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terça-feira, 5 de setembro de 2017

O que ninguém conta sobre o parto...

Há tempos li um artigo (este aqui) que me fez recordar o parto da minha filha. Tudo porque eu também senti esses ditos tremores. Parece que são normais de acontecer.

Mal a minha filha nasceu e depois de a terem levado de mim para fazerem os testes APGAR e vestirem-na, comecei a tremer como se não houvesse amanhã... Sentia frio por tudo quanto é lado, nem conseguia falar... Só dizia que tinha frio e, prontamente, as enfermeiras que lá estavam taparam-me com coisas quentes que nem eu sei bem o que eram... mas aqueci e parei de tremer dali a um bocadinho...
Na altura fiquei um pouco preocupada, mas rapidamente e inconscientemente associei essa reação à epidural que tinha levado... Afinal o motivo é outro, ou melhor, pode ser outro. Só saberei quando descobrir qual é o grupo sanguíneo da minha filha, ou se entretanto tiver outro filho e não tremer... :)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O pai fica!

Das melhores notícias (da última semana) que eu recebi, esta foi sem sombra de dúvidas a melhor:

Eu não passei por uma cesariana, mas podia ter passado. A minha filha nasceu de parto normal, com uma suposta epidural que nunca chegou a fazer o efeito mágico que algumas mulheres dizem que faz, ou sou eu que sou maricas (e sou mesmo, confesso, mas naquela hora, não fui, garanto!)

Eu detesto agulhas, pessoas de bata branca (vulgo: enfermeiros e médicos), não pelas pessoas que são, mas pelas "maldades" que me podem fazer... e detesto hospitais, pois é lá que fazem as "maldades"... Sempre fui assim, sempre fui uma medricas, mas posso dizer que foi trauma de infância, pois, infelizmente, até aos meus 7 anos andava pouco a pouco doente e enfiada em hospitais (além das visitas periódicas ainda fui submetida a 2 cirurgias) e rodeada de agulhas e pessoas de batas brancas... Desde aí, ganhei medo...

Quando a enfermeira que me acompanhava me disse que a bebé ia nascer e que eu teria de passar já para a outra sala, eu disse que só ia quando o meu namorido chegasse (naquele momento ele tinha ido ao carro buscar a máquina fotográfica). E ela insistiu que tinha de ser já. A irmã dele, que estava comigo (é enfermeira!), ligou-lhe e ele veio a correr e lá fomos nós para a sala da verdade. Nessa sala ele manteve-se ao meu lado, com ar assustado (nunca o vi tão branco!), não disse muita coisa (acho que lhe faltavam as palavras!), mas lá permaneceu. Só o facto dele estar ali comigo me fez sentir protegida, acompanhada. Não é fácil, mas é um momento em que, por momentos, achamos que não vamos conseguir fazer o que tem de ser feito... Mas o facto dele estar ali ajuda muito o nosso psicológico, a nossa força parece que ganha vigor... É inexplicável!... 

Se, por acaso, tivesse que ser submetida a uma cesariana, só ia querer ser acompanhada pelo pai da minha filha para ele também ter a oportunidade de ver a nossa filha, pela primeira vez, ao mesmo tempo que eu... Acho que é justo... Para não falar no apoio que ele me poderia dar naquele preciso momento... E também para ele poder sentir um pouco do que eu estava a sentir, não em dor, pois isso não é possível, mas em compaixão. É um momento nosso, só nosso e acho que é justo. Ainda bem que esta notícia chegou!