Uma prova de que Deus está connosco, não é o facto de que venhamos a cair, mas sim a força que nasce em nós para que nos levantemos em cada queda.
My baby M., a educação dela, viagens que faço ou gostaria de fazer, decoração, artesanato, a ilha onde vivo...!
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sexta-feira, 30 de março de 2018
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Falei com o coração...
Tenho um amigo que é mestre de um rancho de romeiros e um dia lembrou-se de me convidar para participar numa das suas reuniões de preparação do seu rancho para a romaria que está prestes a começar... A minha primeira reação foi achar que aquilo era mais uma das suas partidas (ele é muito brincalhão!)... mas depois percebi que ele estava a falar mesmo a sério... Era mesmo, mesmo para eu ir... Ora, tive a sorte de estar uns tempos entretida com a preparação do aniversário da minha filha que pouco ou nada pensei nesse "assunto" de ter de falar para mais de 50 pessoas, no caso homens!!!! Mas mal terminou a azáfama do grandioso evento, veio logo à baila a tal reunião de romeiros que eu ia participar como oradora...
Ia falar sobre o quê?! Pensei, pensei e resolvi que o que devia falar era sobre a fé que existe em mim, sobre as mutações que foi tendo em mim face às várias situações que tive de vivenciar na minha vida.
Quem me conhece sabe que sou uma pessoa de muita fé. Tenho fé em Deus (muita!), mas também tenho fé nas pessoas, na vida, no amor e em tudo o mais que é positivo ao meu redor. Já o disse aqui e volto a dizer: eu acredito que tudo é possível conseguir se houver saúde, amor, paz e fé. Mas nem sempre foi assim. A fé evolui connosco à medida que crescemos, à medida que as situações nos acontecem na vida.
Já tive situações em que questionei severamente a minha fé! Já tive dúvidas! Já me perguntei se valia a pena ter fé em algo que não vejo! Onde estava a minha fé nesse momento?! Sou humana! Considero-me uma pessoa inteligente e foi exatamente por isso que, ainda hoje, não acho mal ter questionado a minha fé. Foram momentos de desespero, em que pensava que Ele me tinha abandonado ou que nem existia, que tinha sido tudo uma ilusão. Que Ele me estaria a castigar por alguma razão... Foram momentos muito deprimentes e fortes psicologicamente... Mas na primeira oportunidade, não quando eu quis, mas sim quando teve de ser, consegui vê-Lo e senti-Lo. Consegui encontrar o amparo, o abraço e a força para continuar...
Foi exatamente esta a ideia que transmiti aos irmãos romeiros de Santa Clara. Espero que tenham gostado tanto quanto eu. Expus parte da minha vida numa tertúlia que me deixou inicialmente um bocadinho nervosa (por falar para tanta gente), mas depois bastante à vontade ao ponto de abrir o meu coração sobre um assunto bastante doloroso que fez (e penso que sempre fará) parte da minha vida.
Foi exatamente esta a ideia que transmiti aos irmãos romeiros de Santa Clara. Espero que tenham gostado tanto quanto eu. Expus parte da minha vida numa tertúlia que me deixou inicialmente um bocadinho nervosa (por falar para tanta gente), mas depois bastante à vontade ao ponto de abrir o meu coração sobre um assunto bastante doloroso que fez (e penso que sempre fará) parte da minha vida.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Consegui percorrer pouco mais de 30km...
Quem me conhece sabe que sou uma pessoa de muita fé. Fé em Cristo, Fé no Amor, Fé na Amizade Verdadeira, Fé no poder da Natureza, Fé na Teoria do Retorno e em outras coisas mais... Um dia falo sobre a fé que existe dentro de mim...
Há uns dias participei numa Peregrinação... Até agora, sempre que participei, o grupo era sempre acompanhado por uma pessoa que admiro muito pela sua maneira de ser e pela paixão que sente por Jesus. Desta vez ela não foi e a verdade é que fez mesmo muita falta. Eu senti a sua falta, a falta das suas palavras, da sua alegria, do seu amor, das suas piadas,... Fez realmente toda a diferença! A frase "Só faz falta quem cá está!" não se aplica definitivamente neste caso... Fez-me falta! Muita!...
Mesmo sabendo que essa pessoa fulcral não ia, fui na mesma, porque precisava estar comigo e com Ele. Precisava encontrar-me, precisava ganhar forças e recuperar energias e também gostava de saber se conseguiria percorrer tantos km num só dia!...
Iniciamos a caminhada às 22h30 e terminamos às 13h30 do dia seguinte, com algumas paragens e uma missa à mistura... Foram à volta de 30km percorridos (da Igreja de Santa Clara, em Ponta Delgada, até à Ermida da Nossa Senhora da Paz, em Vila Franca do Campo, digamos que subir à Ermida foi mesmo a parte mais difícil!!!). E depois chegar lá e não ouvir a tal palavra de Jesus, deixou-me um vazio bastante grande...
Estar numa peregrinação à noite é muito diferente de fazê-la de dia. À noite há o silêncio, a escuridão, a lua e as estrelas... E é nesse momento que me sinto sempre mais próxima de mim, dos meus pensamentos, de Jesus, do meu coração,... Esta peregrinação foi particularmente interessante pois o percurso foi maioritariamente à beira mar, portanto o som das ondas ajudaram na meditação interior que fui fazendo ao longo do percurso, assim como nas viagens mentais que fiz com a minha cabeça...
Foi, sem dúvida, uma boa experiência, uma boa caminhada, um momento de extrema meditação, um momento em que estive comigo e com Deus, e também com aqueles que amo sempre em pensamento e no meu coração.
A grande recompensa de todos os km percorridos foi, sem dúvida, o momento em que avistei lá ao fundo nos últimos metros que estava a percorrer para chegar à Ermida a minha menina à minha espera de sorriso nos lábios. Foi de uma alegria e emoção indescritível... Obrigada pai por me permitires viver esse momento...
Deixo aqui alguns momentos dessa minha "aventura"!
Estar numa peregrinação à noite é muito diferente de fazê-la de dia. À noite há o silêncio, a escuridão, a lua e as estrelas... E é nesse momento que me sinto sempre mais próxima de mim, dos meus pensamentos, de Jesus, do meu coração,... Esta peregrinação foi particularmente interessante pois o percurso foi maioritariamente à beira mar, portanto o som das ondas ajudaram na meditação interior que fui fazendo ao longo do percurso, assim como nas viagens mentais que fiz com a minha cabeça...
Foi, sem dúvida, uma boa experiência, uma boa caminhada, um momento de extrema meditação, um momento em que estive comigo e com Deus, e também com aqueles que amo sempre em pensamento e no meu coração.
A grande recompensa de todos os km percorridos foi, sem dúvida, o momento em que avistei lá ao fundo nos últimos metros que estava a percorrer para chegar à Ermida a minha menina à minha espera de sorriso nos lábios. Foi de uma alegria e emoção indescritível... Obrigada pai por me permitires viver esse momento...
Deixo aqui alguns momentos dessa minha "aventura"!
terça-feira, 11 de julho de 2017
Jesus também se engana...
Disse-vos aqui que tinha explicado à minha M. que às vezes o Jesus se distraia porque tinha muitos pedidos de bebés e por isso às vezes vinha um menino em vez de uma menina. Passado uns dias depois dessa explicação, decidi levá-la a visitar o bebé de uma amiga que tinha nascido. Ela toda contente disse à avó B. que ia ver uma bebé. Corrigi dizendo-lhe que não era UMA bebé e sim UM bebé, um menino. E ela, muito séria, diz-me:
"O Jesus enganou-se foi?!"
(por acaso até se enganou, mas isso não era importante!)
Esta minha filha não esquece nada! :)
O que é facto é que ela adorou ver o bebé, mesmo sendo um menino, e pegou-lhe ao colo e disse que era muito lindo! Penso que se algum dia Jesus queira mandar um bebé para a nossa casa, será indiferente o sexo dele... ;)
terça-feira, 27 de junho de 2017
Problema resolvido!
Com o nascimento das minhas netas (falei disto aqui), surgiu logo a seguir o pedido para ter um bebé de verdade. Disse ela que tinha de ser uma menina para brincar com ela. Perguntei-lhe como se ia chamar e ela, prontamente, respondeu Leonor. Então, disse-lhe que podia não ser uma menina, que podia ser um menino. "Então porquê?", perguntou ela. Disse-lhe que, às vezes, o Jesus, perante os vários pedidos que recebe, se distraia e, em vez de mandar uma menina, mandava um menino. Ela responde "Então, pode ser 2: uma menina Leonor e um menino Gonçalo". Pronto está decidido! E o Jesus não pode ter aqui voto na matéria. Se quiser mandar a menina que venha só a menina, mas se se enganar e mandar um menino, então não se esqueça de também mandar a menina!
sábado, 22 de abril de 2017
Há Romarias e romarias...
Agora que terminou a época quaresmal sinto que devo falar sobre este assunto.
Esta foi, segundo as minhas contas, a 4ª vez que fui na Romaria e em todas elas fui com cabeça, tronco e membros. Nunca fui na romaria de óculos de sol. O telemóvel só utilizei (e nem sempre!) nas pausas do pequeno-almoço, almoço e na chegada depois da cerimónia terminar. Durante a romaria toda rezei e quando não o estava a fazer aproveitei para refletir sobre mim, a minha vida, as pessoas que amo,... Nos momentos de pausa para comermos conversei, ri, brinquei com a minha mãe e com as restantes irmãs (nome que é dado a todas as romeiras que caminham connosco).
Esta foi, segundo as minhas contas, a 4ª vez que fui na Romaria e em todas elas fui com cabeça, tronco e membros. Nunca fui na romaria de óculos de sol. O telemóvel só utilizei (e nem sempre!) nas pausas do pequeno-almoço, almoço e na chegada depois da cerimónia terminar. Durante a romaria toda rezei e quando não o estava a fazer aproveitei para refletir sobre mim, a minha vida, as pessoas que amo,... Nos momentos de pausa para comermos conversei, ri, brinquei com a minha mãe e com as restantes irmãs (nome que é dado a todas as romeiras que caminham connosco).
Os homens caminham durante 8 dias. Dormem 7 noites em casas e freguesias diferentes. Uns em casas de pessoas que os acolhem, outros em salões em grupo. Fazem muitas mais pausas que nós, mulheres, que só andamos umas horinhas. A cumplicidade e a entreajuda que criam entre si ao longo de 8 dias é única e definitivamente superior que a nossa.
Há quem vá na romaria por curiosidade, por vontade de experimentar, ir por ir. Para mim isso não é uma caminhada de fé e nem tão pouco o espírito de Romaria.
A organização da Romaria das Senhoras de Santa Clara tem batalhado todos os anos para a postura que se deve ter quando estão em Romaria. Um cenário que me chateia profundamente é ver alguém numa Romaria de óculos de sol (sem ser por questões de saúde!)!!!! Este ano como a romaria foi feita à noite, este foi um "problema" resolvido, embora algumas usassem à laia de "bandolete"(!!!). A seguir a isto chateiam-me as conversetas e os risos em plena romaria!!!! Cada um sabe de si, mas ninguém me pode obrigar a aprovar tais atitudes! Fico a pensar "Mas afinal o que estão estas criaturas a fazer aqui?!"... Acredito que mesmo essas pessoas que estão ali apenas por curiosidade, que se permitem conversar durante os encontros de preparação ou até mesmo na romaria em si, sentem em algum momento da romaria algo superior e forte, algo que toca o coração, pois nesse dia algo mexe mesmo connosco e com a nossa fé. É Deus que se faz sentir presente! E, sempre que vou na Romaria ou que vejo romeiros, sinto a Sua presença... É algo que me comove profundamente!... Transformo-me numa Maria Madalena, quase...
A organização da Romaria das Senhoras de Santa Clara tem batalhado todos os anos para a postura que se deve ter quando estão em Romaria. Um cenário que me chateia profundamente é ver alguém numa Romaria de óculos de sol (sem ser por questões de saúde!)!!!! Este ano como a romaria foi feita à noite, este foi um "problema" resolvido, embora algumas usassem à laia de "bandolete"(!!!). A seguir a isto chateiam-me as conversetas e os risos em plena romaria!!!! Cada um sabe de si, mas ninguém me pode obrigar a aprovar tais atitudes! Fico a pensar "Mas afinal o que estão estas criaturas a fazer aqui?!"... Acredito que mesmo essas pessoas que estão ali apenas por curiosidade, que se permitem conversar durante os encontros de preparação ou até mesmo na romaria em si, sentem em algum momento da romaria algo superior e forte, algo que toca o coração, pois nesse dia algo mexe mesmo connosco e com a nossa fé. É Deus que se faz sentir presente! E, sempre que vou na Romaria ou que vejo romeiros, sinto a Sua presença... É algo que me comove profundamente!... Transformo-me numa Maria Madalena, quase...
Romaria é algo sério, é um momento de reflexão sobre a nossa vida, é uma forma de nos aproximarmos de Deus, de sentirmos o poder da nossa fé, de agradecermos por algo que Ele nos concedeu, ou pedirmos por algo que desejamos com muita força... Romaria não é um desfile de moda e nem tão pouco o sítio adequado para colocar os enredos em dia. Haja respeito acima de tudo...!
Em Romaria, seguremos a mão de Deus...
Em Romaria, seguremos a mão de Deus...
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Jesus morre...
Hoje é o dia que se comemora a morte de Jesus.... É um dia triste portanto!...
Às 15h ele morre... mas sabemos todos que irá ressuscitar e é isso que nos aquece o coração...
Jesus morre na cruz por mim e por cada um de vós... E porquê?! Muitas vezes me perguntei isto... Até há bem pouco tempo não sabia a resposta e não conseguia perceber como foi possível ter acontecido o que aconteceu com Jesus. Ele que só praticou o bem enquanto andou pela terra, operou milagres com várias pessoas... Como era possível ter um fim tão triste...
Vou confessar aqui que sempre que vejo um filme da vida de Jesus Cristo (gosto muito, principalmente quando Jesus é representado pelo Diogo Morgado ahahaha), tenho sempre uma esperançazinha de que Ele vai ser salvo por alguém, que não tem de passar por tudo aquilo que passou, que lá os homenzinhos vão voltar atrás na sua decisão... e eis que nada disso acontece e fica aquele "pobrinho" lá preso na cruz esperando que o inevitável aconteça... Choro sempre... :(
Ele viveu como qualquer um de nós e também sofreu como qualquer um de nós sofre. Foi traído como também podemos ser (e somos, pelo menos uma vez na vida!). Cada um de nós tem a sua cruz e tem de levá-la até ao fim... Assim foi Ele. Ele morreu. Nós também vamos morrer! Ele ressuscitou. Nós também iremos ressuscitar. Ele apenas nos ensinou o caminho que iremos percorrer. E este é o grande mistério da nossa igreja. A grande força da nossa fé! Nós iremos ressuscitar tal como Ele!
Aproveitem esta Páscoa para ressuscitarem os vossos corações e a vossa maneira de viver/lidar convosco e com os outros! Sejam felizes hoje e sempre! :)
terça-feira, 28 de março de 2017
Que tal ir na Romaria à noite?!
Como já tinha dito este ano a romaria foi à noite.
Saímos do parque de estacionamento junto à Igreja de Santa Clara pelas 21h30 e chegamos às Clarissas, nas Calhetas, às 10H30, 1h mais cedo do que o previsto!
Foi cansativo?! Foi, muito! Mesmo muito...!
Mas foi muito mais intenso e era mesmo de algo intenso que eu precisava na minha vida... Foi isto que procurei, era disto que precisava. Senti Jesus a acompanhar-nos. Senti e vi os seus sinais.
A noite foi das mais bonitas da minha vida, com um céu cheio de estrelas que cintilavam sem parar. O frio foi algum, mas nunca tremi queixo. Havia o calor interior. As dores nas pernas, nas costas (essas foram bastantes) não me conseguiram fazer parar ou desistir.
No meu crachá levei uma foto das pessoas a quem mais amo no mundo. Levei as minhas intenções e repeti-as todas, sem exceção, em todas as igrejas e momentos de oração que tivemos. Pedi sempre com tanta força, agradeci tanto aquilo que tenho com muita humildade... No coração levei amor, paz e esperança de dias melhores.
No Campo de S. Francisco, entre as igrejas de S. José e do Sr. Santo Cristo foi feita uma via sacra. Uma cruz de madeira percorreu os grupos da romaria. Essa mesma cruz foi transportada até às Clarissas. Foi levada pelos grupos que iam à frente da romaria, da mesma forma como também Jesus Cristo a levou até ao Calvário. Um simbolismo que me tocou profundamente.
Às 2h da manhã estávamos a chegar à Igreja da Fajã de Baixo, a única que nos esperava de porta aberta e luzes acesas, apesar da hora avançada... Não nos sentimos sozinhas... Que orgulho pertencer a esta paróquia...
O auge desta romaria foi, sem dúvida, o chegar à rotunda da Fajã de Cima. Ao longe, no meio dela, vimos uma luz forte. Uma música de fundo. Quando nos aproximamos, podíamos ver um andor em cima de uma carrinha e pessoas à sua volta. Em cima do andor estava Ele, o Santíssimo! Acendemos as nossas velinhas e ficamos ali a contemplá-Lo, a sentir a sua presença. Foi emocionante! Tocaria o mais insensível dos corações (acho eu!)...
Ele caminhou aos nossos ombros até chegarmos aos Aflitos. Também me aventurei a levá-Lo aos ombros. Era muito pesado! Era mesmo bastante pesado. Houve uma altura em que pensei que a minha coluna ia partir ao meio. Aguentei firme...
Nos Aflitos tivemos o nosso pequeno-almoço. Um cafézinho para abrir a pestana... Apanhamos uma chuvinha até chegar aos Fenais da Luz, mas nada de especial.
Chegámos às Clarissas, nas Calhetas para termos a nossa missa Campal e estava sol de verão! Senti o calor intenso que ele deixava na minha cara. Era Ele! Só podia ser Ele a proteger-nos! Em Ponta Delgada chovia... e o resto do dia choveu muito... Só pode ter sido Ele! Ele é mesmo maravilhoso!...
Uma nota apenas ao senhor condutor que quis atropelar-nos quando estávamos a fazer a oração em frente à igreja da Fajã de Cima: pedimos desculpa pelo incómodo de estarmos em frente à igreja e a ocupar a estrada em plena época de quaresma. Vive numa ilha que essas manifestações de fé são muito comuns nesta altura do ano. Sabe, éramos 640 romeiras mais ou menos. Não cabíamos todas no adro. Pedimos que seja mais delicado da próxima vez, pois ter atitudes de terrorista (foi o que teve) não seria mesmo a melhor opção, principalmente numa ilha como a nossa...
Esta foi a romaria (são quase 40 minutos de imagens (no minuto 29,15' grandes verdades :P)...
Foi cansativo?! Foi, muito! Mesmo muito...!
Mas foi muito mais intenso e era mesmo de algo intenso que eu precisava na minha vida... Foi isto que procurei, era disto que precisava. Senti Jesus a acompanhar-nos. Senti e vi os seus sinais.
A noite foi das mais bonitas da minha vida, com um céu cheio de estrelas que cintilavam sem parar. O frio foi algum, mas nunca tremi queixo. Havia o calor interior. As dores nas pernas, nas costas (essas foram bastantes) não me conseguiram fazer parar ou desistir.
No meu crachá levei uma foto das pessoas a quem mais amo no mundo. Levei as minhas intenções e repeti-as todas, sem exceção, em todas as igrejas e momentos de oração que tivemos. Pedi sempre com tanta força, agradeci tanto aquilo que tenho com muita humildade... No coração levei amor, paz e esperança de dias melhores.
No Campo de S. Francisco, entre as igrejas de S. José e do Sr. Santo Cristo foi feita uma via sacra. Uma cruz de madeira percorreu os grupos da romaria. Essa mesma cruz foi transportada até às Clarissas. Foi levada pelos grupos que iam à frente da romaria, da mesma forma como também Jesus Cristo a levou até ao Calvário. Um simbolismo que me tocou profundamente.
Às 2h da manhã estávamos a chegar à Igreja da Fajã de Baixo, a única que nos esperava de porta aberta e luzes acesas, apesar da hora avançada... Não nos sentimos sozinhas... Que orgulho pertencer a esta paróquia...
O auge desta romaria foi, sem dúvida, o chegar à rotunda da Fajã de Cima. Ao longe, no meio dela, vimos uma luz forte. Uma música de fundo. Quando nos aproximamos, podíamos ver um andor em cima de uma carrinha e pessoas à sua volta. Em cima do andor estava Ele, o Santíssimo! Acendemos as nossas velinhas e ficamos ali a contemplá-Lo, a sentir a sua presença. Foi emocionante! Tocaria o mais insensível dos corações (acho eu!)...
Ele caminhou aos nossos ombros até chegarmos aos Aflitos. Também me aventurei a levá-Lo aos ombros. Era muito pesado! Era mesmo bastante pesado. Houve uma altura em que pensei que a minha coluna ia partir ao meio. Aguentei firme...
Nos Aflitos tivemos o nosso pequeno-almoço. Um cafézinho para abrir a pestana... Apanhamos uma chuvinha até chegar aos Fenais da Luz, mas nada de especial.
Chegámos às Clarissas, nas Calhetas para termos a nossa missa Campal e estava sol de verão! Senti o calor intenso que ele deixava na minha cara. Era Ele! Só podia ser Ele a proteger-nos! Em Ponta Delgada chovia... e o resto do dia choveu muito... Só pode ter sido Ele! Ele é mesmo maravilhoso!...
Uma nota apenas ao senhor condutor que quis atropelar-nos quando estávamos a fazer a oração em frente à igreja da Fajã de Cima: pedimos desculpa pelo incómodo de estarmos em frente à igreja e a ocupar a estrada em plena época de quaresma. Vive numa ilha que essas manifestações de fé são muito comuns nesta altura do ano. Sabe, éramos 640 romeiras mais ou menos. Não cabíamos todas no adro. Pedimos que seja mais delicado da próxima vez, pois ter atitudes de terrorista (foi o que teve) não seria mesmo a melhor opção, principalmente numa ilha como a nossa...
Esta foi a romaria (são quase 40 minutos de imagens (no minuto 29,15' grandes verdades :P)...
Alguns momentos da Romaria...
O percurso foi este:
FOI ESPETACULAR!
Se me perguntassem se queria repetir a romaria à noite a minha resposta era sim. Apesar de ter sido cansativo, mais do que de dia, foi muito intenso e introspectivo.
O silêncio da noite fez-me viajar para mais perto de Deus...
quinta-feira, 23 de março de 2017
"O momento" desta Páscoa
Domingo passado foi dia de Lausperene na igreja de Santa Clara. Lausperene, para quem não sabe, na Igreja Católica Romana, é a adoração do Santíssimo, isto é, uma hóstia, que representa o Corpo de Deus, fica exposta por um determinado período de tempo (em Santa Clara foram 24h) para as pessoas rezarem a Jesus presente. Este evento decorre sempre na Quaresma e simboliza o tempo que o corpo de Jesus passou no túmulo até à sua Ressurreição.
Adiante... numa das reuniões de preparação da romaria, o Padre Norberto informou que ia decorrer o Lausperene na Igreja de Santa Clara e determinou 1h para cada grupo da paróquia, incluindo 1h para as romeiras. Este ano decidi ir e levei a minha M. comigo.
No tempo que estive lá, a minha M. esteve sempre irrequieta. Estávamos num banco sozinhas e ela andava de um lado para o outro em cima do sítio onde colocamos os joelhos, dizia que estava a "patinar", furava os bancos, mexia-se, brincava com a mínima coisa que encontrava (encontrou um fecho partido no chão), às vezes falava mais alto, dizia-lhe para ela sossegar e falar baixinho... Houve inclusive uma altura em que decidi ir para o fim da igreja para não distrair as pessoas que estavam à nossa volta, à espera de distraí-la, mas nem isso resultou e por isso voltei ao nosso lugar. Perguntava o que era tudo aquilo que via... Eu estava mais ou menos à vontade, porque mesmo que ela estivesse irrequieta, sabia de antemão que o Padre Norberto não ia ficar chateado com a situação... Ele diz sempre que gosta que as crianças estejam na igreja, porque é sinal que estão lá elas e os pais (ou pelo menos um deles como era o nosso caso)...
No final da nossa hora de adoração ao Santíssimo, ela já mais calma, mas ainda assim mexidinha, o Padre Norberto percorreu toda a igreja com o Santíssimo na mão... Foi um momento muito emocionante, mas muito mais emocionante se tornou quando se aproximou de mim e, eu com a M. ao colo, disse-lhe que era o Jesus, ela deitou a cabecinha no meu ombro e o Padre Norberto fez, com o Santíssimo, o sinal da Cruz e tocou-lhe por um bocadinho. Foi tão tocante que as lágrimas vieram-me aos olhos e no meu coração senti o calor da presença e do amor de Jesus. Saber que Jesus tocou na minha filha como que a abençoá-la trouxe-me uma verdadeira paz de espírito. A partir daquele momento, acreditem ou não, ela permaneceu sempre no meu colo sossegadinha e começou a pedir para ir ver o Jesus outra vez. Manteve-se sossegada.
Quando fui com ela até onde estava o Santíssimo (perto do altar), ajoelhámo-nos e disse-lhe para rezar o "Anjinho da guarda". Assim o fez. Depois de um bocadinho, disse-lhe que tínhamos que ir embora... Foi difícil, porque ela queria lá ficar ajoelhada, junto ao Santíssimo...
Eu sei que Jesus mora no coração da minha filha. Eu sinto a sua presença e proteção. Obrigada Jesus.
Foi este o momento de que vos falo no texto...
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Histórias minhas de Natal II: Rituais da noite de Natal no Nordeste..."
Quando já éramos mais crescidos, mas mesmo assim ainda crianças, o ritual da noite de natal era sempre o mesmo: jantávamos em família, vestíamo-nos a rigor e íamos para o carro para irmos à missa do Galo... Enquanto estávamos no carro, a minha mãe era sempre a última a chegar. Esquecia-se sempre de algo (de por os presentes debaixo da árvore sem que nós percebêssemos ou víssemos!)... Íamos à missa do Galo, aquela missa interminável que 50% das crianças poderiam adormecer mas só não acontecia porque estavam empolgadas com a magia do chegar a casa e ver os presentes debaixo da árvore (eu e o meu irmão era assim!)... Normalmente era sempre uma noite fria...
Depois da missa do Galo, o meu pai "lembrava-se" de ir dar uma voltinha, para aumentar ainda mais a nossa ansiedade. Este era o único dia em que nós (crianças) queríamos era chegar a casa o mais rápido possível....
A voltinha era sempre pela freguesia, máximo até à freguesia vizinha... íamos ver as luzes, dizia ele... Lembro-me que além de uma noite fria era uma noite clara, cheia de estrelas e às vezes de lua clara... e passávamos a "voltinha" toda a olhar para o céu à espera de ver alguma luz mais forte a andar de um lado para o outro, que depois seria o Pai Natal atarefado na entrega dos presentes.
Nunca o vimos... pudera!...
Depois chegávamos em casa e, no meio de correrias e ansiedade lá subíamos nós as escadas rumo ao quarto de jantar, onde estava a árvore de natal, com as luzes a piscar à nossa espera com os presentes debaixo dela...
Natais felizes...
Local:
Ponta Delgada, Portugal
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Levar as criancinhas à missa, sim ou não?!
Na passada quinta-feira foi a missa do 7º dia da morte da minha avó e, claro, lá fomos todos nós, incluindo a minha M., à missa rezada por alma dela que foi realizada na igreja de Santo António Nordestinho. Ela sabia que ia à missa da "avó Maria dos Anjos, que mora com o Jesus lá no céu e lhe envia beijinhos através do brilho das estrelas".
Desde que a M. era bebé (mesmo antes de ser batizada!) que fiz questão de a levar à igreja e às missas que ia. Normalmente vamos à missa de domingo de Santa Clara, rezada pelo Padre Norberto Brum (que eu adoro!) ou à missa de sábado à noite da Fajã de Baixo, rezada pelo Padre Paulo Borges (que também adoro!). Escolho estas missas, pelos seguintes motivos:
- ambos os padres são espetaculares a dar uma missa. Tornam-nas cativantes e muito emocionantes;
- ambos os padres também são o máximo quanto à presença de crianças na igreja: não brigam, nem olham de lado porque fazem barulho, não os mandam para fora (infelizmente há padres que fazem isso!),...;
- ambas as igrejas (mais a de Santa Clara) têm espaço para as crianças estarem à sua vontade, não tendo de obrigá-las a ficar sempre no mesmo local durante 1h seguida (o que, para quem não sabe, é realmente difícil para as crianças, já que o tempo de atenção das mesmas é muito curto!);
- no caso da igreja de Santa Clara, o padre faz questão que as crianças se sentem nas escadas do altar perto dele (aquelas que quiserem...) e a minha M., embora ainda não tenha permanecido lá durante uma missa inteira, sente-se à vontade para ir e vir, pois os outros meninos a ajudam a subir e a descer as escadas...
Na missa do 7º dia da minha avó, ela era a única criança. A igreja é enorme para a quantidade de pessoas que existem na freguesia (muito mais para uma missa durante a semana!), por isso qualquer som ecoa naquela igreja. Combino sempre com ela antes das missas que na missa não se pode falar alto. Então ela tenta cumprir com o combinado, mas nem sempre consegue e vou relembrando o que combinamos ao longo da missa. Cativa-lhe os Santos que existem nas igrejas. Não era à toa que nas festas religiosas deste verão (e do passado também!) ela pedia sempre para ir à igreja vê-los. Admirava cada Santo, perguntava o nome deles (tive de aprender alguns para lhe dizer!), impressionou-se com alguns e ficava a falar disso durante alguns dias, via se tinham doi dóis ou não. Se tivessem ela queria dar beijinhos para eles ficarem melhores (como eu faço quando ela faz algum doi dói! Tenho beijos milagrosos!!!), se não têm, ela diz que não têm porque a M. lhes deu beijinhos!
Sinto que ela é/está muito ligada a Jesus e ao que é religioso, tal como eu prometi fazer no dia do meu casamento "ter filhos e educá-los segundo a lei católica, na qual me insiro". Enquanto eu puder, este será o meu ensinamento, pois eu acredito que com a ajuda de Jesus é mais fácil viver e eu quero que ela tenha uma vida longa, saudável e feliz, sempre com Jesus no coração. No entanto, se ela, quando crescer, quiser seguir outro caminho é livre para isso...
Esta conversa toda para dizer que a forma como os padres das nossas igrejas lidam com crianças (e com os pais das crianças!) ajudam muito na ligação que eles podem criar com a igreja. Ambos os padres que mencionei, mais um ou outro que conheço (não posso deixar de também falar do meu querido amigo padre Emanuel Valadão!) são, sem dúvida, seres cheios de luz e mensageiros de Jesus, pois agem com as crianças tal como Jesus agiu com elas durante a sua passagem pelo mundo.
Para conhecerem ainda os ensinamentos do nosso Papa Francisco quanto à participação das crianças na missa, deixo aqui o link que me fez escrever este texto. De facto, este Papa é um ser muito iluminado!
Jesus disse: "Deixai as criancinhas virem a mim e não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus."
Lucas 18, 15-17
Mateus 19, 13-15
Marcos 10, 13-16
Local:
Ponta Delgada, Portugal
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Rezar ao Jesus
Se há coisa que insisto com a minha M. é que ela conheça Jesus. Desde cedo que falo Dele, que a levo à igreja, que rezo com ela antes de dormir. Comecei a rezar apenas uma oração pequenina: o anjo da guarda, para a proteger sempre, mas aos poucos (e nem todas as noites o faço, porque nem todas as noites sinto que ela está disposta a tal) rezo com ela a Avé Maria e o Pai Nosso (mais a primeira oração que a segunda).
Não a vou obrigar a ser católica. Se ela quiser mais tarde seguir por outro caminho, está à vontade. Mas enquanto ela não tem noção do que existe no mundo, quero dar-lhe a conhecer Jesus. Fico mais descansada se souber que ela tem a Sua proteção. Depois, se decidir mudar, sei que pelo menos cumpri o meu dever enquanto cristã.
Hoje em dia ela conhece Jesus e gosta de ir à missa. Faz-lhe impressão ver o Jesus na cruz. Ela quer sempre que a deixe dar-Lhe beijinhos nos dói-dóis para que Ele fique melhor.
Outra coisa que ela adora é ver o livro do Jesus - um livro que lhe ofereci na Páscoa, que conta a história de Jesus, desde o seu nascimento até à sua ressurreição ilustrado e muito, muito bom (um dia falo dele aqui!)!
Seguindo a minha voz ela consegue rezar o Anjo da Guarda (basicamente todo), a Avé Maria e o Pai Nosso (como podem ver no vídeo que coloco aqui - não tem imagem pois a luz estava apagada e já estávamos a preparar-nos para dormir!). E eu, como mãe e cristã, sinto muito orgulho na minha pequenota.
segunda-feira, 28 de março de 2016
Agora que a Páscoa terminou...
Vamos falar em ressurreição de Jesus Cristo.
Muita gente, mesmo os católicos, não entende o verdadeiro significado da ressurreição... Não sou teóloga e nem tão pouco religiosa ao ponto de ter estudado este assunto. Apenas vou dar a minha humilde opinião!
O grande expoente da fé cristã está mesmo na Ressurreição. É fácil acreditar que existiu Jesus, Maria e José e todas as outras pessoinhas da Bíblia que de domingo a domingo ouvimos nas leituras da missa... a grande dificuldade é acreditar que Jesus ressuscitou! É acreditar que cada um de nós que parte irá ver a sua alma ressuscitar para Deus. Essa é a grande questão e é a grande força da nossa fé! Quem acredita nisto tem fé em Deus e nos poderes que Ele tem! Quem duvida, até se pode considerar católico, mas não acredito que seja possuidor de uma grande fé...
A verdadeira ressurreição de Jesus Cristo também deve ter aqui uma nota importante... Durante as semanas da Quaresma ouvimos falar que devemos fazer o bem, que devemos ouvir mais do que falar, etc... esses ensinamentos devem ter continuidade todos os dias do ano e não apenas na época da Quaresma. Por isso deixo aqui as notinhas que o Papa Francisco nos deixou para a Quaresma, para que possamos dar continuidade de hoje em diante:
Nesta Quaresma, faça jejum:
... de palavras negativas (e diga palavras bondosas).
... do descontentamento (e encha o seu coração de gratidão).
... da raiva (e cultive a tolerância e a paciência).
... do pessimismo (encha o coração de esperança e otimismo).
... das preocupações (confie mais em Deus!)
... das queixas (viva as coisas simples da vida).
... de tensões (confie no poder da fé e reze).
... da amargura e da tristeza (encher o seu coração de alegria)!
... do egoísmo (alimente em si a compaixão pelos outros).
... da falta de perdão (cultive a reconciliação).
... de palavras (dê mais importância ao silêncio e aprenda a ouvir os outros).
... de palavras negativas (e diga palavras bondosas).
... do descontentamento (e encha o seu coração de gratidão).
... da raiva (e cultive a tolerância e a paciência).
... do pessimismo (encha o coração de esperança e otimismo).
... das preocupações (confie mais em Deus!)
... das queixas (viva as coisas simples da vida).
... de tensões (confie no poder da fé e reze).
... da amargura e da tristeza (encher o seu coração de alegria)!
... do egoísmo (alimente em si a compaixão pelos outros).
... da falta de perdão (cultive a reconciliação).
... de palavras (dê mais importância ao silêncio e aprenda a ouvir os outros).
Que a Ressurreição aconteça todos os dias no nosso coração. Que nos tornemos pessoas melhores para o próximo e que nunca nos esqueçamos que Jesus vive no nosso coração e que sem Ele não somos nada...
sábado, 26 de março de 2016
A Páscoa
A Páscoa que me recordo é a da minha infância!...
Lembro-me de jogar ao "bela mente", mas toda a gente dizia "palamente" à boa maneira micaelense... E depois também me lembro de oferecer amêndoas ao adversário, sim porque normalmente era eu quem perdia (sempre fui muito esquecida)... Mas mesmo que ganhasse, amêndoas nunca foram o meu forte! Ainda hoje não sou grande fã! Não gosto de frutos secos!
Lembro-me do dia que a minha avó materna cozia a massa sovada e as "pombinhas" que ela fazia, uma para cada neto, com tanto carinho... O jeito que ela enrolava a massa, ainda crua, e colocava dentro os ovinhos, que vinham das suas galinhas... Lembro-me do cheirinho da massa acabada de cozer... e de comer massa crua às escondidas também! :)
Lembro-me que no Domingo de Páscoa era dia de juntar a família, na Lomba da Maia. Os grandes, ficavam na mesa da cozinha, que era a maior e a que ficava mais perto da comida, para poderem controlar o que era servido e quando... E nós, os 4 mais pequeninos da família, ficávamos na mesa do quarto de jantar. Depois do almoço, que durava umas boas 2 horas, comíamos a massa, as amêndoas e os ovos. Não eram ovos como hoje em dia! Hoje é "quanto maior melhor" e ainda por cima são caros com' um raio! Eram as famosas amêndoas e os ovinhos pequeninos que sabiam tão bem...
Rica Páscoa! Rica em sentimentos... em união...
Hoje...
Hoje não jogo ao "bela mente", porque me esqueço! A ver se me lembro de jogar para o ano que vem... Agradeço que me lembrem, só naquela para não me esquecer...
Hoje, apesar de haver massa sovada e folares, já não existem "pombinhas" feitas pela minha avó, nem consigo cheirar a massa acabada de cozer...
Hoje, a Páscoa já não é na Lomba da Maia e mesmo que fosse, nós, os 4 mais pequeninos já não somos os mais pequeninos da família e já nem nos sentamos na mesa da sala do jantar. Somos mais que os "grandes", por isso ficamos nós na mesa da cozinha!...
Hoje a tendência é oferecer ovos de chocolate gigantes! Sou a favor de oferecer um miminho com chocolatinhos apenas... nada de quilos de chocolate em casa... até porque para dar cabo deles é complicado!
Este ano a minha filha vai receber dos pais apenas isto (espero que gostem da ideia): um livro com janelinhas sobre a vida de Jesus (ela adora livros e achei alusivo), um peluchinho de um patinho fofinho, um ovinho Kinder surpresa e um guarda-chuva de chocolate (como havia antigamente).
Hoje a Páscoa é igualmente doce, mas diferente!...
Feliz Páscoa para todos...
Sejam felizes com a vossa família, pois isso realmente é o que mais importa no dia de Páscoa e nos outros 365 dias deste ano!
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