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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Hoje é dia de caminhar por uma causa nobre...

Já não é segredo para ninguém que na minha vida também tive, não na primeira pessoa (embora o tenha sentido como tal!), uma batalha contra um bicho violento, sem piedade e sem escrúpulos. Não o desejo a ninguém... É uma luta tremenda, impotente, cruel... Se num dia estamos bem, no dia seguinte estamos mal... O futuro é sempre uma incerteza e o futuro é já daqui a 1 minuto, o que torna tudo mais complicado de gerir principalmente para quem, como eu, gosta das coisas bem planeadas... A única certeza que temos é que, independentemente do que quer que aconteça, não podemos mesmo baixar os braços, dar tréguas ao maldito bicho, esse raio de bicho que devia ele próprio morrer de cancro!
A partir dessa experiência fiquei mais sensível à luta contra ele. A partir dai decidi viver um dia de cada vez e não pensar no amanhã, pois este pode não vir... Bom, eu penso claro, mas não dramatizo, ou pelo menos evito dramatizar... Aproveito o momento hoje, o momento agora!
E é com este espírito que me vou juntar às pessoas nesta ação de campanha contra o cancro da mama. Vou pelas pessoas que já lutaram contra qualquer tipo de cancro. Umas que venceram e continuam a ser grandes guerreiras e também por aquelas que, infelizmente, já não se encontram entre nós. 

Vais vir também?! 
Somos sempre poucos contra esse bicho maldito, mas juntos seremos cada vez mais fortes!



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Quase que morria com 500 metros...

A ideia era ir ao Poço Azul na Achadinha, mas dada a hora tardia que saímos de casa, ficámo-nos mesmo pelas ruínas de um tanque qualquer no Porto Formoso... Era eu, ele e a "piquinota"... Eu não sabia para o que ia, até começar a ver aquilo a descer cada vez mais... aí comecei a ver a minha vidinha a andar para trás... Lá fomos nós em direção ao mar, literalmente... Começaram a aparecer escadas e mais escadas, daquelas bastante irregulares. Ela de mãozinha dada comigo e eu só a pensar "onde nos vamos meter?!"... Depois de umas 50 escadas, lá vinham mais 50... e eu só pensava "Meu Deus, como vamos subir isto tudo com ela?!"... Mas fomos até ao fim.... Quem estava a contar ver o Poço Azul e vai de encontro àquela ruína, com água a borbulhar, mas sem aquecer a água e, com ela literalmente porquinha, só chega à brilhante conclusão "Devia ter ficado em casa vendo um filme ou a brincar com ela!!! Teria sido bem melhor!!!"...
Havia uma casa também em ruína, supostamente as Termas de antigamente, e mais abaixo, junto ao calhau, aquele tanque em ruína cheio de água suja a borbulhar... Imagino que aquele sítio foi em tempos muito frequentado (e o caminho para lá chegar devia ser ainda pior! Houvesse vontade!!!), mas hoje achei uma zona completamente entregue ao seu próprio destino... As imagens vistas cá de cima, sobre o mar, são efetivamente bem mais bonitas!...
Ainda bem que não estava sol, se não acho que preferia ter ficado mesmo lá em baixo... São os 500 metros mais bem mal medidos que já conheci na minha vida!

Chegou a hora de subir... Ai meu Deus que eu morro... As primeiras escadas foram subidas pelos nossos 6 pezinhos... mas logo, logo, a minha M. disse estar muitoooooo cansada e que queria ir nas cavalitas da mãe!!!!!!! WHAT?! Não sei como consegui... fui praticamente com ela às cavalitas desde o tanque até à casa das termas... a sensação que eu tinha era que já nem sentia as pernas, estava simplesmente a levitar por aquelas escadas acima... Atenção... foram apenas uns míseros 50 a 100 metros de escadas (não sou bem boa em contas, mas era mais ou menos isso!)... o pai levou os restantes metros que faltaram... Foi, sem dúvida, um herói! Nem sei como conseguiu!...

Quando chegamos ao carro nem queria acreditar!!!


Isto era o que queria ter ido ver... Lindo, não?!


Mas não!!! Isto foi o que vi:
- o tanque de água super suja a borbulhar...

- aproveitamos o tempo lá em baixo para descansar (claro!), tirar umas fotos e também tirar algumas porcarias da água...

- a casa das termas completamente entregue ao seu destino...

- o árduo caminho para subir...
(a foto à direita só aconteceu no início da subida!!!)

Digam lá se a vista cá de cima não é a mais bonita?! Com dia solarento deve ser ainda mais bonito!







quinta-feira, 5 de maio de 2016

Deu-me para isto!

Ontem sai do trabalho e, como era quarta-feira (o meu pai demora-se sempre mais para me ir buscar) e estava um dia lindo de sol, decidi ir a pé desde o meu trabalho até à casa dos meus pais. Já há algum tempo que não fazia isto e garanto-vos, soube mesmo bem... Aproveitei e fotografei o percurso a partir de certa altura... Há pormenores que fazem toda a diferença...

As nossas ruas são, normalmente seguidas por alguma paisagem. Neste caso, ao fundo temos o monte da Lagoa do Fogo. É por ele que nos guiamos para saber se vale a pena subi-lo ou não para ver a Lagoa do Fogo. Quando está encoberto nem vale a pena, pois não se consegue ver nada...

Passei pela Casa dos Amigos da ilha das Flores e lembrei-me dos meus amigos florentinos e dos momentos que já passei dentro desta casa. 

Casas que marcam a diferença numa rua cheia de casas ditas "normais". São 3 casas seguidas todas forradas de azulejos. 

Esta, no caso é cheia de cornicópias e pormenores que nenhuma outra tem igual, pelo menos nesta rua...


É aqui que se dá o corte entre o tradicional da rua com o "moderno" da próxima rua...

Um hotel e os novos prédios da Avenida D. João III (Avenida E) fazem parte da zona mais moderna da cidade e ficam nos arredores de Ponta Delgada.

Avenida D. João III, lado norte, a parte "moderna". 

Avenida D. João III, lado sul, a parte "antiga". Ao fundo, onde podem ver uma "torre" era, diz o meu pai, uma fábrica de café. É um dos edifícios que, na minha opinião, devia ser restaurado para lhe dar alguma utilidade: um museu da própria fábrica, ou até outra utilidade qualquer, pois é um edifício giro e com história. Fica a dica!

Entro aqui na rua das Laranjeiras, onde se situa a Escola Secundária das Laranjeiras (onde o meu irmão estudou) e onde tem uma série de estufas de ananases. 

Mais um edifício que devia ser restaurado pois é enorme e poderia ter outra utilidade. Sinceramente, não sei como ainda permitem situações de degradação destas...


As estufas de que vos falei... São imensas. Pelo que vi estão quase todas em funcionamento. Outras estão a ser restauradas...

Eis o tipo de casa que eu gostaria de ter se fosse muitoooooo rica! Metida dentro, com um jardim enorme à volta para as crianças brincarem, árvores gigantescas... Ideias não me faltam!


Eis que se avistam as Torres do Loreto. É o sinal de que estou quase, quase a chegar a casa. 

No início da rua foi construído este péssimo e cinzento prédio, que nada tem a ver com a restante rua, nem com os traços das casas já existentes.

A rua é assim. Cheguei ao meu destino e nem fiquei muito cansada. :)