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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Até já...

Entro, neste momento, em modo férias!
E para estas férias só preciso de paz, muitoooooooooooooooooooo SOL e muitaaaaaaaaaaaaaa água salgada!

S. Pedro, vá lá, sê amiguinho...


Até já... ;)

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Aberta a convites destes

Uma amiga estava a testar um carro e perguntou-me se queria ir com ela ao Nordeste. Como é natural, aceitei logo! Estava mesmo a precisar de ir à minha origem e de cheirar o meu mar.
Desde que os meus pais têm o apartamento alugado que as idas ao Nordeste reduziram consideravelmente, com muita pena minha... Então sempre que alguém me incentiva a ir por algum motivo, difícil é recusar...
Os últimos tempos não têm sido fáceis. Sinto-me numa fase complicada quer física quer emocionalmente, mas acredito que um dia tudo vai tomar o seu rumo natural e o mais certo para mim... Resta-me ter esperança e coragem para lutar por aquilo que eu acredito ser o melhor para mim, para a minha filha e para a minha família...
Foi de facto uma tarde rejuvenescedora! Além de uma banhoca na Boca da Ribeira, onde o mar cheira mais a mar, ainda fomos ao Parque Florestal da Vila, que está com ótimos melhoramentos, quer para quem vai lá fazer um churrasquinho (que agora no verão apetece sempre!), quer para quem quer brincar (tem espaços espetaculares para miúdos e graúdos que queiram também brincar!)!
A minha M. e a C., filha da minha amiga, divertiram-se à brava! Nós, as mães "sereias", também! :)




quarta-feira, 1 de agosto de 2018

No regrets

Há pessoas que sugam as nossas energias. Que nos retiram a alegria e a paz. Há quem que, com simples atitudes, nos retiram do nosso estado zen, por mais zen que sejamos. São verdadeiros abutres, destruidores da nossa paz. Adoecem o nosso estado emocional e aniquilam a nossa vontade de seguir em frente com determinação... São pessoas egoístas, que só pensam em si e no seu bem estar. Pessoas que não cedem, não procuram a igualdade. Julgam-se superiores e cheios de caráter. Na verdade, este tipo de pessoas rodeia-nos diariamente e quando pensamos que conhecemos alguém, afinal não é bem assim... 
A melhor forma de evitar a insanidade é mesmo fugir destas pessoas. Mas nem sempre pode ser fácil, pois podem fazer parte da nossa família ou podem ser colegas de trabalho... Mas o único método para nos abstrairmos disto e zelarmos pela nossa saúde emocional é, pelo menos, nos afastarmos emocionalmente, ou seja, termos a força de não permitir que essas pessoas modifiquem, consciente ou inconscientemente, as nossas emoções e, consequentemente, o nosso comportamento.

Afastar-se emocionalmente não é fácil, mas deixo aqui as minhas dicas para tentar fazê-lo (pelo menos é um exercício que faço sempre, embora nem sempre consiga ultrapassá-lo!):

- não dê importância ao que essas pessoas fazem ou dizem - foque-se nos problemas!

- não crie muitas expetativas no comportamento do outro - normalmente ele não vai reagir da forma que gostaria.

- afaste-se do medo de expor aquilo que pensa e que sente e aprenda a ser indiferente ao que lhe magoa - é a melhor forma de se alienar do momento.


Pense em si, no seu problema e no seu objetivo. Afaste-se dos ambientes tóxicos que lhe prejudicam. A vida é demasiado curta para viver com angústias. Ame as pessoas que lhe fazem bem e distancie-se daquelas que não o fazem.

No regrets.


domingo, 1 de abril de 2018

Domingo de Páscoa

Que hoje, ressuscite, em cada um de vós, a luz do amor e da paz...

Para mim o melhor momento de Páscoa de toda a minha vida aconteceu o ano passado e pode relê-lo aqui, caso esteja interessado/a...

Feliz Páscoa!


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Recomeçar...

Hoje e sempre, todas as vezes que forem precisas...
Que 2018 seja, se não igual, melhor que o ano que passou!...

Amar mais!
Brincar mais!
Correr mais!
"Ser mais", em vez de "ter mais"!
Fazer de tudo para ser mais feliz e fazer quem me rodeia feliz!





segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Feliz Natal

Este é o primeiro Natal que estamos na nossa casa nova e por isso tem um sabor ainda mais especial... Que o amor, a paz e a saúde reinem em cada lar hoje e sempre...

Deixo aqui uma foto que tirei no Natal de 2013, quando tinha o meu maior e melhor presente na minha barriga. A melhor sensação, a melhor recordação e, hoje nos meus braços, a minha maior alegria, o meu amor maior...

Feliz Natal para todos!
Sintam as luzinhas piscar no vosso coração e vivam!


Agora deixo-vos com a música de Natal que mais ouvi este ano, porque o Natal é felicidade, é alegria, são sorrisos de quem amamos, é estarmos juntos em harmonia! :) 
Ouçam-na muito e sintam o ritmo no vosso coração!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Há motivos e "motivos"...

Disse aqui que não compreendia como pais/filhos podiam ficar zangados entre si durante uma vida. Continuo a não compreender, mas respeito quem o consegue. Às vezes a dor causada pode ser tão forte que afeta as nossas ligações mais fortes. Tenho na minha família um caso muito próximo desses e acho lamentável... Filhos e pais afastados de tal maneira que vivem como se nenhum outro existisse... Faz-me impressão, faz-me confusão... Eu não consigo aceitar a ideia que um dia isso aconteça entre mim e a minha filha! Para mim, não faz sentido... É uma verdadeira utopia... A minha filha é parte de mim, nasceu de mim, é sangue do meu sangue... Estar longe da minha filha mais de 24h é uma tortura... Faço tudo por ela e para ela... Mesmo...

Felizmente tive um pai e uma mãe que me transmitiram amor e valores que me fazem ser a pessoa que sou hoje, a eles devo a minha carreira, os meus valores, a minha religião e alguns dos meus gostos (gostar do Benfica é um deles! Ahahahah). Se calhar o facto de ter tido pais excelentes me faça ser complicado perceber a ideia de que existem pais e filhos separados/distantes. Obrigada aos meus queridos pais!...

Mas há pessoas que são grandes Mulheres e grandes Homens, mesmo tendo tido uma infância difícil. Há testemunhos de pessoas que viveram praticamente o inferno que podiam ter-se tornado verdadeiros "demónios" da sociedade, mas pela força interior que possuem, pela enorme vontade de ser uma pessoa melhor, de querer ter mais, conseguiram superar e lutar pelos seus objetivos de vida. "Filho de traficante não tem de ser obrigatoriamente um traficante". E são esses "filhos e filhas de traficantes" que não concordavam com a vivência que tinham, que tiveram força e determinação de se afastarem do que lhes fazia mal, do que não achavam correto e se tornaram pessoas maravilhosas, lutadoras, guerreiras que eu admiro profundamente, porque apesar de todas as "trapalhadas da vida" conseguiram dar a volta por cima e atingiram as suas metas.

Tu que me lês (e eu sei que estás a ler!), e te identificaste neste texto, quero dizer-te uma coisa: admiro-te muito (e cada vez mais!) e respeito qualquer que sejam as tuas decisões!

Obrigada por existires na minha vida!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Diz que lá a vida tem outro sentido (e tem mesmo!!!)

Aproxima-se o verão, o bom tempo (graças a Deus!) e com ele a vontade de viajar para outro lado ou até de viajar cá dentro e passar fins-de-semana em sítios diferentes, sossegados, onde a natureza é a mestra e a grande impulsionadora do nosso estado de espírito... Perante isto, gostaria de deixar mais uma sugestão das melhores que existem: um sítio espetacular para nos retirarmos da rotina do dia-a-dia...

Fica em Santo António Nordestinho, a freguesia que me viu crescer até aos meus 15 anos e onde fui verdadeiramente feliz, e chama-se Vila dos M's. Na altura da minha infância era a casa da tia de um dos meus melhores amigos, mas hoje é uma casa recuperada por um casal jovem e cheio de bom gosto. Ela é filha da terra (como eu!) e minha amiga e o marido um apaixonado pela terra dela (nossa!). Não é difícil alguém se apaixonar por aquele "cantinho do céu", verdade seja dita!
A casa está um mimo, cheia de bom gosto e garantia do dom de bem receber, como podem ver pelas fotos que deixarei no final do texto, ou pelo link da Booking., Podem reservar à vontade! Aposto que não se vão arrepender! Produtos da região sempre presentes. E os pormenores?! Têm de ver, pois se vos contar com certeza não vão acreditar! São pormenores únicos, que não lembra a ninguém (apenas na cabecinha da minha amiga!). Dêem uma vista de olhos, deliciem-se e depois digam-me se não acham uma verdadeira casinha de bonecas...

É só mimo, desde a chegada, passando pela estadia, e até ir embora... Aposto que vai mesmo deixar em cada hóspede uma vontade imensa de regressar...





sábado, 29 de abril de 2017

Aqui vai encontrar a paz que procura

Num dos melhores sítios do mundo (Vila de Nordeste) para relaxar e encontrar a paz interior que nos é devida e acalma a alma, nasce um projeto com requinte e com muito bom gosto. É uma casa lindamente decorada onde o que é típico do local foi meticulosamente mantido e conservado. Tem uma decoração espetacular e que nos transmite muita (mesmo muita) serenidade... É uma casa preparada para receber famílias que queiram desfrutar de alguns dias de sossego, de paz, de romantismo. Ali, com certeza, a união com a natureza será mais forte.

Chama-se "Casa da Roseira" e tem capacidade para 4 pessoas. Tem uma sala ampla, um quarto, uma cozinha completamente equipada que é um verdadeiro mimo e uma casa de banho. TV Cabo com internet e wifi gratuito, assim como roupa de cama e de banho, também estão incluídos. No exterior, ainda tem uma churrasqueira com lenha à disposição, tal como a boa maneira Nordestense nos habitua.

Pode aceder para mais pormenores e reservar também aqui. Deixo algumas fotos para se deliciar:







terça-feira, 25 de abril de 2017

Sintam-se livres para amar...

Não vou falar do Dia da Liberdade nem o que ele significa, pois acho que vai muito além dos cravos e da revolução... O Dia da Liberdade, em 1974, traduz-se num simbolismo que deve ser vivido ainda hoje: a liberdade de nos exprimirmos da forma como nos sentirmos mais confortáveis, sem desrespeitar a liberdade do outro, claro! Hoje quero fazer este post a partilhar uma coisa que fiz há uns tempos atrás e que me deu um prazer tremendo...

Há uns tempos, se calhar há um mês atrás, sei que foi depois do Dia do Pai, apeteceu-me enviar uma sms aos meus pais, irmão e marido a dizer simplesmente "Adoro-te P.,M.,A., J.!". Infelizmente não é uma sms que envie com muita frequência... mas já posso adiantar que vai passar a ser. A minha família é a minha maior benção!...

Hoje, dia da liberdade, permitam-se sentirem este sentimento de liberdade e sintam-se livres para demonstrar o quanto gostam dos outros. Digam o que sentem, sem medos. Olhem nos olhos e entreguem-se e... sejam felizes! Abracem-se, beijem-se, digam que se amam... Sorriam... Não só hoje, mas sim em qualquer dia dos 365 dias que dispomos....

sábado, 24 de dezembro de 2016

Viver o Natal...

Neste dia que, finalmente. se vive o Natal em pleno, queria poder dizer que todos são felizes e estão a festejar o Natal como deve ser, mas sei bem que isso é uma utopia... No entanto, chamem-me o que quiserem, mas hoje e amanhã vou olhar para o meu umbigo: a minha família! Quero viver o Natal de forma intensa e com a certeza de que irei deitar a minha cabeça na almofada nas próximas duas noites com a consciência tranquila de que tudo fiz e dei de mim para o bem da minha família. A única certeza que tenho, além de que um dia vou partir para o outro mundo, é este amor que sinto pelos meus (e "os meus" são ainda alguns!). 
"Família é tudo igual, só muda o endereço!" é verdade! Mas a minha, para mim, é a melhor! É com ela que eu sei que posso contar sempre... Temos divergências, podemos inclusive falar mais ou menos com um ou outro, podemos até não falar durante um tempo, mas o sentimento que sinto por cada um deles é que são parte de mim, da minha vida... E, até aquele primo de 6º grau que só vejo lá de longe em longe, nestes dias de Natal, especialmente, lembro-me dele... E aquele amigo que não é família de sangue mas é de coração, nestes dias de Natal também estão no meu pensamento... E aqueles que já partiram deste mundo, neste dias de Natal, vivem em mim...
Nestes dias eu não sou apenas eu. Eu sou a imagem viva da minha família. Eu sou a minha família e é por ela que respiro hoje e sempre...

Aproximem-se da vossa família também e aqueçam os vossos corações de paz, amor e união. Amanhã é outro dia como o de hoje. O depois de amanhã também devia ser. E todos os restantes dias também... Mas sabem que mais?! O "Amanhã" pode não chegar e viver com o arrependimento e o remorso torna o nosso coração negro cada dia que passa... Façam um favor a vocês mesmos e vivam a vossa família em pleno hoje e sempre...

FELIZ NATAL!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Histórias minhas de Natal VI: "Primeiro Natal de casamento"

Decorria o ano de 2010... Poderia ter sido um Natal que, apesar de diferente, poderia ter sido muito feliz, mas não foi!... Vai ficar marcado no meu coração e memória para sempre... Exatamente um mês antes do dia de Natal tinha perdido a minha tia (mulher do meu tio paterno), por morte súbita. Foi um verdadeiro choque para nós... O meu tio e primos estavam arrasados, como era natural. O ritual de passar a noite de Natal em casa dos meus tios morreu no dia que a minha tia nos deixou, embora para mim fosse já um dado adquirido a partir do momento em que me casei...

Na véspera de Natal desse ano, iniciei um novo ritual na nossa casa (minha e do meu marido). Um almoço de Natal mais elaborado só para nós os 2, visto que nem o jantar/ceia desse dia, nem o almoço ajantarado do dia de Natal passamos em casa...

Na noite de Natal rumamos, eu e o namorido, para Ponta Garça, passar a ceia de natal junto com a nova família. Foi uma noite diferente para mim onde senti que também eu fazia parte do clã Medeiros. Apesar disso, senti muito a falta dos meus pais e irmão. Acho que é natural! Passei a vida toda a passar a noite e o dia de Natal com eles e, de um momento para o outro, deixo de estar com eles nesta noite e deixo de ter os tais rituais habituais... De qualquer forma, tentei abstrair-me e entrar no espírito de Natal. A tradição lá é diferente. O jantar acontece pelas 20h/21h, mas prolonga-se pela noite dentro. Até à meia-noite estamos lá sentadinhos à volta da mesa comendo, conversando,... 
A minha sogra (já o disse aqui) cozinha divinalmente bem. Enche aquela mesa cheia de comidas deliciosas. Eu acho até que ela passa o dia 24 inteiro (se não também o dia 23) na cozinha para ter tudo prontinho para receber a família numa noite especial. No jantar, normalmente, é servido um bacalhau que é feito com batata frita (que por acaso dá imenso trabalho, mas ela faz porque sabe que a maioria gosta!), mas também é servido um prato de carne, que normalmente é bifinhos com cogumelos, mas pode ser também outra coisa qualquer, desde que ela ache que as crianças gostem. Depois, na sobremesa ela tem uma particularidade (e não apenas na noite de Natal!): ela faz sobremesas para todos... Normalmente faz gelatina porque a minha M. gosta; faz alguma sobremesa com natas e chocolate, porque o genro, o filho,a  filha, eu e o neto gostam; faz algo mais light para que o marido também possa comer sobremesa (ele tem de ter cuidado com os doces por causa dos diabetes!); faz um gelado que já é típico lá em casa, porque sabe que o neto gosta; às vezes faz a tarte de maçã porque além do marido poder comer, sabe que eu gosto,... então fica a mesa novamente cheia de coisas boas para todos comerem... Basicamente saímos da mesa a rebolar... 
Depois de comermos, fazemos toda aquela encenação da chegada do Pai Natal, na altura por causa do T., hoje também por causa da M. e do V., para que a magia do Natal também esteja por lá... Nesse ano foi a minha cunhada e minha sogra colocar os presentes debaixo da árvore. E vamos para a sala "museu" (também existe uma sala "museu", daquelas que só se usam nessa altura, na casa dos meus sogros!), onde a minha sogra monta a árvore e onde estão as prendas. Por lá ficamos durante, pelo menos, às 2h da manhã... 
Existe uma tradição muito própria naquela freguesia, da qual não sou lá muito fã, pois para mim Natal é estar em casa com a família, união, amor, paz (disse-o já aqui!)... Após a reunião familiar, os mais jovens saem das suas casas quentinhas, onde estão com a sua família, para andarem de casa em casa a desejar um Feliz Natal uns aos outros (algumas pessoas inclusive vêm abrir a porta de pijamas, pois já estavam na cama a dormir!). Em cada casa bebe-se, come-se, dão-se gargalhadas, trocam-se palavras... Não é preciso dizer que no fim da noite, ou melhor, na manhã dessa mesma noite, alguns já não estejam em perfeitas condições... Como já referi, não é uma tradição que ache muita piada...

No dia seguinte, em virtude da morte da minha tia, o ritual mudou e deixamos de ir para a casa dos meus padrinhos na Lomba da Maia, para não deixarmos o meu tio e primos sozinhos no dia de Natal. O almoço ajantarado de Natal passou, a partir desse ano, a ser em casa dos meus pais. Não estávamos felizes, cheios de sorrisos e tal, pois faltava-nos aquela que tinha uma gargalhada que se ouvia no Nordeste. Mas estávamos juntos. Eu, o namorido, o meu irmão, os meus pais, o meu tio, os meus primos, a minha avó paterna e a materna. Nesse dia, a tradição é o perú na mesa, com o recheio que eu amo. A minha mãe está a ficar uma perita a fazer o perú. Igualzinho ao da minha avó da Lomba da Maia... A casa está aconchegante, cheirosa, cheia de velinhas acesas, mesmo em ambiente natalício... Nesse ano, na hora de abrirmos os presentes (por já não haver crianças, os presentes já estavam debaixo da árvore!), não consegui resistir e chorei. Abracei-me à minha mãe e chorei... Não conseguia parar... A falta de alguém querido ali ao nosso lado, as mudanças que em tão pouco tempo aconteceram na nossa família fez-me sentir saudades e desejar que tudo ficasse melhor...um dia...

(Foto do nosso primeiro Natal juntos, na nossa casa, em 2010.)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal III: "Acreditar no Pai Natal"

Ainda não vos disse, mas eu acreditei no Pai Natal até já bem grandinha...

Em criança, acreditava piamente de que ele existia e que ia distribuir os presentes por todas as crianças do mundo... Chegou a uma altura, provavelmente quando descobri que o mundo tinha muitos países e por sua vez muitas crianças em muitas moradas, em que ficava intrigada por não conseguir perceber como ele conseguia chegar a todos numa única noite... E pior que tudo, como é que ele conseguia dar conta do recado levando os presentes que cada criança pedia. Pelo menos a mim (e ao meu irmão) ele trazia-me sempre coisas que tinha pedido, além de outras que também recebia...
Depois na escola haviam crianças que diziam que ele não existia... e eu comecei a criar dúvidas na minha cabeça, até que um dia perguntei à minha mãe se realmente ele existia. Ela não me iria mentir. Ela foi tão sábia, tão sábia, que se algum dia a minha M. me fizer a mesma pergunta, vou responder exatamente igual. Então foi assim:

- Mãe, existe Pai Natal?
- O que achas?!
- Os meninos da escola dizem que não existe!
- Então se não existe, não há prendas...
- Mãe, eu acho que existe!

E pronto, a história ficou por aí... Nunca mais lhe fiz a mesma pergunta, com medo que ela me dissesse que não existia... É que corria o sério risco de não ter mais presentes debaixo da árvore... Até que chegou o dia que realmente cai em mim e percebi que ele não podia existir, mas fingi que acreditava por bastante tempo, até porque a magia do Natal e a magia de "ser criança" desaparece quando deixamos de acreditar nele... Vou fazer tudo por tudo para que a magia do Natal da minha M. permaneça durante muitooooooooooooooo tempo...


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal II: Rituais da noite de Natal no Nordeste..."

Quando já éramos mais crescidos, mas mesmo assim ainda crianças, o ritual da noite de natal era sempre o mesmo: jantávamos em família, vestíamo-nos a rigor e íamos para o carro para irmos à missa do Galo... Enquanto estávamos no carro, a minha mãe era sempre a última a chegar. Esquecia-se sempre de algo (de por os presentes debaixo da árvore sem que nós percebêssemos ou víssemos!)... Íamos à missa do Galo, aquela missa interminável que 50% das crianças poderiam adormecer mas só não acontecia porque estavam empolgadas com a magia do chegar a casa e ver os presentes debaixo da árvore (eu e o meu irmão era assim!)... Normalmente era sempre uma noite fria...
Depois da missa do Galo, o meu pai "lembrava-se" de ir dar uma voltinha, para aumentar ainda mais a nossa ansiedade. Este era o único dia em que nós (crianças) queríamos era chegar a casa o mais rápido possível....
A voltinha era sempre pela freguesia, máximo até à freguesia vizinha... íamos ver as luzes, dizia ele... Lembro-me que além de uma noite fria era uma noite clara, cheia de estrelas e às vezes de lua clara... e passávamos a "voltinha" toda a olhar para o céu à espera de ver alguma luz mais forte a andar de um lado para o outro, que depois seria o Pai Natal atarefado na entrega dos presentes.
Nunca o vimos... pudera!...
Depois chegávamos em casa e, no meio de correrias e ansiedade lá subíamos nós as escadas rumo ao quarto de jantar, onde estava a árvore de natal, com as luzes a piscar à nossa espera com os presentes debaixo dela...
Natais felizes...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal I: "Um dos natais felizes da minha infância..."

Vou contar-vos este natal da minha infância que foi um dos que me deixou marcas boas na minha memória....
Estava eu, os meus pais, o meu irmão, o meu primo Ruben, os meus tios, os meus avós, na nossa casa do Nordeste. Que saudades desse tempo!...
Depois do jantar, levaram-nos para a sala e lá ficamos a brincar, na conversa, a ouvir música ou sei lá mais a fazer o quê. O que me lembro bem é que a sala tinha um armário embutido (vão perceber mais à frente o porquê de referir este pormenor!). Lá de vez em quando ouvia-se um barulhinho e todos diziam que podia ser o Pai Natal, mas ninguém nos deixava sair dali. Eu, pessoalmente, lembro-me de estar toda entusiasmada para ir ver o que se estava a passar, mas tinha medo... Sempre fui muito medricas... Nunca arriscava nada... Assombravam-me imagens de vultos e Pais Natais que nunca tinha visto e por isso não sabia bem quem e como era... Preferia manter-me na ignorância... Ao contrário de mim, que ainda por cima era a mais velha, estava o meu irmão (um pinarreta minorquinho de se calhar 2 anos) e o meu primo que devia ter aí uns 5, 6 anos. Eles estavam cheios de pica para ir ver o Pai Natal (mais o meu primo, que o meu irmão era muito pequenino!)... O meu tio não estava na sala connosco, nem a minha mãe. Presumo que estivessem a por os presentes debaixo da árvore, enquanto os restantes nos distraiam... A dada altura um barulho ensurdecedor começou. Era o barulho de 2 tampas de panelas a bater uma contra a outra, mas na altura não associamos... Diziam eles que era o Pai Natal! Eu fiquei com o coração a 1000 e fugi para o armário embotido. Fechei-me lá dentro. Não queria ver, saber o que era... O meu primo não.... foi a correr ver o que se passava... O meu pai foi buscar-me ao armário e, como eu não ouvi gritos presumi que estava tudo bem e lá fui também ver o que se passava, no colo do meu pai, claro!...
Estava a família toda reunida na expetativa de ver a nossa reação com as prendas. Como todas as crianças, estavam presentes o entusiasmo e a felicidade daquela emoção de quando vemos prendas debaixo da árvore... Indescritível... eu pelo menos não estou a conseguir descrever!...
Tínhamos sempre uma árvore natural, enfeitada com luzes e bolinhas... Este foi dos melhores Natais da minha vida!...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Natal com requinte à mesa...

Existem uns artigos de Natal que ando a vender que inicialmente estranhei, mas que agora me têm deixado realmente feliz e com o bicho carpinteiro, inquieta que cheguem os jantares de natal para poder dar-lhes uso... 

Eu adoro elaborar uma mesa bem decorada. É outro dos fatores porque gosto desta época natalícia. Gosto de fazer nascer requinte, gosto das loiças brilhantes que só se usam em épocas destas, gosto dos guardanapos em tons de vermelho ou dourado, gosto dos copos de pezinho que não se usam sempre (tenho um namorido que faz o favor de partir sempre um por refeição, com as suas mãos grandes... Corremos o risco de chegar a uma altura em que só vão existir o meu copo e o dele, na melhor das hipóteses!)....

Enquanto vivi em casa dos meus pais, a partir de certa altura era sempre eu que ponha a mesa das "grandes" festas. Hoje ajudo a minha mãe, quando chego a tempo... E se não chego, gosto de admirar o trabalho dela (ela tem-se esforçado e tem ficado supimpa!) e adoro! Gosto tanto, mas tanto de ver uma mesa bem posta, cheia de glamour, de coisas "novas", de toalhas impecavelmente engomadas (esta é a pior parte para mim!), das velas que nunca faltam, de comidas que enchem a casa de cheiros bons, de ver a família à volta da mesa em paz e amor... Adoro!

Numa mesa de Natal, o dourado fica lindamente e estas lindezas estão à venda neste momento. Aproveite para encomendar e encher de requinte a sua mesa de Natal:
Que vos parece?! Fica uma mesa linda, não fica?!


Aqui estão elas:


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Programa de Natal do blog...

E agora que se aproxima o Natal.... achei que devia fazer um programa exclusivo sobre o tema, que é vasto, pelo menos na minha vida tem um enorme significado, já o referi aqui...

Após a decisão de um post diário e após me terem pedido histórias da minha infância, decidi começar uma rubrica nova neste blog, pelo menos até ao Natal... Todas as quartas-feiras, a começar já no próximo dia 9, vou contar algumas histórias dos meus Natais, enquanto criança, adolescente, jovem, e mais recentes... Aqueles natais que me marcaram por um ou outro motivo...

Estou, neste momento, já com a minha memória a fervilhar, a recordar-me de alguns dos Natais que mais me marcaram e...foram tantos... mesmo... vou ter mesmo de seleccionar apenas a 7 (que são as quartas-feiras que restam até ao Natal!)...
Se calhar sou uma sortuda, se calhar a maioria não tem recordações boas dos seus Natais, ou pelo menos da maioria, mas eu evito pensar muito nisso pois entristece-me a alma pensar nessas coisas... Chamem-me egoísta, chamem-me tudo... A verdade é que dou graças a Deus por ter a família que tenho e por me terem proporcionado sempre momentos que hoje recordo com saudade... Os Natais são sempre um marco importante na minha família e é isso mesmo que pretendo oferecer também à minha filha...

Espero que gostem...
(Em 2014, no seu 1º Natal...)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Começa a contagem decrescente...

Hoje é o primeiro dia do mês de Novembro e já começo a vibrar com o Natal. Esta época de espera pelo Natal é para mim muito vivida e faz-me ter novamente 6 anos durante muitas partes do meu dia, principalmente mos momentos em que estou com a minha M., porque quero que ela tenha grandiosas memórias dos seus Natais de infância... quero que ela vibre como eu com o Natal, com as luzes, com a árvore de Natal, coma  ideia que o Pai Natal virá....
Gosto muito do Natal, sempre gostei... tenho recordações lindíssimas desta época do ano na minha infância, adolescência, e juventude... A magia que o Natal me transmite todos os anos é uma das coisas que mais me deixa alegre no ano... Natal para mim é família, é amor, é paz, é alegria, é união, é entrega, é sorrisos... 
Além disso, ficar em casa ao serão, enrolada no cobertor com a família, de cházinho na mão, apenas a admirar as luzes a piscar na árvore de natal... não há nada que pague... Esta é, para mim, a melhor parte do Inverno...

*** Depois do mar, do sol e do verão, esta é a época do ano de que mais gosto...



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Preciso vir aqui... com urgência!

No passado domingo foi inaugurado um novo trilho em S. Miguel: o da Ribeira dos Caldeirões... Esta zona fica, nada mais nada menos que, no meu concelho de infância (tudo o que vem de lá é bom!) e é das zonas que mais gosto de visitar e que me faz sentir ligada à natureza de uma forma muito particular. O som predominante é o barulho de água a cair, numa cascata... A temperatura junto à cascata é mais fresca... Mas o sítio é lindo, paradisíaco, magnífico. Em Dezembro costumam montar lá um presépio e fica lindíssimo!... 
Além de um bar, existe também uma casinha que se pode alugar para descansar uns dias... e dormir lá deve ser qualquer coisa do outro mundo...
Não costumo lá ir muitas vezes, principalmente agora que as scuts vieram abreviar o caminho até à vila do Nordeste (onde os meus pais têm apartamento), mas distanciar das freguesias sem saídas para as scuts... mas quando vou sinto-me bem e em paz... Tenho de lá ir! Preciso!...
Não fui ao trilho e desconheço aonde começa e termina, mas é um dos que estão na minha lista dos desejos. É este e o do Poço Azul, na Achadinha.

Deixo aqui umas imagens do local só para vos deliciar a vista!...