Mostrar mensagens com a etiqueta ISA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ISA. Mostrar todas as mensagens

sábado, 5 de novembro de 2016

mIRC... onde isso já vai...

Nunca fui muito de marcar encontros com ninguém que tivesse conhecido online, mas confesso que já aconteceu... Algumas vezes fiquei satisfeita, outras nem tanto (mais valia ter ficado quietinha!)... De todos os "amigos" que conheci online, esta foi a história mais gira que me tivesse acontecido...

Tinha um trabalho da universidade para fazer e, como na altura, os computadores e net eram coisas que não existiam em todas as casas, a minha colega de quarto da altura disponibilizou-se para eu ir para a sala de informática da universidade dela (Instituto Superior de Agronomia), que ficava a 3 passos da nossa casa. Ela, muito prestativa, foi comigo e ficou comigo a noite toda, enquanto fiz o trabalho. Já estava à horas naquilo quando decidi aceder ao mIRC por um bocadinho para desanuviar. Para quem não sabe, mIRC era simplesmente uma sala de chat, onde falávamos com outras pessoas online. A dada altura vem uma pessoa falar comigo, com um nick que agora não me recordo e as conversas começavam todas mais ou menos assim:
- Olá.
- Olá! Dd teclas?
Ele responde que estava na Universidade de Arquitetura que, por acaso, é mesmo ao lado da Universidade onde eu estava. Achei gira a coincidência. Depois ele disse-me que não era de Lisboa e eu respondi que também não era. Disse-me que era dos Açores (nesse momento tinha já virado meu amigo!), de S. Miguel e da Fajã de Baixo. As nossas conversas era tipo:
- Sou dos Açores.
- Eu também. De qual ilha?
- S. Miguel. E tu?
- Eu também. De que zona?
- Da Fajã de Baixo. E tu?
- Eu também.
(...)

Resumindo... nessa mesma noite viemos a descobrir que além de todas as coincidências acima, as nossas mães eram professoras e conheciam-se desde os tempos do curso... É mais que natural que a nossa amizade tivesse surgido nesse dia e perdura até hoje. Ainda saímos juntos algumas vezes em Lisboa e cá também. Foi giro conhecê-lo! Tornou-se um dos meus melhores amigos na altura. Hoje apesar de não nos vermos tantas vezes como gostaria (e ele mora mesmo aqui ao lado!), lembro-me muitas vezes do meu amigo do mIRC que de virtual passou a real e é para mim um enorme prazer mantê-lo assim.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Esta era a minha festa preferida de Lisboa!

Enquanto estudei em Lisboa, a festa que eu mais gostava de participar era a Festa das Ilhas. Era uma festa que era realizada anualmente no ISA (Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa), bem pertinho onde eu morei nos meus 3 primeiros anos em Lisboa. Era, como o próprio nome indica, organizada pelos estudantes dos 2 arquipélagos portugueses: dos Açores e da Madeira. Portanto, havia um bar com bebidas e produtos açorianos (cerveja Especial, Kima de Maracujá, Laranjada, bolos lêvedos, queijadas da Vila, da Graciosa, e afins...) e outro com bebidas e produtos madeirenses (cerveja Coral, Brisa de Maracujá, Bolo do Caco, bananas, entre outros...). Todos os estudantes de Lisboa e arredores que fossem dos Açores e da Madeira (e que se prezassem e sentissem orgulho da sua origem) iam a essa festa e era lá que nos encontrávamos todos. Alguns continentais também iam, mas a maioria éramos nós, os ilhéus desterrados em continente português...
Ora, eu que no início tive alguma dificuldade em enturmar-me em Lisboa, aquela festa soou-me sempre bem, aliás muito bem... Normalmente eram mais de 2 mil estudantes que apareciam por lá e mesmo aqueles que só conhecíamos de vista, nessa noite até os cumprimentávamos e dizíamos "Estás por aqui? Há quanto tempo não te vejo!" e assim começávamos a conversa e a amizade! É que encontrar um açoriano em Lisboa naquela altura não era como é hoje. Fazíamos sempre uma festa! Era como que os Açores fossem do outro lado do mundo e nós andássemos para lá desterrados. Pelo menos era assim que me sentia... Tudo o que nos fazia lembrar da santa terrinha era maravilhoso... E, em Lisboa, só agora existem coisas dos Açores à venda. Na altura, havia "ananás dos Açores" à venda nas superfícies comerciais maiores, que não eram nada mais nada menos, do que abacaxis! Toca a enganar aqueles pobrinhos dos continentais!... Só lá no ano 2000 abriu lá uma lojeca pequenita, no Centro Comercial Vasco da Gama, chamada "Cantinho Açoriano" que vendia alguns bolos lêvedos e pouco mais... Quando vínhamos de férias aos Açores, um dos caixotes eram só encomendas: Licor de maracujá, tabaco, bolos levedos, Kima,... Hoje já há mais qualquer coisa (falei sobre isso aqui)...
Voltando à Festa das Ilhas, aquilo era realmente uma animação (pelo menos para mim), pois sentia-me verdadeiramente em casa. Passava a noite inteira a ouvir sotaque micaelense, e estava a 2 passos de pedir bolos levedos e beber a famosa Especial, mesmo que nem gostasse (nem goste!) muito do seu sabor!... Quando estamos longe, até aquilo que não gostamos, nos sabe bem!...
Reencontrei pessoas que tinha perdido com o tempo (algumas delas muito especiais pelos momentos que vivemos no passado) e tudo isso me fazia feliz. Não era pela festa em si, que só tinha 2 bares e um palcozito pequenino onde atuavam alguns grupos que nem prestava a atenção, era pelo ambiente, pelo espírito, pelo sabor bom que era "sentir-me em casa" sem mesmo estar em casa...
Acho que hoje já não se fazem, o que é uma verdadeira pena, principalmente para os estudantes que hoje residem em Lisboa... Fica aqui a dica para os estudantes açorianos de hoje que estão em Lisboa...