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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Desta vez foi no mar

No meu último aniversário não conseguimos fazer nada de jeito, devido à chuvinha chata que se fez sentir ao longo da manhã e início da tarde de sexta-feira... No entanto, ficou a promessa de pegar nas pranchas e irmos rumo a algum sítio qualquer fazer paddle! E assim foi. Como no sábado o sol brilhou mais ou menos e o mar estava calmo, fomos rumo à Caloura experimentar paddle no mar! Ahhh tinha tanta vontade disto! Já tinha feito paddle na lagoa das Sete Cidades. Nunca no mar! E, acreditem... no mar é bem melhor! A prancha fica mais irregular, devido à ondulação, mas é muito mais zen fazer paddle no mar! Adorei! Além disso, a sensação entre cair numa lagoa que não se vê o fundo e cair no mar pintado a vários tons de azul da Caloura, prefiro infinitas vezes cair no mar! Vá lá que nunca cai, nem na lagoa nem no mar! :)
A minha filha, que foi sempre na prancha comigo, teve algum receio inicial, mas após os primeiros 5 metros de mar, já não queria sair da prancha e já se ponha em pé na boa! É uma aventureira marítima, como eu! :) E tem jeitinho a danada! :)
Tenho a agradecer os meus queridos primos, da empresa AL SUPaddle Azores, pelas pranchas que permitiu concretizarem um dos meus sonhos! Só tive pena que vocês não pudessem estar presentes!


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Um mês faz muita diferença!

Estive um mês parada! Um mês pessoal!
De facto o mês de maio não foi o mais simpático dos meses da minha vida... os 12 dias que estive de ausente do trabalho por assistência à família, em virtude da cirurgia da minha M., deram-me uma desculpa mais que válida para não cumprir com o que propus a mim própria - correr! Além desses 12 dias, tive mais 2 semanas (uma antes da cirurgia e outra depois de regressar ao trabalho!) que também não fui correr...
Há uns tempos que andava desmotivada e ir correr era um martírio, mesmo com os incentivos que o "correr" me dá... Isto e o turbilhão de emoções que vivi no pré-operatório fizeram com que decidisse não correr na semana antes da cirurgia... Pronto... deu-me para isto! 
A semana depois de regressar ao trabalho foi mesmo uma situação, digamos que... de preguiça mesmo!... Não corri porque não me apeteceu, não estava para aí virada... Aproveitei e fui almoçar com a minha M. a casa dos meus pais (embora tivesse regressado à escola, o almoço em casa dos meus pais... davam-me a certeza de que se ia alimentar bem!). Nessa semana fui-me preparando psicologicamente para reiniciar a corrida!...
Regressei esta semana... segunda-feira... e o que me custou! Pohhh não imaginam! Parecia que me arrastava... Corri sempre a combater o meu psicológico, a minha vontade de parar (por favor não digam a ninguém!). Ainda ameacei uma e outra vez, nos primeiros dias, mas os meus queridos amigos do "Gang das 12h" não me deixaram para trás, não me abandonaram e não desistiram de mim! Sem dúvida que assim é mais fácil! Claro que na hora só quero vê-los a seguir o seu ritmo (não gosto de atrapalhar ninguém!), mas eles são uns queridos e não me deixam desistir... Não sei se algum dia vou conseguir agradecer a ajuda que me dão... mesmo até depois de uma ausência tão prolongada!...

Se tive saudades?!
Deles, dos meus amigos, do convívio com eles, de rir com eles... tive muitas saudades... Do mar... do mar... ui... igual... Mas... de correr feita maluca pela avenida fora... NÃO!!!

Esta semana se me virem com um andar esquisito, não se preocupem, eu estou bem, posso é estar com os músculos todos lixados... mas isso são os juros de mora que mereço pela minha ausência!...

O mar... ah o mar... já entrou na casa dos 20º e está uma delícia...
(Cá estamos nós, as 3 da vida airada!...)


(É difícilllllllllllllllllllllll....)

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O desporto na minha vida!

Desde que nasci que sempre me lembro de estar ligada ao desporto. O meu pai, dirigente de um clube, levava-nos para todos os jogos. Todos os domingos lá ia a família toda (e a freguesia praticamente toda) assistir à partida de futebol. E o pessoal vibrava com aquilo! Domingo sem futebol não era domingo!...
À parte disto, também me lembro de adorar as minhas aulas de Educação Física e de até ter participado em Jogos Desportivos inter-escolas (a minha - do Nordeste, da Povoação e a de Vila Franca do Campo) maioritariamente de ginástica (pular trampolins e saltar, percorrer tapetes a fazer pinos e cambalhotas e ainda estafetas). Lembro-me também de ter participado em provas esporádicas de atletismo, bicicleta e futebol, ainda lá no meu Nordeste.
Depois, a morar em Ponta Delgada, participei em torneios inter-escolas (ginástica e futebol) e fiz parte da equipa de futebol feminina do Santa Clara! Pensava eu que os "largos" treinos que tive no campo da escola de Santo António Nordestinho me tivessem tornado numa "Rui Costa" em modo feminino. Sinceramente, e se calhar para surpresa de muitos, gostei de jogar futebol. Foi, sem dúvida, o momento mais "federado e desportivo" da minha vida.
Depois fui para Lisboa e, como a minha Universidade era muito cheia de "não me toques" era óbvio que não existia nenhuma equipa de futebol feminina!!! Havia volei! E lá fui eu... Não queria parar de exercitar o meu corpo. Não tinha lá grande jeito para volei, mas sempre era melhor que basquetebol (desporto que eu gosto menos!). Ainda o primeiro ano tínhamos um grupinho fixe... 2 treinadores super simpáticos e uma equipa que só ganhava pontos... quando a outra equipa não aparecia!!! Valia pela boa disposição! No 2º ano, a equipa mudou... apareceram muitas meninas federadas e com a tal cena da competição no auge que piorava quando se cruzavam comigo na universidade: nem "bom dia" nem "boa tarde"! Aquilo não era para mim!... Mudei de "desporto": fui para a tuna! E foi, na altura, o melhor que fiz!

Passados... depois de fazer contas... 20 anos certinhos... começo a correr e a participar em provas! Realmente... não bato bem da cabeça! Só pode!...

(Aqui quando estudava em Lisboa, numa das visitas ao grandioso estádio da Luz)

(Aqui em frente à minha casa de Santo António Nordestinho. Penso que foi pouco antes de sair de lá ou logo a seguir, portanto tinha eu à volta de 15 anos e um fato de treino muito, muito cafona, típico anos 80!)

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Um ano a fazer o que menos gosto...

Ah pois é! Hoje faz mesmo 1 ano que comecei a aventura de fazer o exercício que mais detestava de fazer neste mundo e no próximo: correr!!! Juro-vos que eu nunca, mesmo nunca gostei de correr! Era daquelas coisas que epá não me dava prazer nenhum... mesmo nenhum... nada, rien,...
Teve um momento em que até gostei um bocadinho de correr, mas desde fevereiro, não tem funcionado assim. Tenho-me obrigado a... e os meus amigos têm-me obrigado a... Se não for ficam mesmo zangados comigo... Mas gosto e continuo a gostar do espírito que temos em comum. Do espírito que me transmitem. Continuo a gostar de estar com eles. De rir com eles. De saber que me estendem a mão. Que não me deixam desistir. E na hora até "chatos" lhes chamo, porque não me deixam para trás... não me deixam sozinha...

Um ano a fazer algo por mim, algo que me faz bem, que me alivia a cabeça muitas vezes, que me permite ter um momento só meu, que me faz ter momentos tão bons a seguir (tipo este aqui)... Que para o ano eu venha aqui dizer "2 anos que faço o que menos gosto..."


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Temos regressado progressivamente...

Depois dos altos e baixos de saúde da minha M., tenho tentado regressar progressivamente à natação com ela. Sempre que ela está acima dos 60% de saúde, lá vamos nós! Uns dias temos ido e noutros não...
Com esta ida e não ida à natação, noto que ela está mais receosa... Evita tirar o esparguete, pois tem na memória uma única vez, há uns meses atrás, num momento em que estava sem esparguete, uma menina que estava aflita apoiou-se nela. O professor socorreu-a a tempo e conseguiu dar a volta à questão. Mas essa situação, com a agravante dela não ter ido praticamente o 1º período todo, deixa-a mais medrosa. Pede-me para ficar perto dela e lá fico eu na zona da piscina (uma verdadeira sauna! São 45 minutos muito quentes!) e passa a aula toda a chamar por mim, para se certificar de que estou atenta ao que ela faz... Eu estou filha! Sempre atenta aos teus progressos...
O que é facto é que apesar de algumas vezes estar reticente, ela gosta mesmo de estar na água e sente-se segura com o seu querido professor Rui. Passa a aula de sorriso na cara e isso, na realidade, é o que me faz insistir nas aulas de natação...



terça-feira, 6 de março de 2018

Depois de correr à chuva...

Gostava de partilhar aqui uma sensação que tive há uns dias atrás. Bom, na verdade esta sensação até que é recorrente e consigo ter este prazer muita vez (à tarde no meu trabalho!)...

Como bem sabem, abdiquei da minha hora de almoço para me tornar uma "runner maniac" e "sea maniac" (quem vai ao mar com a água fria como tem estado só pode ser louca!!!! Principalmente em dias frios...)!... Foi uma promessa que fiz a mim mesma: tentar ter este hábito o ano inteiro. 
Confesso que desde que andei doente da garganta (no início de fevereiro) que não tem sido fácil correr (e pior ainda ir ao mar, pois a água está mesmo fria...!), mas tenho feito a maior parte das vezes, graças também ao grupinho da corrida, também eles "loucos" (e muito mais que eu pois fazem isto há anos!) que me têm apoiado e incentivado a ir, a continuar. Acho que se estivesse sozinha, sinceramente, já teria desistido!!! Piora quando está vento e frio e chuva e todo o cenário possível e imaginário que dificulta a prática deste desporto. Só mesmo para maluquinhos, sem dúvida! 

Mas, o "depois" consola!... O estado zen com que fico depois de chegar à minha secretária, depois de comer (o almocinho preparado com todo o amor de mãe, da minha mãe!) é indescritível, principalmente em dias de muito mau tempo... Obrigada mãe! És, sem dúvida, a minha inspiração para ser a mãe que sou e que quero ser sempre para a minha filha...

Ora imaginem lá... 
O silêncio no local de trabalho (os meus colegas de sala são muito disciplinados e caladinhos!)... 
O barulho da chuva a cair lá fora... 
Dos carros a passar na avenida e o barulho que os pneus fazem na estrada molhada... 
O som dos teclados a bater ora com calma ora ferneticamente... 
Sinto o meu corpo como que a "flutuar" no nada, a minha pele rejuvenescida (fresquinha como uma alface!), o meu estado de espírito no auge da boa disposição (sinto-me mesmo, mesmo num estado super zen...).
Melhor que isto era estar entre 4 paredes (nem às paredes confesso!), de televisão ligada num filme de desenhos animados (que a minha M. gosta), mantinha, sofá, abraçadinhas,... mas... na impossibilidade deste ou de outro sonho ser realizado nesse momento (porque ela está na escola e eu tenho de trabalhar!), sinto-me bem naquele momento!...Assim... Em modo zen...


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Estreia na Bretanha

Quando comecei nisto de correr foi só no sentido de me ajudar a perder algum peso e, como queria ser uma banhista de ano inteiro, para aguentar o inverno, teria de transpirar antes de entrar na água... Porque não correr, já que era uma coisa que montes de pessoas faziam e gostavam de o fazer?! Eu também podia aprender a gostar!...
Mas... as coisas foram tomando proporções cada vez maiores a cada dia que passava. No início corria 2km e achava muito. Depois comecei a aumentar a distância. Depois a fazer a mesma distância e a encurtar o tempo. Depois tentava acompanhar o "Gang das 12h" (nome que carinhosamente apelidei ao grupo que costuma correr às 12h) até onde eles iam, ao ritmo que iam... Pude contar com o apoio do Gang e fui ganhando mais confiança em mim e naquilo que era capaz de fazer...
Começam a falar de provas. Recusei-me, porque nunca me achei capaz. Veio uma, outra, e mais outra e eu nada... Mas depois surgiu a prova dos Ginetes (que era para correr pouco mais do que corria diariamente!) e não fui, mas pensei nela. Veio a prova da Bretanha, que era (diziam!) 6km, ou seja pouco mais do que habitualmente corro. E tudo aconteceu para eu ir. E fui. e pude contar com a minha companheira Elisa que me deu o impulso final para participarmos.
Tinham-me falado em 6km, mas foram 7,71km. Fi-lo em 45'08''. Podia ter sido em menos...
Tinham-me falado de umas subidas manhosas e, sem dúvida nenhuma, eram mesmo manhosas. Cada curva que via ao longe tinha uma subidazinha que não era nada, mas moía silenciosamente as minhas pernas. E eu que nem sou de dizer palavrões, pensei neles (muito!!!)... Aquilo nunca mais acabava!... E nesse momento pensei em desistir, pensei que tinha sido uma tarouca em estar ali, que nunca mais me metia noutra, que aquilo não era para mim,... Perdi muito tempo nisso... Depois "acordei" com as vozes do meu "Gang" a dizer: "Tu consegues! É só mais um bocadinho! És uma máquina! Uma borboleta! Uma gazela! Tu corres bem! Evoluíste! Controla a respiração com as tuas passadas!"... Vi a imagem deles a "correr parados" a esperarem por mim quando decido parar de correr. E assim forçam-me a voltar a correr... Pensei na minha filha, no seu sorriso, na alegria que ela iria sentir quando me visse chegar. Pensei em bons momentos da minha vida. E fiz-me à luta!... Dei tudo de mim, mas já não foi suficiente para recuperar o tempo que tinha perdido... O meu objetivo era mesmo chegar ao fim a correr...
Quando vi a minha filha foi de uma alegria imensa. Perguntou-me "Mãe, ganhaste?", respondi-lhe que sim, mas não fazia ideia! Passados poucos minutos começam a dizer-me que ia a pódio, em 3º lugar. Fui confirmar e era mesmo verdade. Tinha ficado em 3º lugar na categoria Veteranos I feminino. E pronto! Fiquei contente já se sabe. E aquela parte de "nunca me meto noutra", podem esquecer ok?! Faço intenções de voltar... Até porque este domingo tenho já outra prova! :P





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Experimentei uma nova modalidade!

Estou numa fase da minha vida em que o desporto passou a ser uma mais valia, pois ajuda-me a distrair dos meus problemas, a manter a forma e a tonificar o meu corpo (neste momento o meu principal objetivo). Claro que há dias em que não me apetece nada sair da minha zona de conforto, mas lá me obrigo e, graças a Deus, tenho um grupinho de pessoas que gostam de mim e me incentivam a continuar, a ir, a esforçar-me...
Uma dessas pessoas é Mestre de Kick Boxing e convidou-me e a uma amiga/colega nossa a experimentar um dos seus treinos... Não pensei 2x e porque não?! Lá fomos nós... as duas inexperientes experimentar dar uns socos e pontapés...

Só no aquecimento ia, literalmente, morrendo... Tudo em mim era transpiração... pensava que morria mesmo... Depois fizemos um treino de circuito para treinarmos um pouco de tudo... Para começar uns abdominais sem parar (2 minutos) como manda a lei... Já não sentia a barriga... Depois uma luta com um dos seus melhores jogadores que foi tão delicado comigo que até tinha receio de estar a dar-lhe socos... Depois um que gostei bastante em que era duplo/triplo soco + pontapé. Este gostei mesmo... No final, de frente a frente, novamente a "bater" no nosso "adversário" e, mais uma vez, retrai-me... É que uma coisa é dar socos e pontapés em sacos de pancada... outra coisa é numa pessoa que nunca nos fez mal nenhum... Se ao menos fosse dar pancadaria em alguém que nos tenha prejudicado de alguma maneira, mas não... Aquele miúdo estava inocente!...

Resumindo... adorei o treino dele, era capaz de treinar aquilo as 3x por semana que ele treina, mas sem bater em ninguém. Já fiz Body Combat e bater no ar que me rodeia dá-me mais prazer do que bater numa pessoa que nem conheço!!!



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Experimentem! - Isto é um conselho mesmo BOM!

Não sei se já comentei aqui, mas tenho uns primos que têm uma empresa de Stand Up Paddle, esta aqui (AL SUPaddle Azores). Para os mais leigos, trata-se de uma modalidade desportiva aquática que tem a sua origem nas ilhas Havaianas. Consiste em remar de pé sobre uma prancha, usando um remo específico. Esta modalidade promove o equilíbrio, a coordenação, exercício físico e bem estar.

Não sei como dizer-vos isto de forma suave, mas aqui vai: têm mesmo de experimentar!!! Eu já fiz uma vez, não cai e adorei (muitoooooo!)! Só não o fiz mais vezes por falta de oportunidade e também por falta de roupa suplente (sempre nos molhamos um bocadinho!). A minha M., com apenas 3 anos, já vai na 2ª volta e nunca caiu (óbvio que não é ela a remar!!!) e a maioria das pessoas que conheço também ainda não caíu... portanto o risco de cair é quase nulo, principalmente se estiverem numa lagoa. 

Eles costumam estar junto à lagoa das Sete Cidades, mas também organizam viagens no mar e é exatamente aí que gostava de experimentar... Talvez um dia combine isso com eles...

Se visitarem a página deles (link que vos deixei em cima e volto a colocar aqui!) vão ver fotos incríveis, lindas demais ao ponto de nos cortar a respiração e, mesmo estando em casa, só me dá vontade de ligar a combinar uma próxima voltinha...

Deixo aqui o registo das 2 voltinhas da minha M. no mundo do Stand Up Paddle, a primeira em 2015 (comigo no comando!) e a segunda já este ano (com o seu padrinho, o meu irmão, e a sua prima adorada, que é a única que está a andar corretamente de Paddle!)...




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A minha relação com o Benfica

Sempre estive muito ligada ao futebol, fruto do envolvimento do meu pai a este desporto, como treinador, dirigente,... (saiba mais aqui!)
Sou Benfiquista desde que me lembro que sou gente. Toda a minha família é, do lado do meu pai e do lado da minha mãe, exceto alguns dos meus primos. Lembro-me do meu avô Sousa (materno) estar a ver o Benfica jogar na televisão e a ouvir o relato ao mesmo tempo em altos berros na rádio. Nunca percebi bem essa teoria, mas ok... O meu pai é Benfiquista e a minha mãe também. O meu irmão é igual. "O mundo adormece", diz o meu irmão, "quando o Benfica joga", pois para ele tudo para. Não combinem nada com ele em hora de jogo que se ele puder fica mesmo a ver o jogo.
Eu nunca fui assim, mas lembro-me que em pequenina tinha aquelas cadernetas do Benfica e colecionava os cromos. O Shéu foi o meu primeiro "namorado" do Benfica! Lembro-me de, em pequenina, talvez com 5/6 anos, dizer que ele era o meu namorado. Mais tarde, talvez a partir dos meus 12 anos eu seguia à risca os jogos quer do Nordestinho, quer do Benfica. Cheguei a fazer músicas para a claque do Nordestinho, que era eu e mais meia dúzia de pessoas (eu, a minha mãe, algumas esposas e irmãs dos jogadores).
Por volta dos meus 15 anos comecei a gostar muito (mesmo muito) do Rui Costa. Não por ser giro e tal (até nem o achava muito giro!), mas pela pessoa que demonstrava ser: humilde, amigo da família, lutador, com muita força,...). Seguia o seu percurso futebolístico e pessoal/familiar. Hoje o filho mais velho dele, Filipe, faz anos (nem sei bem quantos), mas lembro-me perfeitamente de ter seguido a reportagem do nascimento dele que saiu dias mais tarde na revista Nova Gente. Tinha inclusive um dossiê onde colava recortes do jornal do Nordestinho, do Benfica e do Rui Costa. No meu quarto tinha um poster dele gigante.
Um dia, decidi escrevê-lo a pedir-lhe um autógrafo. E ele respondeu-me de forma personalizada! Contarei mais tarde esta aventura... :)
Mais tarde, no verão de 1996, tinha eu 18 anos, toda contente que ia estudar em Lisboa e ia ver muitos jogos e treinos do Benfica para, finalmente conhecer o meu ídolo, quando sai a notícia de que ele ia jogar no Fiorentina... fiquei triste, mesmo triste... Acho que tive ali uns dias que estava incrédula e seguia todas as notícias sobre a saída dele, na esperança de haver um desmentido... Foi o dia em que comecei a, inconscientemente, desligar-me do futebol e do Benfica.

Mas, eu ainda sou benfiquista e serei para sempre! :)



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A ver se apanho este vírus!

Há uma coisa que ainda não vos contei mas que me está a encher de orgulho de mim própria. 

Se há coisa que eu sempre detestei foi correr! Aquelas aulas em que o professor de Educação Física dizia para corrermos e levávamos a hora toda naquilo, para mim, eram as piores aulas de todo o sempre... Um verdadeiro tédio! Se calhar por isso sempre me vi a fugir à corrida como o diabo foge da cruz... Mas, ultimamente, tenho me deparado no facebook por um "vírus da corrida" que anda a contagiar muita gente... E contagia pessoas que sempre gostaram de desporto e pessoas cujo desporto era daquelas coisas que existiam para os outros fazerem... Eu sempre gostei de praticar desporto e até certa altura da minha vida praticava, mas depois desisti... O ser humano acomodasse rapidamente... E eu acomodei-me! Mas, como eu quero retomar a minha forma física e quero ser uma pessoa cada vez mais saudável, não apenas por mim, mas também para ser um exemplo para a minha filha, decidi aventurar-me no mundo da corrida! Atenção que só comecei há coisa de 3 semanas! O vírus ainda não se apoderou de mim como gostaria que se apoderasse, mas espero sinceramente que o faça! Rápidoooooo!

Encontrei um plano de 12 semanas de corrida crescente, em que ao fim desse tempo, diz o plano, devo estar a correr 40 minutos seguidos!!! Ainda não consigo acreditar, mas ok, estou confiante!

Antes de iniciar o plano dizia lá para fazermos um teste de resistência para saber em que semana devíamos começar. Eu começo sempre por baixo. A minha resistência foram 4 minutos a correr rápido. Fiquei super desanimada, mas depois falei com uma das minhas melhores amigas (que fazia parte daquele grupo de pessoas que pensava que o desporto era daquelas coisas que existiam para os outros fazerem e hoje ela está infetada pelo vírus e corre km que se farta!), que tem sido a minha personal trainer, e ela deu-me força, como sempre o fez e faz... Obrigada Paulinha... Há uma frase que ela me disse que faz todo o sentido "Se eu sou capaz, tu também és!". Paula, quero que saibas que é esta frase que me disseste que martela na minha cabeça quando já corro de língua de fora à beira de um ataque de ritmias e a desejar que os segundos voem...

Se custa levantar às 6h da manhã todos os dias (é o único momento em que não prejudico o tempo que tenho para a minha M. pois ela está a dormir!), quer chova quer esteja frio ou até um tempozito agradável, custa! Muitoooooooooo! Mas depois de sair à porta da rua sinto-me bem (vá, dali a uns 5 metros sinto-me melhor!)... E faz-me bem... E é nisso (e na minha M.!) que tenho que pensar!

Não posso é desistir nem inventar desculpas!... NÃO POSSO!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Como ser parte da Universidade?! #1

Quem entra na Universidade passa por praxes académicas. Eu concordo com as praxes, desde que sejam praxes giras e que ajudem o bom ambiente que se vive na universidade. Graças a Deus a minha Universidade tem umas praxes muitos giras e que deviam servir de exemplo a muitas outras Universidades que apenas gostam de mostrar "abuso do poder". As praxes ajudam os novos alunos a se sentirem parte da Universidade que ficaram colocados. É nas praxes que se conhecem pessoas e que se começa a formar os novos grupos de amigos. Como já disse (pode ler aqui), entrei na Universidade mais tarde que os restantes colegas, já depois da época de praxes, e por este motivo no meu primeiro ano nunca me prendi a nenhum grupo de amigos. Falava mais com a delegada de turma e mais uns quantos que andavam mais pela zona onde me sentava na sala, mas nada de especial. No entanto, falei sempre com a maioria (éramos muitos!), embora não tivesse grande ligação com nenhum deles, até porque já tinham os seus próprios grupos formados. Eu, como sou tímida à primeira instância, não tinha aquele "à vontade" de me introduzir em nenhum grupo, então mantive a boa convivência durante as aulas e nos intervalos delas.
Então, com o objetivo de me inturmar mais na universidade, e como gostava de desporto, reparei que havia lá uma equipa feminina de volei. Inscrevi-me. Os treinos e jogos decorriam no Ginásio da Cidade Universitária. Éramos poucas, mas durante o campeonato todo não havia amizade pós treino/jogo, até porque nunca encontrei nenhuma delas pela universidade (julgo que andavam noutros pólos!)... Tínhamos 2 treinadores. Um deles ainda mantenho contacto, vou sabendo dele no facebook. Digamos que nos treinos e nos jogos até tínhamos uma boa equipa. Refiro-me a bom ambiente, porque jogar, jogar, não jogávamos nada de jeito. Lembro-me que só ganhávamos quando a equipa adversária não comparecia, exceto num jogo que me recordo de termos dado tudo por tudo e ganhámos por mérito mesmo!!! 
No 2º ano de universidade inscrevi-me novamente. Mas... desisti logo depois do primeiro jogo. Porquê?! Porque as jogadoras da equipa eram já federadas e levavam aquilo muito a sério. Ficavam zangadas quando algo corria mal e eu que estava ali na desportiva, pelo bom ambiente, achei melhor escolher outro caminho. E, sabem que mais?! Foi a melhor coisa que fiz, pois o caminho que escolhi fez-me muito mais feliz!...