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quarta-feira, 4 de julho de 2018

2 anos depois...

Já falei do meu primo-irmão aqui. Apesar de nos termos afastado durante anos infinitos, depois da nossa reaproximação, ele fez parte dos momentos mais importantes da minha vida. Veio de longe e esteve cá, do meu lado, a festejar comigo as minhas vitórias e as minhas alegrias. Depois de um tempo ele passou a vir de 2 em 2 anos e chegou até a vir anos seguidos para estar presente, como se a América fosse mesmo aqui ao lado. 
Este ano não há nenhum evento especial, mas ele veio na mesma, "matar" saudades. Desta vez não estive de férias para poder estar com ele sempre, mas sempre que pude estivemos juntos. 
Ele é especial para mim, para a minha vida, porque mesmo estando longe, torna-se presente, procura estar presente, mostra que gosta de mim, de estar comigo, de estar com a nossa família. Faz mais do que muitos outros que estão tão perto! Não procuram, não querem saber, não se importam... Isto faz dele uma das pessoas essenciais da minha vida. Isso faz com que ele tenha a importância que tem na minha vida. E essa proximidade que ele faz acontecer, faz de mim uma pessoa muito mais feliz! Por isso, sim, faço questão de estar com ele quando ele cá está. Sim, fico uma semana inteira a depender da disponibilidade dele. Porque é só uma semana (de 2 em 2 anos) que temos para estar juntos. Uma semana! Uma semana para desfrutar da sua companhia...




sábado, 14 de janeiro de 2017

Admiro-o como ser humano!

Falo de Barak Obama!

Esta última semana foi basicamente marcada pelo último discurso dele enquanto Presidente dos EUA... Infelizmente não o vi na hora (vi-o depois!) e, como eterna romântica que sou, emocionei-me naquela parte em que falou da sua esposa Michelle e das filhas.

Ao longo dos últimos 8 anos sempre o defendi, não pelo presidente que foi, porque sinceramente, como não vivo nos Estados Unidos da América, desconheço o que ele fez pelos americanos, mas pelo lindo ser humano que demonstrou ser. Lembro-me assim de repente de algumas fotos que vi, dele com a esposa, dele com a família, dele com o cão, dele com as crianças, dele com os seus trabalhadores, dele com alguns americanos comuns, dele a sorrir e na brincadeira, dele bem humorado (podem ver algumas delas aqui e aqui)... É mesmo aquele tipo de pessoa de quem eu gosto: bem disposto e sensível para com o próximo. É, sem sombra de dúvida, uma pessoa com quem gostaria de ter dois dedos de conversa... É, sem dúvida nenhuma, uma pessoa verdadeiramente interessante (e inteligente!).

O amor que ele sempre demonstrou ter pela Michelle é do tipo mais puro e verdadeiro que existe no mundo. Além de muitas outras coisas igualmente importantes, algumas mais importantes que outras, a consideração e o reconhecimento são pontos essenciais em qualquer relação. Com certeza que a Michelle teve de se privar de muitas coisas e teve de fazer muitos sacrifícios por causa dele e mesmo assim fê-lo. No momento de despedida, Obama reconheceu-o. Se calhar foi reconhecendo ao longo do tempo na vida privada, mas nós não sabemos. Ele teve coragem de o reconhecer publicamente (alguns nem na intimidade o fazem!). Fê-lo com pompa e circunstância. Fê-lo tão gentilmente, exatamente como qualquer mulher gostaria de ser elogiada. 

Por isso defendo sempre: é importante elogiar, reconhecer os esforços do outro e dizê-lo frontalmente (ninguém adivinha o que o outro pensa!). A boca não serve só para criticar! A boca devia servir essencialmente para elogiar! O mundo seria bem melhor! Numa relação com certeza ia melhorar muita coisa!...

E assim se constrói o amor e a confiança nos casamentos...

Vou sentir saudades desta família (já o tinha dito aqui!)...


sábado, 10 de dezembro de 2016

Baba Vanga

Não sei se já ouviram falar dela, mas esta senhora deixou-me um tanto perplexa com aquilo que já li sobre ela aqui, aqui e aqui...
É uma vidente cega que proferiu algumas coisas e que de facto chegaram mesmo a acontecer, como por exemplo: o 11 de Setembro "os irmãos americanos seriam atacados por 2 pássaros de aço", o aquecimento global "regiões frias ficarão quentes..vulcões iriam despertar" e o tsunami de 2004 "uma grande onda iria atingir uma grande costa cobrindo pessoas e cidades", e a eleição de Barack Obama "o 44º presidente dos EUA será africano americano e será o último presidente dos EUA de cor"...

Depois de 1 mês e 1 dia da vitória de Donald Trump pondero naquilo que ela disse "(...) no momento em que ele (Barack Obama) deixar o cargo vai haver uma grande crise económica e que toda a gente vai depositar esperanças nele, mas o oposto vai acontecer. O Norte e o Sul vão dividir-se e vão existir grandes conflitos."

Previu ainda que os muçulmanos iriam invadir a Europa (o que realmente está a acontecer devagarinho) com armas químicas e que este continente iria deixar de existir... além de outras profecias que pode ver aqui

Verdade, mentira, só saberemos quando realmente acontecer, se acontecer...






sábado, 20 de agosto de 2016

A passagem deles por cá...

Sou uma pessoa que gosta de conhecer pessoas novas. 
Num primeiro momento fico meio tímida. Olho, analiso a forma de estar, de conversar, de lidar comigo (e agora, principalmente, a forma como lidam com a minha M. passou a ser mais importante do que a forma como lidam comigo! Já dizia o outro "os meus amigos passaram a ser aqueles que tratam bem os meus filhos!"). Logo aí tiro um retrato personalizado da pessoa... Às vezes é bom, outras vezes é mau! É bom quando a análise que faço da pessoa é positiva. Quando a análise é negativa, começo logo a retrair-me e pronto, por mais que tente, não consigo disfarçar. É nesse momento que as pessoas começam a pensar "ah e tal ela é esquisita!"... Deixo bem claro aqui que eu não sou esquisita, eu simplesmente não vou à bola com determinada pessoa e se, tu que lês este texto, pensas que sou esquisita, é porque és uma das pessoas com quem não "encaixo" lá muito bem. Nem Jesus agradou toda a gente, porque eu, mera cidadã, hei-de agradar?! Acontece que os meus 38 anos (quase 40!) dão-me a liberdade de escolher não engolir sapos e nem levar desaforos para casa. Já engoli muitos e durante muito tempo (quando era mais novinha!). Agora só engulo aqueles que não consigo mesmo fugir (há sempre sapos que temos de engolir não é verdade?!), porque aqueles que consigo fugir, dispenso-os bem e prefiro, sim, que me chamem de esquisita! É para o lado que durmo melhor! O que é certo é que muito poucas vezes a minha intuição acerca de uma pessoa está errada... a não ser que eu pense muito bem de alguém e por um motivo ou outro ela se tenha revelado o contrário... também acontece!...
Mas do que eu queria falar era disto... os primos da "Amékina" (que falei aqui), como chamava a minha M., que vieram pela primeira vez cá (primeira vez desde que eu existo na vida do meu namorido!). Chegaram num dia e 2 dias depois ele, o primo grande, estava a ligar-me para tomarmos o pequeno almoço juntos (e eu nem estava com o namorido, por isso ele não tinha qualquer razão para me ligar, pois nunca me tinha visto pessoalmente!). Acedi e esse foi o momento do nosso primeiro encontro. Preparei-lhes um pequeno-almoço daqueles, com direito a bacon e ovos estrelados das "happy chickens", dizia ele, pois os primos mais pequeninos queriam um pequeno-almoço americano. Conheci a família toda e passei esse dia todo com eles. Quiseram experimentar a piscina dos meus pais, conheceram os meus pais, o meu irmão e a minha cunhada. Estiveram sempre à vontade connosco. Os miúdos e a mulher, apesar de só falarem inglês, interagiam como podiam com todos. A minha M. adorou os primos. Abraçava-os e fazia-lhes festinhas. Não é preciso dizer que o primeiro impacto foi super positivo e assim se manteve durante toda a estadia deles por cá.
Estive com eles mais vezes e em todos os momentos senti que houve empatia entre nós, que havia amizade por mim e pela minha M., que queriam e sentiam vontade de estar connosco. É assim que gosto das pessoas: simples, humildes, atenciosas, meiguinhas... Aqui deixo algumas recordações dos nossos momentos juntos.




terça-feira, 2 de agosto de 2016

Nós somos muito desenrascados!

Nós portugueses sempre tivemos o hábito de nos desenrascarmos em país alheio. Foram os aventureiros mar fora sem saber o que iam encontrar e entraram em terras completamente desconhecidas, com outros costumes, outras línguas, outras cores de pele. O português foi destemido e avançou. Quis sempre mais. 
Mais tarde, muitos dos nossos portugueses emigraram para outros países em busca de uma vida melhor e aí aprenderam a falar outras línguas, outros costumes, alguns até vingaram bastante bem nos países escolhidos. Hoje há portugueses por todo o lado. Foi por isso que a vitória de Portugal no Euro 2016 foi festejada em todos os cantinhos do mundo. Nós estamos espalhados por todo o mundo mesmo.
Eu, pessoalmente, quando visito outros países gosto de "adotar" os costumes, as vivências, gosto de comer as comidas da origem, gosto de me "sentir como se fosse um deles". É essa a piada que vejo nas viagens que faço. Se vou a Espanha, não escapam as Tapas; se vou à Terceira, não escapa a alcatra; se vou à Madeira, marcha sempre a bela espetada com o delicioso bolo do caco; se vou ao Brasil, minha rica água de côco;... Costumo dizer sempre ao meu primo da América, que me quer levar a restaurantes portugueses (!!!) "no dia que te visitar quero comer fast food e ir ao Dukin' Donuts, ao Starbucks (além das lojas famosas daqueles malls, claro!)". Comida portuguesa como em Portugal! :) 
Esta conversa toda para dizer que amanhã chega cá, o único membro da família do meu namorido que eu ainda não conheço pessoalmente. Estou empolgada! Quer dizer, falamos pelo facebook e pelo Natal já chegamos a trocar fotos em jeito de "Feliz Natal". Parece ser uma pessoa bastante simpática. Vem com os seus 2 filhos e a esposa. Nenhum deles fala português. Ele sim, parece que fala. Vai ser bonito vê-los a comunicar connosco. Nem todos falam inglês. Há até quem não perceba mesmo nada. Mas português que é português faz-se perceber até na China, digo eu!... Uma aventura para mais tarde contar... ;)