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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Doar brinquedos: colabore connosco!

Não é só nas épocas natalícias, mas especialmente nestas, fico com o coração pequenino quando penso que existem crianças presas a uma cama de hospital, que atravessam doenças cruéis, que têm medo de lá estar, que estão tristes dentro de 4 paredes de hospital rodeadas de pessoas vestidas de branco... As crianças deviam todas poder brincar sempre, enquanto são crianças... Deviam poder correr, saltar, brincar à sua vontade e não a lutar contra doenças feias! :(

Já o ano passado o fizemos e este ano já começo a trabalhar o psicológico dela neste sentido. Ajudar outros meninos que precisam de mais entretenimento do que ela, pois estão num ambiente de hospital, doentes e com medo, é uma mais valia para esses meninos e para ela, pois aumenta o seu sentido de partilha e de preocupação com o próximo. A única tristeza dela foi não poder ser ela própria a entregar aos meninos que estão no hospital. Se quiser ler a experiência do ano passado pode fazê-lo aqui.

Peço-lhe que, junto com a minha M., fale com os vossos filhos nesse sentido. Os brinquedos que eles já não brincam, agrupe-os e entregue-os na Consulta Externa da Pediatria do Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, ou em qualquer outro local que ache que vão ser mais úteis...


sexta-feira, 15 de junho de 2018

A nossa experiência na CUF

Quando se fala em hospitais fico logo arrepiada... Quando se fala em a minha filha ter de estar num hospital, ter de ser operada num hospital, a coisa torna-se verdadeiramente séria e um assunto super, hiper, mega delicado. 
Na imperativa necessidade que tive, há bem pouco tempo, de ter de estar num hospital com alguém que é somente a minha vida, tive de escolher um que nos/lhe oferecesse o melhor: qualidade acima de tudo. O preço foi apenas um acessório. Neste caso, até foi um acessório que quase nem dei por ele (graças ao seguro que ela tem pelo trabalho do pai!). Bom na verdade o que me importava neste caso era como iam tratá-la! Isto sim era importante!
Recordo-me de ter ido para o bloco operatório sem a minha mãe e o que eu chorei e o que esperneei!!! Não queria que a minha filha passasse pelo mesmo. Quando me disseram que ali, na CUF Descobertas, eu entrava no bloco com ela, foram pontos positivos que subiram vertiginosamente na minha escolha. Outro fator que me encaminhava para aquele hospital era o facto de não lhe aplicarem a agulha de soro enquanto ela estava acordada. 
Eu já conhecia a CUF Descobertas numa ou noutra vez que a minha mãe já tinha ido lá e ela sempre me falou bem, mas ela fala bem de tudo quanto é médico/enfermeiro/hospital, portanto não era por aí... Mas já tinha estado lá e era um hospital que nem "cheiro a hospital" tinha e, na maioria, as pessoas eram super simpáticas e atenciosas.
Estava decidido! Seria lá! Preço e qualidade incríveis! 
Tirando o atraso para o início da cirurgia da minha M. (era para ter sido às 19h e só começou às 20h e qualquer coisa), porque não é fácil aguentar uma criança de 4 anos sem comer e beber durante uma tarde inteira... o resto correu super bem! Desde o pessoal da receção, ao pessoal médico/enfermeiros/técnicos, todos, sem exceção, extremamente simpáticos, atenciosos, meiguinhos, compreensivos, brincalhões com ela... mesmo fofinhos!
Não me arrependo em nenhum momento da minha escolha. Hoje voltava a decidir igual!...

Parabéns à CUF Descobertas pela dedicação e compreensão aos seus doentes e pela rapidez, capacidade de inovação e tecnologias que utilizam! Que sejam exemplo para muitos hospitais! :)


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O dia mais feliz da minha vida - parte IV

Nesse momento em que ela estava já a sair, só oiço a enfermeira Odete a dizer "Não faças força! Não faças força!"... Pensei eu "Olha agora! Tiveram o tempo todo a pedir-me para fazer força e agora que estou com a embalagem toda pedem para parar?!" Aquilo não funcionava assim... Até porque era uma força sobrenatural da qual não tinha controlo. Todo o meu organismo pedia para fazer força... Até que me apercebi que a minha menina estava com o cordão umbilical à volta do pescoço e tentei parar de fazer força, com toda a força que tinha... Graças a Deus correu tudo bem e a minha menina saiu bem, às 19h10 do dia 28 de janeiro de 2014...
Puseram-na em cima da minha barriga enquanto o namorido cortava o cordão umbilical... Ela estava num tom cinza... Via as suas perninhas esticadas, com os seus 10 dedinhos, fiz-lhe festinhas na sola dos pés! Tinha as mãos a tremer... Sabem aquela imagem da bebé nua em cima da barriga da mãe a olhar para ela?! Utopia, meus caros!
Levaram-na para um quartinho ao lado daquela sala para a aspirarem e fazerem o que se faz (que eu não faço ideia o que mais fazem com eles...) com os recém-nascidos. Entretanto estava lá eu, toda literalmente aberta... Sentia como que se tivesse passado um camião por cima de mim... O namorido ficou ali comigo. Pedi-lhe para ir ver a bebé... Não fossem trocá-la com outra bebé sem vermos! Sei lá... Naquele momento passou-me tudo pela cabeça!...
Comecei a tremer de frio... Julgo que foi efeito da epidural (aquela anestesia que quase nem dei por ela... Essa mesmo...!). Taparam-me com o que tinham à mão... e, por ter-me rebentado muitos vasos sanguíneos, a enfermeira Odete não conseguia "coser-me" bem e então pediu ajuda ao Dr. André Sampaio, que foi um amor de pessoa e bem disposto (que era mesmo disso que estava a precisar!). Veio com mais um médico, que não me recordo do nome, mas era novinho... Ambos ali a verem muito mais do que alguma vez vi de mim!!! Aquele "bordado a ponto cruz" que me faziam doía tanto, tanto, uma dor bem fininha e irritante (não como a do parto que era gigantesca), que acharam melhor anestesiar-me localmente! Ala mais anestesia para o organismo, como se eu não tivesse levado a tal epidural! Se tiver outro filho, peço epidural no momento do inquérito, só para assegurar a coisa lá para a hora do parto! :P
Depois de um tempo trouxeram a minha menina para junto de mim, vestida com a roupinha que lhe tinha escolhido, cor-de-rosa, a cor que ela, ainda hoje, diz ser a sua preferida. Com o seu gorro a dizer "Baby girl", toda embrulhadinha e sossegadinha... Colocaram-na do meu lado esquerdo e ali ficou. Foi a imagem mais bonita que vi em toda a minha vida! Uma bebé linda, perfeitinha, com umas pequenas bochechinhas, toda pequenina e frágil e, naquele momento só pensava "Agora tudo será diferente. Agora este pequeno ser depende de mim. Será que vou conseguir ser uma boa mãe para ela?!" e, nesse momento, prometi a mim mesma que acima do meu querer, da minha vida, da minha felicidade, estaria a dela... Nesse momento, agradeci a Deus por me ter colocado nos braços aquele ser por quem daria a própria vida... Passei a acreditar no amor à primeira vista! :)
Perguntaram-me se eu ia dar de mamar nessa altura. Eu disse que ia tentar, mas pensava que ainda não tinha leite (porque até então não tinha visto qualquer vestígio!). Quase que "gozaram" comigo e disseram "Claro que tens! Queres ver?!" e meteram-na a mamar... e o segundo milagre do dia aconteceu! Estava a alimentar a minha filha... E surpresa das surpresas... Não era assim tão ruim, tão estranho como pensei que ia ser...





O dia mais feliz da minha vida - parte III

Depois da epidural, as coisas melhoraram consideravelmente... Sentia dores, mas não tão fortes como estava a ficar antes da "drogazita boa"... O namorido quis ir ao carro buscar a máquina fotográfica (e fumar uma cigarrilha - para comemorar só pode!) e eu lá fiquei com a minha cunhada e a enfermeira Odete...
Mas, mal ele saiu do quarto, uma dor impossível de controlar tomou conta de mim... Precisava urgentemente de ir ao wc (mesmooooo!)... Novamente a enfermeira Odete disse que antes de eu ir ao wc teria de fazer novo "toque"... Ainda antes de fazer o tal toque, pediu-me para eu fazer força. Achei estranho e, como não queria ter a minha necessidade feita ali, recusei-me a fazê-la ali... Quando ela me diz "Essa dor é para a sua menina nascer. Temos de ir já para a sala de partos!"
Pânico!!!! Senti que o meu relógio andava a 200km/h, porque nem 1h tinha passado, pensava eu...!
"Sala de partos?! Isso é aquela sala onde a bebé nasce?! E onde ficaram as 12h?". Nesse momento tenho registado a última sms para o meu obstetra, às 18h40, a informá-lo que a minha Matilde ia nascer...
A minha cunhada chamou o namorido que tinha acabado de chegar ao carro e de acender a sua cigarrilha. Teve de apagá-la e vir ter comigo às corridas até porque ele também teria de assistir àquele momento em que a nossa filha ia nascer...
Na famosa sala de partos senti-me literalmente um frango no churrasco, daqueles todos abertos que se compram ali no hiper... O namorido estava do meu lado esquerdo a segurar-me a mão e a minha cunhada passou a ser a fotógrafa de serviço. Entre as minhas pernas, lá ao fundo, tinha pelo menos 2 enfermeiras, a D. Odete e uma outra que não fixei o nome e nem me recordo da cara (há coisas que se apagaram da minha memória, com muita pena minha!). 
Dali a nada chega a primeira enfermeira com quem me tinha cruzado quando cheguei ao hospital: a que me fez o inquérito inicial, e ficou ao meu lado direito. Fiquei feliz por ela ter querido estar presente! Gostei dela!
Agora sim, doía mesmo muito e com muita frequência. "Afinal que raio de epidural me deram?!" - pensava eu - "Para aquilo teria de ser administrada dose de cavalo! Que era aquilo?! Era tão frequente e tão incontrolável...".
"Força! Força! Faz força!" diziam-me todas ao mesmo tempo... Precisava de me concentrar e não estava a conseguir! Pedi-lhes para falarem uma de cada vez que eu tinha de me concentrar para fazer força... A enfermeira do inquérito apertava-me delicadamente a barriga para me ajudar a expulsar e a minha bebé nada de sair... Houve, inclusive um momento, que olhei para o namorido e só lhe dizia "Eu não consigo! Eu não consigo!" e ele apenas olhava para mim, com aquele ar preocupado, sem saber o que fazer ou dizer... um ar que eu poucas vezes vi em quase 11 anos de convivência...
Só me lembrava da conversa perigosa que me assombrava "A paralisia cerebral acontece no parto!"... Tinha de por a minha menina para fora o quanto antes... E não estava a conseguir... 
Entretanto, estava lá um médico ou enfermeiro, não sei... só sei que se chamava António, armado em carapau de corrida a dizer que com a sua ajuda é que ia ser! "Olha-me este cromo!", pensei eu, "Quem vai ajudar a minha menina a nascer sou eu, não és tu que vens aqui dar-me socos na barriga para ela sair...". A enfermeira do inquérito disse que não era preciso a ajuda dele que eu conseguia sozinha (ah boca santa! Eu sabia que ela tinha aparecido por algum motivo: ser o meu anjo da guarda!) e assim foi!...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O dia mais feliz da minha vida - parte II

No hospital deram-me as roupas espetaculares para eu vestir e um saco do lixo para colocar as minhas (!!!). Já com o novo modelito, fiz o primeiro CTG. Nunca o tinha feito antes... Enquanto o fazia, respondia a um enorme inquérito feito por uma enfermeira super simpática que me disse estar apenas a fazer trabalho de secretariado naquele dia... O melhor de tudo foi estar sempre a ouvir o coração da minha princesa... Ela fez-me o meu primeiro "toque" e foi do mais querida que podia haver, pois disse-lhe que tinha ouvido horrores sobre os "afamados toques"... Disse-me que tinha 1cm de dilatação, portanto, era provável que ficasse no hospital 48h para observação, pois aquilo podia não evoluir, até porque estávamos de apenas 36 semanas...
Mãe nunca desiste dos filhos, por isso não sei como a minha mãe conseguiu, mas ela apareceu ali. Queria ver como eu estava. Na altura não queria vê-la, porque queria estar calma e tinha a certeza que ela podia por-me nervosa, mas hoje percebo que ela só estava preocupada comigo e queria ver com os seus olhos que eu estava bem...
O namorido ligou-me a perguntar como estavam as coisas. Depois do que a enfermeira me tinha dito, disse-lhe que estava tudo bem, que depois que ele saísse do trabalho poderia vir ter comigo, mas que estava tudo normal.
Dali a pouco fui pelo meu pé para o Bloco de Partos juntamente com um senhor e uma senhora de cadeira de rodas (também me perguntaram se queria uma, mas eu estava bem, disse que não ia precisar...) e fiquei instalada num quarto só para mim, com uma enfermeira espetacular chamada Odete (não me recordo do último nome!), que me colocou o soro da forma mais delicada possível (não doeu nada como eu imaginava que poderia doer! Sou muito mariquinhas!)...
Chegou o namorido e lá ficou comigo... Eu estava bem! Não sentia dores quase nenhumas... Estava ali deitada... Até que comecei a sentir uma moínha estranha e comentei com a enfermeira Odete. Ela disse que teria de fazer um "toque". Falei-lhe novamente do meu trauma com os "toques" e, mais uma vez fui abençoada pelas mãos de fada dela... Olhou para mim e disse "Temos de chamar a equipa de anestesia!", perguntei-lhe porquê. Ela disse que a hora de levar a epidural, caso quisesse (óbvio que queria!), seria agora ou depois não poderia levar. Estava com 4cm de dilatação. Nessa altura comecei a formatar o cérebro para o parto, mas ela tranquilizou-me e disse "Oh minha menina, ainda tens pelo menos 12h pela frente!"... 12 horas???? 12 horas nisto?! Oh meu Deus... 
Nesse momento chegou também a minha cunhada, que é enfermeira e soube que estávamos lá... De seguida veio a equipa da epidural e, mais uma vez, mãos de fada mexeram no meu organismo... Não sei se pela adrenalina, se pelo nervoso miudinho que fingia não sentir, nem a agulha do soro, nem a da epidural, nem os toques me magoaram... Quem me conhece sabe a minha aversão a hospitais, médicos, enfermeiros, agulhas,... e o nascimento da minha filha foi tudo tão perfeito!... 


O dia mais feliz da minha vida - parte I

Acordei... fui tomar banho... quando voltei olhei-me ao espelho... a minha barriga estava demasiado subida e pensei "Ainda tenho um mês para ela descer... não vou stressar por causa disso!" (diziam que com a barriga subida o parto era mais complicado...). Hoje, às 17h30 teria a consulta das 36 semanas da minha filha... Ia ouvir o seu coração e vê-la do pequeno ecran mais uma vez...
Fui ao hiper! Já tinha começado a comprar os mantimentos para os tempos de clausura que se avizinhavam... Tinha a certeza de que se pedisse detergente de roupa "X" ao namorido ela não saberia comprar aquele que eu queria, então, aos poucos fui começando as compras para ficar descansada nos próximos meses... Comprei também os ingredientes para o bolo brigadeirão que lhe ia fazer pelo seu aniversário no próximo dia 31, porque ele é um "chocolate addicted"...
Fui para a casa dos meus pais... às 15h fui levar a minha mãe à consulta de ouvidos que ela tinha (na altura ela pensava que não ouvia bem!) e trouxe o meu irmão para almoçar em casa. O combinado seria depois levá-lo ao trabalho pelas 16h e trazia a minha mãe comigo...
Ele estava na cozinha a almoçar e eu no escritório a atualizar o meu facebook quando, pelas 15h30............... senti uma grande quantidade de água quente a sair de mim, sem eu ter qualquer tipo de controlo, e que me deixou toda molhada. Fui logo ao wc e, como estava de preto, não conseguia ver a cor do tal líquido.... Comecei a tremer quando vi o tal que me parecia ser o "rolhão", mas como nunca tinha passado por aquilo não tinha a certeza... Chamei o meu irmão... à 2ª chamada ele veio e disse, com cara de pânico (como eu tinha a minha!), mas fingindo não a ter, "Se calhar rebentaram-te as águas!"... Disse-lhe que não devia ser porque isso só aconteceria no mês que vem... Pedi-lhe que ligasse para o meu médico para ele me dizer o que devia fazer. Não atendeu! Estava a dar consultas, claro! Pedi-lhe para ligar para uma enfermeira que me tinha dado uma "formação" e ela disse para ir para o Hospital... A sair de casa dos meus pais liguei ao namorido e contei-lhe o que se passava, que depois de estar no hospital dizia-lhe algo...
Passei em casa para trocar de roupa (não ia ao hospital molhada daquela maneira!)... mas mal pus uma nova roupa, mais uma quantidade de água saia e molhava a minha roupa de novo... Lá fui eu de pijamas para o hospital, pois eram as únicas calças pretas que me restavam (não podia correr o risco de pensarem que estava a fazer xixi pelas pernas abaixo, por isso só podia vestir calças pretas!)...
Nesse momento, o meu médico retribuiu a chamada que lhe tinha feito (o meu irmão, no caso!). Disse-me para ir para o hospital e para levar as minhas coisas e as da bebé, pelo sim pelo não. Para as deixar no carro, caso fosse preciso... Mas teria de lá ir ver o que se estava a passar e que depois das suas consultas ia ver-me... Estivemos sempre em permanente contacto por sms durante todo o resto do dia... Um anjo o meu obstetra!
Eram 16h quando entrei no hospital com o meu irmão, ignorando as chamadas desenfreadas da minha mãe, por estar na hora do meu irmão entrar ao trabalho e nós sem aparecermos perto dela. Pedi-lhe para ele ir buscar a nossa mãe, mas para ela não vir ter comigo, pois a minha mãe é demasiado nervosa e naquele momento eu precisava de muita calma para lidar com o que me estava a acontecer... Tenho um trauma com hospitais e quanto mais calma estiver, melhor!...


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Que mais nos vai acontecer?!

Penso que a minha família está a passar uma má fase... Primeiro foi a morte da minha avó paterna que, apesar da idade, nos deixou assim meio sem reação... 
Ontem foi a vez da minha avó materna, que viveu até agora sozinha na sua casa, nos pregar um valente susto! Caiu da sua cama e fraturou o fémur direito. Foi levada para o hospital onde foi submetida a uma cirurgia, na qual colocou uma prótese e, espera-se que lá fique internada por uns 5 dias, no mínimo... 
Já não bastava ter um tumor na sua perna esquerda (também no fémur!) há já alguns anos e que tem vindo a crescer a olhos vistos, ter uma anemia, ter de levar insulina e tomar uma dose de comprimidos para tudo e mais alguma coisa todos os dias, agora também tinha de passar por mais isto?! 
O meu irmão também fez uma prótese no fémur e a recuperação não foi nada fácil para ele. Esteve quase 2 anos a andar de canadianas... A minha avó com 92 anos com uma prótese de um lado e um tumor no outro, será ainda mais complicado... No entanto, tenho fé que Jesus nos vai iluminar o caminho que vamos ter de enfrentar daqui para a frente de forma a podermos garantir alguma qualidade de vida à minha avó... Vale termos uma família unida que tem dado provas de que nas horas difíceis estamos lá para nos ajudar uns aos outros... A minha avó é muito querida por todos nós, por isso acho que todos juntos, com muito amor e carinho por ela e uns pelos outros, vamos conseguir ajudá-la... É para isso que a família serve!

sábado, 14 de maio de 2016

Poderia ter sido médica, mas não sou...

Eu não trabalho num hospital, mas gostava. Gostava de ter tido vocação para a medicina. O mais próximo que estive da medicina foi quando, em pequenina, me lembrei que queria ser veterinária, mas depois disseram-me que teria que dar injeções aos pobre cãezinhos e gatinhos e depressa desisti da ideia... 
Nunca tive muita coragem para lidar com mortes (até há bem pouco tempo só tinha tido coragem para ver um morto na minha vida, a minha tia L., talvez por ser muito novinha e não ter muita noção das coisas; de resto "fugi" sempre!), com sangue, agulhas ou cenas próprias de Anatomia de Grey... Mas como tudo na vida, a necessidade obriga. E, um dia, tive um gato (que sempre será o meu gato, por mais gatos que apareçam na minha vida) que precisou muito da minha coragem para com a medicina. Era operado várias vezes e quem tratava dele era eu. Depois dele todos os outros animais lá de casa passavam pelas minhas mãos, eu era a assistente do meu amigo P., que é o veterinário dos inquilinos de 4 patas lá de casa (que hoje resume-se a apenas um cão!). Depois foi o meu irmão que andou cá e lá entre hospital e casa e foi aí que senti aquele bichinho de que poderia ter sido médica (Pediatria oncológica, teria sido esta a área que escolheria). Se calhar por sentir muita vontade de o ajudar, de fazer mais e melhor (atenção que todos os profissionais de saúde que estiveram com ele foram excelentes!) de saber as respostas que tanto e tantas vezes queríamos ouvir e nem sempre nos davam. Óbvio que não tratei do meu irmão, mas li muito na altura sobre a sua doença, vi muita Anatomia de Grey (e ainda adoro ver!) e, dentro daquilo que via, tentava aprender mais um pouco. 
A semana passada foi a minha avó que esteve no hospital. Não tive ainda coragem (nem sei se algum dia terei) de lhe levantar o lençol e ver o que estava lá feito. É nestes momentos que eu sinto que, infelizmente não tenho mesmo vocação para ser médica e agradeço a Deus que existam sempre pessoas com essa vocação.
Nos hospitais a vida é vista de uma forma que em mais nenhum outro local se iguala. Quem passa por lá sabe que a vida é efémera e está constantemente por um fio. Os profissionais de saúde fazem de tudo o que está ao seu alcance, na maior parte das vezes, para oferecerem o seu melhor aos doentes que lá estão. Outros nem por isso, infelizmente! Os corredores se falassem nunca mais se calavam com as histórias que teriam para contar. É impressionante a quantidade de sentimentos que se sente ali. Numa das vezes que visitei a minha avó na última semana, no hospital, presenciei a dura realidade de saídas e entradas de doentes. Aqueles que saem, mesmo sem estarem a 100%, são quase que "expulsos" da "sua" cama, para poderem dar lugar a outros que precisam. E é neste nível de "pouca" saúde que estamos. Esperando que melhores dias cheguem para os hospitais portugueses...

A minha avó entrou no hospital na quarta-feira, foi operada na quinta-feira e saiu na terça-feira seguinte, porque estava "bem"!...