segunda-feira, 11 de julho de 2016

O 10 de julho que ficará para a história de Portugal


E foi com estas imagens que encerramos a noite de ontem! Um dia de glória para Portugal. O 10 de julho devia ser considerado feriado nacional daqui por diante! :)

Comecei o dia a receber mensagens da vodafone a informar-me dos acontecimentos portugueses:
"Sara Moreira vence meia maratona de Amesterdão."
"Jessica Augusto conquista medalha de bronze."
"Patrícia Mamona conquista o outro no triplo salto no Campeonato Europeu de Atletismo."
...para terminar com 
"Foi desta! Portugal é finalmente campeão Europeu!"

Bom... desde o primeiro momento deste Campeonato Europeu que me deparei, essencialmente no facebook, com comentários muito tristes em relação à nossa seleção. Que eram uns fraquinhos, que não sabiam jogar futebol, que foram mal escolhidos, que éramos nojentos, que o capitão não fazia nada, que tinha era a mania, entre outros comentários menos bons... Eis o que eu vi:
- que tínhamos o "melhor do mundo" em campo e, por este fator, nele depositamos todas as esperanças, porque os restantes jogadores quase que não se conheciam;
- que os 11 em campo podiam não saber jogar futebol técnico e bom, mas jogavam e davam o seu melhor, corriam atrás, lutavam até ao fim, sempre com a cabeça erguida;
- que tínhamos uma equipa unida, coesa, construída e firmada com base na amizade, companheirismo, presença e isso é extremamente importante em torneios como este;
- que tínhamos um Rui Patrício, muitas vezes quase esquecido, mas esteve sempre lá a defender o que podia e o que não podia, mostrou estar à altura de um campeonato deste calibre;
- que tivemos a estrelinha da sorte do nosso lado desde o primeiro momento, mas também quem sofre tanto em cada jogo até ao último, bem que já merecia ter alguma sorte na final;
- que o nosso "melhor do mundo" desempenhou o seu papel de capitão de equipa na perfeição e até ao último suspiro (ainda mais orgulhosa do melhor do mundo ser português!): sempre fomentou a união e a boa disposição entre jogadores e entre jogadores e equipa técnica; sempre agiu com ponderação em todos os passos que deu no Euro (exceto no caso "microfone"); deu tudo por tudo no jogo contra a França, foi até ao seu limite (se calhar até ultrapassou o seu limite!) e teve também a coragem e a humildade de abandonar o campo quando viu que nas 4 linhas iria desajudar mais que ajudar os seus companheiros e foi com enorme tristeza que o fez. Acho que a imagem que mais me comoveu no jogo foi quando ele colocou a braçadeira de capitão a Nani. Mas que grande responsabilidade!
Não é qualquer um que põe os interesses de um país em detrimento dos seus. Ele queria estar lá nas 4 linhas, tal como muitos outros, mas preferiu retirar-se, pois só assim podia ajudar os seus companheiros e o seu país. É de Homem! Enganaram-se aqueles que pensavam que ele ia tratar da sua lesão. Ele ficou... No banco dos suplentes! Foi capitão no banco! Foi treinador adjunto! Ele sofreu, saltou, deu indicações, e, no fim, chorou de alegria por também ele ter feito parte desta vitória que é muito sua: Portugal Campeão Europeu 2016!
- que éramos "nojentos"! Desde que me lembro de ver futebol que sempre vi um Portugal a fazer jogo limpo e a respeitar os adversários, mas também sempre me lembro dos cavalões dos franceses, que sempre jogam como touros no campo, levando consigo tudo o que aparece pela frente (olhem a lesão do nosso capitão!)... Nojentos, nós?! Quem tinha traças a dar c'um pau no estádio eram eles, não nós
- que os franceses têm mau perder (nada que não me admirasse). Uma das minhas maiores amigas nasceu em França, mas apoia Portugal desde sempre, mesmo até contra a França (eu deserdava-a se assim não fosse!). E ela (e mais alguns!) sabe que a França (país) e os franceses nunca me cativaram... Hoje percebo porquê... Então não era suposto ficarem as cores da nossa bandeira na Torre Eiffel?! 5 segundos de verde e vermelho?! Só?! É muito mau perder! Óbvio que não é fácil jogar contra uma equipa na nossa casa e essa equipa ganhar e ainda termos que colocar a bandeira do país dessa equipa no monumento mais emblemático do nosso país, mas o jogo é isso mesmo. Às vezes ganhamos, outras vezes perdemos. E perder também é ter humildade suficiente e respeito pelo próximo. Nós, cá em Portugal, temos humildade e respeito pelo nosso povo/país, mas também temos pelos outros. E é isto que nos torna GRANDES heróis valentes de uma nação...! É um orgulho ser parte deste país! 


E termino com o último parágrafo desta carta aqui, que vale a pena ler.

"(...) Somos nós o povo que arranca o prefixo de impossível. E se ele teimar em não cair, o que certamente será muito injusto, uma idiotice pegada ou um azar dos diabos, havemos de sobreviver."

...porque sempre assim foi e sempre o será (os melhores momentos aqui)!












A primeira vez que te vi...

Faz hoje 3 anos que te vi pela primeira vez! Não tinhas forma de bebé, mas algo já se assemelhava a uma cabeça e ao restante corpo. Com 8 semanas, tinhas 11,4 milímetros! Muito (mesmo muito!) pequenina... mas o teu coração batia como se tivesses 5 metros! O som do teu batimento ouvia-se em toda a sala. Nesse momento, o meu coração também batia forte. Afinal eras real! Não eras apenas um "risquinho"... Eu acredito em amor à primeira vista!...

Foi com esta fotografia tua que te apresentei à família e amigos mais próximos. Todos ficaram felizes com a tua chegada inesperada, mas muito desejada...

O nosso médico foi escolhido a dedo! Teria de ser alguém sensível, calmo, compreensivo e que me ajudasse nesta fase bonita, mas também um pouco assustadora da minha vida. Foi ele o Dr. Lúcio Borges e, desde esta primeira consulta até à última, foi incansável a responder às mil e uma perguntas que eu sempre tinha para ele, às descrições e medições pormenorizadas que ele fazia a ti através das ecografias, e até muito responsivo às minhas sms e chamadas, que evitava até à última instância (não gosto de incomodar!)... Se algum dia engravidar de novo, ele continuará a ser o escolhido!



domingo, 10 de julho de 2016

FORÇA PORTUGAL!!!!

A contrariar o horário de posts que institui para este blog (aos domingos só coloco um post às 10h, caso ainda não tenham reparado!), surge este post de apoio à nossa seleção. O último apoio deste Euro, antes do derradeiro jogo, o da final, onde Portugal vai defrontar a França, equipa da casa deste Euro. Não é fácil, mas também não é impossível.

A mesma seleção que joga hoje é a mesma que empatou 3 jogos no início com a Islândia (1-1), com a Áustria (0-0) e com a Hungria (3-3), foi a que ganhou a Croácia por 1-0, depois dos 90 minutos de jogo, que ganhou a Polónia, já nos penalties (5-3), e a que ganhou o País de Gales por 2-0, o primeiro jogo que ganhou dentro dos 90 minutos. Desses golos todos, 5 foram marcados por aquele que é considerado o "melhor do mundo", um ilhéu como eu, mas do arquipélago vizinho - Cristiano Ronaldo, aquele que no jogo contra o País de Gales "voou e ficou suspenso" no ar 80 cm para marcar o primeiro golo que nos deu o passe para estarmos hoje de nervinhos à flor da pele, o mesmo que muitos portugueses criticam se calhar por algumas respostas que dá, por alguns festejos de golo, não sei... Eu não condeno ninguém que diz que é o melhor a fazer o que quer que seja, quando de facto olho para essa pessoa e vejo que realmente é mesmo o melhor. Há quem diga que essa pessoa tem a mania ou que é convencida. Se realmente for o melhor, porque não há-de reconhecer que é o melhor?! Isto não é ser convencido ou ter a mania, é a realidade, uma constatação dos factos. Ele é o melhor do mundo dentro do campo! Fora dele, tem tido atitudes de louvar, qualidades que prezo imenso numa pessoa: humildade, compaixão, ajuda ao próximo. Quis Deus que ele fosse o "melhor jogador do mundo", que ganhasse tanto dinheiro que nem sequer consigo imaginar o seu fim. Ele. Uma pessoa que nasceu num bairro pobre. Uma pessoa que sofreu na pele as dificuldades da vida. Hoje ele é o "rei" e não fica com o dinheirinho todo para si. Ele usa o dinheiro para fazer investimentos (compreensível, pois a vida do futebol é curtinha!) e também para ajudar o próximo, quer conheça, quer não conheça. Existem alguns textos que têm sido escritos sobre ele, os quais eu tenho lido e concordado com tudo, pois resumem o que ele foi e é e aquilo que eu penso hoje sobre ele (pode lê-los aqui e aqui).

Bom, mas agora a onda de apoio em torno desta nossa seleção deve ser gigantesca, pelo menos cá em casa é! Faz parte de sermos portugueses! É um dever! :) E, mais daqui a nada, vamos estar ali a torcer pela nossa seleção. Quer ganhe quer perca já é um orgulho termos chegado até aqui.

FORÇA PORTUGAL! :)






Bolo "mete água na boca"

Tenho uns colegas de trabalho muito, muito gulosos e não há quem faça anos que não tenha de levar um bolinho... Digo-vos que este é um trabalho árduo para quem faz anos. É porque, além de fazermos anos (a logística de ter de responder a mensagens no facebook ou telemóvel e atender telefonemas e dar beijinhos e abraços ao longo do dia e ainda ter de trabalhar é gigante), ainda temos de pensar no bolo. Há quem encomende (dá menos trabalho!) e há quem faça (tipo eu!). Arranjar um bolinho que agrade a todos também não é uma tarefa muito fácil. Falo por mim que sou muito esquisita com os doces (não gosto de côco, nem quando se lembram de estragar os bolos enfeites de amêndoas, amendoins, nozes, e tudo o que seja frutos secos!). As coisas simples são mais bonitas, até nos bolos! Por isso, quem não gosta de chocolate?! Eu, pelo menos, não conheço ninguém. E, se conheço, este fato passou-me completamente despercebido. Então, pus mãos à obra e voilá, o resultado foi este:

Verdade vos digo: fui feliz! O bolo estava qualquer coisa do outro mundo! "Fartei-me" de receber elogios! Obrigada, obrigada. Quando é feito com carinho é assim! :)

Como fiz?!
A receita está aqui, para quem quiser repetir a dose (e eu reduzi bastante no açúcar!)... :)

sábado, 9 de julho de 2016

Muitas vezes "menos é mais"!

Falam por aí num novo conceito: menos é mais! Pensando bem na vida que levamos, não é que este conceito faz algum sentido?!

Vejam bem... Começamos a trabalhar, mas queremos é mais dinheiro (é natural, também eu quero!). Precisamos de um telemóvel. Só precisamos de fazer chamadas, mas queremos um que tira fotos e faz vídeos e tem ligação à internet, um que dê para agendar toda a semana lá, mesmo que só o usemos uma vez... Compramos um carro, mas queremos é aquele que está entre os melhores, não que precisemos, mas para alimentar a abundância... Vamos construir uma casa, mas queremos construir um casarão só por vaidade... Bens materiais! O que é isso?! De que nos vale isso?! Eu respondo: De nada! Não vale nada!... São só bens materiais!

Sou humana. Também gosto muito de sonhar com tudo isso... Gostava de ter tudo isso... Mas se tivesse, de que me valia se não fosse feliz?! Entre ter tudo isso que é material e ter na minha vida saúde, paz e aqueles que amo por perto, escolheria sem sombra de dúvidas a 2ª opção. Chega-me um carrinho que ande e que caiba a tralha toda que transporto (com a filhota a tralha aumentou consideravelmente!) e uma casinha simples e aconchegante, onde reine o amor e a paz... Simples como isso! Os bens materiais para mim valem o que valem e para mim valem o conforto e sobrevivência, só isso! Ter menos, muito menos, é ter mais no coração!

***Pronto, confesso que não me importava mesmo nada de ter um dinheirinho extra e umas fériazitas extra para as minhas viagens que eu tanto amo fazer... por exemplo para ir até aqui e, quem sabe, lá ficar... :)


A nossa casa... parte III

Após as escavações, chegou a parte de nivelar o terreno. Estávamos em Maio de 2013. Todo este trabalho foi feito por mim e pelo meu namorido, que foi (e é) o grande impulsionador de toda a obra,. Para ele o meu grande apreço e orgulho por tanto que se dedicou (e dedica) à construção da nossa casa, apesar de, na maior parte das vezes, isso significar sacrificar o tempo que tem para estar connosco.
Lembro-me de haver um grande monte de cascalho ao lado do nosso terreno, que eu, com a ajuda de uma pá, colocava em cima do carrinho de cantoneiro e era ele quem o vinha buscar para levar lá para o terreno, pois por mais que eu tentasse não conseguia mover um milímetro do chão. Foi nesse momento que vi que o meu namorido é "forte pa caramba"! :)
Depois aquela máquina que ele tem na mão servia para calcar o cascalho ao chão. Termia por todo o lado e fazia um barulho ensurdecedor. Também calquei o cascalho, mas ele calcou mais até porque, sinceramente, não tinha jeitinho nenhum para aquilo. Lembro-me que nesse dia, enquanto ele estava ali, fui a casa (a nossa atual) fazer o almoço e levei para a obra, onde comemos, à laia de piquenique. 


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Tenho pessoas cheias de luz na minha vida. OBRIGADA!

O dia 6 de julho podia ser um dia qualquer. Mas não é! É o dia que eu faço anos. E, este ano (2016), fiz anos pela 38ª vez. Como qualquer outra pessoa, só tenho um dia no ano todo para festejar o meu aniversário. E por isso tento aproveitá-lo ao máximo e sem reservas. Quem me conhece, sabe que eu gosto de fazer anos... gosto muito! É um dia em que me sinto especial, em que me sinto viva e amada por aqueles que me rodeiam, pois a maioria tenta demonstrar todo o carinho que sente por mim neste dia. Há outros dias que esse carinho também é visível, mas no dia 6 sinto-me bombardeada (literalmente!) de surpresas e carinho de várias frentes e isso é bom e faz-me sentir maravilhosamente bem. 

Sei bem que há quem não goste de fazer anos (tipo a minha mãe, o meu irmão, a minha prima L., a minha avó O. e o meu marido também não liga muito) e eu respeito isso (mas gosto sempre de festejar os anos deles como se dos meus se tratassem!). Dizem que é menos um ano de vida. E, na realidade, é! Mas o que eu digo sempre (e que aprendi com o meu avô Sousa, que infelizmente já faleceu!) é mais um ano de vida que tivemos a oportunidade de viver. É sinal de que estamos vivos. Há quem não tenha oportunidade de festejar os seus 38 anos. Eu tive e festejei-os (de forma simples, porque fazer anos numa quarta-feira não calha mesmo nada bem!)!...

Apesar da minha M. ter estado resmungona o dia todo, em virtude de uma virose qualquer que lhe atacou (esteve rouca, com tosse e muito, muito carente e choramingona) e apesar do dia ter amanhecido com chuva e nevoeiro e tudo o que um dia de inverno pode ter (nunca me lembro de um dia tão atípico como este no dia dos meus anos!), pus o nevoeiro para trás das costas e encarei o meu dia de frente, aproveitar o que ele tinha reservado para mim. Entretanto, depois do almoço, o dia ficou espetacular, cheio de sol e continuou com carinho e boas energias... 
E o resultado foi este:



Cabelo com ondas

Eu sempre tive cabelo liso, fininho, que não aguenta nada, que não faz caracóis, que não tem jeito nenhum... É e sempre foi liso e escorrido, sem volume! Em pequenina, sempre sonhei ter o cabelo com caracóis. Cheguei a estar horas à frente do espelho a tentar fazer caracóis, ou pelo menos algum jeito ao meu cabelo, mas mal chegava ao outro lado do cabelo, já o lado que estava supostamente pronto, estava desfeito. Era uma frustração tamanha para uma criança... Cheguei a fazer trancinhas, mas como o meu cabelo não aguentava nem o elástico, elas iam-se desfazendo com o passar dos minutos, ou seja não tinha aquele efeito ondulado de tranças que dava a outras crianças... Eu ficava para morrer... até que chegou um dia que disse à minha mãe que queria fazer uma permanente... Claro que ela não deixou! Hoje agradeço-lhe, porque com o tempo (e a frustração de nunca conseguir um jeitinho que fosse no meu cabelo!) aprendi a gostar do meu cabelo liso, fininho, escorrido e sem volume... Por um lado até dá muito jeito ter o cabelo assim, pois nunca tenho dias "maus" no cabelo. Está sempre igual, quer chova quer faça sol... 
(cá estou eu com 5 anos, com o meu cabelo cheio de jeitos - not!)


Quando casei decidi que não queria levar caracóis, porque era óbvio que iniciava o casamento com um penteado e terminava com outro. Então, para não correr o risco, decidi ir com ele apanhado e pedi ao meu amigo cabeleireiro Marco que me penteou e maquilhou para fazer algo bonito, simples e sem caracóis. O penteado durou o dia inteiro! Quando cheguei a casa, nesse caso ao hotel, ele ainda estava perfeito. Muitas pessoas, inclusive, perguntaram se tinha feito extensões, porque parecia que tinha imenso cabelo, mas não fiz. O cabelo que levei era todo meu. O mérito é todo do meu amigo que conseguiu dar a volta ao meu cabelo.
(o melhor penteado do mundo... quer dizer... para o meu cabelo é esse!)


Com o "novo cabelo" que fiz há coisa de 2 semanas, o cabeleireiro Tiago, depois de pintar e cortar o meu cabelo (sem colocar nenhuma extensão de cabelo!), conseguiu fazer umas ondas e eu adorei o resultado. Tal como o Marco, o Tiago conseguiu "educar" o meu cabelo, pois ele aguentou-se o dia todo com aquelas ondas (claro que quase que não me podia mexer, mas isso é outra história!). Esteve brilhante, sedoso e com ondas! Não podia estar mais feliz da vida... No dia seguinte, o cabelo liso voltou, como já previa... Voltei a acomodar-me à ideia. Mas lembrei-me do que o Tiago me tinha dito: que era possível eu em casa fazer ondas no cabelo, bastando para isso seguir alguns tutoriais sobre o assunto. Andei a ver uns vídeos e realmente há um mundo de formas de ondular o cabelo (umas mais fáceis que outras, umas que prejudicam o cabelo mais que outras!)... Nessa altura pensei "hei-de experimentar um dia destes"... Pode ser que o meu cabelo aguente alguma delas...
(eu aqui toda tchanannnn ainda no cabeleireiro! Está lindo não está?!)


Um dia da semana passada, depois do banho, deixei secar o meu cabelo ao ar livre, sem usar o secador. Não seguindo os tutoriais que vi, mas seguindo a ideia base (dormir com o cabelo enroladinho!), no cabelo já seco, dividi-o em 3 partes (como não tem volume nenhum, não é preciso grandes especialidades para fazer um molho de cabelo considerável!) e enrolei o cabelo sobre si próprio e fiz um rolinho. Prendi cada rolinho de cabelo no topo da cabeça. Se não resultasse, havia de lavar o cabelo pela manhã. Quando acordei, retirei os ganchinhos dos 3 rolinhos e voilá o meu cabelo estava ondulado!!! Pus um pouco de mousse para ver se aquilo aguentava qualquer coisinha e aguentou! :) Estou feliz da vida! Consegui fazer com que o meu cabelo aguente um dia inteiro de ondas... Claro que não pode chover e nem posso ir ao mar, mas isso já é outra história! :)
Agora já posso ter 2 cabelos para ir variando... :P
(que tal?!)




quinta-feira, 7 de julho de 2016

Adoro este sítio...

Quem me conhece sabe que eu adoro o verão, o mar e o sol... Seja praia, seja calhau, desde que tenha águinha salgada e algum sol (nem é preciso muito!), alinho logo. Numa balança, entre praia e calhau, sou capaz de escolher calhau, só porque não tenho o "trabalho" de tirar a areia (se todos os trabalhos fossem esses...)

Há coisa de uns 3/4 anos descobri, por acaso, a piscina do Forno da Cal (foto em baixo)... Experimentei nessa altura e agora, sempre que posso, lá vou eu... Fica em S. Roque (uma freguesia muito próxima de onde trabalho)... Durante a semana e até mesmo no sábado (ao domingo fica muito cheio!), para dar um mergulhinho na água salgada é do melhor. A água é super clarinha, o sítio é abrigado, é sossegado, tem sombra e tem sol, tem espaço, o chão é de cimento, a vista é magnífica e, normalmente, o mar está calminho, o que é ótimo para a minha filha. Quem faz mergulho (já o fiz lá) aquilo está cheio de peixes de variadas formas e cores. Muito bonito mesmo! Os balneários são excelentes (com wc e duches limpinhos!)... Se, por acaso vamos em dia que tem águas vivas, sempre as vemos com mais facilidade.

Qual é a desvantagem deste local?! Abrir apenas no período de verão (há dias de muito bons sem estarmos no verão!) e bastante mais tarde do que as restantes zonas balneares (só abre no fim-de-semana que inicia o verão!) e fechar às 18h30/19h (quando ainda há solinho do bom!)... 

Festa de despedida

No passado dia 25 de junho foi a festa de despedida da natação deste ano. Despedida das aulas do professor, porque por termos em falta 2 aulinhas de reposição, as mesmas estão a ser dadas por outra pessoa, uma professora.
Andei a prepará-la psicologicamente para este facto para que ela não fosse apanhada de surpresa (tal como faço com tudo!), mas mesmo assim não foi fácil para ela aceitar uma professora em vez do professor. Apesar da professora ter sido muito meiguinha com os meninos, a minha M. andou muito tímida, chegou a dizer que queria ir embora, não queria fazer os exercícios se a professora estivesse por perto, mas quando se afastava ela fazia. Quando nos despedimos da professora, ela disse adeus mas colmatou com "O professor Rui vem!", como forma de garantir que aquela era uma vez sem exceção. 
Às vezes pensamos que as crianças não sentem as mudanças, mas está visto que é muito mentira. Por isso é preciso ter muito cuidado com aquilo que expomos aos nossos filhos e com o que decidimos por eles. A minha M. afeiçoou-se ao seu professor Rui e não quer mais ninguém no lugar dele. Mal sabe ela que irá ter tantos professores pela vida fora, uns que ela vai recordar e outros que vão passar completamente ao lado, que nem se vai recordar deles (esses são os mais tristes, aqueles professores que não deixam marcas!)...
A festinha, essa foi uma animação. É sempre um dia livre, de fazermos o que nos apetecer e brincar com aquilo que ela tiver vontade. Para o ano há mais! :)


quarta-feira, 6 de julho de 2016

38, that's my new number!

Nasci agora, às 13h deste mesmo dia, mas há 38 anos atrás, dizem os meus pais e eu acredito apenas porque são os meus pais, porque se não fossem os meus pais a dizê-lo, acho que ia desconfiar do ano em que fui registada. Não me sinto com 38 anos, nem tão pouco me sinto a beirar os 40! Caramba, ainda o outro dia era eu uma criança que vivia no Nordeste, era uma estudante da universidade, vivia em Lisboa, Mafra, e tinha tantas preocupações que parecia que ia acabar o mundo...  E hoje esta sou eu, com 38 anos no Cartão de Cidadão, e 30 (no máximo!) no coração.
Não consegui ser rica até agora (o euromilhões ainda não me calhou!), nem sou a pessoa mais feliz do mundo, mas tenho o melhor do mundo comigo: a minha filha e a minha família com saúde, amor e paz. Só por isso considero-me a pessoa mais sortuda do mundo! Mesmoooooo! Isto contribui em muito para a minha felicidade...
E, só porque é o meu aniversário, dei-me ao luxo de só escrever este post a esta hora e mais não vou escrever, porque hoje é dia de reflexão e de agradecer a dádiva que é andar por aqui nesta aventura que é viver intensamente e tenciono fazê-lo por muito tempo...


***Espero poder logo festejar a vitória da nossa seleção... Era uma boa prenda! :)




terça-feira, 5 de julho de 2016

Domingo sem sol, mas com piscina...

O fim-de-semana passado foi uma verdadeira seca, tudo porque estamos no início de julho e o máximo que temos é um céu nublado e alguma chuva... se não estivesse o bafo habitual por estes lados, nem me lembrava que era verão.
No entanto, não é o tempo que nos vai estragar o dia, nem que chova (como choveu!). Verão é sol, mas também é mar, água, passeio, e como a minha M. precisa de ser feliz todos os dias (e eu também!), depois de pesquisar no Spotazores (o melhor site do mundo para quem mora nas nossas ilhas nestes dias de "procura de sol"!) lá me meti à estrada rumo à Ribeira Grande (o único sítio da ilha que estava menos mau!)... 
Foi difícil entrar na cidade, porque decorriam as festas de S. Pedro e todos os caminhos que davam ao centro estavam fechados, mas depois de uns 20 minutos à procura de um buraquinho para "perfurar" a cidade rumo às piscinas, consegui. Nunca lá tinha ido (pelo menos que me recorde), mas já me tinham falado muito bem (se bem que sempre me falaram mal do domingo lá, por haver muita gente! Como não estava sol, não tive esse problema!). O bilhete de entrada é 1,5€ cada adulto. A minha M., por ainda não ter 3 anos, tem a entrada gratuita. E tudo isso com direito a ir para qualquer piscina (tem umas 4, se não me falha a memória), para a mini praia que também tem lá, aos balneários e wc em perfeitas condições (e cheirosos!), um bar muito bom, várias mesinhas super catitas e uma gelataria. 
Vale mesmo a pena! A M. (e eu!) adorou a água e o local e pretendemos voltar, como é óbvio. 
Já sei, domingo de sol não!



É pá espinha... na Ribeira Quente!!

Está a aproximar-se o festival que mais gosto de participar comparativamente aos outros que se realizam na ilha de S. Miguel: a Festa do Chicharro, na Ribeira Quente. É já no próximo fim-de-semana (de 7 a 10 de julho).

A Ribeira Quente é uma freguesia pequenina que pertence ao concelho da Povoação, que, na minha opinião, tem a praia mais bonita e com a melhores condições da ilha. É uma zona piscatória e por este motivo é mesmo muito ligada ao mar. Nesta freguesia passei 2 dos melhores verões da minha vida, com 15 e 16 anos, portanto há 23 anos atrás. Passados 23 anos continuo a guardar algumas das melhores recordações da minha vida e mantenho amizades desde então. Hoje quando lá vou, continuo a sentir-me em "casa", pois o ambiente e a forma como me recebem é sempre muito familiar e muito especial. Aproveito para aqui, publicamente, agradecer a cada um por toda a amizade. A Festa do Chicharro nessa altura não era nada do que é hoje. Era uma festinha que atraia gente, mas não multidões. As pessoas iam à festa e tal, mas a grande maioria não ficavam lá a dormir.

Hoje ir à Ribeira Quente nesta altura é um verdadeiro pesadelo, mas o objetivo que se alcança é deveras maravilhoso! A freguesia é literalmente adotada por milhares de pessoas que acampam, outros que dormem no próprio carro, e outros ainda que ficam a dormir na Furnas (freguesia mais próxima) e optam por fazer-se transportar de autocarro. Para evitar atrasos e caos no trânsito, todas as vezes que fui, optei por dormir mesmo lá. Afinal de contas, senti-me sempre em "casa", mesmo não dormindo em nenhuma casa.

O festival é simplesmente mágico! Não é pela música! Podia muito bem ir lá tocar o Zé Cabra ou o Yê yê, a mim não me fazia diferença nenhuma (embora para a maioria fizesse!). É pelo ambiente! Ver um concerto, estar num espaço e saber que ali ao lado está o mar, é qualquer coisa super. É um privilégio estar numa festa e sentir o cheiro a maresia, saber que podemos ouvir as ondas (nos raríssimos minutos de silêncio!). Mas o melhor é... poder acordar com o mar aos nossos pés e vestir logo o bikini... poder ir tomar um cafézinho para acordar ao café do Dinis... dizer bom dia àquela gente simples de coração gigante e de sorriso nos lábios... sentir o à vontade de entrar num barco para tirar uma fotografia, porque é quase da família... andar por aquelas ruas tão peculiares e poder recordar cada momento que vivi ali nos meus inesquecíveis verões...

Há uma banda e uma música que é o hino deste festival e, normalmente, nos dias do festival ouve-se muitas vezes pelas ruas, nos carros ou nas casas das pessoas. A banda é os Starlight (um festival sem eles não é a mesma coisa, pois além de serem filhos da terra, animam como ninguém a festa!) e a música é a que coloco de seguida (oiçam que vale a pena!). O vídeo retrata uma Ribeira Quente e uma Festa do Chicharro de alguns anos atrás, mas ainda hoje, assim que tocam esta música o pessoal delira...

Para terem uma ideia de como é, vejam também este vídeo que retrata a Festa do Chicharro no ano passado. E, se o ano passado foi assim, este ano será ainda melhor! :)





segunda-feira, 4 de julho de 2016

Ainda sobre a minha casa de infância...

Lembram-se de eu falar sobre a minha casa de infância?! Pois é, digo-vos que o mundo é mesmo pequenino...
Pelo nome "Repuxo da baleia" procurei-a em tempos aqui pelo facebook e encontrei uma página, esta aqui. Enviei um pedido de amizade e uma mensagem ao suposto proprietário. Quando aceitou, de imediato fui falar com ele. Um senhor muito simpático e afável. Ainda falamos um bom bocado sobre a casa, de como está neste momento e de algumas memórias que eu tinha. Prontamente me convidou a visitar a casa quando cá estivesse, e eu aceitei com muito gosto, já se sabe...
Bom, na verdade, desta vez que ele cá veio, não foi possível a visita, mas ficou agendado para Agosto quando ele vier novamente.
Vai ser tão bom visitar a casa outra vez...

Desfralde completo!

E pronto, ao fim de 2 semanas, depois de algumas peripécias entre xixi e cocó, julgo que o desfralde da minha M. está completo. 
Não foi difícil. Acho que consegui prepará-la física e psicologicamente bem antes do dia efetivo sem fralda. Os primeiros 2 dias foram os mais críticos de todo este processo. A primeira semana foi mais atribulada, mas hoje sei que estamos seguras. Apesar de, em algumas alturas, ela dizer que queria fazer cocó e só fazia xixi, ou de no início ela rejeitar a sanita, o que é certo é que hoje ela já só quer fazê-lo na sanita. Sinto alguma segurança de que ela já controla bem o seu xixi e o seu cocó. Obviamente que os acidentes acontecem e não é por ela fazer um xixi aqui e outro ali, ou um deslize de cocó nas cuequinhas que o mundo vai cair. Se sujou, havemos de limpar, sem stress. Temos de levar a vida com calma, com um sorriso e com pensamentos positivos. Acho que este foi o segredo. :)

domingo, 3 de julho de 2016

Um pequeno-almoço doce

Eis que surge nova receita muito fácil de fazer...

Coloca-se na bimby (ou num recipiente que dê para depois triturar) o seguinte:
  • 1 banana
  • 1 ovo
  • 2 claras
  • 3 colheres de sopa de flocos de aveia (eu preferi flocos em farinha)
  • 1 colher de chá de cacau ou canela (estes fiz de canela, mas ainda vou experimentar em cacau)
  • 1 colher de café de fermento Royal


Triutura-se tudo muito bem, coloca-se em forminhas (dá para 6) e coloca-se no forno pré-aquecido a 180 graus até dourar o queque. 
Voilá! Está pronto a comer! :) 

Uma (quase total) delícia e não engorda! ;)

sábado, 2 de julho de 2016

Moda das tranças

Outro dia estava eu a pentear a minha M., que tem o cabelo idêntico ao meu quando tinha a idade dela (mas maior!), quando me lembrei de lhe fazer uma trança. Vi que já tinha tamanho suficiente para tal e, porque não?! Fiz-lhe a trança, tirei esta foto e mostrei-lhe... Ela passava os dedinhos pela trança para a sentir e adorou o resultado. Ela gostou tanto, tanto que agora sempre que lhe vou fazer uns totós ou algo no cabelo, ela pede sempre para fazer uma trança (ou 2!)... E depois vai para a frente do espelho ver se está bonita e fica toda vaidosa...

Amor nas pequeninas coisas

Não é de agora que sei disto, mas depois de ter visto estas ilustrações reconheço que realmente o amor está nas pequenas coisas. 
Sou uma romântica incondicional, é verdade! E, normalmente, a minha sensibilidade anda sempre aqui à flor da minha pele... Isto é bom por um lado, porque me torna uma pessoa melhor (acho!) e acredito que se as pessoas e o mundo fossem todos mais ou menos assim, tudo (para o meu lado!) se tornaria mais fácil. Mas não... Vivemos num mundo que nem toda a gente é igual e todos reagimos de forma diferente às inúmeras situações que nos acontecem. O exercício mental que temos de fazer (e o mais difícil) é tentar aceitar/respeitar a outra forma de ser, que é tão diferente da nossa, além de que tem de haver recetividade de ambas as partes.
Eu, por exemplo, adoro (simplesmente adoro!) que me surpreendam (com coisas positivas, está claro!)... Adoro não estar à espera de nada e ser surpreendida ou com um telefonema, ou com uma carta (hoje em dia é tão raro...), ou com uma flor (nem precisa ser daquelas flores das floristas todas xpto!), qualquer coisa... 
Datas de aniversário de nascimento ou de qualquer outro evento é daquelas coisas que me deixam em pulgas... Gosto muito e não é preciso que seja eu a aniversariante. Gosto de surpreender e organizar o evento. Algumas vezes, principalmente nos aniversários de quem é mais próximo de mim, tipo no do meu marido, irmão e mãe (principalmente porque não gostam lá muito de fazer anos!), eu sou quem mais feliz e empolgada está. Surreal né?! Pois, mas eu sou assim. Fico feliz por mim e pelos outros. Isto para mim é sinal de amor, carinho. Gostar que eles tenham um dia especial. Tratar de tudo, preparar tudo, às vezes até surpreender,...
Há uma música que retrata muito bem o simples que é amar alguém:

Amar, simplesmente amar com paixão...

sexta-feira, 1 de julho de 2016

À segunda é de vez...

Na azáfama que foi saber que estava grávida, aquando o 1º risquinho (pode ler aqui), tudo me parecia surreal, talvez por ser a primeira vez comigo... Não sentia nada de diferente comigo, exceto a ausência do período, que, perante algumas histórias de outras pessoas também elas surreais (há sempre histórias que nos contam na gravidez que pelo estado que estamos nos podem afetar...!) e por ainda não ter tido a 1ª consulta pré-natal, decidi fazer um segundo teste de gravidez, para ter mesmo a certeza do que estava a acontecer... O risquinho estava ainda mais vincado do que o primeiro. Era mesmo real! Eu ia ser mesmo mãe de uma pessoinha que estava a ser gerada dentro de mim... Que alegria e que medo ao mesmo tempo! Um misto de sensações incríveis que não consigo definir por palavras.

Foi há 3 anos atrás... os 3 melhores anos da minha vida!...

Bem vindo sejas mês de julho...

Começa o melhor mês do ano! Não é só porque eu nasci neste mês! É porque é o mês mais bonito do Verão. É comprido para quem trabalha e demasiado curto para quem está de férias, tipo eu!... É o mês do calor, do sol, de ir à praia, de ter a água mais quente do ano, de recolher o que se plantou, de ter as frutas mais giras da horta na nossa mão, das paisagens mais coloridas distribuídas pela ilha, dos festivais de música mais divertidos da ilha, das festas que mais gosto de participar, das noites mais quentes, da lua mais gigante, do céu mais estrelado...
É sem dúvida o mês mais bonito, para mim... Pode não sê-lo para toda a gente, mas para mim é o melhor.