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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A família cresceu!

Muitos não sabem, mas os padrinhos da M. (o meu irmão e a doce Carolina) conseguiram tornar a minha vida muito mais feliz quando me comunicaram que iam ser pais! Ahhh que alegria foi... Saber que ia nascer um menino ou uma menina para crescer junto com a minha M.! E logo ela que adora bebés!!!
O nascimento de um bebé é sempre uma alegria muito grande numa família, mas perdoem-me o que vou dizer aqui, mas este casal já merecia uma alegria deste tamanhão, por todas as provações que já enfrentou com sucesso e muito amor, carinho, compreensão e cumplicidade... Que este bebé lhes/nos traga alegrias imensas e que a saúde seja uma constante para os 3! Há casais que merecem toda a felicidade do mundo e este casal é, sem dúvida, um deles!

O nascimento do F. (sim, é um menino!) aconteceu ontem e correu tudo relativamente bem! Ao F. e aos pais, meus queridos André e Carolina, desejo-vos uma vida inteira cheia de SAÚDE, PAZ e muitaaaaaaa FELICIDADE! Bem o merecem! Acreditem que agora é que a vossa vida ganha o verdadeiro sentido! Boas aventuras! :) Cá estarei para vos apoiar sempre, como sempre fizeram comigo!!!
Foi, desde há algum tempo para cá, o dia mais feliz da minha vida. Foi como se de um irmão da M. se tratasse... A diferença de idades entre eles é alguma, mais ou menos como eu e o meu irmão... Espero, sinceramente, que sejam tão amigos como eu e o meu irmão somos. Que haja entre eles cumplicidade em excesso, carinho em excesso, amizade e amor em excesso!...

(Este é o cenário dos próximos tempos, mas com os filhos destes dois! :P)

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Primeiro dia feliz da minha vida!

Este foi o meu primeiro dia mais feliz de toda a minha vida... há coisa de 35 anos atrás!
Entretanto, em 40 anos, já tive outros, mas este sim foi o meu primeiro! E lembro-me como se fosse hoje! Lembro-me da viagem de carro até à Lomba da Maia. Lembro-me de chorar por ter de ficar atrás com a minha avó, enquanto os meus pais iam para o hospital... Lembro-me de estar em pulgas para conhecer o meu irmão! Lembro-me de me terem sentado na cama de hospital e me terem colocado o meu irmão no colo... tal como nesta foto... Foi o momento mais intenso registado até aos meus 5 anos e meio...
Lembro-me que sempre tinha pedido aos meus pais um irmão e eles deram-me aquele que sempre foi o meu braço direito, aquele que nunca me abandona e que está sempre lá para me apoiar e proteger mesmo sendo ele o mais novo!...

Acredita, André, a minha gratidão por tudo o que me fazes de bom (e por todo o tempo que dedicas à M.), o meu amor por ti é tão grande que estarei sempre aqui para ti... Isto é ser irmãos!...

Parabéns maninho!!! 
Que a vida te dê apenas o que tem de bom, que de mau já chega!


domingo, 15 de outubro de 2017

Hoje é o dia do meu irmão!

Outro dia falei de pessoas especiais (aqui)... e hoje é o dia de mais uma pessoa especial da minha vida, das mais especiais que tenho...

Ele foi a melhor prenda que os meus pais me deram. Ele continua a ser uma continuidade de mim, um grande e importante aliado... Somos muito parecidos fisicamente, mas muito diferentes um do outro. Ele é, sem dúvida, melhor pessoa do que eu, mesmo até apesar de ser bem mais teimoso que eu (bem mais!)!... Completamo-nos, acho que esta é a melhor definição dos filhos dos meus pais...

Se pudesse, oferecia-lhe uma vida cheia só de coisas boas, pois não merece nada mais do que isso... Toda a saúde, toda a sorte e toda a felicidade do mundo é o que te desejo hoje, ontem e sempre... todos os dias da minha vida.

Parabéns meu bebé grande...





quinta-feira, 25 de maio de 2017

Um jardim com história

Há um jardim em Coimbra que eu gosto muito... É já um jardim com alguma história na minha vida. Foi nesse jardim onde, depois da meia-noite do último dia de 2008 para o novo ano 2009 que desejava ser mais feliz, vi o quão a vida pode ser estúpida. Estava em Coimbra. Sentei-me num banco daquele jardim. Mesmo estando com os meus primos, senti-me completamente sozinha. E, sinceramente, nem sei bem se eles estavam comigo, mas imagino que sim, pois ninguém (os meus pais!) me ia deixar sair sozinha de casa àquela hora numa cidade onde não conhecia ninguém com quem pudesse estar...
O meu irmão estava no hospital. Tínhamos acabado de sair de lá. Ele tinha tido um pique descontrolado de febre, pouco antes das 12 badaladas. 
Sentada naquele banco de jardim recordava a situação que tinha acabado de viver. Nada saia da minha cabeça. Vivi e revivi (e revivo ainda hoje!) esta situação como uma das piores da minha vida. Enquanto a minha cabeça fazia rewind e play continuamente, observava pessoas ao fundo felizes, a festejar, a sorrir, a brindar o novo ano que entrava. A mim só me apetecia chorar. Acho que chorei, nem sei... Eu só queria ter o meu irmão ali comigo naquele momento com saúde, feliz e a sorrir. Hoje tenho-o assim, graças a Deus e a ele também!

A vida é realmente estúpida! Enquanto uns estão no auge da sua felicidade, outros encontram-se num buraco (alguns nunca mais saem dele: uns por opção própria!)... Por isso aproveitemos os momentos de felicidade sempre!

Desta vez fomos ao jardim novamente e nós éramos os felizes. Vi o Mondego imponente à beira das esplanadas que, curiosamente, já não existem (ou se existem só funcionam no verão, o que é uma pena!) e estivemos um bom bocado no parque infantil (claro!), porque a minha M. não perdoa!!! Depois fomos ter com o urso gigante, o mesmo urso que conhecemos em 2008. Desta vez mais velhinho, como todos nós! A diferença é que tínhamos a princesa para conhecer o urso e estávamos todos com saúde, felizes e a sorrir! Tudo o que eu sempre quero ter: saúde e felicidade para mim e para toda a minha família e amigos!






quarta-feira, 26 de abril de 2017

Portugal dos Pequenitos

Na nossa ida a Coimbra, para distrair a minha M. (e nós também!) aproveitamos para ir ao Portugal dos Pequenitos, sítio que fui com 10 anos (e o meu irmão com 5). Lembro-me que adorei estar por lá, embora já não coubesse em algumas casinhas. O meu irmão cabia em todas (pelo menos se não me falha a memória) e, já que estávamos em Coimbra, porque não permitir a mesma sensação à minha M. numa fase em que precisávamos de sorrir e distrair?!
O Portugal dos Pequenitos foi reformulado e as "casinhas pequeninas" foram praticamente todas vistas. Ela entrou em todas e nas zonas que retratavam a cidade antiga de Coimbra e de Lisboa (com castelos ou algo parecido a isso!), subia as escadas, abria os braços e dizia bem alto "Eu sou uma princesa e este é o meu Castelo!"...
E, de facto, ela é mesmo a princesa do meu "castelo", a princesa da minha vida. Sem ela nada (mesmo nada!) teria sentido existir na minha vida...

***A propósito, as notícias que recebemos em Coimbra foram, mais uma vez, positivas e o nosso coração encheu-se de coisas boas de novo!

Deixo aqui algumas imagens de Coimbra "diversão"...




quarta-feira, 12 de abril de 2017

Dia "C"

Se o coração já vem apertadinho há uns meses, hoje ele anda aos saltos. Sinto-o na boca às vezes... Este é um sentimento que não desejo a ninguém, pois só quem passa pelo que passámos lá atrás enquanto família é que consegue dar valor ao que, neste momento, estou/estamos a sentir.
Desde 2008 que vivemos nisto. Primeiro foi a fase difícil. 10 longos meses. E a partir daí são exames de rotina que viraram rotina mesmo na nossa família. Os corações da minha família ficam apertadinhos cedo... Sufoca?! Sim, mas todos sabemos que este é um "mal necessário"...
As palavras do Padre Norberto ecoam na minha cabeça "Jesus é bom, Jesus é maravilhoso, Jesus só opera maravilhas,..." E é no significado delas que mantenho a minha sanidade mental mais ou menos regularizada. 
Hoje (e ontem e nos últimos dias) é normal estar mais caladinha, ou mais apática, ou mais "no meu canto", ou mais irritada... é normal, não me levem a mal... tudo é fruto dos inputs diários... 
Se tenho medo?! Tenho, claro! Tenho medo, mas também tenho fé, muita fé de que tudo vai correr bem... O amor que nos une é demasiado forte e isso dá-nos muita força para seguir em frente!
A corrente de fé tem de continuar, pois hoje é que é o dia da consulta... 

Oh Sr. Santo Cristo dos Milagres... permanece na nossa vida, em nós... cobre-nos com o teu manto de saúde, paz e amor...

terça-feira, 11 de abril de 2017

Desafio de irmãos

E porque hoje e amanhã são dias "pesados" emocionalmente, ofereço-vos este post engraçado...

Há uns tempos encontrei isto no perfil de uma prima minha a falar do seu irmão. 
Achei tanta piada que decidi fazer esse desafio mesmo aqui no blog sobre o meu irmão! Está em "brasileiro" mas acho que dá para perceber!... 
Se calhar ele não vai achar piada, pois ele é todo rococó com essas coisas, mas eu gostei e espero que ele diga se concorda ou não com a minha avaliação...

Para quem tem irmãos, sintam-se desafiados! :)

1. Quem é o mais inteligente? O meu irmão. Sempre foi. Inteligente e determinado.
2. Quem é o mais mimado? Eu... Ser filha única durante quase 6 anos dá nisso...
3. Mais sensível? Eu...
4. Melhor condutor? Ele, embora ande muito depressa e eu esteja sempre a mandar-lhe abrandar... não me liga nenhuma... enfim...
5. O mais sociável? Eu, apesar dele também gostar de dar gaitadas. Só lhe custa o "arranque"!
6. O mais teimoso? Ele, sem dúvida nenhuma...mesmoooo...
7. Quem é o favorito da mamãe? Ele, completamente.
8. O briguento? Eu sou refilona, mas não temos por hábito brigar muito. Graças a Deus damo-nos bem.
9. Quem canta melhor? Mesmo que mal, eu canto melhor que ele! Ahahahah
10. Se veste melhor? Ele, para homem, veste-se muito bem!
11. Quem foi a criança mais levada? Fomos os 2, por razões diferentes.
12. Quem faz mais desporto? Ele, mesmo que hoje em dia seja só com os dedos (espero!).
13. Melhor cabelo? O meu, claro! Mas, quando ele tinha cabelo de se ver, tinha um lindo cabelo!
14. Mais criança? Eu.
15. Quem tem o gosto mais caro? Nenhum dos dois.
16. Quem quebrou mais ossos? Não diria ossos, mas ele sempre foi mais crucificado que eu!
17. Mais malhado? Ele, e mesmo sem fazer desporto!
18. Mais chato? Ele, sem qualquer espécie de dúvida!
19. Quem come mais? Eu... bahhhh
20. O queridinho do papai? Eu lolol...

Que Deus nos permita ouvir boas notícias amanhã... eu tenho fé!...


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Ajudar a criança a ter um irmão?!

Nunca percebi bem quando as crianças rejeitam o "irmão" que ainda vive na barriga das suas mães, até porque na única vez que isso me aconteceu, quando a minha mãe ficou grávida do meu irmão, eu fiquei radiante da vida. Não me lembro dela me ter contado, nem como reagi, mas lembro-me que pedi muitas vezes um irmão/irmã, mesmo já tendo um. Lembro-me também de fazer festinhas na barriga dela, de me ter sentido muito triste por ter de ficar na Lomba da Maia enquanto os meus pais iam para o hospital para o meu irmão nascer. Lembro-me também do primeiro dia que vi o meu irmão. Foi dos dias mais felizes da minha vida! Tinha 6 anos. Lembro-me que me sentei na cama e puseram-me o meu irmão no colo. Já não o queria largar...
Lembro-me que sentia ciúmes quando alguém o pegava ao colo ou lhe fazia festinhas, não porque quisesse que o fizessem a mim, mas porque ninguém lhe podia mexer porque ele era o meu bebé...

Hoje tenho uma filha. Sabe Deus se ela terá algum irmão, embora eu ache que seria o melhor presente que lhe podia dar na vida... Em caso afirmativo, eu espero sinceramente que ela não o rejeite e nem o negue, pois eu não saberia lidar com isso... Para mim um bebé é uma dádiva, o verdadeiro milagre a acontecer... Hoje em dia a minha M. é muito fofinha com tudo o que a rodeia, principalmente com bebés. Quer pegar neles ao colo, fazer-lhes festinhas e fá-las com muito cuidado e jeitinho, quase que em câmara lenta, que acho que não terei esses problemas... mas... sei lá... Por via das dúvidas deixo aqui o link, que me fez escrever este post, caso algum dia precise de "ajuda" técnica...

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Uma festa improvisada, mas merecida....

Não era para fazermos nada de especial, mas nessa manhã a minha M. diz "Mãe quero cantar os parabéns ao avô!" e eu disse-lhe "Podes cantar!" (até porque o avô estava ali presente a ouvir a conversa!), mas ela diz "Mas tem de ter bolo!"... 
Dahhh Vera! Dahhh família! Aprendam com vossa mais pequenina professora! É isso filha! Se faz anos tem de haver bolo. Se faz anos tem de haver comemoração. Se faz anos temos de estar felizes e fazer a festa a favor da vida, da saúde e do amor que nos une. Isso não é o mais importante?! É sim! Sem dúvida!
Ela foi com o avô para a Lomba da Maia nessa manhã e ficou combinado eu ir depois do trabalho e o meu irmão também para pelo menos jantarmos juntos. Mas... combinei com o meu irmão fazer o tão pedido e merecido bolo. Saí do trabalho, fui a casa e pus mãos à obra. Não foi o bolo que ele mais gosta porque não tinha os ingredientes todos e a "festa" será noutro dia, mas foi um bolo maravilhoso de abóbora. Maravilhoso quando não fica enqueijado, como ficou... Mas não me importei até porque o aniversariante adora bolos enqueijados... Tinha tanta vontade de comer um bolo enqueijado que até o bolo saiu na perfeição, mesmo sem eu querer... Enfim... também me sai disso na rifa!... Já disse aqui que não sou boleira!

Bom, jantamos juntos, a minha M. ficou maravilhada com o bolo até porque tinha marshmallows (enquanto andávamos na cavaqueira uns com os outros, ela aproveitou para ir comendo "sem ninguém ver"!), cantamos-lhe os parabéns, com a presença da minha avó querida (que ainda está debilitada), o aniversariante soprou a vela junto com a neta e, olha, sorrimos juntos... O amor que nos une fortalece-nos a cada dia... Simples, mas com muito sentimento!


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal I: "Um dos natais felizes da minha infância..."

Vou contar-vos este natal da minha infância que foi um dos que me deixou marcas boas na minha memória....
Estava eu, os meus pais, o meu irmão, o meu primo Ruben, os meus tios, os meus avós, na nossa casa do Nordeste. Que saudades desse tempo!...
Depois do jantar, levaram-nos para a sala e lá ficamos a brincar, na conversa, a ouvir música ou sei lá mais a fazer o quê. O que me lembro bem é que a sala tinha um armário embutido (vão perceber mais à frente o porquê de referir este pormenor!). Lá de vez em quando ouvia-se um barulhinho e todos diziam que podia ser o Pai Natal, mas ninguém nos deixava sair dali. Eu, pessoalmente, lembro-me de estar toda entusiasmada para ir ver o que se estava a passar, mas tinha medo... Sempre fui muito medricas... Nunca arriscava nada... Assombravam-me imagens de vultos e Pais Natais que nunca tinha visto e por isso não sabia bem quem e como era... Preferia manter-me na ignorância... Ao contrário de mim, que ainda por cima era a mais velha, estava o meu irmão (um pinarreta minorquinho de se calhar 2 anos) e o meu primo que devia ter aí uns 5, 6 anos. Eles estavam cheios de pica para ir ver o Pai Natal (mais o meu primo, que o meu irmão era muito pequenino!)... O meu tio não estava na sala connosco, nem a minha mãe. Presumo que estivessem a por os presentes debaixo da árvore, enquanto os restantes nos distraiam... A dada altura um barulho ensurdecedor começou. Era o barulho de 2 tampas de panelas a bater uma contra a outra, mas na altura não associamos... Diziam eles que era o Pai Natal! Eu fiquei com o coração a 1000 e fugi para o armário embotido. Fechei-me lá dentro. Não queria ver, saber o que era... O meu primo não.... foi a correr ver o que se passava... O meu pai foi buscar-me ao armário e, como eu não ouvi gritos presumi que estava tudo bem e lá fui também ver o que se passava, no colo do meu pai, claro!...
Estava a família toda reunida na expetativa de ver a nossa reação com as prendas. Como todas as crianças, estavam presentes o entusiasmo e a felicidade daquela emoção de quando vemos prendas debaixo da árvore... Indescritível... eu pelo menos não estou a conseguir descrever!...
Tínhamos sempre uma árvore natural, enfeitada com luzes e bolinhas... Este foi dos melhores Natais da minha vida!...

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Feito por nós as duas com imenso amor...

A azáfama para se fazer um bolo com bonequinhos e decorações extra dá um certo trabalho. Como vos disse, o bonequinho fí-lo uma semana antes só para ter a certeza que eu acertava com a coisa... Depois tive de fazer o bolo na quinta-feira depois do trabalho e forrá-lo na sexta. A minha M. tinha ido com os meus pais para a Lomba da Maia, o que me permitiu ter algum tempo livre para adiantar trabalho. Mas assim que ela chegou a paz terminou e ela vibrou tanto (mesmo tanto) com a execução deste bolo que foi giro de se ver... O meu irmão começou a fazer anos uma semana antes. Passou a semana toda a cantar-lhe os parabéns!... O giro da coisa foi que ela ainda não consegue guyardar segredo e o meu irmão puxava por ela e ela desbobinava tudo o que o bolo levava. Quando lhe dizia que era segredo, que não se contava ao padrinho como era o bolo, ela respondia-lhe "É surpresa!" mesmo depois de já lhe ter dado todos os pormenores... Uma semana antes o meu irmão sabia que tinha um boneco mergulhador, com máscara e tubo!... Tenho de treinar o "segredo" com ela! :)

O bolo deu trabalho (até porque a massa não acertou à primeira, mas foi feito com muito amor, como todos os outros bolos que já fiz... A minha M. quis ajudar em todos os processos: a fazer o boneco, as estrelas, o caranguejo, as algas, os peixinhos, a massa do bolo, a rapar o copo da bimby (lol), a decorá-lo (por isso as estrelas e os peixinhos estão assim meio afundados e os dedinhos dela andam pelo topo do bolo...)

Depois do jantarinho familiar e de reinar o amor lá por casa, finalmente cantamos-lhe os parabéns... Quem soprou as velas?! O padrinho e a afilhada pois está claro!

Aqui têm o resultado final:

domingo, 16 de outubro de 2016

Este foi o meu primeiro 3D!

Já contei aqui que às vezes aventuro-me nos bolos da família mais próxima, mas nunca tinha feito nada em 3D (ou lá como é que se chama...)....

Como o meu irmão fez anos ontem e este verão passado esteve quase a ultrapassar os mergulhadores de pesca submarina da região no que diz respeito à apanha de peixe, em concordância com os meus pais e a minha cunhada/comadre/amiga Carolina, fiquei de lhe fazer o bolo e com um bonequinho em 3D em cima do bolo. Bom, na verdade, disse-lhes que ia tentar fazer o boneco, mas se não conseguisse, imprimia uma imagem em pasta de açúcar e ficava feito. Ninguém se opôs e vai dai, no fim-de-semana passado pus as minhas mãos (e criatividade) à obra. Poderia ser um mergulhador qualquer com aqueles fatos pretos e tal, mas quis algo mais fofinho, como só o meu irmão é e decidi escolher a mascote do Oceanário, o Vasco. E assim foi...
Inspirei-me neste bolo...


Comprei as massas e no sábado, enquanto a minha M. fazia a sua sesta, comecei a moldá-lo. Não foi fácil, mas também não foi assim tão complicado. Custou mais o capuz do fato de mergulho, mas lá se deu um jeito. Brevemente mostro-vos o resultado final do bolo dele, com a bonecada toda... Pra já, conheçam o meu mergulhador, embora ainda em construção nesta fase em que tirei a foto...

Que vos parece?!

sábado, 15 de outubro de 2016

Querem conhecer um dos amores da minha vida?!

Sempre o desejei muito, mesmo antes dele nascer. Queria um irmão e em Outubro de 1983 peguei-o nos meus braços pela primeira vez e até hoje lhe dou colo sempre que ele precise. Desde que nasceu que foi o meu "bebé chorão", aquele a quem sempre protegi de tudo e todos. Era o meu menino! 
Diz a minha mãe que ele sempre foi um bebé fácil. Eu recordo-me dele em bebé, de ir ter com ele ao berço (às escondidas da minha mãe!) e pegar-lhe ao colo só para estar com ele no meu colo. Lembro-me que ele não chorava muito, adormecia sozinho fazendo festinhas com a ponta do lençol na palma da mão, comia todas as vezes como se nunca tivesse comido na vida. Era fofinho, saudável e muito sorridente. Em criança, foi traquinas, mexido, não parava um segundo, sempre foi mais perspicaz do que eu, mesmo eu sendo 5 anos e meio mais velha que ele. Em adolescente/jovem foi rebelde (não tanto como os adolescentes/jovens que conheço hoje!), mas sempre manteve a sua forma meiguinha de ser. Teve a sua fase do armário?! Sim, teve, aquela altura em que passava a vida (ou melhor a noite!) fechado em casa a jogar em rede com 1 ou 2 amigos. Foi uma fase em que ele fazia da noite o seu dia e o dia a sua noite... Ao menos estava jogando!... Depois passou! Cresceu... tornou-se um homem! Tornou-se ainda mais crescido quando lutou e, graças a ele e a Deus, venceu com distinção uma grande batalha que teve de enfrentar com apenas 23 anos. Venceu! E nós vencemos todos com ele. Nessa altura, tornou-se num homem ainda melhor do que era. A partir daí foi só evoluir...
Hoje, além de tudo aquilo que ele sempre foi, é também um homem responsável, trabalhador, sério, humilde, esforçado, digno, humano,... e tantas outras qualidades que se fosse enumerar aqui nunca mais terminaria. Se ele tem defeitos?! Sim tem! Muitos! Ninguém é perfeito e ele também não é, mas é das melhores pessoas que eu conheço na minha vida e sempre que olho para ele me sinto grata pela melhor prenda que os meus pais me poderiam ter dado: ele, o meu irmão!
Para vocês que me lêem, pode parecer estranho este meu amor pelo meu irmão, mas quem me conhece sabe que nós somos irmãos de sangue e de coração. Em outras vidas provavelmente também fomos irmãos, pois aquilo que nos une é muito forte: é amor, é proteção, é amizade, é um nunca querer que o outro esteja por baixo, é um nunca querer deixar o outro sozinho, estar sempre lá para apoiá-lo e ajudá-lo a ultrapassar todos os obstáculos que a vida nos traz. Por ele sinto uma enorme admiração! Por tudo o que ele representa para mim, pela pessoa que ele é, pelos valores que ele tem e que eu admiro, pelo amor que ele sente pela minha M., pela promessa que lhe fiz um dia, por saber que vai estar sempre presente, escolhi-o para ser padrinho da minha filha, pois sei que com ele por perto ela nunca estará desprotegida ou sozinha.
Hoje esta grande pessoa que é meu irmão faz anos, 33 anos bem feitos e bem suados, pois infelizmente, nada para ele foi fácil, mas com esforço, perseverança e luta ele sempre conseguiu vencer!
Maninho, vou estar sempre por aqui para ti... SEMPRE!...

 Eu e ele em pequeninos...

Eu e ele já grandes...

Ele grande e ela, continuação de mim, pequenina...

sábado, 24 de setembro de 2016

Sweet Caroline...


Ela é doce e carinhosa. Paciente. Fofinha. Linda. Conheço-a desde que a Regina fez parte da minha vida e já foi há muitos anos... Tinha ela, se calhar, uns 6/7 anos (?!). Andei com ela ao colo e brinquei com ela também. Quis o destino que ela e o meu irmão se cruzassem e, hoje, permanece até hoje no meu coração (e no dele também!). Adora M&M e fez-me conhecer esse mundo mágico também (que não veio nada a calhar!)! Gosto de conversar com ela. É calma, diz as coisas acertadas, é ponderada,... É minha cunhada. Não é minha amiga de confidenciarmos segredos e de sairmos sempre juntas e tal, mas sei que posso contar com ela sempre, pois é essa a confiança que ela me transmite. Espero que ela saiba que também poderá contar comigo sempre... Adora o verão, o mar, o sol, tal como eu (igualzinha, igualzinha!). Faz exercício com regularidade e gosta (mas ao contrário do que pensa, ela não precisa!). 
Quando a minha M. nasceu, foi das primeiras pessoas que a viu, ainda com algumas horas e depois quase que diariamente. Desde esses primeiros dias que aconteceu o milagre da empatia, calma, da paz, que ela sempre conseguiu transmitir à minha M. e com ela a M. sempre esteve serena... Pelo ser de luz que ela é na minha vida e na vida da minha filha, pela história que nos une, pelos valores que transmite à M., pela ajuda que sempre me deu (nunca me disse que não!), pelo amor que sente pela minha filha desde o primeiro momento e pela paixão que a minha M. sente por ela e pelo brilho no seu olhar sempre que a vê, escolhi-a para ser a madrinha da Matilde. Porque, para mim, ser padrinho/madrinha não deve ser escolhido por conveniência, nem por laços mais próximos ou menos, mas sim pela presença física na vida dos nossos filhos, pela empatia que existe desde cedo, pela resposta 101% afirmativa à pergunta "e se eu não estiver, será que a minha filha será feliz com ela, será que será bem tratada, será que será amada com amor de "madrinha mãe" (como até a própria M. a chama, às vezes!)?". 
Hoje ela faz anos, 29 aninhos bem feitinhos, com muito amor, saúde, alegrias e alguns obstáculos para dar mais valor à vida, pois a vida é mesmo assim! Só lhe desejo o melhor que a vida tem para oferecer e que ela sorria sempre por fora e por dentro...

Parabéns Carolina... Espero que tenhas um dia lindo como tu! :)


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um dia no Porto Formoso e outro dia na Maia

Aquando a nossa estadia na Lomba da Maia durante as festas, tivemos a sorte do sol nos brindar todos os dias. Ali próximo (como em toda a ilha, claro!) existem uma série de zonas balneares que valem a pena. A decisão recaia sempre se tínhamos muito tempo para lá estar ou não (é que festas religiosas também tem afazeres que não nos podemos descurar!).
Num dos dias fomos à praia dos Moinhos, a qual já falei dela aqui noutros textos. Aquela praia tem uma particularidade que desconheço em qualquer outra praia cá da ilha. Quando entramos no mar, tem um fundão logo a poucos centímetros que se torna um obstáculo para quem ainda não sabe nadar, pois para lá do fundão, dependendo da maré, deixamos de tomar pé. Com a minha M. lá todo o cuidado é pouco. Tivemos a sorte de, nesse dia, estar um dia especialmente bom, com o mar bastante mansinho (além de que sempre tinha mais gente para me ajudar com ela!). Ela simplesmente adorou!
No domingo da festa, também estava bastante calor e decidimos ir a algum lado de manhã, já que à tarde não podíamos pois o caminho era preciso enfeitar... Decidimos ir a uma zona nova, a piscina natural do Frade, na Maia. Já há algum tempo queria experimentar, mas ainda não tinha tido oportunidade. Tenho algum receio de entrar em mar que desconheço, principalmente se for de rocha (nunca se sabe que seres andam ali por baixo!) e como não tinha levado a minha máscara de mergulho, foi ainda mais difícil. Para piorar a situação, não poderia demonstrar medo, para não transmiti-lo à minha M., porque ela também queria entrar na água, então, o meu irmão deu-me um "empurrãozinho" atirando a crock da M. lá para a frente para eu ter de ir buscá-la (ideias idiotas!) e depois acabou por entrar na água também, pois a água estava mesmo convidativa. Tirando esta situação, foi de facto uma boa ideia irmos experimentar mergulhar naquele mar, pois as águas estavam bastante convidativas (com uma temperatura agradável e bastante transparentes!)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Imaginas-te a viver de novo em casa dos teus pais?!

Tenho uma amiga que trabalha no Cinemundo e por isso lá de vez em quando partilha uns filmes que vão sair no facebook. Um deles chamou-me a atenção (este aqui! Deixo o trailer em baixo também...). Saiu no dia 25 de agosto e pareceu-me bastante divertido e algo familiar... Está na minha lista dos que quero ver! 

Quando vamos estudar para fora, como foi o meu caso, com apenas 18 anos, vamos (eu fui!) cheios de medo com aquilo que podemos encontrar... Vamos para o desconhecido, sentimos falta dos nossos pais, da nossa família (eu senti muita mesmo!), da nossa casa, dos nossos costumes, das festas que costumamos ir e que sabemos que vamos perder,... um infinito mundo de tradições que até então cumpríamos. Lá, no nosso destino (o meu foi Lisboa, a grande capital!), o desconhecido assusta-nos. Até que, devagarinho, começamos a ambientar-nos, a lidar sozinhos, sem a ajuda de ninguém algumas vezes, com as inúmeras situações que nos vão acontecendo e é assim que crescemos enquanto pessoas. Não temos os nossos pais ali ao lado para nos proteger, para nos ajudarem. Temos de nos desenrascar sozinhos. Lembro-me ainda do dia em que fiz a minha primeira canja de galinha (uma dificuldade!). Tive de ligar à minha mãe para perguntar como se fazia, porque até ir para Lisboa nunca tinha cozinhado antes. Aos poucos fui-me aventurando na cozinha. Hoje já não morro de fome!
Com o tempo, vamos criando as nossas amizades, os nossos sítios prediletos, os nossos hábitos, os nossos horários. Até que chega o dia de regressar à origem! Eu sempre soube que queria regressar... Não necessariamente quando terminasse o curso, mas sabia que um dia o regresso ia acontecer. Quis Deus que o regresso fosse mesmo no final do curso, pois não encontrei um trabalho que me pudesse sustentar lá e, longe de mim pedir aos meus pais para me sustentarem em Lisboa mais tempo (se eu pedisse, sei que não me negavam, mas não queria que fosse assim!). Já bastou aguentarem os 6 anos em que estive longe e por isso decidi que aquela era a hora de voltar. Não foi fácil! Senti que para eles eu continuava a ser aquela menina de 18 anos que tinha quando sai daqui lavada em lágrimas (pode ler aqui esses momentos horríveis que passei!). Tivemos de voltar a reaprender a viver juntos, a redefinir estratégias, horários e hábitos. Muitas vezes pensei em regressar a Lisboa, mas como queria ser auto suficiente para me manter lá nunca o fiz. Se tivesse encontrado trabalho lá, se calhar tentava a minha sorte, mas não encontrei. E por isso fiquei. Se calhar foi o melhor para mim! E por isso, enquanto vivi debaixo do mesmo teto deles, tive de seguir as regras deles e o que eles decidiam por mim para mim e para a nossa família. É assim que devem viver os filhos enquanto vivem com os pais. Foi assim que eu escolhi viver com eles a bem do bom ambiente familiar, porque os pais é que são os "chefes" e nós, os filhos que vivemos na casa deles (que também é nossa, mas que não trabalhamos por ela!), somos os "subordinados" e devemos acatar o que eles dizem como ordens "master".
A partir do momento em que saímos de casa para viver a nossa vida, numa outra casa (sozinhos ou quando vamos viver com alguém), aí sim, criamos nós as nossas próprias regras e horários e hábitos, sem ter de lhes pedir autorização para tal, embora, de bom tom, devamos sempre pedir-lhes conselhos, pois, apesar de tudo, são os nossos pais e a sua experiência de vida é muito superior à nossa.

Aos meus pais, um enorme obrigada por (quase) todos os "puxões de orelha" que recebi e por todo o apoio que sempre me deram, nem sempre indo a meu favor... Amo-vos muito!




quinta-feira, 28 de julho de 2016

Um amor como deve ser!

Eles conhecem-se desde pequeninos...
Ela era sobrinha da, na altura, namorada do meu primo mais velho. Portanto, muita vez víamo-nos em convívios de família. Ela é mais nova que ele 4 anos, mas brincavam na mesma... Cresceram... Ela foi estudar em Lisboa. Ele também. Voltaram a cruzar-se... Começaram a namorar em 2007. Em 2008, o destino pregou-lhes um susto daqueles que não é para qualquer um. Superaram com distinção! Pelo que vi de fora, aquilo que os unia tornou-se ainda mais forte. Ela terminou o seu curso. Ele também. Ela apoiou-o quando ele mais precisava. Ele apoiou-a quando ela mais precisava. Ela é muito doce e querida. Ele é doce e querido. Ela gosta de mar e sol. Ele também. Ela pode amuar. Ele também. Mas o amuo dura o espaço de um sorriso. Decidiram viver juntos. E assim permanecem até hoje.
Se há relação que eu mais admiro no mundo é a deles. Porque por mais difícil que seja a vida a dois, o respeito, o amor, os sorrisos, a paciência e a tolerância devem ser uma constante... 

Quem pelo pior passa, consegue sempre ter o melhor do mundo ao lado! :) Sejam sempre felizes, meus amores! Mais do que ninguém, vocês merecem... 

sábado, 16 de julho de 2016

Existem anjos na terra

Confirmo e eu conheço alguns.
Já por várias vezes me cruzei com eles e vi neles alguém que me podia estender a mão. Mas há um anjo da guarda que quero destacar aqui, pelo momento que foi, pelo que fez por mim (quer dizer, fê-lo ao meu irmão, mas se o faz a ele também o faz a mim!), pelo carinho que sempre demonstrou ter desde o princípio ao fim. No hospital onde o meu irmão andou, foram muitos anjos da guarda que conhecemos, os quais recordo com carinho, mas entre todos houve uma que, se calhar por ter sido a primeira que nos apareceu ou que sempre apareceu na maioria dos momentos mais críticos, a considerei desde sempre o anjo da guarda do meu irmão. Refiro-me à enfermeira Nancy. Ela era branquinha, bonita, com ar celestial, falava baixinho, não era muito alta, mas era um doce de menina. Houve ali uma empatia muito grande desde o primeiro momento. Não sei se alguma vez a chamei de "anjo da guarda", mas sempre a considerei como tal. Lembro-me da carinha dela em sintonia com a nossa nas variadas situações, sei que sofreu connosco, sei que se envolveu connosco desde o primeiro momento. Lembro-me que um dia eu estava sozinha com o meu irmão e, de um momento para o outro, ele começou a ficar muito pálido e a desfalecer. Depois de deitá-lo na cama, corri para o corredor e adivinhem?! Lá estava ela. Puxei-lhe pelo braço e ela levantou as pernas do meu irmão para evitar o desmaio. Como esta, muitas outras situações aconteceram e ela esteve praticamente sempre lá. Se isto não é ser "anjo da guarda", eu não sei qual é a sua definição...
Muito obrigada por tudo Enf. Nancy... 
Obrigada também aos restantes enfermeiros que também guardo com carinho no meu coração, mas não podia deixar de falar da Enf. Nancy, em particular.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Quando o cancro chega sem pedir licença...

A primeira vez que fui confrontada com o "bicho" (prefiro chamar-lhe assim!) foi em finais de Abril de 2008. Fiquei sem chão! Não sabia bem o que era. Sabia que havia a quimioterapia, a radioterapia, as cirurgias, mas não sabia os sintomas, efeitos do tratamento, não sabia nada. Logo que fui confrontada com essa ideia de ser obrigada a lidar com o bicho, passei muito tempo na internet à procura de respostas. E, só depois de ler muito, aprendi a ajudar a minha família e a mim própria.
Ele entra na nossa vida e não pede licença. Entra de forma silenciosa. Não bate à porta. Não tem educação. É cruel, é falso, é estúpido. Não olha a idades, a cor, a condição social. Entra e pronto. Destrói famílias, mas une ainda mais outras, ensina-nos muitas coisas, faz-nos questionar a nossa missão no mundo.

Vem a fase dos tratamentos... Cada dia é um dia. Se num dia estamos bem, no outro podemos estar mal. Se num dia sorrimos, no outro podemos ficar com medo. À frente da pessoa que luta, parecemos sempre estar bem, mas quando nos isolamos muitos pensamentos passam pela nossa cabeça. O grande desafio está em conseguir eliminar esses pensamentos menos bons e revertê-los só em coisas boas.

Durante este processo todo é extremamente importante a alimentação: é preciso não alimentar o bicho. E ele alimenta-se de açúcares. Por isso é preciso evitá-los. É preciso apostar em produtos naturais, em legumes, em fruta (tudo muito bem lavado!), em sumos de beterraba. É preciso ser-se positivo, ou aprender a ser positivo. É preciso ter fé na cura, em Deus, ou, em algo superior. É preciso ser-se corajoso, não ter medo de agulhas, ou pelo menos "suportá-las" (pois passam a ser o "prato do dia"!) e ser bastante otimista. E, por fim, também é preciso ter sorte! Muita sorte!

É durante esta caminhada difícil que essas pessoas se  tornam guerreiras, pois conseguem superar todas as dificuldades. É aqui que nos agarramos a tudo: Todos os Santos, Espírito Santo, Jesus, Maria, Deus,... Lembro-me que tínhamos um altarzinho cheio de imagens e velas, onde rezávamos. Tínhamos orações que toda a família rezava todos os dias, em vários pontos do mundo. Tínhamos muita fé e esperança de que o bicho ia desaparecer.

É nestas alturas que descobrimos quem são os nossos verdadeiros amigos. Quem está lá sempre para nós. Com quem podemos contar. Também descobrimos quem são aqueles que não interessam. Aqueles que não fazem falta nenhuma. Aqueles que são apenas "número" na nossa vida. E sabem que mais?! Ainda bem. Lembro-me sempre de uma conversa que nos foi dita na 1ª consulta (naquela em que tivemos a confirmação de que o bicho existia): "Isto vai ser como entrar num comboio que vai parar em várias estações e na carruagem só vais colocar pessoas que te fazem bem, o resto deixa para trás. O objetivo é chegar à última estação: a da vitória." E, é mesmo assim que funciona!

Depois dos tratamentos, há quem consiga dar um KO no bicho. E há quem não consiga e, mesmo assim continuam sendo guerreiros. Afinal de contas não é qualquer um que consegue enfrentá-lo de peito aberto disposto a tudo. E eu tive a felicidade de conhecer tanta gente com essa força, mas, infelizmente, com pouca sorte. Gente com mais ou menos idade. Os de menos idade sempre custa mais aceitar. Que Deus os tenha junto de Si. Mas também conheci gente que o enfrentou e que conseguiu derrubá-lo com distinção. Uma dessas pessoas foi o meu irmão. Graças a Deus que assim foi. Normalmente vamos sabendo apenas dos casos de insucesso. Os casos de sucesso nem sempre conhecemos. E eu acho que é importante para as pessoas que estão em tratamentos saberem que também existem finais felizes e que é possível vencer. É importante que alguém que já esteve em tratamentos se disponibilize e vá dar o seu testemunho a quem está em tratamentos para eles verem com os seus olhos que podem também conseguir. Tenham força e fé!

A 28 de Janeiro de 2009 eu recebi a melhor notícia da minha vida até àquela data. Foi como se tivesse ganho o primeiro prémio do Euromilhões. Estava rica, milionária. O tormento ao fim de 10 (longos) meses tinha terminado (pensava eu!)... Seguiram-se dias muito felizes. Mas o tormento nunca mais termina. Claro que já não será no dia-a-dia, mas a cada proximidade dos exames de rotina o medo toma conta de mim, de nós. Ninguém comenta, mas eu sei. Todos pensam nisso. Todos têm medo. Todos rezam com mais afinco. Os exames de rotina são uma espécie de relembrar o quão frágeis somos. Que devemos agradecer todos os dias a graça de estarmos vivos e juntos. Eu agradeço a Deus todos os dias a graça que é ter o meu irmão na minha vida. Obrigada Deus! Mais uma vez confio em Ti.

A vida nunca mais volta a ser a mesma... Maldito bicho!...

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Boa viagem! Mas com 2 "V" - Vai e Volta!

E pronto, lá foram eles!... Foram, mas voltam (Deus queira!)...
O meu irmão faz, neste momento uma vez por ano, exames médicos de rotina. Hoje ele e a minha mãe partiram para Lisboa para depois seguirem para Coimbra, onde, mais uma vez, o meu irmão faz um TAC aos pulmões e a consulta com o Prof. Dr. José Casanova (médico e homem de excelência!), que o operou em 2008. Foram tempos difíceis, mas que superamos com muita fé, amor e união.
Mas, sempre que ele parte para os exames de rotina, o meu coração fica apertadinho, mas sempre com confiança e fé de que me vai enviar mensagem a dizer "Continua tudo bem..."