quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Uma festa improvisada, mas merecida....

Não era para fazermos nada de especial, mas nessa manhã a minha M. diz "Mãe quero cantar os parabéns ao avô!" e eu disse-lhe "Podes cantar!" (até porque o avô estava ali presente a ouvir a conversa!), mas ela diz "Mas tem de ter bolo!"... 
Dahhh Vera! Dahhh família! Aprendam com vossa mais pequenina professora! É isso filha! Se faz anos tem de haver bolo. Se faz anos tem de haver comemoração. Se faz anos temos de estar felizes e fazer a festa a favor da vida, da saúde e do amor que nos une. Isso não é o mais importante?! É sim! Sem dúvida!
Ela foi com o avô para a Lomba da Maia nessa manhã e ficou combinado eu ir depois do trabalho e o meu irmão também para pelo menos jantarmos juntos. Mas... combinei com o meu irmão fazer o tão pedido e merecido bolo. Saí do trabalho, fui a casa e pus mãos à obra. Não foi o bolo que ele mais gosta porque não tinha os ingredientes todos e a "festa" será noutro dia, mas foi um bolo maravilhoso de abóbora. Maravilhoso quando não fica enqueijado, como ficou... Mas não me importei até porque o aniversariante adora bolos enqueijados... Tinha tanta vontade de comer um bolo enqueijado que até o bolo saiu na perfeição, mesmo sem eu querer... Enfim... também me sai disso na rifa!... Já disse aqui que não sou boleira!

Bom, jantamos juntos, a minha M. ficou maravilhada com o bolo até porque tinha marshmallows (enquanto andávamos na cavaqueira uns com os outros, ela aproveitou para ir comendo "sem ninguém ver"!), cantamos-lhe os parabéns, com a presença da minha avó querida (que ainda está debilitada), o aniversariante soprou a vela junto com a neta e, olha, sorrimos juntos... O amor que nos une fortalece-nos a cada dia... Simples, mas com muito sentimento!


Hoje a minha Tuna está de parabéns!

Foi em novembro de 1999 que eu, juntamente com umas quantas amigas, fundamos a nova tuna feminina da Universidade Autónoma de Lisboa - a Damastuna "Cultus Regius". Até essa data, a maioria de nós pertencíamos a uma outra tuna, que se foi desvanecendo com o tempo. Cansadas de tanto dar ao litro e não sermos recompensadas, decidimos por unanimidade recomeçar do zero. E assim foi. Num bar qualquer da mui nobre cidade de Lisboa, decidimos que aquele seria o dia da fundação da Damastuna (17 de novembro de 1999 - há 17 anos atrás). E assim foi. Desde aí, esforçavamo-nos diariamente por tocarmos melhor, sermos melhores, termos músicas giras e ricas musicalmente e conseguimos. Criámos uma tuna, uma verdadeira tuna rica em amizade e em musicalidade. Entre nós havia união e espírito tunante, curiosamente o título de uma das músicas que tocávamos (e que eu criei juntamente com a minha amiga-irmã Paula). Havia esforço de todas e não apenas de um pequeno grupo de "viciadas" na tuna (como eu!). Eu que não sabia tocar viola antes da tuna, cheguei a dar aulas de viola e a criar músicas para a tuna. Juntamente com a minha amiga-irmã, criámos várias músicas para a tuna. Lembro-me que algumas nasceram na sala de instrumentos da Tuna Camoniana (tuna masculina da universidade, nossos padrinhos), nas horas vagas que tínhamos entre aulas e ensaios. Dediquei-me à Damastuna de corpo e alma. Chegamos a ter uma sala só nossa para guardarmos os nossos instrumentos e para nos reunirmos. Nas horas mortas, cheguei a tocar cavaquinho, bandolim, só naquela para experimentar, e cheguei a saber tocar uma e outra música. Hoje já nem me recordo que notas estão em cada corda. 
Nas atuações éramos sempre premiadas de alguma maneira: melhor tuna, tuna mais tuna, melhor pandeireta, melhor estandarte, melhor solista (este prémio era sempre nosso, pois a nossa solista era uma verdadeira cantora, arrepiava só de a ouvir - ainda hoje tem esse poder em mim!). Toquei músicas originais, músicas de outros. Aquelas que me davam mais pica tocar eram as mais difíceis (sempre tive uma queda para escolher o que é difícil, irra!) - o nosso instrumental "Amélie"(que já nem sei tocar!), a "Garça Perdida" (que ainda hoje acho que foi escrita para mim!), que cantada pela minha solista é bem melhor do que a música original, e, claro, as músicas que criei.
Organizámos o primeiro e único festival de tunas, o 1º aDAMAStor, que foi um verdadeiro sucesso e nunca me lembro de ter ficado tão nervosa em palco.
Terminei a Universidade em 2002 e continuei na tuna. Aliás, como fundadora que sou, serei sempre da tuna, mesmo até quando eu for muito velhinha de bengala, se me apetecer pisar o palco, lá estarei... 
O espírito que vivíamos quando estávamos em tuna era único. Quando estávamos em tuna não haviam pais, irmãos, namorados, as atenções eram só para nós e entre nós. Éramos um núcleo fechado que não abria exceções. Nem todos percebiam isso. Quando se estava em tuna era para estarmos em tuna, com a tuna e ponto parágrafo final. Era esse o espírito!

Depois de ter terminado a universidade, ainda trouxe a tuna até à minha ilha e foi dos fins-de-semana mais felizes da minha vida. Foi a minha melhor e mais sentida atuação. Ter a minha família toda em peso na plateia só para me ver pela primeira vez tocar com a tuna, foi das sensações mais incríveis que já tive na minha vida.
Fui ter com a tuna à ilha Terceira e lá também foi uma diversão total. 
Fui a Lisboa de propósito para poder ir com a tuna a S. Brás de Alportel e foi outra atuação que me ficou no coração pelo divertido que foi estarmos todas juntas.

Elas eram umas choronas: choravam quando corria bem, quando corria menos bem. Eu não. Eu achava piada e gozava com elas (não seriam só elas a gozar comigo!). Até que chegou o dia de ser eu a chorar, quando em tom de despedida, a minha solista me cantou em público a "Garça Perdida" só para mim. Porque eu sabia que, por mais que eu não quisesse, não podia andar cá e lá a vida toda e um dia tinha que ser o dia do adeus... continuei a acompanhar as atuações delas e hoje, que já não existem, continuamos a festejar a amizade que ficou para sempre... Daí este post no dia do nosso aniversário! 17 anos depois cá estou a festejar a minha amizade por elas, no dia em que juntas decidimos criar a Damastuna que não foi mais do que um pretexto para alimentar a nossa amizade e união. Trago-as a todas no meu coração e cada memória boa do que vivemos juntas está tatuada no arquivo das melhores coisas que já me aconteceram na minha vida.


Um pouco do que nós fomos:
(Sou aquela que tem as meias mais escuras, de viola...)

(Aqui a tocar a "Garça Perdida" - sou a segunda a contar da esquerda para a direita, sentada, de viola ao colo)

(as fundadoras presentes na atuação de S. Brás de Alportel) 

(todos os momentos que podíamos, juntávamo-nos e tocávamos... aqui no átrio da universidade, num dia qualquer...)

Oiçam-nos...



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal II: Rituais da noite de Natal no Nordeste..."

Quando já éramos mais crescidos, mas mesmo assim ainda crianças, o ritual da noite de natal era sempre o mesmo: jantávamos em família, vestíamo-nos a rigor e íamos para o carro para irmos à missa do Galo... Enquanto estávamos no carro, a minha mãe era sempre a última a chegar. Esquecia-se sempre de algo (de por os presentes debaixo da árvore sem que nós percebêssemos ou víssemos!)... Íamos à missa do Galo, aquela missa interminável que 50% das crianças poderiam adormecer mas só não acontecia porque estavam empolgadas com a magia do chegar a casa e ver os presentes debaixo da árvore (eu e o meu irmão era assim!)... Normalmente era sempre uma noite fria...
Depois da missa do Galo, o meu pai "lembrava-se" de ir dar uma voltinha, para aumentar ainda mais a nossa ansiedade. Este era o único dia em que nós (crianças) queríamos era chegar a casa o mais rápido possível....
A voltinha era sempre pela freguesia, máximo até à freguesia vizinha... íamos ver as luzes, dizia ele... Lembro-me que além de uma noite fria era uma noite clara, cheia de estrelas e às vezes de lua clara... e passávamos a "voltinha" toda a olhar para o céu à espera de ver alguma luz mais forte a andar de um lado para o outro, que depois seria o Pai Natal atarefado na entrega dos presentes.
Nunca o vimos... pudera!...
Depois chegávamos em casa e, no meio de correrias e ansiedade lá subíamos nós as escadas rumo ao quarto de jantar, onde estava a árvore de natal, com as luzes a piscar à nossa espera com os presentes debaixo dela...
Natais felizes...

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Conheçam o meu herói!

Desde que me lembro de ser pessoa que me lembro dele e sempre foi para mim uma inspiração, uma figura única que se entrega de corpo e alma às causas a que se dedica. Em todos os projetos que se abraçou, deixou obra feita. Sempre agiu com honestidade e humildade e nunca nenhum cargo que tenha ocupado na sociedade lhe subiu à cabeça.
Ele é lindo por fora e por dentro. Tem um coração do tamanho do mundo! Ao contrário de muitos homens que eu conheço, ele é sensível e, apesar de às vezes, tentar disfarçar, é sempre aquele que deixa a mensagem mais forte, mais sentida, quer seja com gestos ou atitudes, quer seja escrita. Lembro-me que no livro de visitas do meu casamento, a mensagem que me deixou foi das poucas que me fez chorar, porque enquanto ele escreveu que iria sentir a minha falta lá por casa, também era disto que eu sabia que ia sentir falta, portanto o que ele fez foi escrever os meus pensamentos...
Sei que me ama incondicionalmente, da mesma forma como o amo a ele. Sei que muitas vezes ele não diz o que pensa para não me magoar, porque quando diz alguma coisa, ele sabe que me magoa, porque eu sei que ele tem toda a razão do mundo.
Foi ele quem me ensinou a nadar, a conduzir e foi uma das pessoas que mais valores me passou para eu poder ser a pessoa que sou hoje. A minha mãe diz que sou muito parecida com ele e é verdade! Aprendi a ser paciente como ele é. Temos um saco que vai enchendo, enchendo, enchendo até ao dia que rebenta e transborda. Assim é ele. Assim sou eu.
Foi ele que me levou à Universidade pela primeira vez, quem me ensinou a dar os primeiros passos em Lisboa, e me ensinou a ser autónoma e a gostar de viajar e conhecer o mundo. É aventureiro como eu sou no que diz respeito a trilhar caminhos desconhecidos.
É sempre aquele que diz que vai respeitar qualquer que seja a minha decisão e cumpre. E está lá para me dar apoio. 
Hoje está reformado, mas não se acomoda. Ele cozinha, faz de taxista todo o dia para mim e para o meu irmão. Toma conta da minha M., vai passear com ela, troca-lhe a fralda, faz-lhe dormir, faz-lhe muitas vontades como avô que é, dá-lhe de comer, vai para o Parque Atlântico (nunca imaginei!) e para parques infantis com ela,... É dos melhores avôs que eu conheço!

É o meu pai. É dos melhores amigos que tenho. É o meu orgulho! É um dos pilares da minha vida! Hoje ele faz anos e merece tudo de bom que a vida tem para dar porque é uma pessoa maravilhosa que todos deviam ter a sorte de conhecer.

Parabéns pai! Rumo aos 100! :)
Amo-te...




segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Entretenimento na Lomba da Maia

Há momentos, principalmente quando estamos na Lomba da Maia, que não há muito que se faça, por isso convém levar uma série de brinquedos para a princesa se entreter com várias coisas. Uma das coisas que costumamos levar é a plasticina, que ela adora manusear e adora, depois de feitos os desenhos lá na mesa da cozinha da avó Olídia (que é branquinha), gosta muito de fazer histórias com os desenhos. Esta foi a história do lobo mau cor-de-rosa que subiu pelas escadas cor-de-rosa até à chaminé cor-de-rosa, da casa cor-de-rosa. E grandes gargalhadas que ela dava quando o lobo caia pela chaminé no caldeirão de água quente (fruto da história dos 3 porquinhos) e fugia para a floresta e punha o rabinho de molho no lado do patinho... E depois ia para a sua toca cor-de-rosa! O mundo da minha filha é mesmo cor-de-rosa, como ela faz questão de ser, e que assim seja para todo o sempre...
E assim são os nossos fins de tarde na Lomba da Maia...

(não consigo colocar a foto direita, desculpem a minha ignorância!)

Há noites que nunca mais acabam...

Graças a Deus, a minha M. dorme a noite inteira desde, sei lá, os 3/4 meses... Já nem me recordo bem! 
Uma das coisas que me fazia (e faz!) confusão era quando as outras mães diziam que os filhos não dormiam a noite toda ou que acordavam cedíssimo (tipo 6h ou 7h) ao fim-de-semana... Eu que adoro dormir (confesso que foi um gosto que adquiri já tarde, mas que me deixa muito feliz!), principalmente nas manhãs de sábado e domingo... Ficar ali na ronha (nem precisa ser a dormir!) é tãoooo bommm!). Enquanto estava grávida, dizia sempre ao namorido (que é o madrugador lá de casa!) que se o bebé fosse madrugador como ele, as manhãs seriam para ele, pois eu estaria em modo off até pelo menos às 10h. Por sorte, até certa altura, a minha M., aos fins-de-semana, ficava a dormir até às 9h30/10h, mesmo adormecendo às 20h30/21h... Foi uma benção esta filha! Hoje ela acorda ligeiramente mais cedo (8h30/9h) aos fins-de-semana (durante a semana acorda pelas 7h45, porque tem de ser!)... Nada que não aguente e não tem comparação para aquelas mães que acordam às 6h da manhã porque os filhos estão cheios de pica!
Mas, lá de vez em quando, há noites complicadas. Vale que são raras!

Uma das noites da semana passada foi um bocado atribulada. Ora vejam:
- ela adormeceu pelas 20h30 no seu berço;
- eu adormeci pelas 23h e qualquer coisa na minha cama;
- o namorido quando chegou ao quarto (pela meia noite e tal!) eu devia estar a ter algum pesadelo qualquer que acordei em sobressalto a olhar para o lado à procura da minha M. e não a estava a ver... o meu coração ficou a mil e só me apetecia chorar pensando que ela poderia ter caído da cama sem eu sentir e ter lá ficado, ou pior que alguém a pudesse ter levado sem eu sentir! Foi verdadeiramente agoniante, até "despertar" para a realidade e ver que ela estava ali ao lado, no berço, onde a tinha deixado!...
- pelas 3h da manhã, ela choraminga por algum motivo qualquer e toco nela para a acalmar. Senti o pijama dela molhado... Tinha saído xixi da fralda, pensei eu! Levantei-me e vi que tinha também molhado a cama... Peguei nela, troquei de roupa e de fralda e deitei-a junto ao pai, enquanto fiz a sua caminha de lavado. Nesse momento lembrei-me da minha mãe, quando me trocava a roupa de cama (quando algum acidente acontecia!) a meio da noite... As mães são mesmo TOP!
- peguei nela, pensando que estava a dormir, mas lá estava ela de olhinhos abertos a olhar-me (ficou a ver-me a fazer a caminha dela e a esperar ali pacientemente caladinha, tal como eu fazia com a minha mãe!), e pu-la no berço novamente. Ela diz "Mãe, o meu bebé?!" - Dei-lhe o seu bebé e ela adormeceu de novo!
- pelas 6h, o namorido levantou-se para se preparar para ir embora (tinha algo para fazer antes de chegar ao trabalho!), mas eu estava meio confusa, porque ainda não acertei o relógio do quarto para a nova hora e fiquei sem saber se era para me levantar ou não. Regra geral só me levanto quando ele já está no duche...

Uma noite cheia de "movimento"! Acordei mais cansada do que quando me deitei!...

domingo, 13 de novembro de 2016

Frango no forno com puré de batata

Há dias estava apetecer-me fazer Frango no Forno na UltraPro da Tupperware (porque sai sempre bem!) e puré de batata na bimby (de todas as vezes que fiz não saiu lá grande coisa e queria ver se era desta que acertava no ponto!)

Na UltraPro coloquei uma cama de cebola com alho e depois dispus o frango por cima, previamente temperado com pimenta da terra moída e pimenta preta. Envolvi-o com a cebola e tapei o UltraPro e forno com ele.

Enquanto o frango se fazia no forno, comecei a seguir a receita do Puré de Batata do Livro Base da Bimby, mas com ligeiras alterações:

- 1kg de batatas, cortadas aos pedaços;
- 400gr de leite (eu apenas usei 300gr, pois das outras vezes o puré ficou líquido demais!)
- um pouco de sal;
- 40gr manteiga;
- um pouco de pimenta branca e noz moscada moídas.

Inseri a borboleta e coloquei no copo as batatas, o leite e o sal - 30min, 90º, vel 1
Depois deste tempo, adicionei a manteiga, o sal, a pimenta e a noz moscada - 30seg, vel 3.

Tirei o frango do forno e coloquei o puré numa UltraPro mais pequenina só para secar um bocadinho.

Em 40minutos, tinha o jantar pronto na mesa. Tanto eu como a minha M. deliciamo-nos com esta comidinha...

UltraPro da Tupperware: depois de experimentar, não quero outra coisa para o meu forno!!

*** Para a próxima acho que vou experimentar colocar brócolos ou cenoura para ficar com puré colorido! :) 


sábado, 12 de novembro de 2016

Sou uma mãe que grita...

Dizem que quando assumimos um erro é já um passo para a cura... Vamos a ver...

Grito com a minha M. mais vezes do que aquelas que queria, infelizmente... Muitas vezes, o grito surge pelo cansaço, por fatores emocionais descontrolados, ou quando já tentei inúmeras alternativas e todas elas falharam... A minha M. às vezes leva-me ao limite de mim própria... Penso que todas as crianças o fazem, não é verdade?! 

Aquelas mães que têm os seus filhos ainda bebés com choros motivados apenas pelas cólicas, ou pela fralda suja, ou por fome, ou até por algum outro motivo que se calhar nunca chegam a saber o que é, não imaginam o que ainda está por vir... Se se irritam com os filhos nessa altura em que são bebés, não imaginam o quanto se vão irritar quando eles crescerem e quererem que as coisas funcionam do seu jeito... É nessa altura que temos de impor limites e a consequência disso são as famosas birras, as frustrações que eles não sabem ainda controlar muito bem... e depois de inúmeras tentativas, surge o grito! Que se apresente aquela mãe que se controla todas as vezes sem um grito. Gostava de conhecê-la e aprender o seu truque de auto controlo. 

É importante que as crianças conheçam os seus limites que percebam que não podem fazer tudo aquilo que querem, quando querem e porque querem. Se alguma vez lhe falo mais alto é porque já apliquei todas as técnicas falando baixo. Tenho, sinceramente, tentado corrigir essa atitude, porque vejo que ganho mais conversando do que gritando, mas às vezes é mais forte que eu... Não sou uma mãe perfeita, mas tento melhorar-me diariamente aprendendo com os meus erros e também com os erros dos outros. Tenho a melhor filha do mundo, que apesar de desafiar todos os meus limites, eu amo-a com todas as minhas forças e quero fazer dela uma pessoa boa, honesta, lutadora e determinada em atingir os seus objetivos sem nunca desrespeitar o próximo.

Outro dia, no meu local de trabalho, lancei uma pergunta para o ar "alguma de vocês grita com os vossos filhos?!" e a resposta geral com mais ou menos comentário foi "Sim". Senti-me bem mais normal!... No entanto, ando a treinar essa atitude até porque estou sempre a dizer "Não se grita!" para a minha filha... E sei que tenho de lhe dar o meu exemplo... Não é fácil, mas não é impossível!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Foi esta noite...

Foi ontem à noite a primeira vez que ela dormiu sozinha, sem mim... Ela tem 2 anos e 10 meses. Só a deixei dormir fora porque sabia que ia ficar bem. E ela ficou bem. Está habituada aos meus pais, que são aqueles que estão com ela, às vezes mais tempo do que eu em virtude do meu trabalho. Esta treta de mães trabalhadoras faz com que os nossos filhos passem mais tempo longe de nós do que connosco... E a minha M. é uma sortuda porque, pelo menos por enquanto, fica com os seus avós que a tratam tão, mas tão bem, com imenso amor e dedicação. Imagino as outras crianças que têm mesmo de ficar na creche/escola um dia inteiro, enquanto os pais (escravos do trabalho) têm de lutar pela sua sobrevivência...

Li algures este texto que me comoveu e me fez querer mudar o mundo pela minha filha, pelo tempo que gostaria de estar com ela... Deixo-o aqui para pensarem sobre o assunto...
"Ainda não percebi bem o que querem de mim...
Nasci porque a minha mamã queria ser Mãe e o meu papá queria ser Pai.
Mas não pensaram se eu quereria ser o filho deles a tempo inteiro.
E eles, afinal, não tinham tempo para mim.
Mas fizeram-me nascer na mesma.
Agora sou bebé, passo 8 ou 9 horas por dia na creche, até que a minha mãe (quase sempre) ou o meu pai, me venham buscar.
Chego a casa cansado, bem como os meus pais; eles olham para mim, dizem blá-blá-blá, eu rio-me, eles também e depois metem-me na cama.
Ando assim 5 ou 6 anos.
Depois começo a frequentar a escola.
Entro logo de manhã, às vezes debaixo de chuva, vento e muito frio e estou dentro da escola, 6 ou 7 horas, até que a minha mãe (quase sempre) me venha buscar.
Em casa, faço os TPC's., com a ajuda possível dos meus pais, que estão cansados, frustrados, revoltados com o trabalho, cujos salários mal dão para vivermos com dignidade, até que chega a hora do jantar, feito pela minha mãe.
Depois olham para mim, com os olhos cansados, mas ainda com energia para dizerem blá-blá-blá. Eu ainda me rio, eles também, lavo os dentes e vou para a cama.
Ando assim mais 4 anos.
Entro na escola secundária. Tenho muitos professores e muitas disciplinas. Fico lá 6 ou 7 horas, até tocar para a saída.
Nos primeiros tempos ainda espero pelo meu pai (é ele que tem o carro) e vou para a casa.
Mas, alguns 3 ou 4 anos depois, já regresso sozinho.
Apanho os transportes públicos, cheios de adultos que até me pisam para entrarem primeiro do que eu, mostro o "passe" e chego a casa, cansado! Beijo o meu pai, também cansado, beijo a minha mãe que está na cozinha, também fatigada e tento fazer os TPC's. Por vezes adormeço e muitas vezes não consigo fazê-los.
E então já sei que os professores vão escrever um "recado" ao meu pai. E depois vou ser castigado.
Mesmo que esteja cansado! No dia seguinte, o professor grita comigo e pergunta se os meus pais não têm tempo para me dar educação.
Eu não respondo, mas apetece-me!
Alguns dos meus colegas, respondem!
E os professores dizem que não são educadores.
Que os educadores deviam ser os pais.
Só que os professores estão comigo 7 horas por dia, se não faltarem às aulas.
Os meus pais, estão comigo, talvez, 2 ou 3 horas por dia, o resto é para comer e dormir.
Fico a pensar, quem é que me poderá educar?
Acho que os adultos estão loucos!
Vou começar a fazer uma birra!
Talvez me olhem de outra maneira...
Acho que vou começar a fumar nas traseiras da escola.
Está lá a malta da turma.
Eles até não se importam de "partilhar aqueles cigarros que eles próprios fazem".
Eles dizem que aquilo é um paraíso. Talvez experimente.
Os professores não vão dizer nada porque não são meus educadores.
Os meus pais não vão dizer nada porque na escola ninguém tem obrigação de me vigiar e em casa os meus pais estão cansados e só estão comigo (acordados) 2 ou 3 horas.
Os adultos dizem que eu sou mal-educado mas não é verdade, eu não tenho mesmo nenhuma educação.
Porquê?
Porque os adultos não têm tempo!
********************************************
NOTA:
Não tenho nada contra os Pais ou os Professores, mas tenho contra esta Sociedade desequilibrada!"
(texto - autor desconhecido)

A ausência dela lá em casa por tanto tempo é complicada... Senti falta da televisão ligada no Panda, dos gritinhos e dos sorrisos dela pelos cantos, de ouvi-la chamar por mim "mãe" ou "mamãe" (como às vezes chama, fruto dos desenhos animados brasileiros que vê!) 1000 vezes ao dia, do ter de lhe dar o jantar a horas, do banho, de contar-lhe histórias, de fazê-la dormir, de ao acordar não ter a televisão ligada para ela ver o primeiro episódio do dia da "Masha e o Urso",... tudo, tudo foi difícil... Acreditem ou não, eu ouvi-a chamar por mim algumas vezes... (não fui ver se era ela! Não pensem que fiquei louca!). Mas sei que ela ficou bem, adormeceu bem, acordou pelas 8h30 bem "dormida" e bem disposta (se tivesse dormido em casa teria de acordar mais cedo!)... E eu, mesmo com o coraçãozinho pequenino, aproveitei para limpar a casa, fazer comida (sopa, 2ª prato e sobremesa para ele hoje!), tomar um longo banho e ver os episódios da "Anatomia de Grey" que ficaram por ver da última quarta-feira (porque também sou filha de Deus!)... Tudo para hoje e este fim-de-semana ter todo o tempo do mundo só para ela, para estar com ela e para lhe encher de beijos e abraços doces como ela...

Apesar de saber que foi o melhor para ela, adormeci e acordei a pensar nela... É um Amor que não se explica...
*é bom que ela tenha uma "segunda" casa onde possa ficar, sem ser a nossa (não sabemos o dia de amanhã!), mas mesmo assim não compreendo como há pais que deixam os filhos "por aí" dias e dias seguidos...

Adeus a uma voz misteriosa...

Deviam todos os homens ser assim caidinhos por nós, não acham meninas?!

Leonard Cohen setembro 1934 - novembro 2016

Mudam-se os tempos, mudam-se os acessórios...

Sempre que faço um bolinho, a minha M. gosta de participar. Ela quer ajudar-me a fazer, a ligar a bimby, a desligar, a colocar o açúcar, a farinha, os ovos, tudo, tudo...
Lembro-me que, em pequenina, também gostava de ajudar a minha mãe na cozinha (nos bolos!). Lembro-me de andar lá com ela enquanto se fazia o bolo... Tudo para quê?! Para rapar a tigela onde ela fazia o bolo!!! Ah pois claro! Criança que se preze gosta de rapar o resto do bolo que não vai na forma... E a minha mãe era uma querida pois deixava mais algum lá na tigela para mim e, claro para o meu irmão, que também gostava. Eu gostava mais, mesmo assim!...
Hoje em dia, existe a bimby e é lá que faço os meus bolos. No início pensei que não poderia oferecer esse gostinho à M. (digam a verdade, rapar o resto do bolo é mesmo bom, daquelas coisas que nos lembra a nossa infância!) por causa das lâminas da bimby que estão expostas... Confesso até que os primeiros bolos que fiz já na existência dela não lhe dei, mas depois, movida pelo espírito das boas recordações da minha infância, dei-lhe a provar (porque é mesmo bom!). Peguei na espátula e dei-lhe... Ela sai à sua mãe hehehe e adorou!... E agora como ia fazer com as lâminas?!
O que vale é que tenho uma filha super cuidadosa e muito inteligente (podem pensar/dizer à vontade que sou babada e convencida da filha que tenho!) e ela rapa a bimby como ninguém, sempre de espátula na mão...
E, sabem que mais, sempre que a vejo a pedir o copo para poder rapar os restos do bolo recordo-me da minha infância. Olho para ela e vejo-me a mim... 

***Eu também deixo um bocadinho a mais do bolo só para ela, como a minha mãe fazia comigo...

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Episódio matinal

Outro dia, numa manhã chuvosa, enquanto ia no carro com a minha M. em direção à casa dos meus pais, explicava-lhe que tínhamos que nos despacharmos mais cedo, porque agora ia chover muitas vezes e ia haver muitos carros na rua, o que nos ia provocar alguns atrasos. Ela ouvia atentamente ao que lhe dizia, enquanto comia o seu pão. Entretanto digo-lhe "Vá come o teu pãozinho, se não a chuva come-o!"... Ela olha para o pão e para a rua e diz: "Mãe, a chuva não tem boca!"... 

Bom, parece que tenho de subir um degrau cognitivo nas explicações que lhe dou, pois esta princesa já começa a ter muita noção das coisas.

- Pois não filha, tens razão, mas a chuva molha o teu pão e depois já não o podes comer...

Que bom ter esses episódios para recordar!

"O minho amigo" diz ela...

Poucos dias depois da minha M. ter nascido, em baixo do apartamento onde vivemos abriu um bar/restaurante de fast food chamado de Lanchonete da Cidade. Desde essa altura que trabalha lá um senhor (é o cozinheiro, o que faz as limpezas gerais ao fim-de-semana, quando esteve em obras, foi mestre, portanto é o "faz-tudo" do sítio!) que sempre se interessou pela minha M., sempre que saíamos ou entrávamos em casa. Sempre interagiu com ela e quando nos íamos embora dizia sempre "Um anjinho. Deus te abençoe.". É uma pessoa muito simples, mas de um enorme coração.

Hoje quando a vê brinca com ela, oferece-lhe doses de batatas fritas, chocolates e sumos (tudo o que eu não gosto muito que ela coma, mas aprecio a intenção!). Ela chama-o de "minho amigo" porque ele é de facto o seu amigo desde que ela nasceu...

No final do mês passado, bateu-nos à porta. Levou-nos 2 peixinhos que já havia dito que ia dar à princesa. Ela, claro, ficou radiante de alegria. Disse-lhe várias vezes obrigada... Não só lhe deu 2 peixinhos, como um "aquário" improvisado com decoração e um frasquinho de comida a troco de nada! Nada! É nessas situações que vemos que quem pouco tem mais oferece... Uma grande lição de vida para mim, para ela, para o namorido e, espero que para todos os que lerem este post... Que o mundo se encha de pessoas com coração grande como o "minho amigo" da Matilde.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sobre a vitória do Trump...

Estamos todos "trumpados"... :(


Já tenho saudades destes aqui:

Histórias minhas de Natal I: "Um dos natais felizes da minha infância..."

Vou contar-vos este natal da minha infância que foi um dos que me deixou marcas boas na minha memória....
Estava eu, os meus pais, o meu irmão, o meu primo Ruben, os meus tios, os meus avós, na nossa casa do Nordeste. Que saudades desse tempo!...
Depois do jantar, levaram-nos para a sala e lá ficamos a brincar, na conversa, a ouvir música ou sei lá mais a fazer o quê. O que me lembro bem é que a sala tinha um armário embutido (vão perceber mais à frente o porquê de referir este pormenor!). Lá de vez em quando ouvia-se um barulhinho e todos diziam que podia ser o Pai Natal, mas ninguém nos deixava sair dali. Eu, pessoalmente, lembro-me de estar toda entusiasmada para ir ver o que se estava a passar, mas tinha medo... Sempre fui muito medricas... Nunca arriscava nada... Assombravam-me imagens de vultos e Pais Natais que nunca tinha visto e por isso não sabia bem quem e como era... Preferia manter-me na ignorância... Ao contrário de mim, que ainda por cima era a mais velha, estava o meu irmão (um pinarreta minorquinho de se calhar 2 anos) e o meu primo que devia ter aí uns 5, 6 anos. Eles estavam cheios de pica para ir ver o Pai Natal (mais o meu primo, que o meu irmão era muito pequenino!)... O meu tio não estava na sala connosco, nem a minha mãe. Presumo que estivessem a por os presentes debaixo da árvore, enquanto os restantes nos distraiam... A dada altura um barulho ensurdecedor começou. Era o barulho de 2 tampas de panelas a bater uma contra a outra, mas na altura não associamos... Diziam eles que era o Pai Natal! Eu fiquei com o coração a 1000 e fugi para o armário embotido. Fechei-me lá dentro. Não queria ver, saber o que era... O meu primo não.... foi a correr ver o que se passava... O meu pai foi buscar-me ao armário e, como eu não ouvi gritos presumi que estava tudo bem e lá fui também ver o que se passava, no colo do meu pai, claro!...
Estava a família toda reunida na expetativa de ver a nossa reação com as prendas. Como todas as crianças, estavam presentes o entusiasmo e a felicidade daquela emoção de quando vemos prendas debaixo da árvore... Indescritível... eu pelo menos não estou a conseguir descrever!...
Tínhamos sempre uma árvore natural, enfeitada com luzes e bolinhas... Este foi dos melhores Natais da minha vida!...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Adultério

Este foi o título do último livro que li, que me foi emprestado por uma amiga muito amiga minha. 

O livro é sobre uma mulher jornalista na casa dos 30 anos, casada com o marido perfeito, com 2 filhos pequenos, um casamento feliz, rica (podre de rica mesmo!),... portanto tudo aquilo que nós achamos que é o suficiente para sermos felizes. Mas, hipocrisias à parte, isso não é suficiente. Estou certa?! 
A dada altura ela começou a sentir falta de algo na sua vida e chegou mesmo a pensar que estava à beira de uma depressão. Consultou psiquiatras, vodus, medicinas alternativas e não encontrou a resposta para a apatia na sua vida. Foi encontrar resposta num antigo namorado do liceu, com quem pecaminosamente teve um caso. Afinal o que lhe faltava era a paixão, aquela sensção de "borboletinhas" na barriga, aquela vontade de sair da rotina e encontrar algo diferente, alguém que lhe mostre que a deseja... 

E não é isso o que todas nós, mulheres (e acho que os homens também!), desejamos?!
Passar o resto da nossa vida entregue à monotonia da vida?! 
Deixarmo-nos entregar ao comodismo de estar por casa agarrado ao comando?! 
No way.... 

Temos de ser criativos, inventar coisas novas, proporcionar ao nosso parceiro momentos inovadores, mas quando forem eles a nos proporcionarem esses momentos, que sejamos capazes de elogiar, de agradecer, de colaborar para que a criatividade dele seja um sucesso, que ele veja em nós que pode voltar a inventar coisas novas que será bem recebido... 
É preciso reacender o fogo da paixão as vezes que forem necessárias, pois é a paixão que nos dá a sede de viver, a força de lutar, a vontade de continuar, de investir e de ser melhor...

É uma pena (com direito ao galinheiro todo!) quando isso não acontece...

"É melhor não viver do que não amar"


Natal com requinte à mesa...

Existem uns artigos de Natal que ando a vender que inicialmente estranhei, mas que agora me têm deixado realmente feliz e com o bicho carpinteiro, inquieta que cheguem os jantares de natal para poder dar-lhes uso... 

Eu adoro elaborar uma mesa bem decorada. É outro dos fatores porque gosto desta época natalícia. Gosto de fazer nascer requinte, gosto das loiças brilhantes que só se usam em épocas destas, gosto dos guardanapos em tons de vermelho ou dourado, gosto dos copos de pezinho que não se usam sempre (tenho um namorido que faz o favor de partir sempre um por refeição, com as suas mãos grandes... Corremos o risco de chegar a uma altura em que só vão existir o meu copo e o dele, na melhor das hipóteses!)....

Enquanto vivi em casa dos meus pais, a partir de certa altura era sempre eu que ponha a mesa das "grandes" festas. Hoje ajudo a minha mãe, quando chego a tempo... E se não chego, gosto de admirar o trabalho dela (ela tem-se esforçado e tem ficado supimpa!) e adoro! Gosto tanto, mas tanto de ver uma mesa bem posta, cheia de glamour, de coisas "novas", de toalhas impecavelmente engomadas (esta é a pior parte para mim!), das velas que nunca faltam, de comidas que enchem a casa de cheiros bons, de ver a família à volta da mesa em paz e amor... Adoro!

Numa mesa de Natal, o dourado fica lindamente e estas lindezas estão à venda neste momento. Aproveite para encomendar e encher de requinte a sua mesa de Natal:
Que vos parece?! Fica uma mesa linda, não fica?!


Aqui estão elas:


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O bom de ir dormir na Lomba da Maia...

Ir dormir à Lomba da Maia nesta altura e a partir de agora tem os seus senãos.
O frio começa a ser bastante (e daqui para a frente tende a piorar!) e adormecer tem sido complicado, principalmente para quem, como eu, não adormece enquanto o corpo não tem uma temperatura amena... Não sei como fazem aquelas pessoas que vivem no norte do país ou junto à Serra da Estrela... Eu não conseguiria viver num sítio muito gelado... não conseguiria mesmo!...
Apesar disso e apesar de ter de acordar mais cedo (para fazer a viagem para Ponta Delgada e chegar cedo ao trabalho!), fico com a sensação de objetivo cumprido, que valeu a pena passar aquele frio todo, quando me levanto, preparo-me e saio de casa e deixo a minha M. no quentinho da cama a dormir como um anjinho por mais um bocadinho... Isso vale tudo! Sempre farei tudo pelo seu bem estar.
Outra vantagem é que, além de aproveitar para ver a minha avó que ainda está em baixo de forma e de estar com a minha família, tenho a viagem inteira para ouvir rádio (o que me desperta e me dá boa disposição - obrigada ao Café da Manhã da RFM!) e, em dias bons como o de hoje, admirar a vista magnífica que é esta minha ilha, que parece ter sido recortada ao pormenor por Deus.

(As fotos não fazem jus ao bonito que é, pois foram tiradas em andamento...)
(costa norte da ilha)

(avistar Ponta Delgada, parte sul da ilha)




Programa de Natal do blog...

E agora que se aproxima o Natal.... achei que devia fazer um programa exclusivo sobre o tema, que é vasto, pelo menos na minha vida tem um enorme significado, já o referi aqui...

Após a decisão de um post diário e após me terem pedido histórias da minha infância, decidi começar uma rubrica nova neste blog, pelo menos até ao Natal... Todas as quartas-feiras, a começar já no próximo dia 9, vou contar algumas histórias dos meus Natais, enquanto criança, adolescente, jovem, e mais recentes... Aqueles natais que me marcaram por um ou outro motivo...

Estou, neste momento, já com a minha memória a fervilhar, a recordar-me de alguns dos Natais que mais me marcaram e...foram tantos... mesmo... vou ter mesmo de seleccionar apenas a 7 (que são as quartas-feiras que restam até ao Natal!)...
Se calhar sou uma sortuda, se calhar a maioria não tem recordações boas dos seus Natais, ou pelo menos da maioria, mas eu evito pensar muito nisso pois entristece-me a alma pensar nessas coisas... Chamem-me egoísta, chamem-me tudo... A verdade é que dou graças a Deus por ter a família que tenho e por me terem proporcionado sempre momentos que hoje recordo com saudade... Os Natais são sempre um marco importante na minha família e é isso mesmo que pretendo oferecer também à minha filha...

Espero que gostem...
(Em 2014, no seu 1º Natal...)

domingo, 6 de novembro de 2016

Das comidas que ela mais gosta!

Eu nunca faço arroz só para uma refeição. Faço sempre dose que dê para 2 e 3 vezes... Desta vez, lembrei-me de fazer uma comidinha que achei que a minha M. ia adorar... 

Cozinhar para ela para mim é um prazer e tento variar na ementa. No entanto, durante a semana torna-se complicado cozinhar comidinhas elaboradas porque:
1º ela está sempre a pedir a minha atenção;
e 2º eu quero dar-lhe a minha atenção o máximo tempo possível. 
Então, tem de ser sempre coisas rápidas, boas e saudáveis (a maior parte das vezes!)...

Como tinha arroz de açafrão de sobra de uma outra refeição, pensei em juntá-lo com salsichas (que ela adora!) e a cogumelos (que também não ficam atrás!)... Então fiz um refogado, coloquei as salsichas cortadinhas aos bocadinhos e os cogumelos a fritar ali um bocadinho e depois juntei um pouco de pimenta da terra (ela gosta de picante, mas claro que não exagero...!) e de vinho branco e água. Depois foi só juntar o arroz e deixar secar... 

Voilá, é das comidas preferidas dela (eu também gosto muito!). 
Rápido e delicioso!