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quarta-feira, 2 de maio de 2018

A minha 1ª ida a uma discoteca!

Lembro-me como se fosse hoje... Tinha eu 7 anos quando fui com os meus pais pela primeira vez a uma discoteca! É verdade!... Foi na Maia, numa discoteca chamada Balada. O dono era amigo dos meus pais e deixou-me entrar com eles. Não tenho noção das horas, mas sei que era de noite e lembro-me de estar na pista a dançar com o meu pai e com a minha mãe, que também sempre adorou dançar. Não me lembro de mais ninguém. Só deles...
A verdade é que, desde que me conheço como gente, que sempre fui com os meus pais para todo o lado que eles iam. O meu pai foi presidente de um clube de futebol, desde sei lá quando, e era recorrente pelo Natal, Passagem de Ano e Carnaval, organizarem lá no clube jantares e bailes. Eu cá acho que esta minha coisa de adorar dançar vem dessa altura. Lembro-me perfeitamente de ser a "pequenina" que dançava no meio da gente grande. E até mesmo quando dava música lenta, metia-me no meio dos meus pais e dançava com eles... Era uma melga, pois era!... E quando o sono chegava??? Não ficava lá pedindo para ir embora e nem fazia birras de sono (pelo menos não me lembro de fazê-las!)... apenas juntava umas quantas cadeiras, daquelas duras e antigas (que costumam existir nos cafés antigos/tascas) e lá ficava. Queria era folia!
Lembro-me que cheguei a fazer maratonas de discotecas com os meus pais. Foi com eles que fui pela primeira vez à discoteca da Povoação, por exemplo, já maiorzinha, claro. Lembro-me que quando mudamos para Ponta Delgada tínhamos um grupo de amigos que todas as sextas ou sábados estavam caídos no Xantarix (hoje é um restaurante). Havia noites que também íamos à Ópera e ao Populos (discotecas daquela altura). Era noites bastante animadas, com muito ritmo e boa disposição... Sem dúvida uma boa fase da nossa vida...
Isto para dizer que ainda hoje agradeço os meus pais por nunca me terem deixado para trás. Por sempre me terem levado com eles para onde iam, desde que fosse adequado para mim... Assim sempre fiz com a minha M. e assim pretendo continuar a fazer. Ela quer é um pé de dança, uma folia,... faz-me lembrar de mim assim pequenina...

(Onde passei muitos dos meus serões em bailes quando era pequenina...)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Aqui estou em paz!

No final do mês passado fui a Santo António Nordestinho. Quem me conhece sabe o quanto eu adoro regressar à terra que me viu crescer... Como a minha M. adormeceu na viagem, decidi parar um pouco na ponte que antecede a minha freguesia (Ribeira Despe-te-que-suas) no sentido de respirar a natureza praticamente intacta que me cercava. Lá consegui fazer uma viagem ao meu tempo, no quanto fui feliz ali durante aqueles anos todos em que lá vivi. A ribeira estava cheia de água. Só conseguia ouvir a água a correr lá em baixo. Estava fresquinho ali, como normalmente é sempre, mesmo no verão. Existem muitas árvores, muito musgo, muita água. No verão há quem faça churrascos e piqueniques ali. Eu cheguei a fazer alguns, com os meus pais e amigos. 
O que é certo é que ali (e em qualquer outro lugar daquele concelho, de preferência em zonas com natureza) sinto-me em paz... Completamente!






terça-feira, 13 de junho de 2017

Meu rico Santo António...

Vivi 15 anos numa freguesia chamada Santo António. 
O meu batismo, a minha 1ª Comunhão, a 2ª Comunhão e o Crisma foram realizados sob o olhar misericordioso do meu querido Santo António, lá daquele altar mor lindo, todo dourado. Foi sob o olhar dele que já chorei, que já ri e até que já desmaiei...
A imagem de Santo António que está na igreja da minha 1ª freguesia é tão bonita e tão real que ainda não encontrei outra que lhe assemelhe em perfeição. 
Quis Deus que fosse estudar para Lisboa, cujo padroeiro também é Santo António. A propósito, hoje é feriado lá. Estaria hoje por casa se vivesse em Lisboa...
Não tenho uma coleção de Santo Antónios, como uma amiga minha tem (e que lindos que são!), mas gosto muito Dele na mesma.
Hoje é o dia Dele e por isso é um dia alegre!
Para me verem feliz e satisfeita é irem comigo até à minha freguesia natal e passar lá algum tempo... Fico nas minhas 7 quintas! :)




quarta-feira, 31 de maio de 2017

Diz que lá a vida tem outro sentido (e tem mesmo!!!)

Aproxima-se o verão, o bom tempo (graças a Deus!) e com ele a vontade de viajar para outro lado ou até de viajar cá dentro e passar fins-de-semana em sítios diferentes, sossegados, onde a natureza é a mestra e a grande impulsionadora do nosso estado de espírito... Perante isto, gostaria de deixar mais uma sugestão das melhores que existem: um sítio espetacular para nos retirarmos da rotina do dia-a-dia...

Fica em Santo António Nordestinho, a freguesia que me viu crescer até aos meus 15 anos e onde fui verdadeiramente feliz, e chama-se Vila dos M's. Na altura da minha infância era a casa da tia de um dos meus melhores amigos, mas hoje é uma casa recuperada por um casal jovem e cheio de bom gosto. Ela é filha da terra (como eu!) e minha amiga e o marido um apaixonado pela terra dela (nossa!). Não é difícil alguém se apaixonar por aquele "cantinho do céu", verdade seja dita!
A casa está um mimo, cheia de bom gosto e garantia do dom de bem receber, como podem ver pelas fotos que deixarei no final do texto, ou pelo link da Booking., Podem reservar à vontade! Aposto que não se vão arrepender! Produtos da região sempre presentes. E os pormenores?! Têm de ver, pois se vos contar com certeza não vão acreditar! São pormenores únicos, que não lembra a ninguém (apenas na cabecinha da minha amiga!). Dêem uma vista de olhos, deliciem-se e depois digam-me se não acham uma verdadeira casinha de bonecas...

É só mimo, desde a chegada, passando pela estadia, e até ir embora... Aposto que vai mesmo deixar em cada hóspede uma vontade imensa de regressar...





segunda-feira, 4 de julho de 2016

Ainda sobre a minha casa de infância...

Lembram-se de eu falar sobre a minha casa de infância?! Pois é, digo-vos que o mundo é mesmo pequenino...
Pelo nome "Repuxo da baleia" procurei-a em tempos aqui pelo facebook e encontrei uma página, esta aqui. Enviei um pedido de amizade e uma mensagem ao suposto proprietário. Quando aceitou, de imediato fui falar com ele. Um senhor muito simpático e afável. Ainda falamos um bom bocado sobre a casa, de como está neste momento e de algumas memórias que eu tinha. Prontamente me convidou a visitar a casa quando cá estivesse, e eu aceitei com muito gosto, já se sabe...
Bom, na verdade, desta vez que ele cá veio, não foi possível a visita, mas ficou agendado para Agosto quando ele vier novamente.
Vai ser tão bom visitar a casa outra vez...

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Fomos à festa!

No passado fim-de-semana foi festa na minha freguesia de infância...
A minha ideia era participar das festas nos dias todos, mas dada a distância e outros fatores, infelizmente, só consegui ir no dia da abertura. 
Foi o dia da inauguração de um largo junto à igreja, a inauguração das luzes, de um espetáculo de folclore e o dia em que distribuíram variadas sopas feitas por gente da freguesia, uma espécie de "mini-festival de sopas". Deu para rever a maioria das pessoas, queridos amigos de sempre (e para sempre!), passear na festa, comprar bilhetes no bazar (e ganhamos 2 conjuntos de copos!) e ainda para reviver as festas de Santo António de quando eu era pequenina! :)
A minha M. adorou a sopinha (de peixe, a sua preferida!) e quando viu a amiga I. ficou radiante. Só queria brincar com ela! É, sem dúvida, muito bom ver a minha filha sendo amiga da filha de uma das minhas melhores amigas. É como se fosse a continuidade da nossa amizade...

Uns recortes do bocadinho que lá estivemos...





segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dia do Santo mais casamenteiro do mundo

Iniciaram-se os festejos dos santos mais gaiteiros e populares de Portugal: Santo António (13 de junho), S. João (24 de junho) e S. Pedro (28 de junho)...
Este Santo de hoje sempre fez parte da minha vida, por ter vivido na freguesia com o mesmo nome. Sempre me lembro de vê-lo lá no altar da igreja onde realizei todo o meu percurso católico desde o batismo ao crisma. Por isso, sempre tive por ele um carinho mais especial. Era com Ele que eu falava e pedia as minhas coisinhas de criança, que já nem me lembro bem o que era... Lembro-me de ter uma altura em que participava na missa. Durante a semana também ia à missa para fazer a leitura (é verdade!). Não lia ao domingo porque a igreja, apesar de ser enorme e da freguesia ser pequenina, as pessoas aderiam muito e a igreja ficava lotada de gente e eu tinha vergonha de ler para tanta gente. Sempre fui assim um pouco tímida para essas coisas... 
Depois de sair de Santo António, trouxe comigo o carinho por este santo e que perdura até hoje. Quis Deus que eu ficasse a estudar exatamente no coração de Lisboa, cidade cujo padroeiro é também o Santo António e lá a festa é rija (mesmoooo!). Infelizmente durante os 4 anos de curso o mês de junho era mês de frequências e, quem me conheceu nessa altura sabe que eu hibernava completamente em fevereiro, junho e julho (épocas de frequências e exames!). Se o ano todo podia faltar às aulas (sem problemas de consciência), exceto quando se tratavam de fazer trabalhos anuais ou algo semelhante, nesses 3 meses do ano eu só saia de casa para ir fazer as frequências e exames. Nem para um cafézinho com amigos eu ia, pois nunca seriam 5 minutos e todos os minutos contavam para mim. Foi a opção que tomei e até à data acho que fiz a coisa certa. Portanto, durante esses 4 anos de curso nunca participei na noite de Santo António. Depois desses 4 anos de curso ainda fiquei por lá mais 2 anos (que fazia parte do estágio e já não haviam frequências para fazer!) e aí sim pude experienciar o quanto divertido é festejar o Santo António em Lisboa. As marchas são lindíssimas, o cheiro a sardinhas pelas ruelas, uma multidão que só se quer divertir e está com boas energias, o cheiro a manjericos nas barracas das vendedoras, as ruas enfeitadas com fitas e balões coloridos, a música pelas ruas que vão dar ao Castelo de S. Jorge, a sardinha grelhada em cima da fatia de pão e poder comê-la com a mão. Há zonas, inclusive que só se passa em fila indiana porque é tanta gente que não se consegue de outra forma... Ninguém se chateia, toda a gente sorri, está feliz... Tudo isto durante uma noite inteira.... É simplesmente mágico e único... É tão especial para mim que depois de regressar aos Açores ainda voltei lá umas 2 ou 3 vezes nesta altura para poder reviver e festejar o Santo António como deve ser e só em Lisboa é que isso se consegue de verdade! :)





quinta-feira, 9 de junho de 2016

Festejar o Santo António, o de Nordestinho

Vivi toda a minha infância, e até aos meus 15 anos, num lindo lugar (que hoje é freguesia) chamado Santo António Nordestinho. Na altura, se bem me recordo, viviam à volta de 300 pessoas mais ou menos (hoje não sei quantas pessoas vivem...). Toda a gente se conhecia. Brincava na casa dos vizinhos e também com a maioria das crianças das redondezas. Às vezes também comia em casa dos vizinhos (não que me faltasse comida em casa, porque graças a Deus nunca me faltou, mas a comida do vizinho é sempre melhor que a nossa!)...

Na altura, pelo que me lembro, havia sempre festa do padroeiro. Aliás, para a pequenez da freguesia, até éramos bastante ativos. Tínhamos as festas escolares de final dos períodos, que eram feitas no palco do Clube Desportivo de Nordestinho. Tínhamos uma boa equipa de futebol, que mexia com toda a freguesia e arredores. O domingo era dia santo: todos iam à missa e às 15h lá estávamos no campo a ver o Nordestinho a jogar futebol. Se o jogo era fora da freguesia, muitos acompanhavam a equipa... Passei a minha infância nisto.
Fazíamos fogueiras pelo S. João. Enfeitávamos as fontes da freguesia. Mas a fogueira de verdade era no Calvo (a zona mais alta da freguesia, a caminho do mato!). Os destemidos pulavam às fogueiras e havia música e bailaricos. Na Passagem de Ano, Natal e Carnaval haviam sempre bailes. As pessoas aderiam muito. Dançava-se pela noite dentro. Lembro-me que eu era pequenina e, quando estava cansada, deitava-me muitas vezes em 2 ou 3 cadeiras  que eu própria encostava umas às outras. Queria era estar na festa com as pessoas grandes e, claro, com os meus pais. Graças a Deus os meus pais sempre me levaram para todo o lado.
Nas festas da freguesia, lembro-me que todos os dias era dia de ir para a festa. Não havia muito para fazer, mas andávamos para baixo e para cima constantemente. Muitas pessoas aderiam à festa, mas a maioria concentrava-se na barraca das festas. A procissão costumava ser simples e linda. O ano passado, depois de muitos anos, regressei às festas e vi novamente a procissão. A saída do padroeiro foi um momento muito especial para mim. Nunca pensei... Depois de tantos anos, ver Santo António sair da igreja foi, sem dúvida, o melhor momento daquele dia. Pude recordar quando também eu ia na procissão vestida de anjinho (sempre sem asas, porque diziam que magoava e eu nunca quis arriscar!) ou de comunhão juntamente com o meu pai e meu avô, que sempre foram muito participativos.

Hoje, pelo que vou sabendo pelo facebook, há a intenção de retomar todas as tradições do passado (e ainda bem! Parabéns ao trabalho da Junta de Freguesia neste sentido!) e sinto que a população voltou a estar mais participativa na comunidade. É uma freguesia de boa gente e de gente simples que nos trata de forma familiar. Eu sou também uma pessoa simples e muito mais feliz por ter feito parte de uma freguesia pequenina, mas tão aconchegante como esta. É por este motivo que faço sempre questão de nunca perder motivos para lá voltar...

Este ano a festa do padroeiro vai ser rija! Caso queiram participar, e presenciar o que vos escrevi, deixo-vos aqui o programa...


quarta-feira, 8 de junho de 2016

A casa da minha infância hoje é um Alojamento Local

No Nordeste, vivi numa casa bastante grande, com um quintal ainda maior. Ficava na Rua da Boavista, 3. O nº de telefone era o 488 325. Nunca mais me esquecerei...
A casa sempre foi da minha família, desde o tempo dos meus bisavós (pais da minha avó) e não sei se antes disso já era da minha família... Portanto, uma casa centenária! Tinha 6 quartos, 1 quarto da máquina de costura, 2 cozinhas, 1 quarto de jantar, 1 sala, 2 wc, 1 quarto para a máquina de lavar e tanque. Havia uma casa atrás "fora da casa" que chamávamos "casa das batatas", onde se guardavam as batatas e montes de outras coisas (madeiras, materiais de construção, e sei lá que mais...), ao lado uma mesa de cimento feita pelo meu pai (verdade!!!) que ficava por baixo de uma latada de uvas brancas. Em frente da casa havia um aquário (quase piscina, onde muitas crianças caíram porque corríamos à volta dela, na brincadeira, e pimba mais um que levava vestido um dos meus fatos de treino para casa) e uma outra casinha que era onde a minha avó colocava todas as suas plantas (e ela sempre teve muitas!!!). Na parte de cima da casa havia um sotão, que cobria toda a casa praticamente, que era um quarto único gigantesco, onde estavam 3 camas antigas e muitos baús da minha avó (que guardava sempre tudo!). Na parte debaixo da casa havia uma garagem para 2 carros. 
O quintal era dividido em 6 ou 7 terras separadas por arbustos para proteger das intempéries que por lá fazia. Mesmo por detrás da casa havia uma araucária gigante (nunca passei do 2º anel... o meu irmão sim, chegou mais longe para cima, mas também caiu dela e só não se magoou a sério porque Deus o deve ter segurado de alguma forma!). Havia também um curral e um galinheiro. Lembro-me de ver galinhas e porcos lá, mas apenas em rasgos de memória (devia ser muito pequenina!). A verdade é que me lembro bem é deles vazios. No quintal existiam batatas, couves, abóboras, árvores de fruto (laranjeiras, bananeiras, limoeiros, tangerineiras, pessegueiros, figueiras...) e sei lá mais o que havia, mas sei que havia de tudo um pouco lá naquele quintal que era todo (todo mesmo!) tratado pelo meu avô. Às vezes o meu pai ajudava-o, mas não me recordo dele estar lá sempre quando o meu avô estava...
Lembro-me que na terra onde estava o pessegueiro, a erva que havia por baixo da árvore era muito fofinha e adorava deitar-me na erva e olhar para o céu, ouvir o silêncio. Lembro-me que o acesso para a terra onde estava a tangerineira (a minha preferida!) não era fácil, por isso, quando eu e os meus amigos não tínhamos muito que fazer, eu sugeria irmos "assaltar" o meu próprio quintal!!! Era a minha veia de ladra a falar mais alto! :)
Lembro-me do meu quarto. Antes de ser o meu quarto era a mercearia/café do meu bisavô (que não cheguei a conhecer), mas lembro-me de ver a mercearia toda lá. Depois desfizeram-na para fazer um quarto para mim e para o meu irmão (que fosse próximo do quarto dos meus pais, ao lado mesmo).
Lembro-me de fazermos o presépio à entrada de casa, com pedras e musgo e um lago para os patinhos. Ainda era grande e era uma atividade muito divertida que fazíamos com a minha mãe. A árvore ficava no quarto de jantar...
Lembro-me de ir para a varanda e ver o mar lá ao longe, azulinho no verão e cinzento no inverno. Lembro-me que às vezes víamos os barcos passarem e outras vezes eram seres estranhos que mesmo com os binóculos não conseguíamos saber o que eram, mas deviam ser baleias ou outros peixes gigantescos do mar... Tínhamos uma vista panorâmica, mesmo!...
Passávamos a maior parte do tempo no quarto de jantar, que, além da mesa onde jantávamos nas festas, tinha um sofá e um cadeirão, onde eu me sentava para ver os desenhos animados, que só dava acho que às 18h, salvo o erro... Também era no cadeirão que nos sentávamos (eu, o meu irmão e o meu primo Ruben (que até certa altura viveu connosco!) quando terminávamos de tomar banho, para a mãe dele nos cortar as unhas (era um momento muito doloroso para nós, pois ela cortava-as bem curtinhas!).
Não costumávamos ir muito para a sala em família, mas eu ia muito, pois de uma estante em vimes que a minha avó lá tinha, adaptei-a para ser a casa das minhas Barbies e Barriguitas. A parte de baixo da estante era a garagem e depois cada divisória era uma área da casa delas. Era lá também que ouvíamos música. Havia uma aparelhagem com gira discos daquelas muito antigas e alguns discos também... Mais do que sala, era o quarto dos brinquedos... Lembro-me de estar lá a brincar e o meu avô estar no seu quarto, que ficava mesmo em frente, a ver-me brincar e cheio de dores, por ter sido operado a uma hérnia, ter dito "agora só quero ficar doente para morrer!" e assim foi... :(
Normalmente comíamos na cozinha ao fundo do corredor... Era lá que a minha avó e a minha mãe cozinhavam e nós comíamos sempre juntos (sempre!), principalmente ao jantar porque como o meu avô era condutor de autocarros, às vezes ia para Ponta Delgada o dia inteiro e não conseguia almoçar connosco.
Lembro-me de brincar muito no quintal. Muito mesmo! De irmos para a casa uns dos outros pelos quintais. De explorar terreno. De fugir das "Pevides", umas senhoras solteiras que tratavam as suas terras e não queriam que as crianças fossem para as terras delas... Nós achávamos piada e íamos! :)
Quando vendemos a nossa casa tive muita pena, mas sei bem que não havia outra solução. A minha avó não ia ficar sozinha naquele casarão e o meu pai e tio não queriam ter uma casa daquele tamanho no Nordeste. Passados alguns anos, cheguei a dormir lá a lastro (pedi a chave à pessoa que ficou com ela!) juntamente com um grupo de amigos, aquando uma festa que organizamos lá perto. Foi uma sensação muito estranha. Estar na minha casa que já não era a minha casa. Por volta de 2012 fui ao Nordeste passar uns dias e, como era inverno, não havia muito que fazer, passámos lá e tudo estava ao abandono. Consegui entrar por uma das portas, que estava praticamente partida, e foi muito triste ver o que vi: uma casa completamente abandonada. Vidros partidos, tudo a cheirar a humidade, abandono completo mesmo...

Hoje a "nossa" casa é um Alojamento Local. Chama-se Repuxo da Baleia. Parece-me bem gira e familiar. Desejo muito sucesso aos proprietários e que possam fazer daquele espaço, que é especial, uma linda recordação para quem os visita.

Um dia quero dormir lá. Quero voltar a dormir na casa que já foi minha, onde vivi toda a minha infância, onde fui feliz... Quero acordar e ver o mar todo aos meus pés, tal como via todos os dias ao acordar...

Hoje ela é assim:




segunda-feira, 25 de abril de 2016

Regresso às origens, num dia especial...

Regressar à origens é, para mim, sempre uma alegria e presságio de um dia muito bem passado. E assim foi. Acordámos, pusémo-nos bonitos e rumamos ao Nordeste para participar no Batismo da S., filha de um casal muito especial nas nossas vidas.


O dia estava e manteve-se sempre assim: lindo e bem azulinho!...
A S. aguentou-se muito bem, a I. estava super feliz e os pais não conseguiam esconder a alegria nos seus olhos. Sei exatamente qual é esse sentimento.

A minha M. andava excitada com o facto de ir à festa da S. e, quando lhe dei a oportunidade de pegar na S. ao colo, segurou-a bem (como uma "mulher grande") e encheu-lhe de beijinhos. Foi digno de se ver - um lindo momento de ternura. De resto, adorou ver as cabrinhas que estavam por perto, as vaquinhas, o parque infantil e dos longos passeios que deu com o pai, a I. e a B. pela freguesia. Creio que o namorido ficou a conhecer caminhos que nem eu cheguei a dar na minha infância. Ahahah...

Deixo aqui os parabéns ao Snack Bar Pico da Vara e às minhas primas B. e G. pela forma simpática de servir, por terem tido paciência com a minha M. que já entrava no bar (e na cozinha) como se fosse tudo seu, e pela comida que estava divinal! Um dia que vão ao Nordeste, dêem um pulinho a Santo António Nordestinho e comam lá. Não se vão arrepender!
Não é preciso dizer que ontem, com tanta coisa boa, não segui a minha dieta... Era impossível!... A quem fez os doces... só tenho a dizer uma coisa "My God, que coisas deliciosas!"...

Resta-me dar os parabéns à família Teves Soares e enviar um enorme beijinho à S., que será com certeza uma linda princesa, a qual terei todo o prazer em ver crescer, mesmo que seja só periodicamente, por motivos geográficos. Quer a I. quer a S. são filhas de de um casal que conheço desde sempre. Ela é uma das minhas melhores amigas de infância, com quem brinquei desde que me lembro que existo, com quem tive aventuras inesquecíveis e com quem partilhei basicamente toda a minha vida, mesmo apesar de estarmos mais distantes. Nunca deixamos que a nossa amizade esfriasse. E este é o segredo que marca a diferença das restantes amizades. Ele andou comigo na escola e sempre foi uma pessoa muito correta e bem disposta comigo. E depois ajudou o facto de começar a namorar com a minha amiga e, desde aí, passou a ser, ele também, uma pessoa muito especial para mim. Este é o motivo porque estas meninas estarão sempre no meu coração.