quinta-feira, 5 de maio de 2016

Deu-me para isto!

Ontem sai do trabalho e, como era quarta-feira (o meu pai demora-se sempre mais para me ir buscar) e estava um dia lindo de sol, decidi ir a pé desde o meu trabalho até à casa dos meus pais. Já há algum tempo que não fazia isto e garanto-vos, soube mesmo bem... Aproveitei e fotografei o percurso a partir de certa altura... Há pormenores que fazem toda a diferença...

As nossas ruas são, normalmente seguidas por alguma paisagem. Neste caso, ao fundo temos o monte da Lagoa do Fogo. É por ele que nos guiamos para saber se vale a pena subi-lo ou não para ver a Lagoa do Fogo. Quando está encoberto nem vale a pena, pois não se consegue ver nada...

Passei pela Casa dos Amigos da ilha das Flores e lembrei-me dos meus amigos florentinos e dos momentos que já passei dentro desta casa. 

Casas que marcam a diferença numa rua cheia de casas ditas "normais". São 3 casas seguidas todas forradas de azulejos. 

Esta, no caso é cheia de cornicópias e pormenores que nenhuma outra tem igual, pelo menos nesta rua...


É aqui que se dá o corte entre o tradicional da rua com o "moderno" da próxima rua...

Um hotel e os novos prédios da Avenida D. João III (Avenida E) fazem parte da zona mais moderna da cidade e ficam nos arredores de Ponta Delgada.

Avenida D. João III, lado norte, a parte "moderna". 

Avenida D. João III, lado sul, a parte "antiga". Ao fundo, onde podem ver uma "torre" era, diz o meu pai, uma fábrica de café. É um dos edifícios que, na minha opinião, devia ser restaurado para lhe dar alguma utilidade: um museu da própria fábrica, ou até outra utilidade qualquer, pois é um edifício giro e com história. Fica a dica!

Entro aqui na rua das Laranjeiras, onde se situa a Escola Secundária das Laranjeiras (onde o meu irmão estudou) e onde tem uma série de estufas de ananases. 

Mais um edifício que devia ser restaurado pois é enorme e poderia ter outra utilidade. Sinceramente, não sei como ainda permitem situações de degradação destas...


As estufas de que vos falei... São imensas. Pelo que vi estão quase todas em funcionamento. Outras estão a ser restauradas...

Eis o tipo de casa que eu gostaria de ter se fosse muitoooooo rica! Metida dentro, com um jardim enorme à volta para as crianças brincarem, árvores gigantescas... Ideias não me faltam!


Eis que se avistam as Torres do Loreto. É o sinal de que estou quase, quase a chegar a casa. 

No início da rua foi construído este péssimo e cinzento prédio, que nada tem a ver com a restante rua, nem com os traços das casas já existentes.

A rua é assim. Cheguei ao meu destino e nem fiquei muito cansada. :) 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Tasca com eles!

E foi assim que se cumpriu mais um ano de tradição: almoço da "sala dos 17" nas tascas do Santo Cristo dos Milagres.
Houve uma altura, num passado não muito longínquo, que trabalhei numa sala com 17 pessoas. Éramos muitos, uma espécie de casa do Big Brother, em horário laboral! Não foi fácil agradar todos, uns queriam o ar condicionado ligado, outros não, uns queriam música, outros não,...enfim...uma série de situações que acontecem, creio eu, em todos os trabalhos que tenham mais de 2 pessoas. A maioria lidava bem com a situação e o que é certo é que tivemos momentos muito bons juntos. 

Já vem sendo tradição um almoço na tasquinha do queijo e do presunto (um verdadeiro pecado mortal!!!) que é montada durante a festa do Santo Cristo. Um almoço com todos, ou pelo menos com a maioria, pois nunca é fácil reunir tanta gente.

Hoje foi o dia. E foi assim:





Para o ano há mais! :)

Ela gosta de tascas

Como na segunda-feira foi feriado, aproveitamos para almoçar nas tasquinhas das festas. Como não sabia se a M. ia gostar da comida de tasca, precavi-me e dei-lhe uma sopa antes de sair de casa (e levei mais umas comidinhas para ela ir comendo durante o tempo que estivéssemos pela festa). E lá fomos nós, à aventura.
Ela quis parar em tudo o que era chafariz e ver tudo o que podia da festa, mais uma vez... Ela é festeira e gosta de se divertir e aproveitar cada pormenor. A mãe e o pai são assim, por isso ela só podia ser assim. :)

Resultado: a minha M. adora comida de tasquinhas. Foi só colocar a comida na mesa que ela já pedia carne e batata e morcela e tudo o mais que havia. Pronto, está confirmado! Filho de peixe sabe mesmo nadar! :)



Antes de irmos embora para casa, porque no dia seguinte era preciso acordar cedinho, os Bora lá Tocar e os Gigantes vieram presentear-nos com umas batucadas, que fez as maravilhas da M. (e minhas também!)


Depois encontrei a amiga T., que conheço desde sempre, junto com a sua simpática filha L., que é um doce de menina. Eu gosto é de gente assim: bem disposta e positiva, vulgo: pessoas com "espírito de Verão" :)


terça-feira, 3 de maio de 2016

A fé move montanhas

As segundas-feiras da festa do Senhor Santo Cristo são feriado municipal. No entanto, toda a ilha se "cola" a este feriado (só Ponta Delgada não se cola aos restantes concelhos!!! Bahhh nota negativa!) e acaba por dar feriado à maior parte dos serviços públicos para que as pessoas possam participar nas festividades. Afinal de contas é a maior festa religiosa de S. Miguel e que "chama" muita gente à nossa ilha. A fé move montanhas e não é mentira nenhuma. Vejam o mar de gente numa segunda-feira à tarde...


Junto à parede da igreja (ao fundo) existe uma fila indiana (vulgo "bicha") só para ver o Sr. Santo Cristo dos Milagres. Todos os dias está assim... pilhado!


Uma das ruas da festa... 

No campo de S. Francisco esteve assim... 





E quem é que estava também por lá?! Quem?! Quem?! 
O "homem do saco", pois está claro!


E uma amiga que se armou em calafona* a filmar a cena! :) 
(Coloquei esta foto só para me meter com ela!).
*calafão/calafona - é o termo que usamos cá para identificar os emigrantes que vivem nos EUA e Canadá.


Hoje é o dia dele e ele nada!

Dizem os entendidos que hoje é o dia do sol! Ele deve andar ocupado em qualquer lado, pois por cá hoje ainda não passou!

Quem me conhece minimamente sabe que sou uma apaixonada pelo sol. Basta ele aparecer e já começo quase que a ressacar por pegar na minha toalha e ir de encontro ao mar/poça mais próximo. Mas... já lá vai o tempo que passava horas e horas ao sol e que ia sem qualquer proteção (cabeças!). Continuo a adorar o sol, mas bezunto-me de protetor fator 50+, principalmente na cara, ombros e peito (são as minhas zonas mais sensíveis!).  Com a minha filha sou chata ao quadrado! Com ela uso 2 protetores, ambos fator 50+. Antes de ir para a praia coloco um deles que é mais espesso e mesmo que vá à água, sempre fica ali uma camadinha. E depois, sempre que vem da água (fá-lo umas 20 vezes por hora!!!), ponho outro protetor spray que é mais diluído. Ela deixa (pelo menos no ano passado deixava!). Além disso, adquiri um guarda-sol gigantesco onde ela pode brincar, ficar abrigada do sol e onde também cabem adultos. Muito bom!
Vamos ver este verão como se porta... quando vier o sol! E ela fica tão gira moreninha! :) Vá lá que não tem pele cristalina. Pode apanhar solinho com a mãe! :)

O Domingo da festa!

O domingo da festa do Sr. Santo Cristo para mim é sinónimo de estar com a família (que desta vez teve a presença dos queridos primos D. e Pe. que, infelizmente, moram longe), ver a imagem do Sr. Santo Cristo passar por mim (poder agradecer-lhe e sentir a sua bênção) e, no final da procissão, ver os tão esperados bombeiros. É sempre giro! Lembro-me que, em pequenina, a chegada dos bombeiros (da charanga) era muito aguardada pela criançada. O coração começava a bater quando se ouviam os primeiros batucos ao longe. Os batucos, as cornetas, os chapéus brilhantes, as botas, a forma sisuda da cara. Pareciam grandes homens de guerra, sempre mal dispostos e com uma imponência mirabolante. Havia sempre um que lançava um bastão prateado pelo ar que dava indicação aos restantes do que deviam e como deviam tocar. Hoje continua assim, mas o meu coração já não bate com tanta emoção como batia em criança. Hoje vejo que esse entusiasmo por ver os bombeiros está nos olhos da minha filha. à medida que se ouvem os tambores imponentes, ela pede colo mas quer vê-los, bem agarradinha a mim (não fosse algum bastão escapar da mão!) e depois observa cada pormenor. 

Um pouco do nosso domingo...

O almoço com a família foi com estes pecados mortais... Não há dieta que resista...


Alguma brincadeira na casinha da M. e da B.

Converseta em dia... 

 Os caminhantes da procissão...

Na festa, à procura da procissão... 

Um mar de gente... 

Viu o avô na procissão e correu para ele... 

Com os primos J. e B. à espera dos bombeiros... :)


domingo, 1 de maio de 2016

Obrigada à minha mãe hoje e sempre!

Vi este vídeo e emocionei-me!
De facto, antes de sermos mães, apesar de eu ter tido noção de que a minha mãe sempre gostou de mim e que sempre fez tudo por mim e de ter consciência que a valorizei sempre, só depois de ter sido mãe é que dei o real valor à minha mãe.
E sim, é muito difícil dizer o quanto me sinto agradecida por tudo quanto a minha mãe fez por mim... É difícil exprimir sentimentos. Mas hoje tenho de o fazer...

Lembro-me da minha mãe desde sempre... Ela esteve sempre presente em todos os momentos mais ou menos marcantes da minha vida. Ela, além de mãe, foi minha professora (na altura que ainda podia ser e, apesar de reconhecer que era uma excelente professora, nunca gostei muito que o fosse!), e foi e é a minha melhor e mais fiel amiga, minha confidente, minha parceira, minha fã nº 1! Para ela eu nunca sou feia e mereço apenas tudo de bom. Acho que se fosse má pessoa (que não sou!), ela continuaria a ser minha fã nº 1!
Não é fácil ser-se mãe de um ser como eu fui nos primeiros anos de vida (até os meus 7 anos): andava sempre doente, chorava por tudo (era mimada), à noite não dormia, comia muito mal e, nos dias que comia bem, vomitava no fim,... foi preciso grande ginástica para ultrapassar essa fase. Ela conseguiu!
Depois não dei assim grande trabalho a partir dai (digo eu!)... Sempre fui certinha e aplicada na escola, apesar de ser muito distraída (ainda hoje o sou!). Nunca quis ser a melhor da turma e nem estudava para tal, apesar da minha mãe sempre exigir que eu fosse melhor em todas as disciplinas.
A fase da adolescência é péssima para qualquer adolescente e, com certeza, para qualquer pai/mãe que se importe (eu sei que também irei passar por isso com a minha M. e espero ser capaz de estar à altura dos meus pais)... por isso, todas as minhas desculpas para esta fase. Graças a Deus nunca me meti em grandes sarilhos (daqueles que demoram a curar, tipo drogas, álcool,...).
A minha partida para a Universidade, para uma cidade gigantesca como é a nossa Lisboa, foi talvez o grande acontecimento que me fez valorizar ainda mais os meus pais. Foi aí que senti que eles eram os meus verdadeiros pilares, que sem eles não seria o que sou hoje. Foi um momento muito doloroso para mim (especialmente o meu primeiro ano!) estar longe de casa e deles e sei que para eles também foi uma dor enorme ter-me longe. A minha mãe ligava-me todos (TODOS!) os dias. Às vezes não havia assunto, mas ela nunca deixou de me ligar. Às vezes ligava-me mais do que uma vez por dia. Eu achava grande tolice, mas hoje percebo. Hoje, que sou mãe, sei que também ligarei à minha M. quando ela for "voar" para longe. Vou ser chata com ela como a minha mãe foi comigo. Eu sei. Eu sinto. 
Hoje dou valor a dobrar por tudo o que a minha mãe fez por mim e por todo o amor que me dispensou, por todas as dores que lhe causei, por tudo o que abdicou por mim (mesmo que nunca se tenha arrependido de nada, sei que abdicou de muita coisa por mim, porque eu, em 2 anos, também já abdiquei de muita coisa pela minha filha e não me arrependo de nada!), por todas as noite mal dormidas (mesmo já grande!), por todas as vezes que cuidou de mim quando estava doente, por todo o carinho e afeto que sempre demonstrou, por todas as refeições que me preparou (que nem sempre elogiei), por todos os sorrisos que me proporcionou, por todo o tempo que passou comigo ou que dispensou para tratar de coisas por mim, por me ensinar tantas coisas ao longo da minha vida, agradeço por tudo e por tanto. 
Quero ainda agradecer por tudo o que hoje faz pela minha M., a forma carinhosa com que cuida dela, enquanto eu tenho de trabalhar. Sei que a ama como se ela fosse uma continuação de mim, uma continuação do trabalho que fez comigo, dai dizer-se que "avó é ser mãe 2 vezes!". Agradeço-lhe por ela existir na minha vida e na vida da minha M., pois assim ela também vai agradecer a super avó que tem. E sei que também irá dar valor ao quanto a avó, diariamente, faz por ela.
Hoje, Dia da Mãe, da minha Mãe, essa grande mulher da minha vida, que sempre foi uma guerreira, que sempre lutou e deu tudo por mim e pelo meu irmão, e agora também pela M., que sempre esteve lá para quando eu precisei, quero enviar todo o meu amor e todo o meu orgulho por ela ser a minha mãe desde sempre! Por mais que faça por ela, nunca será o suficiente para lhe retribuir toda a dedicação e amor...
Obrigada Deus por me teres dado a oportunidade de ter como mãe esta grande mulher!