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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

É a 3ª vez que a magia acontece!

Voltamos a juntar-nos e foi extraordinário!
Já o fazemos há 3 anos consecutivos e a ideia é manter esta nova tradição que já faz parte das nossas vidas... Surgiu à laia de "conversa de café", que seria giro juntarmos a malta da escola primária... E pusemos mãos à obra!

Somos de uma freguesia bastante pequena. 300 habitantes ou pouco mais que isso... Na escola, as nossas turmas raramente tinham mais do que 10 alunos... e quando éramos 10 já era uma festa! :) Por sermos tão pouquinhos é que não podíamos juntar apenas um ano letivo. Seríamos meia dúzia de gatos pingados... e a verdade é que no intervalo das aulas brincávamos uns com os outros oriundos de vários anos escolares. Os maiores tomavam conta dos mais pequeninos e eu lembro-me perfeitamente disso! Então fomos alargando aos vários anos, enquanto nos lembramos de gente da nossa altura. O leque anda a rondar os anos letivos desde 1976 a 1983... Mas não somos esquisitos e quem quiser juntar-se a este grupo, desde que seja de Santo António Nordestinho e queira rever as crianças da sua infância está completamente à vontade!
Somos alguns, não tantos como nas freguesias grandes, mas fazemos muito mais que as crianças adultas das freguesias grandes: depois de 30 anos tomamos a iniciativa e conseguimos reunir-nos uns com os outros num jantar de confraternização que nos aquece a alma. Nesses encontros recordamos a época da escola, vemos os filhos uns dos outros crescer (de ano para o outro faz diferença!), vemos os nossos filhos brincar com os filhos dos nossos amigos da infância,... Nesses encontros, nós adultos, também brincamos (no verdadeiro sentido da palavra!) e rimos como se não houvesse amanhã... é mesmo tão bom e sinto-me mesmo feliz nesses momentos... como se estivesse de novo "em casa"!

Obrigada por serem esses seres especiais e por existirem na minha vida!









sábado, 24 de novembro de 2018

Músicas da minha infância

Hoje é um dia em que a minha infância será recordada... E estas músicas fizeram parte da minha infância...
Saudades...







terça-feira, 20 de novembro de 2018

Infância feliz

Sempre fui uma criança feliz!
Olho para trás e vejo-me na infância a sorrir na maior parte do tempo. Vivi numa freguesia bastante pequena, com poucas pessoas, e nunca senti rejeição por parte de ninguém. Existiam poucas crianças e isso fazia com que fossemos amigos uns dos outros e de todos. Eram quase todos vizinhos uns dos outros. Claro que as afinidades eram mais próximas quanto mais próximo fosse a casa. 
Entretiamo-nos uns com os outros muito facilmente. Não haviam brincadeiras de meninas e brincadeiras de meninos. Era comum ver meninas a jogar futebol e meninos a brincarem com bonecas. Eu própria cheguei a jogar futebol com eles e alguns deles também brincaram comigo às bonecas ou no clubinho que criamos a dada altura (um dia partilho do que se tratava!).

Em breve vou juntar-me com eles novamente num jantar que já é organizado anualmente e acreditem é um verdadeiro sucesso. Não nos cingimos a um só ano letivo, pois como éramos poucos nem valia a pena... abrangemos variados anos, pois cruzámo-nos todos na escola, brincamos com todos, uns mais velhos que outros, mas todos com o mesmo espírito: brincar.

Espero que a minha filha, apesar de viver num meio maior, seja uma criança durante muito tempo (eu brinquei até aos meus 14 anos!) e que tenha amizades de infância que durem uma vida...
(Há muito, muito tempo atrás, na pré-escola...)


(A fotografia tirada no último jantar, em dezembro de 2017)


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Enclausuradas

Há pouco tempo, tanto eu como a minha M. ficamos doentes. Doentes digo, fanhosas, ranhosas, com tosse, e tudo o que é fruto desta época!... Faz parte!
Ficamos as 2 um fim-de-semana inteirinho de pijamas em casa, sem sair nem um bocadinho à rua, em clausura completa, visto que o tempo não estava convidativo... Apesar de termos visto alguns raios de sol pela janela, dentro de casa ouvíamos o vento a soprar bastante forte lá fora... Nem nos atrevemos a espreitar e decidimos fazer programinhas dentro de casa!
Vimos filmes e mais filmes, enquanto estávamos aninhadas uma na outra na cama, enroladas no edredão (hummm que bom!)... brincamos com plasticinas vezes sem conta... lemos alguns livros e... jogamos alguns jogos da minha infância que encontrei perdidos no sótão dos meus pais! Ahhhh que doces momentos... Lembro-me como se fosse hoje de brincar com o meu irmão aqueles jogos... e agora, passados uns 20 anos ou mais... estou a brincar com a minha filha! A vida é realmente um ciclo e devemos criar memórias boas para daqui a 20 anos estarmos a recordar com saudade... 

Daqui a 20/30 anos, será que vou estar a brincar os mesmo jogos com os meus netos?! :)



quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Permanece sempre

Ser criança é como ser um saco vazio que se enche de tudo aquilo que aprende através dos pais, da escola e da sociedade. Se uma criança é criada no meio da corrupção, de pessoas que roubam, que usam armas, que não sabem distinguir o bem do mal, também ela, a criança, não saberá distinguir o bem do mal... Da mesma forma que se uma criança for criada num lar onde impera o amor, a bondade, a paz, com certeza terá um sorriso mais genuíno, mais feliz que lhe acompanhará pela vida toda. Mas, mais importante que isso, é quase garantido que quando crescer é esse o tipo de vida que irá querer para si: um lar/uma vida onde exista felicidade, amor, paz e tudo o mais que ele conheceu na sua infância...

Por isso é que tudo o que acontece na infância não fica lá na infância. Permanece a vida toda!!!

E tendo este lema em mente tenho olhado para a minha filha. Dei-lhe a vida e, desde que nasceu que lhe dou todo o meu amor, o meu tempo, a minha dedicação, os valores que acho serem os corretos. Todas as decisões que tomo são também em virtude do melhor para ela... Tenho "trabalhado" para que seja uma criança feliz e sei que é... na esperança que um dia seja um adulto com bons valores e imensamente feliz!


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Desfolhar o milho

Outro dia fomos à festa do milho dançar folclore! Aquilo foi bastante giro... Durou a semana inteira e as pessoas pareciam estar satisfeitas. Havia comes e bebes pela rua toda e um grande moinho que podia ser visitado, assim como pessoas a desfolhar o milho. Fez-me recordar a minha infância! Nunca tive milho em casa, mas tinha vizinhos que tinham e tinham a "cafuão", onde o milho secava. Lembro-me de, quando era bem pequenina, me infiltrar na "festa" que era desfolhar o milho junto com os meus vizinhos. Eram tempos inocentes, de grande alegria e que me deixam um gostinho de saudade. O cheiro a milho desfolhado, as risadas da família dos meus vizinhos, o fofinho que era deitar em cima das folhas já saídas do milho...
Na Bretanha não tinha cafuão, mas tinha bastante milho para desfolhar e estavam lá 2 senhoras a fazê-lo. Juntaram-se a elas outras crianças e, com um olhar muito curioso e atento da minha M., expliquei-lhe o que aquilo era. Ela também quis fazer. Pensei que seria só curiosidade e que lhe bastava apenas desfolhar uma das massarocas. Pediu outra e outra e outra... se não desfolhou ali 10 massarocas, não desfolhou nada. A dada altura até pediu para se sentar na folhagem que estava no chão. Ahhh isto sim... fez-me lembrar de mim e do quanto eu gostava daquele chão fofinho das folhas....

Depois disso, dançamos e ainda tivemos direito a um pequeno convívio uns com os outros. Isto de andar no folclore é trabalhoso, mas é muito divertido! :)


terça-feira, 8 de maio de 2018

As respostas dela...

Outro dia, nas voltas que dou ao Facbeook, encontrei um inquérito giro para fazer à minha filha (já fiz outro quando ela tinha 3 anos, pode ler aqui!), só naquela para saber a noção que ela, com apenas 4 anos, tinha de mim. Fiquei bastante satisfeita com o resultado, ora vejam:

1. Qual é o nome da tua mãe?
Ela: Vera

2. Ela é gorda ou magra?
Ela: Magra. 
(Quando tinha 2 anos dizia que eu era gorda... bom devia querer dizer "fofinha"...)

3. Alta ou baixa?
Ela: Alta.

4.O que ela gosta de comer?
Ela: Tudo.
(É o meu grande mal, filha...)

5. O que ela gosta de vestir?
Ela: Vestidos.

6. Quantos anos ela tem?
Ela: Muitos.
(Também é verdade... Mas o ano passado para ela tinha 3!!!)

7. Pesa quantos quilos?
Ela: 10.
(Ah santa inocência....)

8. Qual presente gostarias de lhe dar?
Ela: Uma flor.
(Sempre que apanha uma oferece-me ou guarda na mochila e oferece quando me vê!)

9. Quem ama a mãe?
Ela: A Matilde.
(Verdade filha! Eu sei!)

10. Quem a mãe ama?
Ela: A Matilde.
(Mais do que tudo na minha vida, filha!) 

11. O que a tua mãe é?
Ela: Uma pessoa.
(Prática e direta!)

12. O que a tua mãe está sempre a dizer-te?
Ela: Não vás para aí.
(Portanto... uma mãe chata! Por esta é que não esperava!)


Assumo! Sou uma mãe completamente galinha!!! Completamente!







quarta-feira, 2 de maio de 2018

A minha 1ª ida a uma discoteca!

Lembro-me como se fosse hoje... Tinha eu 7 anos quando fui com os meus pais pela primeira vez a uma discoteca! É verdade!... Foi na Maia, numa discoteca chamada Balada. O dono era amigo dos meus pais e deixou-me entrar com eles. Não tenho noção das horas, mas sei que era de noite e lembro-me de estar na pista a dançar com o meu pai e com a minha mãe, que também sempre adorou dançar. Não me lembro de mais ninguém. Só deles...
A verdade é que, desde que me conheço como gente, que sempre fui com os meus pais para todo o lado que eles iam. O meu pai foi presidente de um clube de futebol, desde sei lá quando, e era recorrente pelo Natal, Passagem de Ano e Carnaval, organizarem lá no clube jantares e bailes. Eu cá acho que esta minha coisa de adorar dançar vem dessa altura. Lembro-me perfeitamente de ser a "pequenina" que dançava no meio da gente grande. E até mesmo quando dava música lenta, metia-me no meio dos meus pais e dançava com eles... Era uma melga, pois era!... E quando o sono chegava??? Não ficava lá pedindo para ir embora e nem fazia birras de sono (pelo menos não me lembro de fazê-las!)... apenas juntava umas quantas cadeiras, daquelas duras e antigas (que costumam existir nos cafés antigos/tascas) e lá ficava. Queria era folia!
Lembro-me que cheguei a fazer maratonas de discotecas com os meus pais. Foi com eles que fui pela primeira vez à discoteca da Povoação, por exemplo, já maiorzinha, claro. Lembro-me que quando mudamos para Ponta Delgada tínhamos um grupo de amigos que todas as sextas ou sábados estavam caídos no Xantarix (hoje é um restaurante). Havia noites que também íamos à Ópera e ao Populos (discotecas daquela altura). Era noites bastante animadas, com muito ritmo e boa disposição... Sem dúvida uma boa fase da nossa vida...
Isto para dizer que ainda hoje agradeço os meus pais por nunca me terem deixado para trás. Por sempre me terem levado com eles para onde iam, desde que fosse adequado para mim... Assim sempre fiz com a minha M. e assim pretendo continuar a fazer. Ela quer é um pé de dança, uma folia,... faz-me lembrar de mim assim pequenina...

(Onde passei muitos dos meus serões em bailes quando era pequenina...)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O 2º encontro aconteceu... e foi BOM!

O primeiro encontro foi o ano passado e este ano, mesmo que organizado em cima da hora, e no meio de tanto turbilhão na minha vida, conseguimos reunir alguma malta da nossa escola de infância - a "geração 1976-1983" para o 2º encontro! Existem pessoas que por uma razão ou outra não compareceram e outras que, por ignorância nossa da data de nascimento, não contatamos. Não levem a mal, muito pelo contrário, digam-nos que também fazem parte desse período de tempo, que também andaram na escola por essa altura e, com certeza, dar-nos-ão o prazer da vossa companhia. A PDI neste caso não abona a nosso favor.
O segundo encontro foi tão ou ainda melhor que o primeiro! Desta vez as pessoas já sabiam para o que iam, já estavam familiarizadas com o evento e afinal de contas é sempre tão bom rever os amigos que noutros tempos, na primeira infância, fizeram parte da nossa vida!
Rimo-nos, brincamos, comemos, bebemos,... fizemos de tudo um pouco, mas o importante mesmo foi estarmos juntos e sabermos que estes encontros são tão bons para cada um de nós! Para mim é!




terça-feira, 14 de novembro de 2017

Aqui estou em paz!

No final do mês passado fui a Santo António Nordestinho. Quem me conhece sabe o quanto eu adoro regressar à terra que me viu crescer... Como a minha M. adormeceu na viagem, decidi parar um pouco na ponte que antecede a minha freguesia (Ribeira Despe-te-que-suas) no sentido de respirar a natureza praticamente intacta que me cercava. Lá consegui fazer uma viagem ao meu tempo, no quanto fui feliz ali durante aqueles anos todos em que lá vivi. A ribeira estava cheia de água. Só conseguia ouvir a água a correr lá em baixo. Estava fresquinho ali, como normalmente é sempre, mesmo no verão. Existem muitas árvores, muito musgo, muita água. No verão há quem faça churrascos e piqueniques ali. Eu cheguei a fazer alguns, com os meus pais e amigos. 
O que é certo é que ali (e em qualquer outro lugar daquele concelho, de preferência em zonas com natureza) sinto-me em paz... Completamente!






sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A "minha" casa de Santa Maria...

Quando eu era pequenina, talvez aí entre os 3 e 6 anos, ia com muita frequência durante o verão para a ilha de Santa Maria. O meu pai ia trabalhar para lá durante as férias do seu colega, que era o único a trabalhar na mesma empresa e por isso ia alguém de outra ilha (no caso, de S. Miguel, que é a mais próxima) para lhe fazer o trabalho na sua ausência. 
Não é preciso dizer que para mim (e para os meus pais também!) era uma autêntica festa. Umas valentes semanas na ilha de Santa Maria em pleno Julho ou Agosto (não sei bem em que mês íamos!), mas sei que havia sol com fartura... Então, lembro-me perfeitamente de andar sempre de bikini (só a cuequinha pois só usei parte de cima quando houve mesmo necessidade disso!) e chinelos... lembro-me de ir às vinhas dos vizinhos e tirar cachos de uvas para comer (roubar para comer não é pecado!)... lembro-me da praia ser mesmo ali a 2 passos... de irmos para lá e da água ser muito quentinha e de quase nem ter ondas... tenho uma vaga lembrança de haver sempre jantares muito animados na casa onde ficávamos... a casa onde ficávamos era de madeira, branca e vermelha. Única. Linda. Peculiar. Era esta da foto e na última viagem que fiz a Santa Maria tive o prazer de mostrá-la à minha filha e vê-la lá segura às grades do portão senti o mais puro deja vú: vi-me ali pequenina outra vez, na pele da minha filha...

(Não sei quem são os donos dela, mas aproveito este post para agradecer o facto de a manterem sempre assim neste estado tão igual ao que existe na minha memória...)

(Era esta a praia, com ondinhas pequeninas!)

(Era mesmo aqui que ficávamos, à beira do mar...)


segunda-feira, 13 de março de 2017

Desafio 52 semanas #11: Os meus brinquedos preferidos da minha infância eram...

Sempre gostei muito de brincar. E eu brinquei muito. Mesmooooo! Brinquei até aos meus 14 anos com as minhas Barbies. Só tinha 2 e 2 Kens mas adorava-os. Junto com as minhas amigas de infância (estas aqui e aqui) combinávamos encontros de brincar com as Barbies. Uma vez era o casamento de uma, outras era o batismo da outra, outras eram apenas as festas habituais,... não importava o motivo desde que brincássemos com as Barbies, por isso sem dúvida que as minhas Barbies foram dos brinquedos que mais gostei...

No entanto, sempre tive outros brinquedos que me lembro de brincar em outras fases da minha infância:
- lembro-me de um bebé chorão a quem eu vestia as minhas roupas de quando eu era bebé;
- lembro-me da minha bicicleta cor de laranja onde aprendi a andar;
- lembro-me do meu carro de rallye vermelho (que adorava comprar um igual para a minha M.),;
- lembro-me do meu Topo Gigio e da minha Pantera Cor-de-rosa, que apesar de serem peluches, sempre gostei muto deles;
- lembro-me de uma televisão a preto e branco que os meus pais me ofereceram (já mais tarde), onde eu recordo-me perfeitamente de ver o Casino Royal aos sábados à noite;
- lembro-me do meu peluche Popas (este com valor sentimental), que hoje é da minha M., mas foi-me oferecido pelo meu avô paterno, pouco antes de falecer (portante eu já era grande!);
- lembro-me do meu primeiro piano (cor-de-laranja), que foi o piano que me fez querer aprender a tocar;
- lembro-me de brincar muito com a Bota Botilde (aquilo era até fazer buraco);
- e, embora não sendo brinquedo, brinquei muitoooooooo com as jóias (falsas) da minha avó paterna (e ela ficava piursa quando isso acontecia!).

Sempre fui boa de brincar, portanto quando a palavra "brincar" aparecia, lá ia eu... Gostava muito de brincar ao elástico, à corda, de jogar à macaca, ao queimado, ao bolar e até de jogar à bola!!! Miúda fácil de se entreter portanto...
(Curioso o carro (que usei, se calhar, até aos meus 4/5 anos) e a bicicleta (que usei a partir dos 6 anos) - penso que comprados em alturas diferentes - ter o mesmo nº 46!!!)

sábado, 4 de março de 2017

Será parecida comigo?!

Quando escrevi o post de quinta-feira passada, fui ao google procurar uma foto quer fosse alusiva ao tema (como algumas vezes faço!). Assustei-me quando fiz a pesquisa pelo nome "menina escola"... Nas muitas fotos que vi, encontrei uma que me fez recordar de mim quando era pequenina, com ligeiras diferenças, claro!... Era uma menina que, à primeira olhadela, parecia eu quando era pequenina, em idade de escola primária... Assim de repente, senti vontade de conhecê-la...
Ora vejam se não é parecida comigo quando tinha os meus 5/6/7 anos?!
(O cabelo é diferente na cor e no tamanho, mas é liso... 
A zona dos olhos, sobrancelhas, testa, boca... bem, que estranha sensação!)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O Carnaval na minha infância...

Eu adoro o Carnaval! É, se calhar, depois do Natal, a festa que mais gosto. Se calhar porque gosto também muito do Brasil e o Carnaval faz-me lembrar o Brasil... Do Carnaval confesso que já gostei mais, mas agora com a minha M. dá-me mais motivação para gostar e fazê-la gostar também. 
É a alegria que se vive nestes dias, a música brasileira que conhecemos há séculos e nos fazem ter vontade de dançar e nunca parar, a oportunidade de nos fantasiarmos do que quisermos (e do que o dinheiro permitir), é a época em que podemos dar asas à imaginação na criação de fatos novos. 
Lembro-me de em pequenina ir para os bailes de Carnaval que se faziam no Clube Desportivo de Santo António Nordestinho. Era sempre para lá que íamos. Era tão divertido! Fantasiava-me sempre e dançava a noite inteira.
Lembro-me de ir fantasiada para a escola e de achar imensa piada! Acho que a primeira vez que me fantasiei foi de coelho. Não me lembro, mas tenho uma foto bem fofinha de coelhinha na casa da minha vizinha.
Noutro ano foi de bebé e nesse ano fomos pelas casas das pessoas (uma tradição muito antiga lá da freguesia que acho que já nem se faz). As pessoas tinham de adivinhar quem estava por detrás dos disfarces. No nosso grupo era fácil identificar pelo menos 2 deles (os meus pais!!!), visto que eu ia com eles e, ao contrário deles, não tinha a minha cara tapada. 
Outro ano foi de palhaço, com um fato que a minha mãe mandou fazer. Era vermelho e tinha uns recortes em formato de flor a branco e preto. E tinha uma gola branca e preta tipo a do Pierrot. Usei esse fato muitos carnavais, quase até o fato me servir (na foto que coloco aqui no post podem ver que o fato já vai a meia perna!).
Lá pela altura do 3º ciclo a minha mãe comprou-me um fato numa loja - o meu primeiro. Nunca percebi bem aquilo o que era, se uma flor, se um sol, se um girassol. Era amarelo e vermelho (em cores muito vivas) e tinha um chapéu que parecia ser um sol, mas também podia ser um girassol, ou outra flor qualquer... Bom a verdade é que também esse vesti anos seguidos afins, mas não tenho nenhuma foto, por incrível que pareça!!!

No Nordeste, mesmo na altura, os únicos desfiles que haviam eram os que eram organizados pelas escolas, pelo que só enquanto estava na escola primária é que participava. Hoje é que já existem os desfiles em grande. Bom é realizado apenas um na vila num dos dias (acho eu!) e engloba as freguesias todas do concelho. É uma coisa mesmo de valor...
Na altura e acho que agora também, o Carnaval vive-se mais nos bailes!... Lá ia a freguesia quase inteira para os bailes do clube! Apesar das pessoas todas não aderirem à fantasia, eu e mais meia dúzia (que por acaso eram todas da mesma família e cujo espírito de união e festivo aprecio ainda hoje) é que alinhávamos na brincadeira... Apesar de sermos pouquinhos éramos felizes e divertíamo-nos à brava!
Obrigada por terem o tal espírito!
Vivam o Carnaval em pleno, pois o Carnaval é uma festa!...

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Comidas que me fazem viajar...

Desde que o tempo começou a esfriar que me tem apetecido beber chá quentinho. E, se sinto fome, adiciono biscoitos.
Bom... sempre que como chá com biscoitos viajo no tempo. Lembro-me da minha infância. Lembro-me da Alzira, da Regina, da minha "tia" Raquel. Lembro-me que elas faziam biscoitos caseiros e sempre que ia à casa delas (por norma era a minha segunda casa lá em Santo António), que era quase diariamente, pedia para comer chá com biscoitos. Era chá com biscoitos e ovos estrelados, dos caseiros... Que saudades de ser mimada por elas.
A tia Raquel viva noutra casa com o seu marido, a quem eu chamava de avô. Nem ele era meu avô e nem ela era minha tia, mas tratava-os assim. A tia Raquel era irmã da Regina e da Alzira, que moravam juntas. A Regina era viúva e a Alzira solteira. Não tinham filhos, por isso "adotavam" as crianças que, como eu, gostavam de estar com elas. Sei que a minha tia Dídia também passava muito tempo com elas quando era pequenina. E o que tinham elas de especial?! Tratavam-me bem! Davam-me miminhos! Ensinaram-me a fazer crochê (hoje já não sei!), davam-me para comer aquilo que eu quisesse, tinham fotografias minhas espalhadas pela casa, como se fosse neta, faziam-me vestidos de lã (lembro-me que tive um que eu adorava azul e cor-de-rosa!) e roupinhas para as bonecas. Deixavam-me ir com elas ao galinheiro, ao quintal, tinham um cão que também era "meu", mas que quando estava na rua não me ligava nenhuma...

Quando saia da escola primária, parava sempre em casa delas para saber o que era o almoço, antes de ir para casa. Muitas vezes, se calhar elas já não tinham para mim (não tenho muita noção!), e diziam que era ovos estrelados com batata frita, porque sabiam que eu gostava e queriam que eu lá ficasse. Ia para o balcão da casa delas e esperava pela minha mãe passar para lhe dizer que ia almoçar lá. Às vezes calhava e que feliz que eu ficava! :)

A tia Raquel era a esposa, dona de casa dedicada e costureira. A Regina era a trabalhadora. Aquela que tanto ia para a terra como ia para a cozinha ou fazia crochê, sem problema nenhum. A Alzira era a "menina" da casa. Era quem sabia fazer crochê e tratar dos animais, principalmente do cão e, mais tarde, do gato que adotou. Era a mais magrinha e pequenina de todas. Chegou a uma altura que já lhe pegava ao colo, na boa. Devia ter, sei lá, uns 40kg, no máximo... Era a mais foliona, divertida e enchia-me de beijos. Das 3, foi a última a ir embora, se não me falha a memória, partiu há uns 4 anos...

Hoje, nenhuma delas está fisicamente entre nós, mas residem no meu coração. E sempre que como ovos estrelados caseiros ou chá com biscoitos sinto-as tão pertinho de mim... 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Reencontrei os meus amigos de infância...

Há coisa de um mês, eu e um grupo de amigos de infância, decidimos juntar o pessoal que andou connosco na escola primária num jantar. Foi uma ideia genial, pelo menos para mim, e acho que para a maioria também. Assim sendo, pusemos mãos à obra e começamos a organizar o evento que se realizou no passado dia 3 de dezembro.
Já todos sabem que sou muito ligada ao concelho/freguesia da minha infância, nunca o escondi, nem escondo. Poder estar num evento com pessoas que fizeram parte da minha escola foi deveras bom. Rever carinhas que há muito não via, pessoas que se calhar nunca mais tinha visto desde que sai de lá, aos 15 anos... foi deveras muito bom para mim!
Foi tudo muito simples, muito original! Existem os jantares de curso, mas poucos jantares de escola primária se vêem. Normalmente as crianças da escola primária quando crescem seguem caminhos muito diferenciados pelo que promover o reencontro é muito complicado. Temos a sorte de termos vivido numa terra pequenina em que tudo se sabe e se encontra. Uma terra onde nunca nos sentimos sozinhos e de pessoas incríveis que nos estendem a mão e nos ajudam o mais que podem. Reunimos as crianças, hoje adultas, nascidas entre os anos de 1976 e 1983. Participaram com os seus filhos e cônjuges e, num ambiente de pura harmonia, divertiram-se e riram em todos os momentos do jantar. No final, com a mesma proatividade e dinâmica, por si só, sem lhes ter sido pedido nada, prontificaram-se a ajudar a "arrumar a sala". Formamos, de facto, hoje, uma grande família que se gosta, que guarda em cada coração a memória e a ligação que tivemos um dia. Gostoooooo tanto disto!...
Foi giro ver a minha filha brincar com os filhos e filhas dos meus amigos, com quem também eu brinquei um dia. Foi giro ver o cuidado com que as maiores tomaram conta dela. Foi giro vê-la "ser do Nordeste" também. Foi mesmo giro e um motivo de orgulho para mim. Em Santo António Nordestinho continuo a sentir-me em casa...

Conclusão: eu adorei e acho que todos os presentes amaram estarmos todos juntos. Foi de facto um evento memorável e do qual nem tão cedo irei esquecer. Posso inclusive dizer que foi dos melhores jantares de toda a minha vida.






quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Mundo imaginário aos 2 anos e 10 meses

Na passada segunda-feira, dia 28, a minha M. fez 2 anos e 10 meses. Os 2 anos e 10 meses mais exigentes, mais difíceis, mas também os mais felizes da minha vida! Ainda grávida inscrevi-me num site de bebés brasileiro que mensalmente me envia newsletters a informar a fase de cada mês. E digo-vos, é muito giro vermos a evolução de cada mês e eles têm sempre o que dizer (coisas acertadas por sinal!)...
Este mês, em que eles falavam dos 2 anos e 10 meses (aqui) e dos amigos imaginários que crianças dessa idade criam, achei engraçado porque, desde o dia do Halloween, e depois de ver um episódio de Halloween da Patrulha Pata e de ver vezes sem conta a publicidade da festa de Halloween do Panda, que a minha M. imagina...... fantasmas! Às vezes diz mesmo que estão ali ao lado. Eu olho e não vejo nada! Já lhe disse, inclusive, que os fantasmas não existem. Ela sabe-o, mas acha piada brincar "ao fantasma da meia-noite"!... No fundo, ela tem mesmo medo, e às vezes demonstra-o, mas regra geral ela sabe que eles não existem e leva a coisa na brincadeira...


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Os 14 anos de hoje VS os de antigamente...

Há dias vi um vídeo que alguém publicou no Facebook sobre a evolução das meninas de 14 anos de hoje, comparativamente aos "nossos" 14 anos...
Lembro-me que aos 14 anos eu andava no 9º ano de escolaridade. Ora, lembro-me perfeitamente do meu 9º ano, pois foi o último ano do 3º ciclo, portanto era finalista da escola... 
Lembro-me de ir vestida de ténis e fato de treino para a escola... Lembro-me que também usava uma gabardina amarelo mostarda (que hoje acho que era horrível, mas na altura adorava!), lembro-me que não ligava a moda, apenas não queria muito usar saias para poder estar mais à vontade (mas isso sempre foi assim, não foi só no 9º ano!)...
Lembro-me que tinha um menino na minha turma que era um terrorista (hoje havia de ser considerado hiperativo e haveria de ser medicado e reintegrado em algum programa xpto qualquer!), e lembro-me de ser "cão e gato" com um colega de turma também que passava a vida a provocar-me (e provavelmente eu a ele... gostávamos muito um do outro, mas não nos suportávamos... acontece!)... 
Lembro-me que detestava Contabilidade... Tinha um trato com um amigo da turma: ele ajudava-me em Contabilidade (ele era barra!) e eu ajudava-o em Português e Matemática... Tínhamos um professor de Matemática que toda a gente na escola tinha medo (e ele metia mesmo medo!)... Ele foi dos professores mais exigentes que eu tive durante toda a minha vida escolar... Quem o acompanhava safava-se, mas quem não atingia os objetivos, ele passava-se! Então, a esse meu amigo, fazia-lhe os TPC, não fosse ele chamado ao quadro...
Lembro-me que foi só no 9º ano que a minha mãe me deu mais liberdade para "estudar" sozinha, pois até então ela era muito exigente comigo...
Lembro-me de ir com as minhas amigas andar debaixo de chuva lá na escola e depois sermos apanhadas pelo contínuo (o pai do Ivo) que nos arranjou umas toalhas e nos obrigou a secar na casa de banho, sempre a brigar connosco... Lembro-me que nessa altura ia no autocarro com o meu avô levar os meninos a casa... 
Lembro-me de brincar ao elástico nessa altura e de ter o "Clubinho" com as minhas amigas de infância na minha freguesia... Lembro-me que, foi num dia qualquer que eu, com 14 anos, brinquei pela última vez com bonecas. Sim, é verdade!
Nessa altura, as minhas únicas preocupações eram ter positivas nos testes (caso contrário a minha mãe passava-se!) e tratar da minha cadelinha Pantufa que, infelizmente morreu também nessa altura...

Hoje uma menina de 14 anos já é uma mulherzinha. Já tem segredos. Estilos de vestir. A pulseira a condizer com o colar, com os brincos. O cabelo tem de estar perfeito. A roupa tem de ser xpto especial de corrida, o último grito da moda. As unhas estão pintadas. Provavelmente já têm namorados, mesmo namorados de verdade (nós também tínhamos, mas eram só de brincadeirinha!). Têm telemóvel, Facebook, Instagram, Snapchat e o raio que parta,... Hoje já não se vê tanta inocência, tanta ingenuidade, aquela que me lembro de sentir até bem tarde... Hoje algumas até já têm malícia, já saem à noite (nunca consegui engolir muito essa!) com os seus amigos,... ainda outro dia, enquanto esperava pelo meu pai aqui junto ao meu trabalho, ouvia um grupo de meninas nos seus 14, 15, 16 anos máximo. Uma delas falava ao telefone com, percebi ser, um rapaz mais velho com namorada, enquanto as outras ouviam a conversa. Ela pedia-lhe para ele ir ter com ela mais logo nesse dia sem a namorada dele saber e provocou-lhe durante todo o telefonema.... (Bom, não é demais lembrar que eu devo ter estado ali em pé com cara de suricata a ouvir escandalizada a tal conversa...)


Claro que nem todas as meninas são assim, nem todas evoluíram desta forma, mas há muitas que sim. Tudo depende da educação que têm em casa (digo eu que ainda não cheguei lá!)... No meu caso, vou fazer de tudo para que a minha M. seja o mais tempo possível uma criança feliz, cuja única preocupação seja pouco mais do que a escola e o brincar... É óbvio que a escola  e as amiguinhas também vão ter um grande contributo nessa questão do seu crescimento... mas cabe a mim, enquanto mãe, tentar protegê-la desta evolução que, em alguns casos, é bastante perigosa...

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Mudam-se os tempos, mudam-se os acessórios...

Sempre que faço um bolinho, a minha M. gosta de participar. Ela quer ajudar-me a fazer, a ligar a bimby, a desligar, a colocar o açúcar, a farinha, os ovos, tudo, tudo...
Lembro-me que, em pequenina, também gostava de ajudar a minha mãe na cozinha (nos bolos!). Lembro-me de andar lá com ela enquanto se fazia o bolo... Tudo para quê?! Para rapar a tigela onde ela fazia o bolo!!! Ah pois claro! Criança que se preze gosta de rapar o resto do bolo que não vai na forma... E a minha mãe era uma querida pois deixava mais algum lá na tigela para mim e, claro para o meu irmão, que também gostava. Eu gostava mais, mesmo assim!...
Hoje em dia, existe a bimby e é lá que faço os meus bolos. No início pensei que não poderia oferecer esse gostinho à M. (digam a verdade, rapar o resto do bolo é mesmo bom, daquelas coisas que nos lembra a nossa infância!) por causa das lâminas da bimby que estão expostas... Confesso até que os primeiros bolos que fiz já na existência dela não lhe dei, mas depois, movida pelo espírito das boas recordações da minha infância, dei-lhe a provar (porque é mesmo bom!). Peguei na espátula e dei-lhe... Ela sai à sua mãe hehehe e adorou!... E agora como ia fazer com as lâminas?!
O que vale é que tenho uma filha super cuidadosa e muito inteligente (podem pensar/dizer à vontade que sou babada e convencida da filha que tenho!) e ela rapa a bimby como ninguém, sempre de espátula na mão...
E, sabem que mais, sempre que a vejo a pedir o copo para poder rapar os restos do bolo recordo-me da minha infância. Olho para ela e vejo-me a mim... 

***Eu também deixo um bocadinho a mais do bolo só para ela, como a minha mãe fazia comigo...

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Mais uma vez na Lomba da Maia...

No passado domingo, 23 de outubro, fui novamente dormir à Lomba da Maia, em casa da minha avó materna junto com a minha M., pois era a vez da minha mãe lá ficar a tomar conta da minha avó... Desta vez teve uma particularidade muito interessante que já não me acontecia há algum tempo... Estava um frio tremendo (fiquem descansados que eu fui preparada para o "gelo"!) e a luz foi-se embora enquanto eu jantava!!! UAU!!! Há quanto tempo não vos acontece a luz ir-se embora?! Para quem vive na cidade este é um cenário pouco usual, se não mesmo apenas pontual, mas para quem vive na Lomba da Maia, Nordeste, Povoação (soube que também foi embora a luz nesses sítios!) é ainda muito comum... Foi a primeira vez que a minha M. viu a luz ir-se embora! Fez-me lembrar da minha infância, lá no Nordeste, emq ue a luz ia embora com tanta frequência... Os meus avós tinham, inicialmente, candeeiros a petróleo que davam aquele cheirinho característico. Lembro-me de, embora poucas vezes, ainda fazer os trabalhos de casa com aquela pouca luz. Depois arranjaram um candeeeiro enorme com uma botija de gás azul que já dava mais luz. Mas os candeeiros lá permaneceram durante muito tempo para poder servir para várias divisões da casa...

Nessa noite estava muito vento mesmo! Decorria um aviso vermelho para a ondulação do mar nessa noite e dia seguinte... Lembro-me que fui deitar-me com a M. e o vento soprava bem forte e choveu toda a noite... Fazia barulho que metia medo. Tive de relativizar para não colocar medo à minha filha, pois ela já estava a dizer que queria que o vento fosse embora... Novamente, enquanto aconchegava a minha pequenina, a mente levou-me para a minha infância quando os ventos do Nordeste sopravam bem forte... Lembro-me que haviam vezes que a televisão ia à vida... Lembro-me do meu pai ou o meu avô irem lá para fora, debaixo de chuva e vento, em noite escura, mexer na antena da televisão, porque o vento tinha mexido com ela e a televisão tinha deixado de dar. Enquanto um mexia na antena, estávamos nós cá dentro de casa, aos gritos (para se ouvir lá fora) a dizer "tá bom... não assim não... roda mais"... entre outros códigos ventosos possíveis!

Lá quando Deus quis adormecemos (com mais um cobertor na cama que fui "desencafuar" lá no armário perto do nosso quarto!)... Ela adormeceu, porque aqui a "je" acordou pouco a pouco, tal era o barulho que já não estava habituada... Amanheceu e deu-me a vontade toda de dormir... Mas lá teve de ser, levantar o rabinho da cama para preparar-me (devo dizer que custa tantoooooo levantar cedo, trocar de roupa quando está mesmo muito frio.... e olharmos para a cama e vermos o nosso anjinho ali quentinho e enroladinho a dormir, como bem merece...! Afinal esta é um dos motivos que me leva a dormir na Lomba da Maia "não ter de acordá-la tão cedo em dias de mau tempo!") e fazer a viagem debaixo de chuva, vento e "luz que fusco" quem nem é de dia nem é de noite, mesmo como eu gosto (pode ler aqui)!!!....

A viagem foi chata e demorada, como já vem sendo habitual... Mas já estou a entrar no ritmo...