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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Hoje o AMOR é verde, verde de esmeralda!

Foi exatamente há 40 anos que os meus pais deram o nó... e desse amor nasceram 2 criaturazinhas tão maravilhosas como eu e o meu irmão... Eu sou a 1ª maravilha, o meu irmão é a 2ª... :)
(brincadeirinha de irmãos!!!). 

O que é facto é que se acho que 7 anos é muito tempo, 40 anos nem se fala!!! Misericórdia! Como é possível que alguém consiga estar tanto tempo junto?! É admirável! É lindo! Eles e o seu modo de estar na vida são, para mim, um exemplo que quero seguir sempre... Manter um casamento saudável por 40 anos não é fácil, mas não é impossível e prova disso mesmo são os meus pais que diariamente convivem um com o outro, que se ajudam mutuamente em casa e fora dela, que têm as suas tempestades (levante o dedo quem não as tiver!), mas que conseguem chegar a um consenso e a uma harmonia digna de ser vista e sentida por aqueles que os rodeiam. 

Rumo aos 50, papis... :)
Continuação de muitas e imensas felicidades! É o que vos desejo do fundo do meu coração hoje e S.E.M.P.R.E.!

Parabéns pelas Bodas de Esmeralda...




Que comece a 7ª aventura...

Dizem que o nº 7 é o número da perfeição ou o número do fim de um ciclo e início de outro. Isto, lido assim, causa bastante ansiedade numa pessoa, principalmente numa pessoa como eu!
Sete são os dias da semana, os graus da perfeição, as esferas celestes, os dons do Espírito Santo, os mares, as cores do arco-íris, as Maravilhas do Mundo, os pecados mortais, as notas musicais, as estrelas que compõem a Ursa Menor e a Ursa Maior, a quantidade de letras da frase "Eu amo-te", etc... Deus criou o mundo em 6 dias e no 7º descansou, fazendo dele um dia santo.

Pessoalmente o número 7 nunca foi um número que gostasse muito. Gosto mais de números redondinhos... Mas passar por eles é bom sinal. É sinal que estamos vivos e firmes. E cá estou eu... alias, cá estamos nós! Cá estamos na nossa casinha, a do "futuro", que agora é presente nas nossas vidas... O 7 simboliza o fecho perfeito de um ciclo e início de um outro... Este, se calhar, é o novo ciclo: estarmos na nossa casa nova... Se for, que seja um ciclo do bem e cheio de energias boas,...

Hoje são Bodas de Lã: a lã é maleável, confortável e capaz de suportar todas as tempestades que vierem. Quanto mais unidos estiverem os seus fios, mais resistente a lã fica, tal como deviam ser todos os relacionamentos.

Vamos lá fazer um crochetzinho então...




domingo, 12 de fevereiro de 2017

A comida que ele mais gosta...

Apesar do namorido não ligar muito a datas comemorativas ao contrário de mim, eu acho que devemos sempre festejar o dia que nascemos, por mínima que seja a manifestação. É dia de acordarmos de sorriso na cara e de encararmos o dia de peito aberto, de fazermos alguma coisa que gostamos, nem que seja uma refeição com aquilo que mais gostamos... 

O mês de janeiro terminou com o aniversário do namorido. Não fizemos nada de especial no seu dia, até porque calhou numa terça-feira e, no dia seguinte era dia de trabalho. Mas quis preparar-lhe a refeição que mais gosta: bife à regional e para finalizar um bolinho de chocolate.

Deixo aqui como fiz o bife à regional:

- aqueci um pouco de óleo numa frigideira anti-aderente. Coloquei os bifes e cozinhei-os ao gosto de cada um. À medida que os ia virando, coloquei sal e pimenta preta para temperá-los;
- juntei alho laminado e uma folha de louro;
- reguei com com vinho branco e deixei evaporar um bocadinho.
- retirei os bifes para um prato para não ficarem demasiado cozidos;
- depois adicionei umas tiras de pimento de curtume;
- incorporei um bocadinho de manteiga e mexi até obter um molho cremoso e brilhante, sem deixar ferver;
- coloquei os bifes em cada prato, regando com o molho da frigideira.

Servi de imediato, acompanhando com arroz e um ovo estrelado.
Muito bom, mas não é refeição para se fazer todos os dias!


sábado, 14 de janeiro de 2017

Admiro-o como ser humano!

Falo de Barak Obama!

Esta última semana foi basicamente marcada pelo último discurso dele enquanto Presidente dos EUA... Infelizmente não o vi na hora (vi-o depois!) e, como eterna romântica que sou, emocionei-me naquela parte em que falou da sua esposa Michelle e das filhas.

Ao longo dos últimos 8 anos sempre o defendi, não pelo presidente que foi, porque sinceramente, como não vivo nos Estados Unidos da América, desconheço o que ele fez pelos americanos, mas pelo lindo ser humano que demonstrou ser. Lembro-me assim de repente de algumas fotos que vi, dele com a esposa, dele com a família, dele com o cão, dele com as crianças, dele com os seus trabalhadores, dele com alguns americanos comuns, dele a sorrir e na brincadeira, dele bem humorado (podem ver algumas delas aqui e aqui)... É mesmo aquele tipo de pessoa de quem eu gosto: bem disposto e sensível para com o próximo. É, sem sombra de dúvida, uma pessoa com quem gostaria de ter dois dedos de conversa... É, sem dúvida nenhuma, uma pessoa verdadeiramente interessante (e inteligente!).

O amor que ele sempre demonstrou ter pela Michelle é do tipo mais puro e verdadeiro que existe no mundo. Além de muitas outras coisas igualmente importantes, algumas mais importantes que outras, a consideração e o reconhecimento são pontos essenciais em qualquer relação. Com certeza que a Michelle teve de se privar de muitas coisas e teve de fazer muitos sacrifícios por causa dele e mesmo assim fê-lo. No momento de despedida, Obama reconheceu-o. Se calhar foi reconhecendo ao longo do tempo na vida privada, mas nós não sabemos. Ele teve coragem de o reconhecer publicamente (alguns nem na intimidade o fazem!). Fê-lo com pompa e circunstância. Fê-lo tão gentilmente, exatamente como qualquer mulher gostaria de ser elogiada. 

Por isso defendo sempre: é importante elogiar, reconhecer os esforços do outro e dizê-lo frontalmente (ninguém adivinha o que o outro pensa!). A boca não serve só para criticar! A boca devia servir essencialmente para elogiar! O mundo seria bem melhor! Numa relação com certeza ia melhorar muita coisa!...

E assim se constrói o amor e a confiança nos casamentos...

Vou sentir saudades desta família (já o tinha dito aqui!)...


sábado, 29 de outubro de 2016

Sou a mais chata de todas, diz ele...

Achei imensa piada a este artigo aqui...

As esposas são muitas vezes apelidadas pelos seus próprios maridos de chatas, de "pain in the ass", de "mar bravo", de controladoras, de serem quase como o FBI, de andarem sempre em cima, de ter sido a pior asneira da vida deles, de não desistirem de dar ordens, tipo "não faças isso, come isto, atenção àquilo",... Eu, pelo menos sou acusada de algumas coisas que se encontram em cima... Mas sabem?! Já me importei mais! É como o outro diz "eles falam, falam, falam e não dizem nada (de jeito!)". 
No fundo, falo por mim e acho que por todas as "chatas" do universo (digam-me vocês!), acho que nós só fazemos isso, só somos assim, porque nos importamos verdadeiramente com eles. Se não me importasse com ele, tanto me fazia se ele comia ou não, se estava com a blusa amarrotada ou não, se andava com péssimas companhias ou não, se bebia ou não, se chegava tarde ou não,... era igual ao litro... Mas não! Eu sou chata sim e esquisita também e, enquanto eu for assim para ele, existe a certeza que me preocupo com ele e que ele me diz algo... Se um dia eu for a "boa esposa que não chateia nada e que é super fixe acima das mulheres dos amigos dele" aí sim será um verdadeiro problema...

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Não faz sentido...

Este era um dos casaias que mais admirava. Digo-o sem pudor aqui. Pelo simples facto que, por muito dinheiro que tivessem, conseguiram formar uma família de 3 filhos de sangue e outros 3 de coração, de variadas etnias. Isto é de louvar! À volta deles existia tantas boas energias que, no mundo dos famosos nem sempre se vê. O apoio que transmitiam um ao outro nos vários desafios que a vida lhes deu era digno de ser visto. Até que chega a notícia que se vão divorciar, que tudo aquilo que via neles era pura ficção... Muito triste! Muito triste mesmo...

Tal como já disse aqui, eu acredito no amor, no casamento e na família. Para mim não faz sentido desistirmos de uma vida a dois, de uma família, por puro egoísmo, por não nos conseguirmos colocar no lugar do outro, por nos termos acomodado à monotonia... Não faz sentido! Enquanto houver amor tudo vencemos, até mesmo a morte, pois quem parte estará sempre bem aconchegadinho no nosso coração e tudo se transforma em saudade e boas recordações. Para o lar não se desfazer é importante prestar atenção aos sinais: se de um lado vemos que a coisa não está a funcionar como devia, é preciso alertar, chamar a atenção, dar sinais... do outro lado, é preciso dar importância a esses sinais e tentar 1500 mil vezes mais mudar de atitudes para que as coisas funcionem...a bem da saúde da relação e da saúde familiar...
Só mesmo se o amor acabar ou se se transformar em sentimentos ruins é que não faz sentido continuarem juntos... Se o amor acabar, mesmo assim, eu acredito que ele pode renascer. Se eu me apaixonei loucamente por esta pessoa, porque não poderei apaixonar-me loucamente e novamente pela mesma pessoa?! 

Não faz sentido desistir de uma relação sem nunca ter tentado vezes sem conta rejuvenescê-la...


sábado, 3 de setembro de 2016

Hoje é um dia muito especial por 2 motivos!

Quando o meu irmão nasceu, eu tinha 5 anos e meio... Quando nasceu e enquanto estava na barriga da minha mãe, eu pensava que o nome que déssemos à criança implicava a sua personalidade. Ou seja, se ele tivesse um nome de alguém mau, ele provavelmente seria uma pessoa má; mas se lhe déssemos o nome de alguém bom, ele seria uma pessoa boa! Chama-se a isto "inocência". O nome não interfere na personalidade de ninguém, pois existem "Marias" boas e "Marias" más. Bom... na altura, rodava na televisão uma telenovela que tinha um Rafael que era o mau da fita. O meu pai queria que o meu irmão se chamasse Rafael. Eu não queria ter um irmão mau. Queria que ele fosse bom e bonito, igualzinho a um primo que eu adorava (e adoro!) muito, muito, que era lindo de morrer com os seus olhos azuis e cabelinho liso loiro. 
Sempre que o meu primo ia passar o fim-de-semana a Santo António (a avó dele, a minha tia Lurdes, um doce de pessoa, morava lá - era irmã da minha bisavó do lado da minha avó paterna) estávamos juntos e brincávamos juntos e eu aproveitava para lhe apertar as bochechas fofinhas que ele tinha!... 
Depois da avó dele morrer, raramente o vi no Nordeste, mas sempre que nos encontramos há uma alegria enorme nos nossos corações e abraçámo-nos como se não nos víssemos há séculos. Ele continua a ser doce e muito fofinho. 
Esse meu primo chama-se André Filipe, tal como o meu irmão (os meus pais fizeram-me a vontade!). O meu irmão é bom e muito bonito, apesar de não ter olhos azuis e cabelinho liso louro... Hoje é o casamento desse meu primo e nós éramos para estar presentes neste grande evento, apesar de ser noutra ilha (e só isto exigir uma ginástica daquelas, mas por amor tudo se fazia!). Além de ser um casamento especial, ainda ficou mais especial, porque a minha M. tinha sido escolhida por eles para ser menina dos anéis (nem imaginam o quanto o vosso convite me sensibilizou!), junto com outros dois primos da noiva (teria sido uma grande aventura! O André vai casar com uma menina linda como ele, a Bruna, de lindos olhos azuis. Prevejo, num futuro próximo, priminhos lindos, lindos, a avaliar pela beleza dos progenitores...

Que sejam sempre felizes e que este vosso sorriso perdure na vossa vida até sempre!

Hoje o dia promete! Divirtam-se! :)

domingo, 24 de julho de 2016

Ninguém disse que ia ser fácil...

Há 6 anos atrás dei um passo muito importante na minha vida. Decidi partilhar o bem mais precioso que tinha até àquela data, que era a minha vida, com outra pessoa. Falando assim até parece ser uma coisa fácil. Mas não é!...

A verdade é que temos de lidar diariamente (sem escapatória) com outra pessoa, com outro feitio, outra maneira de pensar e outra vivência diferente da nossa. São hábitos, atitudes e comportamentos diferentes dos nossos e que, à medida que o tempo passa, podem chocar com os nossos. E há coisas que, por mais anos que se namore, nunca chegamos a conhecer, só mesmo vivendo junto na mesma casa é que vemos como na realidade as coisas são. Não é fácil, mas ainda hoje acredito que não é impossível! Eu acredito no casamento (ou ajuntamento, ou viver junto, o que quiserem chamar!) e ainda mais acredito no AMOR. Enquanto houver AMOR tudo é possível. Ele existe e deve ser alimentado diariamente. Mesmoooo! Não acredito em divórcios/separações por motivos pouco satisfatórios (óbvio que não estou a falar em casos de violência doméstica ou traições, porque aí não há mesmo volta a dar, na maior parte dos casos!) pelo simples facto que isso para mim não faz sentido. Quem me conhece bem sabe que esta é a minha convicção. A verdade é que, segundo aquilo que acredito, o divórcio acontece apenas se aparece alguma pessoa à qual demos demasiada liberdade (e não devíamos!) e vemos nela algum tipo de "escapatória"; ou, se não aparece essa 3ª pessoa, o divórcio acontece porque existiu desleixe, falta de capacidade de colocar o orgulho atrás das costas, falta de vontade que as coisas dêem certo, falta de entrega ao próximo. A isto tudo chama-se egoísmo, pensar só em si. Num casamento é proibido pensarmos só em nós enquanto indivíduo. Temos de pensar como um todo, como se fossemos uma equipa de futebol. Se eu quero ganhar, não posso nunca jogar sozinha, portanto o companheiro da minha equipa tem o direito e o dever de jogar comigo e juntos rumo ao golo. Vejamos, o Cristiano Ronaldo sozinho não ganha nada, mas se tiver uma equipa que o apoie e o ajude, a equipa pode ganhar. Repararam bem no que disse?! A equipa ganha! Não é o Cristiano que ganha, é a equipa! Quem ganhou o Euro 2016 não foi o Cristiano Ronaldo. Foi Portugal! Toda uma nação! Assim é um casamento: ou todos ganham ou todos perdem. E é preciso serem os 2 a lutar. Costumo dizer "Se um não quer, dois não podem!" e é verdade!

Eu não gosto de perder, nunca gostei. Gosto de ganhar! Quando ganhamos há festa, há sorrisos, há sentimentos bons e energias positivas. É disso que eu gosto. O truque está em termos a capacidade de nos moldar e de nos adaptar à outra pessoa e ela a nós. É de termos como um dos principais objetivos de vida fazermos o outro feliz. É como se tivéssemos que casar vezes sem conta com a mesma pessoa. Temos de agir como um todo, uma equipa ganhadora. E do lado de fora do nosso lar devemos colocar o egoísmo, o orgulho e todos os outros sentimentos ruins (e, às vezes até pessoas) que podem destruir o que pretendemos e estamos a construir. Não é fácil, mas não é impossível. Não é por nós, enquanto indivíduos, que devemos fazê-lo, mas sim por nós 2 (3, 4,... 10), pelo casal, pela família que nos propusemos construir juntos. Há um texto lindo sobre esta assunto. Pode lê-lo aqui. É exatamente assim que eu penso.

Há 6 anos atrás o dia estava lindo, o casamento foi lindo, o sol brilhou no céu e nos nossos rostos e também nos rostos de quem connosco dividiu essa felicidade. Até a lua estava cheia e cheia de luz. Foi um dia inesquecível que eu guardo no meu coração até hoje. Nas dificuldades de uma vida a 2 (que acontecem mais vezes do que queremos!) é nesse dia que eu penso, é nas carinhas felizes que vi, é no sentimento que me fez unir lá atrás a esta pessoa que hoje continua a ser o meu marido e que espero que permaneça até sempre, porque para mim o "para sempre" existe, basta querermos, basta simplesmente AMAR! :)


Duas músicas que marcaram este dia há 6 anos atrás e ainda hoje valem...