quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Isto é cuidar de quem cuida...

Durante quase todo o mês de dezembro, ali a rondar o Natal e passagem de ano a minha avó Olídia, que ainda está debilitada, ficou em casa dos meus pais, por opção dos próprios. Foram, sem sombra de dúvidas, dias muito mais calmos para os meus pais e também para mim, pois em vez de estarmos a fazer viagens Ponta Delgada - Lomba da Maia e regresso com alguma frequência, pudemos passar mais algum tempo com ela e uns com os outros, sem stresses de maior, sem termos de andar com "a casa às costas", sem a minha M. ter de alterar a sua rotina. Julgo não estar a ser egoísta e nem tão pouco a "puxar a  brasa à minha sardinha", mas a vida é assim mesmo. Quem precisa é que tem de ir em busca de ajuda. Neste momento a minha avó precisa de nós e, claro, estamos aqui para ajudá-la a recompor-se e a por-se fina outra vez. 
A nossa vida está estruturada de certa forma. No meu caso, tenho o meu trabalho e vivo em Ponta Delgada. A minha M. está aos cuidados dos avós maternos na minha ausência, porque assim ficou combinado ainda antes dela nascer. Eu preciso dos meus pais para cuidarem da M., por isso levo todos os dias (úteis) a minha filha para a casa deles. Não são eles que vão para a casa onde vivo cuidar da minha filha. Neste momento, penso que, para o bem da sanidade mental dos meus pais, mas principalmente da minha mãe, que sempre foi uma pessoa nervosa, a bem da própria relação dos meus pais que tudo tem suportado, a bem da estabilidade familiar, o melhor mesmo é que a minha avó se mentalize de que terá de sair da sua "zona de conforto" para se aproximar das filhas, pois delas depende no momento. 
Deus queira que esta seja uma situação passageira, mas ninguém sabe se o será, daí ser muito importante ajudar a minha avó sim, mas também facilitar a vida e cuidar de quem cuida dela. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Em cima do joelho...

Outro projeto que desenvolvemos no Natal passado, além dos que já contei aqui e que não estavam na previsão, foi feito nos dias em que estivemos em casa as 2, quando ela esteve com adenoidite (contei essa fase aqui). Como estávamos em casa, comecei a inventar coisas para fazer com ela. Então imprimi uma série de desenhos alusivos ao Natal e começamos a pintá-los com lápis de cor. Foi quando me lembrei que poderia colocá-los pela casa. Assim foi... 
Primeiramente ela ainda resistiu porque queria que os desenhos ficassem junto dela, mas depois achou piada a colá-los nas paredes da casa... O resultado foi este e ficou muito giro, até porque a nossa casa é casa de criança e o Natal é essencialmente para ela!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Um projeto que foi catastrófico no último Natal...

No Natal passado tinha-me comprometido realizar algumas tarefas (pode ver aqui). Na verdade, apenas uma é que não foi realizada... ainda... que foi a pintura artística das mãos da família Moniz e Medeiros. Será num futuro espero! :)

Ora vejamos os projetos que ficaram concluídos com sucesso:
- o bolo de natal foi feito e estava uma delícia...

- a árvore e o presépio, embora mais tarde que o costume, foram feitos em família...

- os biscoitos de natal (de gengibre e de mel de cana) também foram feitos com sucesso...


- a árvore de parede também foi realizada com sucesso e a princesa cá de casa adorou...

- também fizemos a casinha de gengibre e é mesmo sobre isto que quero falar.

Como vos disse no outro post, segui as instruções deste site aqui e parecia que tudo ia correr bem, mas nem tudo correu às mil maravilhas. Ora bem. Comecei por fazer o molde ainda estávamos, em novembro. Bem perto do natal fiz as bolachas (paredes e telhados da casa e também uma árvore de natal e um boneco de gengibre), seguindo a receita do site referido em cima. E elas ficaram muito giras, com vidros nas janelas e tudo. Há coisas maravilhosas! :) Para fazer o "cimento" faltou-me o pó de merengue! Só na Panifor é que encontrei e só lá pude ir já no dia 27 de dezembro... Tudo ok, não me chateei muito com isso... E chegou o dia em que fomos montar a nossa casinha!
A minha M. delirava. Ajudou-me em tudo. E foi comendo bolinhas de chocolate também! Mas isso faz parte da atividade... Já a casinha estava pronta quando um dos telhados ameaçou ceder. Pensei eu que era devido ao peso e ao facto do "cimento" não estar muito seco ainda. Então coloquei uns suportes debaixo do telhado. Aquilo segurou durante sensivelmente..........1hora! Depois caiu um dos telhados... a seguir caiu o outro... depois foi caindo partes da parede... depois as janelas de vidro derreteram... digamos que foi literalmente uma grande catástrofe natural da coisa...

Eis aqui algumas imagens de quando ela estava de pé! Estava gira, não estava?!




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Desafio 52 semanas #02: Eu nunca...

O desafio desta semana só me fazem lembrar de um jogo que por vezes jogo quando estou com um grupo de amigas mais próximas... É o jogo do "Eu nunca, nunca, nunca..." Não sei se já jogaram, mas a ideia é sermos uns quantos e quando um dia uma coisa qualquer começando com "Eu nunca, nunca, nunca...." todos os jogadores bebem quando tal não for verdade... Claro que as frases que escolhemos são mais ligadas ao foro íntimo... Prometo que o não vou fazer aqui... é demasiado pessoal! heheheh...
Sendo assim vou fazer uma breve listagem do que eu nunca fiz... Verdades absolutas da minha vida. Quanto ao futuro nunca poderei afirmar que nunca faria tal coisa, pois tudo iria depender das circunstâncias e até porque nunca se deve dizer "nunca" em relação ao futuro... Sei lá o que me irá acontecer... Só espero é que aconteça o que acontecer sejam apenas coisas boas!...

- Eu nunca fiz uma tatuagem no meu corpo e penso que nunca irei fazer... embora ache piada a algumas tatuagens que andam por aí... 

- Eu nunca matei ninguém, nem nunca senti desejo disso, por mais chateada que estivesse...

- Eu nunca me atirei de uma zona muito alta, como que a fazer Rappel ou Bungee Jumping ou Plane Bungee Jumping... até porque morro de medo de alturas!!! Esse tipo de desporto é algo que definitivamente não me cativa mesmo nada...

- Eu nunca fiquei de ressaca por causa de algum excesso de álcool na noite anterior... Aposto que aqui esta vai causar alguma invejinha aos meus leitores. Até já sinto as vossas energias da inveja sobre mim! :)...  É mesmo verdade!...

- Eu nunca menti sobre as minhas origens, até porque tenho imenso orgulho nelas...

- Eu nunca pensei em trabalhar na SATA até o dia em que comecei a trabalhar na empresa...

- Eu nunca fui às Maldivas, mas adorava ir...

Bom, mais poderia dizer mas agora não me ocorre assim mais nada....

domingo, 8 de janeiro de 2017

Receita do melhor bacalhau do mundo!

A pedido de muitas famílias, aqui segue a receita do tal bacalhau que às vezes faço e que é muito apreciado pelos meus cobaias...

Passar as postas de bacalhau pela frigideira e deixar arrefecer completamente.
Numa travessa de ir ao forno, colocar bastante cebola às rodelas fininhas, algum alho e azeite. Colocar as postas de bacalhau em cima deste preparado e por cima deste mais umas rodelas fininhas de cebola e pimenta branca. Depois disso, colocar mais um fio de azeite e maionese por cima (a tapar toda a posta de bacalhau!) e ainda umas ervinhas ao gosto de cada um (eu uso salsa ou orégãos e um dia vou experimentar com coentros). Levar ao forno até dourar a maionese.

Costumo a acompanhar este bacalhau com puré de batata... Fica qualquer coisa do outro mundo...


sábado, 7 de janeiro de 2017

O Amor vence fronteiras gigantescas...

Faz hoje 1 ano que uma pessoa especial deixou este mundo... Tinha ela 1 ano e (quase) meio... tão pequenina, tão frágil, tão linda, tão angelical e ao mesmo tempo tão forte, muito mais forte do que muitos de nós... Chamava-se Matilde, tal como a minha filha. Era uma bebé pequenina, tal como a minha filha. Sofria de Leucemia Mielóide Aguda. Não tinha esperanças de sobreviver em Portugal. Mas tinha uma luz no fundo do túnel fora de Portugal, mas para isso era preciso dinheiro!...
Eu não conheci essa pessoa especial, pelo menos pessoalmente, mas conheci a sua cara e a sua história através do facebook e, aos poucos, aquele pequeno ser e o seu sorriso me foram aproximando dela, me foram fazendo desejar pegar-lhe ao colo um dia, acompanhar o seu crescimento, ficar feliz pelas conquistas dela no futuro... e foi por isso que, com a ajuda de algumas pessoas, movi mundos e fundos para ajudar essa pequena princesinha que já fazia parte da minha vida, mesmo sem nunca a ter pegado ao colo!
Distribuímos mealheiros por vários sítios e perdemos a vergonha e fomos departamento a departamento do meu trabalho apelar ao sentimento dos nossos colegas para poder ajudar a pequenina Matilde.
Infelizmente o seu estado de saúde foi-se agravando cada vez mais e, no dia 7 do ano passado, foi dos dias mais compridos do ano... Disse-nos adeus ao final da tarde, depois de milhares de velas do país estarem acesas a pedir a sua cura. A minha lá de casa esteve sempre acesa. Nessa tarde, quando cheguei em casa, recordo-me que, junto com a minha filha, rezamos pela Matilde, pela cura dela,... foi em vão... Pensei em apanhar o avião para o Porto nesse dia para acompanhar o seu velório/funeral... precisava chorar a morte daquela menina pequenina... vê-la, mesmo que já sem vida... mas a minha filha precisava de mim aqui e ia ser desgastante para ambas, por isso não fui... Mas ficou a promessa que um dia irei visitar o sítio onde ela está e vou levar-lhe flores e, se calhar um balão para ela "brincar"...

Infelizmente, o destino dela era viver pouco tempo e deixar uma grande lição a quem a acompanhou: é possível amar sempre; é preciso viver ao máximo sempre; é preciso entregarmo-nos aos outros sempre; é possível sorrir mesmo nas adversidades; devemos ajudar-nos uns aos outros sempre (e, normalmente, quem ajuda mais são aqueles que também precisam de ajuda)... Foram estes os ensinamentos deixados em mim.

Se calhar as semelhanças desta Matilde com a minha Matilde me tivessem aproximado da sua história. Colocar-me no lugar dos pais da Matilde era sempre um exercício que me causava muita dor. Pensar que aquela realidade podia ser a realidade de qualquer ser humano, a minha realidade, a tua,... era cruel... Muita força tiveram aqueles pais que disseram adeus à sua filha de uma maneira tão sofrida... Muita força têm aqueles pais para sobreviverem ainda à dor que, com certeza, sentem no coração... Perder um filho deve ser a maior dor que um pai/mãe pode sentir... É desumano! Os pais deixam de viver para apenas sobreviver até que a morte os leve para junto do seu "pedaço" mais importante que lhes foi "roubado"... 

Só de pensar neste dia o ano passado, sinto o meu coração tão pequenino... Um dia espero ainda pegar-lhe ao colo e sentir o seu cheirinho de bebé... Não a conheci pessoalmente, mas ela continua a viver no meu coração e aí permanecerá sempre...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Hoje a matriarca Sousa faz 93 anos!

O último ano não foi fácil para ela... Caiu, fraturou o fémur, foi operada 2 vezes: uma ao fémur e outra ao intestino e superou ambas com distinção. Apesar de ainda estar ao cuidado de ambas as filhas em dias alternados, está rija e pronta para as curvas, embora ela diga que não!

É mãe de 2 filhas, avó de 6 netos e bisavó de 4. Esteve muitos anos a cuidar das filhas sozinha com a sua mãe, enquanto o meu avô esteve emigrado no Canadá. Teve um casamento feliz com o meu avô. Pelo menos eu nunca me lembro de vê-los discutir por motivo nenhum. 

Nunca conheci ninguém como ela para passar roupa a ferro! Ela passava roupa como ninguém! Facto que eu não herdei, como bem sabem, até porque aqui a neta odeia passar roupa a ferro! Os laços dos nossos vestidos ficavam tesos de tão bem engomados. E lá íamos nós nas procissões e coroações todas perfeitinhas com os nossos vestidos de bordado inglês e de laço bem armado!...

Sempre gostou muito de flores. Se saia de casa para ir a qualquer lado e se visse alguma flor de que gostasse, tirava logo um pézinho para levar e plantar na sua casa. O seu quintal era cheio de flores. Também não herdei isto dela.
É das pessoas mais vaidosas que eu conheço. Mesmo hoje em dia ela não deixa de ser vaidosa. Quer pintar o cabelo, quer vestir-se bem, gosta de andar bem calçada, bem arrematada... 
Apesar de tudo isso, é das pessoas mais tristes que eu conheço. Tudo é triste, tudo é mau. Quem vive, vive para sofrer. Também não herdei essa forma de pensar... Eu sei que quem vive pode sofrer sim, mas existem momentos felizes, aqueles que nos fazem continuar cá de cabeça erguida e nos dão força para sermos melhores todos os dias... O nascimento de uma criança é o nascimento de uma esperança nova de vida. Sabemos que aquela criança vai um dia chorar e sofrer, pois o sofrimento faz parte da vida, mas está em nós proporcionarmos àquela nova vida momentos de felicidade...

Gosto muito da minha avó. Neste momento é a única que tenho e espero que por cá permaneça algum tempo ainda para nos rirmos com as taralhouquices que diz lá de vez em quando... :)

Feliz aniversário avó...
Foto tirada com os netos e bisnetos em 2015, no dia em que fez 91 anos...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Importante: aprender a relativizar...

A noite de Reveillon foi nada mais nada menos aquilo que espero que seja o resto do meu ano: com saúde e com a família reunida em paz e amor!
Depois de uma jantarada à maneira (cheia de coisas pecaminosas e em companhia excelente!), chegou a hora de comer as 12 passas e pedir os tais 12 desejos (normalmente não sou muito exigente e só peço 1 ou 2... ou 3 vá!), saltar para cima de algo alto e nas alturas passar a meia-noite de 31 para 1, colocar dinheiro no sapatinho (confesso que me esqueci deste pormenor este ano! Lá vou eu continuar pobre........) e dar as boas vindas ao novo ano que estava aí a chegar!

O ano 2016 não foi dos melhores anos da minha vida por variadas razões, algumas das quais já expus aqui, mas foi um ano em que consegui relativizar as situações, pois aprendi que só assim conseguirei enfrentar o que tiver de ser...

Espero que em 2017 as coisas melhorem (não é isso que todos nós esperamos?!) a todos os níveis... Eu sei que nasci para ser feliz, pelo menos a maior parte do tempo da minha vida e este é o meu grande desafio de todos os anos que já vivi e ainda tenho para viver... Fazer de tudo para ser feliz e fazer os "meus" felizes! Só espero é que nunca me/nos falte a saúde e o amor... o resto vamos fazendo devagarinho...

Eis alguns recortes de como foi o nosso Reveillon 2016-2017!
 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Peso pluma...

Aquando a última ida à Pediatra da minha filha, quando ela esteve doente antes do Natal (falei disto aqui!), a Dra. aproveitou para fazer uma consulta como deve ser, a tal dos 3 anos que só deveria acontecer no final de Janeiro, princípios de Fevereiro. Observou-a, mediu-lhe, falou com ela e pesou-lhe.... e quando a pesou bom, aconteceu o costume: o comentário da médica para ela "Continua peso pluma!"... Nada mais nada menos do que 11,510kg... Com quase 3 anos a minha filha nem 12kgs pesa! Bom... ela é uma criança linda e feliz, transborda saúde e atividade pelo que não estou minimamente preocupada com o peso dela...

Estava eu grávida quando pedia a Deus que a minha filha tivesse acima de tudo muita saúde e felicidade pela vida fora. À parte disso também lhe pedi uma "adenda": que ela não tivesse tendência para engordar para não andar (como eu ando muitas vezes!) agarrada a dietas para emagrecer.  É que isto é uma verdadeira seca!!! Podia comer sem ganhar peso.... mas toda a treta que me entra na boca parece que é diretamente distribuída pela área ocupacional toda.... Bahhh ... é muito triste!

Costumo dizer que se tratou de uma espécie de história da Branca de Neve, pois a mãe da Branca de Neve também teve uns desejos caricatos (cabelos negros como a noite, lábios vermelhos da cor do sangue e pele branca como a neve) para a sua filha... 

Assim fui eu... e assim se concretizou (espero que os restantes pedidos se mantenham em vigor!)...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Devaneios para o novo ano...

Antes de terminar 2016, li um artigo (este aqui) que me fez pensar e que me encheu devidamente as medidas para este novo ano que ainda agora começou. Basicamente diz tudo aquilo que venho defendendo desde sempre. Ninguém é feliz sempre. A felicidade é uma escolha nossa. A forma como encaramos a vida é uma escolha nossa.
Chega a um dia que temos de dizer "basta". Chega a um dia que reconhecemos que temos de mudar algo na nossa vida para bem da nossa sanidade mental!... Há o dia em que temos de deixar de ser simpáticos sempre e temos de passar a ser mais assertivos naquilo que queremos para nós, para bem da nossa felicidade, mesmo que seja passageira. 
Definitivamente, quanto a mim, eu sei que não quero deixar-me levar pelas coisas más que me cercam e nem quero ser a 2ª opção de ninguém, portanto o que tenho a fazer é manter a calma e a minha serenidade física e psíquica e usar a gentileza que existe em mim para gerir o meu dia-a-dia com aquilo e aqueles que são prioritários para mim...

Que 2017 seja um ano de grandes mudanças, daquelas que valem realmente a pena...


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Desafio 52 semanas #01: Coisas que me fazem ficar feliz

Ora bem, com a chegada do novo ano, decidi iniciar aqui uma rubrica semanal que é mais um desafio que me foi enviado em tempos por uma amiga minha do mundo dos blogues, mas também da vida profissional, a minha querida Purpurina.

O primeiro desafio é logo um que me fez pensar (não muito até, porque, após 38 anos e meio de vida sei bem o que me faz feliz!)... Já o disse aqui que a felicidade não é uma certeza, mas sim momentos. Nós nunca somos felizes sempre. Eu pelo menos não sou. Tenho apenas momentos de felicidade e é a esses momentos que me agarro para ser menos triste nos restantes...

Então aqui vai...

Faz-me feliz...
... ver o sorriso da minha filha - saber que é feliz é para mim a maior felicidade do mundo!

... estar com a minha família (família e amigos) e saber que têm saúde - como já passamos momentos de grande amargura, termos todos saúde é realmente algo que me deixa muito feliz!

... sentir que gostam da minha filha e se preocupam com ela - já diz o ditado "Quem meus filhos beija, meu coração adoça" ou algo do género e é mesmo verdade... 

... poder chegar a casa e ver que está arrumada (sem ter sido eu!) - nem imaginam a felicidade que isto me dá...

... sair sem destino de casa e ir à praia - e se for num dia de sol é "ouro sobre azul", mesmoooo! Um dia perfeito!

... viajar - para qualquer sítio, conhecido ou não... sair daqui de avião ou de barco lá de vez em quando lava-me a alma e enche a minha vida de histórias para recordar...

... reencontrar pessoas especiais - pessoas que um dia fizeram parte da minha vida e se tornaram especiais... abraçá-las e saber que estão bem... sentir o mesmo carinho como se nem uma hora se tivesse passado desde a última vez que estivemos juntas, é para mim das maiores sensações de felicidade e de amizade...

... ser surpreendida com algo romântico, algo que não estava à espera, mas que seja realmente bom - pode ser uma flor, um jantar, um momento,... não é preciso ser dispendioso, só precisa de ter sentimento... muito sentimento... dos bons, claro!

(Quando me indicaram onde ficava a felicidade, em 2010, em pleno Rio de Janeiro!)




domingo, 1 de janeiro de 2017

Recomeçar hoje e sempre!

Não cometer os mesmos erros!
Aproveitar cada momento!
Amar e mimar!
Aprender!
Brincar!
Ser (muito) feliz!
Família em 1º lugar: SEMPRE!

Para começar o ano em festa!

Após o fogo de artifício e os primeiros minutos de euforia pela chegada do Ano Novo, quero deixar, em primeiro lugar e como primeiro post de 2017, uma homenagem à amizade, hoje porque uma das minhas amigas, que ocupa um lugar especial no meu coração e na minha vida faz anos hoje. Sei que ela gosta de fazer anos, mas não gosta de o fazer no seu dia de anos (também eu não ia achar lá grande piada!). Costuma ficar assim meio triste porque toda a gente está a descansar da noitada do Ano Novo e ninguém (ou quase ninguém) se lembra dela e do seu aniversário (quanto mais festejar!)... Por isso quero que 2017, para ela, comece em grande. Nada melhor do que iniciarmos o ano a sermos homenageados, boa?!

Conheci-a em 2007. Trabalhamos juntas no mesmo local. O trabalho aproximou-nos. A sua maneira de ser divertida, alegra, brincalhona cativou-me (como sempre me cativam pessoas com esses 3 princípios)... Mas, com o tempo, ela transformou-se em muito mais que isso...
A primeira vez que fomos à casa dela foi num S. Martinho e desde aí os convívios têm se mantido, numas épocas mais, noutras menos... mas a verdade é que, mesmo quando estamos mais distantes uma da outra, sabemos que podemos contar uma com a outra. E em cada reencontro a magia acontece: é como se nunca nos tivéssemos afastado. Isto é o maior sinal de que a amizade verdadeira existe.

Apesar do seu ar durão e de querer parecer forte o tempo todo, ela é das pessoas mais sensíveis que eu conheço. Por vezes até lhe chamo de "flor de estufa" pois ela é isso mesmo e não estou a falar só das constipações que ela apanha 50 vezes por ano... falo de tudo!

Não somos amigas desde pequeninas, mas sabemos muito da vida uma da outra e vivemos já tantos momentos que é como se sempre nos conhecêssemos desde sempre. E acreditem que cada momento juntas, quando estamos naqueles dias cheios de pica, é uma verdadeira animação. Sou bem capaz de alinhar nas coisas mais loucas que lhe vem à cabeça (ela é que é a idiota do sítio!) e não é preciso que ela me convença muito, basta um olhar e lá vou eu... E eu gosto e divirto-me e rio-me até não poder mais!

Não conheço ninguém melhor para organizar os eventos mais hilariantes, por isso caso queiram a festa mais magnífica e cheia de pequenos pormenores que ficarão na memória para todo o sempre podem contactá-la, pois ela tem uma empresa de eventos (tem mesmo muito jeito!). Esta aqui: "Elisa Nascimento - Animação e Organização de Eventos"! Estejam à vontade para dar uma vista de olhos... A minha despedida de solteira foi toda organizada por ela e ainda hoje me rio sempre que penso nela... Foi dos momentos em que me diverti mais em toda a minha vida! Inesquecível!

É única, amiga e muito, muito fiel... Só desejo a ela (e à família linda que constrói dia-a-dia) tudo o que de bom e de melhor que a vida tem para oferecer. Parabéns "florzinha de estufa" mais linda da minha vida!...
(Podia escolher muitas outras fotos mais malucas, mas isso ia comprometer a nossa integridade na sociedade! Ahahaha!)

Sejam felizes SEMPRE!

Para todos vós, desejos de um...

sábado, 31 de dezembro de 2016

Hoje é dia de reflexão e de pedidos...

É dia de pensarmos no que vivemos no último ano e decidirmos o que queremos ver mudado para os próximos 365 dias que já estão à porta... Isto é uma tarefa difícil! O ideal é irmos pensando nisso nos últimos dias de Dezembro para hoje já termos a listinha pronta e refletirmos sobre ela...

Os momentos mais marcantes (por ordem cronológica) do meu ano 2016 foram:
- sentir tristeza por alguém que partiu tão pequenina e frágil, que eu não conhecia pessoalmente, mas que me dediquei de corpo e alma e já a sentia como se fosse do meu sangue;
- o 2º aniversário da minha filha;
- os bons momentos e as risadas do Carnaval;
- a abertura deste blog;
- os momentos de grande fé e amor que vivemos durante a festa do Sr. Santo Cristo dos Milagres;
- estar sem o namorido durante 2 semanas inteiras;
- o verão (este é sempre um marco importante para mim!);
- o dia do meu aniversário e a reviravolta na minha vida nos dias seguintes;
- a estadia do meu primo R. e os momentos que estivemos juntos;
- a, infelizmente, morte da minha avó paterna;
- a, infelizmente, queda e posterior falta de saúde da minha avó materna;
- o aproximar-me da minha freguesia de infância;
- o Natal e tudo o que ele envolve.

Os meus desejos para 2017?!
- desejo que no meu lar e no lar dos que amo exista muita paz, amor, dedicação, entrega e entreajuda;
- na minha família: desejo mais paz, união e sempre, sempre muita saúde;
- no meu trabalho: desejo que ele nunca me falte;
- desejo que não me falte saúde para poder estar cá nos próximos 366 dias;
- desejo que os nossos (meus e dos meus) sonhos a curto e médio prazo se realizem, e que os de longo prazo fiquem mais próximos de se concretizarem;
- desejo que a minha casa fique pronta em 2017, já agora...;
- desejo ter destreza e sabedoria suficiente para conseguir ignorar quem me inveja, quem me deseja mal, mesmo que seja de forma inconsciente, quem me despreza e despreza a minha família, que essas pessoas se ocupem da sua felicidade para nem terem tempo para maldades;...
- e, finalmente, que tenha força, coragem, determinação e amor a transbordar para ser a melhor mãe que consigo ser para a minha filha, a melhor esposa para o meu marido, a melhor irmã para o meu irmão, a melhor filha para os meus pais, a melhor neta para a minha avó, a melhor cunhada para as minhas cunhadas e cunhado, a melhor sobrinha para os meus tios, a melhor afilhada para os meus padrinhos, a melhor prima para os meus primos, a melhor madrinha para os meus afilhados, a melhor amiga para os meus amigos...


O que quero ver mudado no mundo?!
- a cura para o cancro (um desejo urgente!);
- menos sofrimento para quem sofre de alguma patologia ou condição de vida;
- menos pobreza, mais paz, mais amor e menos hipocrisia.

E é isto! Que venha 2017!...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O último dia de trabalho de 2016...

Há dias especiais e este foi, sem dúvida um dia muito especial no meu local de trabalho... Levamos um ano inteiro a lidar com as mesmas pessoas diariamente, estamos com elas praticamente mais horas do que as horas que passamos nas nossas casas, sem contar as horas de sono, que merecemos algo diferente lá de vez em quando... O dia foi exatamente hoje, no último dia de trabalho do ano de 2016...
Não foi uma manhã fácil... 
Começamos logo pela fresquinha com um acidente de trabalho, este aqui (que me fez rir bastante!):

Para acalmar os animos, e acordar o Tico e Teco que há em nós, fomos tomar um cafezito como merecemos. Nunca o tínhamos feito antes e por ser um dia especial, com uma manhã para esquecer, fomos! Como diria a minha filha "uma delícia"...


O almoço foi qualquer coisa de espetacular! Assim dos "pés para as mãos" combinamos "em cima do joelho" terminar o ano a comer comida "crua". Nada mais nada menos que uma boa dose de Sushi! Ahhhh o que eu gosto disto... O Restaurante chama-se Musaxi e, embora não conheça o sushi que é feito na maioria dos restaurantes de cá, digo-vos que este é muito delicioso, mesmooooo... Ao almoço eles fazem uma espécie de Buffet, em que cada cliente paga 8,50€ + bebida, portanto, um almoço a rondar os 10€ e comemos todo o sushi que queremos e toda a comida chinesa que desejarmos... Saímos de lá a rebolar praticamente...

O sushi é uma comida especial... Para quem ainda não se aventurou no mundo do sushi, posso dizer-vos que são precisas 2 ou 3 tentativas para finalmente gostarmos realmente de o comer... Comigo foi assim e com a maioria das pessoas que eu conheço também... Daí ter adotado esta teoria para aqueles que têm medo ou dizem ainda que não gostam de sushi... Chega a ser viciante...
Eu cá aprendi a gostar........ MUITO!... Converti-me... Estou sempre pronta para mais uma rodada! :) E hoje foi o dia de converter as minhas colegas que diziam que não gostavam de sushi!... 

Renovações na noite de Reveillon

Sempre gostei das noites da Passagem de Ano... Sinto no meu coração que algo se renova na noite de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro de um novo ano... Pelo menos vontade disso tenho: que algo se renove na minha vida, que o que existe de bom se torne ainda melhor e o existe de mau se vá embora... mas é claro que isso não acontece... As coisas que acontecem, quer sejam boas ou más, fazem parte da nossa vida e temos de aprender a lidar com elas... Óbvio que, como humanos que somos, preferimos sempre as boas. Mas de que vale termos as boas se não as soubermos valorizar?! As más existem para sabermos valorizar as boas... A vida é isto mesmo!...

As noites de Passagem de Ano para mim têm uma magia diferente... Nem eu própria sei explicar o quê... Gosto de me vestir melhor. Gosto que a minha família esteja bem vestida para darmos as boas vindas ao novo ano. A esperança é sempre que seja melhor que o anterior para todos nós... 
Este ano não será diferente... Estaremos juntos, vamos comer, sorrir, abraçar-nos, comer as 12 passas (o grande sacrifício da noite!) e pedir os 12 desejos para 2017 (normalmente só peço saúde e amor para nós... o resto vamos construindo à medida que os dias vão passando, pois se houver amor e saúde tudo se consegue!), brindar com champanhe e depois caminha, pois agora há uma pequena princesa que precisa dormir, até mesmo na noite de passagem de ano...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O meu Reveillon é assim...

Até aos meus 15 anos as minhas oites de Passagem de Ano foram passadas no Nordeste, no Clube Desportivo de Santo António Nordestinho. O meu pai, que na altura era o presidente, organizava um jantar convívio e baile pela noite dentro. Sempre me lembro disso! Eram sempre muito divertidas as passagens de Ano lá em Santo António. Tenho maravilhosas recordações dessa altura da minha vida... Havia lá uma tradição pós baile que não sei se ainda existe hoje... Íamos pelas casas das pessoas mais próximas desejar os Bons Anos. À porta cantávamos uma música cuja letra é a seguinte:

O Ano Novo
Bom ou mau ninguém o adivinha
É como o ovo
Pode ser galo, pode ser galinha...

E continuávamos a cantá-la até nos abrirem a porta para uma espécie de "menino mija"... Isto acontecia pela noite dentro, até de manhãzinha...

Depois de ter saído do Nordeste, ainda hoje um ano que fomos todos a um local que organizou um baile de Reveillon, mas nunca mais se repetiu até hoje: o dinheiro que se gasta não compensa e em casa estamos sempre mais à vontade. 
A verdade é que todas as meias-noites do dia 31 de dezembro para 1 de janeiro foram passadas junto com os meus pais. Há sempre um jantar em casa dos meus pais para toda a família (aquela que pode participar) e alguns amigos mais chegados. Depois da meia-noite, ainda ficamos ali na conversa mais um pouco... Depois disso, cada um vai assumir os seus primeiros compromissos do ano novo: uns vão para outras casas, outros para o Coliseu ou outro local que organize alguma festa...
Nunca fui de ir ao Coliseu, pois no único ano que fui achei um desperdício de dinheiro: gastamos dinheiro no vestido, cabeleireiro, manicura, depilação, bilhete de entrada, para termos apenas umas horinhas de folia (6h)... 
Gosto muito mais dos convívios com a família e amigos e do forrobodó habitual em casa na nossa ou na de amigos... Um dia quem sabe não o vamos passar noutro cantinho do planeta?!


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A minha primeira vez em casa...

Uma semana antes do Natal a minha M. ficou doente. De segunda a quarta-feira ainda a deixei com os meus pais e fui trabalhar com o coração muito pequenino por deixá-la assim, mas ela estava bem entregue e sabia que a minha mãe me ia mantendo a par do que ia acontecendo com ela... Além de que ia seguindo as diretrizes que a pediatra dela, que já estava a par do acontecimento, me ia dando...

Na quarta-feira, depois de eu chegar a casa, olhei para ela e reparei que ainda estava combalida... olhos inchados e meio fechados, muito sossegada, com febre ligeira, com muita tosse, já tinha vomitado e estava ainda com muita falta de apetite... Ela não estava mesmo nada bem... Cheguei a casa com ela e adormeceu no sofá (coisa que nunca fez antes àquela hora do dia!)... Falei com a pediatra e ela achou melhor a M. ficar em casa. Como nesse dia os meus pais foram para a Lomba da Maia cuidar da minha avó, que ainda precisa de cuidados, e lá iam ficar até sexta-feira, decidi ser eu a ficar com ela em casa (em vez de mandá-la na manhã seguinte para a Lomba da Maia), pois assim teria toda a minha atenção e cuidado para que melhorasse rápido. Assim foi... dei início à minha primeira baixa por assistência à família que, graças a Deus, antes não tinha precisado.

Ficar em casa com os filhos é uma coisa. Ficar em casa com os filhos doentes é outra bastante diferente... É preciso mais mimo, mais carinho, mais atenção a todos os pormenores (se tem febre - medi-lhe a febre 5 mil vezes ao dia e noite - se tosse, se dorme, se come, se está sossegada, se quer fazer xixi, cocó, se chora, se tem dores, se tem o nariz para "assonar" - como ela diz,....), mais estar presente, mais amor (como se isso ainda fosse humanamente possível!) e, também mais criatividade para entreter uma criança que está sossegada demais, que não quer alinhar em quase nada... Nesse dia ela acordou perto das 10h da manhã... Tentei fazer com que ela me ajudasse a fazer bolachinhas de Natal (e mesmo assim ajudou um bocadinho!), fizesse pinturas e recortes (andei lá a pintar uns desenhos a ver se ela alinhava na atividade, mas não queria pintar...) para depois colarmos na parede,... A única coisa que ela queria era ver a Patrulha Pata e beber leite (sendo este o único alimento que ela sempre aceitou bem ao longo da semana!)... Bendita Patrulha Pata! Acho que vimos 20 vezes cada episódio da semana! Mas foi o maior remédio dela, pois só nesses momentos em que via a Patrulha Pata, conseguia dar-lhe algum alimento que não fosse leite!! 
Na sexta-feira a pediatra quis vê-la... Tratava-se de uma adenoidite (nunca tal tinha ouvido falar!) e ela teve sorte da expetoração estar na zona facial, pois se tivesse permanecido nos pulmões teria sido bem pior (temos de olhar para o lado positivo da coisa!)... E pronto, receitou-lhe um antibiótico, continuar com o xarope e muita água do mar...

Depois de 4 dias em casa fechadas as duas + faltar ao trabalho 2 dias (e ao almoço de natal que tinha marcado com os meus colegas para a sexta-feira em que fiquei em casa) + faltar às festinhas de natal da natação e à da SATA já marcadas para sábado + os 5 dias de antibiótico, a coisa voltou mais ou menos ao sítio. Ela ainda ficou fanhosa mais uns dias, mas a tosse foi cada vez menos e deixou, logo ao 2º dia de antibiótico, de ter febre e de vomitar... 

Olho para trás e penso "Perdi alguma coisa?!" a resposta é um redondo e grande "NÃO"! Faria tudo de novo pela minha M. e qualquer evento que exista nunca será mais importante do que ela, do que a saúde e bem estar dela, do que a possibilidade de estar com ela!...

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Inventei um novo Síndrome...

Existem tantos síndromes por aí, porque não haver o Síndrome do Comando?!

Não sei se nas vossas casas é assim, mas na minha existe o "Síndrome do Comando". Passo a explicar... 

Normalmente quem está em horas úteis em casa sou eu e a pimpolha. Como tenho de fazer o jantar e as lides diárias de uma casa de família normal, existem momentos em que a minha M. fica a brincar e a ver TV. Nesses momentos "em frente ao ecran", a coisa passa pelo canal Panda ou o Disney Junior, porque é onde estão os programas favoritos dela. Até eu já passei a gostar de alguns dos programas que ela vê e divirto-me com ela a vê-los, além de que ela já começa a fazer muitas perguntas sobre as séries e eu vou respondendo (ao que sei, claro!)... Mas instala-se o terror quando o homem da casa está. Se é em hora útil e se chega depois de já estarmos a ver algum programa, a coisa ainda se mantém relativamente calma. Mas se ele é o primeiro a chegar (que acontece normalmente ao fim-de-semana de manhã), em vez de ouvirmos rádio no rádio, ouvimos rádio na TV e, normalmente, ou é jazz ou som psicadélico que nem eu sei como se chama. Ora bem, não vale a pena dizer que esse tipo de som mexe com o meu sistema nervoso e depois de umas horas, sinto os meus batimentos cardíacos já alterados...

Quando a filhota já dorme e se decidimos ver algo juntos na TV a coisa não muda muito... Ele fica com o comando (acho que lhe dá um sentimento de maior virilidade e eu deixo para ele ficar feliz!). O zapping é feito em velocidade "luz". Sinceramente não sei como ele vê se o programa é bom ou não, mudando àquela velocidade, mas ok, em nome do bom ambiente familiar, eu relativizo e, com a maior das paciências, espero... Então quando eu acompanhava as telenovelas da SIC, quase que nem dava para ver o logotipo da emissora quando ele passava por lá, só para não correr o risco de ter de parar lá a meu pedido... Como já não acompanho nada na TV, ele mantém o mesmo ritmo de zapping. Demora  a passar naqueles canais que eu menos gosto tipo Discovery Channel, Odisseia, National Geographic, Historia, e todos aqueles de debates e notícias (acho-os muito seca!)... até que finalmente chega aos canais de séries/filmes que é onde normalmente queremos chegar... Normalmente o filme já começou e andamos ali os primeiros minutos a "apanhar aranhas"... Quer dizer, ando eu, porque ele ao fim de 5 minutos adormece (quando não adormece a meio do zapping!).... e quando se vira no sofá, o comando cai no chão (sempreeeeeee!)...

No carro a coisa funciona mais ou menos igual... 
Quando somos só as meninas ou ouvimos a Xana Toc Toc ou a RFM que, às vezes, dá até umas músicas que a princesa gosta. Quando está o homem da família, ele pode não fazer zapping como quando está em frente da TV, mas Xana Toc Toc é só mesmo em última (mesmo última das últimas!) hipótese....