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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Check Ribeira Quente e Caloura. Muito bom!

Um dia acordamos cedo. Estava um dia lindo! Fizemos a mala de praia e levamos alguma comidinha e água para o dia. Pegamos no carro e saímos de casa. Parámos no Pão do Rei e compramos o nosso pequeno-almoço, que fomos comendo pela viagem.
Rumamos para a Ribeira Quente! Há sítios nesta ilha que têm o poder de recarregar as minhas baterias. A Ribeira Quente é um desses sítios.
Foi um dia tão bom, mas tão bom que se houvesse oportunidade, faria tudo de novo...
Passar pelo túnel é para ela uma animação. Lembro-me de como eu própria ficava feliz quando passava por ele quando era pequenina. Se fosse na Madeira seria uma festa constante: era só ver carros a apitar a cada metro quadrado!

Como o sol ameaçou ir embora, não pensei duas vezes e fiz a viagem de regresso (em algum sítio ia encontrá-lo!). Encontrámo-lo na Caloura. Foi lá que parámos. A Caloura é uma zona balnear e piscatória da vila de Água de Pau. Sempre gostei de lá ir, pois o mar é super limpinho e tem umas paisagens balneares fantásticas. Estava tão, mas tão bom, que a minha M. deve ter pedido para ir à piscina umas 10 vezes. E lá ia eu com ela nadar mais um bocadinho... Estava mesmo bom! São momentos como estes que fazem valer a pena viver...



quinta-feira, 21 de julho de 2016

Furou a onda pela primeira vez na Ribeira Quente

Os domingos são sempre dias que nos obrigamos (por gosto!) a fazer sempre algo em família. E vai daí, como estamos no verão, embora o tempo não o diga, o calendário (e o nosso espírito!) assim nos diz, andamos sempre à procura de molhar o corpito nalgum lugar agradável qualquer... Como fiel ao Spotazores que sou, lá fui eu pesquisar onde o tempo estava melhor cá na ilha... Ribeira Quente! Boa! A melhor praia do universo tem sol e ainda por cima fica logo ao lado das Furnas, ou seja, dá para ser um dia inteiro de programinha... Preparei um lanchinho e lá fomos nós rumo à Ribeira Quente. Lembrei-me que havia uma hamburguer que eu gostava de voltar a provar, a Summer Breeze (esteve fechado durante uns anos para agora abrir nas mãos de um jovem empreendedor que por acaso conheço!). Lembro-me das hamburguers que comia lá em pequenina. As melhores de todas! Se fechar os olhos ainda sinto o gostinho bom daquela cebolada que eles punha lá... E depois de provar a atual, digo que estão bem parecidas! :) Parabéns Pedro!
Depois do almocinho lá fomos nós rumo à Ribeira Quente. À medida que avançávamos, o céu fechava! Irra que o tempo não sabe o que quer!... Fomos na mesma, claro!...
Passámos pelo túnel e fizemos a festa! Como é o único túnel da ilha, o pessoal apita e faz barulho sempre que passa por lá. Não me perguntem porquê! Lembro-me que, em pequenina, quando ia com os meus pais ou quando ia na carrinha do meu padrinho com os meus primos e aquilo era um tal apitar. Fazia as delícias das crianças. A minha M. achou imensa piada também, tanto que queria voltar a passar por ele só para repetir a dose. 
Já na praia (com o céu encoberto pois está claro!), fomos todos à água. Haviam algumas ondas maiorzitas, mas nada de especial. No entanto, perante uma onda maior, forcei a minha M. a furar a sua primeira onda! As aulas de natação vieram ajudar em muito nisto, pois caso ela não tivesse frequentado a natação possivelmente iria entrar em pânico. E isso não aconteceu! Ela reagiu bem, foi apenas mais um mergulho. :) Aquele mar da Ribeira Quente, digo-vos uma coisa... é simplesmente fantástico! A água é bastante limpinha e amena... e normalmente o mar parece um rio (óbvio que não foi o caso deste dia!)...
Depois ainda estivemos a dar comidinha aos patinhos da Lagoa das Furnas e, como estávamos por perto, ainda fomos fazer uma visita surpresa à casa dos avós paternos.
Um domingo em cheio, portanto...!

terça-feira, 5 de julho de 2016

É pá espinha... na Ribeira Quente!!

Está a aproximar-se o festival que mais gosto de participar comparativamente aos outros que se realizam na ilha de S. Miguel: a Festa do Chicharro, na Ribeira Quente. É já no próximo fim-de-semana (de 7 a 10 de julho).

A Ribeira Quente é uma freguesia pequenina que pertence ao concelho da Povoação, que, na minha opinião, tem a praia mais bonita e com a melhores condições da ilha. É uma zona piscatória e por este motivo é mesmo muito ligada ao mar. Nesta freguesia passei 2 dos melhores verões da minha vida, com 15 e 16 anos, portanto há 23 anos atrás. Passados 23 anos continuo a guardar algumas das melhores recordações da minha vida e mantenho amizades desde então. Hoje quando lá vou, continuo a sentir-me em "casa", pois o ambiente e a forma como me recebem é sempre muito familiar e muito especial. Aproveito para aqui, publicamente, agradecer a cada um por toda a amizade. A Festa do Chicharro nessa altura não era nada do que é hoje. Era uma festinha que atraia gente, mas não multidões. As pessoas iam à festa e tal, mas a grande maioria não ficavam lá a dormir.

Hoje ir à Ribeira Quente nesta altura é um verdadeiro pesadelo, mas o objetivo que se alcança é deveras maravilhoso! A freguesia é literalmente adotada por milhares de pessoas que acampam, outros que dormem no próprio carro, e outros ainda que ficam a dormir na Furnas (freguesia mais próxima) e optam por fazer-se transportar de autocarro. Para evitar atrasos e caos no trânsito, todas as vezes que fui, optei por dormir mesmo lá. Afinal de contas, senti-me sempre em "casa", mesmo não dormindo em nenhuma casa.

O festival é simplesmente mágico! Não é pela música! Podia muito bem ir lá tocar o Zé Cabra ou o Yê yê, a mim não me fazia diferença nenhuma (embora para a maioria fizesse!). É pelo ambiente! Ver um concerto, estar num espaço e saber que ali ao lado está o mar, é qualquer coisa super. É um privilégio estar numa festa e sentir o cheiro a maresia, saber que podemos ouvir as ondas (nos raríssimos minutos de silêncio!). Mas o melhor é... poder acordar com o mar aos nossos pés e vestir logo o bikini... poder ir tomar um cafézinho para acordar ao café do Dinis... dizer bom dia àquela gente simples de coração gigante e de sorriso nos lábios... sentir o à vontade de entrar num barco para tirar uma fotografia, porque é quase da família... andar por aquelas ruas tão peculiares e poder recordar cada momento que vivi ali nos meus inesquecíveis verões...

Há uma banda e uma música que é o hino deste festival e, normalmente, nos dias do festival ouve-se muitas vezes pelas ruas, nos carros ou nas casas das pessoas. A banda é os Starlight (um festival sem eles não é a mesma coisa, pois além de serem filhos da terra, animam como ninguém a festa!) e a música é a que coloco de seguida (oiçam que vale a pena!). O vídeo retrata uma Ribeira Quente e uma Festa do Chicharro de alguns anos atrás, mas ainda hoje, assim que tocam esta música o pessoal delira...

Para terem uma ideia de como é, vejam também este vídeo que retrata a Festa do Chicharro no ano passado. E, se o ano passado foi assim, este ano será ainda melhor! :)





quinta-feira, 12 de maio de 2016

Impossível resistir...

O Sr. JL. é amigo dos meus pais há carradas de anos (nem sei dizer quantos!). Só sei dizer que sempre me lembro dele na nossa vida. O meu pai fazia as férias dele na Povoação e ele fazia as férias do meu pai no Nordeste, quando trabalhavam juntos. Nessa roda viva, houve um ano que combinaram férias juntos numa casa de férias na freguesia da Ribeira Quente. Das melhores férias da minha vida: 2 meses inteiros em plena Ribeira Quente, com o mar à distância de uns míseros 5 metros da porta de casa. Digo-vos, uma experiência que recordo até hoje.
Tinha eu 15 anos. Adormecia a ouvir o mar e acordava e lá estava ele. O cheiro a maresia pairava no ar durante todo o dia. Não havia dia que não fossemos ao mar. Acho que andava o dia todo salgada. Ora ia para o cais dar um mergulho, ora ía à praia (que era um pouco mais distante, mas que com a bicicleta ficava pertinho!). Foram 2 meses a comer basicamente peixe. Fomentamos amizades que duram até hoje, mesmo não nos vendo tantas vezes. À conta disso, ganhei uma afilhada de Batismo linda! Sempre que nos encontramos com alguém de lá é uma festa. Um barquinho ancorado perto do cais era sinal que podíamos entrar e dar uma voltinha sem qualquer tipo de stress (e mesmo sem sabermos manusear um remo sequer!). Fizemos fogueiras, vimos barcos chegarem carregados de peixes, passeamos muito de barco pelo mar das redondezas, cantámos e rimos muito no café do Dinis, ao som do acordeão do Sr. Albino. Ricos e lindos tempos que nunca, nunca, vou esquecer...
O Sr. JL. às vezes ia ter connosco ao Nordeste e, lembro-me que uma das vezes foi para os pastos que existiam atrás da minha casa caçar pássaros. Mas agiu mal... Levou a criançada consigo! Quando o víamos a apontar a arma a um pássaro, fazíamos barulho nas ervas para o pássaro fugir! :) Acho que ele só vai saber disso quando ler este texto... Ele cozinhava muito bem!
Hoje ele vive no Canadá, em Alberta. Esteve cá uns dias e sexta-feira foi o dia de cozinhar para nós: umas deliciosas moelas, codernizes e iscas de fígado. Só vos posso dizer uma coisa: tudo (TUDO!) estava muito, muito saboroso! Não há dieta que resista a tanta delícia!
Não perdeu o dom de cozinhar e nem de falar pelos cotovelos! Desejo ao Sr. JL. muita sorte na sua vida inteira...