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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

O melhor deste Natal

Um bebé na família é sempre uma alegria gigante... Mas ver a minha M. deliciada com o primo é dos melhores cenários que já vi! Ela faz-me lembrar de mim quando era pequenina... Sempre agarrada aos bebés! Quando íamos visitar algum, queria tê-lo sempre no meu colo... Hoje esses bebés são já adultos (ahhh como estou a ficar velha!!!), mas lembro-me de "plantar-me" na casa deles para cuidar deles. Grande paciência tinham as mães desses bebés para terem que levar comigo!!!
Lembro-me quando o meu irmão nasceu que eu queria tê-lo sempre no meu colo... Olhá-lo, cuidar dele, sentir o seu cheirinho... Era o meu bebé!
No dia que a minha M. foi ver o seu primo pela primeira vez ficou radiante e não descansou enquanto ele não foi para o colo dela! Enquanto estivemos lá, ela passou o tempo todo com ele ao colo, sentadinha, sossegadinha, a fazer-lhe festinhas e a olhá-lo, tal como eu fazia quando tinha a idade dela... E foi tão lindo de se ver... O brilho dos seus olhos, o carinho com que olhava para ele, a responsabilidade de falar baixinho para ele não acordar, o sorriso sereno... E ele ali feito pachá a dormir no seu colo!...
Tenho ou não tenho a menina mais doce e meiga do mundo?! Que sorte tem o F. por ter uma prima que o adora desde quando ele ainda estava na barriga da sua mãe... Tenho a certeza que no futuro vão ser grandes amigos e vão proteger-se sempre...
É ou não é um mimo esta foto?!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Que comece a 7ª aventura...

Dizem que o nº 7 é o número da perfeição ou o número do fim de um ciclo e início de outro. Isto, lido assim, causa bastante ansiedade numa pessoa, principalmente numa pessoa como eu!
Sete são os dias da semana, os graus da perfeição, as esferas celestes, os dons do Espírito Santo, os mares, as cores do arco-íris, as Maravilhas do Mundo, os pecados mortais, as notas musicais, as estrelas que compõem a Ursa Menor e a Ursa Maior, a quantidade de letras da frase "Eu amo-te", etc... Deus criou o mundo em 6 dias e no 7º descansou, fazendo dele um dia santo.

Pessoalmente o número 7 nunca foi um número que gostasse muito. Gosto mais de números redondinhos... Mas passar por eles é bom sinal. É sinal que estamos vivos e firmes. E cá estou eu... alias, cá estamos nós! Cá estamos na nossa casinha, a do "futuro", que agora é presente nas nossas vidas... O 7 simboliza o fecho perfeito de um ciclo e início de um outro... Este, se calhar, é o novo ciclo: estarmos na nossa casa nova... Se for, que seja um ciclo do bem e cheio de energias boas,...

Hoje são Bodas de Lã: a lã é maleável, confortável e capaz de suportar todas as tempestades que vierem. Quanto mais unidos estiverem os seus fios, mais resistente a lã fica, tal como deviam ser todos os relacionamentos.

Vamos lá fazer um crochetzinho então...




terça-feira, 25 de abril de 2017

Sintam-se livres para amar...

Não vou falar do Dia da Liberdade nem o que ele significa, pois acho que vai muito além dos cravos e da revolução... O Dia da Liberdade, em 1974, traduz-se num simbolismo que deve ser vivido ainda hoje: a liberdade de nos exprimirmos da forma como nos sentirmos mais confortáveis, sem desrespeitar a liberdade do outro, claro! Hoje quero fazer este post a partilhar uma coisa que fiz há uns tempos atrás e que me deu um prazer tremendo...

Há uns tempos, se calhar há um mês atrás, sei que foi depois do Dia do Pai, apeteceu-me enviar uma sms aos meus pais, irmão e marido a dizer simplesmente "Adoro-te P.,M.,A., J.!". Infelizmente não é uma sms que envie com muita frequência... mas já posso adiantar que vai passar a ser. A minha família é a minha maior benção!...

Hoje, dia da liberdade, permitam-se sentirem este sentimento de liberdade e sintam-se livres para demonstrar o quanto gostam dos outros. Digam o que sentem, sem medos. Olhem nos olhos e entreguem-se e... sejam felizes! Abracem-se, beijem-se, digam que se amam... Sorriam... Não só hoje, mas sim em qualquer dia dos 365 dias que dispomos....

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O meu Reveillon é assim...

Até aos meus 15 anos as minhas oites de Passagem de Ano foram passadas no Nordeste, no Clube Desportivo de Santo António Nordestinho. O meu pai, que na altura era o presidente, organizava um jantar convívio e baile pela noite dentro. Sempre me lembro disso! Eram sempre muito divertidas as passagens de Ano lá em Santo António. Tenho maravilhosas recordações dessa altura da minha vida... Havia lá uma tradição pós baile que não sei se ainda existe hoje... Íamos pelas casas das pessoas mais próximas desejar os Bons Anos. À porta cantávamos uma música cuja letra é a seguinte:

O Ano Novo
Bom ou mau ninguém o adivinha
É como o ovo
Pode ser galo, pode ser galinha...

E continuávamos a cantá-la até nos abrirem a porta para uma espécie de "menino mija"... Isto acontecia pela noite dentro, até de manhãzinha...

Depois de ter saído do Nordeste, ainda hoje um ano que fomos todos a um local que organizou um baile de Reveillon, mas nunca mais se repetiu até hoje: o dinheiro que se gasta não compensa e em casa estamos sempre mais à vontade. 
A verdade é que todas as meias-noites do dia 31 de dezembro para 1 de janeiro foram passadas junto com os meus pais. Há sempre um jantar em casa dos meus pais para toda a família (aquela que pode participar) e alguns amigos mais chegados. Depois da meia-noite, ainda ficamos ali na conversa mais um pouco... Depois disso, cada um vai assumir os seus primeiros compromissos do ano novo: uns vão para outras casas, outros para o Coliseu ou outro local que organize alguma festa...
Nunca fui de ir ao Coliseu, pois no único ano que fui achei um desperdício de dinheiro: gastamos dinheiro no vestido, cabeleireiro, manicura, depilação, bilhete de entrada, para termos apenas umas horinhas de folia (6h)... 
Gosto muito mais dos convívios com a família e amigos e do forrobodó habitual em casa na nossa ou na de amigos... Um dia quem sabe não o vamos passar noutro cantinho do planeta?!


sábado, 24 de dezembro de 2016

Viver o Natal...

Neste dia que, finalmente. se vive o Natal em pleno, queria poder dizer que todos são felizes e estão a festejar o Natal como deve ser, mas sei bem que isso é uma utopia... No entanto, chamem-me o que quiserem, mas hoje e amanhã vou olhar para o meu umbigo: a minha família! Quero viver o Natal de forma intensa e com a certeza de que irei deitar a minha cabeça na almofada nas próximas duas noites com a consciência tranquila de que tudo fiz e dei de mim para o bem da minha família. A única certeza que tenho, além de que um dia vou partir para o outro mundo, é este amor que sinto pelos meus (e "os meus" são ainda alguns!). 
"Família é tudo igual, só muda o endereço!" é verdade! Mas a minha, para mim, é a melhor! É com ela que eu sei que posso contar sempre... Temos divergências, podemos inclusive falar mais ou menos com um ou outro, podemos até não falar durante um tempo, mas o sentimento que sinto por cada um deles é que são parte de mim, da minha vida... E, até aquele primo de 6º grau que só vejo lá de longe em longe, nestes dias de Natal, especialmente, lembro-me dele... E aquele amigo que não é família de sangue mas é de coração, nestes dias de Natal também estão no meu pensamento... E aqueles que já partiram deste mundo, neste dias de Natal, vivem em mim...
Nestes dias eu não sou apenas eu. Eu sou a imagem viva da minha família. Eu sou a minha família e é por ela que respiro hoje e sempre...

Aproximem-se da vossa família também e aqueçam os vossos corações de paz, amor e união. Amanhã é outro dia como o de hoje. O depois de amanhã também devia ser. E todos os restantes dias também... Mas sabem que mais?! O "Amanhã" pode não chegar e viver com o arrependimento e o remorso torna o nosso coração negro cada dia que passa... Façam um favor a vocês mesmos e vivam a vossa família em pleno hoje e sempre...

FELIZ NATAL!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Histórias minhas de Natal VI: "Primeiro Natal de casamento"

Decorria o ano de 2010... Poderia ter sido um Natal que, apesar de diferente, poderia ter sido muito feliz, mas não foi!... Vai ficar marcado no meu coração e memória para sempre... Exatamente um mês antes do dia de Natal tinha perdido a minha tia (mulher do meu tio paterno), por morte súbita. Foi um verdadeiro choque para nós... O meu tio e primos estavam arrasados, como era natural. O ritual de passar a noite de Natal em casa dos meus tios morreu no dia que a minha tia nos deixou, embora para mim fosse já um dado adquirido a partir do momento em que me casei...

Na véspera de Natal desse ano, iniciei um novo ritual na nossa casa (minha e do meu marido). Um almoço de Natal mais elaborado só para nós os 2, visto que nem o jantar/ceia desse dia, nem o almoço ajantarado do dia de Natal passamos em casa...

Na noite de Natal rumamos, eu e o namorido, para Ponta Garça, passar a ceia de natal junto com a nova família. Foi uma noite diferente para mim onde senti que também eu fazia parte do clã Medeiros. Apesar disso, senti muito a falta dos meus pais e irmão. Acho que é natural! Passei a vida toda a passar a noite e o dia de Natal com eles e, de um momento para o outro, deixo de estar com eles nesta noite e deixo de ter os tais rituais habituais... De qualquer forma, tentei abstrair-me e entrar no espírito de Natal. A tradição lá é diferente. O jantar acontece pelas 20h/21h, mas prolonga-se pela noite dentro. Até à meia-noite estamos lá sentadinhos à volta da mesa comendo, conversando,... 
A minha sogra (já o disse aqui) cozinha divinalmente bem. Enche aquela mesa cheia de comidas deliciosas. Eu acho até que ela passa o dia 24 inteiro (se não também o dia 23) na cozinha para ter tudo prontinho para receber a família numa noite especial. No jantar, normalmente, é servido um bacalhau que é feito com batata frita (que por acaso dá imenso trabalho, mas ela faz porque sabe que a maioria gosta!), mas também é servido um prato de carne, que normalmente é bifinhos com cogumelos, mas pode ser também outra coisa qualquer, desde que ela ache que as crianças gostem. Depois, na sobremesa ela tem uma particularidade (e não apenas na noite de Natal!): ela faz sobremesas para todos... Normalmente faz gelatina porque a minha M. gosta; faz alguma sobremesa com natas e chocolate, porque o genro, o filho,a  filha, eu e o neto gostam; faz algo mais light para que o marido também possa comer sobremesa (ele tem de ter cuidado com os doces por causa dos diabetes!); faz um gelado que já é típico lá em casa, porque sabe que o neto gosta; às vezes faz a tarte de maçã porque além do marido poder comer, sabe que eu gosto,... então fica a mesa novamente cheia de coisas boas para todos comerem... Basicamente saímos da mesa a rebolar... 
Depois de comermos, fazemos toda aquela encenação da chegada do Pai Natal, na altura por causa do T., hoje também por causa da M. e do V., para que a magia do Natal também esteja por lá... Nesse ano foi a minha cunhada e minha sogra colocar os presentes debaixo da árvore. E vamos para a sala "museu" (também existe uma sala "museu", daquelas que só se usam nessa altura, na casa dos meus sogros!), onde a minha sogra monta a árvore e onde estão as prendas. Por lá ficamos durante, pelo menos, às 2h da manhã... 
Existe uma tradição muito própria naquela freguesia, da qual não sou lá muito fã, pois para mim Natal é estar em casa com a família, união, amor, paz (disse-o já aqui!)... Após a reunião familiar, os mais jovens saem das suas casas quentinhas, onde estão com a sua família, para andarem de casa em casa a desejar um Feliz Natal uns aos outros (algumas pessoas inclusive vêm abrir a porta de pijamas, pois já estavam na cama a dormir!). Em cada casa bebe-se, come-se, dão-se gargalhadas, trocam-se palavras... Não é preciso dizer que no fim da noite, ou melhor, na manhã dessa mesma noite, alguns já não estejam em perfeitas condições... Como já referi, não é uma tradição que ache muita piada...

No dia seguinte, em virtude da morte da minha tia, o ritual mudou e deixamos de ir para a casa dos meus padrinhos na Lomba da Maia, para não deixarmos o meu tio e primos sozinhos no dia de Natal. O almoço ajantarado de Natal passou, a partir desse ano, a ser em casa dos meus pais. Não estávamos felizes, cheios de sorrisos e tal, pois faltava-nos aquela que tinha uma gargalhada que se ouvia no Nordeste. Mas estávamos juntos. Eu, o namorido, o meu irmão, os meus pais, o meu tio, os meus primos, a minha avó paterna e a materna. Nesse dia, a tradição é o perú na mesa, com o recheio que eu amo. A minha mãe está a ficar uma perita a fazer o perú. Igualzinho ao da minha avó da Lomba da Maia... A casa está aconchegante, cheirosa, cheia de velinhas acesas, mesmo em ambiente natalício... Nesse ano, na hora de abrirmos os presentes (por já não haver crianças, os presentes já estavam debaixo da árvore!), não consegui resistir e chorei. Abracei-me à minha mãe e chorei... Não conseguia parar... A falta de alguém querido ali ao nosso lado, as mudanças que em tão pouco tempo aconteceram na nossa família fez-me sentir saudades e desejar que tudo ficasse melhor...um dia...

(Foto do nosso primeiro Natal juntos, na nossa casa, em 2010.)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal III: "Acreditar no Pai Natal"

Ainda não vos disse, mas eu acreditei no Pai Natal até já bem grandinha...

Em criança, acreditava piamente de que ele existia e que ia distribuir os presentes por todas as crianças do mundo... Chegou a uma altura, provavelmente quando descobri que o mundo tinha muitos países e por sua vez muitas crianças em muitas moradas, em que ficava intrigada por não conseguir perceber como ele conseguia chegar a todos numa única noite... E pior que tudo, como é que ele conseguia dar conta do recado levando os presentes que cada criança pedia. Pelo menos a mim (e ao meu irmão) ele trazia-me sempre coisas que tinha pedido, além de outras que também recebia...
Depois na escola haviam crianças que diziam que ele não existia... e eu comecei a criar dúvidas na minha cabeça, até que um dia perguntei à minha mãe se realmente ele existia. Ela não me iria mentir. Ela foi tão sábia, tão sábia, que se algum dia a minha M. me fizer a mesma pergunta, vou responder exatamente igual. Então foi assim:

- Mãe, existe Pai Natal?
- O que achas?!
- Os meninos da escola dizem que não existe!
- Então se não existe, não há prendas...
- Mãe, eu acho que existe!

E pronto, a história ficou por aí... Nunca mais lhe fiz a mesma pergunta, com medo que ela me dissesse que não existia... É que corria o sério risco de não ter mais presentes debaixo da árvore... Até que chegou o dia que realmente cai em mim e percebi que ele não podia existir, mas fingi que acreditava por bastante tempo, até porque a magia do Natal e a magia de "ser criança" desaparece quando deixamos de acreditar nele... Vou fazer tudo por tudo para que a magia do Natal da minha M. permaneça durante muitooooooooooooooo tempo...


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal II: Rituais da noite de Natal no Nordeste..."

Quando já éramos mais crescidos, mas mesmo assim ainda crianças, o ritual da noite de natal era sempre o mesmo: jantávamos em família, vestíamo-nos a rigor e íamos para o carro para irmos à missa do Galo... Enquanto estávamos no carro, a minha mãe era sempre a última a chegar. Esquecia-se sempre de algo (de por os presentes debaixo da árvore sem que nós percebêssemos ou víssemos!)... Íamos à missa do Galo, aquela missa interminável que 50% das crianças poderiam adormecer mas só não acontecia porque estavam empolgadas com a magia do chegar a casa e ver os presentes debaixo da árvore (eu e o meu irmão era assim!)... Normalmente era sempre uma noite fria...
Depois da missa do Galo, o meu pai "lembrava-se" de ir dar uma voltinha, para aumentar ainda mais a nossa ansiedade. Este era o único dia em que nós (crianças) queríamos era chegar a casa o mais rápido possível....
A voltinha era sempre pela freguesia, máximo até à freguesia vizinha... íamos ver as luzes, dizia ele... Lembro-me que além de uma noite fria era uma noite clara, cheia de estrelas e às vezes de lua clara... e passávamos a "voltinha" toda a olhar para o céu à espera de ver alguma luz mais forte a andar de um lado para o outro, que depois seria o Pai Natal atarefado na entrega dos presentes.
Nunca o vimos... pudera!...
Depois chegávamos em casa e, no meio de correrias e ansiedade lá subíamos nós as escadas rumo ao quarto de jantar, onde estava a árvore de natal, com as luzes a piscar à nossa espera com os presentes debaixo dela...
Natais felizes...

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Programa de Natal do blog...

E agora que se aproxima o Natal.... achei que devia fazer um programa exclusivo sobre o tema, que é vasto, pelo menos na minha vida tem um enorme significado, já o referi aqui...

Após a decisão de um post diário e após me terem pedido histórias da minha infância, decidi começar uma rubrica nova neste blog, pelo menos até ao Natal... Todas as quartas-feiras, a começar já no próximo dia 9, vou contar algumas histórias dos meus Natais, enquanto criança, adolescente, jovem, e mais recentes... Aqueles natais que me marcaram por um ou outro motivo...

Estou, neste momento, já com a minha memória a fervilhar, a recordar-me de alguns dos Natais que mais me marcaram e...foram tantos... mesmo... vou ter mesmo de seleccionar apenas a 7 (que são as quartas-feiras que restam até ao Natal!)...
Se calhar sou uma sortuda, se calhar a maioria não tem recordações boas dos seus Natais, ou pelo menos da maioria, mas eu evito pensar muito nisso pois entristece-me a alma pensar nessas coisas... Chamem-me egoísta, chamem-me tudo... A verdade é que dou graças a Deus por ter a família que tenho e por me terem proporcionado sempre momentos que hoje recordo com saudade... Os Natais são sempre um marco importante na minha família e é isso mesmo que pretendo oferecer também à minha filha...

Espero que gostem...
(Em 2014, no seu 1º Natal...)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Começa a contagem decrescente...

Hoje é o primeiro dia do mês de Novembro e já começo a vibrar com o Natal. Esta época de espera pelo Natal é para mim muito vivida e faz-me ter novamente 6 anos durante muitas partes do meu dia, principalmente mos momentos em que estou com a minha M., porque quero que ela tenha grandiosas memórias dos seus Natais de infância... quero que ela vibre como eu com o Natal, com as luzes, com a árvore de Natal, coma  ideia que o Pai Natal virá....
Gosto muito do Natal, sempre gostei... tenho recordações lindíssimas desta época do ano na minha infância, adolescência, e juventude... A magia que o Natal me transmite todos os anos é uma das coisas que mais me deixa alegre no ano... Natal para mim é família, é amor, é paz, é alegria, é união, é entrega, é sorrisos... 
Além disso, ficar em casa ao serão, enrolada no cobertor com a família, de cházinho na mão, apenas a admirar as luzes a piscar na árvore de natal... não há nada que pague... Esta é, para mim, a melhor parte do Inverno...

*** Depois do mar, do sol e do verão, esta é a época do ano de que mais gosto...



segunda-feira, 11 de julho de 2016

O 10 de julho que ficará para a história de Portugal


E foi com estas imagens que encerramos a noite de ontem! Um dia de glória para Portugal. O 10 de julho devia ser considerado feriado nacional daqui por diante! :)

Comecei o dia a receber mensagens da vodafone a informar-me dos acontecimentos portugueses:
"Sara Moreira vence meia maratona de Amesterdão."
"Jessica Augusto conquista medalha de bronze."
"Patrícia Mamona conquista o outro no triplo salto no Campeonato Europeu de Atletismo."
...para terminar com 
"Foi desta! Portugal é finalmente campeão Europeu!"

Bom... desde o primeiro momento deste Campeonato Europeu que me deparei, essencialmente no facebook, com comentários muito tristes em relação à nossa seleção. Que eram uns fraquinhos, que não sabiam jogar futebol, que foram mal escolhidos, que éramos nojentos, que o capitão não fazia nada, que tinha era a mania, entre outros comentários menos bons... Eis o que eu vi:
- que tínhamos o "melhor do mundo" em campo e, por este fator, nele depositamos todas as esperanças, porque os restantes jogadores quase que não se conheciam;
- que os 11 em campo podiam não saber jogar futebol técnico e bom, mas jogavam e davam o seu melhor, corriam atrás, lutavam até ao fim, sempre com a cabeça erguida;
- que tínhamos uma equipa unida, coesa, construída e firmada com base na amizade, companheirismo, presença e isso é extremamente importante em torneios como este;
- que tínhamos um Rui Patrício, muitas vezes quase esquecido, mas esteve sempre lá a defender o que podia e o que não podia, mostrou estar à altura de um campeonato deste calibre;
- que tivemos a estrelinha da sorte do nosso lado desde o primeiro momento, mas também quem sofre tanto em cada jogo até ao último, bem que já merecia ter alguma sorte na final;
- que o nosso "melhor do mundo" desempenhou o seu papel de capitão de equipa na perfeição e até ao último suspiro (ainda mais orgulhosa do melhor do mundo ser português!): sempre fomentou a união e a boa disposição entre jogadores e entre jogadores e equipa técnica; sempre agiu com ponderação em todos os passos que deu no Euro (exceto no caso "microfone"); deu tudo por tudo no jogo contra a França, foi até ao seu limite (se calhar até ultrapassou o seu limite!) e teve também a coragem e a humildade de abandonar o campo quando viu que nas 4 linhas iria desajudar mais que ajudar os seus companheiros e foi com enorme tristeza que o fez. Acho que a imagem que mais me comoveu no jogo foi quando ele colocou a braçadeira de capitão a Nani. Mas que grande responsabilidade!
Não é qualquer um que põe os interesses de um país em detrimento dos seus. Ele queria estar lá nas 4 linhas, tal como muitos outros, mas preferiu retirar-se, pois só assim podia ajudar os seus companheiros e o seu país. É de Homem! Enganaram-se aqueles que pensavam que ele ia tratar da sua lesão. Ele ficou... No banco dos suplentes! Foi capitão no banco! Foi treinador adjunto! Ele sofreu, saltou, deu indicações, e, no fim, chorou de alegria por também ele ter feito parte desta vitória que é muito sua: Portugal Campeão Europeu 2016!
- que éramos "nojentos"! Desde que me lembro de ver futebol que sempre vi um Portugal a fazer jogo limpo e a respeitar os adversários, mas também sempre me lembro dos cavalões dos franceses, que sempre jogam como touros no campo, levando consigo tudo o que aparece pela frente (olhem a lesão do nosso capitão!)... Nojentos, nós?! Quem tinha traças a dar c'um pau no estádio eram eles, não nós! 
- que os franceses têm mau perder (nada que não me admirasse). Uma das minhas maiores amigas nasceu em França, mas apoia Portugal desde sempre, mesmo até contra a França (eu deserdava-a se assim não fosse!). E ela (e mais alguns!) sabe que a França (país) e os franceses nunca me cativaram... Hoje percebo porquê... Então não era suposto ficarem as cores da nossa bandeira na Torre Eiffel?! 5 segundos de verde e vermelho?! Só?! É muito mau perder! Óbvio que não é fácil jogar contra uma equipa na nossa casa e essa equipa ganhar e ainda termos que colocar a bandeira do país dessa equipa no monumento mais emblemático do nosso país, mas o jogo é isso mesmo. Às vezes ganhamos, outras vezes perdemos. E perder também é ter humildade suficiente e respeito pelo próximo. Nós, cá em Portugal, temos humildade e respeito pelo nosso povo/país, mas também temos pelos outros. E é isto que nos torna GRANDES heróis valentes de uma nação...! É um orgulho ser parte deste país! 


E termino com o último parágrafo desta carta aqui, que vale a pena ler.

"(...) Somos nós o povo que arranca o prefixo de impossível. E se ele teimar em não cair, o que certamente será muito injusto, uma idiotice pegada ou um azar dos diabos, havemos de sobreviver."

...porque sempre assim foi e sempre o será (os melhores momentos aqui)!












quarta-feira, 13 de abril de 2016

Quando o cancro chega sem pedir licença...

A primeira vez que fui confrontada com o "bicho" (prefiro chamar-lhe assim!) foi em finais de Abril de 2008. Fiquei sem chão! Não sabia bem o que era. Sabia que havia a quimioterapia, a radioterapia, as cirurgias, mas não sabia os sintomas, efeitos do tratamento, não sabia nada. Logo que fui confrontada com essa ideia de ser obrigada a lidar com o bicho, passei muito tempo na internet à procura de respostas. E, só depois de ler muito, aprendi a ajudar a minha família e a mim própria.
Ele entra na nossa vida e não pede licença. Entra de forma silenciosa. Não bate à porta. Não tem educação. É cruel, é falso, é estúpido. Não olha a idades, a cor, a condição social. Entra e pronto. Destrói famílias, mas une ainda mais outras, ensina-nos muitas coisas, faz-nos questionar a nossa missão no mundo.

Vem a fase dos tratamentos... Cada dia é um dia. Se num dia estamos bem, no outro podemos estar mal. Se num dia sorrimos, no outro podemos ficar com medo. À frente da pessoa que luta, parecemos sempre estar bem, mas quando nos isolamos muitos pensamentos passam pela nossa cabeça. O grande desafio está em conseguir eliminar esses pensamentos menos bons e revertê-los só em coisas boas.

Durante este processo todo é extremamente importante a alimentação: é preciso não alimentar o bicho. E ele alimenta-se de açúcares. Por isso é preciso evitá-los. É preciso apostar em produtos naturais, em legumes, em fruta (tudo muito bem lavado!), em sumos de beterraba. É preciso ser-se positivo, ou aprender a ser positivo. É preciso ter fé na cura, em Deus, ou, em algo superior. É preciso ser-se corajoso, não ter medo de agulhas, ou pelo menos "suportá-las" (pois passam a ser o "prato do dia"!) e ser bastante otimista. E, por fim, também é preciso ter sorte! Muita sorte!

É durante esta caminhada difícil que essas pessoas se  tornam guerreiras, pois conseguem superar todas as dificuldades. É aqui que nos agarramos a tudo: Todos os Santos, Espírito Santo, Jesus, Maria, Deus,... Lembro-me que tínhamos um altarzinho cheio de imagens e velas, onde rezávamos. Tínhamos orações que toda a família rezava todos os dias, em vários pontos do mundo. Tínhamos muita fé e esperança de que o bicho ia desaparecer.

É nestas alturas que descobrimos quem são os nossos verdadeiros amigos. Quem está lá sempre para nós. Com quem podemos contar. Também descobrimos quem são aqueles que não interessam. Aqueles que não fazem falta nenhuma. Aqueles que são apenas "número" na nossa vida. E sabem que mais?! Ainda bem. Lembro-me sempre de uma conversa que nos foi dita na 1ª consulta (naquela em que tivemos a confirmação de que o bicho existia): "Isto vai ser como entrar num comboio que vai parar em várias estações e na carruagem só vais colocar pessoas que te fazem bem, o resto deixa para trás. O objetivo é chegar à última estação: a da vitória." E, é mesmo assim que funciona!

Depois dos tratamentos, há quem consiga dar um KO no bicho. E há quem não consiga e, mesmo assim continuam sendo guerreiros. Afinal de contas não é qualquer um que consegue enfrentá-lo de peito aberto disposto a tudo. E eu tive a felicidade de conhecer tanta gente com essa força, mas, infelizmente, com pouca sorte. Gente com mais ou menos idade. Os de menos idade sempre custa mais aceitar. Que Deus os tenha junto de Si. Mas também conheci gente que o enfrentou e que conseguiu derrubá-lo com distinção. Uma dessas pessoas foi o meu irmão. Graças a Deus que assim foi. Normalmente vamos sabendo apenas dos casos de insucesso. Os casos de sucesso nem sempre conhecemos. E eu acho que é importante para as pessoas que estão em tratamentos saberem que também existem finais felizes e que é possível vencer. É importante que alguém que já esteve em tratamentos se disponibilize e vá dar o seu testemunho a quem está em tratamentos para eles verem com os seus olhos que podem também conseguir. Tenham força e fé!

A 28 de Janeiro de 2009 eu recebi a melhor notícia da minha vida até àquela data. Foi como se tivesse ganho o primeiro prémio do Euromilhões. Estava rica, milionária. O tormento ao fim de 10 (longos) meses tinha terminado (pensava eu!)... Seguiram-se dias muito felizes. Mas o tormento nunca mais termina. Claro que já não será no dia-a-dia, mas a cada proximidade dos exames de rotina o medo toma conta de mim, de nós. Ninguém comenta, mas eu sei. Todos pensam nisso. Todos têm medo. Todos rezam com mais afinco. Os exames de rotina são uma espécie de relembrar o quão frágeis somos. Que devemos agradecer todos os dias a graça de estarmos vivos e juntos. Eu agradeço a Deus todos os dias a graça que é ter o meu irmão na minha vida. Obrigada Deus! Mais uma vez confio em Ti.

A vida nunca mais volta a ser a mesma... Maldito bicho!...