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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

As bolinhas...em dias de chuva...

Em dias de chuva, o sinónimo de uma tarde divertida é passar um bom bocado nas "bolinhas" do Parque Atlântico. Ela diverte-se... brinca com outros meninos que também estão por lá e, nós, os pais, ficamos sentados a vê-los brincar... Pode ser um bocadinho seca para nós, pais, mas é magnífico ver como eles interagem uns com os outros, como se defendem uns dos outros, como fazem amizades... E fazem amizades tão facilmente... É tudo tão simples, tão fácil, tão inocente,... Fico ali com ar de mãe parva a olhar para ela a correr, a sorrir, a brincar com as bolinhas ou a descer no escorrega... É um doce de menina a minha filha... não me canso de dizer... e eu... eu... eu sou aquela mãe babada que fica feliz se ela tiver um sorriso rasgado na cara... 


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Um date à maneira...

Tivemos um fim-de-semana super chuvoso e entreter uma criança de quase 5 anos em casa não é tarefa fácil... A criatividade tem de ser uma constante... Vai daí mal acorda, ainda com aquele ar ensonado, convida-me para tomar o pequeno almoço no quarto! Que fofa! Porque não?! E assim foi... Preparamos as 2 um belo de um pequeno-almoço com tudo aquilo que nos apetecia comer e, num tabuleiro, levamos tudo para o quarto. Foi como se se tratasse de um "date" com pompa e circunstância... E ela ficou feliz (e eu também!)... 
A vida é feita de momentos... e temos de torná-los especiais... de torná-los em boas memórias, de aproveitar o amor e carinho que nos dão... de fomentar a proximidade... de fazer crescer o companheirismo e a cumplicidade entre a família... Só com dedicação, tempo e muita vontade é que conseguimos tudo isso e ainda ganhamos sorrisos e beijos que nos aquecem a alma, principalmente naqueles dias em que tudo é cinzento ou a preto e branco...

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Não se pede!

Se há coisa que não se deve pedir ou implorar é o amor, o carinho e a atenção de alguém. Devemos concentrar-nos nas pessoas que nos dão o seu tempo, atenção, carinho por livre e vontade própria. Se alguém a quem dedicamos o nosso afeto nunca tem tempo para nós, ou se só nos oferece indiferença, o melhor mesmo é virarmos a página e focarmo-nos nas pessoas que têm sempre uma palavra amiga, um abraço de conforto, ou simplesmente dedicam parte do seu tempo a nós, nem que sejam apenas 5 minutos de atenção, pois esses míseros 5 minutos fazem mesmo toda a diferença.

Fui lendo por aí estas frases:
"Não dediques tempo a alguém que não tem tempo para ti." 
"Se essa pessoa te trata com indiferença é porque não te merece."
"Uma pessoa que vale a pena é aquela que dá tudo sem esperar nada em troca e que te faz sentir importante."
"Não há falta de tempo, mas sim falta de interesse, porque quando realmente queremos algo, damos sempre um jeito. Se realmente houver interesse, a noite torna-se dia, as segundas tornam-se sábados e o momento menos esperado torna-se uma oportunidade."

Tantas verdades... palavras sábias que muitas vezes colocamos atrás das costas e não devíamos. Todos nós merecemos o céu... Merecemos receber amor, carinho, atenção. Merecemos ter o tempo de alguém. Merecemos ser o tempo passado, presente e futuro.


terça-feira, 10 de abril de 2018

Será que tenho o síndrome do "burnout"?!

Outro dia li este artigo aqui e fiquei a pensar nele... Diz que muitos pais têm o síndrome de Burnout que é um qualquer síndrome que alguns trabalhadores têm devido a uma elevada carga emocional e stress devido a condições desgastantes de trabalho! Por outras palavras, cuidar de filhos cansa mais do que muitos trabalhos que andam por ai!... 
De facto que criar e educar filhos exige demasiado de nós: tempo, dedicação (muita!), paciência (muitaaaa!), atenção, perspicácia, olhos em cada canto da cabeça,... Há momentos em que queremos explodir, outros que só nos dá para agarrar os cabelos e gritar, feitas loucas maníacas, numa de evitar alguma educação à antiga, dias que nos deitamos na cama e "morremos" para o mundo... de cansaço extremo... Há noites que tenho a sensação que dormi como uma pedra. Há noites que penso que nem me ouvi respirar, quanto mais a ela (sim, porque eu durmo de porta aberta, assim como ela, para poder ouvi-la sempre!). Acordo ainda cansada na manhã seguinte. Mas logo que chego ao quarto e vejo aquela criatura amorosa a acordar, a dar-me beijinhos de bom dia e um abraço caloroso, o cansaço vai embora (ou pelo menos finge ir!)... Mas... mal chego ao local de trabalho, sinto as minhas costas a doer, o corpo moído, mas uma já saudade enorme dela, mesmo que tenha ralhado com ela logo de manhã na arte difícil que é vesti-la!... Faz parte... tudo faz parte...
Antes dela nascer, tinha dias em que chegava a casa às 20h/21h, pois dava explicações em casa e também num centro. Nessa altura pensava que andava cansada. E estava sem dúvida. Mas agora, às vezes, ando muito mais... Quando soube que ela ia nascer, fiz uma opção: deixei de ter os "trabalhos extra" para poder estar com ela, acompanhá-la. Ela já não ia ter a presença constante do pai, pois ele tem dias que também trabalha até tarde. Não ia deixá-la sem pai e sem mãe. Ela tem os avós que grande ajuda nos dão. É com eles que ela fica sempre que não posso estar com ela. E é só com eles que ela consegue adormecer. É, sem dúvida, a sua segunda casa. Nunca conseguirei agradecer o suficiente por tudo o que eles lhe fazem desde sempre... Mas alguém (pai/mãe) tinha de estar presente. E esse alguém sou eu!
Com síndrome ou sem síndrome... não trocaria este cansaço por nada deste mundo, por trabalho nenhum... Eu nasci para ser mãe! Eu nasci porque alguém (ela) precisava um dia de mim... Deste "trabalho" de ser mãe não hei-de arrepender-me nunca!...


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Atenção: sou uma MÃE!

Há uns dias estava eu em casa com a minha M., mas enquanto ela brincava sozinha no seu tapete, eu estava sozinha na cozinha a preparar o nosso jantar e, ao mesmo tempo que arrumava a casa, lavava loiça e ainda ponha roupa a lavar! (Há dias que não dá para fingir que não existem tarefas domésticas para fazer e muito menos dá para deixar para amanhã!)
Ela pedia-me pouco a pouco para ir brincar com ela e eu, de coração partido, dizia-lhe que não podia, que tinha isto e aquilo para fazer, mas que quando terminasse ia brincar um bocadinho com ela. Acreditem mesmo que detesto dizer "não posso" à minha filha por causa de afazeres domésticos. Detesto mesmo! Sempre que posso deixo tudo por fazer para poder estar com ela, mas nesse dia era impossível. Tinha de fazer pelo menos o jantar para comermos... A dada altura ela vem até à porta da cozinha, com uma carinha muito zangada comigo e diz:
"Mãe, tu não és uma cozinheira!"
E eu, admirada com tanta determinação, digo "Ai não?! Então sou o quê?!"
Ela responde assertivamente: "És uma mãe!"

Dahhh Vera, és uma MÃE! 

Pois sou, filha! E é por isso que:
- sou cozinheira para te poder alimentar;
- sou educadora/professora para te poder ensinar coisas novas;
- sou médica/enfermeira porque cuido de ti quando estás doente;
- sou catequista quando te falo de Jesus e te ensino a rezar;
- sou despertador, quando tenho de te acordar cedinho;
- sou fashion adviser quando te visto toda linda e boneca;
- sou cabeleireira quando te penteio e, quando é preciso, corto também;
- sou ilusionista quando dou beijinho no teu dói-dói e ele vai embora;
- sou psicóloga quando não consegues lidar com a tua revolta;
- sou artista quando crio trabalhos manuais para te cativar;
- sou contadora de histórias quando me pedes para te contar uma história antes de dormir;
- sou empregada doméstica quando arrumo e limpo tudo em casa para que vivas num ambiente limpinho;
- sou atriz quando finjo que sou palhaça, que estou triste, que estou feliz, que sou o fantasma da meia-noite,...;
- sou lavadeira quando tiro nódoas da tua roupa ou quando a lavo, estendo, recolho, passo a ferro e arrumo;
- sou cake designer quando me aventuro no mundo dos bolos para fazer um lindo só para ti;
- sou babysitter quando estou a tomar conta de ti, mesmo sem estares doente;
- sou dançarina profissional quando tenho de dançar vários estilos de música "folclore, marchas, zumba, aché,...;
- sou cantora sempre que me pedes para cantar alguma música;
- sou uma espécie de "GPS" porque encontro tudo aquilo que não sabes onde está;
- sou modelo porque me imitas a toda a hora (e ser modelo dá mesmo muito trabalho, pois é a grande responsabilidade de ser mãe!);
- e sou ainda o teu anjo da guarda porque a minha grande missão é proteger-te.

Uma mãe é isso e muitooooo mais que só o dia-a-dia nos permite e faz ser!... Tudo isso por este amor incondicional que sinto por ti, minha filha...

domingo, 1 de maio de 2016

Obrigada à minha mãe hoje e sempre!

Vi este vídeo e emocionei-me!
De facto, antes de sermos mães, apesar de eu ter tido noção de que a minha mãe sempre gostou de mim e que sempre fez tudo por mim e de ter consciência que a valorizei sempre, só depois de ter sido mãe é que dei o real valor à minha mãe.
E sim, é muito difícil dizer o quanto me sinto agradecida por tudo quanto a minha mãe fez por mim... É difícil exprimir sentimentos. Mas hoje tenho de o fazer...

Lembro-me da minha mãe desde sempre... Ela esteve sempre presente em todos os momentos mais ou menos marcantes da minha vida. Ela, além de mãe, foi minha professora (na altura que ainda podia ser e, apesar de reconhecer que era uma excelente professora, nunca gostei muito que o fosse!), e foi e é a minha melhor e mais fiel amiga, minha confidente, minha parceira, minha fã nº 1! Para ela eu nunca sou feia e mereço apenas tudo de bom. Acho que se fosse má pessoa (que não sou!), ela continuaria a ser minha fã nº 1!
Não é fácil ser-se mãe de um ser como eu fui nos primeiros anos de vida (até os meus 7 anos): andava sempre doente, chorava por tudo (era mimada), à noite não dormia, comia muito mal e, nos dias que comia bem, vomitava no fim,... foi preciso grande ginástica para ultrapassar essa fase. Ela conseguiu!
Depois não dei assim grande trabalho a partir dai (digo eu!)... Sempre fui certinha e aplicada na escola, apesar de ser muito distraída (ainda hoje o sou!). Nunca quis ser a melhor da turma e nem estudava para tal, apesar da minha mãe sempre exigir que eu fosse melhor em todas as disciplinas.
A fase da adolescência é péssima para qualquer adolescente e, com certeza, para qualquer pai/mãe que se importe (eu sei que também irei passar por isso com a minha M. e espero ser capaz de estar à altura dos meus pais)... por isso, todas as minhas desculpas para esta fase. Graças a Deus nunca me meti em grandes sarilhos (daqueles que demoram a curar, tipo drogas, álcool,...).
A minha partida para a Universidade, para uma cidade gigantesca como é a nossa Lisboa, foi talvez o grande acontecimento que me fez valorizar ainda mais os meus pais. Foi aí que senti que eles eram os meus verdadeiros pilares, que sem eles não seria o que sou hoje. Foi um momento muito doloroso para mim (especialmente o meu primeiro ano!) estar longe de casa e deles e sei que para eles também foi uma dor enorme ter-me longe. A minha mãe ligava-me todos (TODOS!) os dias. Às vezes não havia assunto, mas ela nunca deixou de me ligar. Às vezes ligava-me mais do que uma vez por dia. Eu achava grande tolice, mas hoje percebo. Hoje, que sou mãe, sei que também ligarei à minha M. quando ela for "voar" para longe. Vou ser chata com ela como a minha mãe foi comigo. Eu sei. Eu sinto. 
Hoje dou valor a dobrar por tudo o que a minha mãe fez por mim e por todo o amor que me dispensou, por todas as dores que lhe causei, por tudo o que abdicou por mim (mesmo que nunca se tenha arrependido de nada, sei que abdicou de muita coisa por mim, porque eu, em 2 anos, também já abdiquei de muita coisa pela minha filha e não me arrependo de nada!), por todas as noite mal dormidas (mesmo já grande!), por todas as vezes que cuidou de mim quando estava doente, por todo o carinho e afeto que sempre demonstrou, por todas as refeições que me preparou (que nem sempre elogiei), por todos os sorrisos que me proporcionou, por todo o tempo que passou comigo ou que dispensou para tratar de coisas por mim, por me ensinar tantas coisas ao longo da minha vida, agradeço por tudo e por tanto. 
Quero ainda agradecer por tudo o que hoje faz pela minha M., a forma carinhosa com que cuida dela, enquanto eu tenho de trabalhar. Sei que a ama como se ela fosse uma continuação de mim, uma continuação do trabalho que fez comigo, dai dizer-se que "avó é ser mãe 2 vezes!". Agradeço-lhe por ela existir na minha vida e na vida da minha M., pois assim ela também vai agradecer a super avó que tem. E sei que também irá dar valor ao quanto a avó, diariamente, faz por ela.
Hoje, Dia da Mãe, da minha Mãe, essa grande mulher da minha vida, que sempre foi uma guerreira, que sempre lutou e deu tudo por mim e pelo meu irmão, e agora também pela M., que sempre esteve lá para quando eu precisei, quero enviar todo o meu amor e todo o meu orgulho por ela ser a minha mãe desde sempre! Por mais que faça por ela, nunca será o suficiente para lhe retribuir toda a dedicação e amor...
Obrigada Deus por me teres dado a oportunidade de ter como mãe esta grande mulher!