terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A minha bisavó Beatriz...

Hoje fazia anos a única bisavó que me lembro de ter conhecido... A minha avó Beatriz, mãe da minha avó Olídia. A minha avó Beatriz morreu com 92 anos (tinha eu 13 anos), exatamente a idade que a sua filha tem hoje. 
Lembro-me dela ainda bem mexidinha. Sempre me lembro dela a usar aquelas roupas pretas de velhinha, de avózinha. De lenço na cabeça e xaile. Tinha cabelos brancos compridos e lisos e fazia sempre um coque atrás. Lembro-me que ela não tinha medo de nada. Nem mesmo de ratos. Chegamos a avistar um lá no quintal e foi ela a corajosa que andou atrás dele para o matar, mas não o encontrou. Ela ficou viúva muito cedo. O marido dela morreu em Ponta Garça, curiosamente a freguesia do meu namorido. Foi um ataque cardíaco fulminante, à qual ele não resistiu. Ela cuidou sozinha da minha avó, única filha. Retirou uma mama a dada altura. Viveu muitos anos na América, mas regressou e passou a viver na casa que hoje é da minha avó. Ajudou a minha avó a tomar conta das 2 filhas que teve, enquanto o meu avô esteve no Canadá. Diz a minha mãe e a minha madrinha que ela era rígida e que dava beliscões bem fininhos se elas falassem quando estavam na igreja. Não conheci essa parte dela.
Lembro-me que ela gostava de ficar sentada numa cadeirinha daquelas que abrem e fecham na sombrinha da casa, nas tardes de verão. Lembro-me dela gostar de dar tudo o que tinha às netas (2) e bisnetos (conheceu todos os 6 que teve). Dava-nos rebuçados e guloseimas que lhe davam na rua ou que ela comprava quando ia à loja. Conta a minha avó que ela mais nova era capaz de dar o seu casaco a quem ela visse que tinha frio na rua. 
Mas com a idade chegou a uma fase que já não ia tanto à rua porque já não ouvia os carros e já não nos dava rebuçados, mesmo nós ouvindo o barulho do papel deles na algibeira dela. Quando ela não nos dava, ficávamos chateados e às vezes tirávamos a rolhinha dos vasos para lhe cair água na cabeça! Ela brigava connosco, com razão. Éramos traquinas e queríamos rebuçados. Éramos crianças!
Depois foi ficando velhinha, velhinha, muito velhinha... Deixou de reconhecer-nos aos poucos, mas nunca perdeu o pudor. Morreu com 92 anos na sua casa de velhice, sem dor... 

Saudades tuas avó Beatriz! Olha pela tua filha que neste momento está a precisar da tua força...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

É uma "pedra" quando dorme...

Certo dia, ainda a minha M. era bebézita, daquelas que acordam de 3 em 3h (ou menos) para mamar durante a noite e, consequentemente, para mudar a fralda, o namorido pergunta-me: "Tu mudas-lhe a fralda durante a noite?" e eu respondo "Claro, se vejo que a fralda está suja. Normalmente são sempre umas 3, na melhor das hipóteses." e ele com ar de surpresa e de quem fez m%$#& apenas diz "Ops!". Achando muito estranha a resposta dele perguntei-lhe porque me perguntava isso, uma vez que dormimos os 3 no mesmo quarto e, pensava eu, que com o barulho ele acordasse e notasse que além de dar de mamar também lhe mudava a fralda e quando acontecia algum desastre até a cama dela mudava. Ele disse que lá no seu trabalho começaram a falar dos filhos (note-se que na altura outros colegas tinham filhos de mais ou menos a mesma idade que a nossa) e ele disse com toda a certeza do mundo e mais alguma que a nossa filha não só não acordava a meio da noite como também não lhe era mudada fralda nenhuma. Os colegas devem ter pensado que ou eu era uma mãe descuidada (porca na gíria!) ou então tínhamos uma filha fora do normal. Acreditei mais na primeira hipótese e pedi-lhe para que no dia seguinte desmentisse tudinho... 

Conclusão: pode a casa cair que ele dorme o sono dos inocentes! :)


domingo, 4 de dezembro de 2016

Salsichas com batata no forno: delícia!

Inspirada numa receita que me deram um dia, experimentei a fazê-lo e voilá, foi um sucesso. 

Salsichas de Churrasco com batata no forno:

No fundo da UltraPro (artigo que não dispenso da Tupperware!) coloquei uma camada de cebola cortada em fatias muito finas e alguns dentes de alho também em fatias.
Cortei batata inglesa e batata doce aos gomos e coloquei por cima da "cama" de cebola e alho. Cortei as salsichas a meio e coloquei por cima das batatas. Pus um bocadinho de pimenta preta e alecrim. Reguei com um fio de azeite (já havia a gordura das salsichas) e um bocadinho de vinho branco. Tapei a UltraPro e forno... Ficou uma verdadeira delícia!


sábado, 3 de dezembro de 2016

O melhor de acordar num sábado é...

... poder acordar com a princesa a pedir para ir para a nossa cama e a primeira palavra que ela diz, fazendo festinhas no meu cabelo, é:
"Mãe, amo-te muito, muito!"

Ganho o dia e um sorriso que tem a durabilidade de uma vida!...


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Um lanchinho especial

Um dia desta semana, ainda estava eu a terminar de lavar a loiça do nosso jantar, quando me aparece a minha M. e diz "Mãe, já fiz o lanchinho para comermos!" Entrei na brincadeira e quando cheguei à sala tinha um lindo lanchinho preparado só para mim. À medida que ia "comendo" o lanchinho, ia manifestando o quanto estava bom e delicioso e a dada altura perguntei-lhe "Como é que fizeste este lanchinho tão bom e delicioso?! É que está mesmo bom!"
Ela responde-me "Com muito carinho, mãe!"

Até fiquei comovida! Ela sabe que a comidinha quando é feita com carinho sabe sempre melhor... :)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Mundo imaginário aos 2 anos e 10 meses

Na passada segunda-feira, dia 28, a minha M. fez 2 anos e 10 meses. Os 2 anos e 10 meses mais exigentes, mais difíceis, mas também os mais felizes da minha vida! Ainda grávida inscrevi-me num site de bebés brasileiro que mensalmente me envia newsletters a informar a fase de cada mês. E digo-vos, é muito giro vermos a evolução de cada mês e eles têm sempre o que dizer (coisas acertadas por sinal!)...
Este mês, em que eles falavam dos 2 anos e 10 meses (aqui) e dos amigos imaginários que crianças dessa idade criam, achei engraçado porque, desde o dia do Halloween, e depois de ver um episódio de Halloween da Patrulha Pata e de ver vezes sem conta a publicidade da festa de Halloween do Panda, que a minha M. imagina...... fantasmas! Às vezes diz mesmo que estão ali ao lado. Eu olho e não vejo nada! Já lhe disse, inclusive, que os fantasmas não existem. Ela sabe-o, mas acha piada brincar "ao fantasma da meia-noite"!... No fundo, ela tem mesmo medo, e às vezes demonstra-o, mas regra geral ela sabe que eles não existem e leva a coisa na brincadeira...


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal IV: "3 Rituais de Natal"

Normalmente, quando era pequena, as noites de Natal eram sempre passadas em casa dos meus avós paternos, na altura também a nossa casa. Depois da euforia de abertura dos presentes ainda ficávamos a brincar mais um pouco até, talvez às 2/3h da manhã, até que o toque de ordem para irmos dormir acontecia. E consolava adormecer abraçada à boneca nova. O cheirinho de brinquedos novos é único. No dia seguinte, acordávamos mais tarde e, depois de tomarmos o pequeno-almoço, rumávamos até à Lomba da Maia, para a casa dos meus avós maternos. Deixar os brinquedos em casa, podendo só levar um ou outro mais pequeno era um tormento... Depois de chegarmos à casa dos meus avós, juntávamo-nos com os meus primos e padrinhos e era uma festa. Aqueles almoços de família gigantes que demoravam a tarde inteira... Deliciosos! Na altura a minha avó ainda fazia uma árvore e lembro-me perfeitamente dos enfeites que usava: umas bolas feitas em veludo vermelho e também uns passarinhos muito lindos... Nesse dia comíamos perú que a minha avó fazia muito bem feito. O recheio então era uma coisa do outro mundo!...

Depois mudámo-nos para Ponta Delgada, na altura já eu tinha 15 anos... A noite de Natal era passada na nossa casa com a minha avó paterna (o meu avô já tinha falecido) e, às vezes, alguns amigos próximos que estavam na ilha sozinhos. Íamos à missa do galo e depois o ritual de "ir ver as luzes" repetia-se, mas desta vez pelas ruas da cidade e, às vezes, das freguesias vizinhas. Depois de abrirmos os presentes, seguia-se a ceia que era sempre (e ainda é hoje) bacalhau com grão.
Depois íamos para a Lomba da Maia, para a casa dos meus avós maternos. Tudo se repetia como na infância, exceto os adereços de natal que a minha avó, aos pouquinhos, foi deixando de fazer, até passarem a ser inexistentes. A família reunia-se, a comida era a mesma, mas a lembrança a Natal estava a desaparecer...

Já eu estudava em Lisboa, quando o meu tio regressou da Bermuda de vez para S. Miguel. E com o regresso dele, o ritual de Natal também mudou e permaneceu assim durante algum tempo (até 2009). A noite de Natal era passada na casa dele, na Lagoa, com eles, os meus primos, os meus pais e a minha avó paterna (toda a família paterna). Quem queria, ia à missa do Galo. Eu ia sempre, fruto dos anteriores rituais que seguia... Depois da missa, na casa dos meus tios era servida a ceia, que novamente era bacalhau com grão. Depois trocávamos as prendinhas com eles e regressávamos a casa. Nessa altura abríamos nós os 4 as nossas prendinhas que o "Pai Natal" (a minha mãe nunca deixou o ritual de colocar as prendas sem nós vermos e ainda bem!) tinha deixado debaixo da árvore. Bebíamos juntos uma bebida e era hora de dormir.
No dia seguinte, íamos para a Lomba da Maia, desta vez para a casa dos meus padrinhos (família materna) e reuníamo-nos com eles, com os meus primos e os meus avós maternos. O meu padrinho sempre fazia um presépio (ainda hoje faz!) com luzes e casinhas de barro que pareciam trazidas lá de Jerusalém/Egito pela sua arquitetura e a minha madrinha enfeitava a restante casa de forma irrepreensível que sempre me deu gosto de ver. Nesse dia o almoço era demorado. Era toda a tarde à volta da mesa. Normalmente, além do perú, ela fazia um bacalhau divinal no forno (que eu também já sei fazer e adoro!) que era servido com puré e com couves de Bruxelas (depois de ter a minha M. enjoei a essas "bolinhas"!)... Era uma tarde familiar muito bem passada...


terça-feira, 29 de novembro de 2016

A sua boneca preferida é...

A Minnie é aquela boneca que faz parte da vida da minha filha desde sempre... Quer dizer, para falar a verdade, já faz parte da vida dela quando ela ainda nem tinha nascido. Estava eu grávida quando decidi comprar-lhe uma Minnie que vi numa das lojas de Ponta Delgada, numa das vezes que estava a "namorar" brinquedos para ela e a imaginar como ela ia ser e do que ia gostar... É uma Minnie muito fofinha cor-de-rosa. Foi o seu primeiro brinquedo e é impressionante a ligação que ela, ainda hoje, tem com essa Minnie.
Quando a minha M. nasceu, a Minnie era mais ou menos do mesmo tamanho e, então, decidi que lhe ia tirar uma foto por cada mês de vida até fazer 1 ano, para ver a evolução do seu crescimento. E é muito giro ver a sua evolução (e ela cresceu bastante em 1 ano!)...
Ela nunca foi agarrada a nada para dormir (graças a Deus!), mas lá de vez em quando pede a "Minnie grande" (como ela a chama!) para levar consigo, para brincar, para ver televisão ao seu lado... Mas se ela não estiver não há problema... 
Quando ela fez 1 ano o tema da sua festinha foi a Minnie Baby. No 2º aniversário perguntei-lhe o que queria e ela escolheu a Minnie e eu personalizei com a Minnie cor-de-rosa. Hoje, se lhe pergunto qual a boneca que ela quer na sua festa de anos, ela, apesar de gostar de várias neste momento, continua a responder que será a Minnie... Fazer o quê?! Que seja a Minnie... :)




segunda-feira, 28 de novembro de 2016

De onde vêm os bebés?!

Há pais que ficam cheios de nervos quando pensam no dia em que terão de responder à tão complicada pergunta como "Mãe/Pai, de onde vêm bebés ou como se fazem bebés?!". Há quem lhes diga que vêm das cegonhas, outros dizem que foi Jesus que mandou, outros até contam a história mas de uma forma muito superficial...

Quando chegar ao dia em que a minha M. me perguntar de onde vêm os bebés acho que já tenho uma solução: dizer a verdade! Se já lhe expliquei como acontece com a comida (o sistema do aparelho digestivo) de uma forma super simples, também lhe poderei explicar como acontece com os bebés. É apenas mais um aparelho, neste caso o reprodutor, que terei de lhe explicar. Claro que não poderei esquecer de colocar os prelimpimpins e efeitos de magia para que ela sinta que também ela é fruto de algo muito especial - e é!

domingo, 27 de novembro de 2016

Queques de maçã e canela

Outro dia deu-nos um desejo de comer um bolinho, mas tinha de ser algo simples, que tivesse em casa e mais ou menos saudável... Fui pesquisar e encontrei uma receita de Queques de maçã. Foi isso mesmo.
É feito assim:

1- Descascar 3 maçãs e parti-las em pedaços. Colocar no copo e ralar à vel 4 durante uns segundos (conforme a miudeza que pretende dar à coisa!);
2- Juntar no copo os 4 ovos inteiros, 80gr de óleo e 100gr de açúcar por 4min/vel37º/vel 3;
3- Juntar 225gr de farinha com fermento para bolos e envolver 15 segundos/vel 3.

Depois é só colocar nas formas, forno e passados 25 minutos estão prontas e deliciosas!
Usei formas de silicone Tupperware e também uma toalha de silicone para evitar usar mais gordura...


Toalha de silicone com rebordo à venda por 28,50€
Formas para Tupcakes (6) - 24,90€

sábado, 26 de novembro de 2016

Quando finalmente o conheci, em carne e osso...

A primeira vez que o vi ao vivo, em carne e osso, foi quando ainda estudava em Lisboa. Estava eu no último anel do Estádio da Luz e ele estava lá em baixo no relvado a jogar contra a Alemanha, vestido com o equipamento da seleção portuguesa. E pronto, depois dessa noite maravilhosa nunca mais o vi!

Em novembro de 2009 (sim eu sei que já era bem grandinha!) ele veio cá, acompanhar a seleção ou o Benfica, já nem sei. A informação que retive foi só esta "O Rui Costa vem."... Pedi ao meu pai (na altura era presidente da AFPDL!) encarecidamente para me levar a ver o jogo. Podia ser que o conseguisse ver novamente em carne e osso, pertinho... O meu pai sabia que isso era importante para mim... Todos lá em casa acompanharam a minha idolatração pelo Rui Costa durante anos... 
Chegou o dia (13 de novembro)... Lá fui eu... cheia de nervos... entusiasmada com a ideia de que ia ver o "meu" Rui Costa assim tão pertinho... E... lá estava ele a ver o jogo na tribuna... O meu irmão insistiu para no intervalo tentarmos tirar uma foto com ele. Eu, claro, que queria, mas fui invadida pelo furação "Timidez" que não conseguia reagir a nada. Nada.
Eu queria dizer-lhe tanta coisa... queria dizer-lhe o quanto o admirei com 15/16/20/25/"até hoje" anos, queria dizer-lhe que ele foi o meu único ídolo, daqueles que transportamos desde o primeiro dia até hoje, quando já somos crescidos, queria dizer-lhe que o facto dele ter personalizado o postal que me enviou fez com que eu ficasse feliz durante muitos dias a seguir, queria dizer-lhe que o acho uma pessoa fantástica e que muitas pessoas (famosas) deveriam ser como ele é,... bahhh tanta coisa que sei lá... mas quando ele olhou para mim e me disse "Então tu é que és a minha fã desde sempre?!", a única coisa que disse foi "Pois é!" e sorri... É que nem o verbo conjuguei direito!!!
Pronto, eu sei... fui uma parva, fiz figura de ursa, eu sei... mas eu não conseguia reagir... as minhas pernas tremiam que metiam medo... o meu coração pufff esse já andava a 1000km/h... Vá lá que registamos este meu momento "parvónio", mas mesmo assim único na minha vida!... 
Enfim... não deu para mais...

(Digam lá a verdade... Estou com um ar parvónico, não estou?!)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Os 14 anos de hoje VS os de antigamente...

Há dias vi um vídeo que alguém publicou no Facebook sobre a evolução das meninas de 14 anos de hoje, comparativamente aos "nossos" 14 anos...
Lembro-me que aos 14 anos eu andava no 9º ano de escolaridade. Ora, lembro-me perfeitamente do meu 9º ano, pois foi o último ano do 3º ciclo, portanto era finalista da escola... 
Lembro-me de ir vestida de ténis e fato de treino para a escola... Lembro-me que também usava uma gabardina amarelo mostarda (que hoje acho que era horrível, mas na altura adorava!), lembro-me que não ligava a moda, apenas não queria muito usar saias para poder estar mais à vontade (mas isso sempre foi assim, não foi só no 9º ano!)...
Lembro-me que tinha um menino na minha turma que era um terrorista (hoje havia de ser considerado hiperativo e haveria de ser medicado e reintegrado em algum programa xpto qualquer!), e lembro-me de ser "cão e gato" com um colega de turma também que passava a vida a provocar-me (e provavelmente eu a ele... gostávamos muito um do outro, mas não nos suportávamos... acontece!)... 
Lembro-me que detestava Contabilidade... Tinha um trato com um amigo da turma: ele ajudava-me em Contabilidade (ele era barra!) e eu ajudava-o em Português e Matemática... Tínhamos um professor de Matemática que toda a gente na escola tinha medo (e ele metia mesmo medo!)... Ele foi dos professores mais exigentes que eu tive durante toda a minha vida escolar... Quem o acompanhava safava-se, mas quem não atingia os objetivos, ele passava-se! Então, a esse meu amigo, fazia-lhe os TPC, não fosse ele chamado ao quadro...
Lembro-me que foi só no 9º ano que a minha mãe me deu mais liberdade para "estudar" sozinha, pois até então ela era muito exigente comigo...
Lembro-me de ir com as minhas amigas andar debaixo de chuva lá na escola e depois sermos apanhadas pelo contínuo (o pai do Ivo) que nos arranjou umas toalhas e nos obrigou a secar na casa de banho, sempre a brigar connosco... Lembro-me que nessa altura ia no autocarro com o meu avô levar os meninos a casa... 
Lembro-me de brincar ao elástico nessa altura e de ter o "Clubinho" com as minhas amigas de infância na minha freguesia... Lembro-me que, foi num dia qualquer que eu, com 14 anos, brinquei pela última vez com bonecas. Sim, é verdade!
Nessa altura, as minhas únicas preocupações eram ter positivas nos testes (caso contrário a minha mãe passava-se!) e tratar da minha cadelinha Pantufa que, infelizmente morreu também nessa altura...

Hoje uma menina de 14 anos já é uma mulherzinha. Já tem segredos. Estilos de vestir. A pulseira a condizer com o colar, com os brincos. O cabelo tem de estar perfeito. A roupa tem de ser xpto especial de corrida, o último grito da moda. As unhas estão pintadas. Provavelmente já têm namorados, mesmo namorados de verdade (nós também tínhamos, mas eram só de brincadeirinha!). Têm telemóvel, Facebook, Instagram, Snapchat e o raio que parta,... Hoje já não se vê tanta inocência, tanta ingenuidade, aquela que me lembro de sentir até bem tarde... Hoje algumas até já têm malícia, já saem à noite (nunca consegui engolir muito essa!) com os seus amigos,... ainda outro dia, enquanto esperava pelo meu pai aqui junto ao meu trabalho, ouvia um grupo de meninas nos seus 14, 15, 16 anos máximo. Uma delas falava ao telefone com, percebi ser, um rapaz mais velho com namorada, enquanto as outras ouviam a conversa. Ela pedia-lhe para ele ir ter com ela mais logo nesse dia sem a namorada dele saber e provocou-lhe durante todo o telefonema.... (Bom, não é demais lembrar que eu devo ter estado ali em pé com cara de suricata a ouvir escandalizada a tal conversa...)


Claro que nem todas as meninas são assim, nem todas evoluíram desta forma, mas há muitas que sim. Tudo depende da educação que têm em casa (digo eu que ainda não cheguei lá!)... No meu caso, vou fazer de tudo para que a minha M. seja o mais tempo possível uma criança feliz, cuja única preocupação seja pouco mais do que a escola e o brincar... É óbvio que a escola  e as amiguinhas também vão ter um grande contributo nessa questão do seu crescimento... mas cabe a mim, enquanto mãe, tentar protegê-la desta evolução que, em alguns casos, é bastante perigosa...

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Hoje é a mais novinha que sopra velas...

Nasceu um mês e qualquer coisa depois do meu irmão. Ficamos com um menino e uma menina na família que cresceram mais ou menos como irmãos, assim como eu e a irmã dela. Sempre foi muito decidida, sempre soube bem o que queria, como queria e quando queria. Em pequenina era muito próxima de mim. Quando eu aparecia já mais ninguém lhe podia dar banho, dar de comer, era sempre eu... e eu adorava... :)
Para ir na procissão era "só se a Vera for comigo" e lá ia eu a pedido da minha madrinha...
Ela, em pequenina, tinha uns cabelos lindos, quase loirinhos. A minha madrinha fazia-lhe um rabo-de-cavalo mesmo em cima da sua pequena cabeça (tal como eu faço à minha M.) e o seu cabelo ficava a saltitar de um lado para o outro, enquanto andava e corria. Era muito fofa! :)
Sempre que íamos para a Lomba da Maia andávamos sempre juntos, os 4... Tanto que passámos a ser a "Quadrilha"... (e que quadrilha!). Os nossos verões eram passados quase sempre juntos e fazíamos questão disso... Houve um dos verões, daqueles que foram passados na Ribeira Quente, que ela esteve praticamente sempre connosco. Era como se fosse a minha irmã mais nova, gémea do meu irmão. 
"Se é para carreira, é para carreira!" - dizia ela depois de fazer carreiras nas ondas, com o cabelo todo fora do lugar e depois de dar valentes trambulhões na praia dos Moinhos... É das imagens que mais saudade me dá de voltar a vê-la criança... Era a mais destemida do grupo. Enfrentava um dragão se fosse preciso. Tinha resposta pronta para tudo. Ainda hoje é assim!
Com ela passei algumas das minhas maiores aventuras... Hoje ela já é mãe (de um menino lindo!), já eu sou mãe (de uma menina linda!), já temos as nossas próprias famílias e espero que os nossos filhos possam ser tão amigos e tão cúmplices quanto nós fomos...
Hoje a minha prima-irmã mais nova da minha família do lado da minha mãe faz anos e só lhe desejo tudo de bom do que a vida tem para oferecer... Sê feliz, pequenota!...

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal III: "Acreditar no Pai Natal"

Ainda não vos disse, mas eu acreditei no Pai Natal até já bem grandinha...

Em criança, acreditava piamente de que ele existia e que ia distribuir os presentes por todas as crianças do mundo... Chegou a uma altura, provavelmente quando descobri que o mundo tinha muitos países e por sua vez muitas crianças em muitas moradas, em que ficava intrigada por não conseguir perceber como ele conseguia chegar a todos numa única noite... E pior que tudo, como é que ele conseguia dar conta do recado levando os presentes que cada criança pedia. Pelo menos a mim (e ao meu irmão) ele trazia-me sempre coisas que tinha pedido, além de outras que também recebia...
Depois na escola haviam crianças que diziam que ele não existia... e eu comecei a criar dúvidas na minha cabeça, até que um dia perguntei à minha mãe se realmente ele existia. Ela não me iria mentir. Ela foi tão sábia, tão sábia, que se algum dia a minha M. me fizer a mesma pergunta, vou responder exatamente igual. Então foi assim:

- Mãe, existe Pai Natal?
- O que achas?!
- Os meninos da escola dizem que não existe!
- Então se não existe, não há prendas...
- Mãe, eu acho que existe!

E pronto, a história ficou por aí... Nunca mais lhe fiz a mesma pergunta, com medo que ela me dissesse que não existia... É que corria o sério risco de não ter mais presentes debaixo da árvore... Até que chegou o dia que realmente cai em mim e percebi que ele não podia existir, mas fingi que acreditava por bastante tempo, até porque a magia do Natal e a magia de "ser criança" desaparece quando deixamos de acreditar nele... Vou fazer tudo por tudo para que a magia do Natal da minha M. permaneça durante muitooooooooooooooo tempo...


terça-feira, 22 de novembro de 2016

"Afazeres" para este Natal...

Para este Natal ando aqui com umas ideias que não sei se vou ter tempo para fazer tudo aquilo que quero... Quero que o Natal cá em casa tenha magia e boas memórias de infância para a minha filha. Tendo em conta este objetivo (que é nosso!) existem certas coisas que quero ver concretizadas lá em casa, por isso após pesquisa esta é a minha lista de afazeres para os próximos dias com a ajuda da minha filha e alguns também com o namorido:
- fazer biscoitos com motivos de Natal (já habituais lá por casa!);
- fazer o bolo de Natal (quanto mais cedo o fizer, melhor fica! E garanto-vos que o meu é mesmo delicioso, mesmo para quem, como eu, não gosta de bolo de Natal!);
- fazer uma árvore de parede para a M. poder colocar as bolinhas e poder mudá-las de sítio (novidade para este ano e que espero ter ajuda do namorido para pelo menos uma ideia brilhante para a colar à parede sem ter de "colar" definitivamente!);
- fazer uma pintura de mãos da família (pode não ser este Natal, mas é um projeto que tenho em mente há algum tempo...);
- ir buscar a árvore de Natal, de preferência natural e decorá-la (com a ajuda do namorido que ele é que tem a força para essa coisa!);
- fazer o presépio (com a ajuda do namorido porque ele é que é o perfecionista lá de casa!);
- fazer uma casinha de gengibre (novidade para este ano!).

E é este último "a fazer" que está a deixar-me com aquele espírito de verdadeira criança à beira do Natal... Não sei se vai dar certo, se vai ficar giro, mas aposto que a minha M. vai adorar ajudar-me a decorá-lo e a ter uma casinha cheia de cor lá por casa... Os moldes já estão feitos e a casa já foi montada para ver se dava certo... e deu, pelo menos em papelão! A ver vamos se corre bem quando as paredes e o telhado for de biscoito... Vou seguir as dicas daqui, pois pareceram-me dicas maravilhosas e para principiante, como eu, dicas aceitam-se...


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O pior de dormir na Lomba da Maia é...

... quando acordo em cima da hora e obriga-me a despachar em velocidade luz, até porque Ponta Delgada não fica exatamente ali ao lado...
Para piorar o cenário, saindo mais tarde de casa, implica mais trânsito, mais dorminhocos (ou para contrariar também existem os mais stressados, tipo eu!) na estrada, mais carros de grande porte que andam a 20km/h, mais azelhas,... Ala que se faz tarde!...
Mas a pior parte mesmo é ter de deixar o carro pertinho do trabalho (para não chegar ainda mais atrasada!) e ter de pagar o "couro e o cabelo" por isso... Bahhhh... Porque não nasci rica?!

Passeios que valem a pena...

Já vos disse que moro numa ilha (S. Miguel) que tem belezas naturais incríveis. O que eu não vos disse é que as belezas têm o seu encanto em qualquer estação do ano. Um dia de outono ou de inverno torna-se fantástico para mim sempre que posso desbravar terrenos junto com a minha família. Podes pegar no carro de manhã e sair de casa sem destino é dos melhores programas que posso ter e que mais me faz feliz. O melhor dia para isso acontecer é aos domingos, pois assim também o namorido pode participar... Assim, quando o dia convida lá vamos nós rumo ao "nowhere"...
Eis aqui alguns momentos de outro dia, em que saímos de casa sem destino por esta ilha fora...



domingo, 20 de novembro de 2016

Pizza caseira de chouriço

Sem ser no verão, os jantares de sábado são normalmente uma coisa à escolha da princesa. Algo rápido e bom (tipo fast food!) para depois podermos aproveitar o serãozinho da princesa em casa. Vai daí, um destes sábados perguntei à princesa o que ela queria comer e, além de me dizer "salsichas" (que é o que normalmente diz!), disse-me que queria pizza. Não pensei duas vezes e pus a bimby a trabalhar. A massa de pizza da bimby é qualquer coisa do outro mundo e super simples e rápida de se fazer. 

Faz-se assim:
1 - No copo colocar 200gr de água com 30gr de azeite e um pouco de sal durante 1min/37º/vel2
2- Colocar 400gr de farinha e 5gr de fermento e mais 2 min na velocidade "espiga" (amassar).
3 - Colocar num local morno para levedar (eu ponho no forno fechado).

Depois de levedar, foi só "formar" a pizza em cima de uma toalha de silicone com rebordo Tupperware (para não pegar e não ter de usar gorduras adicionais!). 
Desta vez foi pizza de chouriço, a nossa preferida.


Toalha de silicone com rebordo Tupperware à venda por: 28,50€
Para encomendar, favor enviar email/mensagem.

sábado, 19 de novembro de 2016

Uma surpresa verdadeiramente agradável

Tinha lido nessa semana o meu horóscopo. Dizia que ia ter uma surpresa agradável no decorrer daquela semana. Às vezes leio o horóscopo, mas sinceramente não faço daquilo nenhum lema de vida. Leio e pronto. Passou. 
Nessa semana, cheguei da escola, como tantos outros dias iguais. Estava no 10/11º ano. À chegada em casa, a minha mãe entrega-me uma carta sem remetente. Só tinha o meu nome, morada e, à esquerda, tinha uma espécie de carimbo de um emblema, a vermelho. Era o emblema do Benfica. Comecei a tremer das minhas mãos e senti o meu coração a 1000km/h!... Fazia alguns dias (talvez meses!) que tinha escrito ao Rui Costa (para o Estádio da Luz) a pedir-lhe um autógrafo. Já falei sobre isso aqui. Ainda antes de abrir o envelope comecei a dar pulos de alegria e abracei a minha mãe tanto tanto... estava verdadeiramente feliz!
Quando abri o envelope, vi um mini-poster dele personalizado para mim. Dizia "Com um beijinho para a Vera do Rui Costa". Guardei aquele postal religiosamente durante muito tempo e ainda o tenho lá no caderninho dos recortes de jornal lá em casa... 
Depois do dele, foi um tal escrever para os meus jogadores preferidos. Uns responderam com um simples autógrafo e outros nem responderam. Mas nenhum outro foi tão personalizado com o do Rui Costa. Se calhar nenhum outro é/era tão humilde quanto ele...

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Outro dia para ti, amiga de infância especial...

Ela é minha amiga desde sempre... Não me lembro do dia em que a vi pela primeira vez, pois lembro-me dela o quanto me lembro de mim... Somos amigas desde sempre e tenho a certeza que o seremos para sempre... Acho que nunca nos zangamos, eu pelo menos não me lembro de nunca ter discutido com ela.
Em pequeninas estávamos a maior parte das vezes juntas. Brincámos juntas. Passeámos, rimos, fizemos asneiras (e coisas boas também!) sempre juntas. Sempre!
É mais nova que eu 1 ano, portanto nunca estivemos na mesma turma. Mas isso nunca nos afastou muito. Mesmo quando fui para Lisboa, mantivemos contacto, na altura, por cartas que escrevíamos uma à outra.
Casou com o amor da sua vida! É das poucas pessoas da minha faixa etária que eu conheço que vive com o grande amor da sua vida: o seu marido. É uma história cor-de-rosa, igual àquelas que ouvimos em pequeninas em que o príncipe aparece de cavalo branco e fica com a princesa e vivem felizes para sempre. A história dela podia ser também uma história de encantar, sem cavalo branco. Mas é a pura realidade, e ainda bem! Fui ao casamento deles de coração cheio! Foi a minha primeira amiga a casar e, embora ela não saiba, à medida que ela subia ao altar (e durante a missa toda praticamente!), caíram-me lágrimas de felicidade por ela, pois sabia que aquele era o concretizar do seu sonho! Era como se eu também estivesse a concretizar o meu sonho de a ver feliz e eu sinto-me sempre feliz quando sei que ela é feliz...
A sua primeira filha nasceu numa altura em que alegrias na minha vida eram sempre bem vindas. Era Agosto de 2008, o pior ano de sempre para mim... Peguei na Inês ao colo com tão poucas horas e olhei para ela como se ela fosse a continuidade da minha amiga, o perdurar da nossa amizade. Hoje a minha filha adora a Inês e a Inês cuida muito bem da minha M., mesmo havendo pouca convivência entre elas. Acredito que seja a amizade das mães que se transmite nos genes pelas filhas fora...
Apesar de vivermos distantes uma da outra, fazemos sempre um forcing para estarmos juntas. E assim irá continuar... A nossa amizade vence o tempo e a distância como se nada fosse!... Já passamos por provações bem piores...
Hoje ela faz anos e não podia deixar de lhe desejar um dia (e uma vida) muito feliz, cheio de amor e paz. Hoje o tchim tchim será pela saúde e felicidade dela! :)