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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A chave é... acreditar...

É importante sentirmo-nos motivados a fazer o que quer que seja... em casa, no trabalho, em todo o lado... Têm de estar reunidas condições para que nos sintamos motivados. Estou numa fase em que sinto que a motivação não impera aqui neste lado. Não há, simplesmente! Tenho tido uma luta imensa contra mim própria para não me deixar ir abaixo com tudo o que me anda a acontecer, com as mudanças de que tenho sido alvo, algumas voluntárias e outras nem tanto. Vale o sorriso da minha filha, o seu abraço "casa" para me sentir rejuvenescida e com força e coragem para enfrentar tudo. Ora bem... perante alguma situação mais desagradável, tento a todo o custo aprender com ela, ver nela os aspetos positivos (que infelizmente nem sempre existem!) e ter esperança que amanhã será melhor que hoje...


terça-feira, 17 de julho de 2018

Terminou!

E pronto! Terminou o Mundial 2018, com a França como campeã do Mundo! Bahhh... Logo esta que não gosto nada... Mas a vida é isto... às vezes ganhamos, outras vezes perdemos... Nada a fazer! 

Grande Cristiano! 

Gostei muito das prestações das minhas equipas: Portugal e Brasil. Nenhuma chegou sequer às meias finais... Mas não importa. Sou e serei eterna apoiante de ambas. Uma por ser o meu país e outra por ser o "meu país irmão", aquele cujos ritmos são tão cativantes que me arrepiam o corpo...

Bom, mas o melhor deste mundial foi mesmo o convívio, a festa, a amizade. Nuns jogos com mais euforia do que outros, mas todos com muita emoção e sentimento de torcida!
Para a próxima, pessoal, tem de ser sempre em casa da Ana, sempre foi o jogo mais emocionante e cuja vitória soube-nos melhor! :P

Deixo aqui uns recortes do que foi este espírito de claque!




terça-feira, 31 de maio de 2016

5 anos a fazer a coisa certa

Há umas semanas atrás, uma amiga minha muito querida, a C. da ilha da Madeira, recordou-me de um momento muito especial da minha vida. Este aqui.

Houve tempos que uma das minha funções na SATA era proporcionar boas experiências aos mais pequeninos, logo eu que sempre adorei crianças. Organizava visitas a aviões e viagens a Lisboa, Madeira e Porto Santo e desses sítios para os Açores. Além disso, também era eu que acompanhava esses mesmos grupos escolares nessas visitas e viagens. E, sabem que mais, era extremamente gratificante ver o brilho dos olhinhos das crianças por nós, SATA, estarmos a realizar o seu sonho de estar dentro de um avião e, alguns, de viajar. Tenho recordações inesquecíveis de muitos momentos desses. Fí-lo por 5 anos consecutivos e cada ano envolvíamos pelo menos 6 grupos de crianças. Nessas visitas e viagens o agradecimento deles era tanto que me deixavam extasiada de tanto carinho. Uns eram mais expressivos que outros. Davam-me abraços, beijinhos, diziam que gostavam de mim. Eles agradeciam assim. Era tão bom! Eu acredito que consegui deixar no coração de cada criança participante a magia que é andar de avião, e também recordações de um dia que até hoje não devem ter esquecido.

Lembro-me, por exemplo, de um grupo cá de S. Miguel, que a grande maioria das crianças nunca tinha viajado. Fomos para Lisboa e passámos o dia no Jardim Zoológico. A viagem PDL-LIS foi feita cheia de nervos e ansiedade, com praticamente todas as crianças a utilizarem o saquinho que tinham à frente. Vomitaram que foi coisa feia (feia mesmo!!!!). Uma das crianças, depois da porta do avião estar fechada, desapertou o cinto e começou a chorar porque dizia "não posso deixar a minha mãe sozinha com o meu irmão, ela precisa de mim". Palavras tão simples na boca de uma criança, mas com um poder de emoção gigantesco. Essas situações deixavam-me sempre muito emocionada. Por momentos, deve ter pensado que ia sem volta, que o iam levar para longe, sem regresso. Coitadinho... O resto da viagem fê-la bem, mas sempre acompanhado pela sua professora e com a ajuda das palavras de afeto de toda a tripulação também sossegou. Não é por trabalhar nesta companhia de aviação, mas a nossa tripulação é extraordinária, alguns até pelo simples "amor à camisola".
Lembro-me de um grupo de crianças especiais que foi visitar um dos nossos aviões e de uma educadora pegar num menino que tinha paralisia cerebral ao colo, pois a sua cadeira de rodas não entrava no avião, para também ele ter a oportunidade de entrar num avião, mesmo não reagindo a nada.
Lembro-me, por exemplo, de outro grupo que me marcou bastante. Não foi um grupo escolar. Foi um grupo de crianças que faziam parte da Associação Terra dos Sonhos. Esta associação trabalha no sentido de realizar sonhos de crianças que têm problemas de saúde crónicos ou terminais, e também alguns com problemas financeiros. Descobri essa Associação sem querer e apaixonei-me pelo trabalho que desenvolvem e, desde aí, acompanho (e ajudo, sempre que possível) o trabalho que desenvolvem. O mundo precisa de muitas associações como esta. Este era um grupo tão, mas tão especial, que só não passei a viagem inteira a chorar porque não queria que me recordassem como a "monitora que chorava muito!"... Foi aqui que conheci crianças tão cheias de vida e sem muita saúde... Lembro-me que, em tão tenra idade, já tinham passado por tanto e ainda tinham sonhos, que tive muito prazer em realizá-los. Sabiam o que podiam ou não comer e cumpriam-no à risca. Andámos de avião, fomos ver golfinhos e baleias, andámos no Teleférico, fomos visitar o Parque Temático da Madeira, que fica pertinho das casinha típicas. Eles entregaram-se a nós como se nos conhecessem há muito. Já eram meus amigos. Já confiavam em mim e eu neles. E eu já os adorava. O avião para Lisboa partia às 21h. Eles estavam exaustos, mas iam de sorriso gigantesco na cara. E eu também. Recordo-os hoje com tanta saudade. O Tiago já não se encontra entre nós, infelizmente. Ainda o vi mais uma vez, curiosamente no dia antes dele partir. Fiz questão de ir vê-lo, numa das viagens em serviço que tive, pois soube que ele não estava bem. Levei-lhe um aviãozinho. Ele adorava aviões. Mas ele já não reagiu, já não abria os olhos. É um anjinho. Outros já são crescidos, uns mantenho contacto pelo facebook, outros nunca mais soube deles e queria tanto saber... Que Deus os proteja sempre. 



Lembro-me do José Afonso, o menino do primeiro link deste post. Este menino nasceu com todas as capacidades, mas a partir dos 3 anos descobriram-lhe uma doença degenerativa. Ele tinha sonhos e o dele era, além de viajar de avião, era o de comer bananas da Madeira na ilha da Madeira. E nós conseguimos com que ele realizasse o seu sonho. E, igual a tantos outros meninos, foi tão gratificante conseguir fazê-lo sorrir a cada momento da viagem. Não sei como ele está hoje, mas espero sinceramente que esteja bem.

Que Jesus proteja cada criança que enfrenta bichos gigantes como gente grande e de sorriso na cara...

sábado, 14 de maio de 2016

Com apenas 2 anos a fazer disto!

Quando ia ao hospital, a minha M. dizia que também queria ir ver a avó. Eu sempre lhe expliquei que só podia vê-la quando ela fosse para a sua casa. No hospital, só permitem entrada de crianças a partir dos 6 anos, salvo o erro. No entanto, sempre lhe disse o que se estava a passar com a avó, como sempre faço questão de fazer com tudo. Acho que a minha filha, apesar de ter apenas 2 anos, tem um nível cognitivo bastante bom para perceber o que lhe rodeia. Óbvio que não uso termos técnicos por aí fora, mas explico-lhe tudo de forma que ela perceba.

Então, na passada quarta-feira, quando nos preparávamos para sair de casa de manhã, perguntei-lhe se, depois da mãe chegar do trabalho, ela queria ir visitar a avó, que já estava na "sua casa". Ela disse logo que sim e ainda acrescentou:
"- A avó tem dói dói na peninha e está tiste. Eu voi ver com a mãe e a avó fica feliz." (tentei reproduzir como ela pronuncia as palavras!) - é ou não é uma dádiva de Deus esta minha filha?! Uma pessoa logo pela manhã até fica emocionada com a capacidade desta princesa.
E, assim, como ficou combinado, fomos ver a avó, que, logo que viu a M. esboçou um enorme sorriso. Já se encontrava mais arrebitadinha e conversadora, embora nunca como a conhecíamos... 
A minha M. deu-lhe um beijinho na testa e esteve sempre ali no meu colo a olhar para a avó "Maia dos Anos" e para a mão dela (que tinha uma nódoa negra por causa da agulha do soro) e a responder ao que lhe perguntava, com o intuito de animar a avó. Ouvindo a sua primeira e única bisneta falar, a avó sorria, portanto o objetivo da visita foi alcançado. 
Depois de um bocadinho, viemos embora e, antes de entrar no carro ficamos um bocadinho a ver os peixinhos no lago que existe cá fora do Lar. 
Já em casa, a M. disse:
"- A avó tem muitos dói dóis. Na penina, na mão... A avó está feliz. A M. está feliz. A mãe está feliz." - e pronto, lá fiquei eu outra vez emocionada com esta conversa.