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quarta-feira, 9 de maio de 2018

O desporto na minha vida!

Desde que nasci que sempre me lembro de estar ligada ao desporto. O meu pai, dirigente de um clube, levava-nos para todos os jogos. Todos os domingos lá ia a família toda (e a freguesia praticamente toda) assistir à partida de futebol. E o pessoal vibrava com aquilo! Domingo sem futebol não era domingo!...
À parte disto, também me lembro de adorar as minhas aulas de Educação Física e de até ter participado em Jogos Desportivos inter-escolas (a minha - do Nordeste, da Povoação e a de Vila Franca do Campo) maioritariamente de ginástica (pular trampolins e saltar, percorrer tapetes a fazer pinos e cambalhotas e ainda estafetas). Lembro-me também de ter participado em provas esporádicas de atletismo, bicicleta e futebol, ainda lá no meu Nordeste.
Depois, a morar em Ponta Delgada, participei em torneios inter-escolas (ginástica e futebol) e fiz parte da equipa de futebol feminina do Santa Clara! Pensava eu que os "largos" treinos que tive no campo da escola de Santo António Nordestinho me tivessem tornado numa "Rui Costa" em modo feminino. Sinceramente, e se calhar para surpresa de muitos, gostei de jogar futebol. Foi, sem dúvida, o momento mais "federado e desportivo" da minha vida.
Depois fui para Lisboa e, como a minha Universidade era muito cheia de "não me toques" era óbvio que não existia nenhuma equipa de futebol feminina!!! Havia volei! E lá fui eu... Não queria parar de exercitar o meu corpo. Não tinha lá grande jeito para volei, mas sempre era melhor que basquetebol (desporto que eu gosto menos!). Ainda o primeiro ano tínhamos um grupinho fixe... 2 treinadores super simpáticos e uma equipa que só ganhava pontos... quando a outra equipa não aparecia!!! Valia pela boa disposição! No 2º ano, a equipa mudou... apareceram muitas meninas federadas e com a tal cena da competição no auge que piorava quando se cruzavam comigo na universidade: nem "bom dia" nem "boa tarde"! Aquilo não era para mim!... Mudei de "desporto": fui para a tuna! E foi, na altura, o melhor que fiz!

Passados... depois de fazer contas... 20 anos certinhos... começo a correr e a participar em provas! Realmente... não bato bem da cabeça! Só pode!...

(Aqui quando estudava em Lisboa, numa das visitas ao grandioso estádio da Luz)

(Aqui em frente à minha casa de Santo António Nordestinho. Penso que foi pouco antes de sair de lá ou logo a seguir, portanto tinha eu à volta de 15 anos e um fato de treino muito, muito cafona, típico anos 80!)

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Um ano a fazer o que menos gosto...

Ah pois é! Hoje faz mesmo 1 ano que comecei a aventura de fazer o exercício que mais detestava de fazer neste mundo e no próximo: correr!!! Juro-vos que eu nunca, mesmo nunca gostei de correr! Era daquelas coisas que epá não me dava prazer nenhum... mesmo nenhum... nada, rien,...
Teve um momento em que até gostei um bocadinho de correr, mas desde fevereiro, não tem funcionado assim. Tenho-me obrigado a... e os meus amigos têm-me obrigado a... Se não for ficam mesmo zangados comigo... Mas gosto e continuo a gostar do espírito que temos em comum. Do espírito que me transmitem. Continuo a gostar de estar com eles. De rir com eles. De saber que me estendem a mão. Que não me deixam desistir. E na hora até "chatos" lhes chamo, porque não me deixam para trás... não me deixam sozinha...

Um ano a fazer algo por mim, algo que me faz bem, que me alivia a cabeça muitas vezes, que me permite ter um momento só meu, que me faz ter momentos tão bons a seguir (tipo este aqui)... Que para o ano eu venha aqui dizer "2 anos que faço o que menos gosto..."


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Fiquei em 1º na minha terra!

Sai de casa rumo ao Nordeste para simplesmente ir... correr... Eita coragem!!! Mas, se sai de casa para ir à Bretanha correr, porque não fazê-lo também na minha terra de infância?!
Quando participo numa corrida é para me desafiar a mim própria. Gosto de saber se melhorei a minha performance desde a última vez. Uma prova nunca é igual à outra. Nunca. 
Na Bretanha foi difícil (pode ler aqui)... Era uma subida ligeira que nunca mais acabava. Desonrei aquela subida até mais não... Pensei em desistir, mas não o fiz e cheguei ao fim. 
Em S. José (pode ler aqui) foram 4 voltas. A dada altura já não sabia em que volta estava. É que quando eu corro o meu psicológico não para de pensar... 
Na Lomba da Maia (pode ler aqui) foram 4 subidas complicadinhas. Foi difícil também. Ao fim da primeira volta pensava que não conseguia fazer a segunda. Mas cheguei ao fim. 
No Nordeste era uma ligeira subida e uma outra subida que... só de carro!!! Mas em nenhum momento pensei em desistir. Estava na minha terra. Aquele chão conhece-me. Aquele foi o ar que respirei durante 15 anos e mais uns períodos depois... Deu-me um gozo enorme correr no Nordeste. Revi algumas pessoas que conhecia, umas correram comigo, outras não. Senti em cada uma delas que me apoiavam, que estavam a torcer por mim. Mas o melhor ainda estava para vir. Quando cheguei à meta, tinha ficado em 1º lugar no meu escalão!!! 

Subir o pódio em 1º lugar (e na minha terra!) teve um sabor tão especial. Devo esta prestação a mim (claro!), porque se não tivesse ido correr naquele dia 26 de abril 2017 nunca teria mudado as minhas rotinas diárias; aos meus companheiros diários de corrida que, desde o primeiro dia e até hoje me incentivam sempre a ser e fazer melhor; à minha família que me apoia constantemente, mas principalmente à minha filha porque, além de se ter tornado a minha fã nº 1 e de adorar ver-me correr (e já diz que quando crescer vai correr comigo!), ela foi o motivo que me fez mudar de rotinas, ela é que foi a impulsionadora desta nova maneira de viver, pois se eu conseguir ser melhor para mim vou, certamente, ser melhor para ela e só assim poderei ser um exemplo de que ela se poderá orgulhar ou, quem sabe, seguir...

Foi um dia feliz, sem dúvida nenhuma! 
E o prémio era bem giro (o Nordeste sempre soube receber bem!)! :)



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Correr na metade do meu berço!

O percurso era de 5,600km, mas com algumas subidas e descidas, factos que me levaram a andar indecisa se haveria de participar naquela prova ou não. O facto de se realizar na Lomba da Maia tornava a coisa familiar e aliciante, pois a minha família materna é toda de lá e foi também na Lomba da Maia que passei muitos bons momentos da minha vida, em família.
A minha avó fazia anos nesse mesmo fim-de-semana e foi uma "desculpa" para não fugir com o rabo à seringa! Lá estava eu, na manhã de domingo, equipadinha, de fitinha na cabeça, prontinha para percorrer aqueles km que nunca mais acabavam. Pensei que não conseguia terminar aquela prova, sempre que ficava de língua de fora naquelas subidas difíceis (era 4 ao todo!), mas aí aparecia o Gang das 12h (o nome carinhoso que apelidei o grupo com quem costumo correr) a dar-me força e dicas "in locco". Eles não estão fisicamente lá (como devem calcular!), mas as vozes deles soam na minha cabeça sempre que estou num momento mais difícil da corrida... Juro-vos! E, acreditem, é mesmo bom que assim seja! Além das vozes deles também penso no sorriso da minha filha quando sobe ao pódio comigo, da imagem dela a torcer por mim quando passo a correr por ela... é uma imagem que me dá muita energia e força! O que faz o poder do amor!!!
Fiquei em 3º lugar e teve um saborzinho especial pelo sítio que foi... Senti-me em casa, porque ali é também parte do meu berço! :)

Tive a companhia da minha prima Regina (e dos seus filhos lindos) que se estreou no pódio num merecido 2º lugar! Quem sabe se não me vai começar a "fazer a perna" e vamos ter muitas competições juntas! Isso é que era de valor! :) Nós as 3, as atletas da família, a trazer troféus para casa todas as semanas! Ahaahahaha pronto, estou a brincar com esta parte dos troféus... 





sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Km que nunca mais acabam...

A minha aventura com a corrida deu os primeiros passos em setembro de 2016. Sem sucesso nessa altura. Por variadas razões. Uma porque escolhi correr às 6h da manhã ou ao final do dia, quando todos lá em casa ainda dormiam... Das poucas vezes que fui correr nesses horários, a minha cabeça ficou sempre em casa. E a minha vontade de ficar na cama ia sempre comigo... Levantar da cama para ir correr nunca foi uma tarefa fácil... Depois comecei a arranjar desculpas para não ir... Às vezes porque chovia, outras porque estava frio, outras porque "vou amanhã" e o amanhã acabou por não chegar...
Até que, em abril, desafiaram-me a experimentar correr na hora de almoço, pois é a pratica de alguns colegas do meu trabalho. Correr à hora de almoço tinha 2 vantagens: não abdicava do meu tempo com a minha filha, pois ela estava na escola àquela hora, e ainda tinha a benesse de dar um mergulho no mar, que eu tanto adoro. E assim foi.
O gosto pela corrida foi crescendo. Quando não corro sinto falta. Confesso que é bem mais fácil (e saboroso!) acomodarmo-nos ao sofá do que levantar o rabinho e mexer as perninhas. É bem mais fácil deixar de ir correr do que manter o foco na corrida. Nem sempre me apetece correr. Aliás, acho que a maioria das vezes não me apetece. Quando estou de férias, normalmente não corro. Ofereço todo o meu tempo à minha filha! Quando não estou, obrigo-me a correr. Vou à luta, mesmo que não me apeteça... Porque não corri nas férias, porque tem que ser, porque não posso parar. Não devo. Por mim e por quem acredita em mim.

Diz o Strava que desde julho de 2017, eu corri 43h, 386.60km em 75 atividades. Que eu consiga superar estes valores em 2018...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Amanhã é um grande dia!

Amanhã é o dia da corrida de S. Silvestre. É, por isso, um grande dia! Esta foi a prova que me propus participar desde o início. Inclusive só pensava participar nesta. Mal sabia eu que até à S. Silvestre iria participar noutras provas idênticas, mas com menor carisma, e até num trail! A vida tem reservado para nós sempre grandes surpresas... Eu que o diga! Então este ano.... Tem sido um ano cheio de revelações...

Quem me conhece sabe que nunca gostei de correr... nunca! E, desde abril deste ano, ando a fazê-lo. Primeiro por obrigação (eu obriguei-me a mim mesma!) e, hoje em dia, é pelo convívio, pelas amizades que criei, pela força que sempre me dão e pelo espírito disto. É giro! Eu sei que quem me lê (e que me conhece!) fica com o mesmo ar esgaziado e incrédulo que também eu tinha no passado sempre que ouvia os meus amigos falar sobre corrida e que adoravam correr e que sentem-se melhores quando correm, quando antes da corrida entrar na vida deles, só não estacionavam o carro ao lado da cama porque não podiam...
Assim sou eu agora!

Que venha a S. Silvestre e qualquer outra prova, desde que ache que tenho capacidades para e que tenha disponibilidade para, vou alinhar... Ando por aqui vivinha e quero melhorar a minha performance sempre, por mim e para poder ver o sorriso orgulhoso da minha filha sempre que termino alguma prova...


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O meu primeiro Trail

Se há um ano atrás me dissessem que em dezembro de 2017 ia participar num trail, provavelmente iria rir-me às gargalhadas! Eu nem gosto (ou não gostava!) de correr! Agora já vou gostando um bocadinho do espírito da corrida... Eu a participar num trail seria no mínimo uma utopia. Daquelas que só acontecem em desenhos animados, porque não haveria duplos disponíveis a desempenhar esse papel em filmes de pessoas reais... 
Mas afinal... em dezembro de 2017 fui mesmo uma das 65 mulheres que participaram na prova dos 15km do Epic Trail Run Azores. No final da prova fiquei na 15ª posição (77º da geral, em 146 inscritos), o que para primeira vez não está nada mal... Nada mesmo! :) Orgulho de mim própria!

Tive a grandiosa ajuda e apoio do meu querido colega de trabalho e amigo Q. (já com alguma experiência de trails), que fez "parceria" comigo, que me ia dando algumas orientações e que nunca me deixou sozinha. Apesar de às vezes termos ido mais ou menos distanciados (ora eu, ora ele), cruzamos a meta da mesma forma como começamos: juntos! E acho que o melhor de tudo neste trail foi o espírito de companheirismo e de aventura que vivi e assisti!

Medricas como sou podem perguntar à vontade se tive medo?! Sim tive! Houve uma altura que atravessamos uma autêntica floresta. Imaginem... Muitas árvores, tantas que nem deixavam a luz do sol ou do dia entrar. O chão coberto de folhas mortas, que entretanto caíram das árvores e ali estão a apodrecer. Alguns troncos húmidos também eles no chão a apodrecerem... O chão molhado pelo mau tempo dos dias que antecederam a prova, os troncos também molhados, algumas pingueiras das folhas das árvores... Escuridão! Às 10h45 quase completa escuridão... Assustador!!! E nós feitos malucos, meio a correr, meio a andar, sem saber muito bem onde estávamos a colocar os nossos pés, em risco de pisar algum tronco espetado, ou colocar o pé em algum sítio desnivelado e pimba ganhar um pé torcido... Só pensava que não quereria estar ali sozinha! Não estava e por isso tive menos medo! Um bocadinho só...
A parte que mais me custou foi mesmo subir o Pico do Ferro... Eram degraus uns maiores que os outros e sempre, sempre a subir... Até chegar ao topo. Estava a ver que não chegava lá em cima, mas cheguei e lá em cima ainda tivemos tempo para uma foto de grupo, com a Lagoa das Furnas lá em baixo...
A descida foi espetacular! Aquela sensação de "está quase" é maravilhosa... Chegar cá em baixo e correr junto às caldeiras das Furnas é magnífico... cruzar a meta naquele ambiente maravilhoso é indescritível. Só mesmo passando por isso, vivendo isso... 

A sensação de "eu consegui" é mesmo, mesmo boa! Dar a medalha de "Finisher" à minha filha (que é a minha maior fã e, quando me vê depois de uma corrida, pergunta sempre "Mãe tu ganhaste?") é um orgulho tremendo!...

(A preparação, com nervoso miudinho...)

(Antes de sair de Ponta Delgada, rumo ao Cerrado dos Bezerros, onde iniciamos a prova!)

(No briefing inicial, no gelo do Cerrado dos Bezerros...)

(Só pessoal da SATA nesta foto: pessoal que fez o trail a "voar" ahahaha - alguns foi mesmo!)

(Cheia de mania durante a prova... Este ar compenetrado é a minha imagem de marca! Ahahaha...)

(Os amigos de Guimarães que subiram o terrível Pico do Ferro connosco e connosco chegaram ao topo!)

(A alegria da chegada!)

(Esta é a melhor parte da corrida! 
Quando chego, vejo o sorriso da minha filha e sinto que fica toda orgulhosa com a medalha ao pescoço...)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Fui correr à noite!

Agora que comecei a entrar em provas parece que os fins-de-semanas não são fins-de-semana se não tiver uma corridinha, uma prova para mexer com os meus níveis de adrenalina...
Desta vez entrei na prova noturna de S. José. Eram 6km a correr. Fi-lo em 29'57'', o que não está mau, mas pode e irá com certeza ser melhor! Pelo menos assim o espero!... 
O que sinto antes da prova é uma espécie de nervoso miudinho, que me acompanha durante os primeiros minutos e acho que duram algum tempo até... Depois, à 2ª/3ª volta, há aquela sensação que todos nós já sentimos quando bebemos uns copos a mais e dizemos "Nunca mais bebo!"... Na corrida, pergunto-me o que estou a fazer ali, que devia ter estado quieta, que nunca mais volto a inscrever-me noutra,... E, no minuto logo a seguir, aparecem as imagens dos meus amigos "treinadores" a dizerem "Não se para, continua, vamos lá..." Mesmo que eles não estejam ali fisicamente, na minha cabeça é como se estivessem, e são palavras de incentivo que o meu subconsciente vai dizendo para mim e me ajudam a ter força!... Além disso tenho tido a claque dos meus primos que, só por estarem ali presentes pela sua filha que também corre (e muito bem!), já me ajudam bastante. Sentir apoio faz realmente toda a diferença! :)

Obrigada a quem acredita em mim e nas minhas capacidades! É que às vezes esqueço-me que também devo acreditar em mim... 




quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Estou com problemas afetivos com este animal!!!

Disse aqui que ando numa fase de "bater recordes", de puxar mais por mim de forma a adquirir maior resistência, maior força e maior rapidez na corrida. Ora bem... tudo isto começou na semana passada em que pude contar com algumas dicas e companheirismo de algumas pessoas com quem corro para me ajudarem a ser melhor do que o dia anterior... Mas... desde o dia dos recordes, a dada altura da corrida começo a sentir a tão afamada "dor de burro"! Essa maldita! Às vezes é tão forte que tenho mesmo de parar e regularizar a minha respiração... Pohhh!!! Parece que a dor traz os animais todos do Zoológico, não é só o burro!... Acreditem!

Fui pesquisar no amigo que sabe tudo, o Google, e ele disse-me aqui que haviam 3 causas possíveis:
- o coração não bombeia oxigénio necessário para o elevado esforço físico;
- alguma dor muscular ou tendinosa dos abdominais ou à má irrigação do diafragma;
- de origem digestiva por não ter respeitado o tempo mínimo para poder fazer exercício físico.

Perante estas 3 causas possíveis, concluo que tenho de aprender mesmo a respirar melhor. Pensava que já o sabia! Mas, se calhar sei respirar para aquele ritmo. Para este de agora, que é mais rápido e mais exigente para o que estava habituada, tenho de voltar ao 1º ano escolar. Sinceramente nunca pensei que respirar fosse uma tarefa tãoooooooo difícil! Credo!...

Bom, mas toca a animar que esta dor é sempre passageira. Pode ser forte, mas passa. Diz lá no artigo que com o tempo e a prática esta maldita dor desaparece! Portanto, lá para o S. Silvester já estarei sem problemas com este animal que nunca me fez mal nenhum e até é fofinho...

sábado, 21 de outubro de 2017

Estou numa fase de recordes!...

Agora que ando armada em desportista e tenho uma meta lá no meu horizonte (participar na Corrida de S. Silvestre em Ponta Delgada) - juro-vos que nunca, mas nunca pensei em participar numa corrida!!! Nunca! - sinto que tenho necessidade de me esforçar mais nos meus "treinos" de hora de almoço. Valem-me os comentários motivadores de quem corre comigo. Mesmo!!!! 
Então, neste momento, estou naquela fase de aumentar a minha resistência, melhorar a minha performance e de conseguir ir mais longe, mais rápido. Estamos em maré de bater recordes, o que não é difícil, pois o meu relógio de corrida é quase, quase virgem. Mas... houve um dia desta semana que cheguei a bater 3 recordes de uma só vez!!! Yeap! Really! Euzinha... Um deles não sei o que significa, mas os outros 2 são daqueles recordes verdadeiramente importantes para mim. Fiz 1km em 4'40'' e 5km em 26'26''!!! A verdade é que ia mesmo morrendo! Mas lá consegui e foi realmente importante e gratificante para mim... Obrigada por teres puxado mais por mim! :)
Tenho um grande defeito: nem sempre acredito nas minhas capacidades e há sempre quem acredite nelas mais que eu. Muitas vezes, inclusive, chego até a duvidar dos comentários de incentivo que recebo. Reconheço que evolui bastante desde quando comecei a correr, mas não sei se serei capaz de entrar em competições com mais de 6,2km (o total da S. Silvestre), como também já me incentivaram a fazer. Tenho medo! Medo de falhar, de não conseguir, de desiludir que acredita tanto em mim e de me desiludir a mim própria.
A verdade é que o apoio que tenho sentido, as palavras que me dirigem são de uma motivação gigantesca que só me pergunto "Porque não comecei mais cedo?"

Mas, quando é que voltarei a fazer 1km em 4'40''?! E 5km em 26'26''?! Pffff...
Nunca mais!... Pfffffffff...


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Experimentei uma nova modalidade!

Estou numa fase da minha vida em que o desporto passou a ser uma mais valia, pois ajuda-me a distrair dos meus problemas, a manter a forma e a tonificar o meu corpo (neste momento o meu principal objetivo). Claro que há dias em que não me apetece nada sair da minha zona de conforto, mas lá me obrigo e, graças a Deus, tenho um grupinho de pessoas que gostam de mim e me incentivam a continuar, a ir, a esforçar-me...
Uma dessas pessoas é Mestre de Kick Boxing e convidou-me e a uma amiga/colega nossa a experimentar um dos seus treinos... Não pensei 2x e porque não?! Lá fomos nós... as duas inexperientes experimentar dar uns socos e pontapés...

Só no aquecimento ia, literalmente, morrendo... Tudo em mim era transpiração... pensava que morria mesmo... Depois fizemos um treino de circuito para treinarmos um pouco de tudo... Para começar uns abdominais sem parar (2 minutos) como manda a lei... Já não sentia a barriga... Depois uma luta com um dos seus melhores jogadores que foi tão delicado comigo que até tinha receio de estar a dar-lhe socos... Depois um que gostei bastante em que era duplo/triplo soco + pontapé. Este gostei mesmo... No final, de frente a frente, novamente a "bater" no nosso "adversário" e, mais uma vez, retrai-me... É que uma coisa é dar socos e pontapés em sacos de pancada... outra coisa é numa pessoa que nunca nos fez mal nenhum... Se ao menos fosse dar pancadaria em alguém que nos tenha prejudicado de alguma maneira, mas não... Aquele miúdo estava inocente!...

Resumindo... adorei o treino dele, era capaz de treinar aquilo as 3x por semana que ele treina, mas sem bater em ninguém. Já fiz Body Combat e bater no ar que me rodeia dá-me mais prazer do que bater numa pessoa que nem conheço!!!



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Os homens não têm estes problemas...

Os homens correm e pronto. Têm mais força, mais energia, mais velocidade, mais massa muscular... Não têm TPM, nem período menstrual, nem período fértil, nem ovulação, nem o diabo a quatro! Eles correm e pronto. Está feito.

Correr nos primeiros dias do período menstrual é basicamente uma... seca! Já é um aborrecimento estar a levar o dia todo (durante pelo menos 2 dias) com dores de barriga, de cabeça, de pernas, andar irritada até com a borboleta que pousa na janela e ainda ter de levar com isso tudo, mas a correr! É mesmo só para os fortes! :) Correr nos primeiros dias do período é como que a nossa bacia fosse literalmente uma "bacia" de ferro e lá dentro andam a chocalhar uma série de pesos, daqueles que se usavam antigamente para pesar o queijo na balança, estão a ver quais são?! É exatamente isto que eu sinto... Além de sentir o Tico e o Teco a chocalhar igualmente na minha cabeça...

Portanto correr não é para todos! Mas correr com o período é só para os realmente fortes!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Somos uma verdadeira equipa!

Já o disse aqui que mais ou menos desde o dia que corro que somos 3. Somos 3 pessoas diferentes, cada uma com os seus próprios objetivos, cada uma com o seu próprio ritmo. Normalmente vamos juntas para os balneários (já em passo acelerado para ir fazendo o aquecimento!), equipamo-nos ao mesmo tempo e saímos dos balneários juntas também. A partir daí cada uma faz o seu próprio treino. Nem sempre vamos juntas, pois os nossos ritmos são diferentes, mas sabemos que as restantes andam perto, na mesma estrada que nós. Nunca me sinto completamente sozinha e aposto que elas também não.
O nosso "pacto" é o de não deixarmos de ir correr quando as restantes não podem ir e, também, o de não desistirmos e, caso isso passe na cabeça de alguma de nós, é dever das outras não deixarem acontecer... "Amigo não empata amigo, mas amigo está lá para nos motivar!".

A semana passada foi uma semana menos boa. Houve dias em que existiram faltas, existiram problemas, cansaços e faltas de motivação. Houve dias que, por uma razão ou por outra, a vontade de levantar da cadeira era menor que a vontade de ir meter km nas sapatilhas... E, são nesses dias que vemos o quanto somos uma equipa. Não nos abandonamos! Apesar de não estarmos ali umas ao lado das outras, estamos lá com elas. Somos uma equipa que se motiva, que se ajuda, que reconhece quando as outras estão menos bem e, nem é preciso saber o motivo, basta dizer "Eu vou contigo, não te deixo sozinha. Vamos lá!". E vamos mesmo... Bem ou mal, com mais ou menos vontade, lá vamos nós...

Apesar de não sermos amigas de longa data, de não estarmos na casa umas das outras ao fim-de-semana, sentimos a amizade florescer a cada dia, sentimos que não estamos sozinhas e que gostam de nos ver bem. 

Obrigada Celina e Elisa por estarem sempre lá para mim, quando estou menos bem... Contem comigo também para estar convosco lá na estrada (da avenida ou até na "estrada da vida"!).



sexta-feira, 28 de julho de 2017

O que não te desafia, não te transforma...

Foi com esta frase (do título deste post) que consegui abrir os meus olhos...

Porque havemos de viver no marasmo que é casa-trabalho-casa, na nossa zona de conforto, se existe vida e sensações boas fora dai?
É mais fácil ficar sentada no sofá a ver o tempo passar?! É sim sr! Mas não é lá muito divertido! Às vezes sabe bem e faz falta, é claro, até porque o nosso corpo precisa, mas temos de ter a ousadia de nos por em movimento por nós, pela nossa saúde e pelo divertido que poderá ser, pelos desafios que nos vamos propor e tentar ultrapassar, pelo mundo novo que podemos conhecer. Existem desafios grandiosos, daqueles que à primeira vista olhamos e, à partida, assumimos que não somos capazes de os vencer, mas depois se nos desafiarem (e se nos desafiarmos a nós próprios), se nos esforçarmos e se realmente os superarmos a felicidade é imensa...

Sinto-me cada vez mais transformada, porque desafio-me praticamente todos os dias a entrar num mundo novo que me está a revigorar e a encher de vontade de viver. E se ela existe é porque estou no caminho certo!...

Mexe-te!
Aceita o desafio! ;)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Experimentei e gostei!

Já me tinham falado que me ia fazer bem, agora que ando armada em "desportista de meia tigela"... Que tonifica e ajuda a emagrecer. Sim, quero! Sim, aceito!

Falo-vos de Crossfit!
Quando pesquisei sobre esta modalidade, a primeira reação foi: "Bahhh, não quero ficar "armário"!" (só via disto!)... Depois pesquisei melhor (aqui e aqui) e explicaram-me que não ia ficar "bisonte"... que apenas ia ganhar resistência física, tonificação e bem estar... É mesmo isso que eu tenho procurado desde o 1º dia em que decidi mudar a minha vida e o estilo que quero desde aí para a frente.
Fui fazer uma aula experimental com a minha querida amiga (e cunhada e comadre e tudo e tudo e tudo), que se prontificou a ir comigo, para não ir sozinha (uma fofinha!). A aula incidiu basicamente em 2 exercícios: Snatch Squat e Muscle Up... O primeiro consiste em levantar uma barra de ferro (a minha tinha 10kg; a dela 15kg) desde o chão até ao ar e baixar, com agachamento corporal (os agachamentos eram "dose de cavalo"!). O segundo são elevações na barra lá nas alturas! (também quando olhei lá para cima não acreditava que conseguisse, mas consegui!!!)

Sentia a minha transpiração a escorrer-me pelas costas, houve momentos em que pensei que não ia conseguir levantar aquele peso (embora não seja muito, não estou habituada!), que ia levar com ele em cima, mas fui firme e resisti... Quando fui para a barra, bendito elástico que me ajudava a elevar-me (nunca tive lá grande força nos braços!)... Tudo isto em sequências alternativas de 20 vezes + 14 vezes + 8 vezes cada um dos exercícios. Fizémo-lo em 12m50s e fomos a 4ª equipa a terminar (num total de +/- 6/8 equipas! Não foi mau, não foi mau...

Sim, vou/vamos voltar!
(foto tirada logo após o treino! Vermelhas como tomate!)


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Estamos a criar uma legião...

A poucos dias de fazer 2 meses que corro, posso dizer que tenho aumentado o percurso inicial e faço-o praticamente todo em corrida constante. Portanto são mesmo 30 minutos a correr continuamente... :) Estou tão, mas tão orgulhosa de mim, mesmooooo... às vezes páro e caminho, mas importante mesmo é não ter desistido... Esse é o meu maior desafio!

Já vos tinha dito que 1 semana depois juntou-se a mim a Celina, mas não vos disse que depois de quase 1 mês de termos iniciado, juntou-se mais uma, a Elisa. E há dias em que somos 5, como foi o caso do dia da foto que pertence a este post. Cada uma faz o seu treino. Começamos a correr juntas, mas depois quem quiser parar pára, quem quiser fazer sprints faz, quem quiser caminhar, caminha... Importante é não deixarmos de nos manter ativas e assim sempre nos motivamos umas às outras! :)

Foi um dia bastante divertido, cheio de sol e boa disposição e aconteceu na semana passada...


domingo, 11 de junho de 2017

O meu primeiro detox

Faz parte da rotina alimentar da minha companheira de corrida um batido detox. Olhava para aquilo e não achava lá grande piada à cor e ao cheiro. Ela insistiu comigo para um dia almoçar o mesmo que ela... até que chegou o dia... levou-me proteína e a receita para fazer o tal detox em casa na manhã seguinte.

- 1 chávena de couve
- 1 fruta à escolha
- a porção de proteína que ela me levou
- 1 colher de sopa de farinha de aveia
- água a gosto

(Misturar tudo muito bem)

Assim fiz porque sou uma menina bem comportada... Usei laranja, mas ao provar um bocadinho, achei um pouco amargo e por isso aldrabei e adicionei um pacotinho de Stevia só para adocicar a coisa...
Depois da nossa corrida e do meu mergulhinho, sentamo-nos lá numa cadeirinha à beira mar e bebemos o nosso detox. O dela era de banana. O meu estava fresquinho e o dela natural. Gostei mais do fresquinho. Possivelmente se o dela também estivesse fresquinho era bem capaz de gostar. Não era uma verdadeira delícia, mas não era nada que não se pudesse beber. Bebi tudinho... quer dizer, almocei tudo, mas às 15h estava cheia de fome. Ou devia ter aumentado a dose, ou é preciso acostumar o estômago àquilo... 

(Não estou com cara de lá muito convencida, pois não?! E ela fartou-se de rir comigo e com as caretas que fui fazendo... enfim...)

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Faz hoje 1 mês que mudei a minha rotina...

E já passou um mês...

Confesso que nem todos os dias foram bons e nem todos os dias consegui correr como deve ser... e ainda hoje paro muitas vezes para andar, mas acredito que vou chegar lá... um dia... O poder da nossa mente tem aqui um papel fundamental. O "não desistir" também... É bem mais fácil acomodarmo-nos do que levantarmos o rabinho da cadeira e irmos calçar as sapatilhas... É bem mais fácil, não haja qualquer sombra de dúvidas! Quantas e quantas vezes não me apeteceu avançar... Quantas e quantas vezes não regressei com a sensação de que não correu bem... Mas continuo a ir... É preciso muita força, foco e determinação para continuar...

Começar a correr foi um desafio. E é ainda hoje sempre que saio do pesqueiro para o meu treino. Um desafio que eu própria me propus, consoante o meu horário e disponibilidade...
Depois da primeira semana e meia comecei a ter companhia de uma amiga que também, sem ela mesmo saber, me ajuda a não desistir... Cada uma faz o seu treino, mas temo-nos ajudado mutuamente a não desistir... Obrigada à Celina por ser normalmente a primeira a acreditar em mim in locco, ao vivo e a cores. Muitas vezes acredita em mim muito antes de mim própria...

Também faz hoje 1 mês que comecei nos meus mergulhos no mar... e que bem que sabem, mesmo a água estando a 17º na maior parte dos dias!!!! Custa a entrar na água?! Sim, custa... O primeiro e segundo dia custaram que nem vos conto!!! Há dias que custa mais que outros... Mas depois de estar dentro de água sabe tão bem... Aproveito para dar umas braçadas e fazer uma hidroginasticazinha com os braços e pernas (a ver se a celulite ameniza! Preocupações de gajas!!!)... 

Este é o primeiro mês apenas... espero que muitos mais venham e eu possa dizer "já corro sempre a correr!" e "vou ao mar no inverno!"... Esses são os principais objetivos que quero alcançar nesta nova forma de viver a minha hora de almoço! :)
(Cá estamos nós num dos dias para mais um treino...)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Dia 3: hoje, finalmente, consegui!

Hoje não estava com grande vontade de me mexer, mas obriguei-me a isso... Sentia (e sinto ainda) dores em praticamente todo o meu corpo, tanto que pensei em só "caminhar" e não correr, para contrariar o que me tinham dito para fazer. 

Como se aproxima o fim-de-semana e o feriado e o máximo que vou conseguir fazer é "andar num pé só" a limpar a casa, a cuidar da filhota (a minha atividade preferida!) e a ir para a "casa do futuro", como a minha M. diz, ver se o namorido precisa de alguma ajuda da minha parte (em alguma coisa muito, muito simples que saiba fazer - sou um bocado "naba" em construção civil, ao contrário dele que é um Ás!). Assim sendo, decidi aproveitar para fazer alguma coisa hoje... Dos 3 dias em que me ando a armar em runner and swimmer girl, hoje foi o dia com melhores condições meteorológicas para ambas as atividades (sim, já estava farta de levar com vento na cara!).

Comecei por andar num passo mais acelerado. Mas logo, logo achei que podia correr. E corri. Custou-me um bocadinho, claro, mas lá fui... Corria e andava alternadamente. De início, apesar de estar melhor tempo não estava a pensar sequer em ir ao mar, mas quando estava a regressar já não pensava em outra coisa... Depois de trocar de roupa, dirigi-me à "minha" escada e fui descendo o meu corpo lentamente. O sol (envergonhado!) ajudou neste processo. Abstrai-me do que me rodeava e optei por sentir o mar no meu corpo. Deixei-o fazer parte de mim. A água estava com a mesma temperatura dos dias anteriores. Fui devagarinho controlando a minha respiração (lembram-se que ficava sem respirar?!) e, milagre, deixei-me ir com ele. Nadei para um lado e para o outro, molhei a cabeça mais do que uma vez e soube-me tãooooo bemmmmm. Hoje sim! Hoje gostei muito! Mesmoooo!... :)
(Cá estou eu toda despenteada, depois da corrida e antes do mergulhinho!)


quinta-feira, 27 de abril de 2017

2º dia: feito!

Hoje fui outra vez, desta vez sozinha com a minha música...
O percurso foi mais curto, o ritmo também, até porque tudo me dói (pernas, braços, lombares,...)... Sinto como se tivesse sido espancada, mesmo... A diferença é que não tenho nódoas negras, nem olhos inchados!...
Entrar no mar, com os mesmíssimos 17º de ontem, aconteceu de forma mais cautelosa... Primeiro os pézinhos, depois as pernas e por aí fora... Não fiquei totalmente submersa, até porque sempre que me enfiava até ao pescoço, a minha respiração parava. Então optei por molhar-me devagarinho... pescoço, cabeça... E pronto... o duche chamava por mim...
Como fui para o trabalho?! Praticamente a arrastar-me, tal lontra andante... É que, além das zonas doridas de ontem, também ganhei as de hoje... amanhã não me mexo!... Amanhã não vou... Preciso de voltar a andar normalmente...