Já não é a primeira vez que o dia da mãe calha no dia da grande procissão do Sr. Santo Cristo dos Milagres, facto que, digamos de passagem, torna o dia muito mais especial. Quem me conhece sabe que tenho bastante fé neste Jesus (mesmo muita!), e sabe também que a minha mãe é das pessoas mais importantes da minha vida (mesmo!), portanto este dia passado na presença dos dois, torna-se ainda mais único...
Mais importante que isso é poder hoje dizer à minha mãe o quanto ela é especial para mim e o quanto gosto de tê-la na minha vida. Se há pessoa no mundo que valorizo e admiro, ela é a minha mãe. Uma mulher de grandes desafios, que enfrentou algumas dificuldades (umas maiores que outras), que apesar de ter os seus momentos de fraqueza (quem nunca os tem?!), conseguiu dar a volta por cima e desenrascar-se. Uma mãe incansável, sempre presente, sempre atenta, sempre pronta a ajudar naquilo que for preciso, nem que seja apenas para matar uma barata... É que, além de ser a melhor mãe do mundo, ela consegue ser a melhor avó do mundo! Digo isso porque a minha filha está sempre a pedir para ir para a avó. Quer dormir na casa da avó. Chora até quando não vai. Chora quando tem saudades da sua avó e ela não está. Quer ir para a casa da avó. Quer brincar com a avó. Gosta da sopa da avó... E vejo nela e nas suas atitudes a grande ligação com a sua avó Berta. É, para ela, uma segunda mãe (e digamos de passagem que ela se porta exatamente como uma segunda mãe, bem mais paciente com a minha M. do que quando era comigo, mas isso é o meu lado ciumento a falar mais alto!). :)
Se um dia a minha filha me considerar uma mãe ideal, sei que estarei a ser exatamente como a minha mãe é para mim!
(Aqui há uns bons anos atrás!)
Este ano, pela primeira vez, recebi as prendinhas da minha filha feitas lá na sua escola e ATL. Recebi-as na quinta-feira antes! Ela queria muito, muito que eu as visse e não queria esperar. Estavam tão lindas, tão fofas... Únicas! Obrigada filha!
Sei que nem sempre sou a melhor filha, nem sempre estamos de acordo, mas espero que ela saiba que ela é dos maiores pilares que eu tenho na minha vida. Não consigo imaginar como seria eu sem ela. Como seria a minha vida sem a sua presença, sem o seu apoio, sem a sua dedicação. O que sinto por ela ultrapassa o meu coração, o meu ser, a minha vida, e é tão gigantesco e tão forte que nem tenho palavras para descrever... Espero que ela saiba disto, que ela sinta... Se calhar sente, porque também é filha e acredito que goste da sua mãe, minha avó, tanto quanto eu gosto da minha mãe, da minha Rainha!
Costumam dizer "Quem tem uma mãe tem tudo" e cada vez mais tenho a certeza disso. Eu tenho TUDO!
Numa casa ela é a "gestora" de toda a família (cuida do marido, dos filhos, da casa, assegura-se de que têm lanchinho para a escola, almoço para o trabalho, comida na mesa todos os dias, roupinha lavada e em condições).
Para os filhos ela é o colinho bom, o carinho mais doce, o beijo delicioso, o apoio incondicional, aquela que fica feliz quando os filhos estão bem e felizes, aquela que tem dificuldades em cortar o cordão umbilical (não é à toa que é o pai que o faz!), aquela que adormece e acorda a pensar nos filhos.
Esta é uma mãe, esta é a minha mãe, aquela que mesmo vivendo em casas separadas nunca me deixa faltar nada, nunca me deixa só e conhece-me tão bem que até, às vezes, parece que tem poderes mágicos de adivinhar o que se passa cá dentro, no turbilhão que é o meu coração e cabeça.
Parabéns mãe! Espero que tenhas um dia estonteante e uma vida longa cheia de saúde e felicidade junto de nós!
Hoje é também o dia das amigas nos Açores e não podia calhar em melhor dia, no dia da minha amiga! :)
O post do dia dos amigos que escrevi para os meus amigos (podem ler aqui) é também para vocês, meninas. Hoje, desculpem, mas só quero falar da minha mãe, da minha Rainha! :P
Hoje é o dia de celebrarmos o dia da Mãe, o dia da nossa Mãe, aquela que é sempre, aos nossos olhos, a melhor do mundo, pois nenhuma outra mulher (e arrisco dizer, outro ser!) nos consegue amar tanto como a nossa mãe nos ama.
Enquanto fui só e apenas filha não tinha a noção da grandiosidade do sentimento que se gera desde o momento que descobrimos que dentro de nós cresce um ser pequenino. Um sentimento que vai crescendo em cada dia e que vem desmentir o ditado "Olhos que não veem, coração que não sente!". É mesmo mentira!
Uma mãe é quem conhece o som do nosso respirar enquanto dormirmos ou quando estamos acordados.
É quem consegue ler perfeitamente o nosso olhar e os nossos pensamentos.
É quem conhece perfeitamente cada curva do nosso corpo e, pode chegar ao cúmulo de saber até quantos sinais temos espalhados nele. E ela ama cada m2 dele, mesmo que existam imperfeições. É quem nos acha sempre lindos, mesmo que não sejamos uma obra de arte de um escultor famoso qualquer. Somos apenas a sua obra e temos mais valor do que qualquer outra que exista!
É quem está ao nosso lado desde o primeiro momento e nos protege, como uma leoa a proteger as suas crias. É quem se mantém assim dia após dia, ano após ano, mesmo até quando temos já as nossas vidas e os nossos próprios filhos.
É quem nos alimenta de manhã à noite, nos lava, cuida de nós, quando somos, ou estamos por algum motivo, dependentes e quem nos ensina o verdadeiro sabor da independência, quando nos ensina a voar com as nossas próprias asas, mas fica no mesmo lugar à espera de agir, caso seja necessário.
É quem tem a voz mais serena e o beijo mais doce que acalma o nosso coração quer seja durante uma ida ao hospital para levar as tão temíveis vacinas, ou até quando fugimos para a cama dela quando temos um pesadelo.
É quem nos ajuda a caminhar pela vida fora e, mesmo que sejamos maiores que ela, nunca nos deixa caminhar sozinhos, pois ela está lá a sorrir nas nossas vitórias e a dar-nos força para superar as nossas derrotas.
É quem mais nos incentiva a estudar mais e mais para conseguirmos chegar mais longe e, quando partimos é quem fica com o coração mais pequenino, a transbordar de saudade e pensa em nós todas as horas do seu dia, enquanto não regressamos ao "ninho"...
É quem fica de lágrima no canto do olho mas cheia de orgulho quando nos vê receber o diploma, quer seja ele de final de escola primária, ou de final de universidade.
É quem se orgulha de nós quando damos os primeiros passos, ou quando conseguimos organizar um jantar com pompa e circunstância.
É quem tem o abraço mais forte, mais doce, mais protetor e mais terno que alguma vez sentimos na vida. É quem tem o colinho mais quentinho e sempre disponível, mesmo que tenhamos mais do que 1 metro e meio de altura. Um colinho onde há sempre lugar para nós.
É quem nos perdoa vezes sem conta por mais asneiras que façamos na vida e, no fim ainda diz "eu avisei-te", sem deixar de passar a mão pela cabecinha e dar um carinho de "eu estou aqui e vou te ajudar"...
Uma mãe antecipa sempre um acontecimento. Ela é como uma vidente. Prevê o nosso futuro, prevê os nossos passos, prevê e mantém-se firme para nos aguentar quando cairmos e nunca, nunca nos sentirmos sozinhos.
É quem permanece de sentinela dia e noite quando estamos doentes e, enquanto reza, chora em silêncio, implorando pela nossa cura. É quem deseja estar no nosso lugar desde o primeiro momento, quem deseja sentir as nossas dores e deseja que efetivamente o seu beijo seja mesmo milagroso, como era quando éramos pequenos e bastava um beijinho dela para não doer mais.
É quem se esquece de si a maior parte do tempo. Mãe é quem renuncia a sua vida para viver para os filhos. Mãe é quem fica connosco em casa quando todos saem para se divertir. A mãe sabe sempre as datas de tudo, até mesmo quando as anota em toda a parte da casa. Mãe sabe o que mais gostamos de comer e o que menos gostamos.
"Amigos bons" passaram a ser aqueles que gostam de nós. "Lugares bons" são aqueles para onde pode nos pode levar.
O maior interesse da vida de uma mãe é o bem-estar dos seus filhos. É quem pede e promete em nosso nome, para que tenhamos saúde e felicidade nas nossas vidas.
Mãe, quando bem conetada com os filhos, não é só mãe. Mãe, além de cozinheira, professora, psicóloga, empregada doméstica, médica, enfermeira, terapeuta, ..., também é o anjo da guarda maior que os filhos podem ter nas suas vidas.
Ser mãe é, se calhar, o maior desafio de qualquer mulher.
Eu tenho o meu anjo da guarda na terra e a ele eu chamo de MÃE!
Obrigada, mãe por tudo o que me fazes todos os dias, e ainda hoje.
Obrigada por tudo o que fazes à minha filha. Estás, também, a fazer-me a mim. Tu sabes, pois também a tua mãe, quando cuidava de mim, estava também a cuidar de ti...
Obrigada por, com as atitudes e palavras que usaste ao longo da minha vida, me teres ensinado o verdadeiro sentido da palavra "MÃE".
Se um dia a minha filha sentir orgulho em mim como eu sinto em ti, terei a certeza de que segui na perfeição os teus passos.
Obrigada Mãe por me ensinares todos os dias o que é ser uma boa e dedicada mãe!...
E O.B.R.I.G.A.D.A. por seres a MÃE que és! A melhor do mundo, está claro!
Mãe também é isto:
(São alguns minutos de verdades ditas com muito humor!)
Este texto hoje sai no jornal "Correio dos Açores" (surpresa mãe!!!), ao qual agradeço profundamente o convite para colaborar.
Já contei aqui que tenho uma orquídea que me foi oferecida pela minha filha (por obra do namorido!) no meu primeiro dia da mãe, em 2014. Ela é linda e ela tem um valor sentimental para mim... Só o ano passado é que deu pela primeira vez flor...
Há coisa de 1 mês (mais ou menos!) começamos a arrumar as nossas coisas lá de casa, pois a nossa mudança de "poiso" poderá acontecer em qualquer momento. Levei a minha orquídea para casa dos meus pais para estar num sítio estável.
Neste início de maio reparei num cenário muito especial. Nasceram 2 flores!!! Lindas, lindas! E cheiram tão bemmmmmm...
De facto, antes de sermos mães, apesar de eu ter tido noção de que a minha mãe sempre gostou de mim e que sempre fez tudo por mim e de ter consciência que a valorizei sempre, só depois de ter sido mãe é que dei o real valor à minha mãe.
E sim, é muito difícil dizer o quanto me sinto agradecida por tudo quanto a minha mãe fez por mim... É difícil exprimir sentimentos. Mas hoje tenho de o fazer...
Lembro-me da minha mãe desde sempre... Ela esteve sempre presente em todos os momentos mais ou menos marcantes da minha vida. Ela, além de mãe, foi minha professora (na altura que ainda podia ser e, apesar de reconhecer que era uma excelente professora, nunca gostei muito que o fosse!), e foi e é a minha melhor e mais fiel amiga, minha confidente, minha parceira, minha fã nº 1! Para ela eu nunca sou feia e mereço apenas tudo de bom. Acho que se fosse má pessoa (que não sou!), ela continuaria a ser minha fã nº 1!
Não é fácil ser-se mãe de um ser como eu fui nos primeiros anos de vida (até os meus 7 anos): andava sempre doente, chorava por tudo (era mimada), à noite não dormia, comia muito mal e, nos dias que comia bem, vomitava no fim,... foi preciso grande ginástica para ultrapassar essa fase. Ela conseguiu!
Depois não dei assim grande trabalho a partir dai (digo eu!)... Sempre fui certinha e aplicada na escola, apesar de ser muito distraída (ainda hoje o sou!). Nunca quis ser a melhor da turma e nem estudava para tal, apesar da minha mãe sempre exigir que eu fosse melhor em todas as disciplinas.
A fase da adolescência é péssima para qualquer adolescente e, com certeza, para qualquer pai/mãe que se importe (eu sei que também irei passar por isso com a minha M. e espero ser capaz de estar à altura dos meus pais)... por isso, todas as minhas desculpas para esta fase. Graças a Deus nunca me meti em grandes sarilhos (daqueles que demoram a curar, tipo drogas, álcool,...).
A minha partida para a Universidade, para uma cidade gigantesca como é a nossa Lisboa, foi talvez o grande acontecimento que me fez valorizar ainda mais os meus pais. Foi aí que senti que eles eram os meus verdadeiros pilares, que sem eles não seria o que sou hoje. Foi um momento muito doloroso para mim (especialmente o meu primeiro ano!) estar longe de casa e deles e sei que para eles também foi uma dor enorme ter-me longe. A minha mãe ligava-me todos (TODOS!) os dias. Às vezes não havia assunto, mas ela nunca deixou de me ligar. Às vezes ligava-me mais do que uma vez por dia. Eu achava grande tolice, mas hoje percebo. Hoje, que sou mãe, sei que também ligarei à minha M. quando ela for "voar" para longe. Vou ser chata com ela como a minha mãe foi comigo. Eu sei. Eu sinto.
Hoje dou valor a dobrar por tudo o que a minha mãe fez por mim e por todo o amor que me dispensou, por todas as dores que lhe causei, por tudo o que abdicou por mim (mesmo que nunca se tenha arrependido de nada, sei que abdicou de muita coisa por mim, porque eu, em 2 anos, também já abdiquei de muita coisa pela minha filha e não me arrependo de nada!), por todas as noite mal dormidas (mesmo já grande!), por todas as vezes que cuidou de mim quando estava doente, por todo o carinho e afeto que sempre demonstrou, por todas as refeições que me preparou (que nem sempre elogiei), por todos os sorrisos que me proporcionou, por todo o tempo que passou comigo ou que dispensou para tratar de coisas por mim, por me ensinar tantas coisas ao longo da minha vida, agradeço por tudo e por tanto.
Quero ainda agradecer por tudo o que hoje faz pela minha M., a forma carinhosa com que cuida dela, enquanto eu tenho de trabalhar. Sei que a ama como se ela fosse uma continuação de mim, uma continuação do trabalho que fez comigo, dai dizer-se que "avó é ser mãe 2 vezes!". Agradeço-lhe por ela existir na minha vida e na vida da minha M., pois assim ela também vai agradecer a super avó que tem. E sei que também irá dar valor ao quanto a avó, diariamente, faz por ela.
Hoje, Dia da Mãe, da minha Mãe, essa grande mulher da minha vida, que sempre foi uma guerreira, que sempre lutou e deu tudo por mim e pelo meu irmão, e agora também pela M., que sempre esteve lá para quando eu precisei, quero enviar todo o meu amor e todo o meu orgulho por ela ser a minha mãe desde sempre! Por mais que faça por ela, nunca será o suficiente para lhe retribuir toda a dedicação e amor...
Obrigada Deus por me teres dado a oportunidade de ter como mãe esta grande mulher!
O dia 3 de Maio de 2014 foi o meu primeiro Dia da Mãe como mãe da minha M. e, pela minha filha, o meu namorido ofereceu-me uma orquídea muito linda cheia de flores (um Dendrobium, acho que o nome popular é Orquídea olho-de-boneca). Achei de uma delicadeza enorme, pois a orquídea é daquelas flores "ricas" e que requerem alguma atenção. Nunca pensei era que fosse preciso tantaaaa atenção!!! E logo eu que me dou muito bem com plantas e flores (NOT!)...
Bom, depois de caírem as primeiras flores, a orquídea nunca mais deu flor!... Passava-lhe por água, pouca, porque disseram-me que era assim que se fazia e... nada de dar flor! Dois anos sem flor! Não queria que ela morresse, pois era oferta da minha M., a minha primeira oferta como mãe dela... É especial!
Perguntei a entendidos na matéria como deveria tratar dela e as coisas que me diziam não me afastavam do que eu tinha estado a fazer... pesquisei em sites como tratar dela para ela dar flor e aprendi que eu teria que "enganá-la", ou seja, de Outubro a Março deveria dar-lhe água uma vez por semana (houve semanas que não dei... esqueci-me!) para ela pensar que podia esbanjar à vontade. Depois, a partir de Março, só devia dar-lhe uma vez por mês para ela pensar que chegou a época da seca e tratar de dar flor. Pelo que me constou, elas só dão flor quando pensam que vão morrer, pois é uma forma de perpetuar a sua espécie... Preguiçosas!
Parece que consegui enganá-la! E estou mesmo orgulhosa de mim!
É apenas uma, mas é uma flor! Depois de 2 anos consegui florir a minha orquídea!...
(Por favor, se houver algum entendido na matéria "Orquídea Dendrobium Olho-de-boneca", apresente-me mais dicas para fazer com que ela perdure com flor, de preferência...)