Outro dia, nas voltas que dou ao Facbeook, encontrei um inquérito giro para fazer à minha filha (já fiz outro quando ela tinha 3 anos, pode ler aqui!), só naquela para saber a noção que ela, com apenas 4 anos, tinha de mim. Fiquei bastante satisfeita com o resultado, ora vejam:
1. Qual é o nome da tua mãe?
Ela: Vera
2. Ela é gorda ou magra?
Ela: Magra.
(Quando tinha 2 anos dizia que eu era gorda... bom devia querer dizer "fofinha"...)
3. Alta ou baixa?
Ela: Alta.
4.O que ela gosta de comer?
Ela: Tudo.
(É o meu grande mal, filha...)
5. O que ela gosta de vestir?
Ela: Vestidos.
6. Quantos anos ela tem?
Ela: Muitos.
(Também é verdade... Mas o ano passado para ela tinha 3!!!)
7. Pesa quantos quilos?
Ela: 10.
(Ah santa inocência....)
8. Qual presente gostarias de lhe dar?
Ela: Uma flor.
(Sempre que apanha uma oferece-me ou guarda na mochila e oferece quando me vê!)
9. Quem ama a mãe?
Ela: A Matilde.
(Verdade filha! Eu sei!)
10. Quem a mãe ama?
Ela: A Matilde.
(Mais do que tudo na minha vida, filha!)
11. O que a tua mãe é?
Ela: Uma pessoa.
(Prática e direta!)
12. O que a tua mãe está sempre a dizer-te?
Ela: Não vás para aí.
(Portanto... uma mãe chata! Por esta é que não esperava!)
Assumo! Sou uma mãe completamente galinha!!! Completamente!
Já não é a primeira vez que o dia da mãe calha no dia da grande procissão do Sr. Santo Cristo dos Milagres, facto que, digamos de passagem, torna o dia muito mais especial. Quem me conhece sabe que tenho bastante fé neste Jesus (mesmo muita!), e sabe também que a minha mãe é das pessoas mais importantes da minha vida (mesmo!), portanto este dia passado na presença dos dois, torna-se ainda mais único...
Mais importante que isso é poder hoje dizer à minha mãe o quanto ela é especial para mim e o quanto gosto de tê-la na minha vida. Se há pessoa no mundo que valorizo e admiro, ela é a minha mãe. Uma mulher de grandes desafios, que enfrentou algumas dificuldades (umas maiores que outras), que apesar de ter os seus momentos de fraqueza (quem nunca os tem?!), conseguiu dar a volta por cima e desenrascar-se. Uma mãe incansável, sempre presente, sempre atenta, sempre pronta a ajudar naquilo que for preciso, nem que seja apenas para matar uma barata... É que, além de ser a melhor mãe do mundo, ela consegue ser a melhor avó do mundo! Digo isso porque a minha filha está sempre a pedir para ir para a avó. Quer dormir na casa da avó. Chora até quando não vai. Chora quando tem saudades da sua avó e ela não está. Quer ir para a casa da avó. Quer brincar com a avó. Gosta da sopa da avó... E vejo nela e nas suas atitudes a grande ligação com a sua avó Berta. É, para ela, uma segunda mãe (e digamos de passagem que ela se porta exatamente como uma segunda mãe, bem mais paciente com a minha M. do que quando era comigo, mas isso é o meu lado ciumento a falar mais alto!). :)
Se um dia a minha filha me considerar uma mãe ideal, sei que estarei a ser exatamente como a minha mãe é para mim!
(Aqui há uns bons anos atrás!)
Este ano, pela primeira vez, recebi as prendinhas da minha filha feitas lá na sua escola e ATL. Recebi-as na quinta-feira antes! Ela queria muito, muito que eu as visse e não queria esperar. Estavam tão lindas, tão fofas... Únicas! Obrigada filha!
Uma mãe sabe/sente quando os filhos não estão bem! Venha quem vier... a mãe sabe... A verdade é que desde novembro que a minha M. não tem tido grande descanso no que diz respeito a doenças... Constipações atrás de constipações... adenoidites atrás de "ites" não comprovadas... Escarlatina à mistura... E, para ajudar à festa, de um momento para o outro apareceram-lhe umas borbulhinhas... Começaram na barriga, foram para as costas, rabinho,... no dia seguinte... os membros inferiores e os superiores, que ficaram completamente "borbulhados"!!!
Quando o alerta se deu, contatei logo a pediatra da minha filha no sentido de atacar a coisa logo, enviando algumas fotografias das áreas atacada. Não fosse aquilo varicela, sarampo ou outra doença qualquer... Ela disse para não me preocupar, uma vez que ela não tinha qualquer sintoma adicional (nem febre, nem comichão, nem abatimento...). Disse-me para apenas hidratar bem a pele. No dia seguinte mais umas fotografias à mistura e de novo hidratar a pele... Passei a derramar kg e kg de creme por todo o corpo... O que é certo é que as borbulhinhas continuaram a não dar comichão, ela continuou sem febre e sem abatimento... e continuei a hidratar a pele... até que as ditas cujas foram desaparecendo devagarinho... Neste momento já só se vêem as manchas onde elas existiram...
Vá lá que tudo isto aconteceu no fim-de-semana passado e consegui mantê-la em casa, no sentido de não apanhar frio (evitar tudo a todo o custo!)... Para ela é como se nada fosse, mas eu prefiro vê-la saudável... sem ranhocas no nariz e, já agora, sem borbulhinhas no corpo!!!
Quando os nossos filhos estão doentes parece que toda a nossa vida gira em torno deles. Não sei como funciona com as outras mães, mas eu cá sou assim e a minha mãe também era assim comigo e com o meu irmão...
Faço a comida que ela gosta, pois se gosta a probabilidade de comer alguma coisa é maior.
Dou-lhe mimos extra, porque mimo também ajuda a curar e lembro-me que quando estava doente o mimo que recebia sabia a mel e às vezes cheirava a morango. Juro-vos!
Deixo de ter vida própria basicamente para apenas atender aos seus pedidos. Até porque para mim seria impensável sair de casa, seja para ir para uma festa ou para ir fazer compras ao hiper, com ela em casa doente a precisar de mim. Quer dizer, uma coisinha rápida ainda vá, mas mais do que 1h fora de casa?! Nem pensar...
Uma noite ela acordou para vomitar... Sai da cama de relâmpago e fui ter com ela... A dada altura ela diz-me "Mãe tenho a minha testa a doer... Os ossinhos... Mas não estão partidos..." - foi o sinónimo de "estou com dor de cabeça" mais fofo que já ouvi em toda a minha vida. Mesmo!!!!
Após termos filhos, uma mãe que se preze anda em constante alerta. Da mesma forma que a leoa (e tantos outros animais!) caça para sustentar primeiro os filhos, assim se comporta uma mãe. Eu sinto-me muitas vezes uma leoa. Tudo em mim gira em torno dela, do bem estar dela, da alimentação, saúde e educação dela. Acho que depois dela nascer nunca mais consegui descansar como deve ser. É um turbilhão de emoções para gerir e de coisas prioritárias para fazer...
Quando adoece... cai o Carmo e a Trindade e o alerta torna-se mais intenso (como se isso fosse possível e é!)... Custa-me vê-la doente. Custa-me vê-la a desfalecer. Custa-me vê-la vomitar. A ter febre. A não querer comer. A dormir muito. A estar demasiado paradinha todo o dia. A não querer mais nada do que estar apenas no quentinho do meu colinho. De só querer mimo, mimo e mais mimo. De chorar por tudo e por nada. De estar queixosa e aborrecida. Sinto-me impotente. Sem saber o que poderei fazer para minimizar o seu desconforto, a sua dor. Desejo, inclusive, muitas vezes (todas as vezes!) estar no lugar dela. Suportaria melhor do que vê-la a passar pelo que quer que seja. E nesses momentos penso nas mães que têm os seus filhos verdadeiramente doentes e imagino os horrores que devem sofrer pela impotência que devem sentir... Essas mães têm a minha eterna admiração!...
Sei que nem sempre sou a melhor filha, nem sempre estamos de acordo, mas espero que ela saiba que ela é dos maiores pilares que eu tenho na minha vida. Não consigo imaginar como seria eu sem ela. Como seria a minha vida sem a sua presença, sem o seu apoio, sem a sua dedicação. O que sinto por ela ultrapassa o meu coração, o meu ser, a minha vida, e é tão gigantesco e tão forte que nem tenho palavras para descrever... Espero que ela saiba disto, que ela sinta... Se calhar sente, porque também é filha e acredito que goste da sua mãe, minha avó, tanto quanto eu gosto da minha mãe, da minha Rainha!
Costumam dizer "Quem tem uma mãe tem tudo" e cada vez mais tenho a certeza disso. Eu tenho TUDO!
Numa casa ela é a "gestora" de toda a família (cuida do marido, dos filhos, da casa, assegura-se de que têm lanchinho para a escola, almoço para o trabalho, comida na mesa todos os dias, roupinha lavada e em condições).
Para os filhos ela é o colinho bom, o carinho mais doce, o beijo delicioso, o apoio incondicional, aquela que fica feliz quando os filhos estão bem e felizes, aquela que tem dificuldades em cortar o cordão umbilical (não é à toa que é o pai que o faz!), aquela que adormece e acorda a pensar nos filhos.
Esta é uma mãe, esta é a minha mãe, aquela que mesmo vivendo em casas separadas nunca me deixa faltar nada, nunca me deixa só e conhece-me tão bem que até, às vezes, parece que tem poderes mágicos de adivinhar o que se passa cá dentro, no turbilhão que é o meu coração e cabeça.
Parabéns mãe! Espero que tenhas um dia estonteante e uma vida longa cheia de saúde e felicidade junto de nós!
Hoje é também o dia das amigas nos Açores e não podia calhar em melhor dia, no dia da minha amiga! :)
O post do dia dos amigos que escrevi para os meus amigos (podem ler aqui) é também para vocês, meninas. Hoje, desculpem, mas só quero falar da minha mãe, da minha Rainha! :P
Outro dia alguém partilhou um artigo bastante interessante sobre a amamentação (este aqui) e eu gostava de poder falar um pouco sobre ele...
Eu amamentei a minha filha durante algum tempo. Ao longo do período de amamentação ouvi muita coisa, sofri muito, o primeiro mês e meio foi terrível, mas a partir daí a coisa até correu bem. Os quase 3 anos de amamentação permitiram-me ver que a nossa sociedade ainda anda camuflada sobre ideias pré concebidas e nem sempre correspondem à realidade. Há gente hipócrita, há gente falsa, há gente sincera de mais que não consegue guardar a sua opinião para si e pensa que amamentar uma criança é quase uma aberração da natureza... Pois eu digo-vos amamentar um filho é a natureza pura a falar mais alto!
Ler o artigo que partilho convosco (aqui) fez-me reviver muitos momentos que aconteceram durante a amamentação da minha filha... O que vou comentar é apenas o que aconteceu comigo, na experiência que eu tive. Não quer dizer que seja assim com todas as mulheres, nem com todos os bebés. Importante também referir que também não sou contra quem decide não amamentar, pois cada um é livre de tomar a sua decisão.
1. A maioria das mulheres não produz leite suficiente.
É completamente mentira. Todas nós produzimos leite (muito leite!). É importante o bebé pegar bem na mama desde cedo e beber com a frequência quiser. Não há cá "agora não que estou no hiper". Se for necessário, a prioridade tem de ser a alimentação do nosso filho. Sempre!
2. Algum leite materno é fraco.
Novamente é mentira. O leite materno possui todos os ingredientes necessários para o bebé. É quase como um ato milagroso, pois o que sempre me disseram (dos médicos e enfermeiras com quem contatei) foi que o leite materno fornece todos os ingredientes que o bebé necessita no momento em que mama. E a verdade é que a minha filha nunca me pediu água ou outro alimento que estivesse em falta porque bebia sempre do meu leite. Era impressionante!
3. Amamentar é doloroso.
É, muito! Durante o primeiro mês e meio principalmente (comigo!) foi mesmo muito doloroso! Pensei muitas vezes em desistir... A falta de experiência da mãe em dar a mama e do bebé em posicionar bem a mama faz com que seja um processo um tanto quanto doloroso. Eu tive os meus dias de muito sofrimento, mas persisti e consegui superá-los.
4. O bebé deve beber água.
Nem água nem chá. Como já disse em cima. O leite materno possui todos os ingredientes que o bebé necessita ingerir naquele momento. E é incrível que durante muito tempo existe a sincronização da mama com a necessidade do bebé.
5. Tirar leite com o extrator controla a quantidade de leite que o bebé ingere.
No meu caso, preferia muito mais que fosse a minha filha a extrair o leite do que a própria máquina. Só o fazia com a máquina quando tinha mesmo de ser. Quanto mais o bebé mamar, mais leite irá produzir. Importante também a mãe sentir-se e estar bem, sem ansiedades, sem stress, pois isto também dificulta a amamentação. 6. Se os bebés estão a mamar muito é porque não recebem leite suficente.
É mentira. O leite materno ingerido funciona como um adulto a ingerir peixe. Como é um alimento de mais fácil digestão, é pedido em menos tempo do que o leite de fórmula.
7. Fazer uma pausa na amamentação aumenta a produção de leite.
Mentira. Como já disse em cima, quanto mais o bebé mamar, mais leite vai produzir. Não era à toa que nos primeiros meses tinha a sensação de andar sempre com as maminhas de fora (em casa, claro!).
8. Bebés amamentados não devem tomar biberão. Confunde-os.
No meu caso, no dia que fomos à enfermeira, extrai leite em casa e coloquei-o num biberão. No Centro de Saúde, a minha filha com 2 semanas bebeu o seu primeiro e único biberão que bebeu durante toda a amamentação. Depois desse dia rejeitou todo e qualquer biberão. Não sou contra quem tem coragem, mas eu não tive coragem de amamentar em qualquer sítio, daí a minha preocupação que ela bebesse no biberão, principalmente quando estávamos fora de casa. Ainda tentei 1 ou 2 vezes fazer com que ela aceitasse o biberão, mas não consegui. Tive de encontrar alternativas e nisso o namorido foi um grande e importante aliado. 9. Amamentar reduz a sensibilidade, altera a forma e o tamanho do peito.
Mentira. Não noto grande diferença nos meus. Continuo a usar o mesmo número que usava antes de engravidar e a sua forma, tamanho e sensibilidade são mais ou menos idênticos. 10. O leite materno é melhor para o peso e QI do bebé.
Infelizmente também é mentira. Conheço crianças igualmente espertas que não foram amamentadas. No entanto, fico surpreendida com a inteligência, elegância e saúde da minha M., tal e qual sempre sonhei. 11. Amamentar ajuda a perder peso.
É verdade. Amamentar e fazer cruzes à boca! Quando amamentamos ficamos com apetite de leão. Falo por mim, claro. Era capaz de devorar comida como se não houvesse amanhã... Como que se o meu corpo estivesse praticamente a ressacar por comida. Eu não me privei de nada, por isso tive mesmo que mudar o meu estilo de vida... já me "arrastava" quase... :) 12. Amamentar protege contra a depressão pós-parto.
Julgo que deve ajudar sim. Amamentar, ser uma mãe calma e ter uma boa estabilidade familiar. Ter uma família que nos ajude nas mais pequenas tarefas como lavar e passar roupa, limpar a casa ou fazer a comida, também ajuda muito... Obrigada à minha família que sempre esteve na linha da frente!
Atenção, volto a dizer que esta foi a minha experiência. Há quem fique com os mamilos gretados, que tenha mastites, que tenha as depressões pós-parto,... Eu, graças a Deus, não tive. Tive uma família que me ajudou muito desde o primeiro dia. Uns nuns campos, outros noutros. Importante é que apesar de não saberem, foram uma perfeita equipa para mim e para a minha filha. Eu amamentei, mas eles ajudaram-me a consegui-lo. A minha filha também deu com o jeito logo desde o primeiro dia. Era comilona como a mãe, mas sempre foi uma bebé elegante como o pai (a mãe também está no bom caminho!)! :)
Foi exatamente há 40 anos que os meus pais deram o nó... e desse amor nasceram 2 criaturazinhas tão maravilhosas como eu e o meu irmão... Eu sou a 1ª maravilha, o meu irmão é a 2ª... :)
(brincadeirinha de irmãos!!!).
O que é facto é que se acho que 7 anos é muito tempo, 40 anos nem se fala!!! Misericórdia! Como é possível que alguém consiga estar tanto tempo junto?! É admirável! É lindo! Eles e o seu modo de estar na vida são, para mim, um exemplo que quero seguir sempre... Manter um casamento saudável por 40 anos não é fácil, mas não é impossível e prova disso mesmo são os meus pais que diariamente convivem um com o outro, que se ajudam mutuamente em casa e fora dela, que têm as suas tempestades (levante o dedo quem não as tiver!), mas que conseguem chegar a um consenso e a uma harmonia digna de ser vista e sentida por aqueles que os rodeiam.
Rumo aos 50, papis... :)
Continuação de muitas e imensas felicidades! É o que vos desejo do fundo do meu coração hoje e S.E.M.P.R.E.!
Há tempos partilhei na página deste blog que criei no Facebook - esta aqui! - o vídeo que vou partilhar no final deste post.
Ainda hoje existem, infelizmente, homens que não vêem as tarefas domésticas como um dever comum do casal. Mas, graças a Deus, já existem muitos homens que se chegam a frente. Só espero que pela altura da minha filha, as coisas estejam já bem melhores... mesmo!...
Antigamente a mulher estava sempre em casa, hoje não é assim e a situação muda de figura! :(
O dia tem 24h. Dormimos 8h delas, a puxar bem lá para cima!!! E 8h passamos no nosso local de trabalho (mais a hora de almoço e o tempo de ir e vir para casa... dá um total de umas 9h30 fora de casa, no mínimo!). Saio de casa às 7h45 e só volto a casa, na melhor das hipóteses, pelas 18h/19h, ou seja, 10h/11h depois!!!! Chego cansada, sem paciência de fazer nada, apenas querendo encostar-me no sofá e ficar ali a ver algo na TV (ou não!!!). Mas tenho uma filha de 3 anos que exige (e muito bem, com toda a razão!) muito de mim e também um marido bastante ausente, por motivos profissionais. Ao todo temos 6h, SEIS MÍSERAS HORAS (!!!!!!) para fazer as lides de casa (roupa, jantar, arrumar,....) e para dar tempo, amor e atenção aos nossos filhos e restante família. E se as coisas são só e apenas feitas pela mulher/mãe?! Que tempo tem ela para estar com a família?! NENHUM ou QUASE NENHUM! Ela deixa de ser a empregada por conta de outrem, remunerada, para a empregada doméstica de serviço... aquela que só é usada para alimentar, tratar da roupa, tratar dos filhos, arrumar a casa, enquanto o marido fica ali deitado no sofá a ver o filmezeco da treta e ainda tem a lata de reclamar se os filhos passam em frente da televisão... :(
Aonde é que isto vai parar?!
Este filme veio mesmo a calhar, porque se o homem tem o direito de ter a sua profissão, tal como a mulher, porque não tem também os mesmos deveres em casa?! O casamento é uma partilha, também de panelas, aspiradores e panos do pó...
Graças a Deus a mentalidade devagarinho está a mudar... só tenho pena é que seja ainda muito devagarinho!...
Hoje é o dia de celebrarmos o dia da Mãe, o dia da nossa Mãe, aquela que é sempre, aos nossos olhos, a melhor do mundo, pois nenhuma outra mulher (e arrisco dizer, outro ser!) nos consegue amar tanto como a nossa mãe nos ama.
Enquanto fui só e apenas filha não tinha a noção da grandiosidade do sentimento que se gera desde o momento que descobrimos que dentro de nós cresce um ser pequenino. Um sentimento que vai crescendo em cada dia e que vem desmentir o ditado "Olhos que não veem, coração que não sente!". É mesmo mentira!
Uma mãe é quem conhece o som do nosso respirar enquanto dormirmos ou quando estamos acordados.
É quem consegue ler perfeitamente o nosso olhar e os nossos pensamentos.
É quem conhece perfeitamente cada curva do nosso corpo e, pode chegar ao cúmulo de saber até quantos sinais temos espalhados nele. E ela ama cada m2 dele, mesmo que existam imperfeições. É quem nos acha sempre lindos, mesmo que não sejamos uma obra de arte de um escultor famoso qualquer. Somos apenas a sua obra e temos mais valor do que qualquer outra que exista!
É quem está ao nosso lado desde o primeiro momento e nos protege, como uma leoa a proteger as suas crias. É quem se mantém assim dia após dia, ano após ano, mesmo até quando temos já as nossas vidas e os nossos próprios filhos.
É quem nos alimenta de manhã à noite, nos lava, cuida de nós, quando somos, ou estamos por algum motivo, dependentes e quem nos ensina o verdadeiro sabor da independência, quando nos ensina a voar com as nossas próprias asas, mas fica no mesmo lugar à espera de agir, caso seja necessário.
É quem tem a voz mais serena e o beijo mais doce que acalma o nosso coração quer seja durante uma ida ao hospital para levar as tão temíveis vacinas, ou até quando fugimos para a cama dela quando temos um pesadelo.
É quem nos ajuda a caminhar pela vida fora e, mesmo que sejamos maiores que ela, nunca nos deixa caminhar sozinhos, pois ela está lá a sorrir nas nossas vitórias e a dar-nos força para superar as nossas derrotas.
É quem mais nos incentiva a estudar mais e mais para conseguirmos chegar mais longe e, quando partimos é quem fica com o coração mais pequenino, a transbordar de saudade e pensa em nós todas as horas do seu dia, enquanto não regressamos ao "ninho"...
É quem fica de lágrima no canto do olho mas cheia de orgulho quando nos vê receber o diploma, quer seja ele de final de escola primária, ou de final de universidade.
É quem se orgulha de nós quando damos os primeiros passos, ou quando conseguimos organizar um jantar com pompa e circunstância.
É quem tem o abraço mais forte, mais doce, mais protetor e mais terno que alguma vez sentimos na vida. É quem tem o colinho mais quentinho e sempre disponível, mesmo que tenhamos mais do que 1 metro e meio de altura. Um colinho onde há sempre lugar para nós.
É quem nos perdoa vezes sem conta por mais asneiras que façamos na vida e, no fim ainda diz "eu avisei-te", sem deixar de passar a mão pela cabecinha e dar um carinho de "eu estou aqui e vou te ajudar"...
Uma mãe antecipa sempre um acontecimento. Ela é como uma vidente. Prevê o nosso futuro, prevê os nossos passos, prevê e mantém-se firme para nos aguentar quando cairmos e nunca, nunca nos sentirmos sozinhos.
É quem permanece de sentinela dia e noite quando estamos doentes e, enquanto reza, chora em silêncio, implorando pela nossa cura. É quem deseja estar no nosso lugar desde o primeiro momento, quem deseja sentir as nossas dores e deseja que efetivamente o seu beijo seja mesmo milagroso, como era quando éramos pequenos e bastava um beijinho dela para não doer mais.
É quem se esquece de si a maior parte do tempo. Mãe é quem renuncia a sua vida para viver para os filhos. Mãe é quem fica connosco em casa quando todos saem para se divertir. A mãe sabe sempre as datas de tudo, até mesmo quando as anota em toda a parte da casa. Mãe sabe o que mais gostamos de comer e o que menos gostamos.
"Amigos bons" passaram a ser aqueles que gostam de nós. "Lugares bons" são aqueles para onde pode nos pode levar.
O maior interesse da vida de uma mãe é o bem-estar dos seus filhos. É quem pede e promete em nosso nome, para que tenhamos saúde e felicidade nas nossas vidas.
Mãe, quando bem conetada com os filhos, não é só mãe. Mãe, além de cozinheira, professora, psicóloga, empregada doméstica, médica, enfermeira, terapeuta, ..., também é o anjo da guarda maior que os filhos podem ter nas suas vidas.
Ser mãe é, se calhar, o maior desafio de qualquer mulher.
Eu tenho o meu anjo da guarda na terra e a ele eu chamo de MÃE!
Obrigada, mãe por tudo o que me fazes todos os dias, e ainda hoje.
Obrigada por tudo o que fazes à minha filha. Estás, também, a fazer-me a mim. Tu sabes, pois também a tua mãe, quando cuidava de mim, estava também a cuidar de ti...
Obrigada por, com as atitudes e palavras que usaste ao longo da minha vida, me teres ensinado o verdadeiro sentido da palavra "MÃE".
Se um dia a minha filha sentir orgulho em mim como eu sinto em ti, terei a certeza de que segui na perfeição os teus passos.
Obrigada Mãe por me ensinares todos os dias o que é ser uma boa e dedicada mãe!...
E O.B.R.I.G.A.D.A. por seres a MÃE que és! A melhor do mundo, está claro!
Mãe também é isto:
(São alguns minutos de verdades ditas com muito humor!)
Este texto hoje sai no jornal "Correio dos Açores" (surpresa mãe!!!), ao qual agradeço profundamente o convite para colaborar.
Depois de ver o primeiro risquinho, de ouvir o batimento do seu coração e de vê-la no pequeno ecran, ainda na minha barriga, de sentir o primeiro pontapé, de comprar a primeira roupinha, o primeiro brinquedo, depois de ver a minha filha ao vivo pela primeira vez e de tê-la no meu colo, percebi o verdadeiro amor de mãe, aquele amor que a minha mãe sente por mim. É um amor que ultrapassa todos os limites e, olhando para trás, rio-me ao aperceber-me de que o verdadeiro amor da minha vida estava ali no meu colo, indefesa, pequenina, dependendo única e exclusivamente de mim: a minha filha! Da mesma forma que eu (e o meu irmão) somos o verdadeiro amor da minha mãe (Desculpa pai! Ela ama-te, sabemos disso, mas é um amor diferente do que ela sente por nós!)...
Ela é a pessoa que nunca me vira as costas, que sempre me defende, que sempre está lá quando eu preciso. É a pessoa a quem eu, por mais que alguma vez tenha tentado, nunca consegui mentir, pois antes de eu falar já ela sabia que eu estava a mentir. É a pessoa a quem eu não consigo esconder nada, por mais que me esforce (e às vezes juro que me esforço), porque ela conhece-me mais do que qualquer outra pessoa. Ela conhece-me muito mais do que aquilo que conheço a ela. Se calhar ela consegue adivinhar os meus próximos passos, mesmo antes de eu os dar. É a minha mãe e a minha melhor amiga...
Hoje ela faz anos, mesmo que ela não goste de os fazer. É o dia dela, de ela fazer o que quiser, de vivê-lo segundo a sua vontade, de cometer algum capricho (ou alguma loucura mesmo!)... É o dia de vê-la sorrir e de fazê-la sentir ainda mais especial do que ela é: é esta a nossa missão!
Mãe, que tenhas um dia muito feliz e que sorrias muito, pois mereces tudo de bom que há nesta vida!...
O mês de janeiro é daqueles meses que me dá sempre uma inquietação medonha.
E perguntam vocês porquê!!!
Porque é no mês de janeiro que a maioria dos aniversários de quem me rodeia mais de perto acontecem... Não bastava ter a minha família com o karma de nascer em janeiro, ter adotado a família do namorido que também tem karma para o janeiro e ainda piorar a minha situação quando, em 2014, nasce a minha filha...em janeiro!!!! Pois bem, só para terem uma ideia, vou só colocar as datas de aniversário que decorrem em janeiro (sem contar com os amigos, porque se fosse contar com eles, era melhor contar os dias que não existem aniversários!!!):
6 - a minha avó
12 - a minha sogra e a avó do namorido (logo 2 no mesmo dia!)
15 - o meu primo
23 - o meu sobrinho mais velho
25 - a minha mãe
28 - a minha filha
31 - o namorido
Verdade seja dita que os aniversários que me dão mais trabalhim são os últimos 3, porque sou eu que normalmente organizo tudo. Quem me lê neste momento deve pensar que eu não gosto! Está enganado, muito enganado! Dá trabalho sim, não posso dizer que não, mas é um trabalhinho bom, são "dores de cabeça" que começam a moer no meio do ano e só terminam depois dos 3 dias terminarem... Gosto de organizar o dia, fazer-lhes o bolinho com muito carinho, preparar-lhes surpresas, enfim, tudo aquilo que eles merecem.
É natural que desde 2014 o dia que mais trabalho me dá é o dia 28! Até tiro dias de férias para tratar de tudo ao pormenor, porque gosto que os aniversários dela sejam vividos a 100% e que ela desfrute deles a 200% ou mais... É por isso que me esforço anualmente nesta época do ano...
Há uns dias estava eu em casa com a minha M., mas enquanto ela brincava sozinha no seu tapete, eu estava sozinha na cozinha a preparar o nosso jantar e, ao mesmo tempo que arrumava a casa, lavava loiça e ainda ponha roupa a lavar! (Há dias que não dá para fingir que não existem tarefas domésticas para fazer e muito menos dá para deixar para amanhã!)
Ela pedia-me pouco a pouco para ir brincar com ela e eu, de coração partido, dizia-lhe que não podia, que tinha isto e aquilo para fazer, mas que quando terminasse ia brincar um bocadinho com ela. Acreditem mesmo que detesto dizer "não posso" à minha filha por causa de afazeres domésticos. Detesto mesmo! Sempre que posso deixo tudo por fazer para poder estar com ela, mas nesse dia era impossível. Tinha de fazer pelo menos o jantar para comermos... A dada altura ela vem até à porta da cozinha, com uma carinha muito zangada comigo e diz:
"Mãe, tu não és uma cozinheira!"
E eu, admirada com tanta determinação, digo "Ai não?! Então sou o quê?!"
Ela responde assertivamente: "És uma mãe!"
Dahhh Vera, és uma MÃE!
Pois sou, filha! E é por isso que:
- sou cozinheira para te poder alimentar;
- sou educadora/professora para te poder ensinar coisas novas;
- sou médica/enfermeira porque cuido de ti quando estás doente;
- sou catequista quando te falo de Jesus e te ensino a rezar;
- sou despertador, quando tenho de te acordar cedinho;
- sou fashion adviser quando te visto toda linda e boneca;
- sou cabeleireira quando te penteio e, quando é preciso, corto também;
- sou ilusionista quando dou beijinho no teu dói-dói e ele vai embora;
- sou psicóloga quando não consegues lidar com a tua revolta;
- sou artista quando crio trabalhos manuais para te cativar;
- sou contadora de histórias quando me pedes para te contar uma história antes de dormir;
- sou empregada doméstica quando arrumo e limpo tudo em casa para que vivas num ambiente limpinho;
- sou atriz quando finjo que sou palhaça, que estou triste, que estou feliz, que sou o fantasma da meia-noite,...;
- sou lavadeira quando tiro nódoas da tua roupa ou quando a lavo, estendo, recolho, passo a ferro e arrumo;
- sou cake designer quando me aventuro no mundo dos bolos para fazer um lindo só para ti;
- sou babysitter quando estou a tomar conta de ti, mesmo sem estares doente;
- sou dançarina profissional quando tenho de dançar vários estilos de música "folclore, marchas, zumba, aché,...;
- sou cantora sempre que me pedes para cantar alguma música;
- sou uma espécie de "GPS" porque encontro tudo aquilo que não sabes onde está;
- sou modelo porque me imitas a toda a hora (e ser modelo dá mesmo muito trabalho, pois é a grande responsabilidade de ser mãe!);
- e sou ainda o teu anjo da guarda porque a minha grande missão é proteger-te.
Uma mãe é isso e muitooooo mais que só o dia-a-dia nos permite e faz ser!... Tudo isso por este amor incondicional que sinto por ti, minha filha...
Para este Natal ando aqui com umas ideias que não sei se vou ter tempo para fazer tudo aquilo que quero... Quero que o Natal cá em casa tenha magia e boas memórias de infância para a minha filha. Tendo em conta este objetivo (que é nosso!) existem certas coisas que quero ver concretizadas lá em casa, por isso após pesquisa esta é a minha lista de afazeres para os próximos dias com a ajuda da minha filha e alguns também com o namorido:
- fazer biscoitos com motivos de Natal (já habituais lá por casa!);
- fazer o bolo de Natal (quanto mais cedo o fizer, melhor fica! E garanto-vos que o meu é mesmo delicioso, mesmo para quem, como eu, não gosta de bolo de Natal!);
- fazer uma árvore de parede para a M. poder colocar as bolinhas e poder mudá-las de sítio (novidade para este ano e que espero ter ajuda do namorido para pelo menos uma ideia brilhante para a colar à parede sem ter de "colar" definitivamente!);
- fazer uma pintura de mãos da família (pode não ser este Natal, mas é um projeto que tenho em mente há algum tempo...);
- ir buscar a árvore de Natal, de preferência natural e decorá-la (com a ajuda do namorido que ele é que tem a força para essa coisa!);
- fazer o presépio (com a ajuda do namorido porque ele é que é o perfecionista lá de casa!);
- fazer uma casinha de gengibre (novidade para este ano!).
E é este último "a fazer" que está a deixar-me com aquele espírito de verdadeira criança à beira do Natal... Não sei se vai dar certo, se vai ficar giro, mas aposto que a minha M. vai adorar ajudar-me a decorá-lo e a ter uma casinha cheia de cor lá por casa... Os moldes já estão feitos e a casa já foi montada para ver se dava certo... e deu, pelo menos em papelão! A ver vamos se corre bem quando as paredes e o telhado for de biscoito... Vou seguir as dicas daqui, pois pareceram-me dicas maravilhosas e para principiante, como eu, dicas aceitam-se...
Não era para fazermos nada de especial, mas nessa manhã a minha M. diz "Mãe quero cantar os parabéns ao avô!" e eu disse-lhe "Podes cantar!" (até porque o avô estava ali presente a ouvir a conversa!), mas ela diz "Mas tem de ter bolo!"...
Dahhh Vera! Dahhh família! Aprendam com vossa mais pequenina professora! É isso filha! Se faz anos tem de haver bolo. Se faz anos tem de haver comemoração. Se faz anos temos de estar felizes e fazer a festa a favor da vida, da saúde e do amor que nos une. Isso não é o mais importante?! É sim! Sem dúvida!
Ela foi com o avô para a Lomba da Maia nessa manhã e ficou combinado eu ir depois do trabalho e o meu irmão também para pelo menos jantarmos juntos. Mas... combinei com o meu irmão fazer o tão pedido e merecido bolo. Saí do trabalho, fui a casa e pus mãos à obra. Não foi o bolo que ele mais gosta porque não tinha os ingredientes todos e a "festa" será noutro dia, mas foi um bolo maravilhoso de abóbora. Maravilhoso quando não fica enqueijado, como ficou... Mas não me importei até porque o aniversariante adora bolos enqueijados... Tinha tanta vontade de comer um bolo enqueijado que até o bolo saiu na perfeição, mesmo sem eu querer... Enfim... também me sai disso na rifa!... Já disse aqui que não sou boleira!
Bom, jantamos juntos, a minha M. ficou maravilhada com o bolo até porque tinha marshmallows (enquanto andávamos na cavaqueira uns com os outros, ela aproveitou para ir comendo "sem ninguém ver"!), cantamos-lhe os parabéns, com a presença da minha avó querida (que ainda está debilitada), o aniversariante soprou a vela junto com a neta e, olha, sorrimos juntos... O amor que nos une fortalece-nos a cada dia... Simples, mas com muito sentimento!
Dizem que quando assumimos um erro é já um passo para a cura... Vamos a ver...
Grito com a minha M. mais vezes do que aquelas que queria, infelizmente... Muitas vezes, o grito surge pelo cansaço, por fatores emocionais descontrolados, ou quando já tentei inúmeras alternativas e todas elas falharam... A minha M. às vezes leva-me ao limite de mim própria... Penso que todas as crianças o fazem, não é verdade?!
Aquelas mães que têm os seus filhos ainda bebés com choros motivados apenas pelas cólicas, ou pela fralda suja, ou por fome, ou até por algum outro motivo que se calhar nunca chegam a saber o que é, não imaginam o que ainda está por vir... Se se irritam com os filhos nessa altura em que são bebés, não imaginam o quanto se vão irritar quando eles crescerem e quererem que as coisas funcionam do seu jeito... É nessa altura que temos de impor limites e a consequência disso são as famosas birras, as frustrações que eles não sabem ainda controlar muito bem... e depois de inúmeras tentativas, surge o grito! Que se apresente aquela mãe que se controla todas as vezes sem um grito. Gostava de conhecê-la e aprender o seu truque de auto controlo.
É importante que as crianças conheçam os seus limites que percebam que não podem fazer tudo aquilo que querem, quando querem e porque querem. Se alguma vez lhe falo mais alto é porque já apliquei todas as técnicas falando baixo. Tenho, sinceramente, tentado corrigir essa atitude, porque vejo que ganho mais conversando do que gritando, mas às vezes é mais forte que eu... Não sou uma mãe perfeita, mas tento melhorar-me diariamente aprendendo com os meus erros e também com os erros dos outros. Tenho a melhor filha do mundo, que apesar de desafiar todos os meus limites, eu amo-a com todas as minhas forças e quero fazer dela uma pessoa boa, honesta, lutadora e determinada em atingir os seus objetivos sem nunca desrespeitar o próximo.
Outro dia, no meu local de trabalho, lancei uma pergunta para o ar "alguma de vocês grita com os vossos filhos?!" e a resposta geral com mais ou menos comentário foi "Sim". Senti-me bem mais normal!... No entanto, ando a treinar essa atitude até porque estou sempre a dizer "Não se grita!" para a minha filha... E sei que tenho de lhe dar o meu exemplo... Não é fácil, mas não é impossível!
Vou contar-vos este natal da minha infância que foi um dos que me deixou marcas boas na minha memória....
Estava eu, os meus pais, o meu irmão, o meu primo Ruben, os meus tios, os meus avós, na nossa casa do Nordeste. Que saudades desse tempo!...
Depois do jantar, levaram-nos para a sala e lá ficamos a brincar, na conversa, a ouvir música ou sei lá mais a fazer o quê. O que me lembro bem é que a sala tinha um armário embutido (vão perceber mais à frente o porquê de referir este pormenor!). Lá de vez em quando ouvia-se um barulhinho e todos diziam que podia ser o Pai Natal, mas ninguém nos deixava sair dali. Eu, pessoalmente, lembro-me de estar toda entusiasmada para ir ver o que se estava a passar, mas tinha medo... Sempre fui muito medricas... Nunca arriscava nada... Assombravam-me imagens de vultos e Pais Natais que nunca tinha visto e por isso não sabia bem quem e como era... Preferia manter-me na ignorância... Ao contrário de mim, que ainda por cima era a mais velha, estava o meu irmão (um pinarreta minorquinho de se calhar 2 anos) e o meu primo que devia ter aí uns 5, 6 anos. Eles estavam cheios de pica para ir ver o Pai Natal (mais o meu primo, que o meu irmão era muito pequenino!)... O meu tio não estava na sala connosco, nem a minha mãe. Presumo que estivessem a por os presentes debaixo da árvore, enquanto os restantes nos distraiam... A dada altura um barulho ensurdecedor começou. Era o barulho de 2 tampas de panelas a bater uma contra a outra, mas na altura não associamos... Diziam eles que era o Pai Natal! Eu fiquei com o coração a 1000 e fugi para o armário embotido. Fechei-me lá dentro. Não queria ver, saber o que era... O meu primo não.... foi a correr ver o que se passava... O meu pai foi buscar-me ao armário e, como eu não ouvi gritos presumi que estava tudo bem e lá fui também ver o que se passava, no colo do meu pai, claro!...
Estava a família toda reunida na expetativa de ver a nossa reação com as prendas. Como todas as crianças, estavam presentes o entusiasmo e a felicidade daquela emoção de quando vemos prendas debaixo da árvore... Indescritível... eu pelo menos não estou a conseguir descrever!...
Tínhamos sempre uma árvore natural, enfeitada com luzes e bolinhas... Este foi dos melhores Natais da minha vida!...
Antes dela adormecer, costuma dizer-me coisas que me enchem o coração e me elevam o ego, tipo "Mãe, és tão linda!", "Mãe, amo-te muito, muito."... Eu digo-lhe o mesmo. Sempre. Digo que é maravilhosa, que é o meu orgulho, que é a minha melhor amiga e que só quero que ela seja feliz... Dizia-lhe eu, outro dia (ou outra noite no caso), "És a minha vida, meu amor..." e ela responde "O pai é que é a vida da mãe!". Ainda repeti como que a afirmar que ela de facto é mesmo a minha vida e obtive a mesma resposta...
Depois dela adormecer fiquei a pensar na resposta dela. O que achei engraçado inicialmente, começou a pesar-me no coração... A verdade é que ela vai crescer e vai seguir a sua vida da forma como escolher (espero estar cá para apoiá-la em todas as fases da sua vida!)... provavelmente será "a vida de alguém" que espero que a respeite e saiba dar-lhe o valor que merece, se possível ainda mais do que lhe dou. Alguém que a faça estupidamente feliz. Respeite as suas escolhas e consiga acompanhar-lhe nelas com a mesma alegria que ela. Alguém em quem ela sinta que pode encontrar o suporte para as dificuldades que enfrentar, que lhe dê forças quando ela se sentir fraquejar, que lhe motive a seguir em frente, quando ela pensar que não consegue. Alguém que seja companheiro e fiel em todos os momentos da sua vida. Alguém que a ame acima de todas as coisas, acima de tudo por aquilo que ela é (ou que vai ser quando crescer!)...
Sei que um dia ela vai sair de casa, vai viver a sua vida, e eu vou ficar a torcer por ela, com o coração muito apertadinho (eu sei!), mas espero que feliz por ver que ela estará feliz nas suas escolhas. Mesmo assim, ela não deixará de ser a minha vida, porque ela é, de facto, a minha vida, mas noutro sentido da coisa... Sou a mãe dela e vou sê-lo para sempre... Ninguém me poderá substituir neste papel em pleno. E quando o "para sempre" chegar ao fim, pela linha natural das coisas, ao menos que eu parta deste mundo a sorrir, com o coração cheio por saber que ela é feliz e que tem alguém com quem ela pode contar incondicionalmente, como pode sempre fazê-lo comigo...
Se calhar foi isto também que a minha mãe desejou para mim e para o meu irmão... se calhar é o que desejam todas as mães para os seus filhos... Umas vêem este sonho realizado, outras nem por isso... A vida também tem destas coisas... Eu espero, sinceramente, realizar o meu...
E pronto... Já se passaram 3 aulas de natação e eu sinto-me cheia de certezas de que tomei a decisão acertada para a minha M., pois ela é uma menina surpreendente e tem mostrado ser capaz de entender tantas coisas que, às vezes, os adultos não acham possível.
Fomos à aula de 4ª feira e, nesse dia, decidi que era mesmo na turma dos Tartarugas que ela devia ficar: nas 3 aulas que fez foi feliz. Portanto, vai ficar sozinha dentro de água com os outros meninos e com o professor, que é um querido para eles, com um esparguete debaixo dos braços e assim vai aprender a ter alguma autonomia e destreza dentro de água.
É mais caro (mas o mais barato do mercado existente aqui das redondezas!), porque implica 2 aulas por semana de 30 minutos cada uma, mas é o melhor para ela. Se ela ia aprender a nadar sozinha, sim ia, mas ela gosta tanto da natação e, como não frequenta ainda a escola, nem creches, é este o único momento que ela tem para estar com outros meninos e aprender a cumprir regras do professor, coisa que ela não está habituada a ter. Atenção, ela cumpre regras, mas aquelas regras de ficar sentadinha com os outros meninos e esperar pela sua vez é preciso trabalhar... Esta é uma boa forma para aprender. Acho que é o melhor para ela neste momento...
Tenho uma amiga que trabalha no Cinemundo e por isso lá de vez em quando partilha uns filmes que vão sair no facebook. Um deles chamou-me a atenção (este aqui! Deixo o trailer em baixo também...). Saiu no dia 25 de agosto e pareceu-me bastante divertido e algo familiar... Está na minha lista dos que quero ver!
Quando vamos estudar para fora, como foi o meu caso, com apenas 18 anos, vamos (eu fui!) cheios de medo com aquilo que podemos encontrar... Vamos para o desconhecido, sentimos falta dos nossos pais, da nossa família (eu senti muita mesmo!), da nossa casa, dos nossos costumes, das festas que costumamos ir e que sabemos que vamos perder,... um infinito mundo de tradições que até então cumpríamos. Lá, no nosso destino (o meu foi Lisboa, a grande capital!), o desconhecido assusta-nos. Até que, devagarinho, começamos a ambientar-nos, a lidar sozinhos, sem a ajuda de ninguém algumas vezes, com as inúmeras situações que nos vão acontecendo e é assim que crescemos enquanto pessoas. Não temos os nossos pais ali ao lado para nos proteger, para nos ajudarem. Temos de nos desenrascar sozinhos. Lembro-me ainda do dia em que fiz a minha primeira canja de galinha (uma dificuldade!). Tive de ligar à minha mãe para perguntar como se fazia, porque até ir para Lisboa nunca tinha cozinhado antes. Aos poucos fui-me aventurando na cozinha. Hoje já não morro de fome!
Com o tempo, vamos criando as nossas amizades, os nossos sítios prediletos, os nossos hábitos, os nossos horários. Até que chega o dia de regressar à origem! Eu sempre soube que queria regressar... Não necessariamente quando terminasse o curso, mas sabia que um dia o regresso ia acontecer. Quis Deus que o regresso fosse mesmo no final do curso, pois não encontrei um trabalho que me pudesse sustentar lá e, longe de mim pedir aos meus pais para me sustentarem em Lisboa mais tempo (se eu pedisse, sei que não me negavam, mas não queria que fosse assim!). Já bastou aguentarem os 6 anos em que estive longe e por isso decidi que aquela era a hora de voltar. Não foi fácil! Senti que para eles eu continuava a ser aquela menina de 18 anos que tinha quando sai daqui lavada em lágrimas (pode ler aqui esses momentos horríveis que passei!). Tivemos de voltar a reaprender a viver juntos, a redefinir estratégias, horários e hábitos. Muitas vezes pensei em regressar a Lisboa, mas como queria ser auto suficiente para me manter lá nunca o fiz. Se tivesse encontrado trabalho lá, se calhar tentava a minha sorte, mas não encontrei. E por isso fiquei. Se calhar foi o melhor para mim! E por isso, enquanto vivi debaixo do mesmo teto deles, tive de seguir as regras deles e o que eles decidiam por mim para mim e para a nossa família. É assim que devem viver os filhos enquanto vivem com os pais. Foi assim que eu escolhi viver com eles a bem do bom ambiente familiar, porque os pais é que são os "chefes" e nós, os filhos que vivemos na casa deles (que também é nossa, mas que não trabalhamos por ela!), somos os "subordinados" e devemos acatar o que eles dizem como ordens "master".
A partir do momento em que saímos de casa para viver a nossa vida, numa outra casa (sozinhos ou quando vamos viver com alguém), aí sim, criamos nós as nossas próprias regras e horários e hábitos, sem ter de lhes pedir autorização para tal, embora, de bom tom, devamos sempre pedir-lhes conselhos, pois, apesar de tudo, são os nossos pais e a sua experiência de vida é muito superior à nossa.
Aos meus pais, um enorme obrigada por (quase) todos os "puxões de orelha" que recebi e por todo o apoio que sempre me deram, nem sempre indo a meu favor... Amo-vos muito!
Quem me conhece sabe que não sou uma barra na cozinha e muito pior sou a fazer doces! Os doces têm medidas e se erramos estraga-se tudo, enquanto que com a comida há (quase) sempre remédio...
Bom, no dia-a-dia faço coisa para me desenrascar. Tem de ser... Gosto de experimentar fazer coisas novas. Umas saem bem, outras nem por isso...
Isto tudo para dizer que no primeiro aniversário da minha filha não quis correr o risco de estragar-lhe o bolo e decidi encomendar um. Afinal sempre era o seu 1º aniversário de vida! Eu sabia bem o que queria. O tema foi a Minnie baby. Eu, simples como sou, quis uma coisa bem simples: cor-de-rosa, com a Minnie baby em cima, com um balão na mão com o nº 1.
E assim ficou (eu achei lindo!):
No 2º aniversário dela, decidi que seria eu a fazer-lhe o bolo (ai que medo!). Ser mãe tem dessas coisas "obrigatórias" (ou não, mas quis fazê-lo!). O tema foi também a Minnie (desta vez a Minnie crescida, só para ser diferente do 1º aniversário!). Juro que tentei mudar o tema para não ser repetido, mas a minha filha é a fã nº 1 da Minnie. Pois bem, toca a fazer-lhe a vontade, afinal de contas os anos são dela, por isso, ela escolhe!
Estava cheia de medo de não me sair bem, mas lá me aventurei... Tive ajuda da minha querida amiga O. que me foi dando umas dicas (ela faz bolos super giros, mas apenas para familiares e amigos próximos, embora eu ache que ela devia alargar os seus horizontes, pois tem imenso jeitinho!). E, pronto, lá fui, aos pouquinhos construindo o bolinho do 2º aniversário da minha filha. Foi pérola, com flores cor de rosa e depois coloquei uma boneca Minnie em cima (sim, porque eu não ia conseguir fazer uma Minnie em pasta de açúcar. Queria eu...). As carinhas pretas à volta do bolo foram feitas por outra amiga, a G. (que também é uma prendada e me ajudou imenso com algumas dicas), que fez questão de fazê-las. Eu só agradeço a amizade e a ajuda. :)
E o resultado foi este (fiquei super orgulhosa de mim própria! Até podem não achar giro, mas eu achei que ficou um mimo!):
Ah, como tive a sorte da minha filha nascer entre o dia de aniversário da minha mãe e o do meu namorido (para aumentar a dose de trabalho que me fica reservado anualmente para aquela semana), também fiz os deles! :)