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terça-feira, 14 de agosto de 2018

És feliz ou estás apenas confortável?

Gostas do teu dia?!
Chegas ao fim do teu dia e deitas-te na almofada satisfeito com o que fizeste, sentiste nesse dia?! 
Não basta um "vai-se andando" ou um "podia ser pior"... A verdade é que poderia ser bem pior (oh oh se podia!), é certo... mas na realidade em que estás, o pior pode mesmo ser isto... É aquela realidade que não nos faz exatamente infelizes (ou até faz...), mas também não nos faz sorrir...

Estar conformado não é sinónimo de inércia. Aqui o confortável tem a ver com o correr riscos, de procurares desafios e saberes e sentires que assim é que és realmente feliz. A vida é realmente uma rotina, não podemos fugir disso! Mas não podemos deixar que chegue a ser monótona! A tua vida é monótona?! Às vezes não corremos riscos com medo da mudança, de não dar certo, da chatice que é fazer por ser feliz e depois a própria vida prega-nos partidas que nos obrigam a mudar radicalmente e, nessa altura, só temos que a "viver", de respirar para estar vivo...

Gostas dos teus dias?!
Acordas, depois de um salto energético da cama, a sorrir para o teu dia com a certeza que vai ser bom?! Adormeces com tudo aquilo que te faz feliz? O teu mundo ainda pára quando aquela pessoa te abraça/se te abraça?! Quando te beija/se te beija?! Quando te cheira/se te cheira?!
O conforto faz bem, mas a paixão/o amor faz-te estremecer!

Faz este exercício todas as manhãs... Pergunta-te ao espelho: 
  • És feliz? 
  • O que te falta na tua vida?
  • O que não te deixa viver? 
  • Porque não sorris? 
  • Porque choras?

Não deixes que seja tarde demais... Deixa tudo, muda tudo se for preciso e procura a tua felicidade. Faz o que te dá prazer, fica com quem te faz estremecer e assim, só assim, serás feliz!...

És feliz ou estás apenas confortável?!





segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Atividades de férias

Estive sempre muito reticente quando vi que no programa de atividades do ATL para as férias, eles iam à piscina. Deixo ou não deixo ela ir? Uma pergunta que me percorrer a mente durante uns dias... Não por não confiar nelas, que são umas queridas e atenciosas para com os meninos, mas por serem tão poucas a tomar conta de tantos meninos... ainda por cima na piscina!
Ela adora piscina e privá-la de ir à piscina com os seus amigos e divertir-se à grande também não era boa política... Então, sim, porque não?!
E assim foi! :)
Infelizmente durante todo o mês de julho o tempo não foi lá grande coisa, e por isso nos dias em que ela foi para a piscina teve direito a também levar casaco!!! Mas... como mãe galinha que sou (e porque trabalho pertinho das piscinas!), num dos dias, fui lá espreitar. E foi tão bom vê-la a sorrir, feliz por estar na piscina com os seus amiguinhos. Aos pulinhos de alegria! Nesse momento soube que tinha tomado a melhor decisão por ela.
Uma menina maior ajudou-a a vestir, como se fosse a sua irmã mais velha, porque a única monitora que estava por ali tinha outros meninos também para apoiar. É bom saber que ela é querida pelos mais velhos do ATL. Na "ausência" das monitoras, sinto-a mais protegida assim...

Mãe sofre...


terça-feira, 31 de julho de 2018

Estou orgulhosa de mim!

Quem me conhece bem sabe que tenho pavor a agulhas... Mesmo... Desde sempre... Não me lembro de alguma vez não ter sentido borboletas esquisitas e feias na barriga sempre que ia levar uma vacina na escola, nem sequer me lembro de levar uma vacina sem chorar ou fazer um espetáculo daqueles só e apenas comparável com o pior filme de terror alguma vez visto... Não estou a exagerar, só para que conste!
Desde o primeiro dia que fui com a minha M. às vacinas pensei em atualizar o meu boletim de vacinas só naquela para lhe dar o exemplo. Que exemplo?! Só se fosse para piorar a situação!
Uma das minhas amigas enfermeiras sempre a insiste comigo para atualizar o meu boletim de vacinas, que é importante e tal (e eu tenho a perfeita consciência disso!)... mas consegui fugir sempre... Pois bem, Isabel, sei que serás a pessoa que mais vai ficar feliz quando ler este post... :)

Há uns dias tivemos a nossa consulta de viajante, visto que vamos em breve para um destino mais diferente do que costumamos ir (depois conto como tudo correu!). Não era necessário levar qualquer tipo de vacina, mas eu tinha de atualizar o meu boletim e mentalizei-me para tal... Afinal de contas já sou uma mulherzinha de 40 anos, que teve já uma filha e ainda com medo de agulhas?! Não pode ser...

A consulta com a enfermeira que, por acaso também se chamava Isabel, correu maravilhosamente bem! Ela foi tão meiguinha, tão compreensível com o meu medo (contei-lhe porque gosto que as pessoas estejam cientes que posso ter outra personalidade no momento da ação!) e o tempo que estive com ela deixou-me tão à vontade que, olha, avancei...
A minha filha estava comigo e fez exatamente o que lhe costumo fazer: apoiar-me! Deu-me a mão e foi fazendo festinhas boas... Claro que senti a picadela! Mas não foi nada do outro mundo. Portei-me mesmo como uma mulher grande! E em frente à minha filha, para que ela tenha este meu exemplo como modelo (que, acreditem, é único na minha vida!).
Passei o resto do dia bem e toda orgulhosa de mim própria. Durante a noite e no dia seguinte... ui! Todo o músculo do braço doía... A zona estava mais quente que a restante... Mas.... olha... passou, dali a uns 2, 3 dias passou por completo...

E eu agora sou uma pessoa vacinada e orgulhosa! :P

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Estou aqui

O ano passado já o accionei (pode ler aqui) e, sinceramente, pouco uso lhe demos, pois evitamos os locais com muito movimento. Este ano penso que vamos usá-la mais vezes até porque vamos viajar. Todo o cuidado é pouco e antes prevenir do que remediar...
Imaginar-me sem saber do paradeiro da minha filha dá-me uma coisinha má... Nem consigo imaginar-me bem numa situação dessas... Por isso, prevenção acima de todas as coisas...

Clique aqui caso queira também aderir. Explico os passos todos de como pode fazê-lo.





segunda-feira, 11 de junho de 2018

O acordar dela...

O meu primo foi abrir-me a porta branca e levou-nos até ela...
Lá estava ela, deitada, a dormir, de boquinha aberta e à frente da cara tinha uma máscara de oxigénio.  Ali permanecemos quietinhos à espera que acordasse... Entretanto, o meu primo disse-nos que não sabia como ela respirava... que tanto as amígdalas como as adenóides eram gigantescas... Mas que agora ia ficar tudo muito melhor com ela... Era esse o objetivo!
Dali a um pouco (quando ele se foi embora!), ela começa a tossir... a colocar para fora coágulos de sangue, quer do nariz quer da boca, e a sensação que tinha era que estava a engasgar-se... Por mais que limpasse mais sangue vinha colado atrás. A ideia era ela permanecer deitada de lado com a cabeça inclinada, para evitar ingerir aquilo. Mas... é difícil sossegar uma criança de 4 anos. Foi uma hora de muito choro, de muito pedir colinho, de muito mimo, de muita criatividade para a distrair, de muita agonia e medo... Ela já se embrulhava nos fios que tinha à volta do corpo... olhava para a mãozinha e dizia que não queria aquilo (o canal para o soro/medicação) ali, que queria tirar...
Ela ficou com a carinha toda suja de sangue... Minha rica filha... Dava tudo para ela não passar por aquilo...
Depois, quando já estava mais calma, saímos da sala do recobro e fomos para a outra sala, a primeira onde tínhamos estado. O enfermeiro Marco deu-lhe um sumo de maçã fresquinho e ela bebeu todinho... (e eu a imaginar que seria um gelado!!!...).
Vestimo-la, pegamos na Minnie e na Girafa do T., envolvemos-lhe nas suas mantinhas e fomos para casa, onde nos receberam os nossos amigos ainda acordados, para a verem e saberem dela.
Nessa noite estava cheia de energia... nem parecia que tinha feito uma cirurgia. Falava normalmente e estava pronta para outra.
Dormimos os 3 na caminha, caso alguma coisa acontecesse... Apesar dela ainda estar a ressonar, foi uma noite tranquila, dentro dos possíveis...


quarta-feira, 6 de junho de 2018

O pré-operatório...

Chegou o dia 14 de maio... o dia da sua cirurgia! Estava marcada para as 19h!!! Instruções: a partir das 13h não podia nem comer nem beber nada!!! 

Ela almoçou muito bem. Mesmo bem! Tinha mesmo que almoçar bem, pois sabíamos lá nós quando ela poderia comer ou beber novamente...
Decidimos passar a tarde no "parque infantil" do Colombo. É um sítio que ela gosta de estar e não levava com o sol de Lisboa, fazendo-lhe querer beber. Pelas 16h fomo-nos dirigindo para o Parque das Nações, na esperança que ela adormecesse. E assim foi.
Quando acordou, levei-a no meu colo para o Hospital e lá aguardamos um pouco.
Quando chamaram pelo nome dela, levaram-nos para um quarto grande onde estavam outras pessoas, separadas por cortinados. Deram-nos 2 batas e 2 toucas (uma para ela e outra para quem fosse com ela para o bloco operatório - eu!). Vesti-a e vesti-me. Ela deitou-se na sua caminha junto com a Minnie (a amiga de sempre!) e a girafa que ela levou consigo e que era do seu "irmão gémeo" T. :)
Acompanhou-nos o enfermeiro Marco extremamente (bonito!) simpático e sempre muito meiguinho com ela. 
O anestesista Dr. Chaled Al-Kadri também nos visitou. Ela sempre muito envergonhada quando ele falava com ela. Até que ele "virou palhaço"! Começou a fazer caretas e palhaçadas com a touca. Dizia que a touca fazia magias e tal... Muito, muito meiguinho! Disse-nos que só colocariam o soro nela quando ela já estivesse a dormir e que seria tudo muito soft para não criar qualquer tipo de trauma no futuro.
Deram-lhe uma espécie de xarope para ficar "bebedinha" e acreditem... ela ficou mesmo! Fartamo-nos de rir com as coisas que dizia... E ainda brincamos um bocadinho com ela enquanto esperávamos pela hora. No fundo, o meu coração de mãe estava a ficar cada vez mais pequenino com o aproximar da hora...
À porta do bloco operatório estava o nosso primo, quem lhe ia operar. Ela ia no meu colo, embrulhadinha nos cobertores. Ele falou com ela, sempre simpático e meiguinho. Deitei-a na cama da operação. A enfermeira do bloco também muito simpática a falar com ela. E chegou a hora de lhe colocar a máscara. Disse-lhe que era a máscara parecida com a de mergulho do padrinho. Ela deixou, como tínhamos combinado... 
Estava à espera que ela adormecesse serenamente e com naturalidade, tal como adormecem nos filmes e na Anatomia de Grey. Mas não! A dada altura o médico anestesista diz-me: "Não se assuste! Eles começam a ficar agitados agora no final!". E ela ficou! Começou a espernear e a revirar os olhos. Só me lembrava de mim pequenina a passar exatamente pelo mesmo. Eu lembro-me que também esperneei... Será que foi disso? Não sei... Parecia que ela estava a ter um AVC ou com falta de ar... Foi um choque para mim e, como ninguém me tinha preparado para aquele cenário... o meu coração ainda ficou mais pequenino do que já estava, como se isso fosse ainda possível...

Se me perguntassem hoje se voltava a entrar no bloco operatório com ela, mesmo sabendo que ia vê-la passar por aquilo, eu responderia que sim, 1000 vezes SIM. Tenho a certeza que ela se sentiu mais segura comigo ao seu lado, a segurar-lhe a mãozinha pequenina, do que sem mim... 
Tudo por ela...



Dr. Chaled Al-Kadri
Anestesista

Dr. Pedro Machado Sousa
Otorrinolaringologista (e nosso primo!)

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Uma curiosidade!

Como não sou uma moça egoísta e gosto de partilhar conhecimento, decidi fazer este post. Eu nunca, nunca simpatizei muito com abelhas. Quer dizer... eu gostava até uma delas me picar depois de pousar no meu braço e de eu achar que ela queria uma festinha (tinha uns 5 anos na altura!)!!! Pimba ferroada para aprenderes a não seres totó! Ainda tive mais um contacto com uma outra abelha que fez o favor de me picar exatamente no mesmo local que a primeira... E pronto! Depois destes 2 episódios nunca mais quis saber de abelhas! Até.... o dia em que soube que os meus sogros tinham abelhas!!! Ai minha nossa! Vi a minha vida a andar para trás... Ainda houve um ano que lhes dei uma ajuda (pequenina!!!!) com os favos (não me perguntem termos técnicos nem nada que não sei!), mas neste momento o máximo que faço é vender o mel que as abelhas deles produzem, que por acaso é bastante saboroso e natural... Caso queiram mel, basta falar comigo! :)

Existem umas quantas casotas lá no quintal e numas outras terras que eles têm. As do quintal estão exatamente no sítio oposto por onde costumo passar. Prefiro jogar pelo seguro e dar uma volta maior do que ter que levar uma ferroada novamente. Isso é que não! Outro dia fomos lá (claro que não me aproximei!), mas o meu sogro vinha com uma abelha na mão.... Eu pus a minha cara mais horrorizada por ele ter uma abelha na sua mão, correndo o risco dela o picar, quando ele me disse "É um macho e os machos não dão ferroadas." UAU! Eu não sabia disso! E aposto que muitos de vocês também não... Agora tenho a vida muito mais facilitada. Quando vir uma abelha macho ficarei mais descansada. Só que a diferença entre a abelha macho e a fêmea é pouca. Tem a ver com o tamanho da dita cuja... Simples!!!
Not! Não é tão simples assim... Eu não sei o tamanho normal de uma quanto mais distinguir se é macho ou fêmea... Melhor é continuar a "fugir" delas e bater palminhas...


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Nem chorou...

Chegou o dia de ir com ela fazer as tão temidas análises ao sangue... 
Sofri desde o momento que levei a requisição para casa até o dia de as fazer. Sofri porque, desde pequenina que normalmente fazia altos filmes de terror sempre que tinha de fazer análises ou levar vacinas. Queria encontrar a melhor forma de fazer com que ela não ficasse aterrorizada como eu ficava com a situação. Queria mostrar-lhe que não havia problema nenhum em fazer análises. E não há, efetivamente. Mas é preciso ter alguma sensibilidade, pois fazer análises ao sangue não é tão divertido como ir ao parque infantil!
Chegamos e ainda tivemos que esperar a nossa vez. Digamos de passagem que ainda esperamos um bom bocado. E, enquanto esperávamos, a técnica Luísa (que ela intitulou de Sra. Simpática) veio falar com ela, perguntou-lhe o nome e a idade e deu-lhe alguns elogios. Quando entramos ela estava apreensiva e sempre atenta ao que a "Sra. Simpática" estava a fazer (enquanto preparava as coisas para lhe fazer a análise). Sentou-se no meu colo e esteve a escolher o penso rápido que queria (da Frozen, pois claro!) e concentrou-se na minha voz, como lhe tinha sido pedido. E...foi rápido! Ela manteve o braço quietinho e apoiou-se em mim. E, no fim, ainda disse que doeu, mas só um bocadinho...
Eu, claro, fiquei de lágrima no olho de felicidade por ter conseguido que ela fosse uma corajosa e se portasse tão bem! Claro que depois fomos tomar o pequeno-almoço e fomos comprar a Elsa, tal como lhe tinha prometido. 

Mais à frente contarei os passos que segui para ela se ter portado como uma menina crescida!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Adenóides malditas...

Muita gente não sabe, mas a minha M. esteve doente o mês de novembro e dezembro. Fruto da época: fanhosa, amigdalas inchadas. Como não passava... falei com a sua pediatra que me receitou um xarope para usar durante 7 dias e, caso não passasse, deveria ser vista por ela. Melhorou, mas não passou! :( Fomos vê-la. Aproveitamos para fazer a consulta dos 4 anos, embora ainda faltasse 1 mês para chegar lá. Ela aconselhou consultar um Otorrinologista. Tudo porque todos os sintomas levavam a querer que ela estava, pela 2ª vez, com Adenóidite (já o ano passado teve, falei disto aqui) e que poderia estar na lista dos grandes candidatos a retirar as ditas cujas (supostamente, disse ela, o aumento das adenóides por volta dos 4 anos já não diminui, pelo que pode afetar a audição, a fala, o "estar cansada" porque não dorme bem, porque ressona e porque tem apneia do sono, tudo sintomas que ela já tinha!!!). Ora bem, dizem-me vocês que é uma cirurgia rápida e tal e eu juro que eu sei que é, até porque eu fui alvo dessa intervenção "espetacular" (NOT!)... Mas dizer que a nossa filha poderá passar pelo mesmo, deitar-se numa maca de hospital para fazer uma Adenoidectomia,... é uma coisa super diferente. É simplesmente querer trocar de lugar com ela a todo o custo. Este foi o primeiro pensamento.
Segundo pensamento: tenho medo de cirurgias fáceis. Não venham cá dizer que ah e tal porque é rápido e fácil e não vai acontecer nada de mais. Pois eu também tive uma dessas rápidas e fáceis e que não acontecia nada de mais e olha... estive quase a passar desta para melhor (pode ler a minha experiência de "cirurgias fáceis" aqui). Mais um bocadinho e não estava aqui a contar estas histórias... 
Terceiro pensamento: não vou sofrer por antecipação! Uma coisa de cada vez. Primeiro teria de arranjar consulta com um Otorrino (difícillllllll!) e depois logo se via! Graças a Deus tenho um primo que é Otorrino e com certeza iria ser mais rápido, embora ele só venha cá dar consultas 1x por mês. Muito pouco para quem precisa muito!... Quando, finalmente, conseguimos consulta, já a minha M. estava bem de saúde... Mas fui na mesma. Se tinha as adnóides inchadas, ele haveria de ver alguma coisa. Segundo ele, não haveria necessidade de ser operada, uma vez que ela não tinha sido uma criança com problemas frequentes desses. A verdade é que ela só teve 2 vezes adnóidites, em 3 anos, o saldo era positivo. Isto acalmou em muito o meu coração!
Bom... mas.... como nem tudo é um mar de rosas... bastou regressar à escola e passar uma semaninha de aulas para voltar a estar fanhosa e ranhosa e com amígdalas inchadas, e tudo o que tem direito... Já estou a aplicar o que o meu primo receitou em caso de SOS. O que vale é que temos consulta logo a seguir ao aniversário dela noutro Otorrino (que marquei lá atrás em dezembro, quando estava na busca frenética por uma consulta e que mantive só para ter uma segunda opinião!), só naquela para realmente saber se está tudo dentro do que se chama "normal".

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O Pai Natal existe?!

No fim-de-semana que antecedeu o Natal, a minha M. teve dois encontros em dois dias seguidos com 2 Pais Natal diferentes.
Quero manter a ilusão do Natal na minha filha a todo o custo por isso o meu receio da pergunta "O Pai Natal existe?" é natural que exista. Quanto mais ela "viver" experiências com o Pai Natal, maior é o risco de descobrir que ele apenas existe dentro do nosso coração. Eu acredito que esta magia vai permanecer no coração da minha filhota ainda algum tempo, pois ela tem um coração puro e muita inocência (e distração que herdou da mãe também!). Mas nunca fiando!...
No segundo dia, inclusive, como estavam a esvaziar o pula pula e ela questionou porquê, no momento respondi-lhe que era para o Pai Natal estacionar o trenó. E quando saímos do espaço, depois dela receber a sua prenda, passamos pelo jardim e ela diz-me "Mãe, o Pai Natal não veio de trenó!", porque lembrou-se do que lhe tinha dito antes e tendo em conta que o Pai Natal ainda estava lá dentro... Espertinha ela! :)

O que é certo foi que quer num encontro, quer no outro, vi o brilho no olhar da minha M. quando se aproximava o momento dela ir ter com o Pai Natal. Medo não teve, porque ela sabe que o Pai Natal não lhe faz mal e só lhe vai dar uma prenda, mas nervos miudinho lá isso teve (e muitos!)... Mas só a alegria na carinha dela vale 1000 riscos...
(No jantar de Natal da minha direção)

(na festa de Natal da associação à qual pertenço, por trabalhar numa empresa de aviação)

(A Minnie, sempre a Minnie...!)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Eles saltam do livro...

Há tempos ofereceram à M. uns livros que anteriormente pertenciam à filha de uma amiga minha. Ela já não os queria mais e disse à mãe para ela dá-los à M. - acha-a muito fofinha! Os livros são, na verdade, um bocadinho avançados para a idade da minha M., mas com certeza um dia vai achá-los piada, pensei eu! Mas... quando os mostrei, a minha M. achou-os imensa piada e noite sim, noite não, são os livros que tem escolhido para a última leitura do dia. 

Um dos livros que ela mais gostou foi o livro dos insectos. É um livro que mostra imagens do tamanho do livro dos insectos: abelha, aranha, formiga, gafanhoto, etc, etc, etc... A primeira vez que estávamos a vê-lo, literalmente, chorei de rir com a atitude da minha M.... Então não é que ela pensava que os insectos saltavam do livro para ela! Ficou impressionada principalmente com a aranha (que realmente é bem feiosa!) e tinha enorme dificuldade em tocar na folha onde ela estava. Foi um momento bastante engraçado e ri-me que me fartei (e ela também!)...
Nos primeiros tempos penso que até teve pesadelos com a tal aranha, porque acordava de manhã a dizer que ela tinha saído do livro e tinha-lhe dado uma dentada a meio da noite... Imaginação muito fértil! :)


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Um inquilino indesejado...

Certa manhã (uma segunda-feira de outubro!) fui tirar a roupa da máquina de lavar (tinha posto a trabalhar a meio da noite!) e quando estava concentrada a fazê-lo, ainda cheia de sono, oiço uns barulhinhos em cima da bancada da cozinha. Olhei e vi-o! Ficou assustado quando se apercebeu que o vi! Larguei tudo o que estava a fazer e fugi para o 1º piso da casa, onde estava a restante malta, não fosse ele subir as escadas.

Um rato! Um rato na nossa cozinha!
Como era possível?!
Como ia ser a minha vida dali para a frente?!
Ir à cozinha só mesmo acompanhada e apenas se não houvesse outra saída!

O rato, para quem não sabe, para mim é dos animais que mais detesto! Tenho pavor, nojo e tudo o que possam imaginar... um rato! Como era possível! Todos os dias chegava a casa sempre desconfiada, não fosse ele roer a porta  da cozinha (que passou a estar fechada!) e estar todo refastelado a ver TV e a beber uma cervejola!! A sério!!!!
Todos os dias sempre de coração nas mãos. O grande caçador foi mesmo o homem lá de casa. Mas o rato só se deixou apanhar no final dessa semana, portanto a minha angústia, desconfiança, mal estar em casa durou ainda umas valentes horas/dias, para infelicidade minha!!!

Depois de ter sido capturado, era necessário desinfetar toda a cozinha! Por mais que tentasse, com ou sem luvas, com desinfetante que cheguei a borrifar toda a bancada, não consegui por o pano... Só de imaginar que aquele bicho nojento tinha passado por ali, tinha estado em cima das minhas coisas, a cheirá-las, a tocá-las e, quem sabe, a fazer xixi nelas, o meu coração e a minha repugnância aumentava... Não consegui, mesmo depois de algumas tentativas!... Lá se chegou à frente o valente, pois se ele os acha assim tão lindos e fofinhos, pois então que limpe a cozinha para nós humanos vivermos em harmonia... de preferência sem morganhos, ratos, ratinhos, hamsters, e tudo o que for parecido com esses bichos... É mesmo fobia! :(

Os únicos que são permitidos lá em casa é a Minnie e o Mickey... E já chega!
Vá o Ratatouille também pode ser, mas apenas e só se cozinhar lá em casa!... 



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Conhecemos o Sr. Teimoso e... ficou amigo dela!!!

Falei aqui que um dia disse que havia um Sr. Teimoso, numa tentativa de "dobrar" a minha filha quanto às suas teimosias que, como qualquer criança, tem.
Às vezes ela perguntava-me como era o Sr. Teimoso... Disse-lhe que tinha barbas e cabelo grande. Usava chapéu, camisa xadrez de verde e preto, calças de ganga e botas. Estava sempre todo sujo e mal cheiroso porque não se lavava. Andava numa carrinha de caixa aberta à procura dos meninos teimosos. Levava-os para a sua casa e obrigava-os a fazer as tarefas domésticas e a limpar as suas roupas e botas que estavam sempre cheias de cóco. Quando ele via que as crianças já não eram teimosas, ia levá-las a casa. Mas até lá ficavam sempre com ele.

Durante as festas da Lomba da Maia, havia lá um senhor que apesar de não andar sujo, tinha as mesmas características do Sr. Teimoso e também andava numa carrinha de caixa aberta. Disse à minha M. "Olha o Sr. Teimoso é aquele!"... Ela à porta da casa da sua bisavó, espera por ele, que estava a subir a rua a pé e, pergunta-lhe corajosamente (sem medo nenhum mesmo!) "Como te chamas?!". Ele, muito surpreendido por ela estar a falar com ele, diz "Eu?! Chamo-me Tiago."... E ela diz-lhe adeus com um sorriso na cara. O amigo dele diz, em tom de piada "Não é o Pai Natal!!!"... Ahahahah, mal sabe ele que ela pensava que era bem pior que isso!!!
Entra em casa toda feliz a dizer que tinha falado com o Sr. Teimoso!!! E eu a pensar "Pronto, lá se foi o medo do Sr. Teimoso!"... E ela, cheia de interrogações, diz: "Mãe, mas o Sr. Teimoso chama-se Tiago e não estava sujo!"... Disse-lhe: "Oh filha, claro que ele não vai dizer que se chama Sr. Teimoso... o nome dele é Tiago, como tu és Matilde, mas todos o conhecem como Sr. Teimoso. Ele não estava sujo porque os meninos teimosos que estão na sua casa limparam a roupa dele para ele poder vir para a festa...!" - Tive de manter a história, porque preciso dela ainda, mesmo até apesar dela não ter medo nenhum do Sr. Teimoso... 

Nem vale a pena dizer que sempre que se cruzavam, diziam adeus um ao outro e trocavam sorrisos... A minha M. ganhou um novo amigo...
(O verdadeiro Sr. Teimoso não é este, mas é o mais aproximado possível...)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Desafio 52 semanas #33: Tenho medo de...

Esta semana o desafio é dizer de que mais tenho medo nesta vida.....
Sou um bocado medricas, é um facto, pois tenho medo de alturas, de cobras, baratas e ratos (uns mais que outros!), de agulhas e vacinas, de ouvir o que o médico tem para me dizer depois de algum exame, mas os medos verdadeiramente gigantes da minha vida são:
- de ser assaltada na rua ou em casa, abrir os olhos e ver um individuo à minha beira (deve ser uma sensação do caraças!)
- enfrentar doenças graves em mim ou na minha família (já passei por isso e não o desejo a ninguém...)
- de morrer (essencialmente por ser obrigada a deixar quem amo sem poder despedir-me e também por não saber o motivo da minha morte e por não saber o que vai acontecer depois de passar para o outro lado)

E, além de todos os medos que já disse aqui, o maior de todos (mesmo, mesmo), aquele que só de imaginar me sinto sem chão, é o enorme, gigantesco medo que tenho de perder quem eu amo... Este, sim, é, sem dúvida, o meu maior medo!



sábado, 29 de julho de 2017

Paranóias minhas

Há uns tempos uma amiga minha partilhou no facebook um artigo (este aqui) que eu li e consegui finalmente perceber o que me acontecia de vez em quando.

A partir de certa altura da minha vida, às vezes isto acontecia-me e nunca percebi porquê e, com medo, nunca falei disto a ninguém... sei lá... Durante uns tempos pensei que fosse fruto de um filme que tinha visto (O enigma do mal) há muito tempo atrás e que me ficou na memória pelo traumatizante que é.

Quando me acontece, tenho a sensação de que estou acordada e não consigo nem mexer-me e nem chamar pelo socorro de alguém. Não sai som da minha boca. Tenho também uma sensação estranha de que algo sobrenatural está ali e quer tocar-me e eu não consigo mexer-me para me defender da "coisa". No início tinha medo e não queria abrir os olhos para não ver o que estava ali, mas depois fazia força para abrir os olhos e nada. Não conseguia. Sempre que mudava de casa sentia um alívio porque durante uns tempos não seria incomodada pelo "espírito do mal", pois na minha cabeça ele não saberia onde me encontrar durante uns tempos. Até que ele voltava... Depois do "pesadelo", quando finalmente consigo abrir os olhos, sinto-me tão cansada e com a minha respiração acelerada. Olho para o lado e tudo dorme, tudo está calmo. É como se nada se tivesse passado e, na verdade, não se passou nada! Agora sei, quando li este artigo, que o meu cérebro acordou, mas o meu corpo não. E tudo se explica assim, tão simples...

sábado, 17 de junho de 2017

Primeiro passo está dado!

Terminaram há 2 dias as inscrições para a escola! 
A minha M. já está inscrita (desde o início do prazo!) para frequentar a escola no próximo ano letivo. Disseram-me para voltar a ligar no início de julho para saber se tinha ficado ou não (What?!).

Inscrevê-la numa escola foi para mim como inscrevê-la no mundo. Agora sim ela vai deixar de ser uma bebé para ser mais uma criança numa escola qualquer, aos cuidados de outras pessoas que não conhece, exposta aos perigos de quedas e afins sem eu estar por perto para dar o beijinho que cura tudo,... 
Sei que é o melhor para ela neste momento e, apesar de saber que até lhe possa custar nos primeiros tempos, ela é uma criança bem disposta e que interage facilmente com outras crianças, mesmo não as tendo por perto todos os dias da semana. Uma coisa é certa, tenciono acompanhá-la em todas as etapas da sua vida, participando ativamente no seu percurso escolar (e não só!) e, neste momento, já só rezo para que ela tenha bons educadores e professores que me ajudem a fazer dela uma pessoa íntegra, com princípio e com o coração maior que ela própria! Apoio em casa não lhe vai faltar!...

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Coimbra, cidade de encanto...

Coimbra é uma cidade que me encanta. Confesso que antes de 2008 encantava-me mais, mas o desfecho positivo da nossa história (graças a Deus!) fez com que não deixasse de sentir carinho por esta cidade, embora me tivesse colocado mais distante.
Ainda estava eu a residir em S. Miguel, quando uma das minhas melhores amigas de infância ficou colocada na Universidade de Coimbra. E a partir desse momento, Coimbra passou a ser uma das minhas cidades de eleição.
Enquanto estudei em Lisboa fui algumas vezes a Coimbra, especialmente em alturas da Queima e também apenas em passeio... Coimbra nessa altura veste-se mesmo de negro, mas um negro feliz, e as tradições académicas são as mais espetaculares do país. É como se ganhasse vida e jovialidade.
Por volta de 1997, em altura de férias da Páscoa, também estive em Coimbra por questões de saúde (também do meu irmão!) que, por terem sido menos graves, não tiveram o efeito que 2008 teve em mim. Mesmo aí, sempre senti Coimbra como uma cidade, que embora me transmita alguma nostalgia, sempre foi acolhedora, agradável e muito simpática e romântica.
O rio Mondego aos "pés" daqueles edifícios cheios de história. A "velha cabra" lá no cimo da encosta, a Universidade, as Igrejas, as ruas, as esplanadas à beira rio, é tudo, tudo tão mágico, tão romântico. Cheguei inclusive a visitar os jardins onde se encontravam D. Inês e D. Pedro. Final trágico. Aqueles locais são, sem dúvida, cheios de um poder histórico incrível e sente-se no ar que ali se viveu um Amor gigantesco.
Quando contemplo in locco as imagens que vos deixo aqui tenho a sensação de ter como música de fundo as músicas que também vos deixo e que toquei e cantei com a minha tuna vezes sem conta, permitindo que fossem também músicas da minha vida...

Apesar desta vez (e desde 2008!) a nossa visita ter sido de "coração nas mãos", aproveitamos para rever alguns amigos, daquelas pessoas luz que não dispenso por nada.

(esta é logo a primeira que me vem à cabeça por falar na "velha cabra" e em "Santa Clara")

(logo a seguir chega a nostalgia desta música que as imagens sempre me transmitem...)



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Se existem anjos?!

Existem e eu conheci-os!
De Abril de 2008 a Janeiro de 2009 estive eu e a minha família nas mãos de anjos na terra (já falei disto aqui)... Uma equipa médica (desde médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, do secretariado,...) digna de louvar e levantar as mãos a Deus para agradecer a existência das mesmas.
Quando estamos numa situação de risco o melhor que temos a fazer é entregarmos a nossa vida nas pessoas que cuidam cientificamente de nós, lutar com as nossas forças para ajudá-los a ajudarem-nos e ter fé de que tudo ficará melhor. Foi isto que fizemos e foi isto que, principalmente o meu irmão fez.

Desde o primeiro momento em que estivemos com o Prof. José Casanova que sentimos elevada empatia e segurança de que ele poderia ajudar o meu irmão. Ele é afável, a simpatia em pessoa, é humano e do melhor que temos em Portugal para os tumores ósseos. A verdade é que queríamos que ele tivesse dito que tudo aquilo tinha sido um engano e que o meu irmão estava bem, mas não foi o que aconteceu e, mesmo assim, ele encorajou-nos a lutarmos juntos como família contra um bicho grandioso e disse-nos que sim, que era possível vencermos. Foi a isto que nos agarramos! A ele e a cada palavra que nos dizia sempre que nos cruzávamos nos corredores.

Até à cirurgia de remoção do bicho, e depois da mesma, ficámos entregues à sabedoria médica do Dr. Paulo Tavares. Ele é o melhor que já vi na área dele. Se por um lado ele parecia ser um Dr. House, em que a simpatia e sensibilidade eram abaixo de zero, por outro víamos um homem que gostava de vencer sempre, um verdadeiro lutador! Sentia que ele ficava ali lado a lado com cada doente a lutar para que o mesmo vencesse e, quando isso não acontecia, falar com ele não era definitivamente uma boa opção. O melhor era manter a distância razoável... Ao mesmo tempo que tinha sempre a resposta na ponta da língua (mesmo que às vezes o seu humor não fosse o nosso!), também era capaz de passar por nós sem mesmo dar conta de que estávamos mesmo ali... Dizem que os mais inteligentes têm as suas pancadas e ele tinha muitas. No entanto, mesmo de férias, ele nunca deixava de passar no hospital, nem que fosse apenas 1 vez por semana para controlar o andamento da coisa. E eu sempre admirei isso nele. Mesmooooo!

Os enfermeiros, qualquer um deles, sempre mostraram elevada entrega aos seus doentes. Dedicação e entrega, carinho e amizade eram sempre uma constante. Eles nunca levavam os seus problemas para o trabalho, mas acredito que levavam cada caso para casa, acredito que muitos sofriam com a perda de algum e ficavam felizes com a vitória dos outros. A qualquer pedido de urgência, era só chegar ao corredor e apanhar um qualquer que estivesse a passar, puxar pelo braço e lá iam eles ajudar. Tanta vez que isso acontecia...

Na altura aquela unidade estava localizada no Edifício B do Hospital Universitário de Coimbra (hoje é mesmo no hospital). Era um edifício velho de 2 pisos, sendo apenas o 2º piso para os tumores ósseos e de tecidos moles. Parecia um antigo liceu. Havia um grande hall de entrada, onde o meu irmão, antes da cirurgia, almoçava, lanchava e jantava todos os dias (ele preferia ali, pois sempre respirava um pouco de ar puro, pois ele não suportava os cheiros intensos da comida! Era tipo as grávidas com os cheiros!). Subíamos umas escadas em U, entrávamos por um pequeno corredor e depois do fim do mesmo havia uma porta. Depois dessa porta, havia um corredor de madeira grandinho (mas não muito grande) à esquerda e outro igual à direita. Em frente era a sala de convívio, que tinha uma televisão e várias mesas e cadeiras (todo o mobiliário foi oferecido pelos doentes que por lá passavam)... Ao lado era a sala de enfermeiros, onde normalmente eles estavam. Nos 2 corredores haviam os quartos onde estavam os doentes. Cada quarto grande tinha 6 camas. Dividir um quarto com mais 6 pessoas de várias idades, em que um queria ouvir música, outro queria ver televisão, outro não queria fazer nada, outro falava alto, outro queria o silêncio, não é fácil! Os horários das visitas eram mais flexíveis do que no próprio hospital e ainda bem! A comida vinha de carrinha e subia pelo elevador. Ao fundo do corredor do lado direito estavam os gabinetes dos médicos e dos enfermeiros. Durante a semana, os doentes eram acompanhados por psicólogos e recebiam visitas de irmãs que falavam com eles e quem quisesse podia comungar.

Era um piso pequenino para a procura que, infelizmente, existe, mas naqueles 2 corredores existia amor, fé e muita procura desesperada pela saúde... Naqueles 2 corredores andavam de um lado para o outro todos os ANJOS que ajudaram o meu irmão (e todas as outras pessoas que por lá passaram) a vencer e a minimizar os momentos menos bons que ele passou...

Obrigada equipa!
Vocês deviam ser imortais!


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Mundo imaginário aos 2 anos e 10 meses

Na passada segunda-feira, dia 28, a minha M. fez 2 anos e 10 meses. Os 2 anos e 10 meses mais exigentes, mais difíceis, mas também os mais felizes da minha vida! Ainda grávida inscrevi-me num site de bebés brasileiro que mensalmente me envia newsletters a informar a fase de cada mês. E digo-vos, é muito giro vermos a evolução de cada mês e eles têm sempre o que dizer (coisas acertadas por sinal!)...
Este mês, em que eles falavam dos 2 anos e 10 meses (aqui) e dos amigos imaginários que crianças dessa idade criam, achei engraçado porque, desde o dia do Halloween, e depois de ver um episódio de Halloween da Patrulha Pata e de ver vezes sem conta a publicidade da festa de Halloween do Panda, que a minha M. imagina...... fantasmas! Às vezes diz mesmo que estão ali ao lado. Eu olho e não vejo nada! Já lhe disse, inclusive, que os fantasmas não existem. Ela sabe-o, mas acha piada brincar "ao fantasma da meia-noite"!... No fundo, ela tem mesmo medo, e às vezes demonstra-o, mas regra geral ela sabe que eles não existem e leva a coisa na brincadeira...


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A minha queda de cabelo do pós-parto

Depois de, sensivelmente, 3 meses da minha M. ter nascido, o meu cabelo começou a cair drasticamente... Mesmoooooo... Eu que nunca fui "boa de cabelo", vê-lo a cair vertiginosamente foi um martírio. Sabia que isto acontecia. Já me tinha soado pelas conversas das minhas amigas mães, mas eu podia ser uma exceção à regra... Não fui! Nunca pensei era que fosse tanto... tanto tanto que comecei a ter mesmo medo de ficar careca, ou pelo menos quase... Só tinha a certeza de uma coisa: não queria cortar o cabelo curto por causa disso. Não queria ser como algumas mães que conheço que depois do bebé nascer cortam o cabelo curto. Eu não queria! Para quem não sabe eu detesto cortar o meu cabelo curto. Só o cortei curto uma vez quando tinha 10 anos (obrigada pela minha mãe, que na altura ainda decidia os meus cortes!) e eu jurei para nunca mais... Claro está que foi nessa altura que proibi a minha mãe de decidir que corte devia fazer...

Olhem eu tão linda de cabelo curto, à laia de marinheira!


Bom, voltando à queda de cabelo...
Tinha a M. 3 meses quando o cabelo de nascença dela começou a cair em algumas zonas e o meu caiu juntamente com o dela. O dela parou de cair e o meu continuava a cair... Fui cortar um pouco o cabelo (mas não curto!) e não resultou!!! Estava já a entrar em pânico quando decidi ir ao dermatologista. Lá consegui uma consulta que não fosse daquele dia a 1 ano... É sempre um problema marcar consultas em dermatologistas cá na ilha... (um bom tema a abordar no blog!)
Fui à consulta e aproveitei para fazer um check up. O "já agora" também serve para estas coisas! Graças a Deus estava tudo bem com a minha pele e com os meus sinais... Aproveitei também que estava com a M. para ela ver uma manchinha que ela tinha na pele na zona da testa e olho (normal em recém-nascidos). Já não me recordo do nome da pomada que me receitou para a M., mas para mim levei com Ecophan, visto que era o único que não interferia com a amamentação. 
Todas as manhãs tinha que beber um copo de água com uma (ou duas, já não me recordo) colheres de pó Ecophan que cheirava mal que mete medo e sabia muito pior do que eu pensava e do que me tinham dito "ah e tal sabe a sumo de frutos tropicais"... Sumo de frutos tropicais gosto eu e muito... nem sei descrever bem aquilo, mas que era horroroso lá isso era. Mas lá tomei eu aquilo durante algum tempo, até que passado uns poucos meses de Ecophan, comecei a ver cabelinhos novos na minha cabeça e foi um enorme alívio... Ah e o cabelo deixou também de me cair como louco, graças a Deus.
Paralelamente ao Ecophan, também comia muita gelatina: dizem que fortalece as unhas e o cabelo! :)


(Aqui depois do corte de cabelo que fiz para ver se ganhava força: pouco cabelo da mãe e da filha!)