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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Um mês faz muita diferença!

Estive um mês parada! Um mês pessoal!
De facto o mês de maio não foi o mais simpático dos meses da minha vida... os 12 dias que estive de ausente do trabalho por assistência à família, em virtude da cirurgia da minha M., deram-me uma desculpa mais que válida para não cumprir com o que propus a mim própria - correr! Além desses 12 dias, tive mais 2 semanas (uma antes da cirurgia e outra depois de regressar ao trabalho!) que também não fui correr...
Há uns tempos que andava desmotivada e ir correr era um martírio, mesmo com os incentivos que o "correr" me dá... Isto e o turbilhão de emoções que vivi no pré-operatório fizeram com que decidisse não correr na semana antes da cirurgia... Pronto... deu-me para isto! 
A semana depois de regressar ao trabalho foi mesmo uma situação, digamos que... de preguiça mesmo!... Não corri porque não me apeteceu, não estava para aí virada... Aproveitei e fui almoçar com a minha M. a casa dos meus pais (embora tivesse regressado à escola, o almoço em casa dos meus pais... davam-me a certeza de que se ia alimentar bem!). Nessa semana fui-me preparando psicologicamente para reiniciar a corrida!...
Regressei esta semana... segunda-feira... e o que me custou! Pohhh não imaginam! Parecia que me arrastava... Corri sempre a combater o meu psicológico, a minha vontade de parar (por favor não digam a ninguém!). Ainda ameacei uma e outra vez, nos primeiros dias, mas os meus queridos amigos do "Gang das 12h" não me deixaram para trás, não me abandonaram e não desistiram de mim! Sem dúvida que assim é mais fácil! Claro que na hora só quero vê-los a seguir o seu ritmo (não gosto de atrapalhar ninguém!), mas eles são uns queridos e não me deixam desistir... Não sei se algum dia vou conseguir agradecer a ajuda que me dão... mesmo até depois de uma ausência tão prolongada!...

Se tive saudades?!
Deles, dos meus amigos, do convívio com eles, de rir com eles... tive muitas saudades... Do mar... do mar... ui... igual... Mas... de correr feita maluca pela avenida fora... NÃO!!!

Esta semana se me virem com um andar esquisito, não se preocupem, eu estou bem, posso é estar com os músculos todos lixados... mas isso são os juros de mora que mereço pela minha ausência!...

O mar... ah o mar... já entrou na casa dos 20º e está uma delícia...
(Cá estamos nós, as 3 da vida airada!...)


(É difícilllllllllllllllllllllll....)

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Um ano a fazer o que menos gosto...

Ah pois é! Hoje faz mesmo 1 ano que comecei a aventura de fazer o exercício que mais detestava de fazer neste mundo e no próximo: correr!!! Juro-vos que eu nunca, mesmo nunca gostei de correr! Era daquelas coisas que epá não me dava prazer nenhum... mesmo nenhum... nada, rien,...
Teve um momento em que até gostei um bocadinho de correr, mas desde fevereiro, não tem funcionado assim. Tenho-me obrigado a... e os meus amigos têm-me obrigado a... Se não for ficam mesmo zangados comigo... Mas gosto e continuo a gostar do espírito que temos em comum. Do espírito que me transmitem. Continuo a gostar de estar com eles. De rir com eles. De saber que me estendem a mão. Que não me deixam desistir. E na hora até "chatos" lhes chamo, porque não me deixam para trás... não me deixam sozinha...

Um ano a fazer algo por mim, algo que me faz bem, que me alivia a cabeça muitas vezes, que me permite ter um momento só meu, que me faz ter momentos tão bons a seguir (tipo este aqui)... Que para o ano eu venha aqui dizer "2 anos que faço o que menos gosto..."


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Sou fã desta moçoila...

Já o disse aqui que, desde que estive meia doente, logo após o Carnaval, que a corrida tem sido uma tragédia, um verdadeiro horror! O que me vale são os meus amigos da corrida que não desistem de mim... Quando são 11h50 já tenho a minha amiga a fazer "cucu" no messenger a informar que às 12h estará à minha espera para seguirmos viagem. E lá, no Pesqueiro, tenho os restantes parceiros da corrida à minha/nossa espera para seguirmos. Impossível dizer que não vou. Impossível não ir, a não ser que tenha uma desculpa bastante válida! Corro o sério risco de ir à força da pancadaria!... Ou então deles me fazerem uma espera valente à porta do meu trabalho!...
Todo este terror melhora sempre que vejo/penso num vídeo no Youtube (este aqui) que me deixa, como hei-de dizer, finada de rir, porque me revejo (e revejo os meus parceiros que têm o dom de falar na boa enquanto correm...!) em todas as fases, mais bem disposta e a pensar que "afinal não sou a única" que sofro deste mal... E o mais recente que também fazem as minhas delícias!!!



É uma youtuber que eu tenho seguido quase que religiosamente. É a Bumba na Fofinha! (E juro-vos que ela nem pediu publicidade, eu é que a faço de bom grado!!!). Ela é super engraçada, original, faz umas caretas únicas e, ainda por cima, é gira!... Há pessoas que são genuínas e ela é... pelo menos eu acho... Além de que me parto a rir com os vídeos que publica. Prevejo um futuro super brilhante para ela. Que assim seja...
E para que a conheçam melhor, caso tenham ficado curiosos, deixo aqui alguns vídeos que mais gosto! (Devo dizer que a escolha foi bastante difícil!!! Quase que ponha todos aqui... só naquela!)





terça-feira, 6 de março de 2018

Depois de correr à chuva...

Gostava de partilhar aqui uma sensação que tive há uns dias atrás. Bom, na verdade esta sensação até que é recorrente e consigo ter este prazer muita vez (à tarde no meu trabalho!)...

Como bem sabem, abdiquei da minha hora de almoço para me tornar uma "runner maniac" e "sea maniac" (quem vai ao mar com a água fria como tem estado só pode ser louca!!!! Principalmente em dias frios...)!... Foi uma promessa que fiz a mim mesma: tentar ter este hábito o ano inteiro. 
Confesso que desde que andei doente da garganta (no início de fevereiro) que não tem sido fácil correr (e pior ainda ir ao mar, pois a água está mesmo fria...!), mas tenho feito a maior parte das vezes, graças também ao grupinho da corrida, também eles "loucos" (e muito mais que eu pois fazem isto há anos!) que me têm apoiado e incentivado a ir, a continuar. Acho que se estivesse sozinha, sinceramente, já teria desistido!!! Piora quando está vento e frio e chuva e todo o cenário possível e imaginário que dificulta a prática deste desporto. Só mesmo para maluquinhos, sem dúvida! 

Mas, o "depois" consola!... O estado zen com que fico depois de chegar à minha secretária, depois de comer (o almocinho preparado com todo o amor de mãe, da minha mãe!) é indescritível, principalmente em dias de muito mau tempo... Obrigada mãe! És, sem dúvida, a minha inspiração para ser a mãe que sou e que quero ser sempre para a minha filha...

Ora imaginem lá... 
O silêncio no local de trabalho (os meus colegas de sala são muito disciplinados e caladinhos!)... 
O barulho da chuva a cair lá fora... 
Dos carros a passar na avenida e o barulho que os pneus fazem na estrada molhada... 
O som dos teclados a bater ora com calma ora ferneticamente... 
Sinto o meu corpo como que a "flutuar" no nada, a minha pele rejuvenescida (fresquinha como uma alface!), o meu estado de espírito no auge da boa disposição (sinto-me mesmo, mesmo num estado super zen...).
Melhor que isto era estar entre 4 paredes (nem às paredes confesso!), de televisão ligada num filme de desenhos animados (que a minha M. gosta), mantinha, sofá, abraçadinhas,... mas... na impossibilidade deste ou de outro sonho ser realizado nesse momento (porque ela está na escola e eu tenho de trabalhar!), sinto-me bem naquele momento!...Assim... Em modo zen...


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Fiquei em 1º na minha terra!

Sai de casa rumo ao Nordeste para simplesmente ir... correr... Eita coragem!!! Mas, se sai de casa para ir à Bretanha correr, porque não fazê-lo também na minha terra de infância?!
Quando participo numa corrida é para me desafiar a mim própria. Gosto de saber se melhorei a minha performance desde a última vez. Uma prova nunca é igual à outra. Nunca. 
Na Bretanha foi difícil (pode ler aqui)... Era uma subida ligeira que nunca mais acabava. Desonrei aquela subida até mais não... Pensei em desistir, mas não o fiz e cheguei ao fim. 
Em S. José (pode ler aqui) foram 4 voltas. A dada altura já não sabia em que volta estava. É que quando eu corro o meu psicológico não para de pensar... 
Na Lomba da Maia (pode ler aqui) foram 4 subidas complicadinhas. Foi difícil também. Ao fim da primeira volta pensava que não conseguia fazer a segunda. Mas cheguei ao fim. 
No Nordeste era uma ligeira subida e uma outra subida que... só de carro!!! Mas em nenhum momento pensei em desistir. Estava na minha terra. Aquele chão conhece-me. Aquele foi o ar que respirei durante 15 anos e mais uns períodos depois... Deu-me um gozo enorme correr no Nordeste. Revi algumas pessoas que conhecia, umas correram comigo, outras não. Senti em cada uma delas que me apoiavam, que estavam a torcer por mim. Mas o melhor ainda estava para vir. Quando cheguei à meta, tinha ficado em 1º lugar no meu escalão!!! 

Subir o pódio em 1º lugar (e na minha terra!) teve um sabor tão especial. Devo esta prestação a mim (claro!), porque se não tivesse ido correr naquele dia 26 de abril 2017 nunca teria mudado as minhas rotinas diárias; aos meus companheiros diários de corrida que, desde o primeiro dia e até hoje me incentivam sempre a ser e fazer melhor; à minha família que me apoia constantemente, mas principalmente à minha filha porque, além de se ter tornado a minha fã nº 1 e de adorar ver-me correr (e já diz que quando crescer vai correr comigo!), ela foi o motivo que me fez mudar de rotinas, ela é que foi a impulsionadora desta nova maneira de viver, pois se eu conseguir ser melhor para mim vou, certamente, ser melhor para ela e só assim poderei ser um exemplo de que ela se poderá orgulhar ou, quem sabe, seguir...

Foi um dia feliz, sem dúvida nenhuma! 
E o prémio era bem giro (o Nordeste sempre soube receber bem!)! :)



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Correr na metade do meu berço!

O percurso era de 5,600km, mas com algumas subidas e descidas, factos que me levaram a andar indecisa se haveria de participar naquela prova ou não. O facto de se realizar na Lomba da Maia tornava a coisa familiar e aliciante, pois a minha família materna é toda de lá e foi também na Lomba da Maia que passei muitos bons momentos da minha vida, em família.
A minha avó fazia anos nesse mesmo fim-de-semana e foi uma "desculpa" para não fugir com o rabo à seringa! Lá estava eu, na manhã de domingo, equipadinha, de fitinha na cabeça, prontinha para percorrer aqueles km que nunca mais acabavam. Pensei que não conseguia terminar aquela prova, sempre que ficava de língua de fora naquelas subidas difíceis (era 4 ao todo!), mas aí aparecia o Gang das 12h (o nome carinhoso que apelidei o grupo com quem costumo correr) a dar-me força e dicas "in locco". Eles não estão fisicamente lá (como devem calcular!), mas as vozes deles soam na minha cabeça sempre que estou num momento mais difícil da corrida... Juro-vos! E, acreditem, é mesmo bom que assim seja! Além das vozes deles também penso no sorriso da minha filha quando sobe ao pódio comigo, da imagem dela a torcer por mim quando passo a correr por ela... é uma imagem que me dá muita energia e força! O que faz o poder do amor!!!
Fiquei em 3º lugar e teve um saborzinho especial pelo sítio que foi... Senti-me em casa, porque ali é também parte do meu berço! :)

Tive a companhia da minha prima Regina (e dos seus filhos lindos) que se estreou no pódio num merecido 2º lugar! Quem sabe se não me vai começar a "fazer a perna" e vamos ter muitas competições juntas! Isso é que era de valor! :) Nós as 3, as atletas da família, a trazer troféus para casa todas as semanas! Ahaahahaha pronto, estou a brincar com esta parte dos troféus... 





sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Km que nunca mais acabam...

A minha aventura com a corrida deu os primeiros passos em setembro de 2016. Sem sucesso nessa altura. Por variadas razões. Uma porque escolhi correr às 6h da manhã ou ao final do dia, quando todos lá em casa ainda dormiam... Das poucas vezes que fui correr nesses horários, a minha cabeça ficou sempre em casa. E a minha vontade de ficar na cama ia sempre comigo... Levantar da cama para ir correr nunca foi uma tarefa fácil... Depois comecei a arranjar desculpas para não ir... Às vezes porque chovia, outras porque estava frio, outras porque "vou amanhã" e o amanhã acabou por não chegar...
Até que, em abril, desafiaram-me a experimentar correr na hora de almoço, pois é a pratica de alguns colegas do meu trabalho. Correr à hora de almoço tinha 2 vantagens: não abdicava do meu tempo com a minha filha, pois ela estava na escola àquela hora, e ainda tinha a benesse de dar um mergulho no mar, que eu tanto adoro. E assim foi.
O gosto pela corrida foi crescendo. Quando não corro sinto falta. Confesso que é bem mais fácil (e saboroso!) acomodarmo-nos ao sofá do que levantar o rabinho e mexer as perninhas. É bem mais fácil deixar de ir correr do que manter o foco na corrida. Nem sempre me apetece correr. Aliás, acho que a maioria das vezes não me apetece. Quando estou de férias, normalmente não corro. Ofereço todo o meu tempo à minha filha! Quando não estou, obrigo-me a correr. Vou à luta, mesmo que não me apeteça... Porque não corri nas férias, porque tem que ser, porque não posso parar. Não devo. Por mim e por quem acredita em mim.

Diz o Strava que desde julho de 2017, eu corri 43h, 386.60km em 75 atividades. Que eu consiga superar estes valores em 2018...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Participei na S. Silvestre, em equipa!

Tinha-me proposto a mim própria participar na S. Silvestre este ano. Uma promessa que fiz a mim própria e às pessoas que correm comigo na hora de almoço. Depois de insistirem (muitoooo!) comigo, claro! Primeiro ia sozinha, em regime individual.... Mas depois surgiu a ideia de irmos em equipa. Criámos a equipa SATA. Levámos o nome da nossa empresa para as ruas de Ponta Delgada num evento tão carismático como é a corrida de S. Silvestre. Fomos uma equipa de 17 elementos. Levamos connosco a boa disposição, um enorme fairplay e humor ao mais alto nível (nas costas levamos um autocolante a dizer "A culpa é da SATA" e não foi 1 nem 2 vezes que ouvi o nome SATA sempre que ultrapassava alguém... porque "a culpa era da SATA"!). Senti, de verdade, um verdadeiro espírito de equipa antes, durante e depois da prova. Gostei! Gostei mesmo! Tanto gostei que estamos já a pensar criar mesmo um grupo de corridas e trails da SATA! Satinhas que estejam por aí. Querem fazer parte do nosso grupo?! Digam-me qualquer coisa... Este ano vai ser para isso! :)

Algumas fotos para registo desse evento...














E, no final, ficamos todos no primeiro lugar da boa disposição! :) 





sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Amanhã é um grande dia!

Amanhã é o dia da corrida de S. Silvestre. É, por isso, um grande dia! Esta foi a prova que me propus participar desde o início. Inclusive só pensava participar nesta. Mal sabia eu que até à S. Silvestre iria participar noutras provas idênticas, mas com menor carisma, e até num trail! A vida tem reservado para nós sempre grandes surpresas... Eu que o diga! Então este ano.... Tem sido um ano cheio de revelações...

Quem me conhece sabe que nunca gostei de correr... nunca! E, desde abril deste ano, ando a fazê-lo. Primeiro por obrigação (eu obriguei-me a mim mesma!) e, hoje em dia, é pelo convívio, pelas amizades que criei, pela força que sempre me dão e pelo espírito disto. É giro! Eu sei que quem me lê (e que me conhece!) fica com o mesmo ar esgaziado e incrédulo que também eu tinha no passado sempre que ouvia os meus amigos falar sobre corrida e que adoravam correr e que sentem-se melhores quando correm, quando antes da corrida entrar na vida deles, só não estacionavam o carro ao lado da cama porque não podiam...
Assim sou eu agora!

Que venha a S. Silvestre e qualquer outra prova, desde que ache que tenho capacidades para e que tenha disponibilidade para, vou alinhar... Ando por aqui vivinha e quero melhorar a minha performance sempre, por mim e para poder ver o sorriso orgulhoso da minha filha sempre que termino alguma prova...


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O meu primeiro Trail

Se há um ano atrás me dissessem que em dezembro de 2017 ia participar num trail, provavelmente iria rir-me às gargalhadas! Eu nem gosto (ou não gostava!) de correr! Agora já vou gostando um bocadinho do espírito da corrida... Eu a participar num trail seria no mínimo uma utopia. Daquelas que só acontecem em desenhos animados, porque não haveria duplos disponíveis a desempenhar esse papel em filmes de pessoas reais... 
Mas afinal... em dezembro de 2017 fui mesmo uma das 65 mulheres que participaram na prova dos 15km do Epic Trail Run Azores. No final da prova fiquei na 15ª posição (77º da geral, em 146 inscritos), o que para primeira vez não está nada mal... Nada mesmo! :) Orgulho de mim própria!

Tive a grandiosa ajuda e apoio do meu querido colega de trabalho e amigo Q. (já com alguma experiência de trails), que fez "parceria" comigo, que me ia dando algumas orientações e que nunca me deixou sozinha. Apesar de às vezes termos ido mais ou menos distanciados (ora eu, ora ele), cruzamos a meta da mesma forma como começamos: juntos! E acho que o melhor de tudo neste trail foi o espírito de companheirismo e de aventura que vivi e assisti!

Medricas como sou podem perguntar à vontade se tive medo?! Sim tive! Houve uma altura que atravessamos uma autêntica floresta. Imaginem... Muitas árvores, tantas que nem deixavam a luz do sol ou do dia entrar. O chão coberto de folhas mortas, que entretanto caíram das árvores e ali estão a apodrecer. Alguns troncos húmidos também eles no chão a apodrecerem... O chão molhado pelo mau tempo dos dias que antecederam a prova, os troncos também molhados, algumas pingueiras das folhas das árvores... Escuridão! Às 10h45 quase completa escuridão... Assustador!!! E nós feitos malucos, meio a correr, meio a andar, sem saber muito bem onde estávamos a colocar os nossos pés, em risco de pisar algum tronco espetado, ou colocar o pé em algum sítio desnivelado e pimba ganhar um pé torcido... Só pensava que não quereria estar ali sozinha! Não estava e por isso tive menos medo! Um bocadinho só...
A parte que mais me custou foi mesmo subir o Pico do Ferro... Eram degraus uns maiores que os outros e sempre, sempre a subir... Até chegar ao topo. Estava a ver que não chegava lá em cima, mas cheguei e lá em cima ainda tivemos tempo para uma foto de grupo, com a Lagoa das Furnas lá em baixo...
A descida foi espetacular! Aquela sensação de "está quase" é maravilhosa... Chegar cá em baixo e correr junto às caldeiras das Furnas é magnífico... cruzar a meta naquele ambiente maravilhoso é indescritível. Só mesmo passando por isso, vivendo isso... 

A sensação de "eu consegui" é mesmo, mesmo boa! Dar a medalha de "Finisher" à minha filha (que é a minha maior fã e, quando me vê depois de uma corrida, pergunta sempre "Mãe tu ganhaste?") é um orgulho tremendo!...

(A preparação, com nervoso miudinho...)

(Antes de sair de Ponta Delgada, rumo ao Cerrado dos Bezerros, onde iniciamos a prova!)

(No briefing inicial, no gelo do Cerrado dos Bezerros...)

(Só pessoal da SATA nesta foto: pessoal que fez o trail a "voar" ahahaha - alguns foi mesmo!)

(Cheia de mania durante a prova... Este ar compenetrado é a minha imagem de marca! Ahahaha...)

(Os amigos de Guimarães que subiram o terrível Pico do Ferro connosco e connosco chegaram ao topo!)

(A alegria da chegada!)

(Esta é a melhor parte da corrida! 
Quando chego, vejo o sorriso da minha filha e sinto que fica toda orgulhosa com a medalha ao pescoço...)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Fui correr à noite!

Agora que comecei a entrar em provas parece que os fins-de-semanas não são fins-de-semana se não tiver uma corridinha, uma prova para mexer com os meus níveis de adrenalina...
Desta vez entrei na prova noturna de S. José. Eram 6km a correr. Fi-lo em 29'57'', o que não está mau, mas pode e irá com certeza ser melhor! Pelo menos assim o espero!... 
O que sinto antes da prova é uma espécie de nervoso miudinho, que me acompanha durante os primeiros minutos e acho que duram algum tempo até... Depois, à 2ª/3ª volta, há aquela sensação que todos nós já sentimos quando bebemos uns copos a mais e dizemos "Nunca mais bebo!"... Na corrida, pergunto-me o que estou a fazer ali, que devia ter estado quieta, que nunca mais volto a inscrever-me noutra,... E, no minuto logo a seguir, aparecem as imagens dos meus amigos "treinadores" a dizerem "Não se para, continua, vamos lá..." Mesmo que eles não estejam ali fisicamente, na minha cabeça é como se estivessem, e são palavras de incentivo que o meu subconsciente vai dizendo para mim e me ajudam a ter força!... Além disso tenho tido a claque dos meus primos que, só por estarem ali presentes pela sua filha que também corre (e muito bem!), já me ajudam bastante. Sentir apoio faz realmente toda a diferença! :)

Obrigada a quem acredita em mim e nas minhas capacidades! É que às vezes esqueço-me que também devo acreditar em mim... 




sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Estreia na Bretanha

Quando comecei nisto de correr foi só no sentido de me ajudar a perder algum peso e, como queria ser uma banhista de ano inteiro, para aguentar o inverno, teria de transpirar antes de entrar na água... Porque não correr, já que era uma coisa que montes de pessoas faziam e gostavam de o fazer?! Eu também podia aprender a gostar!...
Mas... as coisas foram tomando proporções cada vez maiores a cada dia que passava. No início corria 2km e achava muito. Depois comecei a aumentar a distância. Depois a fazer a mesma distância e a encurtar o tempo. Depois tentava acompanhar o "Gang das 12h" (nome que carinhosamente apelidei ao grupo que costuma correr às 12h) até onde eles iam, ao ritmo que iam... Pude contar com o apoio do Gang e fui ganhando mais confiança em mim e naquilo que era capaz de fazer...
Começam a falar de provas. Recusei-me, porque nunca me achei capaz. Veio uma, outra, e mais outra e eu nada... Mas depois surgiu a prova dos Ginetes (que era para correr pouco mais do que corria diariamente!) e não fui, mas pensei nela. Veio a prova da Bretanha, que era (diziam!) 6km, ou seja pouco mais do que habitualmente corro. E tudo aconteceu para eu ir. E fui. e pude contar com a minha companheira Elisa que me deu o impulso final para participarmos.
Tinham-me falado em 6km, mas foram 7,71km. Fi-lo em 45'08''. Podia ter sido em menos...
Tinham-me falado de umas subidas manhosas e, sem dúvida nenhuma, eram mesmo manhosas. Cada curva que via ao longe tinha uma subidazinha que não era nada, mas moía silenciosamente as minhas pernas. E eu que nem sou de dizer palavrões, pensei neles (muito!!!)... Aquilo nunca mais acabava!... E nesse momento pensei em desistir, pensei que tinha sido uma tarouca em estar ali, que nunca mais me metia noutra, que aquilo não era para mim,... Perdi muito tempo nisso... Depois "acordei" com as vozes do meu "Gang" a dizer: "Tu consegues! É só mais um bocadinho! És uma máquina! Uma borboleta! Uma gazela! Tu corres bem! Evoluíste! Controla a respiração com as tuas passadas!"... Vi a imagem deles a "correr parados" a esperarem por mim quando decido parar de correr. E assim forçam-me a voltar a correr... Pensei na minha filha, no seu sorriso, na alegria que ela iria sentir quando me visse chegar. Pensei em bons momentos da minha vida. E fiz-me à luta!... Dei tudo de mim, mas já não foi suficiente para recuperar o tempo que tinha perdido... O meu objetivo era mesmo chegar ao fim a correr...
Quando vi a minha filha foi de uma alegria imensa. Perguntou-me "Mãe, ganhaste?", respondi-lhe que sim, mas não fazia ideia! Passados poucos minutos começam a dizer-me que ia a pódio, em 3º lugar. Fui confirmar e era mesmo verdade. Tinha ficado em 3º lugar na categoria Veteranos I feminino. E pronto! Fiquei contente já se sabe. E aquela parte de "nunca me meto noutra", podem esquecer ok?! Faço intenções de voltar... Até porque este domingo tenho já outra prova! :P





quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Estou com problemas afetivos com este animal!!!

Disse aqui que ando numa fase de "bater recordes", de puxar mais por mim de forma a adquirir maior resistência, maior força e maior rapidez na corrida. Ora bem... tudo isto começou na semana passada em que pude contar com algumas dicas e companheirismo de algumas pessoas com quem corro para me ajudarem a ser melhor do que o dia anterior... Mas... desde o dia dos recordes, a dada altura da corrida começo a sentir a tão afamada "dor de burro"! Essa maldita! Às vezes é tão forte que tenho mesmo de parar e regularizar a minha respiração... Pohhh!!! Parece que a dor traz os animais todos do Zoológico, não é só o burro!... Acreditem!

Fui pesquisar no amigo que sabe tudo, o Google, e ele disse-me aqui que haviam 3 causas possíveis:
- o coração não bombeia oxigénio necessário para o elevado esforço físico;
- alguma dor muscular ou tendinosa dos abdominais ou à má irrigação do diafragma;
- de origem digestiva por não ter respeitado o tempo mínimo para poder fazer exercício físico.

Perante estas 3 causas possíveis, concluo que tenho de aprender mesmo a respirar melhor. Pensava que já o sabia! Mas, se calhar sei respirar para aquele ritmo. Para este de agora, que é mais rápido e mais exigente para o que estava habituada, tenho de voltar ao 1º ano escolar. Sinceramente nunca pensei que respirar fosse uma tarefa tãoooooooo difícil! Credo!...

Bom, mas toca a animar que esta dor é sempre passageira. Pode ser forte, mas passa. Diz lá no artigo que com o tempo e a prática esta maldita dor desaparece! Portanto, lá para o S. Silvester já estarei sem problemas com este animal que nunca me fez mal nenhum e até é fofinho...

sábado, 21 de outubro de 2017

Estou numa fase de recordes!...

Agora que ando armada em desportista e tenho uma meta lá no meu horizonte (participar na Corrida de S. Silvestre em Ponta Delgada) - juro-vos que nunca, mas nunca pensei em participar numa corrida!!! Nunca! - sinto que tenho necessidade de me esforçar mais nos meus "treinos" de hora de almoço. Valem-me os comentários motivadores de quem corre comigo. Mesmo!!!! 
Então, neste momento, estou naquela fase de aumentar a minha resistência, melhorar a minha performance e de conseguir ir mais longe, mais rápido. Estamos em maré de bater recordes, o que não é difícil, pois o meu relógio de corrida é quase, quase virgem. Mas... houve um dia desta semana que cheguei a bater 3 recordes de uma só vez!!! Yeap! Really! Euzinha... Um deles não sei o que significa, mas os outros 2 são daqueles recordes verdadeiramente importantes para mim. Fiz 1km em 4'40'' e 5km em 26'26''!!! A verdade é que ia mesmo morrendo! Mas lá consegui e foi realmente importante e gratificante para mim... Obrigada por teres puxado mais por mim! :)
Tenho um grande defeito: nem sempre acredito nas minhas capacidades e há sempre quem acredite nelas mais que eu. Muitas vezes, inclusive, chego até a duvidar dos comentários de incentivo que recebo. Reconheço que evolui bastante desde quando comecei a correr, mas não sei se serei capaz de entrar em competições com mais de 6,2km (o total da S. Silvestre), como também já me incentivaram a fazer. Tenho medo! Medo de falhar, de não conseguir, de desiludir que acredita tanto em mim e de me desiludir a mim própria.
A verdade é que o apoio que tenho sentido, as palavras que me dirigem são de uma motivação gigantesca que só me pergunto "Porque não comecei mais cedo?"

Mas, quando é que voltarei a fazer 1km em 4'40''?! E 5km em 26'26''?! Pffff...
Nunca mais!... Pfffffffff...


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Os homens não têm estes problemas...

Os homens correm e pronto. Têm mais força, mais energia, mais velocidade, mais massa muscular... Não têm TPM, nem período menstrual, nem período fértil, nem ovulação, nem o diabo a quatro! Eles correm e pronto. Está feito.

Correr nos primeiros dias do período menstrual é basicamente uma... seca! Já é um aborrecimento estar a levar o dia todo (durante pelo menos 2 dias) com dores de barriga, de cabeça, de pernas, andar irritada até com a borboleta que pousa na janela e ainda ter de levar com isso tudo, mas a correr! É mesmo só para os fortes! :) Correr nos primeiros dias do período é como que a nossa bacia fosse literalmente uma "bacia" de ferro e lá dentro andam a chocalhar uma série de pesos, daqueles que se usavam antigamente para pesar o queijo na balança, estão a ver quais são?! É exatamente isto que eu sinto... Além de sentir o Tico e o Teco a chocalhar igualmente na minha cabeça...

Portanto correr não é para todos! Mas correr com o período é só para os realmente fortes!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Somos uma verdadeira equipa!

Já o disse aqui que mais ou menos desde o dia que corro que somos 3. Somos 3 pessoas diferentes, cada uma com os seus próprios objetivos, cada uma com o seu próprio ritmo. Normalmente vamos juntas para os balneários (já em passo acelerado para ir fazendo o aquecimento!), equipamo-nos ao mesmo tempo e saímos dos balneários juntas também. A partir daí cada uma faz o seu próprio treino. Nem sempre vamos juntas, pois os nossos ritmos são diferentes, mas sabemos que as restantes andam perto, na mesma estrada que nós. Nunca me sinto completamente sozinha e aposto que elas também não.
O nosso "pacto" é o de não deixarmos de ir correr quando as restantes não podem ir e, também, o de não desistirmos e, caso isso passe na cabeça de alguma de nós, é dever das outras não deixarem acontecer... "Amigo não empata amigo, mas amigo está lá para nos motivar!".

A semana passada foi uma semana menos boa. Houve dias em que existiram faltas, existiram problemas, cansaços e faltas de motivação. Houve dias que, por uma razão ou por outra, a vontade de levantar da cadeira era menor que a vontade de ir meter km nas sapatilhas... E, são nesses dias que vemos o quanto somos uma equipa. Não nos abandonamos! Apesar de não estarmos ali umas ao lado das outras, estamos lá com elas. Somos uma equipa que se motiva, que se ajuda, que reconhece quando as outras estão menos bem e, nem é preciso saber o motivo, basta dizer "Eu vou contigo, não te deixo sozinha. Vamos lá!". E vamos mesmo... Bem ou mal, com mais ou menos vontade, lá vamos nós...

Apesar de não sermos amigas de longa data, de não estarmos na casa umas das outras ao fim-de-semana, sentimos a amizade florescer a cada dia, sentimos que não estamos sozinhas e que gostam de nos ver bem. 

Obrigada Celina e Elisa por estarem sempre lá para mim, quando estou menos bem... Contem comigo também para estar convosco lá na estrada (da avenida ou até na "estrada da vida"!).