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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Aberta a convites destes

Uma amiga estava a testar um carro e perguntou-me se queria ir com ela ao Nordeste. Como é natural, aceitei logo! Estava mesmo a precisar de ir à minha origem e de cheirar o meu mar.
Desde que os meus pais têm o apartamento alugado que as idas ao Nordeste reduziram consideravelmente, com muita pena minha... Então sempre que alguém me incentiva a ir por algum motivo, difícil é recusar...
Os últimos tempos não têm sido fáceis. Sinto-me numa fase complicada quer física quer emocionalmente, mas acredito que um dia tudo vai tomar o seu rumo natural e o mais certo para mim... Resta-me ter esperança e coragem para lutar por aquilo que eu acredito ser o melhor para mim, para a minha filha e para a minha família...
Foi de facto uma tarde rejuvenescedora! Além de uma banhoca na Boca da Ribeira, onde o mar cheira mais a mar, ainda fomos ao Parque Florestal da Vila, que está com ótimos melhoramentos, quer para quem vai lá fazer um churrasquinho (que agora no verão apetece sempre!), quer para quem quer brincar (tem espaços espetaculares para miúdos e graúdos que queiram também brincar!)!
A minha M. e a C., filha da minha amiga, divertiram-se à brava! Nós, as mães "sereias", também! :)




quarta-feira, 2 de maio de 2018

A minha 1ª ida a uma discoteca!

Lembro-me como se fosse hoje... Tinha eu 7 anos quando fui com os meus pais pela primeira vez a uma discoteca! É verdade!... Foi na Maia, numa discoteca chamada Balada. O dono era amigo dos meus pais e deixou-me entrar com eles. Não tenho noção das horas, mas sei que era de noite e lembro-me de estar na pista a dançar com o meu pai e com a minha mãe, que também sempre adorou dançar. Não me lembro de mais ninguém. Só deles...
A verdade é que, desde que me conheço como gente, que sempre fui com os meus pais para todo o lado que eles iam. O meu pai foi presidente de um clube de futebol, desde sei lá quando, e era recorrente pelo Natal, Passagem de Ano e Carnaval, organizarem lá no clube jantares e bailes. Eu cá acho que esta minha coisa de adorar dançar vem dessa altura. Lembro-me perfeitamente de ser a "pequenina" que dançava no meio da gente grande. E até mesmo quando dava música lenta, metia-me no meio dos meus pais e dançava com eles... Era uma melga, pois era!... E quando o sono chegava??? Não ficava lá pedindo para ir embora e nem fazia birras de sono (pelo menos não me lembro de fazê-las!)... apenas juntava umas quantas cadeiras, daquelas duras e antigas (que costumam existir nos cafés antigos/tascas) e lá ficava. Queria era folia!
Lembro-me que cheguei a fazer maratonas de discotecas com os meus pais. Foi com eles que fui pela primeira vez à discoteca da Povoação, por exemplo, já maiorzinha, claro. Lembro-me que quando mudamos para Ponta Delgada tínhamos um grupo de amigos que todas as sextas ou sábados estavam caídos no Xantarix (hoje é um restaurante). Havia noites que também íamos à Ópera e ao Populos (discotecas daquela altura). Era noites bastante animadas, com muito ritmo e boa disposição... Sem dúvida uma boa fase da nossa vida...
Isto para dizer que ainda hoje agradeço os meus pais por nunca me terem deixado para trás. Por sempre me terem levado com eles para onde iam, desde que fosse adequado para mim... Assim sempre fiz com a minha M. e assim pretendo continuar a fazer. Ela quer é um pé de dança, uma folia,... faz-me lembrar de mim assim pequenina...

(Onde passei muitos dos meus serões em bailes quando era pequenina...)

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Não se constroem pontes para isto!

O Nordeste é uma zona mais irregular (montanhosa, de relevo mais alto ou mais baixo, cheia de ribeiras que nascem lá no monte - Pico da Vara e arredores - e vêm desaguar no mar, de curvas e contra curvas) da ilha. Para terem uma noção, uma viagem pela estrada regional desde Ponta Delgada ao Nordeste demorava sensivelmente 1h30 a 2h, dependendo da condução de cada um e do conhecimento que tem da estrada que é cheia de curvas e contra curvas. Pela difícil acessibilidade de chegada ou até saída daquela zona da ilha, foi decidido construir-se uma estrada nova o mais reta possível dada a irregularidade do terreno. Foram desenvolvidas altas estruturas para que a mesma pudesse existir. A estrada está bastante mais acima do nível da estrada regional, por cima das freguesias, e possui pontes altíssimas (algumas mesmo muito altas, tipo as 2 que limitam a minha freguesia!). A vista lá de cima é formidável pois a sensação de estar entre a serra e o mar é indescritível, mas por outro lado, bastante assustadora, dada a altura das pontes (das "minhas" por ex.).
Desde que foram construídas as Scuts no Nordeste que muita gente decidiu por fim à sua vida nas pontes que lá existem. Não existe uma ponte perfeita, escolhem uma qualquer... Mais novos, mais velhos,... deixam-me a pensar... É preciso uma coisa muito, muito grave, é preciso que estejam tão, mas tão desesperados para ter uma atitude destas de se atirarem de uma ponte assim, à falsa fé...
Se o motivo para dar fim à vida for por algum tipo de problema da própria vida ou da vida de alguém que amamos muito, considero que seja desespero, um desespero gigante, mas não posso deixar de pensar que há muito egoísmo à mistura! Não pensam em quem fica? Filhos que perdem a sua mãe ou pai. Mães e pais que perdem os seus filhos. Não consigo perceber.... O que é que é pior?! Quem vai pela forma que escolheu ir ou quem fica e tem de lidar com a situação?!
Se esse desespero levou à loucura?! Se são coisas da cabeça?! Tenho pena, muita pena... É injusto não haver controlo sobre isso...!

Na Coreia do Sul existe uma ponte, a Mapo Bridge, também conhecida como a "Bridge of life" que tem uma elevada taxa de suicídio. Então a Seguro Samsung iniciou uma campanha publicitária que reduziu em 85% dos suicídios naquele país. Consiste basicamente em luzes sensores que acendem sempre que alguém se aproxima da borda de segurança. Além disso, existem 20 mensagens curiosas, definidas por psicólogos, que servem para apelar ao não suicídio, tipo "O melhor da sua vida ainda está por vir" ou "Como gostaria de ser lembrado?".

É incrível como os meios de comunicação nos influenciam, não é?!
Isto também é Marketing!


Porque não fazer algo já nas nossas Scuts no Nordeste?!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Aqui estou em paz!

No final do mês passado fui a Santo António Nordestinho. Quem me conhece sabe o quanto eu adoro regressar à terra que me viu crescer... Como a minha M. adormeceu na viagem, decidi parar um pouco na ponte que antecede a minha freguesia (Ribeira Despe-te-que-suas) no sentido de respirar a natureza praticamente intacta que me cercava. Lá consegui fazer uma viagem ao meu tempo, no quanto fui feliz ali durante aqueles anos todos em que lá vivi. A ribeira estava cheia de água. Só conseguia ouvir a água a correr lá em baixo. Estava fresquinho ali, como normalmente é sempre, mesmo no verão. Existem muitas árvores, muito musgo, muita água. No verão há quem faça churrascos e piqueniques ali. Eu cheguei a fazer alguns, com os meus pais e amigos. 
O que é certo é que ali (e em qualquer outro lugar daquele concelho, de preferência em zonas com natureza) sinto-me em paz... Completamente!






terça-feira, 3 de outubro de 2017

O mar cheira a "mar" aqui...

Se há coisa que sinto mesmo falta é de ir ao Nordeste lá de vez em quando... poder aproximar-me daquele mar e cheirá-lo. O mar lá tem um cheiro mais puro, mais a "mar" do que em qualquer outro lugar!
Como estávamos na Lomba da Maia, aproveitamos para dar um pulinho ao Nordeste. Não estava um dia cheio de sol, mas também para um mergulhinho de matar as saudades não era preciso grande coisa... E aproveitamos para ir visitar o avô no seu trabalho... :)
Levar a minha M. à piscina que me viu dar o primeiro mergulho, que me viu dar as primeiras braçadas é sem dúvida um enorme prazer e ela adora saber histórias de "antigamente".
Fomos apenas de toalhinha e biquini... Ela entrou na piscina dos pequeninos, mas também nadou na dos "grandes" comigo. Andou lá a ver os peixinhos e a dançar na água (sim, a dançar! Ela dança e canta em todo o lado!)... E é tão bom vê-la na "minha" piscina...

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Diz que lá a vida tem outro sentido (e tem mesmo!!!)

Aproxima-se o verão, o bom tempo (graças a Deus!) e com ele a vontade de viajar para outro lado ou até de viajar cá dentro e passar fins-de-semana em sítios diferentes, sossegados, onde a natureza é a mestra e a grande impulsionadora do nosso estado de espírito... Perante isto, gostaria de deixar mais uma sugestão das melhores que existem: um sítio espetacular para nos retirarmos da rotina do dia-a-dia...

Fica em Santo António Nordestinho, a freguesia que me viu crescer até aos meus 15 anos e onde fui verdadeiramente feliz, e chama-se Vila dos M's. Na altura da minha infância era a casa da tia de um dos meus melhores amigos, mas hoje é uma casa recuperada por um casal jovem e cheio de bom gosto. Ela é filha da terra (como eu!) e minha amiga e o marido um apaixonado pela terra dela (nossa!). Não é difícil alguém se apaixonar por aquele "cantinho do céu", verdade seja dita!
A casa está um mimo, cheia de bom gosto e garantia do dom de bem receber, como podem ver pelas fotos que deixarei no final do texto, ou pelo link da Booking., Podem reservar à vontade! Aposto que não se vão arrepender! Produtos da região sempre presentes. E os pormenores?! Têm de ver, pois se vos contar com certeza não vão acreditar! São pormenores únicos, que não lembra a ninguém (apenas na cabecinha da minha amiga!). Dêem uma vista de olhos, deliciem-se e depois digam-me se não acham uma verdadeira casinha de bonecas...

É só mimo, desde a chegada, passando pela estadia, e até ir embora... Aposto que vai mesmo deixar em cada hóspede uma vontade imensa de regressar...





sábado, 29 de abril de 2017

Aqui vai encontrar a paz que procura

Num dos melhores sítios do mundo (Vila de Nordeste) para relaxar e encontrar a paz interior que nos é devida e acalma a alma, nasce um projeto com requinte e com muito bom gosto. É uma casa lindamente decorada onde o que é típico do local foi meticulosamente mantido e conservado. Tem uma decoração espetacular e que nos transmite muita (mesmo muita) serenidade... É uma casa preparada para receber famílias que queiram desfrutar de alguns dias de sossego, de paz, de romantismo. Ali, com certeza, a união com a natureza será mais forte.

Chama-se "Casa da Roseira" e tem capacidade para 4 pessoas. Tem uma sala ampla, um quarto, uma cozinha completamente equipada que é um verdadeiro mimo e uma casa de banho. TV Cabo com internet e wifi gratuito, assim como roupa de cama e de banho, também estão incluídos. No exterior, ainda tem uma churrasqueira com lenha à disposição, tal como a boa maneira Nordestense nos habitua.

Pode aceder para mais pormenores e reservar também aqui. Deixo algumas fotos para se deliciar:







quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Preciso vir aqui... com urgência!

No passado domingo foi inaugurado um novo trilho em S. Miguel: o da Ribeira dos Caldeirões... Esta zona fica, nada mais nada menos que, no meu concelho de infância (tudo o que vem de lá é bom!) e é das zonas que mais gosto de visitar e que me faz sentir ligada à natureza de uma forma muito particular. O som predominante é o barulho de água a cair, numa cascata... A temperatura junto à cascata é mais fresca... Mas o sítio é lindo, paradisíaco, magnífico. Em Dezembro costumam montar lá um presépio e fica lindíssimo!... 
Além de um bar, existe também uma casinha que se pode alugar para descansar uns dias... e dormir lá deve ser qualquer coisa do outro mundo...
Não costumo lá ir muitas vezes, principalmente agora que as scuts vieram abreviar o caminho até à vila do Nordeste (onde os meus pais têm apartamento), mas distanciar das freguesias sem saídas para as scuts... mas quando vou sinto-me bem e em paz... Tenho de lá ir! Preciso!...
Não fui ao trilho e desconheço aonde começa e termina, mas é um dos que estão na minha lista dos desejos. É este e o do Poço Azul, na Achadinha.

Deixo aqui umas imagens do local só para vos deliciar a vista!...

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Não podia acabar o verão sem vir aqui!

Depois deste sítio aqui, é a Boca da Ribeira que mais histórias tem comigo e onde também me sinto em verdadeira paz, onde fui sempre feliz (pelo menos que me lembre!)...
A Boca da Ribeira de hoje não tem nada a ver com a Boca da Ribeira de antigamente. Quando era pequenina (mesmo pequenina!), existiam lá umas casas onde as pessoas podiam pernoitar e a piscina não era de cimento, era mais natural, na zona onde temos acesso ao mar pela esquerda.
Tenho uma foto em que estou lá bem pequenina, se calhar com a idade da minha M., juntamente com uma amiga minha, a quem chamo de prima, porque é prima do meu primo, a Paulinha, ainda mais pequenina que eu. Provavelmente foi numa das vezes que fiquei lá a dormir. Foi também com ela que treinei os primeiros mergulhos, já na nova piscina (a que existe hoje!). Primeiro da escada mais baixinha (mais junto ao mar), até conseguirmos dar mergulhos bem dados da base da piscina (que foi uma grande vitória nossa na altura!).
Lembro-me que a ribeira corria mais do que corre hoje em dia e havia lá uma zona (à esquerda das escadas de madeira) mais funda onde nós às vezes decidíamos ir nadar. Era água doce, claro, e bem mais fresquinha que a água do mar, mas crianças têm sangue quente e lá íamos nós.
Passei toda a minha infância e adolescência nesta piscina. O único ponto negativo dela é que o sol vai embora pelas 17h30/18h, aliás como em todo o Nordeste dada as rochas enormes que tem. No Nordeste não podemos cumprir aquela máxima de ir à praia só a partir das 16h porque assim não ficamos lá tempo nenhum... Assim, mais fácil é ir e levar um guarda-sol para ao menos darmos umas braçadas valentes! :)
Quer as casinhas que existiam, quer o lago da ribeira que vos falei foram destruidos aquando as cheias que aconteceram lá nos anos 80 (história que conto aqui, quando falei do meu avô!) e nessa altura construiram o que há hoje. Esta zona balnear está tão bem conseguida, pois é limpinha, bem arranjadinha, com excelentes condições, mas os invernos são bastante rigorosos e com o mar ali não se brinca e acaba sempre por destruir alguma coisa. Penso que vão proceder a obras daqui a dias de requalificação da zona (mais uma vez!) e espero que desta vez aguente...

Neste dia em que fomos à Boca da Ribeira, talvez por fazer parte da minha infância, adorei ver a minha M. a fazer exatamente o que eu fazia em criança: atirar-se para a piscina degrau a degrau, apanhar peixinhos, chapinhar na água e dar pulos para a piscina! É o meu orgulho, esta filhota!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Renasço sempre que vou a este sítio!

Chama-se Porto de pescas do Farol do Arnel, é no Nordeste e é dos sítios mais fixes para nadar, fazer mergulho, pescar e apanhar sol, não pelas condições que tem (que são muito poucas!), mas pelo ambiente que nos rodeia...
Para se chegar lá é preciso coragem ao volante. Eu tenho para descer e subir, desde que me digam que não vou encontrar nenhum carro pelo caminho. Se algum dia encontrasse acho que seria o meu fim. Era bem provável que tivesse uma paralisia qualquer que não iria conseguir mexer o carro nem mais um milímetro... Acho que cá na ilha não existe outro caminho tão íngreme e tão complexo de conduzir como aquele... No entanto, ao chegar lá baixo e ver aquele mar imenso, de águas limpas, sem muita gente, onde posso respirar sem pedir licença, é de uma boa energia que nem vos conto... Cheirar aquele mar que cheira sempre a mar, a maresia, é do melhor que há... Ver a minha M. a aventurar-se naquela água, que ela conhece desde os seus 5 meses, é das melhores alegrias que lhe posso proporcionar... Este ano só lá fui uma vez, infelizmente, mas a vez que fui deu para renascer...
O meu companheiro do porto de pescas do Nordeste é o meu pai (que tem coragem de descer e subir sem nunca ter medo!), que foi quem me ensinou a gostar daquele espaço mais do que todos os outros... 


terça-feira, 12 de julho de 2016

Lento no Nordeste... yo quiero!

Eis que está a aproximar-se um fim-de-semana em grande lá para os lados da minha terra de infância... Um fim-de-semana que eu só muito raramente falhava... São as festas do Nordeste, da Vila do Nordeste, mas que foram adotadas como sendo as grandes festas do concelho.
Há muito tempo atrás estas festas não eram o que são hoje... Era uma festinha religiosa qualquer que atraia mais alguma gente do concelho, mas não como hoje. Hoje atrai multidões de toda a ilha. Há quem alugue casas, outros vão acampar... Tudo começou quando pela primeira vez vieram tocar às festas do Nordeste os Xutos e Pontapés. Foi o primeiro ano que as festas deixaram de ser apenas as festas da vila para serem as festas do concelho. E há anos que vale mesmo a pena ir até lá... No meu caso, vale sempre a pena ir até lá, mas por razões sentimentais, pois ir lá faz-me recuperar energias para retomar a minha vida.
Durante o fim-de-semana, ir à piscina da Boca da Ribeira é um verdadeiro pesadelo, tal é a enchente de gente que lá vai. Afinal de contas, não há outra zona balnear com as mesmas condições que a piscina. No concelho, zona balnear só mesmo a piscina, os calhaus e a praia do Lombo Gordo (que só tem sol até às 15h... se bem que este mês de julho o sol não tem aparecido em nenhum sítio!). Como o Nordeste tem uma encosta muito alta e o sol se põe para o lado oposto, as zonas balneares encerram pelas 17h30/18h. A partir dessa hora já acabou!...
Este ano as festas parecem rijas (embora a minha cultura musical neste momento esteja mais virada para a versão infantil da coisa!), por isso aproveite e vá dar um passeiozito até ao Nordeste que, agora com as scuts, ficou muito mais rápido e fácil.
Há um dos dias que gostava mesmo (mesmo!), de estar presente (mas como tenho o apartamento dos meus pais alugado, complica a situação!): o dia 15, o dia do Daniel Santacruz! Adoro o ritmo de Lento (um videoclip verdadeiramente sensual - pode ver em baixo)...


quinta-feira, 31 de março de 2016

A minha horta...

Nunca tive jeito para terras, mas sou neta de dois avôs que tinham imenso jeito... 

Um deles tinha uma quinta imensa, no Nordeste, que ele cuidava sozinho (às vezes o meu pai ajudava!) aos fins-de-semana ou final dos dias de trabalho e onde eu brincava ao "assaltar" o meu próprio quintal (se os meus pais não se impusessem eu daria uma bela ladra!!!)... Cheguei, em criança, a tirar batata da terra, cortar a florinha que dá na beterraba (e também sentir a comichão infernal que aquela planta dá!!!)... Eu até cheguei a ir com o meu pai tratar de bezerrinhos (quando uma vez também ele se aventurou!)!!! Ninguém diz hein?! Mas é verdade!... Sou uma menina do campo, com muito orgulho!

O meu outro avô, tinha uma grande vinha na Lomba da Maia, onde passávamos um fim-de-semana inteiro a apanhar uvas num terreno super inclinado e depois tínhamos de levar os cestos cheios (cheios!!!!) de uvas até ao cimo da terra (mais próximo do caminho)... Era muitooooooooooo cansativo, mas era bastante divertido, pois no meu da trabalheira também brincávamos todos juntos (primos, padrinhos, tios, avós)... Além dessa terra, e além do seu próprio quintal, o meu avô também tomava conta de uma terra (e de uma casa) de um senhor emigrado e era de lá que saiam as batatas, o feijão verde, o feijão de outras cores, as ervilhas, as couves e outras coisas mais que depois distribuía pelas filhas ao fim-de-semana... E era tão bom comer aquelas verduras fresquinhas!!!

Eu senti necessidade de também cultivar qualquer coisa, enquanto tenho terreno para tal... E foi assim que tive uma ideia: porque não usar o pequeno pedaço de terra que existe atrás da nossa futura casa?! 
E assim foi... Cultivei-o com algumas coisas, mas sei lá, com o temporal que entretanto fez nos últimos meses, pensei que tivesse morrido tudo... mas não... há sempre alguma coisa que sobrevive na vida.

A minha hortinha é diversificada. Não sei muito bem se vai dar certo. Mas o que é um facto é que as coisas estão a crescer e a dar um ar da sua graça e isso é muito gratificante... Se vai dar algo ou não, não sei... vamos ver... um dia de cada vez!

Está linda, não está?!