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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Unidos venceremos, divididos... cairemos!


Qual o prezado português, mesmo aqueles que nem gostam de futebol, que não se arrepia ao ver este vídeo?!

Foi de facto um Euro memorável, não só por termos ganho o Euro! Mesmo depois de tanta gente desacreditar, de tanta gente falar mal, de tantos comentários que em nada ajudaram a nossa seleção (bom português quer é falar mal do que é seu!)... fomos o mais longe possível e o mais longe que conseguimos (o máximo que havia para conseguir e ainda bem!) e isso é o que importa. Para mim, pelo menos! Eu valorizo o sacrifício, o esforço, a dedicação, a luta diária de quem realmente faz disso seu lema de vida. Aqueles que vestiram a camisola portuguesa neste Euro 2016 recebem a minha admiração total. Foram os escolhidos e desempenharam bem o seu papel. Obrigada por carregarem nas costas o peso de um país que muitas vezes não foi merecedor do vosso esforço. 

Eu sou portuguesa e orgulho-me muito do meu país, apesar de tantas vezes me desiludir com determinadas coisas. Mas sou firme naquilo em que acredito. Sou firme e fiel até ao fim. Cá estarei (espero!) para outros Euros e para outros Mundiais a apoiar incondicionalmente o meu país. Eu sou 1 de 11 milhões que vos apoiará sempre.

Eu adoro o vídeo e sempre que me sinto mais "sem força", este é um dos vídeos que mais me faz acreditar que é possível. Não falo de futebol (até porque o Euro2016 já terminou e Portugal foi o feliz vencedor!), falo da vida. Da vida de cada um de nós. Do nosso dia a dia. Os ensinamentos/conselhos que estão neste vídeo podem ser aplicados à nossa vida. Vejam com atenção e apliquem-nos. 
Palavra de ordem "Acreditar no nosso destino"! Sejam vocês a razão do vosso destino! No fim, dizemos alto e bom som: "CONSEGUIMOS!" :)




segunda-feira, 11 de julho de 2016

O 10 de julho que ficará para a história de Portugal


E foi com estas imagens que encerramos a noite de ontem! Um dia de glória para Portugal. O 10 de julho devia ser considerado feriado nacional daqui por diante! :)

Comecei o dia a receber mensagens da vodafone a informar-me dos acontecimentos portugueses:
"Sara Moreira vence meia maratona de Amesterdão."
"Jessica Augusto conquista medalha de bronze."
"Patrícia Mamona conquista o outro no triplo salto no Campeonato Europeu de Atletismo."
...para terminar com 
"Foi desta! Portugal é finalmente campeão Europeu!"

Bom... desde o primeiro momento deste Campeonato Europeu que me deparei, essencialmente no facebook, com comentários muito tristes em relação à nossa seleção. Que eram uns fraquinhos, que não sabiam jogar futebol, que foram mal escolhidos, que éramos nojentos, que o capitão não fazia nada, que tinha era a mania, entre outros comentários menos bons... Eis o que eu vi:
- que tínhamos o "melhor do mundo" em campo e, por este fator, nele depositamos todas as esperanças, porque os restantes jogadores quase que não se conheciam;
- que os 11 em campo podiam não saber jogar futebol técnico e bom, mas jogavam e davam o seu melhor, corriam atrás, lutavam até ao fim, sempre com a cabeça erguida;
- que tínhamos uma equipa unida, coesa, construída e firmada com base na amizade, companheirismo, presença e isso é extremamente importante em torneios como este;
- que tínhamos um Rui Patrício, muitas vezes quase esquecido, mas esteve sempre lá a defender o que podia e o que não podia, mostrou estar à altura de um campeonato deste calibre;
- que tivemos a estrelinha da sorte do nosso lado desde o primeiro momento, mas também quem sofre tanto em cada jogo até ao último, bem que já merecia ter alguma sorte na final;
- que o nosso "melhor do mundo" desempenhou o seu papel de capitão de equipa na perfeição e até ao último suspiro (ainda mais orgulhosa do melhor do mundo ser português!): sempre fomentou a união e a boa disposição entre jogadores e entre jogadores e equipa técnica; sempre agiu com ponderação em todos os passos que deu no Euro (exceto no caso "microfone"); deu tudo por tudo no jogo contra a França, foi até ao seu limite (se calhar até ultrapassou o seu limite!) e teve também a coragem e a humildade de abandonar o campo quando viu que nas 4 linhas iria desajudar mais que ajudar os seus companheiros e foi com enorme tristeza que o fez. Acho que a imagem que mais me comoveu no jogo foi quando ele colocou a braçadeira de capitão a Nani. Mas que grande responsabilidade!
Não é qualquer um que põe os interesses de um país em detrimento dos seus. Ele queria estar lá nas 4 linhas, tal como muitos outros, mas preferiu retirar-se, pois só assim podia ajudar os seus companheiros e o seu país. É de Homem! Enganaram-se aqueles que pensavam que ele ia tratar da sua lesão. Ele ficou... No banco dos suplentes! Foi capitão no banco! Foi treinador adjunto! Ele sofreu, saltou, deu indicações, e, no fim, chorou de alegria por também ele ter feito parte desta vitória que é muito sua: Portugal Campeão Europeu 2016!
- que éramos "nojentos"! Desde que me lembro de ver futebol que sempre vi um Portugal a fazer jogo limpo e a respeitar os adversários, mas também sempre me lembro dos cavalões dos franceses, que sempre jogam como touros no campo, levando consigo tudo o que aparece pela frente (olhem a lesão do nosso capitão!)... Nojentos, nós?! Quem tinha traças a dar c'um pau no estádio eram eles, não nós
- que os franceses têm mau perder (nada que não me admirasse). Uma das minhas maiores amigas nasceu em França, mas apoia Portugal desde sempre, mesmo até contra a França (eu deserdava-a se assim não fosse!). E ela (e mais alguns!) sabe que a França (país) e os franceses nunca me cativaram... Hoje percebo porquê... Então não era suposto ficarem as cores da nossa bandeira na Torre Eiffel?! 5 segundos de verde e vermelho?! Só?! É muito mau perder! Óbvio que não é fácil jogar contra uma equipa na nossa casa e essa equipa ganhar e ainda termos que colocar a bandeira do país dessa equipa no monumento mais emblemático do nosso país, mas o jogo é isso mesmo. Às vezes ganhamos, outras vezes perdemos. E perder também é ter humildade suficiente e respeito pelo próximo. Nós, cá em Portugal, temos humildade e respeito pelo nosso povo/país, mas também temos pelos outros. E é isto que nos torna GRANDES heróis valentes de uma nação...! É um orgulho ser parte deste país! 


E termino com o último parágrafo desta carta aqui, que vale a pena ler.

"(...) Somos nós o povo que arranca o prefixo de impossível. E se ele teimar em não cair, o que certamente será muito injusto, uma idiotice pegada ou um azar dos diabos, havemos de sobreviver."

...porque sempre assim foi e sempre o será (os melhores momentos aqui)!












domingo, 10 de julho de 2016

FORÇA PORTUGAL!!!!

A contrariar o horário de posts que institui para este blog (aos domingos só coloco um post às 10h, caso ainda não tenham reparado!), surge este post de apoio à nossa seleção. O último apoio deste Euro, antes do derradeiro jogo, o da final, onde Portugal vai defrontar a França, equipa da casa deste Euro. Não é fácil, mas também não é impossível.

A mesma seleção que joga hoje é a mesma que empatou 3 jogos no início com a Islândia (1-1), com a Áustria (0-0) e com a Hungria (3-3), foi a que ganhou a Croácia por 1-0, depois dos 90 minutos de jogo, que ganhou a Polónia, já nos penalties (5-3), e a que ganhou o País de Gales por 2-0, o primeiro jogo que ganhou dentro dos 90 minutos. Desses golos todos, 5 foram marcados por aquele que é considerado o "melhor do mundo", um ilhéu como eu, mas do arquipélago vizinho - Cristiano Ronaldo, aquele que no jogo contra o País de Gales "voou e ficou suspenso" no ar 80 cm para marcar o primeiro golo que nos deu o passe para estarmos hoje de nervinhos à flor da pele, o mesmo que muitos portugueses criticam se calhar por algumas respostas que dá, por alguns festejos de golo, não sei... Eu não condeno ninguém que diz que é o melhor a fazer o que quer que seja, quando de facto olho para essa pessoa e vejo que realmente é mesmo o melhor. Há quem diga que essa pessoa tem a mania ou que é convencida. Se realmente for o melhor, porque não há-de reconhecer que é o melhor?! Isto não é ser convencido ou ter a mania, é a realidade, uma constatação dos factos. Ele é o melhor do mundo dentro do campo! Fora dele, tem tido atitudes de louvar, qualidades que prezo imenso numa pessoa: humildade, compaixão, ajuda ao próximo. Quis Deus que ele fosse o "melhor jogador do mundo", que ganhasse tanto dinheiro que nem sequer consigo imaginar o seu fim. Ele. Uma pessoa que nasceu num bairro pobre. Uma pessoa que sofreu na pele as dificuldades da vida. Hoje ele é o "rei" e não fica com o dinheirinho todo para si. Ele usa o dinheiro para fazer investimentos (compreensível, pois a vida do futebol é curtinha!) e também para ajudar o próximo, quer conheça, quer não conheça. Existem alguns textos que têm sido escritos sobre ele, os quais eu tenho lido e concordado com tudo, pois resumem o que ele foi e é e aquilo que eu penso hoje sobre ele (pode lê-los aqui e aqui).

Bom, mas agora a onda de apoio em torno desta nossa seleção deve ser gigantesca, pelo menos cá em casa é! Faz parte de sermos portugueses! É um dever! :) E, mais daqui a nada, vamos estar ali a torcer pela nossa seleção. Quer ganhe quer perca já é um orgulho termos chegado até aqui.

FORÇA PORTUGAL! :)






quinta-feira, 30 de junho de 2016

O futebol na minha vida...

Sempre estive ligada ao futebol. Passei a minha infância inteira a ver jogos de futebol. Tudo porque o meu pai, apaixonado como é pelo "desporto rei", sempre se envolveu com projetos que tivessem a ver com o futebol: ele foi jogador, tirou um curso para ser treinador e foi por várias vezes e em variadas faixas etárias, foi presidente de um clube, foi diretor/dirigente de outros e, chegou a ser presidente da Associação de Futebol de Ponta Delgada e de Santa Maria. Todo o percurso que o meu pai fez no mundo do futebol cá na ilha/região tirou-lhe muito tempo familiar, mas deu-lhe projeção social e também me fez orgulhar  da pessoa que é, principalmente pela coragem e persistência que ele tem. Estas, se calhar, são as duas características que ele tem e que, quanto a mim, quem está ligado a algum desporto deve ter.
Na vida não podemos agradar a todos e ele, com certeza também não conseguiu esse feito, mas desde que me lembro, sempre teve coragem e persistência para atingir os objetivos que delineava, colocando sempre as suas próprias mãos à obra com honestidade: construiu o clube do Nordestinho (lembro-me de ir com ele lá quando estava em obras, subir aquelas escadas ainda em cimento); lembro-me dele ter preparado o campo de futebol (eu conduzi o trator (em modo automático, claro!) enquanto ele e outro amigo retiravam as pedras que se encontravam no campo e colocavam no trator!), lembro-me dele construir um pub por cima do clube, como forma de angariação de dinheiro para o clube; com ele como presidente, o Nordestinho foi campeão pela primeira vez do campeonato onde se encontrava; levou os juniores do Marítimo mais longe; ajudou o Santa Clara numa outra altura; e, como presidente da AFPDL construiu uma nova sede, com mais condições para as equipas de futebol da ilha (o dia de inauguração foi um dia de grande orgulho para mim e estive presente mais uma vez com muita emoção por o meu pai ter conseguido concretizar mais uma obra, mesmo numa fase tão difícil das nossas vidas!), assim como criou alguns Troféus que só vieram trazer movimento à ilha.
Hoje, a única ligação que ele tem ao futebol é através da televisão, quando dão jogos que lhe interessam. Nunca pensei que ele conseguisse viver sem o futebol, mas acho que a minha M. chegou na hora certa para lhe ajudar a ocupar o seu tempo. Hoje ele é avô a tempo inteiro e desempenha o seu papel na perfeição! :)

Hoje é dia de futebol, de sermos novamente corajosos e persistentes. É preciso que o sentimento de "nós conseguimos" exista em cada um dos 11 do campo, mas também dos 11 milhões fora dele. Depois de um jogo muito aceso e suado do último sábado, eis que surge novamente Portugal frente à Polónia, agora nos quartos de final do Euro 2016. Lá estarei e, com certeza, estaremos todos lá em casa a apoiar mais uma vez a nossa seleção, os nossos 11 jogadores que têm dado o melhor de si neste campeonato pelo nosso país, que nem sempre merece sequer uma gotinha do suor derramado... Esforcemo-nos por aqueles portugueses que acreditam e que estão ao lado da nossa seleção hoje e sempre, para o bem e para o mal. A isto chama-se lealdade.

Força PORTUGAL!







sábado, 25 de junho de 2016

O Ego... O que é isso do ego?!

Não estou a falar de "egocentrismo" (isso eu abomino!), estou a falar de "ego", de "auto-estima". O ego é algo que existe para nos ajudar a sobreviver. Sobreviver de quê?! Do mundo, da nossa sociedade, das relações que criamos com os outros e connosco próprios. É isso. Portanto, se vivemos numa sociedade que não nos valoriza, ou se mantemos relações que nos deixam mais tristes do que felizes, das duas uma: ou vamos na onda em declínio da auto-estima e terminamos numa depressão daquelas, ou começamos a valorizar-nos de uma forma mais evidente no nosso dia-a-dia. Se calhar por isso é que existem algumas pessoas ditas "convencidas, arrogantes, pouco humildes"... 
Vejamos, por exemplo, o caso do Cristiano Ronaldo. É, se calhar por ser muito conhecido em todo o mundo, a pessoa a quem estes 3 adjetivos mais lhe são apelidados. Porventura já pensaram que 50% da sua auto-estima pode dever-se às inúmeras críticas que recebe?! (os restantes 50% devem-se mesmo às suas qualidades indiscutíveis enquanto jogador, pois está claro, porque que eu saiba o rapaz até vê bem que se farta!)
Se também eu tenho o meu ego lá em cima?! Nem sempre tenho. Às vezes estou mais tristinha (sou humana pá!), mas sei que, apesar de não ter uma personalidade forte, no sentido de "primeiro eu e o meu bem estar e só depois é que vêm os outros", muitas vezes tenho o meu ego lá em cima, consigo olhar para mim e gostar de mim, da pessoa que sou, da pessoa que me tornei. Em 37 anos de vida, e com algumas cabeçadas à mistura, aprendi que, se não me valorizar, dificilmente alguém me valorizará. Sei que não sou perfeita (ninguém é!), tenho os meus (muitos) defeitos, mas também tenho qualidades. Uma coisa é certa, defeito ou qualidade: sou verdadeiramente persistente no meu dia-a-dia e dificilmente desisto de conseguir aquilo que quero. Se é bom ou mau digo apenas que, na maior parte das vezes, é bom, porque nunca me canso de buscar a minha felicidade. Só isso me interessa nesta vida: ser feliz (sem fazer os outros infelizes, claro, porque além de algum ego eu tenho alma!)...

Neste momento, poderia receber uma felicidadezinha: que o "convencido, arrogante e pouco humilde" do Ronaldo ajudasse mais uma vez Portugal a vencer o jogo mais loguim! :)

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O caso "microfone"

E pronto, está a nossa comunicação social toda a falar do "remate" que CR7 fez ao microfone do jornalista da CMTV!...
Se foi uma atitude digna de alguém?! Não! De alguém que é o melhor do mundo?! Também não! De alguém que é capitão de uma equipa de futebol que é a seleção de um país?! Não. 
Ok. Nisto estamos de acordo. Mas, se bem sei, a equipa estava a dar o seu "passeio matinal de relaxamento". Relaxamento, meus caros, é relaxar, é esvaziar a mente de palavras e imagens, é estar em silêncio com a natureza. 
O que vi foi um conjunto de jogadores rodeados por seguranças que tentavam a todo o custo que os adeptos e jornalistas não os atropelassem. Ouvi barulho de pessoas a falarem, alguns bem alto... Vi jornalistas a fazerem a sua reportagem (até aí tudo ok, desde que se mantivessem à distância, mas não!), também teimaram em desrespeitar o momento de relaxamento de uma equipa e, particularmente, de um jogador com uma pergunta, no mínimo estúpida "Ronaldo, preparado para o jogo de hoje?!"... 
Caso o Sr. Jornalista não saiba, naquele momento ele estava a preparar-se psicologicamente e foi interrompido por si. Portanto, se ele não marcar um golo, pelo menos, é fruto da sua falta de noção de oportunidade. Há locais e alturas para isso e aquela não foi, sem dúvida, a mais bem escolhida.

Bom, mas o que é verdadeiramente importante, senhores jornalistas, não é o microfone, nem tão pouco a atitude quer de uma parte, quer da outra. O que é verdadeiramente importante, hoje essencialmente, é dar ênfase ao jogo de logo, ao apoio que o país deposita no 11 de logo (é muita pressão para uma equipa! É importante relaxar e bem...). Isso sim é importante (e dá na mesma visibilidade, ou seja € em caixa! Precisam de uma história de "microfone" pra quê?!)... Digo eu, que nem jornalista sou!...

Mais logo lá estarei, junto com a minha M., em frente à TV (num fernezim que só eu sei!), espero que a festejar a vitória de Portugal! Se não for assim, estarei lá na mesma a defender sempre o meu país! :)

Força Portugal! Juntos somos mais fortes! ;)

(pela força da bola diria que foi um golo marcado pelo Cristiano Ronaldo! Hehehehe!!!)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Não somos 1, somos 11 em campo e alguns (se calhar menos que 11 milhões) cá fora no apoio incondicional

Estou verdadeiramente triste por certas mentalidades que existem no meu país.

Portugal, no último jogo fez um grande jogo com aquilo que tinha. Temos o melhor do mundo em campo?! Temos! Temos tática?! Temos. Temos garra?! Temos. Mas não tivemos a sorte e não temos um treinador à altura de uma equipa de seleção. Volta Scolari, estás perdoado!!!
É muito fácil falar quando estamos sentadinhos no sofá em frente à tv e limitamo-nos a torcer por Portugal durante 90 minutos. É muito fácil! Fácil é falar de fora. Fácil é mandar bitaites e ter alguns aplausos de A e B que, por acaso, concordam com o que se diz... 
Difícil é correr durante 90 minutos! Difícil é procurar o golo em 90 minutos, com aquilo que existe em campo! Difícil é trazer aos ombros a responsabilidade que é ser-se o melhor do mundo e ter de dar provas disso, mesmo que sozinho! Difícil é trazer no braço a braçadeira de capitão e, por mais esforço que faça, ser mal falado pelo próprio país! Difícil é treinar infinitamente, aplicar toda a juventude no futebol, deixar de fazer o que os jovens gostam de fazer (festas e borga e tudo e tudo) para trabalhar, para ser o melhor! Dizem que ele é o primeiro a chegar aos treinos e o último a abandoná-los. Ele não desiste de si, mesmo depois de ser "chicoteado". Essa é uma grande qualidade que admiro nas pessoas. Por isso e por muito mais, gosto da pessoa que Cristiano Ronaldo é. Li este texto e não diria melhor sobre ele. Portugal sempre foi perito em não valorizar os seus para valorizar os de fora!
Voltando à nossa seleção... não é composta por um, que por acaso é SÓ o melhor do mundo. É composta por 11 jogadores que têm tática (uns mais que outros, como tudo na vida!), que trazem nos ombros a responsabilidade que o próprio país lhes incutiu "de chegar o mais longe possível". E quando não corre bem?! É também o próprio país o primeiro que fala mal, que os detona com crueldade... Errar é humano, sabem, meus caros?! Quem de nós nunca errou?! Quem de nós nunca teve uma nota má, mesmo depois de estudar bastante?! Nunca vos aconteceu?! A mim já! Sou humana, eu erro, muitas vezes até... Mas sabem?! Eu não desisto e só erra quem trabalha! E, claro, quem está sentado no sofá não erra! Eles erraram porque estavam lá em campo! Eram eles e não vocês que suaram a camisola. São eles que são suficientemente bons para representar o país e não vocês que estão sentadinhos e só sabem falar... 
Apoiar uma equipa, seja ela qual for, é não desistir de lutar junto com eles. Se o papel deles é jogar e, se possível marcar golos, o nosso é apoiar (mesmo até quando os golos não acontecem). Vou fazer como esta aqui (pois não diria melhor) "Estarei quarta-feira, dia 22 de junho, a apoiar a minha seleção de mão ao peito (e de cerveja na mão, para brindar,) para o bem ou para o mal. (...) Força Portugal!".