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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Maria Castanha

Lá foi ela toda contente para a escola para as duas festas de S. Martinho que ia ter, a da escola e a do ATL. Veio para casa toda contente com as prendinhas: castanhas e mais castanhas! Pegou na sua caixinha de fósforo (onde tem a quadra que podem ver na imagem), pintada por ela, e fingiu estar a ler a quadra que lá vinha sobre a história do S. Martinho. Foi decorada a preceito! 
Lá dentro um puzzle pintado por ela e 2 Marias Castanhas (uma da pré e outra do ATL), porque o dia era dela...
Mais tarde soube que tinham utilizado as castanhas, não só para comer, mas também para aprender as vogais e aprender a contar! Isto de andar na escola é muito divertido... pelo menos para já!... Aprender a brincar é do melhor que se pode oferecer aos nossos mais pequeninos! Obrigada à sua educadora e a todos os auxiliares, assim como às animadoras do ATL, pela paciência, criatividade e por tomarem conta da minha filha na minha ausência, assim como dos restantes meninos, claro...!





sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Manhãs de inverno...

Eu não sei como funciona com as outras mães, mas as minhas manhãs de inverno, com uma menina de 4 anos, a caminho dos 5, são particularmente difíceis... Isto porque, apesar de acordar com o mais lindo sorriso do mundo e com o maior abraço do universo que me aquecem o coração mal acordo, basta o tema "vestuário" e "alimentação" para tudo se transfigurar... O sorriso vira choro... Não quer vestir outra coisa que não sejam vestidos ou leggings cor-de-rosa... clarooooo!!!! E não é por falta de calças de ganga, saias e tudo o mais... Lá na escola devem pensar que não tem mais roupa em casa para vestir! No verão ainda me safava, pois arranjei-lhe uma coleção de vestidos que ela adora... mas agora no inverno não posso deixá-la ir para a escola vestida "à verão", embora ela queira!!!
Então, a muito custo, visto-lhe qualquer coisa: leggings rosa, ou algum vestido com collants (quando só condiz com as azuis fica o caldo entornado!),... Mas não é fácil!
Depois da árdua tarefa que é vestí-la... chega à 2ª parte de terror que é tomar o pequeno-almoço! Faço questão que ela coma, pois o seu almoço só acontece perto das 13h... Então, há dias que não quer papa, outros não quer cereais, depois não quer pão, não quer waffles,... Lá a muito custo consigo que ela coma qualquer coisa... Alguma dessas opções tem de marchar a bem... ou a mal...
Se as manhãs de verão às vezes eram difíceis, as de inverno estão a ser bem piores... Mãe sofre!!!

Nem quero imaginar quando se fartar de usar o casaco!!!


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Quero que ela seja melhor!

Ser resiliente é difícil, mas mais difícil é conseguir ensinar a sê-lo.

Depois de ler este artigo, chego à conclusão que eu não sou resiliente. Não sou! Tento, mas não consigo! Quer dizer... também não é assim... Existem alguns pontos do "ser resiliente" que eu atinjo, mas há outros que por mais que me esforce não fazem parte da minha maneira de ser... Simplesmente não consigo...
Quem me conhece sabe perfeitamente que vivo de emoções. Eu sinto. Não racionalizo muito. Não controlo, não escondo. E não consigo ultrapassar isto... por muito que me esforce... Isto ajuda-me a criar empatia pelo outro. Consigo sair do meu "mundinho" e colocar-me no lugar do outro e imaginar o que sente... Há situações que não consigo (quando ultrapassa o nível do que considero normal!), mas a maioria sim...
Sou também bastante positiva. Perante um cenário negro consigo ver a luz no fundo do túnel e esforço-me por chegar até lá ou fazer com que o outro chegue. Mas não sou assim todos os dias. Há dias negros. Escuros. Principalmente se esse negrume está exatamente em cima da minha cabeça, é mais difícil de ver a luz...
Por outro lado, quero que um dia a minha filha seja resiliente! Que ela, perante um obstáculo, situação mais difícil, ela consiga gerir as suas emoções e encontre uma solução, sem sofrer.

Aqui encontro 10 dicas para fazer com que ela seja melhor que eu:
. Fazer amigos
Lá isso ela tem facilidade, após os primeiros 2 minutos. Ter amigos ajudá-la-á a saber partilhar não só brinquedos, como também as alegrias e tristezas.

. Ajudar os outros
Tento dar-lhe alguma responsabilidade. Tem alguma resistência em ajudar em casa, por exemplo, quando existe outra coisa mais interessante para fazer. Mas isso acho que acontece com todos!

. Rotina diária
Ela tem uma rotina diária desde cedo. Neste campo acho que estou no bom caminho...

. Fazer uma pausa
Existem dias e dias... e ela, da mesma forma que tem uma rotina, também tem fugas à mesma e aceitamos isso com naturalidade.

. Cuidar de si próprio
Ela tem tempo para brincar e também lhe dou tempo para ler ou simplesmente para estar na sua tenda a relaxar.

. Criar metas e objetivos
Próximo passo a trabalhar.

. Desenvolver a auto-estima
Sempre. Desde que nasceu.

. Ser otimista
Tento sempre fazer-lhe ver o lado positivo das coisas.

. Conhecer-se a si próprio
Ela ainda não se consegue controlar bem face a uma situação conflituosa. Ou vem ter comigo para a "salvar" ou então faz uma birrinha... Tento ensinar-lhe a controlar a sua fúria.

. Aceitar as mudanças
Sempre que existe uma mudança mais radical na sua vida como foi a mudança de casa ou a ida para a escola foram aceites naturalmente. Até aqui ainda não houve problemas de maior com mudanças.

No fundo o que eu pretendo é que ela supere em tudo aquilo que eu sou e que eu consegui. Quero que ela seja melhor que eu em tudo. Mas acima de tudo que seja FELIZ!



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Ela é do Benfica, sem dúvida!

Numa das vezes que fomos ao Colombo, perguntei-lhe se queria conhecer o estádio do Benfica. Desde cedo que ela canta o "SLB" e diz ser do Benfica... Apesar de ter sido incutido por nós (não temos ninguém do núcleo duro da família que seja de outro clube sem ser o Benfica - pudera!), ela sempre reagiu positivamente ao Benfica (mesmo sabendo/tendo visto o estádio do Sporting e vendo que é verde, uma das usas cores favoritas!)... Ela aceitou de bom grado e, nas minhas cavalitas, foi o caminho todo (t.o.d.o.!!!) a cantar a música "SLB" (até eu, que sou benfiquista, já não podia ouvir!)!!!!
Admirou todo o estádio, entrou na loja, queria trazer uma bola do Benfica e, quando lhe pedi para tirar uma foto com o Eusébio, ela muito séria diz-me "Mãe, e se ele dá um chute na bola? Eu vou voar!"... Santa inocência. Rimo-nos e pronto... Tiramos na mesma a fotografia! :)

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Espertinha...

A minha filha já reconhece algumas letras do alfabeto. Algumas até desde muito pequenina. Associa-as a pessoas de quem gosta. Outro dia reproduziu a sua letra "M" num papel e disse-me que queria escrever o seu nome. Escrevi o nome em letras grandes e ela reproduziu, meio descoordenado, sem ordem definida, o "D" teve 2ª tentativa, mas as restantes letras... Wow! 

Ora vejam, com apenas 4 anos:


quarta-feira, 7 de março de 2018

Fui contadora de histórias por 20 minutos...

Na mochila da minha M. existe um envelope que é uma espécie de correio entre a sua educadora e a família. O que é certo é que, como deixo a sua mochila muitas vezes na casa dos meus pais (isto de "leva e traz" mochila tem muito que se lhe diga!), confesso que nem sempre vejo diariamente a minha "correspondência". Por altura das férias da Páscoa, recebemos uma carta-convite para irmos à escola "Contar uma história" à turminha... Um convite que, para quem me conhece minimamente, sabe que não rejeitaria. Tudo é motivo para estar presente na vida dela e esta situação foi mais uma.
Entretanto pesquisei uma história que eu achasse que se adequaria à idade deles. Não queria uma história qualquer. Queria uma história que pudesse deixar uma mensagem que eles, mesmo em tenra idade, conseguissem perceber. Ora, na turma da M. existe um menino que necessita de apoio especial. E eu encontrei uma história que ia de encontro à aceitação das diferenças de cada um, deles gostarem de si e respeitarem as aparências de quem os rodeia (anti-bullying). Escolhi a história da "Aranha Mara e o Arco-Íris" (encontrei-a aqui).
Preparamos um cenário para a história e pintei as personagens da história.
Chegou o dia e, como sempre, fui recebida com tanto carinho pela educadora e pelos meninos da sala da minha M. Para eles sou "a mãe da Matilde" e por isso teria de fazer boa figura. A minha M. quis ficar ao meu lado e ajudar-me a contar a história. Assim deixei. Ela ia colando as personagens pelo cenário e, mesmo assim, esteve sempre atenta à história, assim como os restantes meninos.
Na verdade, encarnei bem a personagem de "contadora de histórias". Chego à conclusão que devia mesmo ter seguido o meu instinto e ter seguido a área de Educação Infantil. São idades tão giras de se trabalhar... Adorei a experiência e ficou a promessa de lá voltar novamente... A minha M. delirou. Sei que ficou feliz e só por isso valeu muito a pena...

Obrigada pelo convite.





quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A melhor prenda de Natal

Depois da azáfama toda das festas de Natal e passagem de ano, queria mostrar-vos as coisas mais fofas que a minha M. fez na sua Escola e no ATL, as quais vão passar a sair todos os anos, todos os Natais. O Natal é reunir coisas e pessoas que amamos. Foram, sem dúvida, os presentes mais originais, mais lindos, mais fofos que recebemos este ano e que abrilhantaram a nossa casa:
(O Pai Natal com barbas feitas com a mãozinha linda dela, o floco de neve, o globo com a sua foto que está maravilhoso e a casinha do Pai Natal que vinha com bombons dentro!!!)

Parabéns à prof. Maria José e às monitoras do ATL por serem tão criativas e por mimarem os nossos meninos na nossa ausência...

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Ela adora anatomia!

A filha de uma amiga minha, mais velha que a minha M., decidiu dar uns brinquedos que já não brincava mais. Um dos jogos que a minha M. gostou muito foi o jogo do Corpo Humano. Aquilo é um bocadinho para crianças mais crescidas mas foi o jogo que mais a fez vibrar. Durante uns dias andou com o jogo debaixo do braço para todo o sítio que ia, exceto para a escola.
Eram ao todo 4 puzzles para ela montar: uma menina e um menino, um esqueleto e os músculos e órgãos internos. À medida que íamos construindo pela primeira vez cada puzzle ela ia observando e fazendo perguntas e eu ia explicando. Quando viu parte do esqueleto disse "Mãe isso é do halloween!". Expliquei-lhe que todas as pessoas tinham um esqueleto dentro de si e à medida que íamos montando o puzzle ia tocando também nos mesmos ossos dela e nos meus para ela ter melhor percepção. Depois aprendi que as costelas passaram a ser os "ossos das cocequinhas", e é de facto um nome bem mais fofinho do que "costelas". 
Depois fizemos o dos músculos e dos órgãos. Expliquei-lhe como funcionava o aparelho digestivo (assim por alto, já se sabe!) e ela muito atenta a escutar tudo o que lhe dizia e a querer saber mais coisas, pois ficava a fazer-me montes de perguntas (e eu nem me lembrava bem de algumas coisas!).
A seguir fomos à casa dos meus pais e, claro, ela levou o jogo e quis montá-lo lá. Acreditem ou não, ela reproduziu tudo (T.U.D.O.!) o que lhe havia dito em casa enquanto o estávamos a montar pela primeira vez. Surpreendente!!!




terça-feira, 24 de outubro de 2017

"Mãe, não quero ir para a escola!!!" - disse-me ela...

Hoje uma altura que a minha M. começou a dizer que não queria ir à escola. Quando a acordava dizia logo "Mãe não quero ir à escola!"... Comecei a ficar preocupada... Por experiência de ter trabalhado num infantário, sabia que algumas crianças começavam bem, mas depois tinham um retrocesso no processo de adaptação e temia que isto me pudesse estar a acontecer. É que, parecendo que não, é o pior cenário para as crianças, para os pais e até para os educadores. 
Entrou o fim-de-semana e andei a "investigar" o porquê da minha M. não querer ir à escola. Ela que gostava tanto... Percebi que tinha a ver com a hora da refeição. Ela andou meio adoentada (fruto da época) e com menor falta de apetite, até mesmo em casa. Percebi que na escola, e muito bem, insistiam com ela para comer.
Durante o fim-de-semana fui lhe falando na importância de ir à escola, de comer a comida da escola, de brincar com os outros meninos,... para que na segunda-feira estivesse apta para continuar a ir à escola.
Segunda-feira, apesar de tê-la preparado para ir à escola, a minha mãe (que é a pessoa que normalmente a deixa na escola, para ela não ter de ficar 45 minutos na entrada da escola à espera da educadora) não a levou. Pelos vistos deixou-se vencer pela doçura da frase "Gosto mais de ficar com a avó Berta...". E ficou!
No dia seguinte decidi ser eu a levá-la à escola, para ela perceber que por mais birra que fizesse, ir à escola é o seu dever neste momento (e durante uns bons anos!). Combinei com ela que iria falar com a doce Sra. Anita (com quem trabalhei no infantário e sei que é 5 estrelas com os meninos) para que não insistisse com ela para comer o 2º prato, mas que ela teria de comer a sopa toda e a sobremesa. Quando chegamos à escola ela ainda tentou não ir... pedi-lhe para ela vir para o meu colo. Ela veio. Fui mostrar-lhe os meninos a brincar no parque infantil que existe. Ela dizia que não se queria divertir com os amigos, que ia sentir saudades minhas. "E se eu chorar?!" perguntava ela. Com algum cuidado expliquei-lhe novamente que ia falar com a Sra. Anita sobre o almoço como tínhamos combinado, expliquei-lhe o que esperava dela na escola, que se ela ficasse na escola triste, eu também ficaria triste e ela não gostava de me ver triste, que ela estava sempre comigo no meu coração e que eu ficaria sempre no coração dela, que quando ela sentisse saudades minhas para pensar em mim e ter a certeza de que a amava muito, e que ela era uma menina muito corajosa e por isso ia conseguir ultrapassar esta fase...
Falei com a Anita à frente dela. E vi no olhar da minha filha o alívio e a felicidade de poder contar com a "amiga da mãe", na ausência da sua mãe (eu!). Ela ficou bem nesse dia e nos dias seguintes também... até agora! Que assim continue...

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Fizemos um fantoche e até que não ficou mal!!!

Logo no dia em que tivemos uma reunião com a educadora (no dia antes das aulas!), levamos connosco um TPC para fazer durante o fim-de-semana: um fantoche!!!
Numa tentativa de "quebrar o gelo" (penso eu!), na segunda-feira seguinte todos os meninos iam falar sobre o seu fantoche e iam dar-lhe um nome. Achei giro!

A mãe de um dos meninos da sala levou o fantoche da M. para a sua mãe cosê-lo à volta, o que muito agradeci. Depois fui buscá-lo no dia seguinte e com o que tinha em casa de restos de aniversários dela e do batizado (sim, ainda tenho coisas para inventar lá por casa!) e com a ajuda das avós: uma com tecidos e a outra com lã rosa (pois a exigência da minha M. era que o seu fantoche tivesse cabelo cor-de-rosa!!!! (Se esta doença do rosa não passar, já sei que um dia ela vai chegar-me a casa com o cabelo pintado de... rosa!)

E assim foi... Juntei tudo o que tinha e, com ela pertinho de mim, fomos imaginando como seria. Ela queria o cabelo rosa, então esticamos a lã para fazer o cabelo rosa. Ela queria saia rodada, então pequei num tecido estampado de conchas para franzir e ficar "rodado", cosendo-o ao feltro. Ia pondo a cola e ela ia colando... os olhos, o nariz, a boca, o cabelo e a blusa rosa que também recortei... e, para lhe dar um toque de fofura, apanhei o cabelo dela em 4 e coloquei lacinhos nos 4 totós e um à volta da cintura.
(os materiais que usamos)


Voilá! Que acham?!
Ficou fofo, não ficou?!


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Os seus primeiros dias de escola...

Depois do primeiro dia de escola, a ideia era ver como se ia adaptar... Já lá está há 2 semanas e até à data a adaptação tem sido bem boa, graças a Deus...
Quando na manhã seguinte lhe disse para se despachar para ir para a escola, respondeu-me "Outra vez?!"... presumi que pensava que a escola era apenas para um dia!!! Expliquei-lhe que agora iria para a escola todos os dias, exceto ao fim-de-semana. Claro que ela não tem a noção dos dias da semana mas vai ter um dia...
Lá se vestiu toda contente, pegou a mochila e lá fomos nós até à escola. Quando lá chegamos novamente uma menina a chorar... e, perante tal situação, reparei que ela começou a recuar. Naquele mesmo momento disse "Matilde, aquela menina está a chorar porque não sabe o quanto é divertido estar na escola. Tu não te divertiste ontem na escola?". Ela respondeu que sim e ficou mais calminha e mais confiante... 
Passaram os dias e, graças a Deus, foi para a escola sempre com um sorrisinho na cara, sempre bem disposta... Ah rica filha é esta... 
Ao final do 2º dia já veio com uma lenga lenga decorada, com trabalhinhos para fazermos em casa, com canções e com muitas histórias para contar...

É, sem dúvida, um mundo novo cheio de descobertas (para ela e para mim!)...





quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O seu primeiro dia de escola...

No primeiro dia estava (eu) um pouco apreensiva, sem saber bem o que ela estaria a pensar/sentir... se ia ter medo... tinha quase a certeza que não ia chorar, mas sei lá... Isto com crianças nada consegue ser planeado ou previsto...

Mantive a minha postura de "cool mom" (a mesma postura de, basicamente, o verão inteiro!!!) a dizer que a escola ia ser muito fixe e que ela se ia divertir bastante e que ia conhecer amiguinhos novos, e que ia brincar muito, que ia para o recreio, etc, etc, etc,...
Ela ouvia, perguntava-me coisas, queria saber como seria... No primeiro dia havia muita confusão criada pelo aglomerado de mães (e alguns pais...poucos, infelizmente!) e filhos ali todos juntos à mistura.
Umas mães a sair da escola a chorar (e eu aguentei-me para não as acompanhar e correr o risco da minha M. me ver desarmada!), outras na converseta, outras apressadas para irem para outro lado sem se importarem... há de tudo, acreditem...

À medida que entrávamos na escola, havia muito barulho, muita gente a encaminhar-se para a sua sala. Ela estava confusa com o barulho, mas cheia de determinação por lá fora... Um orgulho imenso apoderou-se do meu coração que estava pequenino, pequenino... Mas ela é corajosa e tudo ia correr muito bem, dizia eu para mim...
Perguntei-lhe onde ficava a sua sala, alegando que já não me lembrava do caminho, na tentativa de perceber se ela saberia ir sozinha depois. Ela foi lá direitinha. Teste superado = coração de mãe mais calmo.
À porta estava uma menina a chorar e entrou na sala a chorar com a educadora e a avó (ou lá quem era...) cá fora, a querer chorar também. A minha M. olhava espantada para aquele cenário dantesco. Também na porta estava a sua professora de Educação Física que, por acaso é amiga da minha mãe... o que mais uma vez me descansou o coração... Sei que vai ficar bem...
Colocamos a mochila e a lancheira no seu bengaleiro, dei-lhe um beijinho e disse-lhe para se portar bem. Virei costas e fui trabalhar (tal como disse aqui que tencionava fazer!)... 

O dia não me correu bem... não estava lá com grande ânimo... o meu coração estava pequenino, pequenino... Corri na hora de almoço meio aluada... Não correu bem... Definitivamente não me correu bem... Não conseguia desligar o meu pensamento dela, do que poderia estar a acontecer... Não sabia dela e não ia saber dela nem tão cedo... Confesso que ao longo de todo o dia fiquei controlando mentalmente as horas da nova rotina dela... "Agora está a beber o leite, agora voltou para a sala, agora está a almoçar, agora está no recreio,..."...
Evitei ligar de manhã para não dar uma de "mãe galinha" (orgulhem-se já aqueles que se fartam de me chamar de mãe galinha!) e sei perfeitamente que no decorrer das atividades pedagógicas não se deve interromper para falar com a educadora ou a auxiliar ao telefone... eu própria já trabalhei num infantário e sei como funciona e o quanto os pais atrapalham o bom funcionamento de uma escola... Eu não quero ser um desses!!!
Liguei perto da hora de saída e fiquei a saber que ela esteve bem todo o dia e portou-se lindamente bem... Bem melhor que eu que, apesar de não ter chorado (consegui!!!), andei rabugenta e cabisbaixa todo o dia... Ah coraçãozinho de mãe... aguenta... (E aguentem também os amigos mais chegados que nos têm de aturar nesses dias!!! Obrigada, desde já pela paciência...)



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Desafio 52 semanas #34: Livros que acho que toda a gente devia ler...

Esta semana é um desafio que para mim é mais complicado de fazer, pois, apesar de ser de um curso que me obrigava a ler muita coisa, fora isso pouco ou nada li. Atenção! Isto não quer dizer que eu não goste de ler. Gosto e muito, mas nem sempre tenho o ambiente ideal para o fazer.

Existem 2 livros que me tocaram desde cedo na minha vida, foram eles "O Pequeno Príncipe" e o "Fernão Capelo Gaivota", ambos pelas mensagens de motivação e de amor que transmitem a quem os lê com o coração.
  
Em novinha devorava os livros de Enid Blyton, dos famosos "Cinco". Não descansava enquanto não soubesse o final da história. O mesmo depois começou a acontecer com os livros de  Nicholas Sparks, que adorava pelas histórias de elevada carga emocional (às vezes até chorava!).

Também gosto muito de livros motivacionais ou exotéricos, que falem do abstrato e que nos motivem a sermos melhores pessoas. O melhor exemplo que vos posso dar é o livro "O segredo" que é um livro excelente para começar a mudar de vida para atrair apenas coisas boas...

Recentemente não tenho lido muito, mas o último que li mencionei aqui e foi uma amiga que me emprestou. Li-o rapidamente e é já uma leitura muito mais adulta de um mundo que, parecendo que não, até é bem real e pode mesmo estar a acontecer "ao nosso lado" e não sabemos...



sexta-feira, 31 de março de 2017

Aos 2 anos não há birras grandes! Aos 3 sim!

Há tempos recebi uma newsletter (esta aqui) que, em virtude dos últimos tempos, me fez ter curiosidade em ler e escrever este post para voltar a ler sempre que precisar...

Diziam-me que os 2 anos eram terríveis... Com a minha filha pensei que tivesse sido fácil de ultrapassar, porque ela nem foi uma menina que tivesse feito muitas birras aos 2 anos. Fez sim, mas foram birras controláveis. Hoje, com 3 anos, as birras agravaram-se. Já não é suficiente chorar, agora vale espernear e dizer "não gosto de ti". E o choro dura até conseguir aquilo que quer! Comigo não consegue e por isso chora, chora, chora um bom bocado como se não houvesse amanhã... é tanto que às vezes até perco o "norte"... Vou variando as minhas atitudes consoante a situação: eu explico o porquê, tento chegar a um consenso com ela, abraço-lhe, dou-lhe beijinhos, digo que fica de castigo sentada no sofá a pensar na situação, saio de perto dela (a ignorar o que está a acontecer) e ela vai sempre atrás de mim,... fico sem saber como hei-de agir...
Os 2 anos não são terríveis! Os 2 anos é um cheirinho do que vai acontecer aos 3 anos... E nós, pais, temos de estar preparados para todas as fases dos nossos filhos. Depois de um dia inteiro de trabalho, chegar a casa e ainda ter a paciência toda do mundo para lidar com birras de 3 anos não é tarefa fácil... 
É importante ensinar os nossos filhos a respeitarem o "não" que às vezes temos de dizer. É importante não ceder. É importante impor limites. Isto também é amar!...

Para quem não sabe, isto é uma birra... chorar por "pouca coisa ou até sem motivo nenhum"...

Aqui uma birra, com humor! :)


Para a resolução, aqui está uma teoria...

e aqui outra teoria (a minha preferida, mas eu sou suspeita! :P)


sábado, 12 de novembro de 2016

Sou uma mãe que grita...

Dizem que quando assumimos um erro é já um passo para a cura... Vamos a ver...

Grito com a minha M. mais vezes do que aquelas que queria, infelizmente... Muitas vezes, o grito surge pelo cansaço, por fatores emocionais descontrolados, ou quando já tentei inúmeras alternativas e todas elas falharam... A minha M. às vezes leva-me ao limite de mim própria... Penso que todas as crianças o fazem, não é verdade?! 

Aquelas mães que têm os seus filhos ainda bebés com choros motivados apenas pelas cólicas, ou pela fralda suja, ou por fome, ou até por algum outro motivo que se calhar nunca chegam a saber o que é, não imaginam o que ainda está por vir... Se se irritam com os filhos nessa altura em que são bebés, não imaginam o quanto se vão irritar quando eles crescerem e quererem que as coisas funcionam do seu jeito... É nessa altura que temos de impor limites e a consequência disso são as famosas birras, as frustrações que eles não sabem ainda controlar muito bem... e depois de inúmeras tentativas, surge o grito! Que se apresente aquela mãe que se controla todas as vezes sem um grito. Gostava de conhecê-la e aprender o seu truque de auto controlo. 

É importante que as crianças conheçam os seus limites que percebam que não podem fazer tudo aquilo que querem, quando querem e porque querem. Se alguma vez lhe falo mais alto é porque já apliquei todas as técnicas falando baixo. Tenho, sinceramente, tentado corrigir essa atitude, porque vejo que ganho mais conversando do que gritando, mas às vezes é mais forte que eu... Não sou uma mãe perfeita, mas tento melhorar-me diariamente aprendendo com os meus erros e também com os erros dos outros. Tenho a melhor filha do mundo, que apesar de desafiar todos os meus limites, eu amo-a com todas as minhas forças e quero fazer dela uma pessoa boa, honesta, lutadora e determinada em atingir os seus objetivos sem nunca desrespeitar o próximo.

Outro dia, no meu local de trabalho, lancei uma pergunta para o ar "alguma de vocês grita com os vossos filhos?!" e a resposta geral com mais ou menos comentário foi "Sim". Senti-me bem mais normal!... No entanto, ando a treinar essa atitude até porque estou sempre a dizer "Não se grita!" para a minha filha... E sei que tenho de lhe dar o meu exemplo... Não é fácil, mas não é impossível!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Really?!

Eis que pensava eu que estava a terminar o "martírio" dos 2 anos da minha filha quando leio este artigo e, apesar de já ter ouvido falar que "to be continued...", agora fiquei mesmo com a certeza... Ahhh Vera aguenta, Vera!
Bom, não sei se devo ficar feliz ou não, mas eu ao ler as "10 razões porque os 3 anos de idade são "piores" que os 2", já consegui ir reconhecendo alguns sintomas na minha M. ainda durante esta fase dos 2 anos. Será ela prematura também nisto?! Pelo menos, já vou à frente neste capítulo... pode é ter uma duração maior... 

Ora reparem:
Aos 2 anos as crianças choram.
Aos 3 fazem birras tão grandes que parecem possuídos.
- Digo eu... Mais ainda?!

Aos 2 anos as crianças comem tudo o que lhes dermos e ainda comem do chão se for preciso.
Aos 3 anos só gostam de 2 alimentos e um deles é queijo.
- A minha M. come tudo até à data. Queijo adora. Bom... devo assumir que este fator poderá piorar?!

Aos 2 anos o banho é um evento de 10 minutos e o resultado é uma criança limpa.
Aos 3 os banhos levam mais de 20 minutos e o resultado é a mãe encharcada, a casa de banho inundada e 16 toalhas usadas.
- Na verdade, a minha M. desde cedo que gosta de tomar banho e quer ficar lá o máximo tempo possível... Quanto à inundação, God, não acredito que irá piorar!

Aos 2 anos as crianças usam fraldas.
Aos 3 o nosso mundo gira à volta das bexigas e intestinos deles.
- Creio que já passei essa fase, visto que já não usa fraldas de dia... A não ser que seja no próximo verão quando decidir retirar a fralda da noite...

Aos 2 anos as crianças distraem-se com uma caixa de pastilhas elásticas na mercearia.
Aos 3 querem escolher as frutas e legumes que vamos comprar.
- Hoje em dia, a minha M. já quer escolher as frutas, os legumes, as carnes, o pão, as bolachas,... e ainda, se estiver distraída chego ao caixa com mais compras do que aquelas que escolhi, porque a princesa também tira das prateleiras e põe no carrinho...

Aos 2 anos escolhemos a roupa e vestimo-los. Ficam queridos que fartam.
Aos 3 as crianças em vestir-se sozinhos e querem sair de casa com outfits indescritíveis.
- Infelizmente, tal já acontece e quando ela está com a neura para algum artigo é bem difícil de fazê-la mudar de ideias...

Aos 2 anos as crianças não gostam de se sujar.
Aos 3 a sujidade cresce com eles.
- Bom...esta eu dispensava completamente. Mesmoooooo.

Aos 2 anos podemos ajudá-los com as suas tarefas, poupando milhares de biliões de minutos na nossa vida.
Aos 2 querem fazer tudo sozinhos e demoram uma E-TER-NI-DA-DE!
- Aí que isso tem tirado anos de vida aqui a esta Vera que tem a maior paciência do mundo. A minha M. já chegou a esta fase há muito tempo, quer fazer tudo sozinha, não quer que a ajudem e nem que lhe ensinem porque "ela sabe" e leva mesmo uma E-TER-NI-DA-DE!!!!

Aos 2 anos a manipulação é a última coisa nas suas mentes.
Aos 3 anos eles fazem de nós gato-sapato. E sabem-no!
- Ahhhhh que já vou notando qualquer coisa nela sobre isto também.........

Bom...resumindo... estou feita ao bife!...

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Existem diferenças sim

Desde sempre, e mesmo depois da M. nascer, andamos sempre à vontade por casa. Tento a que não nasçam tabus com ela. No meu caso, desde que ela aprendeu a sentar-se e até hoje, que tomamos duche juntas, mas se o pai estiver a tomar duche, não se tranca e ela entra se e quando quiser. Portanto ela vê a mãe e o pai na sua melhor forma com alguma frequência, mais a mãe que o pai, mas isso é outra história. Apesar disso, ela reagiu de forma surpreendente perante um menino da natação. Estávamos nós nos balneários e a dada altura o menino estava sem roupa. Ela ficou a olhar e a comparar com o que tem e depois diz: 
- Mãe, aquele menino tem um pipi grande!...
São as desvantagens de ela não estar na escola e de não ter irmãos...
Ora bem, eu não estava preparada para isto, tal como não devo estar para muitas coisas que nos vão acontecer, mas que tenho de começar a preparar-me para tal, lá isso tenho!...

Prioridade: começar a explicar-lhe as diferenças do corpo humano dos meninos e das meninas.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Como lidar com a teimosia infantil?!

Julgo que todas as crianças são teimosas (umas mais que outras, é certo), e a minha M. não é exceção, pois é uma criança no auge dos "terríveis" 2 anos e 8 meses... Lidar coma  teimosia não é nada fácil, principalmente quando se explica que não deve ser assim, que deve ser assado e eles insistem em fazer exatamente ao contrário do que se diz... Pela minha experiência, enquanto filha, agora que sou mãe, penso que vou queixar-me disso a vida toda, tal como via a minha mãe queixar-se do mesmo em relação a mim... 

Mas passando à frente... A minha M. está numa fase complicada. Quer experimentar tudo, ver como é tudo, mexer em tudo e quanto mais a gente diz "não se mexe, não se faz, não se...", mais ela faz o contrário... até que um dia (saiu-me do nada confesso!) inventei um Sr. Teimoso que vinha ter com as crianças teimosas (já sei que vão vir com pedagogias e mais algumas que não se deve fazer isso e até eu própria não era apologista de falar nos "velhos", no "Sr. Polícia", no "Bicho Papão" que ouvi falar em criança, mas saiu-me sem querer...) e foi remédio santo! Sempre que ela nota que está a ser teimosa, ou quando lhe dizemos "Não sejas teimosa!", ela pára e diz que não vai ser teimosa para o Sr. Teimoso não vir ter com ela... Tem resultado nos últimos tempos, até quando não sei... depois de deixar de resultar não sei como farei... Por enquanto o Sr. Teimoso pode fazer o seu papel!...

domingo, 29 de maio de 2016

Sou chata também nisto...

Desde que a minha M. se senta sozinha que, às vezes, coloca as pernas em "W". Sempre me disseram que não devia deixar ela sentar-se assim, mas nunca percebi bem porquê, até pesquisar... E porque é que não se deve deixar as crianças se sentarem dessa forma?! Passo a explicar, pelo que li: as crianças ao se sentarem em "W" estão a impedir que as ancas adquiram o ângulo normal de adulto, predispondo a problemas ortopédicos no futuro, nomeadamente dores na anca, marcha em bicos de pés, joelhos virados para dentro,...
No entanto, é muito normal vermos as crianças sentadas com as penas em "W", pois é assim que se sentem mais confortáveis, pois lhes dá maior estabilidade durante o brincar. 
Desde sempre que a M. sabe que não se deve sentar assim. Basta dizer-lhe "M., as pernas" e ela por si só já se endireita. Não deixei que se tivesse tornado um hábito, pelo que se tornou mais fácil de corrigir.


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Não sou uma mãe perfeita

Depois de ler isto fiquei bem mais descansada com a minha forma de lidar com a minha M. no nosso dia-a-dia. Em cada dia que passa, desde que a minha filha nasceu, que tento ser a melhor mãe que consigo e sei ser. Tento dar-lhe sempre o melhor que consigo. Tento arranjar tempo para brincar com ela, dar-lhe mimo, ensinar-lhe coisas novas, treinar as que ela já sabe (para não esquecer!), tento dar-lhe educação, tento manter a calma, não gritar, seguir uma rotina... mas há dias que não consigo alguma dessas coisas... há dias que, infelizmente, o desgaste é tão grande, as coisas para fazer são tantas e a paciência não chega a todo o lado e acabo por lhe gritar, por me zangar com ela. Se esse dia fosse normal, possivelmente não me saltava a tampa tão rapidamente. E é exatamente isso que me deixa doida... Porque é que às vezes deixamos que o stress do nosso dia recaia sobre aqueles que mais amamos?! Não devíamos ser fortes o suficiente para conseguir separar as coisas?! Não! Se assim fosse não seríamos humanos, mas sim seres perfeitos. E isso não existe.
Eu erro muitas vezes com ela, mas no fundo tenho plena consciência de que faço o melhor que sei e consigo, faço o melhor que está ao meu alcance para que ela cresça feliz, saudável e educada.
As birras! Essas malvadas!!! Fazem parte do crescimento... (espero é que elas passem mais rápido para bem da minha sanidade mental!)... É bastante difícil dar a volta a um momento de birra. Mas lá vamos lutando para que cada vez menos aconteçam... ;)

E não esquecer: "Os bons pais erram! Esganiçam-se, têm "ataques de nervos" e "passam-se"!" dito pelo próprio Eduardo Sá (psicólogo). Fiquei bem mais descansada... :)