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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Pequeninos e atrevidos

Se houve tema de conversa mais falado antes de irmos de viagem, foi ele os mosquitos e a malária e os comprimidos e mais e mais...
Ora bem... a malária é uma doença causada pela picada de um mosquito fémea infetado. Os sintomas dessa doença são muito semelhantes a uma gripe, por isso arrepios de frio, febre, dores no corpo, falta de apetite são muito comuns. A única forma de combater a doença é prevenindo ou tratando previamente.

Bom, de acordo com as minhas pesquisas e informações por parte de algumas pessoas que já tinham feito viagens aos países afetados ou que vão lá com frequência, e tudo foi relativizado... Apenas ouvi: "Nunca tomei nada"; "Apenas usei repelente"; "Levem repelente e anti-histamínico e gozem as férias!"...

Falei com a pediatra da minha filha por causa das minhas dúvidas quanto à nossa viagem... Ela relativizou tudo. Ela sabe melhor que ninguém do historial de saúde e crescimento da M. e disse-me apenas "Levem repelente e anti-histamínico e gozem as férias!", melhor que isto para descansar o meu coração não existe! Afinal de contas a malária não existe em Cabo Verde. A malária existe no continente africano. E se aparece em Cabo Verde é vindo do Senegal e Angola,...

À parte disso, fui na mesma à consulta pré-viagem, só naquela de me sentir ainda mais esclarecida sobre o assunto...  o médico... juro-vos que não sei que adjetivo usar... muito simpático com a minha M., mas meio hipocondríaco... Pohhh se eu fosse uma pessoa pegadinha da cabeça acho que teria ficado pior...

Logo a seguir tive a maravilhosa consulta com uma enfermeira super simpática e atenciosa e meiguinha e tudo e tudo e tudo o que de bom podem imaginar numa enfermeira (a maioria, para mim, de boas têm muito pouco, até porque são elas que dão as tais picadas!) e sai de lá super tranquila novamente, porque "se todas as precauções forem tomadas, em princípio tudo vai correr bem..." dizia-me ela...

Quando fui à farmácia para comprar o repelente para mim e outro para a minha M. (tinham de ser diferentes!), perguntei o que achavam, se teria de tomar os comprimidos contra a malária... O que me foi dito, veio confirmar o que a pediatra da minha filha disse e o que a enfermeira me disseram... e eu acalmei em muito o meu coração de mãe. A minha maior preocupação era ela... não eu... mas isso não precisava dizer, acho que está visível em todos os meus passos...

O que fariam? Tomavam os comprimidos ou não?!
(Já disse que detesto estes bicharocos?! É... eu detesto!)

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Estar em Santa Maria foi...

Já disse aqui que estive um fim-de-semana em Santa Maria com uns amigos... Já não ia àquela ilha desde 2007, se não me falha a memória, portanto há coisa de 10 anos... Sempre gostei de Santa Maria, assim como gosto de todas as ilhas dos Açores. Sou uma pessoa que adora viajar e se for para destinos de sol/praia melhor... E, portanto, Santa Maria, sendo a "ilha do sol" é, sem dúvida, um destino a não perder.
Infelizmente no fim-de-semana que estivemos em Santa Maria o tempo foi assim meio ranhoso... No sábado ainda foi mais ou menos, mas no domingo.......
O sítio onde ficamos a dormir também não ajudava, pois ficamos em Santo Espírito, ou seja, interior da ilha, no meio de montes e pouco mais... Ora, quem me conhece bem, sabe perfeitamente que eu prefiro o mar à serra, os peixes aos bichos do mato, prefiro estar em alto mar do que no meio de árvores que me tapam a vista e eu tenha a sensação horrível de estar perdida ou de não saber onde é o norte ou o sul ou até que a qualquer momento me possa saltar um rato para cima... Bom, mas toca a levar na desportiva! Afinal não era todos os dias que estava em Santa Maria... e, sinceramente, valeu pela companhia que foi sempre de alto nível!

Percorremos a ilha toda e aproveitamos para dar um mergulhinho na praia mais bonita do mundo - S. Lourenço - onde passei parte da minha infância e levar a minha filha a S. Lourenço, mostrar-lhe a casa onde costumava ficar, foi deveras especial.

Deixo aqui algumas imagens do nosso fim-de-semana...
As viagens de barco...

A casa onde ficamos...





S. Lourenço - um paraíso!


Ainda S. Lourenço


A sereia na praia de S. Lourenço, sem braçadeiras!

Porto da Vila do Porto

Praia Formosa

Maia





quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Um fim-de-semana a andar de barco...

Em agosto recebemos um convite de uns amigos para irmos até Santa Maria durante um fim-de-semana no final de setembro, aproveitando que seria a última viagem de barco que se iria realizar e por isso a Atlanticoline estava a fazer uma campanha bombástica! E... lá fomos nós...
A viagem de ida de 2h30 de barco traduziu-se em 3h e tal, dada a agitação do mar com muitas imagens deprimentes à mistura  de pessoas (muitas!) que, com os balanços frenéticos do barco, punham para fora o lanche, o almoço, o lanche da manhã e até o pequeno-almoço que tinham comido ao longo do dia...
Eu, graças a Deus, nunca enjoei por andar no que quer que seja... Venha barco, avião, carro, cavalo, camelo, o que for! Alinho sempre e sempre bem disposta! Só não me peçam para andar em montanhas russas e coisas desse género... Isso não!
Até quando estive grávida enjoei uns míseros 2/3 dias, o que foi ótimo... Imagino que não deve ser fácil! Estar 2h e tanto ou mais dentro de um meio de transporte e desejar chegar ao destino o quanto antes deve ser uma sensação de impotência tremenda, uma espécie daqueles que dizem "Nunca mais bebo!"... 
Dentro do barco andávamos sempre a cambaliar com os balanços que o barco dava. Tínhamos de andar agarrados aos corrimões e às paredes, o que até tinha uma certa piada... Mas deixava de ter tanta piada quando via a minha M. sem equilíbrio nenhum, porque além de me segurar também tinha que a segurar e, às vezes, à filha dos nossos amigos.
Cansada da primeira semana da escola, sem dormir as suas habituais sestas, ela acabou por adormecer deitadinha no chão (não houve alminha caridosa que se levantasse para eu me sentar com ela ao colo a dormir! Só me apercebi desta falta de civismo por parte das pessoas depois!) e, passado um bocadinho, como ainda não acorda para ir ao wc, fê-lo mesmo ali, no chão, sempre sem acordar... Quando vi "água" debaixo dela peguei-lhe ao colo na tentativa de evitar que se molhasse mais e levei-a até ao wc das pessoas com mobilidade reduzida, pois era este que tinha fraldário. Cambaleando pelos corredores, sem me segurar a nada e com ela ao colo, lá cheguei ao destino. Deitei-a no fraldário, tirei-lhe as calças e tentei secar no secador de mãos enquanto o pai foi buscar à mala (que estava no porão do barco) uma muda de roupa. Ela sempre a dormir... O secador era demasiado fraquinho por isso não tive outra opção a não ser vesti-la com outra roupa que, permitiu Deus, até nem demorasse a chegar!...
Para a viagem de regresso... já levei na mochila que estava comigo uma muda de roupa e uma fralda para o caso dela adormecer... E, além disso, o mar estava bem melhorzinho, embora continuasse a provocar alguns gritos a bordo e cambaleios pelos corredores... O que é facto é que na viagem de regresso já não houve tantos enjoos com direito a expulsão... ou vieram todos de avião, ou tomaram um comprimido para o enjoo, ou então adormeceram todos e, se calhar, adormecer é mesmo o truque... ;)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Ainda sobre a ilha Terceira...

Porque há pouco tempo ia estar na ilha Terceira, lembrei-me de escrever sobre o que esta ilha significa para mim...

Quando tinha 5 anos fui à Terceira pela primeira vez. Mas, não me recordo de nada. Aliás dessa viagem (de barco a todas as ilhas dos Açores com os meus pais e o meu primo P.) recordo-me de momentos, mas não sei identificar onde foram em concreto.
Depois dos 5 anos, a primeira vez que viajei até à ilha Terceira foi no meu 8º ano, portanto com 13 anos. Vim de manhã e regressei ao fim do dia. Vim, junto com outras crianças, num avião da Força Aérea (muito pouco confortável, por sinal!), como prenda por ter sido uma das melhores alunas da minha turma (é verdade!). Foi num dia importante para a Força Aérea (desconheço qual!), mas sei que é um dia que eles costumam fazer as acrobacias aéreas com fumos no ar e tudo. Lá os senhores marcharam e estiveram a fazer aquelas condecorações cheias de estilo, e nós ficamos a ver. Foi engraçado sim, mas não foi "Uau!"...

Depois disso (e alguns anos depois!), regressei umas quantas vezes à ilha Terceira, mas com outro fim: uma das vezes fui ter com a minha tuna para estar em palco com elas (foi inesquecível!), outras vezes foi por alguma festa (as festas da Praia, S. Joaninas onde apanhei chuva a dar c'um pau!), outras em trabalho,... A ilha em si, de belo pouco tem quando comparo esta ilha a outras do arquipélago (é apenas a minha opinião, não me crucifiquem amigos terceirenses!), mas de ambiente, de harmonia, do saber receber, simpatia e alegria tem tudo para ser das melhores dos Açores.

Nesta ilha guardo amizades e momentos intensos e felizes no meu coração. Dizem para voltarmos onde fomos felizes e na ilha Terceira fui sempre feliz. Eu vou voltar com certeza...

quarta-feira, 23 de março de 2016

Um "acidente" no ar!

Um episódio...

Ia eu, muito bem, com a minha filhota a bordo de um avião rumo a Lisboa quando, sinto um súbito calor húmido nas minhas pernas! Ai que treta disse eu ao mesmo tempo que levantava a miúda e tocava-lhe no rabinho a ver se era dali o chichi e nada... Não sei realmente por onde saiu o chichi... 

Levantámo-nos as duas em direção ao wc do avião com esperança que lá existisse as maquinetas de ar de secar mãos pelo menos!... Vai daí cruzámo-nos com a assistente que nos disse não existir...  A minha cara de pânico sabendo que ainda faltava metade do tempo para chegar ao destino... Fomos, na mesma, ao wc!

Lá dentro, quase que não nos mexíamos, tal é a "grandeza" da coisa... Por momento vi a minha vidinha andar para trás porque não estava a ver onde poderia mudar a fralda da princesa até que algo caiu exatamente por cima da sanita, depois da minha filha andar a experimentar os botões todos! Sim, foi ela que descobriu o tampo que seria o fraldário! Menos mal!

Lá estive a mudar-lhe a fralda enquanto ela tentava chegar a mais coisas para investigar o que eram o que dificultava em muito a minha tarefa de mãe e, quando terminei, estive a lavar a minha camisa enquanto ela já tinha investigado tudo e só faltava a porta!!! Depois tentei secar ao máximo a minha camisa e o niquinho molhado que ficou nas calças dela (ainda hoje não percebo por onde saiu tanto chichi que me molhou quase toda... tinha literalmente o equivalente a uma bola de basquete na minha camisa e ela um niquinho muito pequenino, tipo bola de ténis!)...



Viajar com bebés é bom, mas prega-nos partidas! :)