Iniciam-se amanhã as festividades em honra do Sr. Santo Cristo dos Milagres. Hoje, na véspera, decidi partilhar convosco a lenda que O acompanha.
Há muito tempo atrás existia um Convento na Caloura (que ainda existe mas está fechado) onde residiam freiras. Essas irmãs achavam que o povo estava muito afastado da igreja e decidiram escrever uma carta ao Papa da altura a pedir uma nova imagem para a sua igreja, uma vez que não tinham dinheiro para adquirir uma. A resposta foi negativa...
Entretanto, aconteceu um naufrágio perto da Caloura... Certo dia, estavam as irmãs à beira do mar a descansar depois dos afazeres nos jardins do convento e viram no mar uma caixa da qual saia uma luz. Curiosas, puxaram a caixa para junto delas e quando a abriram, viram um lindo busto de Cristo Crucificado. A imagem tinha um olhar vivo e uma expressão serena e humilde.
Elas, movidas pela fé, acreditaram que aquele era um milagre para ajudá-las na sua missão, pois o Sr. Santo Cristo tinha escolhido aportar ali, junto delas. Quando o povo tomou conhecimento do que se havia passado, sentiram a sua fé crescer para grande felicidade das irmãs. Desde essa altura esta imagem passou a ser a esperança e o apoio de todos os habitantes da ilha. Durante muitos anos esta imagem permaneceu no Convento da Caloura, no entanto devido à proximidade deste com o mar e devido aos constantes ataques de piratas, as irmãs tiveram de se retirar para o Convento da Boa Esperança, em Ponta Delgada, e levaram consigo o busto do Sr. Santo Cristo dos Milagres, onde ainda hoje se encontra.
Atualmente, muitos séculos depois, a fé no Senhor Santo Cristo dos Milagres não acabou, ao contrário, tem aumentado com o tempo e com os inícios milagrosos que acompanham a história desta imagem...
Acreditem ou não, mas eu sinto muito a presença Dele na minha vida e tenho fé de que foi Ele que ajudou a minha família na fase mais complicada que passamos...
Na próxima sexta-feira iniciam-se as festividades por conta do NOSSO amigo Sr. Santo Cristo dos Milagres. É a Ele que recorro em primeiríssimo lugar quando me sinto só e aflita. É Ele que me dá força e coragem para continuar com a minha vida que, apesar de pensarem que não, nem sempre é fácil. É Ele o responsável por eu ter tantas bênçãos na minha vida. Eu tenho muita fé Nele, muita mesmo e, sempre que O visito sinto uma paz interior que não fazem ideia. Sinto o calor de um abraço, sinto o calor do Seu amor.
Quando a minha filha nasceu e foi para casa, na nossa primeira saída a 3 (para fazer o teste do pezinho e ir à Segurança Social), fiz questão de apresentá-la a Ele, para que Ele olhasse para ela e a visse. Sei que Ele a protege e vive no seu coração e eu devo-Lhe muito por isso.
A carga do 13 de maio em Portugal já é verdadeiramente intensa pela religiosidade que nesse dia se vive. Confesso que a minha fé em Nossa Senhora de Fátima se intensificou a partir do momento em que fui mãe. Sei lá... se calhar porque ela é também mãe e ouve melhor o meu coração de mãe...
O Papa Francisco em Portugal nas comemorações do centenário das aparições de Fátima veio ainda mais intensificar as emoções desse dia. Apenas o vi pela televisão. Se calhar vi mais e melhor do que a maioria dos que lá estavam presentes. Claro que estar presente é estar presente. Mas no quadradinho mágico também foi bom. Tentei acompanhá-lo ao máximo, pois é, sem dúvida, uma das pessoas mais humanas e humildes que eu conheço.
Nesse mesmo dia o Benfica sagrou-se tetra-campeão! Bom, quem me conhece bem sabe que já liguei mais a futebol do que hoje em dia, sabe que hoje se calhar só sei o nome do Luisão e é porque ele está lá à carradas de anos... não faço ideia de qual o nome do guarda-redes ou do jogador que se destacou esta época. Sei que o Rui Costa, que é aquela imagem que sempre fez parte da minha vida, é dirigente, mas não faço ideia quais são as suas funções... Mas sou benfiquista! Gosto do meu Benfica! Gosto porque o meu pai é do Benfica, a minha mãe é do Benfica, o meu avô materno era do Benfica,... Só ouvia falar do Benfica quando era pequena! E convenhamos que equipamento bonito é o vermelhinho! Ouvi o relato na rádio enquanto fazia umas limpezas (as primeiras da "casa do futuro" yey!!!). Lembrei-me muito do meu avô materno... Ele via o jogo na televisão e ouvia o relato na rádio... Assim estava eu, mas sem televisão. Estava sozinha na "casa do futuro" e por isso quando o Benfica ganhou o jogo andei lá como louca a festejar o campeonato... Foi uma espécie de "dança como se ninguém estivesse a ver"... Foi mais ou menos isso! E há quanto tempo não me sentia assim tão "solta"!... Foi bom!
Já em casa, liguei a televisão para ver a Eurovisão. Sou da geração que acompanhava a Eurovisão, os Jogos sem Fronteiras. Não haviam outros canais televisivos!!!! Lembro-me de ver muitas Eurovisões e de ver Portugal sempre cá para trás... Algumas músicas me marcaram, outras nem por isso... É como tudo na vida... No entanto, confesso que nunca fui assim tão ligada pela Eurovisão como algumas pessoas que conheço (alguns escrevem pontuações em papelinhos e guardam-nos durante anos, outros não falham a uma Eurovisão ao vivo, outros gravam as várias edições desde o momento em que tiveram o seu 1º video,...), mas gosto de ver, de vibrar por Portugal (em qualquer competição!) e de conhecer as músicas. Este ano estava confiante na música do Salvador Sobral. Desde o primeiro minuto que a ouvi pela primeira vez (esta versão aqui)senti nela um enorme potencial. Tinha sentimento, história e uma carga emocional gigantesca. Simplicidade como eu gosto (não é à toa que oiço música brasileira, da boa!). Gosto de músicas com sentido e aquela fez tanto sentido para mim... O rapaz também é um moço cheio de piada e sinto boas energias no seu olhar, nas suas palavras (podem ver um exemplo da visão de vida dele aqui). Vejo nele um poço de humildade, de uma excelente educação (e berço!) e de boa onda e isso cativa-me nas pessoas. Mesmo que ele não ganhasse o 1º lugar, acreditei desde o primeiro momento que iria ficar bem posicionado. E ficou em primeiro lugar!!!!! Conquistou o 1º lugar!!! Nem ele, nem a irmã acreditavam no que estava a acontecer!... Acho que devem estar até hoje e viver um "sonho"... É caso para perguntar "Será que já caíram em si?!". Eu ainda não!...
Foi um dia cheio de emoções das boas! :)
Um dia feliz para Portugal e para mim que sinto muito orgulho em ser portuguesa! :)
As relações afetivas estão em constante mutação. Da mesma forma que a evolução tecnológica avançou, também as nossas relações afetivas mudaram. Se antigamente os casamentos duravam uma vida, hoje as pessoas já não estão sujeitas a ter de "aturar" certas coisas do outro e, muitas vezes, aparece o desequilíbrio entre aquilo que esperamos do amor e aquilo que é o amor hoje. Se antigamente o amor era "para sempre e um não vivia sem o outro", hoje já não funciona assim. Hoje espera-se que haja respeito, prazer em estar junto, claro, mas também espera-se que exista alguma independência e prazer em estar sozinho (ou melhor dizendo "sem o outro!").
Bom... como perfeita Caranguejo que sou, essa nova teoria do amor custou-me a entrar na cabeça, mas agora sim, prezo muito a minha individualidade e sou capaz de sair ou fazer algo que me dê prazer a mim, enquanto pessoa individual, sem ter de me subjugar ao "outro" ou àquilo que ele quer fazer. Por isso, hoje em dia, é muito normal vermos pessoas "sem o outro do casal" em alguns eventos. Eu faço muito isso! Se não o fizesse, provavelmente ficava enjaulada em casa. Aprendi a "sobreviver" a este novo tipo de amor. Se sinto falta daquele outro amor de antigamente?! Sim, sinto. Às vezes mais do que queria. Mas também gosto de estar comigo, gosto de mim e, se calhar, no "outro amor" não teria lugar apenas para mim. Nem sempre é fácil para mim saber lidar com este "novo amor", mas é aquele que me permite fazer aquilo que gosto de fazer, quando me apetecer e sem cobranças de maior. É a teoria do "Eu gosto e desejo a outra pessoa, mas não preciso dela, pois sou feliz na mesma.".
Ontem é que foi o dia, mas todos os dias são dias de comemorar a vida.
Uma vida quase...!
As pessoas do signo de Caranguejo têm a fama de que mudam de humor com muita frequência e, no mesmo dia podem adotar vários humores. Pois eu digo-vos que é muito verdade, apesar da maioria das pessoas que pensam conhecer-me acham que eu estou sempre bem disposta pois uma das minhas maiores características é estar sempre a rir. Mas não é verdade! Com aqueles que me são próximos exteriorizo mais... Esta coisa de humor bom vs humor mau nos 5 minutos seguintes é uma carga de trabalhos, na verdade, pois às vezes até eu nem sei porque estou mais chateada ou não. Quem convive comigo deve ter uma ginástica mental muito boa...
Então vamos lá... fico de mau humor quando...
... durmo mal/pouco.
Preciso dormir, no mínimo, 8h por noite. Quando era mais nova ainda dormia mais... Neste momento estou nas nuvens pois quando vou fazer a minha M. dormir, normalmente adormeço com ela e depois acordo lá para as 6h de manhã, quando já dormi mais que o suficiente. Mas dormir as minhas horinhas todas é meio caminho para estar bem disposta.
... me aparecem herpes...
A última vez que me aconteceu foi durante a noite que dormi em Coimbra. E não foi apenas 1! Foram 2 lindos herpes!!! Devido à diferença de temperatura que estava nos Açores (16/17º) em relação à que apanhamos em Lisboa e Coimbra (29/31º), os herpes deram logo de si, os malditos! Não gosto NADA de ter herpes (já o disse aqui!), até porque não é só o herpe que chateia... também começo a ter dores no pescoço e cabeça por conta dos malditos!
... prejudicam os meus planos...
Vou explicar, tendo em conta que isto dito assim até parece que sou uma pessoa que gosta de vingar sempre a sua vontade... A verdade é que eu, normalmente, planeio tudo: o meu dia, as refeições lá de casa, as férias (se bem que nestas sou mais relaxada!), tudo! Digamos que, por exemplo, estou de férias e, normalmente nas férias gosto de mar, praia, piscina, sol, mesmo que sem hora marcada e sem plano por aí além, e me tiram isso para não fazer nada de, no mínimo, interessante (algo interessante no verão tem de meter mesmo água!)... bem.... eu não fico de mau humor! Eu fico completamente possessa!
... recebo más notícias...
Uma verdadeira má notícia acaba com o meu dia e, se for daquelas mesmo más, ainda é capaz de acabar com a minha noite, próximos dias, semanas, meses até...
... sou injustiçada...
Quando me acusam de algo que não fiz, não disse, não provoquei,... bahhh não posso!
... falo e os outros não me ouvem...
Detesto quando me ignorem. Sabem aquelas atitudes infantis de "não estou a ouvir, não estou a ouvir"?! É... os adultos também o fazem (pelo menos alguns!) e eu fico mesmo bahhh com vontade de praticar uma violenciazita...
... fico com fome...
Não é assim à primeira, mas quando sinto a barriga a dar horas tento resolver o problema antes que se torne uma catástrofe! Também não gosto que nas horas das refeições as mesmas sejam interrompidas por chamadas telefónicas e afins... Não gosto!
Há uns tempos, para adicionar tarefas ao meu trabalho, pediram-me para fazer umas traduções de umas ementas tipo "gourmet", com alguns nomes estranhos, que nunca tinha ouvido falar... Encontrei uma salada que estou ansiosa por esperimentar: Salada Kale. Primeiro pensei que "Kale" fosse o nome da pessoa que inventou a dita salada, mas não. Kale é uma couve (pasmem-se como eu, se forem tão incultos no "mundo das couves" como eu!)! É mais tenra que as restantes que existem e por isso mesmo se come crua. É da família dos brócolos, couve-flor, couve manteiga, repolho... E o melhor que tudo é que, tal como os brócolos (que adoro!) é toda cheia de nutrientes (proteínas, ferro, cálcio e omega 3 e muitas, muitas vitaminas - A, C e K) e, pasmem-se mais uma vez, com pouquíssimas calorias - 45kc.
Fiquei curiosa e fui pesquisar as diversas saladas que se podem fazer com a couve Kale. E o aspeto de uma é sempre melhor que a outra... Tenho mesmo de experimentar um dia... Resta saber se vou encontrar a tal couve kale para me aventurar nessas coisas.
Outra particularidade desta couve é que além de se poder comer kale refogada e ao vapor, também se pode comer crua, desde que massajada. Isso mesmo: massajada!
Aqui fica uma das receitas que me suscitou curiosidade pelo simples que é de fazer...
Ingredientes:
- Kale (a gosto)
- 2/3 de nozes (como não é um fruto que admire muito, vou reduzir a quantidade disto)
- 1 alho
- queijo parmesão cru ralado (a gosto)
- 3 colheres de sopa de azeite virgem
- sumo de 1 limão
- sal e pimenta cayenne a gosto
Como fazer:
- pré-aquecer o forno 180º e colocar as nozes a assar por 10 minutos. Depois retirar e deixar esfriar;
- lavar as folhas de kale e retirar o talo (que é mais grosso) e cortá-la em tiras grossas. Colocá-la numa tigela;
- num recipiente pequeno, amassar o alho e misturar o azeite, o sumo de limão, o sal e a pimenta;
- verter o preparado sobre a kale e massajar até que as folhas fiquem um pouco murchas;
- acrescentar o queijo e as nozes e misture.
Voilá! Está pronta!
(pode juntar-se fruta, carnes, legumes ou outros ingredientes ao gosto de cada um!)
Depois da ida ao Jardim Zoológico, da ida ao Portugal dos Pequenitos, das idas aos milhentos parques infantis, depois das inúmeras consultas, do TAC, do Raio X e da consulta final em que recebemos a grande e maravilhosa notícia de que continuava tudo bem com o meu irmão, a caminho de Lisboa, parámos num sítio que nos toca o coração, onde já fomos noutros tempos pedir muito, onde já derramámos lágrimas de muito sofrimento, onde sentimos uma paz interior inexplicável sempre que lá estamos... fomos a Fátima!
Levar a minha M., com apenas 3 anos, pela primeira vez, até Fátima foi para mim uma enorme alegria. Falo-lhe muito de Jesus e de Maria. Conto-lhe algumas histórias daquele tempo. Ela faz-me muitas perguntas sobre Jesus e sei que gosta dele. Sinto que ela é protegida por Ele (e por alguns anjinhos que já partiram) e que é um ser especial (assim como todos nós somos no Reino de Deus). A verdade é que me parece que ela tem uma sensibilidade incrível para aquilo que está relacionado com Deus.
Desta vez fomos a Fátima agradecer. Agradecemos as boas notícias que recebemos em Coimbra, agradecemos termos todos saúde e tudo aquilo que temos.
É, sem dúvida, um dos locais que mais gosto de visitar...
Hoje é o dia de Nossa Senhora de Fátima e o Papa Francisco estará presente em Fátima... Eu gostaria muito de lá estar, mas acredito que seja uma enorme confusão. Que Ela nos proteja sempre!
Não sei se já comentei aqui, mas tenho uns primos que têm uma empresa de Stand Up Paddle, esta aqui (AL SUPaddle Azores). Para os mais leigos, trata-se de uma modalidade desportiva aquática que tem a sua origem nas ilhas Havaianas. Consiste em remar de pé sobre uma prancha, usando um remo específico. Esta modalidade promove o equilíbrio, a coordenação, exercício físico e bem estar.
Não sei como dizer-vos isto de forma suave, mas aqui vai: têm mesmo de experimentar!!! Eu já fiz uma vez, não cai e adorei (muitoooooo!)! Só não o fiz mais vezes por falta de oportunidade e também por falta de roupa suplente (sempre nos molhamos um bocadinho!). A minha M., com apenas 3 anos, já vai na 2ª volta e nunca caiu (óbvio que não é ela a remar!!!) e a maioria das pessoas que conheço também ainda não caíu... portanto o risco de cair é quase nulo, principalmente se estiverem numa lagoa.
Eles costumam estar junto à lagoa das Sete Cidades, mas também organizam viagens no mar e é exatamente aí que gostava de experimentar... Talvez um dia combine isso com eles...
Se visitarem a página deles (link que vos deixei em cima e volto a colocar aqui!) vão ver fotos incríveis, lindas demais ao ponto de nos cortar a respiração e, mesmo estando em casa, só me dá vontade de ligar a combinar uma próxima voltinha...
Deixo aqui o registo das 2 voltinhas da minha M. no mundo do Stand Up Paddle, a primeira em 2015 (comigo no comando!) e a segunda já este ano (com o seu padrinho, o meu irmão, e a sua prima adorada, que é a única que está a andar corretamente de Paddle!)...
Sabem aquele amor inocente que sentimos quando somos crianças? Aquele amor que não tem maldade, não tem preço, não tem racionalidade?! Aquele amor de apenas um olhar, ou um bilhetinho na escola com "Gosto de ti"?! Aquele amor que não deixa rancor, nem mágoa, nem tristeza...
É um amor tão simples... tão doce... e que nos fica na memória e na nossa vida para sempre... É um amor que nos faz sorrir sempre que pensamos nele, que nos faz ter boas recordações, que nos faz querer ver a outra pessoa nem que seja ao longe e ver ao longe já é tão perfeito...
À medida que crescemos a nossa vida começa a complicar e com ela o amor também complica. Começam as cobranças, os controlos desmedidos, os ciúmes, as traições, as faltas de respeito... Se o fim chega deixa mágoa, dor, por vezes raiva. Causa sofrimento em uma ou até nas duas pessoas envolvidas.
Depois vêm os filhos e com eles nasce um amor diferente e tão forte e incondicional que pensávamos que não era possível existir... Podemos até ter o amor de um companheiro, mas o amor que recebemos e damos aos nossos filhos assemelha-se àquele amor inocente da nossa infância.
Nós, adultos, que desenvolvemos o poder da sabedoria da vida, devíamos ser aqueles que deviam ter a chave da simplicidade, mas não! Nós não sabemos nada. Nada! Ao contrário de nós, as crianças são puras e fazem tudo parecer mais simples, sempre.
Hoje o expoente máximo de manifestação de amor puro e inocente, sem pedir nada em troca, é quando chego a casa e a minha M. sorri por me ver e corre para os meus braços. É quando ela acorda a meio da noite e diz que me ama. É quando ela acorda e diz "Bom dia mãe. Adoro você!" (já disse aqui que ela é meio brasileira!)... Ela é quem me ensina todos os dias que o amor deve ser simples, puro e inocente.
Amar não é pensar com a cabeça. Amar é sentir com o coração!
E quando assim é, não precisamos de mais provas...
Desde que a minha M. começou a andar que reparo que ela coloca os pézinhos inclinados para dentro e nas últimas consultas que tive com a sua pediatra ela sempre relativizou a minha preocupação.
Não me parecia ter pé plano/chato, porque o pézinho dela realmente faz uma curvinha, mas quando os coloca no chão a mesma desaparece. Não contente com a resposta que recebia, marquei uma consulta com um ortopedista local (o melhor para o pediátrico que temos cá e o mesmo que viu, em 2008, a ressonância magnética do meu irmão, e aconselhou ir para Coimbra para ser seguido pelo seu atual médico) e lá fui. Disse-me que ela tinha tendência a ter um pé um pouco plano, mas que ainda era muito cedo para termos certeza. Por isso pediu um Raio-X aos pés e outro à anca para fazer depois dela fazer os 4 anos.
Como fui a Coimbra com o meu irmão para consulta de rotina (dos seus exames anuais) e como ele é sempre visto pelo Prof. Dr. Casanova (dos médicos mais simpáticos, mais divertidos e mais profissionais que conheço no meu mundo - falei dele aqui!), ortopedista também, decidi aproveitar para mostrar os pezinhos da minha princesa. Disse o mesmo que o outro ortopedista que tinha ido antes (não fossem ambos muito bons!) e acrescentou que a única coisa que podia fazer para ajudá-la agora era levá-la à praia e fazê-la andar na areia molhada... É pra já doutor! Inclusive começamos a ir à praia "apanhar ondinhas" às corridas na areia molhada desde o primeiro dia que regressamos a S. Miguel... :) Sempre que há uma brechazinha, estamos lá caídas. Ela adora (e eu também!)! Não lhe faz bem só aos pés, mas também à nossa alma... Portanto, nós já vamos à praia há basicamente 1 mês! :)
Há tempos ouvi falar num novo conceito de vida... Este aqui! Chama-se HYGGE (som verbal "huga") e tem tudo a ver com o apreciar os bons prazeres da vida e de torná-la o mais simples possível.
Se olharmos para a Dinamarca, vemos um país onde a saúde e a educação é gratuita, a criminalidade é baixa, os salários são bons e a quantidade de desempregados é muito baixa, sendo que nos primeiros 2 anos recebem sempre um valor mensal. São um povo que se respeita e que aceita o outro como ele é na realidade. A pornografia e a prostituição são legalizadas. É permitido fazer topless nas praias e o corpo e o sexo são tratados de forma natural (como é), sem tabus e sem preconceitos.
Em contrapartida, não há o nosso verão e logo aí já me deixo ficar pela terra natal e tenho a certeza que não conseguiria habituar-me a viver na Dinamarca, embora gostasse de fazer uma experiência, claro.
Não indo à Dinamarca nos próximos anos (não é um dos meus destinos de eleição), achei caricato o facto de há uns tempos (na altura de encontrar o estilo da casa onde gostaria de morar - só assim para me "encontrar" e partir para a decoração da mesma...) andar ficcionada num estilo de decoração escandinavo. Ainda hoje é aquele que mais me enche as medidas É um estilo minimalista, branco, suave, alguns apontamentos escuros (em tons cinza ou preto), algumas madeiras (ou imitação)... Gosto muito!
Voltando ao hygge... trata-se de uma nova forma de viver que está debaixo dos nossos olhos, que só não vê quem não quer, só não vive quem não está em paz consigo mesmo. Às vezes eu também não estou em paz comigo e não consigo, mas isso é um "treino" que devo fazer até ser atingir a minha meta. Tem a ver com o facto de usarmos os nossos 5 sentidos e sentir prazer nisso. Prazer nas mínimas coisas da vida, tal como acontece na decoração.
Os 5 sentidos, na seguinte ordem, em todas as coisas da nossa vida, que seja lume numa lareira enquanto tomamos uma chávena de chá quente, por exemplo, desde que isso nos faça feliz:
1- Paladar
2- Audição
3- Olfato
4- Tato
5- Ver
Hygge é a arte de transformar um ambiente simpático onde quer que estejamos.
Na teoria, se tivéssemos uma boa política de saúde e de educação e menos criminalidade e fossemos mais abertos uns com os outros e pudéssemos confiar mais uns nos outros, se não existissem cunhas e benefícios para uns em detrimento de outros, se calhar ajudava MUITO na nossa felicidade. Não temos nada disso. Mas praticando o hygge se calhar conseguimos ser um bocadinho mais felizes... Digo eu! Eu pelo menos vou tentar... a começar pela nossa "casa do futuro", como diz a minha M....
"Procuremos
acender uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão."
O desafio desta semana é super simples e eu já tenho a resposta na ponta da língua... Por isso aqui vai:
- Anatomia de Grey - foi e é (quando dá) das melhores séries que já vi em toda a minha vida. Além da história ser bonita, também aprendemos coisas sobre medicina e, no meu caso, faz-me arrepender profundamente por não ter seguido essa vertente profissional. Não sei se teria coragem, mas gosto de pensar que sim, pois ajudar os outros é das coisas que mais gosto de fazer...
- Dr House - nunca fui tão fiel como na Anatomia de Grey, mas sempre gostei de ver os episódios que vi.
Hoje é o dia de celebrarmos o dia da Mãe, o dia da nossa Mãe, aquela que é sempre, aos nossos olhos, a melhor do mundo, pois nenhuma outra mulher (e arrisco dizer, outro ser!) nos consegue amar tanto como a nossa mãe nos ama.
Enquanto fui só e apenas filha não tinha a noção da grandiosidade do sentimento que se gera desde o momento que descobrimos que dentro de nós cresce um ser pequenino. Um sentimento que vai crescendo em cada dia e que vem desmentir o ditado "Olhos que não veem, coração que não sente!". É mesmo mentira!
Uma mãe é quem conhece o som do nosso respirar enquanto dormirmos ou quando estamos acordados.
É quem consegue ler perfeitamente o nosso olhar e os nossos pensamentos.
É quem conhece perfeitamente cada curva do nosso corpo e, pode chegar ao cúmulo de saber até quantos sinais temos espalhados nele. E ela ama cada m2 dele, mesmo que existam imperfeições. É quem nos acha sempre lindos, mesmo que não sejamos uma obra de arte de um escultor famoso qualquer. Somos apenas a sua obra e temos mais valor do que qualquer outra que exista!
É quem está ao nosso lado desde o primeiro momento e nos protege, como uma leoa a proteger as suas crias. É quem se mantém assim dia após dia, ano após ano, mesmo até quando temos já as nossas vidas e os nossos próprios filhos.
É quem nos alimenta de manhã à noite, nos lava, cuida de nós, quando somos, ou estamos por algum motivo, dependentes e quem nos ensina o verdadeiro sabor da independência, quando nos ensina a voar com as nossas próprias asas, mas fica no mesmo lugar à espera de agir, caso seja necessário.
É quem tem a voz mais serena e o beijo mais doce que acalma o nosso coração quer seja durante uma ida ao hospital para levar as tão temíveis vacinas, ou até quando fugimos para a cama dela quando temos um pesadelo.
É quem nos ajuda a caminhar pela vida fora e, mesmo que sejamos maiores que ela, nunca nos deixa caminhar sozinhos, pois ela está lá a sorrir nas nossas vitórias e a dar-nos força para superar as nossas derrotas.
É quem mais nos incentiva a estudar mais e mais para conseguirmos chegar mais longe e, quando partimos é quem fica com o coração mais pequenino, a transbordar de saudade e pensa em nós todas as horas do seu dia, enquanto não regressamos ao "ninho"...
É quem fica de lágrima no canto do olho mas cheia de orgulho quando nos vê receber o diploma, quer seja ele de final de escola primária, ou de final de universidade.
É quem se orgulha de nós quando damos os primeiros passos, ou quando conseguimos organizar um jantar com pompa e circunstância.
É quem tem o abraço mais forte, mais doce, mais protetor e mais terno que alguma vez sentimos na vida. É quem tem o colinho mais quentinho e sempre disponível, mesmo que tenhamos mais do que 1 metro e meio de altura. Um colinho onde há sempre lugar para nós.
É quem nos perdoa vezes sem conta por mais asneiras que façamos na vida e, no fim ainda diz "eu avisei-te", sem deixar de passar a mão pela cabecinha e dar um carinho de "eu estou aqui e vou te ajudar"...
Uma mãe antecipa sempre um acontecimento. Ela é como uma vidente. Prevê o nosso futuro, prevê os nossos passos, prevê e mantém-se firme para nos aguentar quando cairmos e nunca, nunca nos sentirmos sozinhos.
É quem permanece de sentinela dia e noite quando estamos doentes e, enquanto reza, chora em silêncio, implorando pela nossa cura. É quem deseja estar no nosso lugar desde o primeiro momento, quem deseja sentir as nossas dores e deseja que efetivamente o seu beijo seja mesmo milagroso, como era quando éramos pequenos e bastava um beijinho dela para não doer mais.
É quem se esquece de si a maior parte do tempo. Mãe é quem renuncia a sua vida para viver para os filhos. Mãe é quem fica connosco em casa quando todos saem para se divertir. A mãe sabe sempre as datas de tudo, até mesmo quando as anota em toda a parte da casa. Mãe sabe o que mais gostamos de comer e o que menos gostamos.
"Amigos bons" passaram a ser aqueles que gostam de nós. "Lugares bons" são aqueles para onde pode nos pode levar.
O maior interesse da vida de uma mãe é o bem-estar dos seus filhos. É quem pede e promete em nosso nome, para que tenhamos saúde e felicidade nas nossas vidas.
Mãe, quando bem conetada com os filhos, não é só mãe. Mãe, além de cozinheira, professora, psicóloga, empregada doméstica, médica, enfermeira, terapeuta, ..., também é o anjo da guarda maior que os filhos podem ter nas suas vidas.
Ser mãe é, se calhar, o maior desafio de qualquer mulher.
Eu tenho o meu anjo da guarda na terra e a ele eu chamo de MÃE!
Obrigada, mãe por tudo o que me fazes todos os dias, e ainda hoje.
Obrigada por tudo o que fazes à minha filha. Estás, também, a fazer-me a mim. Tu sabes, pois também a tua mãe, quando cuidava de mim, estava também a cuidar de ti...
Obrigada por, com as atitudes e palavras que usaste ao longo da minha vida, me teres ensinado o verdadeiro sentido da palavra "MÃE".
Se um dia a minha filha sentir orgulho em mim como eu sinto em ti, terei a certeza de que segui na perfeição os teus passos.
Obrigada Mãe por me ensinares todos os dias o que é ser uma boa e dedicada mãe!...
E O.B.R.I.G.A.D.A. por seres a MÃE que és! A melhor do mundo, está claro!
Mãe também é isto:
(São alguns minutos de verdades ditas com muito humor!)
Este texto hoje sai no jornal "Correio dos Açores" (surpresa mãe!!!), ao qual agradeço profundamente o convite para colaborar.
Faltavam-me umas coisas em casa, por isso tinha de ir às compras com urgência! Como costumo fazer compras na hora de almoço, lá perto do meu local de trabalho e, não as fiz por estar a armar-me em runner girl, o único tempo "morto" do fim-de-semana em que não estava com a minha M. era nos 45 minutos de aula de natação dela. Falei com o seu professor para garantir que ela ficava bem na minha ausência e, alguma coisa, podiam sempre ligar-me que vinha voando...
Fui ao Continente do Parque Atlântico. Precisava de tomates e como a minha M. gosta muito dos Tomates Cherry, fui buscá-los, mas, ao lado, haviam uns com melhor aparência: os mini chucha vermelhos!!! Tão lindos e tão fofinhos.... Comprei-os para experimentar. Logo nesse dia, na hora do almoço, dei-lhes à minha M. que delirou com eles!... Eu também gostei muito... São idênticos aos grandalhões, mas em ponto pequenino! Claro que na idade da minha M. eles tão bem comem com os olhos, por isso, serão estes os tomates de eleição... São Carinhos, mas não farão, com certeza, moça ao orçamento semanal... Se ela come, tudo bem!
Para este verão que se aproxima a regra é estarmos ao ar livre. Quanto mais sairmos de casa melhor! Quem não gosta de uma boa tarde de diversão?! É isto o que pretendo fazer sempre que o tempo permita... Então, preparamos tudo, passámos pelo hiper (sim, foi tudo decidido mais ou menos no último minuto!) e lá fomos nós sem destino fixo... Escolhemos o Parque Florestal da Macela, lá para os lados da Lagoa. Fomos com ela, pela primeira vez, no dia em que fez 2 anos. Como está cheio de animais e parque infantil ela adorou. Achamos que seria o sítio ideal para ela e, se é para ela, também se torna para nós.
Enquanto a comida se ia fazendo (o namorido fez, pois está claro!), ela fez novas amizades com outras meninas que lá estavam e ainda brincou muito, muito nos escorregas e baloiços.
O Parque Florestal Chã da Macela é um sítio lindo... e fica a "2 passos" de Ponta Delgada! Vale mesmo a pena, principalmente se existirem crianças. Falo pela minha que adorou mesmo aquele sítio! Havemos de ir mais vezes... Foi, de facto, um dia em grande para todos nós, cheio de amor e alegria, muitas risadas e alguns choros (principalmente porque ela não conseguia perceber porque o parque ia fechar e todos tinham que ir embora!!!)...
Há tempos decidi voltar a olhar por mim. Comecei por marcar uma série de consultas médicas das áreas que me andava a descuidar há uns poucos anos. E, além disso, decidi reiniciar a minha "alimentação saudável" e, por incentivo de alguns colegas/amigos decidi também usar a minha hora de almoço para fazer exercício: corro (e ando alternadamente) e no final, como recompensa ainda dou um mergulhinho no mar (no meu amado mar! Uns dias custa mais que outros, mas faz parte!)...
Até ao momento já perdi 6,200kg.
Foi fácil?! Não! De todo. Principalmente na semana antes de ter ido para Lisboa, porque me senti mais sensível, mais vulnerável, mais frágil, mais carente... E nos dias em que estive fora também não cumpri com o que me propus... Na semana que cheguei era Páscoa. Naturalmente também não me portei bem! Fugi às minhas "regras", furei o meu plano e senti-me mal no fim... Mas, sempre que pequei, fi-lo porque o meu corpo pedia ou porque não tinha alternativa...
Essa coisa do "foco" é lixada! Nos primeiros dias/semanas a coisa ainda vai, mas depois o nosso cérebro começa a dispersar, a pedir coisas que não devia, a deixar-nos em baixo de forma... Sem dúvida que o nosso cérebro é que comanda o nosso organismo.
Lembro-me de, por exemplo, na semana antes de ir para Lisboa, ter comprado um chocolate porque me apetecia mesmo muito. Ainda tentei resistir-lhe, mas lá abri dizendo para mim mesma "só vou comer metade dele".... Foi a anedota do dia, claro! Comi-lhe todinho... O prazer que senti a comer aquele chocolate foi como se ele fosse o último exemplar do mundo... Dei-lhe sempre dentadinhas pequeninas para poder prolongar o prazer que estava a sentir... até que, quando dei por mim, estava todo comido... Se calhar se só tivesse comido metade não me iria sentir tão mal, mas não... comi-o todo e no final senti-me mesmo mal, cheia, enjoada e perguntei-me "porque fiz isto?!". Acreditem ou não, levei a tarde toda a pensar naquela situação. Eu sei que não ia ganhar todos os kilos que tinha perdido, eu sei, mas comi e, por momentos ignorei o meu foco, esqueci a minha força e a minha fé. E senti-me mal também por isso... Porque me senti fraca por momentos... Mas... dias não são dias não é?!
Por isso, meus queridos leitores, é preciso termos força, foco e fé sempre no auge para não recair em tentação. Já meti na minha cabeça que desta é que vai e vai mesmo ter de ir, mesmo que tenha alguns "desvios" pelo caminho...
Já contei aqui que tenho uma orquídea que me foi oferecida pela minha filha (por obra do namorido!) no meu primeiro dia da mãe, em 2014. Ela é linda e ela tem um valor sentimental para mim... Só o ano passado é que deu pela primeira vez flor...
Há coisa de 1 mês (mais ou menos!) começamos a arrumar as nossas coisas lá de casa, pois a nossa mudança de "poiso" poderá acontecer em qualquer momento. Levei a minha orquídea para casa dos meus pais para estar num sítio estável.
Neste início de maio reparei num cenário muito especial. Nasceram 2 flores!!! Lindas, lindas! E cheiram tão bemmmmmm...
No passado fim-de-semana fomos brindados com o feriado do dia 1 de maio para ajudar à festa e fomentarmos os laços familiares. Que bom!!!
Vê-la adormecer na segunda-feira à noite, tão tranquila, depois de um fim-de-semana e um dia bónus tão intenso, é o momento em que sei que aqueles momentos não vão ter "repeat" e foram tão bons... Digamos que estivemos 100% do tempo que tínhamos nestes 3 dias sempre juntinhas, sempre com brincadeiras, risadas, alguns choros também, mas o importante é que criamos laços que no futuro vão, com certeza dar frutos bons.
Na terça-feira de manhã expliqeui-lhe que a mãe tinha de trabalhar e que ela ia ficar a brincar na casa da avó, tal como lhe explico todas as segundas-feiras de manhã. Ela fica bem, mas ontem disse-me enquanto me abraçava:
"Eu agora estou feliz, porque a mãe está aqui, mas quando a mãe for embora, vou ficar triste!" - é ou não é de partir o coração?! Minha rica filha...
Eu também fico triste quando tenho de deixá-la, mesmo sabendo que ela fica bem.
Faz parte! É a nossa triste vida que, para termos algo, temos de deixar os nossos filhos ao cuidado de outros (ainda tenho sorte que ela fica com os avós!) e o tempo que temos disponível para eles (durante a semana) é para lhe dar o jantar, banho e fazer dormir!... Não é nada justo para as nossas crianças, para a criação de uma sociedade melhor e com mais amor... Os governantes deviam abrir os olhinhos nesse sentido! A presença dos pais na vida de uma criança (que será o adulto do futuro!) é verdadeiramente importante na formação dela enquanto pessoa! E para termos uma sociedade melhor temos de "construir" pessoas melhores!...
"A menina e o porquinho"... era este o filme (para mim foi sempre o filme da aranha Carlota)! Outro dia pus no youtube para a minha M. ver e disse-lhe que era o filme que eu mais gostava de ver quando era pequenina (um pouco maior que ela!). Ela começou a ver o filme enquanto eu passava roupa a ferro (coisa que adoro fazer - NOT!)... Enquanto passava ia ouvindo o vídeo e ia recordando as imagens do filme da minha infância. Ela muito atenta continuava a ver... Quando o pai da Menina decidiu que tinha de vender o porquinho, porque já estava muito crescido, a menina ficou desconsolada e muito, muito triste... A minha M. que estava mesmo embebida no filme, encarnou a personagem da menina e começou também ela a chorar porque o porquinho ia embora... Na altura expliquei-lhe que depois a menina ia visitar o porquinho à sua quinta nova e que seria nessa mesma quinta que ele ia conhecer a aranha Carlota que depois seria a grande amiga dele. Ela ficou mais animada...
(foi exatamente aqui nesta cena que a minha M. chorou...)
Se há coisa que prezo muito nas pessoas é a forma sentimental com que se exprimem. Se antigamente os sentimentos eram maioritariamente reprimidos (e hoje assim é ainda com algumas pessoas!), hoje dou cada vez mais importância ao dizermos/mostrarmos aquilo que sentimos pelos outros ou, como neste caso, o efeito que o filme causa em nós.
Se nos apetece chorar, porque não?!
Se nos apetece sorrir, porque não?!
Se nos apetece abraçar alguém ou dizer que esse alguém é especial ou importante para nós, porque não devemos fazê-lo?!
O mundo já está tão frio para fazermos do nosso mundo uma pedra de gelo, além de que acredito cada vez mais que se o tornarmos mais sentimental, podemos criar laços mais fortes, mais únicos e cheios de amor...!
Fico feliz por estar a incutir sentimentos bons à minha filha, por ela exprimir-se da forma como se exprime todos os dias sem medo de dizer o que sente e sem vergonha de fazer o que tem vontade de fazer... Este é o melhor caminho para ela e para quem faz parte do seu mundo... Eu sinto-o...
Temos de ver o filme de verdade (maninho podes fazer o download para vermos juntos, "like the old good times?!"):
Esta semana o tema do desafio a que me propus no início deste ano é muito susceptível à minha própria sensibilidade, pois existem pessoas de quem sinto muitas saudades. Decidi que não vou falar de pessoas, pois já tenho falado delas noutras alturas. Vou armar-me em materialista e apenas falar de coisas ou sensações de que eu sinto mesmo saudades... Então aqui vai...
Sinto saudades...
- ... de estar deitada no "meu" quintal no Nordeste, em cima da erva fofinha (ignorando que por baixo de mim pudessem existir bichezas de todas as espécies) e olhar o céu azul por cima de mim e do pessegueiro carregadinho de pêssegos que os meus avós tinham lá...
- ... de viver em Lisboa, do seu movimento e ter tudo "à mão de semear". Refiro-me, claro, aos espetáculos e eventos diversos em qualquer dia da semana e a qualquer hora do dia...
- ... de viajar para um sítio quente, onde não conheço ninguém e onde possa estar "desligada" do meu mundo por uns dias...
- ... de comer tangerinas acabadinhas de apanhar do meu quintal do Nordeste...
- ... de me sentar numa esplanada à beira mar, ali para os lados de Ericeira, com um bom prato de caracóis e uma cervejinha fresquinha, num lindo dia de verão...
- ... de fazer um cruzeiro...
- ... de beber água de coco bem fresquinha à beira mar, no Brasil...
- ... de estar em palco com a minha tuna e até dos próprios ensaios...
- ... de sorrir até me doerem as costelas e as bochechas... mas disso eu tenho sempre saudades, mesmo que tenha acontecido há 5 minutos atrás...