmo!) a Maia tem de apostar em zonas para as pessoas fazerem as suas necessidades fisiológicas. As que haviam não eram suficientes!...

Eis alguns recortes do que foi a nossa noite deliciosa.















quinta-feira, 19 de maio de 2016

Tradições do dia da pombinha

Como já disse num post atrás, nos Açores leva-se muito a sério esta devoção ao Espírito Santo. Tanto é que existe um feriado próprio para o evento. Esse feriado foi na passada segunda-feira. É a chamada "segunda-feira da pombinha"!Ah que rica pombinha foi esta!!!

Aqui a família "Prudêncio" criou uma tradição desde há algum tempo atrás. Nas "segundas-feiras da pombinha", como é o dia do Espírito Santo, passamos o dia a festejá-lo e vai dai que, após 2 anos de interregno, por motivos da minha M. ser demasiado pequena para essas aventuras, achamos que este ano ela já teria alguma capacidade de conseguir aguentar tamanha caboiada e lá fomos nós os 3, tal como o Pai e o Filho iam, este ano foi a primeira vez de levarmos o Espírito Santo... :)

Não fomos tão cedo como o habitual, porque ainda quis preservar alguma alimentação consistente à M., assim, comeu a sua sopa pelas 12h e arrancamos de Ponta Delgada, onde se registava um dia lindo de sol... Fomos preparados exatamente para o sol (com protetores solares na mala e tudo!), pois, normalmente, nesse dia o Espírito Santo desce à freguesia da Maia em forma de sol abrasador. Qual não é nosso espanto que, ao chegarmos à Maia, estava um céu bastante encoberto e, em algumas zonas, um ventinho chatinho, mas nada impediu que se fizesse a festa... Ainda chegamos a tempo de ver um restinho de cortejo, os bombeiros, os Bora lá tocar,... Os animais e os tambores fizeram as delícias da minha M., como era já de esperar. Por todas as ruas "transpira-se" festa... há música e o burburinho de muitas pessoas a conversar ao mesmo tempo... Uma delícia...

Alguns registos do cortejo.
















Depois do cortejo iniciou-se as grandes filas (vulgo "bichas") para a carne guisada... Na Maia, as pessoas da freguesia juntam-se e preparam carne guisada para, no mínimo, 4 mil pessoas (é muita carne!!!)... Agora imaginem o tamanho das filas (registei em uma foto só para terem uma pequena noção!)... 

Deixamos as filas abrandarem, até porque não acredito que a minha M. parasse muito tempo numa fila à espera, para tentarmos a nossa sorte e lá tivemos o nosso quinhão. A carne estava deliciosa, como sempre... Com o picantezinho habitual... muito bom! A M., por sinal, adorou a comida (e a laranjada também, embora as bolinhas do gás lhe causassem alguma confusão!). Dias não são dias, portanto... 

Depois do almoço, tínhamos de encontrar urgentemente um sítio onde eu pudesse mudar a fralda e a roupa da M., porque ela acabou por escolher sentar-se no único sítio (perto de nós) que estava molhado! Corremos as casas de banho públicas, uma casa de banho de um café das redondezas, tentamos entrar na igreja, mas por ordens do pároco, ninguém poderia lá entrar (uma verdadeira tolice! Não percebo, mesmo!!!) e acabamos por trocá-la num jardim perto do centro que me pareceu mais abrigado, visto que tinha de lhe trocar o body... Obrigada à amiga M. que nos acompanhou nesse ato insólito na sua freguesia. Deixo, já agora, um apelo ao Presidente da Junta de Freguesia, Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, ou até a alguém de direito que fraldários também são necessários em eventos como este, de tão grande dimensão...
Após esta peripécia, foi tempo de desfrutar um bocadinho o ambiente festivo que se vive na freguesia...






O fim do dia, habitualmente, íamos até S. Vicente, onde também se fazem sopas do Espírito Santo bem boas, mas este ano decidimos que íamos experimentar as sopas que se servem na nossa futura freguesia "Fajã de Baixo" (e soubemos que também servem carne guisada e sobremesa). Não comparando para a gigantesca dimensão dos festejos da Maia, na Fajã de Baixo também se encontrava muita gente. Para o sítio que é e não fechando as ruas ao trânsito (quem leva crianças anda literalmente sempre com o coração nas mãos!) foi uma autêntica confusão. As pessoas praticamente se atropelavam. Muito triste... à parte dessas situações, as sopas estavam divinais, quentinhas e bem gostosas. Parabéns a quem a fez! A M. adorou. Quis comer o seu prato de sopa (e o meu praticamente todo!) e comeu-o sozinha. Acho que vou ter de fazer sopinhas do Espírito Santo lá em casa! Não chegamos a provar a carne guisada porque o dia seguinte era dia de trabalho e era preciso acordar cedinho... Bahhh