terça-feira, 12 de junho de 2018

A festa começa daqui a 2 dias...

É já daqui a 2 dias (3 para a seleção portuguesa!) que começa o Mundial e, apesar de (atualmente!) nem ligar muito, já há umas semanas que venho sentindo a adrenalina da coisa... Há uns anos atrás eu vivia intensamente os mundiais, os europeus, os campeonatos nacionais... Isso no tempo Jurássico, pois está claro... Hoje em dia, sinceramente, tenho muito mais coisas com o que me ocupar! Apesar de assumir que gosto (gosto mesmo!) da festa do futebol e de torcer pela minha equipa! Chega a um tempo em que já temos as nossas escolhas feitas (tenho as minhas equipas preferidas bem selecionadas!) e por isso penso que não há necessidade de afirmar essa "paixão".
Lembro-me de ir ver uma final de um mundial, lá atrás no ano 2002, no Parque das Nações, em ecran gigante. Portugal já tinha ido à vida e, por isso, era (e sou!) fã da Seleção Brasileira. Lá fui eu com uma amiga, vestidas de verde e amarelo para o Parque das Nações torcer pelo Brasil, contra a Alemanha. Era um mar de gente vestida de verde e amarelo em frente àquele ecran e apenas 2 indivíduos do sexo masculino, branquinhos e quase loiros, com a bandeira da Alemanha às costas. Foi, talvez, a final de um Mundial mais gira e efusiva que assisti! Lá estavam eles os dois (corajosos!) lá no meio de brasileiros cheios de boa disposição e fairplay.

No fim... o Brasil ganhou! E... por tudo quanto era bar na "Expo" só se ouvia música brasileira (tal como eu gosto!). Era festa! Era ouvir o sotaque brasileiro! Era música ao vivo! Sol! Batuques! Ritmos latinos! Ritmos que mexem com os batimentos do nosso coração! Era literalmente "o Brasil em Portugal"!...

A dada altura, num dos bares com música ao vivo, na rua, encontramos os 2 alemães misturados no meio dos brasileiros, já bem "divertidos", a dançar alegremente ao som de música brasileira, sem mesmo perceber uma palavra (julgo eu!) e sempre com as suas bandeiras às costas! É disto que eu gosto no futebol. Da festa! Do fairplay! Do respeito pelos gostos e etnia de cada um!

Que seja um Mundial... daqueles! :)
(Música oficial do Mundial 2018... Não percebo nada do que a Sra. diz, mas tem ritmo!)

(A letra oficial deste Mundial... muito gira! Em várias línguas... Original!)

Força Portugal!
Força Brasil! (Não consigo resistir!)


segunda-feira, 11 de junho de 2018

O acordar dela...

O meu primo foi abrir-me a porta branca e levou-nos até ela...
Lá estava ela, deitada, a dormir, de boquinha aberta e à frente da cara tinha uma máscara de oxigénio.  Ali permanecemos quietinhos à espera que acordasse... Entretanto, o meu primo disse-nos que não sabia como ela respirava... que tanto as amígdalas como as adenóides eram gigantescas... Mas que agora ia ficar tudo muito melhor com ela... Era esse o objetivo!
Dali a um pouco (quando ele se foi embora!), ela começa a tossir... a colocar para fora coágulos de sangue, quer do nariz quer da boca, e a sensação que tinha era que estava a engasgar-se... Por mais que limpasse mais sangue vinha colado atrás. A ideia era ela permanecer deitada de lado com a cabeça inclinada, para evitar ingerir aquilo. Mas... é difícil sossegar uma criança de 4 anos. Foi uma hora de muito choro, de muito pedir colinho, de muito mimo, de muita criatividade para a distrair, de muita agonia e medo... Ela já se embrulhava nos fios que tinha à volta do corpo... olhava para a mãozinha e dizia que não queria aquilo (o canal para o soro/medicação) ali, que queria tirar...
Ela ficou com a carinha toda suja de sangue... Minha rica filha... Dava tudo para ela não passar por aquilo...
Depois, quando já estava mais calma, saímos da sala do recobro e fomos para a outra sala, a primeira onde tínhamos estado. O enfermeiro Marco deu-lhe um sumo de maçã fresquinho e ela bebeu todinho... (e eu a imaginar que seria um gelado!!!...).
Vestimo-la, pegamos na Minnie e na Girafa do T., envolvemos-lhe nas suas mantinhas e fomos para casa, onde nos receberam os nossos amigos ainda acordados, para a verem e saberem dela.
Nessa noite estava cheia de energia... nem parecia que tinha feito uma cirurgia. Falava normalmente e estava pronta para outra.
Dormimos os 3 na caminha, caso alguma coisa acontecesse... Apesar dela ainda estar a ressonar, foi uma noite tranquila, dentro dos possíveis...


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Como é deixá-la no bloco operatório?

Depois do cenário para o qual não estava minimamente preparada (este aqui), o Dr. Chaled Al-Kadri diz: "Mãe, beijinho na Matilde e até já!". Dei-lhe um beijo e, instantaneamente, deixei de conseguir falar. Olhei para o meu primo e, já de lágrima no olho (e na cara toda!), "pedi-lhe" (com o meu olhar!) para ele cuidar da minha menina... Sai com uma enfermeira que me acompanhou e me disse qual era a porta por onde devia entrar quando tudo acabasse...
Vagueei um pouco pelo corredor, com o Sr. Santo Cristo na minha mão (sempre!) à procura de uma saída. Mas, com medo de me perder e nunca mais encontrar aquela porta branca (sentia-me bastante desorientada, como se estivesse a andar por cima de um chão irregular!), sentei-me no chão daquele corredor e pus o meu telemóvel a carregar para que quando ela acordasse pudesse distraí-la com os jogos que tenho lá gravados para ela. Nesse momento não tinha de ser mais forte. Podia chorar sem que ela me visse, sem que a provocasse medo. Deixei-me ir pelo meu medo e permiti-me chorar. Chorei continuamente. Rezei, olhei para Ele, apertei-O na minha mão como se estivesse a agarrar-me à minha filha, à sua própria vida. 
Não consigo imaginar o tormento que sentem os pais das crianças que são operadas durante longas horas... Os meus pais... como sobreviveram a mais de 6h de operação do meu irmão?! 
Imaginava o que lhe estavam a fazer, como,... Aparecia um flashback da minha própria vida... Como ela ficaria depois daquilo?! Como ela iria reagir?!
Via fotos dela... vídeos... Ouvia a sua voz... Fechava os olhos e sentia o seu cheiro...

Chamem-me o que quiserem... Mas acima de tudo sou "mãe" e sou, orgulhosamente, mãe de corpo e alma. Mãe a tempo inteiro, mesmo que, por vezes, longe fisicamente. Sou mãe desta pessoinha, desta "nica de gente" (como a apelidava quando andava na minha barriga ainda, por ser tão pequenina!) que amo mais que a minha própria vida. Sou a mãe dela e isso dá-me o direito de poder viver para ela e com ela...

Dali a pouco mais de 25 minutos (os mais longos da minha vida!) só oiço alguém a dizer "Já está!". Era o Pedro. Tinha terminado. E ele vinha confiante, sorridente. Respirei de alívio. E já só queria era estar com ela outra vez, vê-la, tocá-la, tê-la no meu colo...


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Um mês faz muita diferença!

Estive um mês parada! Um mês pessoal!
De facto o mês de maio não foi o mais simpático dos meses da minha vida... os 12 dias que estive de ausente do trabalho por assistência à família, em virtude da cirurgia da minha M., deram-me uma desculpa mais que válida para não cumprir com o que propus a mim própria - correr! Além desses 12 dias, tive mais 2 semanas (uma antes da cirurgia e outra depois de regressar ao trabalho!) que também não fui correr...
Há uns tempos que andava desmotivada e ir correr era um martírio, mesmo com os incentivos que o "correr" me dá... Isto e o turbilhão de emoções que vivi no pré-operatório fizeram com que decidisse não correr na semana antes da cirurgia... Pronto... deu-me para isto! 
A semana depois de regressar ao trabalho foi mesmo uma situação, digamos que... de preguiça mesmo!... Não corri porque não me apeteceu, não estava para aí virada... Aproveitei e fui almoçar com a minha M. a casa dos meus pais (embora tivesse regressado à escola, o almoço em casa dos meus pais... davam-me a certeza de que se ia alimentar bem!). Nessa semana fui-me preparando psicologicamente para reiniciar a corrida!...
Regressei esta semana... segunda-feira... e o que me custou! Pohhh não imaginam! Parecia que me arrastava... Corri sempre a combater o meu psicológico, a minha vontade de parar (por favor não digam a ninguém!). Ainda ameacei uma e outra vez, nos primeiros dias, mas os meus queridos amigos do "Gang das 12h" não me deixaram para trás, não me abandonaram e não desistiram de mim! Sem dúvida que assim é mais fácil! Claro que na hora só quero vê-los a seguir o seu ritmo (não gosto de atrapalhar ninguém!), mas eles são uns queridos e não me deixam desistir... Não sei se algum dia vou conseguir agradecer a ajuda que me dão... mesmo até depois de uma ausência tão prolongada!...

Se tive saudades?!
Deles, dos meus amigos, do convívio com eles, de rir com eles... tive muitas saudades... Do mar... do mar... ui... igual... Mas... de correr feita maluca pela avenida fora... NÃO!!!

Esta semana se me virem com um andar esquisito, não se preocupem, eu estou bem, posso é estar com os músculos todos lixados... mas isso são os juros de mora que mereço pela minha ausência!...

O mar... ah o mar... já entrou na casa dos 20º e está uma delícia...
(Cá estamos nós, as 3 da vida airada!...)


(É difícilllllllllllllllllllllll....)

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O pré-operatório...

Chegou o dia 14 de maio... o dia da sua cirurgia! Estava marcada para as 19h!!! Instruções: a partir das 13h não podia nem comer nem beber nada!!! 

Ela almoçou muito bem. Mesmo bem! Tinha mesmo que almoçar bem, pois sabíamos lá nós quando ela poderia comer ou beber novamente...
Decidimos passar a tarde no "parque infantil" do Colombo. É um sítio que ela gosta de estar e não levava com o sol de Lisboa, fazendo-lhe querer beber. Pelas 16h fomo-nos dirigindo para o Parque das Nações, na esperança que ela adormecesse. E assim foi.
Quando acordou, levei-a no meu colo para o Hospital e lá aguardamos um pouco.
Quando chamaram pelo nome dela, levaram-nos para um quarto grande onde estavam outras pessoas, separadas por cortinados. Deram-nos 2 batas e 2 toucas (uma para ela e outra para quem fosse com ela para o bloco operatório - eu!). Vesti-a e vesti-me. Ela deitou-se na sua caminha junto com a Minnie (a amiga de sempre!) e a girafa que ela levou consigo e que era do seu "irmão gémeo" T. :)
Acompanhou-nos o enfermeiro Marco extremamente (bonito!) simpático e sempre muito meiguinho com ela. 
O anestesista Dr. Chaled Al-Kadri também nos visitou. Ela sempre muito envergonhada quando ele falava com ela. Até que ele "virou palhaço"! Começou a fazer caretas e palhaçadas com a touca. Dizia que a touca fazia magias e tal... Muito, muito meiguinho! Disse-nos que só colocariam o soro nela quando ela já estivesse a dormir e que seria tudo muito soft para não criar qualquer tipo de trauma no futuro.
Deram-lhe uma espécie de xarope para ficar "bebedinha" e acreditem... ela ficou mesmo! Fartamo-nos de rir com as coisas que dizia... E ainda brincamos um bocadinho com ela enquanto esperávamos pela hora. No fundo, o meu coração de mãe estava a ficar cada vez mais pequenino com o aproximar da hora...
À porta do bloco operatório estava o nosso primo, quem lhe ia operar. Ela ia no meu colo, embrulhadinha nos cobertores. Ele falou com ela, sempre simpático e meiguinho. Deitei-a na cama da operação. A enfermeira do bloco também muito simpática a falar com ela. E chegou a hora de lhe colocar a máscara. Disse-lhe que era a máscara parecida com a de mergulho do padrinho. Ela deixou, como tínhamos combinado... 
Estava à espera que ela adormecesse serenamente e com naturalidade, tal como adormecem nos filmes e na Anatomia de Grey. Mas não! A dada altura o médico anestesista diz-me: "Não se assuste! Eles começam a ficar agitados agora no final!". E ela ficou! Começou a espernear e a revirar os olhos. Só me lembrava de mim pequenina a passar exatamente pelo mesmo. Eu lembro-me que também esperneei... Será que foi disso? Não sei... Parecia que ela estava a ter um AVC ou com falta de ar... Foi um choque para mim e, como ninguém me tinha preparado para aquele cenário... o meu coração ainda ficou mais pequenino do que já estava, como se isso fosse ainda possível...

Se me perguntassem hoje se voltava a entrar no bloco operatório com ela, mesmo sabendo que ia vê-la passar por aquilo, eu responderia que sim, 1000 vezes SIM. Tenho a certeza que ela se sentiu mais segura comigo ao seu lado, a segurar-lhe a mãozinha pequenina, do que sem mim... 
Tudo por ela...



Dr. Chaled Al-Kadri
Anestesista

Dr. Pedro Machado Sousa
Otorrinolaringologista (e nosso primo!)

terça-feira, 5 de junho de 2018

As festas foram assim...

Passaram rápido e até nem fomos todos os dias à festa pois não queria que a minha M. ficasse doente logo antes da sua cirurgia, em risco de não poder efetuá-la...
Basicamente este ano foi para pedir por ela, para que a cirurgia corresse bem e que a recuperação fosse rápida... Foi um coração de mãe e uma boquinha de criança inocente (que não tinha noção para o que ia...) que pediram encarecidamente ao Sr. Santo Cristo dos Milagres isto...

Algumas fotos...





segunda-feira, 4 de junho de 2018

Espertinha...

A minha filha já reconhece algumas letras do alfabeto. Algumas até desde muito pequenina. Associa-as a pessoas de quem gosta. Outro dia reproduziu a sua letra "M" num papel e disse-me que queria escrever o seu nome. Escrevi o nome em letras grandes e ela reproduziu, meio descoordenado, sem ordem definida, o "D" teve 2ª tentativa, mas as restantes letras... Wow! 

Ora vejam, com apenas 4 anos:


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dia da criança mais linda do mundo!

Não sou presunçosa, até me considero uma pessoa humilde e até acho a minha filha extremamente parecida fisicamente com o seu pai, mas... olho para ela e, por vezes, revejo-me. Olho para o desenho dos seus olhos e vejo um pouco dos meus. O cabelo dela... igual ao meu. O seu sorriso genuíno, com aqueles dentinhos pequeninos... Vejo-me nela naquela idade... Lembro-me de, às vezes, ver as minhas fotos de pequenina e sentir vontade de pegar em mim ao colo (porque eu era mesmo gira!) e agora tenho essa oportunidade, todos os dias...
Ela é como se fosse a minha "segunda oportunidade". Uma continuidade de mim... É a oportunidade que tenho de ser criança novamente... Ela é a minha criança, o meu porto de abrigo, o meu refúgio, o meu "EU" mais sublime, mais fofo e mais abençoado que eu tenho na minha vida.

Hoje, dia da criança, da minha criança, só desejo que a inocência que ela tem viva dentro dela o maior tempo possível! Saúde e paz! Não desejo mais nada! Mais nada!







quarta-feira, 30 de maio de 2018

O motivo da minha ausência foi?!

Já tinha mencionado por aqui que a minha M. ia ser submetida a uma adenoamidalectomia em breve e o breve foi no passado dia 14 de maio. 
Depois do stress e preocupação (mesmo sabendo que era uma intervenção simples!) que "engoli" desde o momento em que soube que era mesmo para ser operada, senti necessidade de fazer a pausa para estar totalmente focada nela. Eu já tinha passado por aquilo, mas não me lembrava de muitas coisas (e não me lembro! Tinha 5 anos!!!) e o pouco e mau que ainda existe na minha memória não queria que ela também o sentisse. Então foquei-me nela, só nela e no seu melhor bem estar.

Eis algumas medidas que adotei para que ela se sentisse como se estivesse em casa:

- ficamos em casa de um casal amigo que tem um filho, o T., que é 2 dias mais novo que a M.
Estarmos numa casa familiar, e ainda por cima com um menino da idade dela, iria permitir-nos confeccionar a sua comida, estar num ambiente "casa", com um amigo para brincar, com quem ela se dá muito bem (e nós também com os pais dele). Na casa deles sentímo-nos em casa e acredito que a presença do T. naqueles dias (tirando o dia "pica-piolos" :P) ajudou a M. a ficar mais animadinha.
Obrigada à família Nunes Pimenta e um agradecimento super especial...por T.U.D.O.!

- fizemos outras atividades para crianças, sem ser apenas ir ao médico.
Não queria que a minha M. associasse aquela viagem a apenas à cirurgia e às consultas. Queria que, caso se lembrasse daquela viagem alguma vez, não olhasse só para as coisas más, mas também pelo bom que viveu. Por isso, fomos a muitos parques infantis, Jardim Zoológico, Oceanário, Kidzania,... E apercebi-me de uma coisa: enquanto estudei em Lisboa (e foram 6 anos da minha vida!) nunca tinha visto um Parque Infantil em Lisboa!!! :)

- escolhi o meu primo e a CUF Descobertas.
Além dele ser da minha família e ser uma pessoa em quem confio plenamente (sempre foi excelente aluno e muito responsável!) e dele operar na CUF Descobertas, garantiu-me que estaria o tempo todo com a minha M., enquanto ela estivesse acordada. Assim foi. Obrigada Pedro.

- evitei (ou tentei evitar!) o stress.
Guardei tudo para mim basicamente. Evitei que ela me visse stressada por qualquer motivo. Tentei transmitir-lhe toda a calma que eu (não) tinha dentro de mim... Para esta medida, tive de fazer escolhas. Escolhi rodear-me de quem me faz bem, de quem me faz sentir bem. Ignorei os restantes. Optei por desligar-me do blog, porque não tinha forma e nem teria cabeça/tempo para escrever o que quer que fosse... Andei a vaguear pelo facebook lá de vez em quando... Foi o bastante!




terça-feira, 29 de maio de 2018

Descobrimos um parque novo

Já tinha ouvido falar mas não sabia onde ficava sequer... Sabia que era perto do estádio de futebol e que era um parque diferente. Fui com ela uma vez e quis, logo no dia seguinte, repetir a dose. Ela gostou e isso é o que importa!
É um parque cheio de desafios. Não é para a idade dela, ou pelo menos a maioria dos desafios não pode fazê-lo sozinha, mas ela gosta e quer conseguir fazer todos.
Aquilo é como uma mini-tropa: temos de andar por túneis, fazer escaladas, segurar em cordas, andar em cima de pneus e de madeiras,...
Muito, muito giro!... Aconselho! ;)






segunda-feira, 28 de maio de 2018

Aniversário do Zoo

Hoje o Jardim Zoológico de Lisboa assinala o seu aniversário.
Sempre gostei de visitar o Jardim Zoológico. Numa outra altura visitar o Zoo era um marco anual. Fazia parte do meu trabalho (podem ler aqui). Levava crianças a passar um dia inteiro lá, junto com o mundo selvagem. Era deliciar-me com os seus sorrisos de verem os seus animais favoritos tão pertinho...
Desde que a minha M. nasceu, visitar o Zoo é quase que visita obrigatória sempre que vamos a Lisboa. E desta última vez não foi exceção. Desta vez, ela queria muito ver as suas sempre tão apaixonantes girafas, os leões (esperando que ia encontrar o Rei Leão e o Simba!!!) e os elefantes. Claro que os golfinhos também lhe fizeram as delícias e as suricatas também...

Que o Jardim Zoológico continue a dar o seu contributo ao mundo animal e que seja sempre uma das atividades mais interessantes para se fazer em Lisboa. 

Feliz aniversário!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Como levar uma criança a fazer análises sem stress?!

Em pequenina sofri um pouco no que diz respeito à saúde. Fui alvo de 2 cirurgias e algumas situações ligadas a médicos, enfermeiros e agulhas. Resultado: ganhei um trauma que ainda hoje me acompanha, embora bem mais controlado...
Tudo aquilo que passei de menos bom em hospitais e clínicas quero evitar que a minha filha passe ou sofra. É esse o dever de uma mãe, penso eu!
Quando me deparei com a situação da minha filha ter de tirar as adenóides e parte das amígdalas, pesquisei e pensei como iria passar por aquilo tudo sem traumatizá-la. Li alguns artigos online, mas baseei-me essencialmente na minha experiência pessoal, visto que também tinha passado pelo mesmo. Imaginei o que gostava que tivessem feito comigo na altura... 

Ponto assente: ela teria que fazer análises! Então vamos prepará-la para que seja o menos indolor e o mais rápido possível...

Passos que segui:
1º Nunca esconder o que vai acontecer.
Não mentir, nem omitir que ela vai fazer análises, porque ela vai mesmo. Então desde o primeiro dia comecei a falar com ela sobre isso. Inicialmente ela era drástica e dizia que não queria fazer, mas à medida que ia falando sobre o assunto foi amolecendo e interiorizando a ideia.

2º Brincar aos médicos com ela.
Ela adora brincar aos médicos desde sempre, mas nunca aceita levar picas, nem a brincar. Então, peguei num dos seus Nenucos e foi "necessário" fazer-lhe uma análise ao sangue. Fiz todos os passos para ela ver como funcionava a coisa. Ela começou a também fazer análises ao boneco e a mim (coisa que não fazia antes!). Chegou uma vez ou outra a deixar fazer-lhe a ela, sem gritos de maior (um enorme avanço realmente, pois nem picas podia levar!)

3º Escolher o melhor Laboratório.
Este ponto é verdadeiramente importante. Como cá na ilha não existe um laboratório especializado só para crianças, escolhi um que fosse o mais sensível possível com ela. O que costumo ir é muito bom, mas não sabia se seriam suficientemente bons com crianças. Pedi opiniões aqui e ali e segui o meu instinto. Fui ao que costumava ir! A experiência foi tão boa que não quero outro. Pode ler como correu aqui.

4º Comprar EMLA.
Decidi comprar Emla para minimizar a dor da picada. Tudo o que esteve ao meu alcance fiz e voltava a fazer, caso tivesse de passar pelo mesmo. Emla é uma pomada anestesiante momentânea. Disse-lhe que tinha sido uma fadinha cor-de-rosa que tinha deixado aquela pomada na janela do quintal para ela ela e que lhe deixou 2 conselhos: não mexer o braço durante a análise e não olhar para lá, olhar só para a mãe e concentrar-se na voz da mãe.

5º Prometer-lhe um presente, caso se porte bem.
Este ponto não é obrigatório, mas ajuda. Acreditem.

6º Deixá-la usar a pomada.
Explicar no dia antes que é "amanhã" que vai fazer análises e que vai ser super corajosa. No dia, quando acordou, disse-lhe que íamos colocar a pomada da fadinha rosa. Ela quis colocar no meu braço e eu deixei. Só depois deixou-me colocar nela...

7º Acompanhá-la. Dar-lhe todo o apoio.
Estar presente. Ser quem lhe dá a mão, lhe esclarece as dúvidas. Quem fala com ela no momento em que está a fazer a análise.

8º Elogiá-la, levá-la a tomar o pequeno almoço de heroína e cumprir a promessa.
Disse-lhe coisas bonitas e verdadeiras, falei-lhe do quanto me sentia orgulhosa dela por se ter portado bem. Dei-lhe um pacote de leite que tinha levado e que ela já me estava a pedir antes da análise e convidei-lhe a ir comer qualquer coisa para acompanhar o leite. E depois... claro... fomos comprar a Elsa, como lhe tinha prometido (e ela não se esqueceu!).


O que funcionou com ela poderá não funcionar com outra criança. Apenas coloquei qual foi a minha tática para esta situação.



quinta-feira, 24 de maio de 2018

Uma curiosidade!

Como não sou uma moça egoísta e gosto de partilhar conhecimento, decidi fazer este post. Eu nunca, nunca simpatizei muito com abelhas. Quer dizer... eu gostava até uma delas me picar depois de pousar no meu braço e de eu achar que ela queria uma festinha (tinha uns 5 anos na altura!)!!! Pimba ferroada para aprenderes a não seres totó! Ainda tive mais um contacto com uma outra abelha que fez o favor de me picar exatamente no mesmo local que a primeira... E pronto! Depois destes 2 episódios nunca mais quis saber de abelhas! Até.... o dia em que soube que os meus sogros tinham abelhas!!! Ai minha nossa! Vi a minha vida a andar para trás... Ainda houve um ano que lhes dei uma ajuda (pequenina!!!!) com os favos (não me perguntem termos técnicos nem nada que não sei!), mas neste momento o máximo que faço é vender o mel que as abelhas deles produzem, que por acaso é bastante saboroso e natural... Caso queiram mel, basta falar comigo! :)

Existem umas quantas casotas lá no quintal e numas outras terras que eles têm. As do quintal estão exatamente no sítio oposto por onde costumo passar. Prefiro jogar pelo seguro e dar uma volta maior do que ter que levar uma ferroada novamente. Isso é que não! Outro dia fomos lá (claro que não me aproximei!), mas o meu sogro vinha com uma abelha na mão.... Eu pus a minha cara mais horrorizada por ele ter uma abelha na sua mão, correndo o risco dela o picar, quando ele me disse "É um macho e os machos não dão ferroadas." UAU! Eu não sabia disso! E aposto que muitos de vocês também não... Agora tenho a vida muito mais facilitada. Quando vir uma abelha macho ficarei mais descansada. Só que a diferença entre a abelha macho e a fêmea é pouca. Tem a ver com o tamanho da dita cuja... Simples!!!
Not! Não é tão simples assim... Eu não sei o tamanho normal de uma quanto mais distinguir se é macho ou fêmea... Melhor é continuar a "fugir" delas e bater palminhas...


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Comprei-lhe umas galochas

Este mês de maio tem sido intensivo no que diz respeito a exibições. Por semana temos uma média de 3, 4 exibições. Já sabia disso desde abril e por isso tratei de encontrar umas galochas para a minha pequena grande dançarina. Na sua primeira atuação usou as de uma amiguinha ligeiramente maior que ela.
Um senhor simpático fê-las e no dia que as fui buscar sabia que ela iria adorar. Ela ficou tão, tão feliz, que sentou-se no meio da avenida, tirou as suas sapatilhas e calçou as suas galochas. Ainda andamos uns bons 200 metros e ela lá se desenrascava com as galochinhas...

"Mãe, estou tão feliz!" dizia-me ela.
"Mãe, vou ficar sempre com estas galochas calçadas!" - expliquei-lhe que não podia ser, que para a escola teria de ter uns sapatinhos confortáveis. Ela percebeu e disse "Então quando eu vier da escola, calço, e para a escola, calço as sapatilhas."
E pronto. Assunto resolvido!

Vê-la feliz é a minha maior felicidade!


terça-feira, 22 de maio de 2018

Ponta Delgada esteve assim...

O mês passado foi um mês cheio de cruzeiros por cá... Houve dias que era à "mão cheia"... E as ruas da cidade?! Apesar de ficarem cheias de trânsito (penso que é a única desvantagem), ficam ainda mais lindas!!! Cheias de gente a falar outras línguas! E além disso, o bom tempo ainda veio brindar a visita destes turistas... Não sei porquê, mas sempre que vejo situações destas sinto aquele espírito bommmm de estar de férias! Ahhh que maravilha seria estar de férias!!! Era bem bom!

Bom, naqueles dias a nossa cidade esteve assim:


sexta-feira, 11 de maio de 2018

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Nem chorou...

Chegou o dia de ir com ela fazer as tão temidas análises ao sangue... 
Sofri desde o momento que levei a requisição para casa até o dia de as fazer. Sofri porque, desde pequenina que normalmente fazia altos filmes de terror sempre que tinha de fazer análises ou levar vacinas. Queria encontrar a melhor forma de fazer com que ela não ficasse aterrorizada como eu ficava com a situação. Queria mostrar-lhe que não havia problema nenhum em fazer análises. E não há, efetivamente. Mas é preciso ter alguma sensibilidade, pois fazer análises ao sangue não é tão divertido como ir ao parque infantil!
Chegamos e ainda tivemos que esperar a nossa vez. Digamos de passagem que ainda esperamos um bom bocado. E, enquanto esperávamos, a técnica Luísa (que ela intitulou de Sra. Simpática) veio falar com ela, perguntou-lhe o nome e a idade e deu-lhe alguns elogios. Quando entramos ela estava apreensiva e sempre atenta ao que a "Sra. Simpática" estava a fazer (enquanto preparava as coisas para lhe fazer a análise). Sentou-se no meu colo e esteve a escolher o penso rápido que queria (da Frozen, pois claro!) e concentrou-se na minha voz, como lhe tinha sido pedido. E...foi rápido! Ela manteve o braço quietinho e apoiou-se em mim. E, no fim, ainda disse que doeu, mas só um bocadinho...
Eu, claro, fiquei de lágrima no olho de felicidade por ter conseguido que ela fosse uma corajosa e se portasse tão bem! Claro que depois fomos tomar o pequeno-almoço e fomos comprar a Elsa, tal como lhe tinha prometido. 

Mais à frente contarei os passos que segui para ela se ter portado como uma menina crescida!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O desporto na minha vida!

Desde que nasci que sempre me lembro de estar ligada ao desporto. O meu pai, dirigente de um clube, levava-nos para todos os jogos. Todos os domingos lá ia a família toda (e a freguesia praticamente toda) assistir à partida de futebol. E o pessoal vibrava com aquilo! Domingo sem futebol não era domingo!...
À parte disto, também me lembro de adorar as minhas aulas de Educação Física e de até ter participado em Jogos Desportivos inter-escolas (a minha - do Nordeste, da Povoação e a de Vila Franca do Campo) maioritariamente de ginástica (pular trampolins e saltar, percorrer tapetes a fazer pinos e cambalhotas e ainda estafetas). Lembro-me também de ter participado em provas esporádicas de atletismo, bicicleta e futebol, ainda lá no meu Nordeste.
Depois, a morar em Ponta Delgada, participei em torneios inter-escolas (ginástica e futebol) e fiz parte da equipa de futebol feminina do Santa Clara! Pensava eu que os "largos" treinos que tive no campo da escola de Santo António Nordestinho me tivessem tornado numa "Rui Costa" em modo feminino. Sinceramente, e se calhar para surpresa de muitos, gostei de jogar futebol. Foi, sem dúvida, o momento mais "federado e desportivo" da minha vida.
Depois fui para Lisboa e, como a minha Universidade era muito cheia de "não me toques" era óbvio que não existia nenhuma equipa de futebol feminina!!! Havia volei! E lá fui eu... Não queria parar de exercitar o meu corpo. Não tinha lá grande jeito para volei, mas sempre era melhor que basquetebol (desporto que eu gosto menos!). Ainda o primeiro ano tínhamos um grupinho fixe... 2 treinadores super simpáticos e uma equipa que só ganhava pontos... quando a outra equipa não aparecia!!! Valia pela boa disposição! No 2º ano, a equipa mudou... apareceram muitas meninas federadas e com a tal cena da competição no auge que piorava quando se cruzavam comigo na universidade: nem "bom dia" nem "boa tarde"! Aquilo não era para mim!... Mudei de "desporto": fui para a tuna! E foi, na altura, o melhor que fiz!

Passados... depois de fazer contas... 20 anos certinhos... começo a correr e a participar em provas! Realmente... não bato bem da cabeça! Só pode!...

(Aqui quando estudava em Lisboa, numa das visitas ao grandioso estádio da Luz)

(Aqui em frente à minha casa de Santo António Nordestinho. Penso que foi pouco antes de sair de lá ou logo a seguir, portanto tinha eu à volta de 15 anos e um fato de treino muito, muito cafona, típico anos 80!)

terça-feira, 8 de maio de 2018

As respostas dela...

Outro dia, nas voltas que dou ao Facbeook, encontrei um inquérito giro para fazer à minha filha (já fiz outro quando ela tinha 3 anos, pode ler aqui!), só naquela para saber a noção que ela, com apenas 4 anos, tinha de mim. Fiquei bastante satisfeita com o resultado, ora vejam:

1. Qual é o nome da tua mãe?
Ela: Vera

2. Ela é gorda ou magra?
Ela: Magra. 
(Quando tinha 2 anos dizia que eu era gorda... bom devia querer dizer "fofinha"...)

3. Alta ou baixa?
Ela: Alta.

4.O que ela gosta de comer?
Ela: Tudo.
(É o meu grande mal, filha...)

5. O que ela gosta de vestir?
Ela: Vestidos.

6. Quantos anos ela tem?
Ela: Muitos.
(Também é verdade... Mas o ano passado para ela tinha 3!!!)

7. Pesa quantos quilos?
Ela: 10.
(Ah santa inocência....)

8. Qual presente gostarias de lhe dar?
Ela: Uma flor.
(Sempre que apanha uma oferece-me ou guarda na mochila e oferece quando me vê!)

9. Quem ama a mãe?
Ela: A Matilde.
(Verdade filha! Eu sei!)

10. Quem a mãe ama?
Ela: A Matilde.
(Mais do que tudo na minha vida, filha!) 

11. O que a tua mãe é?
Ela: Uma pessoa.
(Prática e direta!)

12. O que a tua mãe está sempre a dizer-te?
Ela: Não vás para aí.
(Portanto... uma mãe chata! Por esta é que não esperava!)


Assumo! Sou uma mãe completamente galinha!!! Completamente!







domingo, 6 de maio de 2018

Hoje é dupla homenagem!

Já não é a primeira vez que o dia da mãe calha no dia da grande procissão do Sr. Santo Cristo dos Milagres, facto que, digamos de passagem, torna o dia muito mais especial. Quem me conhece sabe que tenho bastante fé neste Jesus (mesmo muita!), e sabe também que a minha mãe é das pessoas mais importantes da minha vida (mesmo!), portanto este dia passado na presença dos dois, torna-se ainda mais único...

Mais importante que isso é poder hoje dizer à minha mãe o quanto ela é especial para mim e o quanto gosto de tê-la na minha vida. Se há pessoa no mundo que valorizo e admiro, ela é a minha mãe. Uma mulher de grandes desafios, que enfrentou algumas dificuldades (umas maiores que outras), que apesar de ter os seus momentos de fraqueza (quem nunca os tem?!), conseguiu dar a volta por cima e desenrascar-se. Uma mãe incansável, sempre presente, sempre atenta, sempre pronta a ajudar naquilo que for preciso, nem que seja apenas para matar uma barata... É que, além de ser a melhor mãe do mundo, ela consegue ser a melhor avó do mundo! Digo isso porque a minha filha está sempre a pedir para ir para a avó. Quer dormir na casa da avó. Chora até quando não vai. Chora quando tem saudades da sua avó e ela não está. Quer ir para a casa da avó. Quer brincar com a avó. Gosta da sopa da avó... E vejo nela e nas suas atitudes a grande ligação com a sua avó Berta. É, para ela, uma segunda mãe (e digamos de passagem que ela se porta exatamente como uma segunda mãe, bem mais paciente com a minha M. do que quando era comigo, mas isso é o meu lado ciumento a falar mais alto!). :)

Se um dia a minha filha me considerar uma mãe ideal, sei que estarei a ser exatamente como a minha mãe é para mim!
(Aqui há uns bons anos atrás!)

Este ano, pela primeira vez, recebi as prendinhas da minha filha feitas lá na sua escola e ATL. Recebi-as na quinta-feira antes! Ela queria muito, muito que eu as visse e não queria esperar. Estavam tão lindas, tão fofas... Únicas! Obrigada filha!