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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A pior parte de ser mãe...

Tirando a parte das doenças, que isso realmente é o que deixa uma mãe de rastos, impotente e, normalmente, uma mãe não mede os esforços que faz só para ter o seu rebento bem de saúde, arriscando, por vezes as sua própria saúde física ou mental; a parte pior de ser mãe é mesmo lidar com birras!!!!
Lidar com as birras exige um esforço gigantesco por parte da mãe. Primeiro porque é necessário um elevado QI de poder de argumentação e depois é preciso um grande poder de controlo da parte psíquica. É que por mais calma que se tenha (no início), a partir de certa altura começamos a entrar num estado de sanidade mental muito pouco aconselhável a seres sensíveis e politicamente corretos. Eu até me considero uma pessoa bastante calma e paciente, mas reconheço que a partir de certa altura consigo imaginar-me transfigurada numa, sei lá... o mais parecido com um Adamastor furioso, com lume a sair por cada orifício da minha monstruosa cara. É que já nem consigo raciocinar como deve ser... Fico completamente fora de mim! Louca portanto!... Claro que tudo piora quando as birras acontecem de manhã quando precisamos mesmo de nos despachar para cumprirmos com o programa suposto. Aí é o fim da macacada!
No minuto seguinte, normalmente quando chego ao trabalho, arrependo-me de tal figura medonha e só me apetece abraçá-la e dizer-lhe que a sua mãe não é assim. Que aquela figura monstruosa não era eu! Foi um ser extraterrestre que se apoderou de mim. Bom... a verdade é que essa figura foi consequência de um comportamento (sem razão de ser... sim, normalmente as birras não têm razão de ser!) que foi gerado por ela... E em vez de lhe dizer que aquela não era eu, ligo-lhe e explico-lhe que a mãe está no trabalho triste porque ela fez uma birra sem sentido, que sempre fica triste quando tem um comportamento que ela própria sabe que não deve ter. E ela sabe. E depois digo que a amo muito, mas que de manhã não pode ter comportamentos daqueles se não atrasámo-nos. Que quando está frio é mesmo preciso vestir o casaco, caso contrário ela pode ficar doente...
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh chega-te verão!!!! Estou farta da luta de inverno! Estou farta das birras de não querer vestir casaco!

terça-feira, 6 de junho de 2017

WC de princesas

Estávamos no Forum de Coimbra, quando a minha M. estava aflitinha para ir ao WC. Fui com ela. Depois de uma fileira de sanitas, havia a última de todas que tinha um desenho muito engraçado na porta: uma D. Inês de Castro e um D. Pedro. O célebre amor de final triste que escolheu Coimbra como cenário. E que cenário!!!
Claro que a minha M. só quis usar aquela casa de banho. E lá fui eu com ela...

Passado um bocado, estava eu, ela e o meu irmão, sentados na mesa enquanto ela comia um gelado gigante (que quem terminou fui eu, claro!!!), e ela lembra-se que quer ir de novo ao WC. Como estava a "dar cabo do gelado dela", pedi ao meu irmão para ir com ela. E lá foram eles... Dali a um bocado veio ela a chorar, muito triste, porque na casa de banho não tinha a princesa e ela queria ir à casa de banho da princesa.... Claro que o meu irmão ficou com cara de quem não estava a perceber nada do que ela dizia. Acreditem que a cara dele estava mesmo engraçada!!!! Disse-me ele depois que lá - na casa de banho dos homens, onde eles foram - não havia nenhuma princesa... Foi quando me lembrei da "casa de banho da Princesa"!!! Lá fui eu de novo com ela à casa de banho da princesa, porque ela, como princesa que é, só pode ir às casas de banho das princesas...

Birra (engraçada!) resolvida!


sexta-feira, 31 de março de 2017

Aos 2 anos não há birras grandes! Aos 3 sim!

Há tempos recebi uma newsletter (esta aqui) que, em virtude dos últimos tempos, me fez ter curiosidade em ler e escrever este post para voltar a ler sempre que precisar...

Diziam-me que os 2 anos eram terríveis... Com a minha filha pensei que tivesse sido fácil de ultrapassar, porque ela nem foi uma menina que tivesse feito muitas birras aos 2 anos. Fez sim, mas foram birras controláveis. Hoje, com 3 anos, as birras agravaram-se. Já não é suficiente chorar, agora vale espernear e dizer "não gosto de ti". E o choro dura até conseguir aquilo que quer! Comigo não consegue e por isso chora, chora, chora um bom bocado como se não houvesse amanhã... é tanto que às vezes até perco o "norte"... Vou variando as minhas atitudes consoante a situação: eu explico o porquê, tento chegar a um consenso com ela, abraço-lhe, dou-lhe beijinhos, digo que fica de castigo sentada no sofá a pensar na situação, saio de perto dela (a ignorar o que está a acontecer) e ela vai sempre atrás de mim,... fico sem saber como hei-de agir...
Os 2 anos não são terríveis! Os 2 anos é um cheirinho do que vai acontecer aos 3 anos... E nós, pais, temos de estar preparados para todas as fases dos nossos filhos. Depois de um dia inteiro de trabalho, chegar a casa e ainda ter a paciência toda do mundo para lidar com birras de 3 anos não é tarefa fácil... 
É importante ensinar os nossos filhos a respeitarem o "não" que às vezes temos de dizer. É importante não ceder. É importante impor limites. Isto também é amar!...

Para quem não sabe, isto é uma birra... chorar por "pouca coisa ou até sem motivo nenhum"...

Aqui uma birra, com humor! :)


Para a resolução, aqui está uma teoria...

e aqui outra teoria (a minha preferida, mas eu sou suspeita! :P)