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terça-feira, 12 de setembro de 2017

O primeiro "almoço" de verdade no 15B...

Estávamos na nossa casa há praticamente 1 mês e ainda sem mobiliário...
Começou à laia de brincadeira, mas foi criando proporções gigantescas e acabamos por decidir arriscar...
Todos os anos, no dia 15 de agosto, é tradição juntarmos a família na casa dos meus pais... Este ano, como a procissão da Fajã de Baixo ia para o lado de Santa Rita, decidimos fazer o almoço na nossa nova casa. Seria uma prova de fogo!!! Como sentar 22 pessoas (era o número de confirmações que tínhamos!) numa casa sem móveis e sem utensílios de maior?! Valeu-nos a ajuda dos familiares mais próximos que sabiam das nossas limitações e emprestaram-nos umas mesas e cadeiras e facas e garfos e colheres e afins...
E qual a quantidade certa de comida para "tanta" gente?! Tarefa sempre difícil de prever, mas o mais importante é que não faltasse comida e que saíssem de lá satisfeitos e com a espírito de um dia bem passado...

O namorido tratou da logística dos espaços e bebidas (que eu não percebo nada disso!) e eu tratei das comidas... A minha mãe foi uma preciosa ajuda também neste campo, pois prontificou-se logo a dar-me uma mãozinha na sopa (a preferida da minha M.), num prato de comida e numa sobremesa (esta pedida por mim!) e mais queria ela fazer (é uma maluca - e uma querida - a minha mãe!)... 

Como me organizei?!
- No dia antes preparei todas as travessas de comida e dei um "cheirinho no forno" para ficar meio cozinhado;
- no dia antes também tratei das entradas frias e de tudo o que pudesse adiantar para o dia seguinte;
- no dia de manhã tratei das entradas (de forno) e terminei de cozinhar, no forno, as travessas de comida que tinha preparado no dia antes;
- quando chegaram os convidados preparei a sangria.

Pontos que me pareceram positivos:
- repetir as ajudas gastronómicas ahahahah
- a feijoada de marisco estava deliciosa, modéstia à parte...
- a sangria... super fácil, super rápida e super deliciosa...
- a entreajuda que aconteceu foi muito boa para que o evento tivesse corrido muito bem...

A melhorar:
- fiz comida para um batalhão (melhor que assim não cozinho durante uns tempos!)...
- compramos bebida para um batalhão (essa não se estraga!)!!!

Nunca mais fazer:
- o molho de iogurte (este aqui)... ou se fizer, colocar menos alho...
- reduzir na quantidade de pão! Mesmooooo...

O mais importante desse dia foi termos a casa cheia de gente que gosta de nós, gente do bem, que têm um espírito bom, que nos ajudam (alguns até mesmo sem saberem!), que não estão lá para criticar e sim para ajudar, que se sentem à vontade para abrir a porta do frigorífico ou para se deitarem no nosso "sofá" mega "chaise long extra large" sem frescuras... 
Importante mesmo é ter visto a minha M. a divertir-se com os outros meninos (e com os "convidados" como ela chamava), termo-nos também divertido e vermos na cara das outras pessoas a boa disposição... Esperamos mesmo que todos tenham gostado tanto quanto nós!...

A casa... essa... ficou pronta para um banho geral... de mangueira...! Mas o que é isso perante a alegria no rosto das nossas pessoas?! NADA! Rigorosamente NADA... :)



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O que tem de especial o dia 15 de Agosto?!

O dia 15 de agosto sempre foi vivido intensamente pela minha família. Até há uns anos atrás, o feriado do 15 de agosto era passado com o meu tio. Ele escolhia esse dia para irmos todos para a Ribeira Quente passar a noite de 14 para 15 e passar o dia 15 lá pela praia, pela freguesia e a comer, junto com uns amigos nossos de lá, um belo manjar de marisco e peixe. Infelizmente, a minha tia faleceu e desde aí nunca mais repetimos esse evento. Hoje já não faria sentido, de qualquer maneira.

Quis Deus que a Fajã de Baixo fosse a nossa residência e junto com ela o dia 15 veio trazer uma tradição familiar: toda a família se junta em casa dos meus pais para um almoço daqueles demorados, com direito a uma banhoca de piscina e à procissão em honra de Nossa Senhora dos Anjos, padroeira da freguesia. Não é uma festa muito participativa (é pena porque este ano valia mesmo a pena!), mas já se iniciou no dia 6 de Agosto e termina amanhã com a despedida da imagem de Nossa Senhora dos Anjos.





segunda-feira, 4 de abril de 2016

Passeios de água azeda...

As Furnas é uma das freguesias cá da ilha que mais adoro de estar porque oferece inúmeras alternativas de programas quer para Verão, quer para o Inverno.
As Furnas têm um cheiro característico! Cheira a enxofre lá para as zonas das Caldeiras. A maioria das pessoas não gosta, mas eu adoro essencialmente porque me sinto no meio da natureza pura e eu gosto disso! Até acho que aquele cheiro, depois de um bom almoço, ajuda na digestão!!! :)
Não faltam nascentes de água nas Furnas, umas quentes, outras frias, umas com gás, outras sem gás, umas com muito gás, outras com sabores mais ou menos fortes, mas todas elas eu gosto muito... 
Tem ribeiras, piscinas de água quente, piscinas de água férrea (com tom amarelado, que malha os bikinis e que, dizem, tira o bronze - eu como não gosto de por o "trabalho" de verão por água abaixo, só entro nessas águas quentes no inverno e primavera e, vá lá para o fim do outono) e piscinas de água extremamente quente, onde os corajosos enfiam lá os pés e deixam-nos ficar (eu confesso que nunca consegui... Sinto que o meu pé vai derreter de tão quente que é a água!). 
Além disso, é nas Furnas que se fazem os famosos cozidos debaixo da terra! É verdade! Pomos lá a panela (dentro de uma saca!) e em 6h temos um cozido pronto a comer e com um gostinho bem melhor do que feito em casa (confesso que o cozido que os meus pais fazem em casa também não é mau, mas... o das Furnas é o das Furnas! Sim, pai e mãe, eu gosto de cozido, não gosto é que seja todos os domingos! hehehe)... Há quem meta nos buracos também bolos, feijoada e bacalhau, em menor tempo, claro, e resulta muito bem também (o bacalhau então! Ui!!! É comer e chorar por mais!)... 
E depois há os bolos lêvedos que são uma perdição para quem está de dieta como eu! Pronto confesso, ontem fugi à dieta por 2 bolos lêvedos e umas pipocas que a minha M. quis comer e pronto, o saco estava muito "cheio", era preciso vazar um pouco! :P (há desculpas para tudo!)

Ontem foi a 1ª Dominga do Espírito Santo e nas Furnas é um marco religioso que é bastante assinalado e que atrai muitas pessoas. Eu nunca tinha ido e, então, decidimos experimentar... Não é nada do outro mundo, mas tem pipocas e música de festa e caminhos enfeitados... já é bom! :)

Bom, mas o que queria dizer era que tenho excelentes recordações das Furnas! Em pequenina, no Verão, os meus pais tinham sempre uma semana de férias numa casa (por parte do trabalho do meu pai... infelizmente isso já não existe!) e lá íamos nós para uma semana de aventuras. Levávamos as bicicletas, íamos à praia da Ribeira Quente (freguesia que fica exatamente ao lado das Furnas e que tem das melhores praias da ilha!), íamos às piscinas e, depois do jantar íamos até às Caldeiras dar um passeio e fazer um cházinho, café com leite, o que fosse, lá na nascente de água muito quente e depois passávamos ali um bom bocado da noite, sentados nas escadinhas a cantar e a rir das mil e uma coisas que falávamos... Ontem pude fazer o mesmo com a minha M. e com o namorido. Não nos sentámos nas escadinhas, porque estavam ocupadas por outras pessoas (damn!), por isso sentámo-nos num banquinho mais ao lado... De qualquer forma foi bom na mesma!

Depois fomos dar um passeio pelas nascentes de água (inúmeras) que existem em todo o lado!

Deixo aqui umas fotos para verem... :)