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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

É hoje! Vem comigo!

Venha comigo!
Não vamos conseguir vencer caminhando ou lançando balões, mas podemos ajudar de alguma forma!...
São apenas 4€!!!



O ano passado foi assim:







segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Caminhada Solidária: venha comigo!

Na próxima sexta-feira está a ser organizada uma caminhada solidária pela prevenção do cancro da mama... E podem até dizer-me "Não é a fazer a caminhada e a lançar um balão que o cancro da mama acaba!"... Pois não! Não é através desta caminhada que vamos conseguir parar esse maldito bicho. Infelizmente! Se fosse tão fácil como lançar um balão, era bem capaz de lançar milhares, um por cada vítima!!! Mas não, não é assim que se combate esse maldito bicho que é o cancro e que ceifa vidas sem dó nem piedade...

Todo o dinheiro angariado na inscrição reverte a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro que é a entidade de referência nacional que se dedica ao apoio ao doente oncológico e família, na promoção da saúde, na prevenção do cancro e no estímulo à formação e investigação em oncologia.
Em cada inscrição receberão uma t-shirt, um balão de ar quente, uma água e folhetos informativos!!!

Ao longo da caminhada podemos é refletir e levar connosco no coração todos aqueles que conhecemos, que tivemos conhecimento, que não conhecemos mas que ouvimos falar, e que por desfortúnio, foram vítimas. Podemos também levar connosco aqueles que de forma guerreira conseguiram vencer esse maldito!

Vou levar muita gente no meu coração... uns que venceram com distinção, outros que, infelizmente, já não estão cá... infelizmente são cada vez mais...

Se quiser participar, contacte-me através da página deste blog no Facebook. Terei todo o gosto em ajudá-lo/a a caminhar ao meu lado por esta causa... :)

São apenas 4€!!! E... JUNTOS somos mais FORTES!


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Hoje é dia de caminhar por uma causa nobre...

Já não é segredo para ninguém que na minha vida também tive, não na primeira pessoa (embora o tenha sentido como tal!), uma batalha contra um bicho violento, sem piedade e sem escrúpulos. Não o desejo a ninguém... É uma luta tremenda, impotente, cruel... Se num dia estamos bem, no dia seguinte estamos mal... O futuro é sempre uma incerteza e o futuro é já daqui a 1 minuto, o que torna tudo mais complicado de gerir principalmente para quem, como eu, gosta das coisas bem planeadas... A única certeza que temos é que, independentemente do que quer que aconteça, não podemos mesmo baixar os braços, dar tréguas ao maldito bicho, esse raio de bicho que devia ele próprio morrer de cancro!
A partir dessa experiência fiquei mais sensível à luta contra ele. A partir dai decidi viver um dia de cada vez e não pensar no amanhã, pois este pode não vir... Bom, eu penso claro, mas não dramatizo, ou pelo menos evito dramatizar... Aproveito o momento hoje, o momento agora!
E é com este espírito que me vou juntar às pessoas nesta ação de campanha contra o cancro da mama. Vou pelas pessoas que já lutaram contra qualquer tipo de cancro. Umas que venceram e continuam a ser grandes guerreiras e também por aquelas que, infelizmente, já não se encontram entre nós. 

Vais vir também?! 
Somos sempre poucos contra esse bicho maldito, mas juntos seremos cada vez mais fortes!



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Bora lá caminhar por esta grande causa?!

No próximo dia 13 de outubro vou participar numa caminhada de luta contra o cancro da mama, esse demónio que atormenta muitas mulheres e muitas famílias!! 
Na minha família, que eu saiba, só tive um caso de cancro da mama (há muitos anos atrás!!!), mas ninguém está livre... Eu própria já fiz uma mamografia por livre e espontânea vontade (ia morrendo, mas fiz!)...
O percurso é das Portas da Cidade ao Forno da Cal (com largada de balões de ar quente) e regresso... Simples, simples!

Já me inscrevi e já inscrevi uns quantos...
E tu, vais perder este simbólico evento por uma grande causa?!

As nossas guerreiras merecem!

***Para mais informações, estou ao dispor...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Se existem anjos?!

Existem e eu conheci-os!
De Abril de 2008 a Janeiro de 2009 estive eu e a minha família nas mãos de anjos na terra (já falei disto aqui)... Uma equipa médica (desde médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, do secretariado,...) digna de louvar e levantar as mãos a Deus para agradecer a existência das mesmas.
Quando estamos numa situação de risco o melhor que temos a fazer é entregarmos a nossa vida nas pessoas que cuidam cientificamente de nós, lutar com as nossas forças para ajudá-los a ajudarem-nos e ter fé de que tudo ficará melhor. Foi isto que fizemos e foi isto que, principalmente o meu irmão fez.

Desde o primeiro momento em que estivemos com o Prof. José Casanova que sentimos elevada empatia e segurança de que ele poderia ajudar o meu irmão. Ele é afável, a simpatia em pessoa, é humano e do melhor que temos em Portugal para os tumores ósseos. A verdade é que queríamos que ele tivesse dito que tudo aquilo tinha sido um engano e que o meu irmão estava bem, mas não foi o que aconteceu e, mesmo assim, ele encorajou-nos a lutarmos juntos como família contra um bicho grandioso e disse-nos que sim, que era possível vencermos. Foi a isto que nos agarramos! A ele e a cada palavra que nos dizia sempre que nos cruzávamos nos corredores.

Até à cirurgia de remoção do bicho, e depois da mesma, ficámos entregues à sabedoria médica do Dr. Paulo Tavares. Ele é o melhor que já vi na área dele. Se por um lado ele parecia ser um Dr. House, em que a simpatia e sensibilidade eram abaixo de zero, por outro víamos um homem que gostava de vencer sempre, um verdadeiro lutador! Sentia que ele ficava ali lado a lado com cada doente a lutar para que o mesmo vencesse e, quando isso não acontecia, falar com ele não era definitivamente uma boa opção. O melhor era manter a distância razoável... Ao mesmo tempo que tinha sempre a resposta na ponta da língua (mesmo que às vezes o seu humor não fosse o nosso!), também era capaz de passar por nós sem mesmo dar conta de que estávamos mesmo ali... Dizem que os mais inteligentes têm as suas pancadas e ele tinha muitas. No entanto, mesmo de férias, ele nunca deixava de passar no hospital, nem que fosse apenas 1 vez por semana para controlar o andamento da coisa. E eu sempre admirei isso nele. Mesmooooo!

Os enfermeiros, qualquer um deles, sempre mostraram elevada entrega aos seus doentes. Dedicação e entrega, carinho e amizade eram sempre uma constante. Eles nunca levavam os seus problemas para o trabalho, mas acredito que levavam cada caso para casa, acredito que muitos sofriam com a perda de algum e ficavam felizes com a vitória dos outros. A qualquer pedido de urgência, era só chegar ao corredor e apanhar um qualquer que estivesse a passar, puxar pelo braço e lá iam eles ajudar. Tanta vez que isso acontecia...

Na altura aquela unidade estava localizada no Edifício B do Hospital Universitário de Coimbra (hoje é mesmo no hospital). Era um edifício velho de 2 pisos, sendo apenas o 2º piso para os tumores ósseos e de tecidos moles. Parecia um antigo liceu. Havia um grande hall de entrada, onde o meu irmão, antes da cirurgia, almoçava, lanchava e jantava todos os dias (ele preferia ali, pois sempre respirava um pouco de ar puro, pois ele não suportava os cheiros intensos da comida! Era tipo as grávidas com os cheiros!). Subíamos umas escadas em U, entrávamos por um pequeno corredor e depois do fim do mesmo havia uma porta. Depois dessa porta, havia um corredor de madeira grandinho (mas não muito grande) à esquerda e outro igual à direita. Em frente era a sala de convívio, que tinha uma televisão e várias mesas e cadeiras (todo o mobiliário foi oferecido pelos doentes que por lá passavam)... Ao lado era a sala de enfermeiros, onde normalmente eles estavam. Nos 2 corredores haviam os quartos onde estavam os doentes. Cada quarto grande tinha 6 camas. Dividir um quarto com mais 6 pessoas de várias idades, em que um queria ouvir música, outro queria ver televisão, outro não queria fazer nada, outro falava alto, outro queria o silêncio, não é fácil! Os horários das visitas eram mais flexíveis do que no próprio hospital e ainda bem! A comida vinha de carrinha e subia pelo elevador. Ao fundo do corredor do lado direito estavam os gabinetes dos médicos e dos enfermeiros. Durante a semana, os doentes eram acompanhados por psicólogos e recebiam visitas de irmãs que falavam com eles e quem quisesse podia comungar.

Era um piso pequenino para a procura que, infelizmente, existe, mas naqueles 2 corredores existia amor, fé e muita procura desesperada pela saúde... Naqueles 2 corredores andavam de um lado para o outro todos os ANJOS que ajudaram o meu irmão (e todas as outras pessoas que por lá passaram) a vencer e a minimizar os momentos menos bons que ele passou...

Obrigada equipa!
Vocês deviam ser imortais!


segunda-feira, 11 de julho de 2016

O 10 de julho que ficará para a história de Portugal


E foi com estas imagens que encerramos a noite de ontem! Um dia de glória para Portugal. O 10 de julho devia ser considerado feriado nacional daqui por diante! :)

Comecei o dia a receber mensagens da vodafone a informar-me dos acontecimentos portugueses:
"Sara Moreira vence meia maratona de Amesterdão."
"Jessica Augusto conquista medalha de bronze."
"Patrícia Mamona conquista o outro no triplo salto no Campeonato Europeu de Atletismo."
...para terminar com 
"Foi desta! Portugal é finalmente campeão Europeu!"

Bom... desde o primeiro momento deste Campeonato Europeu que me deparei, essencialmente no facebook, com comentários muito tristes em relação à nossa seleção. Que eram uns fraquinhos, que não sabiam jogar futebol, que foram mal escolhidos, que éramos nojentos, que o capitão não fazia nada, que tinha era a mania, entre outros comentários menos bons... Eis o que eu vi:
- que tínhamos o "melhor do mundo" em campo e, por este fator, nele depositamos todas as esperanças, porque os restantes jogadores quase que não se conheciam;
- que os 11 em campo podiam não saber jogar futebol técnico e bom, mas jogavam e davam o seu melhor, corriam atrás, lutavam até ao fim, sempre com a cabeça erguida;
- que tínhamos uma equipa unida, coesa, construída e firmada com base na amizade, companheirismo, presença e isso é extremamente importante em torneios como este;
- que tínhamos um Rui Patrício, muitas vezes quase esquecido, mas esteve sempre lá a defender o que podia e o que não podia, mostrou estar à altura de um campeonato deste calibre;
- que tivemos a estrelinha da sorte do nosso lado desde o primeiro momento, mas também quem sofre tanto em cada jogo até ao último, bem que já merecia ter alguma sorte na final;
- que o nosso "melhor do mundo" desempenhou o seu papel de capitão de equipa na perfeição e até ao último suspiro (ainda mais orgulhosa do melhor do mundo ser português!): sempre fomentou a união e a boa disposição entre jogadores e entre jogadores e equipa técnica; sempre agiu com ponderação em todos os passos que deu no Euro (exceto no caso "microfone"); deu tudo por tudo no jogo contra a França, foi até ao seu limite (se calhar até ultrapassou o seu limite!) e teve também a coragem e a humildade de abandonar o campo quando viu que nas 4 linhas iria desajudar mais que ajudar os seus companheiros e foi com enorme tristeza que o fez. Acho que a imagem que mais me comoveu no jogo foi quando ele colocou a braçadeira de capitão a Nani. Mas que grande responsabilidade!
Não é qualquer um que põe os interesses de um país em detrimento dos seus. Ele queria estar lá nas 4 linhas, tal como muitos outros, mas preferiu retirar-se, pois só assim podia ajudar os seus companheiros e o seu país. É de Homem! Enganaram-se aqueles que pensavam que ele ia tratar da sua lesão. Ele ficou... No banco dos suplentes! Foi capitão no banco! Foi treinador adjunto! Ele sofreu, saltou, deu indicações, e, no fim, chorou de alegria por também ele ter feito parte desta vitória que é muito sua: Portugal Campeão Europeu 2016!
- que éramos "nojentos"! Desde que me lembro de ver futebol que sempre vi um Portugal a fazer jogo limpo e a respeitar os adversários, mas também sempre me lembro dos cavalões dos franceses, que sempre jogam como touros no campo, levando consigo tudo o que aparece pela frente (olhem a lesão do nosso capitão!)... Nojentos, nós?! Quem tinha traças a dar c'um pau no estádio eram eles, não nós! 
- que os franceses têm mau perder (nada que não me admirasse). Uma das minhas maiores amigas nasceu em França, mas apoia Portugal desde sempre, mesmo até contra a França (eu deserdava-a se assim não fosse!). E ela (e mais alguns!) sabe que a França (país) e os franceses nunca me cativaram... Hoje percebo porquê... Então não era suposto ficarem as cores da nossa bandeira na Torre Eiffel?! 5 segundos de verde e vermelho?! Só?! É muito mau perder! Óbvio que não é fácil jogar contra uma equipa na nossa casa e essa equipa ganhar e ainda termos que colocar a bandeira do país dessa equipa no monumento mais emblemático do nosso país, mas o jogo é isso mesmo. Às vezes ganhamos, outras vezes perdemos. E perder também é ter humildade suficiente e respeito pelo próximo. Nós, cá em Portugal, temos humildade e respeito pelo nosso povo/país, mas também temos pelos outros. E é isto que nos torna GRANDES heróis valentes de uma nação...! É um orgulho ser parte deste país! 


E termino com o último parágrafo desta carta aqui, que vale a pena ler.

"(...) Somos nós o povo que arranca o prefixo de impossível. E se ele teimar em não cair, o que certamente será muito injusto, uma idiotice pegada ou um azar dos diabos, havemos de sobreviver."

...porque sempre assim foi e sempre o será (os melhores momentos aqui)!