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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Se perdermos, que se lixe! Como quem diz...

Faz hoje 1 mês que fomos campeões da Europa, por isso lembrei-me de escrever algo sobre aquele período.
"Se perdermos, que se lixe (com "f" grande)!"
Esta foi uma das frases que o Cristiano Ronaldo disse ao Moutinho quando o convenceu a ir fazer um dos penalties contra a Polónia.


E ainda disse mais: "Agora está nas mãos de Deus!"

Apesar de muito criticado naquele momento, acho que foram apenas citações de incentivo para que o companheiro se capacitasse de que era capaz, mas que, caso não conseguisse, não tinha mal nenhum, pois ao menos tinha tentado. Isto para dizer que na nossa vida devemos todos fazer sempre o esforço além do que nos é possível para assim podermos conseguir atingir o objetivo que delineamos. Não vale ficarmos tristes por não ganharmos o Euromilhões, se nunca jogamos. Não vale ficarmos tristes porque tivemos uma nota má no teste, se não estudamos. Não faz sentido sequer ficarmos tristes porque nada na nossa vida dá certo, se não nos damos ao luxo de tentar melhorarmos enquanto pessoas. 
Ao delinearmos algum objetivo (qualquer que seja ele!), devemos esforçar-nos ao máximo, devemos tentar ao máximo para conseguirmos chegar até ele. E se não chegarmos?! Ao menos tentamos!... É isso aí capitão! :)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O 10 de julho que ficará para a história de Portugal


E foi com estas imagens que encerramos a noite de ontem! Um dia de glória para Portugal. O 10 de julho devia ser considerado feriado nacional daqui por diante! :)

Comecei o dia a receber mensagens da vodafone a informar-me dos acontecimentos portugueses:
"Sara Moreira vence meia maratona de Amesterdão."
"Jessica Augusto conquista medalha de bronze."
"Patrícia Mamona conquista o outro no triplo salto no Campeonato Europeu de Atletismo."
...para terminar com 
"Foi desta! Portugal é finalmente campeão Europeu!"

Bom... desde o primeiro momento deste Campeonato Europeu que me deparei, essencialmente no facebook, com comentários muito tristes em relação à nossa seleção. Que eram uns fraquinhos, que não sabiam jogar futebol, que foram mal escolhidos, que éramos nojentos, que o capitão não fazia nada, que tinha era a mania, entre outros comentários menos bons... Eis o que eu vi:
- que tínhamos o "melhor do mundo" em campo e, por este fator, nele depositamos todas as esperanças, porque os restantes jogadores quase que não se conheciam;
- que os 11 em campo podiam não saber jogar futebol técnico e bom, mas jogavam e davam o seu melhor, corriam atrás, lutavam até ao fim, sempre com a cabeça erguida;
- que tínhamos uma equipa unida, coesa, construída e firmada com base na amizade, companheirismo, presença e isso é extremamente importante em torneios como este;
- que tínhamos um Rui Patrício, muitas vezes quase esquecido, mas esteve sempre lá a defender o que podia e o que não podia, mostrou estar à altura de um campeonato deste calibre;
- que tivemos a estrelinha da sorte do nosso lado desde o primeiro momento, mas também quem sofre tanto em cada jogo até ao último, bem que já merecia ter alguma sorte na final;
- que o nosso "melhor do mundo" desempenhou o seu papel de capitão de equipa na perfeição e até ao último suspiro (ainda mais orgulhosa do melhor do mundo ser português!): sempre fomentou a união e a boa disposição entre jogadores e entre jogadores e equipa técnica; sempre agiu com ponderação em todos os passos que deu no Euro (exceto no caso "microfone"); deu tudo por tudo no jogo contra a França, foi até ao seu limite (se calhar até ultrapassou o seu limite!) e teve também a coragem e a humildade de abandonar o campo quando viu que nas 4 linhas iria desajudar mais que ajudar os seus companheiros e foi com enorme tristeza que o fez. Acho que a imagem que mais me comoveu no jogo foi quando ele colocou a braçadeira de capitão a Nani. Mas que grande responsabilidade!
Não é qualquer um que põe os interesses de um país em detrimento dos seus. Ele queria estar lá nas 4 linhas, tal como muitos outros, mas preferiu retirar-se, pois só assim podia ajudar os seus companheiros e o seu país. É de Homem! Enganaram-se aqueles que pensavam que ele ia tratar da sua lesão. Ele ficou... No banco dos suplentes! Foi capitão no banco! Foi treinador adjunto! Ele sofreu, saltou, deu indicações, e, no fim, chorou de alegria por também ele ter feito parte desta vitória que é muito sua: Portugal Campeão Europeu 2016!
- que éramos "nojentos"! Desde que me lembro de ver futebol que sempre vi um Portugal a fazer jogo limpo e a respeitar os adversários, mas também sempre me lembro dos cavalões dos franceses, que sempre jogam como touros no campo, levando consigo tudo o que aparece pela frente (olhem a lesão do nosso capitão!)... Nojentos, nós?! Quem tinha traças a dar c'um pau no estádio eram eles, não nós
- que os franceses têm mau perder (nada que não me admirasse). Uma das minhas maiores amigas nasceu em França, mas apoia Portugal desde sempre, mesmo até contra a França (eu deserdava-a se assim não fosse!). E ela (e mais alguns!) sabe que a França (país) e os franceses nunca me cativaram... Hoje percebo porquê... Então não era suposto ficarem as cores da nossa bandeira na Torre Eiffel?! 5 segundos de verde e vermelho?! Só?! É muito mau perder! Óbvio que não é fácil jogar contra uma equipa na nossa casa e essa equipa ganhar e ainda termos que colocar a bandeira do país dessa equipa no monumento mais emblemático do nosso país, mas o jogo é isso mesmo. Às vezes ganhamos, outras vezes perdemos. E perder também é ter humildade suficiente e respeito pelo próximo. Nós, cá em Portugal, temos humildade e respeito pelo nosso povo/país, mas também temos pelos outros. E é isto que nos torna GRANDES heróis valentes de uma nação...! É um orgulho ser parte deste país! 


E termino com o último parágrafo desta carta aqui, que vale a pena ler.

"(...) Somos nós o povo que arranca o prefixo de impossível. E se ele teimar em não cair, o que certamente será muito injusto, uma idiotice pegada ou um azar dos diabos, havemos de sobreviver."

...porque sempre assim foi e sempre o será (os melhores momentos aqui)!












sábado, 25 de junho de 2016

O Ego... O que é isso do ego?!

Não estou a falar de "egocentrismo" (isso eu abomino!), estou a falar de "ego", de "auto-estima". O ego é algo que existe para nos ajudar a sobreviver. Sobreviver de quê?! Do mundo, da nossa sociedade, das relações que criamos com os outros e connosco próprios. É isso. Portanto, se vivemos numa sociedade que não nos valoriza, ou se mantemos relações que nos deixam mais tristes do que felizes, das duas uma: ou vamos na onda em declínio da auto-estima e terminamos numa depressão daquelas, ou começamos a valorizar-nos de uma forma mais evidente no nosso dia-a-dia. Se calhar por isso é que existem algumas pessoas ditas "convencidas, arrogantes, pouco humildes"... 
Vejamos, por exemplo, o caso do Cristiano Ronaldo. É, se calhar por ser muito conhecido em todo o mundo, a pessoa a quem estes 3 adjetivos mais lhe são apelidados. Porventura já pensaram que 50% da sua auto-estima pode dever-se às inúmeras críticas que recebe?! (os restantes 50% devem-se mesmo às suas qualidades indiscutíveis enquanto jogador, pois está claro, porque que eu saiba o rapaz até vê bem que se farta!)
Se também eu tenho o meu ego lá em cima?! Nem sempre tenho. Às vezes estou mais tristinha (sou humana pá!), mas sei que, apesar de não ter uma personalidade forte, no sentido de "primeiro eu e o meu bem estar e só depois é que vêm os outros", muitas vezes tenho o meu ego lá em cima, consigo olhar para mim e gostar de mim, da pessoa que sou, da pessoa que me tornei. Em 37 anos de vida, e com algumas cabeçadas à mistura, aprendi que, se não me valorizar, dificilmente alguém me valorizará. Sei que não sou perfeita (ninguém é!), tenho os meus (muitos) defeitos, mas também tenho qualidades. Uma coisa é certa, defeito ou qualidade: sou verdadeiramente persistente no meu dia-a-dia e dificilmente desisto de conseguir aquilo que quero. Se é bom ou mau digo apenas que, na maior parte das vezes, é bom, porque nunca me canso de buscar a minha felicidade. Só isso me interessa nesta vida: ser feliz (sem fazer os outros infelizes, claro, porque além de algum ego eu tenho alma!)...

Neste momento, poderia receber uma felicidadezinha: que o "convencido, arrogante e pouco humilde" do Ronaldo ajudasse mais uma vez Portugal a vencer o jogo mais loguim! :)

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O caso "microfone"

E pronto, está a nossa comunicação social toda a falar do "remate" que CR7 fez ao microfone do jornalista da CMTV!...
Se foi uma atitude digna de alguém?! Não! De alguém que é o melhor do mundo?! Também não! De alguém que é capitão de uma equipa de futebol que é a seleção de um país?! Não. 
Ok. Nisto estamos de acordo. Mas, se bem sei, a equipa estava a dar o seu "passeio matinal de relaxamento". Relaxamento, meus caros, é relaxar, é esvaziar a mente de palavras e imagens, é estar em silêncio com a natureza. 
O que vi foi um conjunto de jogadores rodeados por seguranças que tentavam a todo o custo que os adeptos e jornalistas não os atropelassem. Ouvi barulho de pessoas a falarem, alguns bem alto... Vi jornalistas a fazerem a sua reportagem (até aí tudo ok, desde que se mantivessem à distância, mas não!), também teimaram em desrespeitar o momento de relaxamento de uma equipa e, particularmente, de um jogador com uma pergunta, no mínimo estúpida "Ronaldo, preparado para o jogo de hoje?!"... 
Caso o Sr. Jornalista não saiba, naquele momento ele estava a preparar-se psicologicamente e foi interrompido por si. Portanto, se ele não marcar um golo, pelo menos, é fruto da sua falta de noção de oportunidade. Há locais e alturas para isso e aquela não foi, sem dúvida, a mais bem escolhida.

Bom, mas o que é verdadeiramente importante, senhores jornalistas, não é o microfone, nem tão pouco a atitude quer de uma parte, quer da outra. O que é verdadeiramente importante, hoje essencialmente, é dar ênfase ao jogo de logo, ao apoio que o país deposita no 11 de logo (é muita pressão para uma equipa! É importante relaxar e bem...). Isso sim é importante (e dá na mesma visibilidade, ou seja € em caixa! Precisam de uma história de "microfone" pra quê?!)... Digo eu, que nem jornalista sou!...

Mais logo lá estarei, junto com a minha M., em frente à TV (num fernezim que só eu sei!), espero que a festejar a vitória de Portugal! Se não for assim, estarei lá na mesma a defender sempre o meu país! :)

Força Portugal! Juntos somos mais fortes! ;)

(pela força da bola diria que foi um golo marcado pelo Cristiano Ronaldo! Hehehehe!!!)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Não somos 1, somos 11 em campo e alguns (se calhar menos que 11 milhões) cá fora no apoio incondicional

Estou verdadeiramente triste por certas mentalidades que existem no meu país.

Portugal, no último jogo fez um grande jogo com aquilo que tinha. Temos o melhor do mundo em campo?! Temos! Temos tática?! Temos. Temos garra?! Temos. Mas não tivemos a sorte e não temos um treinador à altura de uma equipa de seleção. Volta Scolari, estás perdoado!!!
É muito fácil falar quando estamos sentadinhos no sofá em frente à tv e limitamo-nos a torcer por Portugal durante 90 minutos. É muito fácil! Fácil é falar de fora. Fácil é mandar bitaites e ter alguns aplausos de A e B que, por acaso, concordam com o que se diz... 
Difícil é correr durante 90 minutos! Difícil é procurar o golo em 90 minutos, com aquilo que existe em campo! Difícil é trazer aos ombros a responsabilidade que é ser-se o melhor do mundo e ter de dar provas disso, mesmo que sozinho! Difícil é trazer no braço a braçadeira de capitão e, por mais esforço que faça, ser mal falado pelo próprio país! Difícil é treinar infinitamente, aplicar toda a juventude no futebol, deixar de fazer o que os jovens gostam de fazer (festas e borga e tudo e tudo) para trabalhar, para ser o melhor! Dizem que ele é o primeiro a chegar aos treinos e o último a abandoná-los. Ele não desiste de si, mesmo depois de ser "chicoteado". Essa é uma grande qualidade que admiro nas pessoas. Por isso e por muito mais, gosto da pessoa que Cristiano Ronaldo é. Li este texto e não diria melhor sobre ele. Portugal sempre foi perito em não valorizar os seus para valorizar os de fora!
Voltando à nossa seleção... não é composta por um, que por acaso é SÓ o melhor do mundo. É composta por 11 jogadores que têm tática (uns mais que outros, como tudo na vida!), que trazem nos ombros a responsabilidade que o próprio país lhes incutiu "de chegar o mais longe possível". E quando não corre bem?! É também o próprio país o primeiro que fala mal, que os detona com crueldade... Errar é humano, sabem, meus caros?! Quem de nós nunca errou?! Quem de nós nunca teve uma nota má, mesmo depois de estudar bastante?! Nunca vos aconteceu?! A mim já! Sou humana, eu erro, muitas vezes até... Mas sabem?! Eu não desisto e só erra quem trabalha! E, claro, quem está sentado no sofá não erra! Eles erraram porque estavam lá em campo! Eram eles e não vocês que suaram a camisola. São eles que são suficientemente bons para representar o país e não vocês que estão sentadinhos e só sabem falar... 
Apoiar uma equipa, seja ela qual for, é não desistir de lutar junto com eles. Se o papel deles é jogar e, se possível marcar golos, o nosso é apoiar (mesmo até quando os golos não acontecem). Vou fazer como esta aqui (pois não diria melhor) "Estarei quarta-feira, dia 22 de junho, a apoiar a minha seleção de mão ao peito (e de cerveja na mão, para brindar,) para o bem ou para o mal. (...) Força Portugal!".