Hoje primeiro dia de trabalho depois das férias! Eu não sei como é com vocês, mas eu, sempre que regresso de férias, sinto que preciso de mais uns dias para recuperar. Quer dizer, eu adoro o meu trabalho e, hoje em dia, é um privilégio ter um trabalho, mas ainda assim, o tempo que passamos em modo "férias de verão" sabe sempre tão bem e passa sempre tão rápido que queremos normalmente aproveitar tudo e tudo e depois descansar que é bom não descansamos nada.
De qualquer forma, hoje começaram as rotinas, o acordar cedo, o ter de acordar a minha M. (e custa tanto quando ela nos diz "Mãe quero dormir...", sai à mãe, dorminhoca!), ter de deixá-la em casa dos meus pais e ir embora trabalhar, mesmo que ela me peça para ficar com ela... Parte-me sempre o coração ter de deixá-la... Depois do trabalho, ter o jantar para fazer, roupas para lavar e arrumar (algumas para passar!!!).... No fim de tudo, a parte mais doce do regresso às rotinas é poder continuar a adormecer a minha M. a horas decentes! :)
Oh, é tão difícil regressar às rotinas que parece que foram tão lá atrás, mas ao mesmo tempo parece que foram ontem... Bahhhh... oh tempo, porque andas tão rápido?!...
Hoje é o meu último dia de férias (pelo menos deste período!)...
Tenho algumas aventuras para contar... a seu tempo... e vou fazê-lo por partes...
Não sei se sabem, mas as férias fazem-me mesmo bem. Sinto-me feliz, animada, com energia, sem pressas para nada... à Matilde também fazem um bem que vocês não têm ideia. Amanhã recomeçam as rotinas (que foram por água abaixo nestas férias!), o recuperar dos sonos (que ficaram algumas vezes a meio!), o ter de fazer comida para aquela hora, porque é preciso dormir para no dia seguinte acordar cedo,... Custa tanto... Mas com alguma boa disposição (muitas vezes alimentada pela minha M. vamos conseguir...)
Enquanto o amanhã não chega, vou ali dar um mergulhinho e outro e outro e outro...
Aquando os passeios de verão, há um bolinho que costumo fazer para levar para comermos quando a fome aperta. Fica aqui a sugestão: bola de carne! É uma espécie de "pão com chouriço" mas em forma de bolo. Acreditem que fica mesmo, mesmo, delicioso.
Ingredientes:
- 150gr bacon
- 200gr de carnes variadas (chouriço, fiambre, chourição, mortadela, paio... o que desejarem)
- 4 ovos
- 200gr óleo (como ponho bacon, reduzo no óleo)
- 300gr de leite
- sal q.b.
- 500gr farinha
- 2 colheres de chá de fermento para bolos
1- Pré-aquecer o forno.
2- Colocar as carnes no copo e picá-las conforme desejar. Reservar.
3- Colocar no copo os ovos, o óleo, o leite e o sal e programar 2min/37graus/vel. 2.
4- Adicionar a farinha e o fermento e programar 1min/vel espiga.
5- Adicionar as carnes e mexer com a espátula.
6- Colocar numa forma de silicone Tupperware (para não pegar e não ter de untar).
Desde pequenina que a minha M. adora "conduzir". Aprendeu, desde muito cedo, onde se abriam e fechavam as portas, onde se liga o carro, onde se liga o rádio e onde se aumenta ou diminui o volume. Ela só não liga o carro porque é preciso alguma força. Mas de resto ela sabe onde fica o travão e as mudanças e os pedais,... é uma sabichona desde pequenina.
Em Setembro do ano passado, tinha a minha M. 1 ano e 7 meses, decidimos ir fazer um churrasco lá para os lados das Sete Cidades. O nosso carro estava na oficina, por isso estivemos durante 3 dias um carro de substituição, que, por acaso, tinha pouquíssimos meses de vida, ou seja, era cheio de "mariquices", como costumamos dizer. Ligava-se o carro num botão. E, por ser tão fácil, ela aprendeu rapidamente a ligá-lo e desligá-lo! Nesse dia, enquanto o grelhado se fazia, começou a choviscar e decidimos colocá-la dentro do carro, com os vidros meio abertos para ficar entretida e não apanhar chuva. Quando terminamos de grelhar as coisas fomos ter com ela ao carro. Chegamos lá e reparamos que, além dela ter fechado os vidros do carro, também tinha trancado as portas!!!! Mil e um pensamentos passaram pelas nossas cabeças... estarmos cá fora e ela lá dentro toda sorridente sem se aperceber do que se estava a passar. O namorido não conseguiu controlar o stress da situação. Compreensível. Eu, debaixo de stress, comecei a tentar manter a calma (e o namorido afastado da cena que estávamos a vivenciar!), para também transmitir calma para a nossa filha. Quando temos a noção de que as coisas estão mal, acontece sempre algo que nos faz pensar que tudo pode piorar... E foi mesmo isso que aconteceu... Na tentativa de ires buscar as chaves que estavam junto ao travão de mão, o vestido de alças que ela tinha engatou no travão de mão e aí sim, nesse momento, começou a chorar porque estava presa. Foi um momento de muito stress! Foi ai que bati no vidro e pedi-lhe que me escutasse. Disse-lhe que a amava, para ela ter calma e que ela ia conseguir sair dali, mas que tinha que fazer tudo o que a mãe lhe dissesse. E assim foi... Fui-lhe dando instruções devagarinho de como se soltar em primeiro lugar. Quando ela conseguiu (de lágrima no olho!), começou a sorrir e a acreditar nela própria. A partir daí foi só dar-lhe instruções para abrir alguma porta do carro... Em 20 minutos (que pareceram uma eternidade!!!) conseguiu abrir a porta bagagem e, nesse momento, o namorido voou (literalmente!) carro dentro para abrir as restantes portas antes que ela decidisse fechar de novo...
Foi um momento muito stressante para ela (e para nós também!), mas que foi superado com distinção. Não é qualquer bebé de 1 ano e 7 meses que consegue destrancar um carro. Digo eu, que não conheço nenhum... Naquele momento, passou-me muitas coisas pela cabeça e a certeza de que uma educação informada é bastante importante. E se ela não soubesse o que era um travão de mão?! E se ela não soubesse como se abria e fechava o carro?! Provavelmente nunca conseguiria abrir o carro... Minha rica filha...
Chama-se PDL White Ocean e é um evento super giríssimo que aconteceu o ano passado e que vai repetir-se este ano novamente. Toda a gente conhece as típicas festas brancas, o que não conhecem é uma cidade inteira que se veste de branco com vários eventos em variados locais, para todos os gostos. Quem quiser prolongar a noite pode ir até ao Coliseu Micaelense, onde acontece a típica festa branca, mas quem não quiser pode permanecer pelas ruas da cidade de Ponta Delgada e viver o branco da cidade em pleno.
Deixo o vídeo de como foi a festa o ano passado. Muita alegria, muita diversão, muita música, muito branco e muitas águas-vivas (não fossem elas imagens de marca do ano passado, pois resolveram brindar-nos o verão com a sua presença!). Aposto que este ano mais gente ainda irá aderir... Vejam lá se não foi um must este evento...!
Entre os requisitos obrigatórios estão a roupa branca e a boa disposição. Já se sabe! :)
Ponta Garça é a freguesia de origem da outra metade da minha laranja. É uma freguesia enorme geograficamente - 31,38 km2 (quem passa por cima, na estrada regional depara-se com umas 9 placas a indicar Ponta Garça à direita!!! Quem não conhece fica confuso!) e com bastante população (3547 em 2011). As pessoas, na sua maioria, são bastante acolhedoras e simpáticas. Lembro-me que a primeira vez que passei pela Ponta Garça (ainda nem conhecia o meu namorido) apanhei grande seca, pois estava um dia de muito sol e, como a rua principal da freguesia é bastante estreita e sinuosa, a passagem de carros fica difícil quando algum autocarro está ao barulho, e lá estava eu a "cozer" no carro com o meu irmão. Nesse dia pensei que nunca mais iria passar por aquela freguesia para não correr o risco de voltar a passar pelo mesmo. Como me enganei... Passados uns anos, não só tenho de passar várias vezes por aquela rua que nunca mais termina (6km de estrada mais ou menos), como também arranjei uma família e amigos que me acolhem com toda a dedicação e amor.
É já no próximo fim-de-semana que decorrem as grandes festas da freguesia (que duram à volta de 10 dias!!! Ninguém pode dizer que os pontagarcenses não são festeiros!). A padroeira é a Nossa Senhora da Piedade e, digo-vos, é das imagens mais tristes que alguma vez vi: ver uma mãe com o seu filho morto ao colo não é o cenário que qualquer mãe deseje passar e daí também o meu profundo respeito e admiração por esta imagem...
Há outra particularidade que me enche a vista desta festa. Os pontagarcenses são um povo aplicado e festeiro. Não há festa que não seja comemorada condignamente naquela freguesia. E é de ficar arregalado com os pormenores que nunca são descurados. Quando fazem algo na freguesia fazem-no com pompa e circunstância. Menciono como exemplo nesta festa, os tapetes das ruas que, na sua maioria, são meticulosamente enfeitadas; as roupas das pessoas que levam os andores são sempre iguais entre si e do mesmo tom das flores que ornamentam o andor (além dos penteados das senhoras que sempre me fazem pensar que foram todas ao cabeleireiro!), as roupas caprichosas com que se vestem as pessoas só para irem à festa, principalmente no domingo de festa,...
Como é uma freguesia cheia de gente, há muita juventude, e por isso outro fator que me surpreende e agrada é a quantidade de jovens que participa ativamente em praticamente todos os eventos da freguesia. É, de facto, de louvar! Por isso mesmo, faz todo o sentido haver no programa um dia dedicado a eles (jovens), com aquilo que mais gostam de ouvir no momento (digo eu, que o máximo que oiço hoje em dia é Xana Toc Toc e os Caricas! E gosto muito, atenção!)
Caso estejam interessados em participar nestas festas, coloco o programa das mesmas. A coisa promete ser rija e parece não ter fim. Também coloco alguns vídeos da freguesia para verem in loco o que vos falei em cima; e alguns vídeos dos "cabeças de cartaz" da noite da juventude, que como eu iam ter de investigar quem eram, pois a nossa cultura musical de hoje não passa do "Bicho maluco" da Xana Toc Toc...
Já vos falei de umas amigas que fazem coisas giríssimas (podem ler aqui o post que escrevi!) e por ocasiões de aniversário de familiares e amigos, normalmente recorro a elas, porque além de fazerem colares, pulseiras, e outras coisas mais, super catitas e personalizadas, essas coisas saem muito em conta no orçamento.
A última vez que falei com elas para me fazerem umas coisas personalizadas, decidi arranjar 3 pulseiras de por no pé iguais: uma para mim, outra para a minha filha e outra para a prima que a minha M. mais adora no mundo e arredores. Uma espécie de símbolo de amizade verdadeira. A minha filha adorou, eu também e a nossa prima também (na foto o pézinho da prima não aparece porque ela não estava connosco!). :)
Vejam lá se não ficou um mimo no pézinho da minha M.?!
Para verem o trabalho delas e fazerem as vossas encomendas, podem contactar a GAP Bricolage, acedendo ao link que vos deixo quando clicam em cima do nome.
Nós portugueses sempre tivemos o hábito de nos desenrascarmos em país alheio. Foram os aventureiros mar fora sem saber o que iam encontrar e entraram em terras completamente desconhecidas, com outros costumes, outras línguas, outras cores de pele. O português foi destemido e avançou. Quis sempre mais.
Mais tarde, muitos dos nossos portugueses emigraram para outros países em busca de uma vida melhor e aí aprenderam a falar outras línguas, outros costumes, alguns até vingaram bastante bem nos países escolhidos. Hoje há portugueses por todo o lado. Foi por isso que a vitória de Portugal no Euro 2016 foi festejada em todos os cantinhos do mundo. Nós estamos espalhados por todo o mundo mesmo.
Eu, pessoalmente, quando visito outros países gosto de "adotar" os costumes, as vivências, gosto de comer as comidas da origem, gosto de me "sentir como se fosse um deles". É essa a piada que vejo nas viagens que faço. Se vou a Espanha, não escapam as Tapas; se vou à Terceira, não escapa a alcatra; se vou à Madeira, marcha sempre a bela espetada com o delicioso bolo do caco; se vou ao Brasil, minha rica água de côco;... Costumo dizer sempre ao meu primo da América, que me quer levar a restaurantes portugueses (!!!) "no dia que te visitar quero comer fast food e ir ao Dukin' Donuts, ao Starbucks (além das lojas famosas daqueles malls, claro!)". Comida portuguesa como em Portugal! :)
Esta conversa toda para dizer que amanhã chega cá, o único membro da família do meu namorido que eu ainda não conheço pessoalmente. Estou empolgada! Quer dizer, falamos pelo facebook e pelo Natal já chegamos a trocar fotos em jeito de "Feliz Natal". Parece ser uma pessoa bastante simpática. Vem com os seus 2 filhos e a esposa. Nenhum deles fala português. Ele sim, parece que fala. Vai ser bonito vê-los a comunicar connosco. Nem todos falam inglês. Há até quem não perceba mesmo nada. Mas português que é português faz-se perceber até na China, digo eu!... Uma aventura para mais tarde contar... ;)
O meu pai é o filho mais velho dos meus avós. Eles tiveram 4 filhos ao todo: 2 meninos e 2 meninas. As meninas não sobreviveram!... A minha tia Dídia, com 5 anos, foi atropelada por um camião (parece surreal, visto que essa tragédia ocorreu em 1969...numa freguesia do Nordeste, à frente de casa, no passeio de uma rua secundária, mas infelizmente aconteceu!). A minha outra tia, a Hercília, com 4 ou 6 meses morreu com Leucemia... Ficaram apenas o meu pai e o meu tio. Lembro-me do meu tio desde sempre, pois vivi com ele quando ainda era criança. Lembro-me dele chegar a casa, cansado do trabalho, e eu, o meu irmão e o meu primo pedir-lhe para ele fazer o cavalinho e ele punha-se de gatinhas no corredor lá de casa e nós os 3 saltávamos para as costas dele. Ele ia e vinha sempre connosco às costas. Nunca se cansava. Levava-nos a passear sempre... Tudo o que o meu primo (seu filho) queria ele comprava. Queria compensá-lo pela falta que lhe fazia depois do divórcio, além de que ele emigrou para a Bermuda e só cá estava lá de vez em quando.
Na Bermuda conheceu a sua segunda esposa, a minha segunda tia, e dela teve 3 filhos. Na Bermuda, segundo sei, só estava de folga 3h por dia. Tinha 3 trabalhos. Fez muitos sacrifícios para ter uma vida mais desafogada.
Regressou a S. Miguel 15 anos depois. Comprou um táxi e é onde trabalha até hoje. Infelizmente, subitamente, numa manhã de Novembro, quase há 6 anos atrás, a minha tia faleceu e tudo o que eles tinham construído se desmoronou dai por diante até os dias de hoje... Depois de 5 anos de sofrimento, de desprazer pela vida, de muitas turbulências que sofreu, finalmente encontrou uma pessoa que o ajuda a superar os seus maiores medos e que gosta dele como ele é, mesmo com aqueles defeitos todos que ele tem (tal como todos nós temos!) e isso é de louvar! Até há bem pouco tempo, o meu tio tinha-se esquecido de viver a sua vida para viver a vida dos filhos, de viver só para eles, como forma de compensá-los pela falta da mãe (se calhar foi esse o seu erro!). Hoje ele voltou a gostar da vida. Hoje ele sorri. Hoje ele faz anos. 57 anos. Novo. Muito novo para quem já sofreu tanto. Tem uma vida inteira pela frente. Tem mais é que ser feliz junto de quem o faz feliz!... Família é isto: apoiar sempre, gostar sempre!
Este foi um dos doces que estiveram presentes na mesa daquele almoço que vos contei aqui. E digo-vos, é simplesmente delicioso! Aliás, sempre que nos juntamos com estes amigos que a Isabel é sempre incumbida de fazer uma das sobremesas, porque ela faz sempre uma que nos enche as medidas... E como nos enche (até a balança se queixa!)...
Deixo aqui os ingredientes e como devem fazer. A foto não tirei, mas garanto-vos que não se vão arrepender de o fazer, pois é mesmo delicioso!...
- 3 pacotes de natas
- 1 lata de leite condensado
- 2 pacotes e meio de bolachas Mulata
- 200gr de chocolate
- 1 colher de sopa de manteiga
- um pouco de leite
Como fazer?
- Trituram-se as bolachas Mulata e reserva-se;
- Batem-se muito bem as natas;
- Mistura-se as natas com o leite condensado e com as bolachas trituradas;
- À parte, derrete-se o chocolate com a manteiga e um pouco de leite, de forma a ficar com a consistência de calda.
- Numa taça colocar a mistura das natas alternando com o chocolate derretido. O doce termina com o chocolate.
- Coloca-se no frigorífico de um dia para o outro (ou durante umas horas) e está pronto a comer.
De tanto ouvir falar de Pokémons (também pode saber mais sobre o assunto aqui, aqui e aqui), lá instalei no meu telemóvel a aplicação dos Pokémons. Bom, aquilo não é nada de especial e não me parece que vá jogar muitas vezes ou fazer loucuras como já ouvi falar que pessoas são atropeladas ou caem ao mar só porque estão distraídas de telemóvel na mão à procura de Pokémons!!! E pior não é isso! Como o jogo tem acesso à sua localização e horário está mais que visto que passamos a ser um alvo fácil para um assalto à nossa casa, por exemplo. Bom, na verdade, estamos a viver uma epidemia de Pokémons.
Não tenho nada contra quem joga ou deixa de jogar este jogo, mas, depois de conhecer minimamente a aplicação, digo-vos que mais vale jogar um joguinho de Bubbles, ou de qualquer outra coisa menos "real" para nos entretermos do que andar a gastar dados à toa, ou a gastar dinheiro num telemóvel melhor, e pior ainda, a perder tempo precioso atrás de Pokémons quando podemos andar atrás dos nossos filhos. Eles só agradecem... :) (e, no fundo, nós também!)
Quem entra na Universidade passa por praxes académicas. Eu concordo com as praxes, desde que sejam praxes giras e que ajudem o bom ambiente que se vive na universidade. Graças a Deus a minha Universidade tem umas praxes muitos giras e que deviam servir de exemplo a muitas outras Universidades que apenas gostam de mostrar "abuso do poder". As praxes ajudam os novos alunos a se sentirem parte da Universidade que ficaram colocados. É nas praxes que se conhecem pessoas e que se começa a formar os novos grupos de amigos. Como já disse (pode ler aqui), entrei na Universidade mais tarde que os restantes colegas, já depois da época de praxes, e por este motivo no meu primeiro ano nunca me prendi a nenhum grupo de amigos. Falava mais com a delegada de turma e mais uns quantos que andavam mais pela zona onde me sentava na sala, mas nada de especial. No entanto, falei sempre com a maioria (éramos muitos!), embora não tivesse grande ligação com nenhum deles, até porque já tinham os seus próprios grupos formados. Eu, como sou tímida à primeira instância, não tinha aquele "à vontade" de me introduzir em nenhum grupo, então mantive a boa convivência durante as aulas e nos intervalos delas.
Então, com o objetivo de me inturmar mais na universidade, e como gostava de desporto, reparei que havia lá uma equipa feminina de volei. Inscrevi-me. Os treinos e jogos decorriam no Ginásio da Cidade Universitária. Éramos poucas, mas durante o campeonato todo não havia amizade pós treino/jogo, até porque nunca encontrei nenhuma delas pela universidade (julgo que andavam noutros pólos!)... Tínhamos 2 treinadores. Um deles ainda mantenho contacto, vou sabendo dele no facebook. Digamos que nos treinos e nos jogos até tínhamos uma boa equipa. Refiro-me a bom ambiente, porque jogar, jogar, não jogávamos nada de jeito. Lembro-me que só ganhávamos quando a equipa adversária não comparecia, exceto num jogo que me recordo de termos dado tudo por tudo e ganhámos por mérito mesmo!!!
No 2º ano de universidade inscrevi-me novamente. Mas... desisti logo depois do primeiro jogo. Porquê?! Porque as jogadoras da equipa eram já federadas e levavam aquilo muito a sério. Ficavam zangadas quando algo corria mal e eu que estava ali na desportiva, pelo bom ambiente, achei melhor escolher outro caminho. E, sabem que mais?! Foi a melhor coisa que fiz, pois o caminho que escolhi fez-me muito mais feliz!...
Ela era sobrinha da, na altura, namorada do meu primo mais velho. Portanto, muita vez víamo-nos em convívios de família. Ela é mais nova que ele 4 anos, mas brincavam na mesma... Cresceram... Ela foi estudar em Lisboa. Ele também. Voltaram a cruzar-se... Começaram a namorar em 2007. Em 2008, o destino pregou-lhes um susto daqueles que não é para qualquer um. Superaram com distinção! Pelo que vi de fora, aquilo que os unia tornou-se ainda mais forte. Ela terminou o seu curso. Ele também. Ela apoiou-o quando ele mais precisava. Ele apoiou-a quando ela mais precisava. Ela é muito doce e querida. Ele é doce e querido. Ela gosta de mar e sol. Ele também. Ela pode amuar. Ele também. Mas o amuo dura o espaço de um sorriso. Decidiram viver juntos. E assim permanecem até hoje.
Se há relação que eu mais admiro no mundo é a deles. Porque por mais difícil que seja a vida a dois, o respeito, o amor, os sorrisos, a paciência e a tolerância devem ser uma constante...
Quem pelo pior passa, consegue sempre ter o melhor do mundo ao lado! :) Sejam sempre felizes, meus amores! Mais do que ninguém, vocês merecem...
O amor entre as duas é mágico e especial! Desde cedo... desde sempre... Obrigada Deus por tanto amor que a minha M. tem à sua volta.
A festinha foi do mais castiço que podia haver. Reunião familiar, com muitas crianças à mistura, só podia ser mais que muito bom! Alegria, paz, amor e boa disposição. Foi na casa dos avós maternos da B., os quais pudemos recordar com saudade. A sua avó materna era uma senhora muito bonita e adorava crianças. Sempre que me via perguntava-me para quando um bebé. Dizia-me sempre que era o melhor que podíamos ter na vida. Que uma casa cheia era sinal de vida e alegria. Hoje sei que ela tinha razão. Ela adorava bebés e crianças. A sua maior felicidade foi poder ver crescer as suas filhas e os seus netos. Vê-los brincar na sua casa. É uma senhora de quem eu própria sinto muita saudade: da sua maneira de estar na vida, da sua meiguice, da sua boa disposição, da sua forma de se arranjar, do seu sorriso. As filhas têm todas um pouco da mãe e, se calhar, por isso gosto tanto de todas elas (e das descendências também!). Eu acredito que ela lá esteve ao lado do seu marido, a sorrir, mesmo que de forma celestial, a admirar os netos quase todos juntos (e a minha filha também!) a brincar cheios de sorrisos e alegria.
Hoje faz um ano que pude proporcionar um dia espetacular à minha filha. Faz 1 ano que ela se batizou. Foi um dia lindo, cheio de sol, mágico e com boas energias...
O batismo de uma pessoa é um marco importante na vida, pois é a entrada da mesma na comunidade cristã. Católicos como sou/somos, este sacramento não podia faltar. Desejo que Jesus esteja sempre no coração e na vida da minha M. para ajudá-la sempre quando ela precisar e que a fé nunca lhe falte. Sendo a minha única filha até ao momento, quis fazer do seu dia um dia inesquecível, que ela, um dia mais tarde, pudesse ver através das fotografias que foram tiradas, que foi um dia verdadeiramente feliz para ela, em que ela sorriu, correu, brincou e que recebeu o amor da família que lhe é mais próxima e que sempre fez questão de acompanhar o seu crescimento até então.
Preparei o batismo dela com todo o meu amor e dedicação, desde a contratação dos serviços que foram utilizados (bolo, fotógrafo,...) à decoração de tudo (convites, sala, indumentária da princesa, mãe e pai, lembranças,...). Os preparativos começaram muito cedo, porque isto de ser mãe não nos permite mexer em tesouras e colas com uma bebé curiosa ao lado querendo mexer em tudo. Então fazia-o só quando ela dormia... Foi cansativo?! Foi, muito... mas o resultado foi muito bom, muito gratificante, de uma emoção imensa e, na verdade, tudo o que é feito com amor é bonito.
O tema foi "borboletas e flores", tal como ela gosta, e quis tudo da forma mais simples e linda possível (desde que soubesse fazer!). Nós somos pessoas simples e por isso só o simples combina connosco.
Se hoje faria alguma coisa diferente?! Não! E quando assim acontece, só podemos ter ainda mais a certeza de que foram as escolhas acertadas. É um sentimento muito bom!... Por ti, filha, faço e farei sempre tudo o que estiver ao meu alcance só para te ver a sorrir...
Obrigada a todas as pessoas que me ajudaram a fazer deste dia um dia lindo.
Quando entrei na UAL, não conhecia ninguém, ainda pra mais entrei tardiamente (no final de Outubro, quando já tinham terminado as praxes e o aniversário do meu irmão - evento que nunca perdia - nem perco!)... Acho que sentia medo por esta nova fase da minha vida: ir para uma escola que não era "escola", era "Universidade", onde toda a gente falava bonito e eu tinha sotaque e para uma cidade que era SÓ a capital de Portugal, com muito trânsito, com muitas histórias de assaltos e roubos, enfim, um mundo completamente diferente do que eu conhecia na minha santa ilhinha. Isto para quem viveu até aos 15 anos no Nordeste (onde se brincava na rua, onde a casa do vizinho era familiar, onde a chave de casa estava sempre na porta), e mais 3 anos em Ponta Delgada, que era (e ainda é!) uma cidade pacata e familiar, para uma pessoa que sempre viveu com os pais, na proteção familiar, é uma mudança assim um tanto radical. Mas pronto, fiz-me forte (e fui empurrada pelos meus pais!) e lá fui eu...
O meu primeiro dia na UAL foi péssimo... Sim, foi a Universidade que eu escolhi (podem ler a minha escolha clicando aqui!), mas não estava preparada para tal (acho que nunca ia achar estar...). Nesse dia de finais de Outubro, acordei às 6h30 da manhã (as minhas aulas começavam às 8h) cheia de medinho pelo dia que tinha pela frente... Sai de casa e fiz exatamente como o meu pai me tinha ensinado - fui para a paragem de autocarro esperar pelo 20 ou 22 (a dada altura mudou o nº!) que ia de Alcântara até ao Aeroporto e passava muito próximo da UAL. Foi esse o autocarro que utilizei durante 3 anos. Durante o caminho fui muito atenta à estrada, pois não queria correr o risco de sair na paragem errada e pedir por socorro! Eu estava sozinha e sentia-me tão, mas tão perdida que nem fazem ideia. A viagem correu bem e eu sai na paragem correta! Era na Av. Duque de Loulé... Sai e fui direta à UAL, seguindo as coordenadas para a sala de aula. Fui a primeira a chegar. Quando cheguei à sala, encostei-me o mais próximo da porta da sala de aula, que estava aberta, e ali fiquei tipo uma "triste"! Passou um bocadinho e os meus colegas começaram a chegar, uns sozinhos, outros em grupo (a maioria já tinha os seus grupos de amigos!) e eu ali permaneci caladinha. Sim, porque também tinha o "problema do sotaque", e se não me percebessem quando falasse?!
Entretanto chegou uma rapariga sozinha para perto da porta como eu (se calhar com os mesmos medos que eu!) e começou a falar comigo sobre banalidades. Não me lembro do nome dela, só me recordo que era um nome muito esquisito, por isso ainda dificulta mais lembrar-me dele. Ela parecia-me ser espanhola pelas roupas que usava, cheias de folhos e com uma certa exuberância. Apesar de não ter nada a ver comigo, foi a primeira pessoa simpática comigo. Sentei-me ao lado dela e cheguei a ir até à baixa com ela num outro dia, mas depois ela desapareceu do mapa sem deixar rasto (como 60% dos colegas da turma que nunca chegaram a terminar o curso) e nunca mais a vi...
A primeira aula que assisti foi de Cultura Inglesa. A professora debitava literalmente a matéria toda. Usava uns cartões tipo apresentadora de TV e lia um atrás do outro, nós apenas tentávamos acompanhar... para mim foi bastante difícil consegui-lo... Valeu-me um gravador que posteriormente comprei e que gravava toda a aula para depois em casa poder passar a aula a limpo e também ter-me sentado a partir de certa altura ao lado da delegada de turma, a D., que por já ter vindo aos Açores, sentiu uma empatia pelo meu sotaque. Aos pouquinhos (muito devagarinho mesmo!), fui-me ambientando à Universidade, aos meus colegas e às aulas. Mas participar nas aulas era uma coisa que raramente fazia, com receio que não me percebessem...
Há 6 anos atrás dei um passo muito importante na minha vida. Decidi partilhar o bem mais precioso que tinha até àquela data, que era a minha vida, com outra pessoa. Falando assim até parece ser uma coisa fácil. Mas não é!...
A verdade é que temos de lidar diariamente (sem escapatória) com outra pessoa, com outro feitio, outra maneira de pensar e outra vivência diferente da nossa. São hábitos, atitudes e comportamentos diferentes dos nossos e que, à medida que o tempo passa, podem chocar com os nossos. E há coisas que, por mais anos que se namore, nunca chegamos a conhecer, só mesmo vivendo junto na mesma casa é que vemos como na realidade as coisas são. Não é fácil, mas ainda hoje acredito que não é impossível! Eu acredito no casamento (ou ajuntamento, ou viver junto, o que quiserem chamar!) e ainda mais acredito no AMOR. Enquanto houver AMOR tudo é possível. Ele existe e deve ser alimentado diariamente. Mesmoooo! Não acredito em divórcios/separações por motivos pouco satisfatórios (óbvio que não estou a falar em casos de violência doméstica ou traições, porque aí não há mesmo volta a dar, na maior parte dos casos!) pelo simples facto que isso para mim não faz sentido. Quem me conhece bem sabe que esta é a minha convicção. A verdade é que, segundo aquilo que acredito, o divórcio acontece apenas se aparece alguma pessoa à qual demos demasiada liberdade (e não devíamos!) e vemos nela algum tipo de "escapatória"; ou, se não aparece essa 3ª pessoa, o divórcio acontece porque existiu desleixe, falta de capacidade de colocar o orgulho atrás das costas, falta de vontade que as coisas dêem certo, falta de entrega ao próximo. A isto tudo chama-se egoísmo, pensar só em si. Num casamento é proibido pensarmos só em nós enquanto indivíduo. Temos de pensar como um todo, como se fossemos uma equipa de futebol. Se eu quero ganhar, não posso nunca jogar sozinha, portanto o companheiro da minha equipa tem o direito e o dever de jogar comigo e juntos rumo ao golo. Vejamos, o Cristiano Ronaldo sozinho não ganha nada, mas se tiver uma equipa que o apoie e o ajude, a equipa pode ganhar. Repararam bem no que disse?! A equipa ganha! Não é o Cristiano que ganha, é a equipa! Quem ganhou o Euro 2016 não foi o Cristiano Ronaldo. Foi Portugal! Toda uma nação! Assim é um casamento: ou todos ganham ou todos perdem. E é preciso serem os 2 a lutar. Costumo dizer "Se um não quer, dois não podem!" e é verdade!
Eu não gosto de perder, nunca gostei. Gosto de ganhar! Quando ganhamos há festa, há sorrisos, há sentimentos bons e energias positivas. É disso que eu gosto. O truque está em termos a capacidade de nos moldar e de nos adaptar à outra pessoa e ela a nós. É de termos como um dos principais objetivos de vida fazermos o outro feliz. É como se tivéssemos que casar vezes sem conta com a mesma pessoa. Temos de agir como um todo, uma equipa ganhadora. E do lado de fora do nosso lar devemos colocar o egoísmo, o orgulho e todos os outros sentimentos ruins (e, às vezes até pessoas) que podem destruir o que pretendemos e estamos a construir. Não é fácil, mas não é impossível. Não é por nós, enquanto indivíduos, que devemos fazê-lo, mas sim por nós 2 (3, 4,... 10), pelo casal, pela família que nos propusemos construir juntos. Há um texto lindo sobre esta assunto. Pode lê-lo aqui. É exatamente assim que eu penso.
Há 6 anos atrás o dia estava lindo, o casamento foi lindo, o sol brilhou no céu e nos nossos rostos e também nos rostos de quem connosco dividiu essa felicidade. Até a lua estava cheia e cheia de luz. Foi um dia inesquecível que eu guardo no meu coração até hoje. Nas dificuldades de uma vida a 2 (que acontecem mais vezes do que queremos!) é nesse dia que eu penso, é nas carinhas felizes que vi, é no sentimento que me fez unir lá atrás a esta pessoa que hoje continua a ser o meu marido e que espero que permaneça até sempre, porque para mim o "para sempre" existe, basta querermos, basta simplesmente AMAR! :)
Duas músicas que marcaram este dia há 6 anos atrás e ainda hoje valem...
Amanhã é um dia muito feliz para mim. Chega o meu primo ("irmão" de pais diferentes!) dos Estados Unidos da América. Chamo-lhe primo-irmão, porque na verdade ele é meu primo, mas para mim é como um irmão. No início das nossas vidas chegamos a viver juntos. Era eu, ele e o meu irmão. Fomos criados juntos. Dia e noite. Por isso, para mim é como se ele fosse realmente meu irmão. Quis o destino (e a separação dos seus pais) que ele se afastasse de nós, com ainda 7 anos de idade. Foi viver para a América e pouco mais soubemos dele durante alguns anos. Apesar disso, sempre viveu no meu coração. O "sangue familiar" tem coisas que não conseguimos explicar...
Passados alguns anos, estava eu em Lisboa a estudar, e ele alistou-se na tropa americana e esteve em serviço na Alemanha durante 2 anos. Ligou-me e disse que ia passar um fim-de-semana comigo e com a prima dele, que também estava a estudar em Lisboa, na minha casa. Foi o telefonema mais feliz da minha vida e o fim-de-semana mais hilariante e emotivo daquela época. Desde aí nunca mais nos afastamos.... quer dizer, não deixamos de saber um do outro, porque ele entretanto regressou à América e eu regressei para S. Miguel. Mas de 2 em 2 anos ele vem visitar-nos e, enquanto cá está, sempre tentamos aproveitar ao máximo para estarmos juntos. Damo-nos muito bem, apesar de me lembrar que em pequenino partia os meus brinquedos! Contas a acertar depois! :P
Não me esqueço que ele esteve presente nos 2 momentos mais marcantes da minha vida: no meu casamento e no batismo da minha filha. Isto por si só traduz o carinho que ele tem por nós, o qual agradeço profundamente e tento retribuir de igual forma. Ele é meu primo-irmão. É uma pessoa pura, no verdadeiro sentido da palavra. É, apesar da vida difícil que deve ter tido desde a separação dos pais, se calhar das pessoas mais corretas e honestas que eu conheço, o que me faz orgulhar muito na pessoa que ele se tornou.
Amanhã é dia de nos abraçarmos de novo "Buba" (como a minha M. lhe chamava o ano passado quando ele veio!)...
Hoje foi o meu último dia de trabalho. Vão começar as minhas férias (2 semanitas!), iupiiiii! :) Isto também serve para este blog. Bommmmm, na verdade, não vou abandonar por completo este espaço. Prometo ir dando algum movimentozinho aqui (só para não esquecerem que eu existo vão levar com 1 post por dia, pelo menos!) ou através da página do blog que criei no facebook (para aceder podem clicar aqui!). Podem aproveitar que vou de férias para colocar gosto na página e podem (e devem!) partilhá-la pelos vossos amigos. :)
Podia aproveitar para sair daqui da ilha, já que o sol não vem até cá, mas não! Decidi que vou ficar por cá, se até lá não me der nenhuma neura! Se der faço malas e parto em busca do sol (eu sei onde ele está!)... De qualquer forma, a ideia inicial é a de cá ficar, fazer férias cá dentro, com os meus. Ser feliz 24h por dia! Aproveitar para sorrir muito com a minha filhota! Quebrar rotinas e regras e monotonias e tudo e tudo e tudo! Comer coisas que me dão prazer, fugir das dietas e afins... Sair muito, sair de casa de manhã e regressar à noite... Férias cá dentro é isto! Para mim é estar fora cá dentro e há anos que não faço isto! E adoro tanto...
Aproveitar tudo o que de bom existe na minha vida... Este é o meu plano... resta saber se vai dar certo! :)