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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Dia especial

Hoje quero agradecer o dom da vida. 

Obrigada Deus por ter este pai, esta imagem masculina na minha vida que me faz acreditar que os homens não são todos iguais!... Este pai que coloca a família em primeiro lugar, que abdica das suas coisas para reunir toda a gente, preferencialmente aos domingos, que é dia "santo" para ele. Este pai que é um chato porque aos domingos só quer é comer cozido à portuguesa (nem sempre consegue hehehe!) e adora meter-se com a minha M., mas que é para ela, para mim e para o meu irmão, disponível a 200%. Basta ligar-lhe e ele pode sempre. Basta uma palavra e ele aparece. Não nos deixa faltar nada, nem mesmo um abraço na altura certa ou um raspanete quando assim tem de ser... Tenho orgulho em ser tua filha!

Pai, desejo-te uma vida inteira e longa de saúde e alegrias... Reduz no sal, por favor! :)
Parabéns por este teu dia!

Desculpa os dias/momentos menos bons que, infelizmente, às vezes passas por nossa causa...

segunda-feira, 19 de março de 2018

Hoje vou jantar contigo!

Falar de alguém que se conhece tão bem, de quem amamos com todas as nossas forças torna-se complicado.  Nunca sei como começar...
Hoje comemora-se o dia do Pai e, falar do meu herói, é realmente bastante difícil, porque já não sei o que dizer mais, além do que já disse até hoje... Tirando a parte do stress que me faz passar todas as manhãs de 2ª, 4ª e 6ª feira, e os momentos em que cega fortemente a minha M. com as suas "brincadeiras" que a tira do sério (e a mim!), ele é o pai perfeito e o avô perfeito!
Ele pode não ter sabido ser o melhor pai sempre, mas acredito que foi o melhor pai que soube ser. Podia até ter sido mais presente lá atrás no passado. Podia sim. Mas, ele arranjou a alternativa. Como nem sempre podia estar connosco, sempre que era possível, levava toda a família para onde ele estava. Eu cresci no mundo do futebol por causa disso! Para estarmos juntos. Para ele também estar connosco. Tirando este pormenor, que até nem foi grave, porque até nos fez passar momentos bastante bons e divertidos na nossa infância... Ele foi e é o melhor pai. Ainda que subtilmente, protegeu-nos sempre de tudo e ainda hoje o faz. Todos os dias tenho um sinal do seu amor por mim/nós! Todos os dias! Não sei se todos os dias consigo mostrar-lhe reciprocidade no amor que ele me mostra. Provavelmente não! E por esse motivo... desculpa pai! Tu sabes que és o melhor PAI do mundo, não sabes?!

Podes, eventualmente, não saber, mas hoje vou jantar contigo!



Porque ser AVÔ é ser PAI 2x! E tu tens sido perfeito! 
Obrigada por toda a dedicação, tempo e amor pela M.! O que lhe fazes, estás a fazer a mim também! Tu sabes qual é esse sentimento...


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ele disse-me...

Um dia ele disse-me mais ou menos assim... que independentemente das escolhas que eu fizesse, ia estar sempre lá para me apoiar, para me ajudar a ultrapassar tudo, porque o seu maior interesse era que eu fosse feliz. Eu sei qual é esse sentimento, porque é o que eu desejo também para a minha filha. Nunca duvidei do amor que ele sente por mim (ou pela minha filha!), como gostaria que todas as filhas nunca tivessem motivos para duvidar do amor do seu pai.
Tem sido um grande pai e um ainda maior avô! Obrigada por tudo, por tudo, pai!

Hoje eu vou sorrir, vou abraçar, vou mimar o meu herói, o meu pai... Faço-o todos os dias, mas hoje mais um bocadinho... E a minha M. com certeza vai ajudá-lo a soprar as velas! Desde que sabe soprar velas, mais ninguém sopra velas na nossa família! :D

Parabéns pai!
Desejo-te muita saúde hoje e sempre e também muita alegria junto de nós que te amamos muitoooooo!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Hoje o AMOR é verde, verde de esmeralda!

Foi exatamente há 40 anos que os meus pais deram o nó... e desse amor nasceram 2 criaturazinhas tão maravilhosas como eu e o meu irmão... Eu sou a 1ª maravilha, o meu irmão é a 2ª... :)
(brincadeirinha de irmãos!!!). 

O que é facto é que se acho que 7 anos é muito tempo, 40 anos nem se fala!!! Misericórdia! Como é possível que alguém consiga estar tanto tempo junto?! É admirável! É lindo! Eles e o seu modo de estar na vida são, para mim, um exemplo que quero seguir sempre... Manter um casamento saudável por 40 anos não é fácil, mas não é impossível e prova disso mesmo são os meus pais que diariamente convivem um com o outro, que se ajudam mutuamente em casa e fora dela, que têm as suas tempestades (levante o dedo quem não as tiver!), mas que conseguem chegar a um consenso e a uma harmonia digna de ser vista e sentida por aqueles que os rodeiam. 

Rumo aos 50, papis... :)
Continuação de muitas e imensas felicidades! É o que vos desejo do fundo do meu coração hoje e S.E.M.P.R.E.!

Parabéns pelas Bodas de Esmeralda...




terça-feira, 18 de julho de 2017

Partilhar é preciso e urgente!!!

Há tempos partilhei na página deste blog que criei no Facebook - esta aqui! - o vídeo que vou partilhar no final deste post.
Ainda hoje existem, infelizmente, homens que não vêem as tarefas domésticas como um dever comum do casal. Mas, graças a Deus, já existem muitos homens que se chegam a frente. Só espero que pela altura da minha filha, as coisas estejam já bem melhores... mesmo!...
Antigamente a mulher estava sempre em casa, hoje não é assim e a situação muda de figura! :(

O dia tem 24h. Dormimos 8h delas, a puxar bem lá para cima!!! E 8h passamos no nosso local de trabalho (mais a hora de almoço e o tempo de ir e vir para casa... dá um total de umas 9h30 fora de casa, no mínimo!). Saio de casa às 7h45 e só volto a casa, na melhor das hipóteses, pelas 18h/19h, ou seja, 10h/11h depois!!!! Chego cansada, sem paciência de fazer nada, apenas querendo encostar-me no sofá e ficar ali a ver algo na TV (ou não!!!). Mas tenho uma filha de 3 anos que exige (e muito bem, com toda a razão!) muito de mim e também um marido bastante ausente, por motivos profissionais. Ao todo temos 6h, SEIS MÍSERAS HORAS (!!!!!!) para fazer as lides de casa (roupa, jantar, arrumar,....) e para dar tempo, amor e atenção aos nossos filhos e restante família. E se as coisas são só e apenas feitas pela mulher/mãe?! Que tempo tem ela para estar com a família?! NENHUM ou QUASE NENHUM! Ela deixa de ser a empregada por conta de outrem, remunerada, para a empregada doméstica de serviço... aquela que só é usada para alimentar, tratar da roupa, tratar dos filhos, arrumar a casa, enquanto o marido fica ali deitado no sofá a ver o filmezeco da treta e ainda tem a lata de reclamar se os filhos passam em frente da televisão... :(

Aonde é que isto vai parar?!

Este filme veio mesmo a calhar, porque se o homem tem o direito de ter a sua profissão, tal como a mulher, porque não tem também os mesmos deveres em casa?! O casamento é uma partilha, também de panelas, aspiradores e panos do pó...
Graças a Deus a mentalidade devagarinho está a mudar... só tenho pena é que seja ainda muito devagarinho!...


domingo, 19 de março de 2017

Hoje é o dia dos Pais

Hoje é dia de parabenizar os nossos pais por tudo o que eles fizeram/e fazem por nós toda a sua vida...
Um Pai não é somente aquele nome que aparece no nosso cartão de cidadão...
Um Pai é aquele que nos acompanha no dia-a-dia, é aquele que se interessa pelos nossos projetos, por nós, pela nossa felicidade. 
Um Pai é aquele que vai assistir às festinhas da nossa escola, à entrega do nosso diploma da Universidade, ao discurso que vamos fazer, à leitura na igreja.
Um Pai é aquele que ajuda em casa e fora dela para que não falte nada aos seus filhos. É quem ajuda a organizar as festinhas de aniversário, que toma iniciativa de fazer o churrasco, que limpa as mesas e põe coisas no lixo para que a festa continue a ser perfeita.
Um Pai é aquele que brinca connosco às escondidas, às apanhadas, com as bonecas, com carrinhos, com jogos, é aquele que deixa colocar ganchinhos e fitas no seu cabelo, é aquele que aceita ser maquilhado e, mesmo assim, acha piada.
Um Pai é aquele que dança connosco nas festas só porque nos apetece dançar.
Um Pai é aquele que ama a nossa mãe, faz a vida dela ser mais feliz, que se entrega a ela e a ajuda no dia-a-dia.
Um Pai é aquele que nos vai levar e buscar aos sítios, qualquer que seja a hora: escola, trabalho, festinhas, noitadas com os amigos.
Um Pai é quem faz de mãe quando a mãe não está.
Um Pai é quem trepa barreiras para apanhar groselhas (ou ginginhas!) em dia de chuva e quem leva melancias numa mala de viagem apenas para satisfazer o desejo do filho que está longe.
Um Pai é quem reza por nós todas as noites antes de dormir, quem nos vai dar um beijinho de boa noite e quem adormece do nosso lado a meio da tarde quando estamos doentes, só para termos companhia.
Um Pai é quem conversa, abraça e mostra que está sempre lá para nos defender e nos indicar o melhor caminho.
Um Pai é quem nos leva ao altar escondendo a lágrima que teima em cair do olho e apresenta um sorriso na cara por entregar a sua menina a outro alguém, a quem espera apenas que a faça feliz.
Um Pai é aquele que tem problemas em exprimir os seus sentimentos, mas nos momentos mais inesperados é aquele que deixa a mensagem mais forte e que fica gravada na nossa memória.
Um Pai é quem adota os netos como filhos e os trata como se de filhos se tratassem (e muitas vezes melhor, devido à maior disponibilidade!)
Um Pai é aquele que aprende a mudar fraldas, cozinhar, medir a febre, dar banho para que nada falte aos filhos/netos.
Como dizia uma amiga minha "Existem Pais de verdade e existem progenitores!"

Obrigada Pai por seres um Pai de verdade. 
Tem um dia Feliz! :)
Amo-te muito, muito, muito...


 

Este texto hoje sai no jornal "Correio dos Açores" (surpresa pai!!!), ao qual agradeço profundamente o convite para colaborar.


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Uma festa improvisada, mas merecida....

Não era para fazermos nada de especial, mas nessa manhã a minha M. diz "Mãe quero cantar os parabéns ao avô!" e eu disse-lhe "Podes cantar!" (até porque o avô estava ali presente a ouvir a conversa!), mas ela diz "Mas tem de ter bolo!"... 
Dahhh Vera! Dahhh família! Aprendam com vossa mais pequenina professora! É isso filha! Se faz anos tem de haver bolo. Se faz anos tem de haver comemoração. Se faz anos temos de estar felizes e fazer a festa a favor da vida, da saúde e do amor que nos une. Isso não é o mais importante?! É sim! Sem dúvida!
Ela foi com o avô para a Lomba da Maia nessa manhã e ficou combinado eu ir depois do trabalho e o meu irmão também para pelo menos jantarmos juntos. Mas... combinei com o meu irmão fazer o tão pedido e merecido bolo. Saí do trabalho, fui a casa e pus mãos à obra. Não foi o bolo que ele mais gosta porque não tinha os ingredientes todos e a "festa" será noutro dia, mas foi um bolo maravilhoso de abóbora. Maravilhoso quando não fica enqueijado, como ficou... Mas não me importei até porque o aniversariante adora bolos enqueijados... Tinha tanta vontade de comer um bolo enqueijado que até o bolo saiu na perfeição, mesmo sem eu querer... Enfim... também me sai disso na rifa!... Já disse aqui que não sou boleira!

Bom, jantamos juntos, a minha M. ficou maravilhada com o bolo até porque tinha marshmallows (enquanto andávamos na cavaqueira uns com os outros, ela aproveitou para ir comendo "sem ninguém ver"!), cantamos-lhe os parabéns, com a presença da minha avó querida (que ainda está debilitada), o aniversariante soprou a vela junto com a neta e, olha, sorrimos juntos... O amor que nos une fortalece-nos a cada dia... Simples, mas com muito sentimento!


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Conheçam o meu herói!

Desde que me lembro de ser pessoa que me lembro dele e sempre foi para mim uma inspiração, uma figura única que se entrega de corpo e alma às causas a que se dedica. Em todos os projetos que se abraçou, deixou obra feita. Sempre agiu com honestidade e humildade e nunca nenhum cargo que tenha ocupado na sociedade lhe subiu à cabeça.
Ele é lindo por fora e por dentro. Tem um coração do tamanho do mundo! Ao contrário de muitos homens que eu conheço, ele é sensível e, apesar de às vezes, tentar disfarçar, é sempre aquele que deixa a mensagem mais forte, mais sentida, quer seja com gestos ou atitudes, quer seja escrita. Lembro-me que no livro de visitas do meu casamento, a mensagem que me deixou foi das poucas que me fez chorar, porque enquanto ele escreveu que iria sentir a minha falta lá por casa, também era disto que eu sabia que ia sentir falta, portanto o que ele fez foi escrever os meus pensamentos...
Sei que me ama incondicionalmente, da mesma forma como o amo a ele. Sei que muitas vezes ele não diz o que pensa para não me magoar, porque quando diz alguma coisa, ele sabe que me magoa, porque eu sei que ele tem toda a razão do mundo.
Foi ele quem me ensinou a nadar, a conduzir e foi uma das pessoas que mais valores me passou para eu poder ser a pessoa que sou hoje. A minha mãe diz que sou muito parecida com ele e é verdade! Aprendi a ser paciente como ele é. Temos um saco que vai enchendo, enchendo, enchendo até ao dia que rebenta e transborda. Assim é ele. Assim sou eu.
Foi ele que me levou à Universidade pela primeira vez, quem me ensinou a dar os primeiros passos em Lisboa, e me ensinou a ser autónoma e a gostar de viajar e conhecer o mundo. É aventureiro como eu sou no que diz respeito a trilhar caminhos desconhecidos.
É sempre aquele que diz que vai respeitar qualquer que seja a minha decisão e cumpre. E está lá para me dar apoio. 
Hoje está reformado, mas não se acomoda. Ele cozinha, faz de taxista todo o dia para mim e para o meu irmão. Toma conta da minha M., vai passear com ela, troca-lhe a fralda, faz-lhe dormir, faz-lhe muitas vontades como avô que é, dá-lhe de comer, vai para o Parque Atlântico (nunca imaginei!) e para parques infantis com ela,... É dos melhores avôs que eu conheço!

É o meu pai. É dos melhores amigos que tenho. É o meu orgulho! É um dos pilares da minha vida! Hoje ele faz anos e merece tudo de bom que a vida tem para dar porque é uma pessoa maravilhosa que todos deviam ter a sorte de conhecer.

Parabéns pai! Rumo aos 100! :)
Amo-te...




quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Histórias minhas de Natal I: "Um dos natais felizes da minha infância..."

Vou contar-vos este natal da minha infância que foi um dos que me deixou marcas boas na minha memória....
Estava eu, os meus pais, o meu irmão, o meu primo Ruben, os meus tios, os meus avós, na nossa casa do Nordeste. Que saudades desse tempo!...
Depois do jantar, levaram-nos para a sala e lá ficamos a brincar, na conversa, a ouvir música ou sei lá mais a fazer o quê. O que me lembro bem é que a sala tinha um armário embutido (vão perceber mais à frente o porquê de referir este pormenor!). Lá de vez em quando ouvia-se um barulhinho e todos diziam que podia ser o Pai Natal, mas ninguém nos deixava sair dali. Eu, pessoalmente, lembro-me de estar toda entusiasmada para ir ver o que se estava a passar, mas tinha medo... Sempre fui muito medricas... Nunca arriscava nada... Assombravam-me imagens de vultos e Pais Natais que nunca tinha visto e por isso não sabia bem quem e como era... Preferia manter-me na ignorância... Ao contrário de mim, que ainda por cima era a mais velha, estava o meu irmão (um pinarreta minorquinho de se calhar 2 anos) e o meu primo que devia ter aí uns 5, 6 anos. Eles estavam cheios de pica para ir ver o Pai Natal (mais o meu primo, que o meu irmão era muito pequenino!)... O meu tio não estava na sala connosco, nem a minha mãe. Presumo que estivessem a por os presentes debaixo da árvore, enquanto os restantes nos distraiam... A dada altura um barulho ensurdecedor começou. Era o barulho de 2 tampas de panelas a bater uma contra a outra, mas na altura não associamos... Diziam eles que era o Pai Natal! Eu fiquei com o coração a 1000 e fugi para o armário embotido. Fechei-me lá dentro. Não queria ver, saber o que era... O meu primo não.... foi a correr ver o que se passava... O meu pai foi buscar-me ao armário e, como eu não ouvi gritos presumi que estava tudo bem e lá fui também ver o que se passava, no colo do meu pai, claro!...
Estava a família toda reunida na expetativa de ver a nossa reação com as prendas. Como todas as crianças, estavam presentes o entusiasmo e a felicidade daquela emoção de quando vemos prendas debaixo da árvore... Indescritível... eu pelo menos não estou a conseguir descrever!...
Tínhamos sempre uma árvore natural, enfeitada com luzes e bolinhas... Este foi dos melhores Natais da minha vida!...

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Não podia acabar o verão sem vir aqui!

Depois deste sítio aqui, é a Boca da Ribeira que mais histórias tem comigo e onde também me sinto em verdadeira paz, onde fui sempre feliz (pelo menos que me lembre!)...
A Boca da Ribeira de hoje não tem nada a ver com a Boca da Ribeira de antigamente. Quando era pequenina (mesmo pequenina!), existiam lá umas casas onde as pessoas podiam pernoitar e a piscina não era de cimento, era mais natural, na zona onde temos acesso ao mar pela esquerda.
Tenho uma foto em que estou lá bem pequenina, se calhar com a idade da minha M., juntamente com uma amiga minha, a quem chamo de prima, porque é prima do meu primo, a Paulinha, ainda mais pequenina que eu. Provavelmente foi numa das vezes que fiquei lá a dormir. Foi também com ela que treinei os primeiros mergulhos, já na nova piscina (a que existe hoje!). Primeiro da escada mais baixinha (mais junto ao mar), até conseguirmos dar mergulhos bem dados da base da piscina (que foi uma grande vitória nossa na altura!).
Lembro-me que a ribeira corria mais do que corre hoje em dia e havia lá uma zona (à esquerda das escadas de madeira) mais funda onde nós às vezes decidíamos ir nadar. Era água doce, claro, e bem mais fresquinha que a água do mar, mas crianças têm sangue quente e lá íamos nós.
Passei toda a minha infância e adolescência nesta piscina. O único ponto negativo dela é que o sol vai embora pelas 17h30/18h, aliás como em todo o Nordeste dada as rochas enormes que tem. No Nordeste não podemos cumprir aquela máxima de ir à praia só a partir das 16h porque assim não ficamos lá tempo nenhum... Assim, mais fácil é ir e levar um guarda-sol para ao menos darmos umas braçadas valentes! :)
Quer as casinhas que existiam, quer o lago da ribeira que vos falei foram destruidos aquando as cheias que aconteceram lá nos anos 80 (história que conto aqui, quando falei do meu avô!) e nessa altura construiram o que há hoje. Esta zona balnear está tão bem conseguida, pois é limpinha, bem arranjadinha, com excelentes condições, mas os invernos são bastante rigorosos e com o mar ali não se brinca e acaba sempre por destruir alguma coisa. Penso que vão proceder a obras daqui a dias de requalificação da zona (mais uma vez!) e espero que desta vez aguente...

Neste dia em que fomos à Boca da Ribeira, talvez por fazer parte da minha infância, adorei ver a minha M. a fazer exatamente o que eu fazia em criança: atirar-se para a piscina degrau a degrau, apanhar peixinhos, chapinhar na água e dar pulos para a piscina! É o meu orgulho, esta filhota!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Quem quer pimenta piri piri?!

O meu pai adora pimentas e no pouco quintal que tem a maioria das coisas que planta é mesmo pimentas! Ele tem uma série de pézinhos de uma pimenta piri-piri que pica como um raio, mas o molhinho que ele faz (e às vezes uma pimenta ou outra!) dá para ajudar no tempero das comidas e, acreditem, sabem mesmo bem! :)
Um bifinho de vaca com um pouco de molhinho daquele é divinal... ou qualquer comida se ponho uma ou 2 pimentas (depende da comida) dá um saborzinho picante bem gostoso.
Vai daí, tinha-lhe dito que queria ajudá-lo a apanhar aquelas pimentas. A única vez que o fiz lembro-me que foi em 2008, quando o meu irmão e mãe estavam em Coimbra. Estava apenas eu, o meu pai e a minha avó (aquela que partiu há pouco tempo!). Apanhamos e depois enquanto eu e a minha avó íamos fazendo o corte nas pimentas, o meu pai ia preparando os frascos e o seu conteúdo!... Muito bom!
Este ano a ajudante foi outra, a minha M. quis participar naquilo que eu lhe deixei. Óbvio que não deixei que mexesse nas pimentas, pois podia arder-lhe as mãos. Lembro-me que uma vez isso me aconteceu e não o desejo a ninguém... Lembro-me que o meu avô do Nordeste também moía pimentas e depois costumava lavar as mãos em leite... 

Aqui fica o registo da apanha das pimentas deste ano. Se alguém estiver interessado em adquirir algum frasco, esteja à vontade para pedir. É bom e barato! :)







quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Imaginas-te a viver de novo em casa dos teus pais?!

Tenho uma amiga que trabalha no Cinemundo e por isso lá de vez em quando partilha uns filmes que vão sair no facebook. Um deles chamou-me a atenção (este aqui! Deixo o trailer em baixo também...). Saiu no dia 25 de agosto e pareceu-me bastante divertido e algo familiar... Está na minha lista dos que quero ver! 

Quando vamos estudar para fora, como foi o meu caso, com apenas 18 anos, vamos (eu fui!) cheios de medo com aquilo que podemos encontrar... Vamos para o desconhecido, sentimos falta dos nossos pais, da nossa família (eu senti muita mesmo!), da nossa casa, dos nossos costumes, das festas que costumamos ir e que sabemos que vamos perder,... um infinito mundo de tradições que até então cumpríamos. Lá, no nosso destino (o meu foi Lisboa, a grande capital!), o desconhecido assusta-nos. Até que, devagarinho, começamos a ambientar-nos, a lidar sozinhos, sem a ajuda de ninguém algumas vezes, com as inúmeras situações que nos vão acontecendo e é assim que crescemos enquanto pessoas. Não temos os nossos pais ali ao lado para nos proteger, para nos ajudarem. Temos de nos desenrascar sozinhos. Lembro-me ainda do dia em que fiz a minha primeira canja de galinha (uma dificuldade!). Tive de ligar à minha mãe para perguntar como se fazia, porque até ir para Lisboa nunca tinha cozinhado antes. Aos poucos fui-me aventurando na cozinha. Hoje já não morro de fome!
Com o tempo, vamos criando as nossas amizades, os nossos sítios prediletos, os nossos hábitos, os nossos horários. Até que chega o dia de regressar à origem! Eu sempre soube que queria regressar... Não necessariamente quando terminasse o curso, mas sabia que um dia o regresso ia acontecer. Quis Deus que o regresso fosse mesmo no final do curso, pois não encontrei um trabalho que me pudesse sustentar lá e, longe de mim pedir aos meus pais para me sustentarem em Lisboa mais tempo (se eu pedisse, sei que não me negavam, mas não queria que fosse assim!). Já bastou aguentarem os 6 anos em que estive longe e por isso decidi que aquela era a hora de voltar. Não foi fácil! Senti que para eles eu continuava a ser aquela menina de 18 anos que tinha quando sai daqui lavada em lágrimas (pode ler aqui esses momentos horríveis que passei!). Tivemos de voltar a reaprender a viver juntos, a redefinir estratégias, horários e hábitos. Muitas vezes pensei em regressar a Lisboa, mas como queria ser auto suficiente para me manter lá nunca o fiz. Se tivesse encontrado trabalho lá, se calhar tentava a minha sorte, mas não encontrei. E por isso fiquei. Se calhar foi o melhor para mim! E por isso, enquanto vivi debaixo do mesmo teto deles, tive de seguir as regras deles e o que eles decidiam por mim para mim e para a nossa família. É assim que devem viver os filhos enquanto vivem com os pais. Foi assim que eu escolhi viver com eles a bem do bom ambiente familiar, porque os pais é que são os "chefes" e nós, os filhos que vivemos na casa deles (que também é nossa, mas que não trabalhamos por ela!), somos os "subordinados" e devemos acatar o que eles dizem como ordens "master".
A partir do momento em que saímos de casa para viver a nossa vida, numa outra casa (sozinhos ou quando vamos viver com alguém), aí sim, criamos nós as nossas próprias regras e horários e hábitos, sem ter de lhes pedir autorização para tal, embora, de bom tom, devamos sempre pedir-lhes conselhos, pois, apesar de tudo, são os nossos pais e a sua experiência de vida é muito superior à nossa.

Aos meus pais, um enorme obrigada por (quase) todos os "puxões de orelha" que recebi e por todo o apoio que sempre me deram, nem sempre indo a meu favor... Amo-vos muito!




terça-feira, 12 de abril de 2016

O avô toma conta

Hoje a minha M. está aos cuidados do seu avô. Muita gente me pergunta se ele dá conta do recado e eu digo "sim e com distinção!". 

O meu pai sempre foi um homem muito ocupado. Sempre trabalhou muito. Tanto que nem sempre tinha tempo para ajudar a minha mãe a cuidar de nós, mas lembro-me dele me levar para todo o lado, até para o trabalho dele (o que às vezes era uma seca porque ele via em mim uma "menina de recados"). Apesar disso, sempre foi muito presente. Sempre esteve por perto. Não se envolvia nos assuntos da escola (essa era a parte da minha mãe, não fosse ela professora!), mas ia passear connosco e proporcionava-nos momentos de muita alegria, como ir à praia/piscina (coisa que sempre adoramos!) ou levar-nos para algum sítio (parque natural/mato,...) para podermos brincar à vontade. Foi ele quem me ensinou a nadar e a conduzir (aos 7 anos, pôs-me a conduzir um trator - num campo de futebol, em modo automático, claro!). Quando tirei a carta de condução, toda a gente dizia que tinha de ganhar experiência primeiro, mas ele não, deu-me logo a chave para a mão e disse "A experiência ganha-se conduzindo!" (e eu tive o melhor professor!). Confiou em mim. Foi ele que me levou a Lisboa quando fui estudar e ficou comigo uma semana para me ambientar. Foi ele que me ensinou o trajeto que deveria tomar para ir para a Universidade. Da mesma forma que também foi ele que me deixou lá sozinha e foi tãoooooo difícil para mim. Fiquei de rastos. É um momento que nem gosto de recordar. Mas acredito que ele também tenha ficado com o seu coração pequenino. Deixar uma filha em Lisboa sozinha não deve ser fácil. Era ele que me visitava lá de vez em quando em Lisboa e levava-me para todos os sítios onde ia. Conheci grande parte do país com ele.

Da mesma forma que ele confia em mim e sempre confiou, eu confio-lhe a minha filha, a neta que ele tanto adora. Não me mudou fraldas a mim, mas muda as da neta. Veste-a. Dá-lhe de comer. Faz-lhe dormir. Passeia com ela quase todos os dias: uns dias vai ver o mar, noutros a bisavó, noutros vai ao parque infantil ou, então, quando chove, vai à zona de crianças do Parque Atlântico (eu nunca vi o meu pai num centro comercial cá, muito menos o maior deles todos!), leva-a ao hiper para fazer compras, no Verão leva-a para a piscina. Ela adora-o! Em bebézita era só com ele que dava brutas gargalhadas. 

O meu pai é um grande PAI e um grande AVÔ! Obrigada pai... O que fazes à M., estás também a fazê-lo a mim, novamente... Obrigada!