Mostrar mensagens com a etiqueta Ponta Garça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ponta Garça. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Fomos ao S. João... da Vila!

Não podíamos deixar passar o S. João sem irmos ver as marchas (a nossa marcha, principalmente!) pelo feeling que nos causa (saudade) e também por sabermos que a nossa filha adora música e dançar...
Quando chegamos já tinham saído algumas marchas... mas chegamos a tempo de ver a "nossa", a Marcha de Ponta Garça, aquela cor-de-rosinha que fez as maravilhas da minha M. nessa noite! Dos pendões, música e letra, vozes e trajes só tenho bem a dizer, embora tenha achado um tanto exagerado o traje das meninas (mas isso é apenas o meu gosto pessoal!). Adorei a saia delas!!! Adorei mesmo!!!
No fundo achei tudo cheio de bom gosto e requinte. Tudo pensado ao pormenor!!! Acho até que é uma das marchas que está a chegar a um patamar de, por exemplo, um Santo António de Lisboa. E tenho muita pena (mesmooooo!) que não saiam do concelho de Vila Franca do Campo, pois podiam muito bem mostrar os seus trajes, vozes e pendões aos 7 cantos do mundo e acredito que iam fazer furor por onde passassem...

Parabéns a toda a Marcha, pois eu sei o trabalho que têm (é mesmo muitoooooo!) para que no dia 23  de junho possam brilhar da forma como sempre brilham pelas ruas de Vila Franca do Campo!!


E foram capa de jornal! Parabéns!!!




sábado, 27 de agosto de 2016

Dançar em Retiros sabe bem...

Esta música transporta-me para os famosos Retiros de freguesias...

Para quem não sabe, os "retiros" são as discotecas à la minute que se constroem para as festas religiosas das freguesias. Algumas não fazem Retiros, limitam-se a ter apenas pequenos bares de comes e bebes de petiscos. No entanto, há freguesias que não deixam passar os Retiros de lado e alguns até são tão afamados que é impossível não haver na festa.

O Retiro que mais frequentava era o da festa da Lomba da Maia, terra da minha família materna. Os meus pais nunca gostaram muito que eu fosse lá (nunca entendi bem porquê, porque sempre me soube defender bem!), mas nos passeios que dava pela festa com as minhas primas e irmão, ao passarmos no Retiro, se tivesse a dar uma música gira (às vezes não valia a pena!) entrávamos e dançávamos aquela musiquinha (o meu irmão é que nunca ia muito à bola com isso, mas lá ia ele de arrasto! São sacrifícios que se fazem pela família!) e saíamos para terminar a ronda da festa, sem que as nossas mães, que passavam a festa no balcão à espera que passássemos, percebessem que tínhamos entrado no Retiro. Faz parte! :) Ao retiro da Lomba da Maia, já grande, continuei a ir, sempre que tinha companhia (e sempre que não tinha nada melhor para fazer!), mas nunca mais foi aquela coisa entusiasmante que era quando era pequenina... :) 

Depois, mais tarde, e por o meu namorido ser de Ponta Garça, onde a festa é rija, como já disse aqui e aqui - dura à volta de 10 dias - comecei a frequentar também o retiro deles. Muito mais evoluído que o da Lomba da Maia e o das minhas memórias. Enquanto que o da Lomba da Maia era (agora já não é! É numa garagem de uma casa!), muitas vezes, construído com madeiras e conteiras, o da Ponta Garça, que também já foi feito de madeira, é, hoje, uma tenda montada. Este ano estive lá perto com a minha M., mas o som estava péssimo (demasiado alto) para os ouvidos da minha pequenota. Ficamos nas proximidades a dançar um bocadinho... :)
Foto tirada no Retiro da Lomba da Maia, em 2011, o namorido e a prima B., ainda pequenina...
(a qualidade da imagem deve-se aos movimentos rápidos que estavam a fazer enquanto dançavam...)


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Festa em grande...

Já vos disse aqui que em Ponta Garça nunca se faz nada apenas só por fazer. Quando se faz é para fazer em grande e bem feito. Assim foram as festas em honra de Nossa Senhora da Piedade. Foram umas festas que duraram 10 dias e eu lá estive a marcar presença nos dois fins-de-semana que decorreram as festas. Foram dias intensos de muita reunião familiar que, com os primos da "Amékina" (como a minha M. diz) cá não poderia ser de forma diferente, e de aproveitar para estar com alguns amigos.







quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Festa rija é em Ponta Garça

Ponta Garça é a freguesia de origem da outra metade da minha laranja. É uma freguesia enorme geograficamente - 31,38 km2 (quem passa por cima, na estrada regional depara-se com umas 9 placas a indicar Ponta Garça à direita!!! Quem não conhece fica confuso!) e com bastante população (3547 em 2011). As pessoas, na sua maioria, são bastante acolhedoras e simpáticas. Lembro-me que a primeira vez que passei pela Ponta Garça (ainda nem conhecia o meu namorido) apanhei grande seca, pois estava um dia de muito sol e, como a rua principal da freguesia é bastante estreita e sinuosa, a passagem de carros fica difícil quando algum autocarro está ao barulho, e lá estava eu a "cozer" no carro com o meu irmão. Nesse dia pensei que nunca mais iria passar por aquela freguesia para não correr o risco de voltar a passar pelo mesmo. Como me enganei... Passados uns anos, não só tenho de passar várias vezes por aquela rua que nunca mais termina (6km de estrada mais ou menos), como também arranjei uma família e amigos que me acolhem com toda a dedicação e amor.
É já no próximo fim-de-semana que decorrem as grandes festas da freguesia (que duram à volta de 10 dias!!! Ninguém pode dizer que os pontagarcenses não são festeiros!). A padroeira é a Nossa Senhora da Piedade e, digo-vos, é das imagens mais tristes que alguma vez vi: ver uma mãe com o seu filho morto ao colo não é o cenário que qualquer mãe deseje passar e daí também o meu profundo respeito e admiração por esta imagem...
Há outra particularidade que me enche a vista desta festa. Os pontagarcenses são um povo aplicado e festeiro. Não há festa que não seja comemorada condignamente naquela freguesia. E é de ficar arregalado com os pormenores que nunca são descurados. Quando fazem algo na freguesia fazem-no com pompa e circunstância. Menciono como exemplo nesta festa, os tapetes das ruas que, na sua maioria, são meticulosamente enfeitadas; as roupas das pessoas que levam os andores são sempre iguais entre si e do mesmo tom das flores que ornamentam o andor (além dos penteados das senhoras que sempre me fazem pensar que foram todas ao cabeleireiro!), as roupas caprichosas com que se vestem as pessoas só para irem à festa, principalmente no domingo de festa,... 
Como é uma freguesia cheia de gente, há muita juventude, e por isso outro fator que me surpreende e agrada é a quantidade de jovens que participa ativamente em praticamente todos os eventos da freguesia. É, de facto, de louvar! Por isso mesmo, faz todo o sentido haver no programa um dia dedicado a eles (jovens), com aquilo que mais gostam de ouvir no momento (digo eu, que o máximo que oiço hoje em dia é Xana Toc Toc e os Caricas! E gosto muito, atenção!)

Caso estejam interessados em participar nestas festas, coloco o programa das mesmas. A coisa promete ser rija e parece não ter fim. Também coloco alguns vídeos da freguesia para verem in loco o que vos falei em cima; e alguns vídeos dos "cabeças de cartaz" da noite da juventude, que como eu iam ter de investigar quem eram, pois a nossa cultura musical de hoje não passa do "Bicho maluco" da Xana Toc Toc...








sexta-feira, 24 de junho de 2016

S. João dá cá um balão...

Em outros tempos, naqueles em que entrava na marcha, amanhecia este dia e eu ainda estava acordada, a dançar musiquinhas populares na praça Bento Góis de Vila Franca do Campo. Depois de um bom sono e descanso de pés, vinha um bom mergulho no mar para tirar o maior (brilhantes e laca e maquilhagem)...
Depois disso, era começar do zero. Em modo zen, depois de um bom duche tomado, de uma comidinha boa na barriga, voltar a encontrar-me com a marcha e voltar a maquilhar-me, pentear-me vestir-me e, como que por magia, já sentia o vigor da noite anterior, estava pronta para marchar e cantar novamente. Era assim comigo e, pelo que via nos outros, a maioria da marcha sentia o mesmo. Lá íamos nós de novo, mais um dia, mais uma noite...
Era esta a tradição. E foi assim durante 7 anos. 

Se ontem deixei os vídeos, hoje deixo algumas fotos que traduzem a felicidade que é ir numa marcha... Festejar o S. João numa marcha é outra coisa, é completamente diferente...

2009

2010 

2011 

2012 

2013 (aqui já éramos 2 pessoas na foto!) :)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Viver a Marcha de Ponta Garça para sempre...

Noutras alturas hoje e amanhã estaria de férias... e tudo porque desde 2006 (e até 2013) que participei como marchante nas marchas de S. João da Vila. O meu primeiro ano como marchante foi fruto de uma promessa que fiz a uns amigos em 2005 dizendo que no ano seguinte sairia com eles na marcha deles. E como, normalmente  tudo o que prometo cumpro, lá fui eu na Marcha da Escola Profissional de Vila Franca do Campo. Eu, simplesmente, adorei! O bichinho entrou em mim e nunca mais saiu...
A partir do ano seguinte, portanto em 2007, iniciei-me na Marcha Juventude de Ponta Garça, da freguesia original do meu namorido. Foram anos de muita dedicação, empenho e muito divertimento. O bichinho da marcha passou mesmo a residir dentro de mim desde essa altura... Na época em que ia na marcha, hoje era um dia em cheio. Encontrávamo-nos pelas 14h (as meninas) para nos maquilharmos, pentearmos e, depois de tudo isso, vestirmo-nos e transformar-nos em autênticas princesas. Os meninos encontravam-se connosco mais tarde, pois o vestuário deles sempre foi muito mais prático, resumia-se em roupa e brilhantes (quilos de brilhantes!)... Mas o nosso S. João começava a essa hora e durava até o segundo dia de marcha. Lembro-me tão bem de irmos todos vestidinhos, todos bonitos sempre a cantar esta e outras músicas de marchas passadas (muitas aprendi nessas caminhadas!) pelas ruas de Vila Franca desde o início da Vila (lado nascente) até junto ao Hiper Solmar, onde fazíamos sempre o último ensaio, o chamado de "geral" e, normalmente, corria sempre mal!... Lembro-me que antes da marcha sair já alguns tinham a voz por um fio, mas era incrível como a partir do momento em que pisávamos o tapete azul e as ruas para marchar, a nossa voz renascia do além e brilhávamos (devia ser do "cacarejo" que nos davam ao longo do dia :)! Ser marchante também tem dessas coisas "docinhas"! :P)...
Lembro-me do friozinho na barriga antes de entrarmos no tapete azul, mas depois que entrávamos, tudo era alegria. Naquela noite tudo brilhava, tudo era belo, tudo era festa... Percorríamos as ruas de Vila Franca cantando e dançando tudo aquilo que tínhamos ensaiado durante tantos meses. A cara alegre das pessoas que nos viam passar e alguns até pediam para dançarmos perto deles. Imagens que tenho gravadas na minha memória... 
Até ao dia da véspera de S. João, é realmente um esforço e dedicação imparável. Quem decide entrar numa marcha deve entrar de corpo e alma. Eu sempre entrei de corpo e alma. Dei muito de mim ajudando naquilo que me era possível, umas vezes ficava lá a ajudar depois dos ensaios até tarde, outras vezes trazia TPC para fazer em casa. Tudo era feito por nós. E acho que é isto que faz com que a magia de uma marcha sobressaia nas ruas: a amizade que se cria, a empatia e a cumplicidade entre os marchantes, a alegria, a musicalidade, a vida. De todas as vezes que marchei senti isso, fiz por isso e hoje, que estou do lado de fora, gosto de ver isso. Sei que a "minha" marcha vai sair e vai brilhar, hoje num conceito diferente, mas sempre e para sempre a minha marcha do coração. Hoje não vou marchar, mas tenciono lá estar e apoiar a "minha" marcha. 
Não sou oriunda de Ponta Garça, mas a minha outra costela é, por isso vibro e invoco o que de bom reconheço nas coisas que não são minhas, mas sinto como se fossem. A marcha de Ponta Garça é uma delas que não me canso de falar e orgulhar-me de ter feito parte!... Um dia, quem sabe, voltarei...

Deixo-vos aqui os vídeos de algumas marchas que participei (faltam os primeiros 3 anos de marchas - não encontrei no youtube)....

2009

2010

2011

2012

2013