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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Misturar ou não?!

Não nos devíamos preocupar com a opinião alheia e nem ter necessidade de ser aceites. Devíamos ter a humildade de escolher ter paz em vez de ter razão, ter amor em vez de ter rancor, ter sentimentos em vez de ter bens... Isso seria maturidade. 
Ao invés disso, temos uma sociedade que nos afunila para a escuridão. 
Por isso, evitemos as pessoas:
- que não nos ouvem.
Falam somente de si, embrulhadas no seu profundo egoísmo. Que são pouco altruístas e se sentem mais importantes que os demais.

- frias e insensíveis.
Aquelas que não sentem a dor de ninguém e pouco sentem a dor que supostamente deveriam sentir. Pessoas que não se conseguem colocar no lugar do outro e que nunca admitem que erram, mas que a culpa está sempre no outro.

- que não se sabem doar.
Aquelas que só estão interessadas no seu próprio umbigo, nos seus objetivos, nas suas visões, acreditando que as visões que têm são as corretas, não abrindo exceção a nenhuma outra. Pessoas que não procuram saber do outro, que não amam, que não partilham, que se afastam ao primeiro deslize...

Se conseguirmos ser nós mesmos, viver com o que temos no nosso coração, junto daqueles que estão (e querem estar!) em sintonia com a nossa alma, penso que podíamos ser mais felizes... Mas... nem sempre isso acontece... Parece que o ser humano gosta de complicar a vida, que podia ser tãooooooo simples!

"Não te mistures com quem não serias!"


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Apatia

Apatia não é preguiça. Apatia é falta de motivação, falta de interesse, falta de paixão, falta de entusiasmo. A apatia é causada por variados motivos... Dependendo dos casos, pode ser originária de derrotas contínuas, rejeição que nunca mais termina, ou pressões constantes.  

Como lutar contra a apatia?
Não é fácil... Mas deixo aqui alguns tópicos que considero serem os melhores (para mim!):

- Acreditar.
Acreditar que somos nós que comandamos a nossa vida. Acreditar que somos bonitos, talentosos e que conseguimos vencer com o nosso esforço.

- Amigos e família.
Rodear-se de pessoas que gostam de nós, que nos querem bem, que estão do nosso lado, não para resolver os nossos problemas, mas para estarem do nosso lado em qualquer decisão que tomemos.

- Evitar a solidão.
Analisar se os momentos em que estamos sós são frequentes. Estar só é bom. Faz-nos pensar. Mas em demasia poderá ser preocupante. Permita-se estar com outras pessoas de quem goste, evite as que não gosta. Os eventos sociais ajudam a não se sentir só, embora muitas vezes se vá sentir só, mesmo estando rodeada por muitas pessoas. Encontre o equilíbrio entre estar acompanhado e estar sozinho.

- Atividades.
Faça coisas que o façam sentir bem. Recorde-se das coisas que fazia no passado e que lhe davam prazer. Faça uma lista dessas coisas, se for preciso. Volte a fazê-las.

- Atitude.
Mude a sua atitude perante uma situação. Se não deu certo uma vez, tente fazer diferente, ser diferente.

- Relações.
Evite relações tóxicas que só o põem para baixo. Uma relação serve para lhe apoiar e não para o desvalorizar.

- Ocupação.
Mantenha-se ocupado. Canse o seu corpo, seja fazendo algum tipo de exercício físico ou mental. Mas mexa-se...

- Aceitação.
Aceite a sua maneira de ser. Ninguém é perfeito. Aceite as suas falhas e se achar que deve mudar, mude. Se achar que é importante para si ser assim ou que faz parte dos seus princípios, aceite-se dessa forma mesmo.

- Compromisso.
Faça um plano da sua rotina e comprometa-se em cumpri-lo. 


E... Se não conseguir com todas estas coisitas que deixo aqui, procure ajuda profissional, porque eu, comum mortal (que nem psicóloga sou!), não percebo nada disto. Apenas estou a dar a minha opinião e a partilhar os passos que também eu tento seguir...



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

É hoje! Vem comigo!

Venha comigo!
Não vamos conseguir vencer caminhando ou lançando balões, mas podemos ajudar de alguma forma!...
São apenas 4€!!!



O ano passado foi assim:







quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Cuidado com o que toleras

Outro dia estive a pensar e é verdade... Se formos dizer "sim" a tudo, vamos permitir que usem e abusem da nossa boa vontade. Há limites! Há limites para o "usar", o "abusar" e para tudo o que poderá mexer com o nosso psíquico. 
Infelizmente não passamos um dia sem nos cruzar com alguém desagradável ou que não age como estaríamos à espera... Não passamos um dia sem nos sentirmos desagradados com algo que consideramos não estar certo. Mas... se nos formos incomodar com tudo aquilo que nos desagrada, passamos a vida carrancudos e chateados. Por este motivo precisamos filtrar, com sabedoria, tudo o que passamos para que não fique em nós aquilo que não nos faz bem. Ignorar é um truque. Um truque que já utilizei e que sei que também já utilizaram comigo...  
Uma coisa é certa, é inútil argumentar com quem não sabe ou não quer ouvir... Algumas pessoas não mudam, outras pessoas nunca mudarão e outras mudarão para pior, por mais que alertemos, conversemos, aconselhemos... Existem pessoas que simplesmente não se importam com o outro, com o que o outro sente, com aquilo que poderão fazer para mudar para que a relação, seja ela de que natureza for, corra melhor... Ainda assim, não podemos ser condescendentes com o mundo que nos engole. Está em nós impor limites, dizer o que sentimos, mostrar o que nos desagrada, negar, contrariar, mostrar o nosso grau de tolerância...

Não aceite ser tratado da forma que acha que não merece ser tratado. Tolerar demais faz-nos ser um alvo demasiado fácil...

No meu caso, nem sempre consigo ser melhor comigo mesma, mas estou a trabalhar nesse sentido.



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Quero gostar mais de...

Gosto de pessoas simples, humildes, altruístas e, já agora, com algum sentido de humor.
Gosto de pessoas originais. 
Acho que estas são o meu tipo de pessoas preferidas. 

Não quero gostar de pessoas que olham por cima do ombro. Quero gostar mais das que oferecem o seu ombro para deitar a minha cabeça num dia "não". 
Não quero gostar de pessoas que cruzam os braços e assobiam para o lado. Quero gostar mais das que os lançam à minha volta e me apertam com carinho e me digam "Estou aqui" e/ou "Vai correr tudo bem".
Não quero gostar de pessoas que proferem, sem dó nem piedade, com ódio no olhar, palavras que me magoem. Quero gostar mais das que me dizem palavras doces e me fazem sentir bem.
Não quero gostar de pessoas que se julgam os donos do mundo e que o resto é "ralé". Gosto de pessoas terra-a-terra. Quero gostar mais das que conseguem colocar-se no meu lugar, que se importam com o que sinto perante determinada atitude. Não somos os maiores. Devemos respeitar quem nos rodeia.
Não quero gostar de pessoas que assobiam para o lado ou que cantam enquanto eu falo. Quero gostar das que me ouvem atentamente e me ajudam a acalmar ou me ajudam a resolver os problemas que infelizmente existem.
Não quero gostar de pessoas que não se interessam por mim e nem pelo que me rodeia, que não estão nem aí para mim, para as quais sou indiferente. Quero gostar mais das que contam comigo, que se interessam por mim, que estão disponíveis para mim, que me procuram e que sentem prazer apenas por estar na minha companhia.
Não quero gostar de pessoas que são más, mesquinhas e que me provocam a todos os níveis. Quero gostar mais daquelas que me oferecem paz, boa disposição e me estendem a mão em qualquer circunstância: seja para festejar ou para me acompanhar nos momentos menos bom.

É destas que quero gostar! É destas que vou gostar!


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Quem te ouve?!

Há momentos em que estamos tão desmotivados com a vida que nos fechamos entre 4 paredes, mesmo que sejam paredes "imaginárias". São os problemas que nos surgem e não sabemos como resolvê-los ou temos medo de o fazer e nos fazem fechar ou, dependendo do feitio das pessoas, nos fazem abrir para o mundo fingindo que está tudo bem, que não se passa nada, ignorando que aquele problema existe e que precisa ser resolvido.
Quer quem se feche do mundo (acumulando agonias e tristezas), quer quem se abra para o mundo (numa corrida desenfreada de recuperar o tempo "perdido" como se ninguém percebesse que também sofre!), precisa de alguém próximo não para cuscar, não para dizer "bem te avisei" e também não para levar apenas para a vida feliz "sem problemas" e "sem responsabilidade", ajudando a ignorar tudo o resto!... mas para estar lá... para ouvir... para acompanhar e servir de suporte sempre que assim for necessário. São esses seres de luz que nos ajudam a abrir os olhos sobre a verdade/realidade que não queremos ver/aceitar, nos oferecem o ombro e um abraço apertado onde podemos chorar, nos levam para espairecer uma vez por outra, que aparecem sem marcação prévia e, perante nós, apenas nos abraçam em silêncio,... São esses seres de luz que, até podem não fazer parte do círculo habitual de amizade, mas que permanecem presentes, ainda que subtilmente, e são os que têm sempre uma palavra de ânimo de que tudo vai correr bem...

Eu... só tenho a agradecer os seres de luz que fazem parte da minha vida. Não é fácil erguer a cabeça, aceitar, acreditar que tudo vai correr bem, qualquer que seja o desfecho... Mas com gente assim ao meu lado, não me sinto sozinha... na maior parte do tempo!...

É este o verdadeiro sentido da amizade!


terça-feira, 14 de agosto de 2018

És feliz ou estás apenas confortável?

Gostas do teu dia?!
Chegas ao fim do teu dia e deitas-te na almofada satisfeito com o que fizeste, sentiste nesse dia?! 
Não basta um "vai-se andando" ou um "podia ser pior"... A verdade é que poderia ser bem pior (oh oh se podia!), é certo... mas na realidade em que estás, o pior pode mesmo ser isto... É aquela realidade que não nos faz exatamente infelizes (ou até faz...), mas também não nos faz sorrir...

Estar conformado não é sinónimo de inércia. Aqui o confortável tem a ver com o correr riscos, de procurares desafios e saberes e sentires que assim é que és realmente feliz. A vida é realmente uma rotina, não podemos fugir disso! Mas não podemos deixar que chegue a ser monótona! A tua vida é monótona?! Às vezes não corremos riscos com medo da mudança, de não dar certo, da chatice que é fazer por ser feliz e depois a própria vida prega-nos partidas que nos obrigam a mudar radicalmente e, nessa altura, só temos que a "viver", de respirar para estar vivo...

Gostas dos teus dias?!
Acordas, depois de um salto energético da cama, a sorrir para o teu dia com a certeza que vai ser bom?! Adormeces com tudo aquilo que te faz feliz? O teu mundo ainda pára quando aquela pessoa te abraça/se te abraça?! Quando te beija/se te beija?! Quando te cheira/se te cheira?!
O conforto faz bem, mas a paixão/o amor faz-te estremecer!

Faz este exercício todas as manhãs... Pergunta-te ao espelho: 
  • És feliz? 
  • O que te falta na tua vida?
  • O que não te deixa viver? 
  • Porque não sorris? 
  • Porque choras?

Não deixes que seja tarde demais... Deixa tudo, muda tudo se for preciso e procura a tua felicidade. Faz o que te dá prazer, fica com quem te faz estremecer e assim, só assim, serás feliz!...

És feliz ou estás apenas confortável?!





quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A 3ª fase é que é!

Sabem quando nos apercebemos que a vida é passageira e temos de nos entregar a ela todos os dias como se todos os dias fossem os últimos?! Pois bem...

Quando parece que as coisas vão melhorar, quando pensamos estar no caminho certo e os ventos abonam a nosso favor,  vem de lá a força sobrenatural abanar a coisa para que nunca nos esqueçamos de valorizar a vida, a saúde que temos, valorizar quem realmente nos ama, quem nos dá a devida atenção, quem nunca nos irá abandonar por A, B ou C, quem nunca nos coloca em 2º plano...

É normal que após o balde de água fria na nossa cabeça, a revolta e a tristeza sejam uma constante. Que depois dessa fase nos resignemos à nossa sorte, ao nosso destino. Estas fases podem demorar a passar... Mas não nos devemos deixar ficar só por estas fases... 
Temos de ter a força suficiente para alcançar a 3ª fase... Está em nós agarrar a oportunidade de viver, agarrar a vida e aquilo que nos faz bem... Levantar a cabeça e enfrentar o problema, o desafio, com espírito de vencedor, de lutador, de guerreiro! Rodear-nos de quem nos ama e seguir em frente! Porque...

Quem te ama de verdade nunca te abandona!...


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

No regrets

Há pessoas que sugam as nossas energias. Que nos retiram a alegria e a paz. Há quem que, com simples atitudes, nos retiram do nosso estado zen, por mais zen que sejamos. São verdadeiros abutres, destruidores da nossa paz. Adoecem o nosso estado emocional e aniquilam a nossa vontade de seguir em frente com determinação... São pessoas egoístas, que só pensam em si e no seu bem estar. Pessoas que não cedem, não procuram a igualdade. Julgam-se superiores e cheios de caráter. Na verdade, este tipo de pessoas rodeia-nos diariamente e quando pensamos que conhecemos alguém, afinal não é bem assim... 
A melhor forma de evitar a insanidade é mesmo fugir destas pessoas. Mas nem sempre pode ser fácil, pois podem fazer parte da nossa família ou podem ser colegas de trabalho... Mas o único método para nos abstrairmos disto e zelarmos pela nossa saúde emocional é, pelo menos, nos afastarmos emocionalmente, ou seja, termos a força de não permitir que essas pessoas modifiquem, consciente ou inconscientemente, as nossas emoções e, consequentemente, o nosso comportamento.

Afastar-se emocionalmente não é fácil, mas deixo aqui as minhas dicas para tentar fazê-lo (pelo menos é um exercício que faço sempre, embora nem sempre consiga ultrapassá-lo!):

- não dê importância ao que essas pessoas fazem ou dizem - foque-se nos problemas!

- não crie muitas expetativas no comportamento do outro - normalmente ele não vai reagir da forma que gostaria.

- afaste-se do medo de expor aquilo que pensa e que sente e aprenda a ser indiferente ao que lhe magoa - é a melhor forma de se alienar do momento.


Pense em si, no seu problema e no seu objetivo. Afaste-se dos ambientes tóxicos que lhe prejudicam. A vida é demasiado curta para viver com angústias. Ame as pessoas que lhe fazem bem e distancie-se daquelas que não o fazem.

No regrets.


quinta-feira, 5 de julho de 2018

Last day...

Hoje é dia de agradecer...

Ainda há muita coisa para limar, para definir, para decidir... 
Ainda existem coisas que, infelizmente, não estão no caminho certo, têm sofrido algumas mutações, tombado, levantado e caído novamente, vezes sem conta, vezes mais que as aceitáveis...
Ainda tenho tido alguns desgastes, alguma testa franzida, algumas preocupações, alguns pensamentos menos bons, alguns descontrolos,... mas também isto faz parte desta coisa que é viver...

Por outro lado, e com tendência a melhorar anda a minha segurança em mim própria, a minha forma de olhar os outros, de tratar os outros, de encarar a vida e de compreender o porquê de algumas atitudes minhas e dos outros...
Hoje consigo perceber o que é verdadeiramente importante para mim. O que me faz feliz e quem me faz feliz! Consigo distinguir quem se importa realmente comigo, com a minha felicidade, com o meu bem estar. 

Hoje percebo que a vida nem sempre pode tomar o rumo que queremos que ela tome. Podemos não  conseguir o que queremos. Podemos não ter aquilo que desejamos. Mas podemos e devemos sonhar! E eu sonho muito! E os meus sonhos são tão bons! Maravilhosos até!...

Os últimos 364 dias foram maioritariamente felizes, o que é uma sorte e uma dádiva nos dias que correm... 

Hoje é dia de refletir nisso e agradecer...



quarta-feira, 9 de maio de 2018

O desporto na minha vida!

Desde que nasci que sempre me lembro de estar ligada ao desporto. O meu pai, dirigente de um clube, levava-nos para todos os jogos. Todos os domingos lá ia a família toda (e a freguesia praticamente toda) assistir à partida de futebol. E o pessoal vibrava com aquilo! Domingo sem futebol não era domingo!...
À parte disto, também me lembro de adorar as minhas aulas de Educação Física e de até ter participado em Jogos Desportivos inter-escolas (a minha - do Nordeste, da Povoação e a de Vila Franca do Campo) maioritariamente de ginástica (pular trampolins e saltar, percorrer tapetes a fazer pinos e cambalhotas e ainda estafetas). Lembro-me também de ter participado em provas esporádicas de atletismo, bicicleta e futebol, ainda lá no meu Nordeste.
Depois, a morar em Ponta Delgada, participei em torneios inter-escolas (ginástica e futebol) e fiz parte da equipa de futebol feminina do Santa Clara! Pensava eu que os "largos" treinos que tive no campo da escola de Santo António Nordestinho me tivessem tornado numa "Rui Costa" em modo feminino. Sinceramente, e se calhar para surpresa de muitos, gostei de jogar futebol. Foi, sem dúvida, o momento mais "federado e desportivo" da minha vida.
Depois fui para Lisboa e, como a minha Universidade era muito cheia de "não me toques" era óbvio que não existia nenhuma equipa de futebol feminina!!! Havia volei! E lá fui eu... Não queria parar de exercitar o meu corpo. Não tinha lá grande jeito para volei, mas sempre era melhor que basquetebol (desporto que eu gosto menos!). Ainda o primeiro ano tínhamos um grupinho fixe... 2 treinadores super simpáticos e uma equipa que só ganhava pontos... quando a outra equipa não aparecia!!! Valia pela boa disposição! No 2º ano, a equipa mudou... apareceram muitas meninas federadas e com a tal cena da competição no auge que piorava quando se cruzavam comigo na universidade: nem "bom dia" nem "boa tarde"! Aquilo não era para mim!... Mudei de "desporto": fui para a tuna! E foi, na altura, o melhor que fiz!

Passados... depois de fazer contas... 20 anos certinhos... começo a correr e a participar em provas! Realmente... não bato bem da cabeça! Só pode!...

(Aqui quando estudava em Lisboa, numa das visitas ao grandioso estádio da Luz)

(Aqui em frente à minha casa de Santo António Nordestinho. Penso que foi pouco antes de sair de lá ou logo a seguir, portanto tinha eu à volta de 15 anos e um fato de treino muito, muito cafona, típico anos 80!)

domingo, 31 de dezembro de 2017

Adeus 2017

E pronto!
Estamos preparados para virar mais uma página no calendário da nossa vida... Hoje é o dia da profunda reflexão sobre o ano que está a dar as últimas...
2017 foi, para mim, um ano bastante positivo, na medida em que fui uma melhor pessoa para mim (e consequentemente para os outros!) e consegui sentir-me melhor comigo própria, tomei decisões de cabeça erguida e tenho mantido o meu foco. Claro que há momentos em que desistir parece ser mais fácil e o que dá menos trabalho, mas ninguém disse que esta coisa de "viver" era fácil e, garanto, não é mesmo para fracos. Quem quer viver em pleno, viver tudo aquilo que tem direito, tem de ter acima de tudo a coragem de tomar decisões, de erguer a cabeça quando tudo teima em deixar-nos em baixo. Tem de sorrir, mesmo nas adversidades...
Independentemente de tudo, o importante foi que segui o lema que trago comigo desde 2008, aproveitei cada momento bom da vida, vivi em pleno, arrisquei, atrevi-me e... fui feliz! 2017 proporcionou-me momentos inesquecíveis, sensações únicas, trouxe-me pessoas que me encorajam a ser melhor. 2017 vai deixar mesmo saudade... 


Finisher!


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Os homens não têm estes problemas...

Os homens correm e pronto. Têm mais força, mais energia, mais velocidade, mais massa muscular... Não têm TPM, nem período menstrual, nem período fértil, nem ovulação, nem o diabo a quatro! Eles correm e pronto. Está feito.

Correr nos primeiros dias do período menstrual é basicamente uma... seca! Já é um aborrecimento estar a levar o dia todo (durante pelo menos 2 dias) com dores de barriga, de cabeça, de pernas, andar irritada até com a borboleta que pousa na janela e ainda ter de levar com isso tudo, mas a correr! É mesmo só para os fortes! :) Correr nos primeiros dias do período é como que a nossa bacia fosse literalmente uma "bacia" de ferro e lá dentro andam a chocalhar uma série de pesos, daqueles que se usavam antigamente para pesar o queijo na balança, estão a ver quais são?! É exatamente isto que eu sinto... Além de sentir o Tico e o Teco a chocalhar igualmente na minha cabeça...

Portanto correr não é para todos! Mas correr com o período é só para os realmente fortes!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Como fugir da negatividade?!

Sabem aqueles dias em que acordamos e vemos que está um sol radioso, um dia extraordinariamente belo, que nos enche a alma de boa disposição e vontade de viver apenas sensações positivas ao longo do dia?! Sabem exatamente do que estou a falar?! Quando isso acontece, até o nosso "bom dia" é dado com um verdadeiro sorriso na cara, com alegria de viver, com positividade... Consola!
Mas... se alguém de mal com a vida (ou consigo próprio!), ou porque simplesmente já tem o hábito de reclamar (mesmo que não saiba!), e tem pensamentos negativos logo de manhã e nos responde mais friamente ou reclama simplesmente porque "no céu está uma nuvem a atrapalhar", quando há todo um céu azul para contemplar... estraga-nos logo a manhã... se o deixarmos!...

Eis aqui alguma dicas de uma coach de alta performance e produtividade (Patrícia Marinho), de um texto que alguém partilhou (este aqui), comentadas por mim, para vos ajudar a sair dessa:

- Somos o resultado das 5 pessoas que mais nos relacionamos. Esteja ao lado de pessoas que sejam altruístas e otimistas.
Procure relacionar-se com pessoas positivas e de bem com a vida... Se tem a mania de reclamar, gradualmente vai deixar de o fazer...

- A palavra tem muito poder.
Tente ser positivo nas palavras que utiliza no seu dia-a-dia. Se existe uma nuvem no céu, olhe para o resto do céu e diga o quanto está azul e bonito... Se está com um problema, minimize-o e veja o que pode fazer para resolvê-lo o mais rápido possível.

- Reclamar é um hábito, por isso pode ser mudado.
Apesar de nem todas as pessoas saberem que têm esse hábito e continuam a reclamar por tudo e por nada, tente saber se é uma dessas pessoas. Se for, comece por ter atitudes positivas e forçar-se a estar bem disposto com a vida e com os outros com quem lida diariamente.

- Mude de assunto sempre que alguém reclama.
Se alguém reclamar de algo ou consigo ao seu lado, mude de assunto para algo mais positivo ou diga algo positivo sobre aquele assunto, de forma a encaminhar a conversa para algo positivo, bom, que desperte o melhor no seu coração e no dos outros. Seja gentil. Não é fácil, mas não é impossível...

- Não chame a atenção da pessoa que reclama.
Se fizer criticas a quem reclama vai funcionar como uma bola de neve e vão acabar em críticas um ao outro, por isso, se alguém reclamar, fale algo positivo.

§§§

Dica de ouro se é a pessoa que reclama: 
Regra da água: ande sempre com uma garrafinha atrás (se for ecogarrafa da Tupperware, melhor!). Se apetecer reclamar de algo, beba um golo de água e mantenha-a durante um tempo na boca, de modo a não conseguir falar. Beber água faz bem à saúde e, claro, à mente.

Aposto que se aprendermos a reclamar menos vamos ser mais felizes! Faça isso, a bem da comunidade onde vive e a bem da sua saúde mental!

Eu já ando a tratar disso, todos os dias da minha vida! :)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

O que não te desafia, não te transforma...

Foi com esta frase (do título deste post) que consegui abrir os meus olhos...

Porque havemos de viver no marasmo que é casa-trabalho-casa, na nossa zona de conforto, se existe vida e sensações boas fora dai?
É mais fácil ficar sentada no sofá a ver o tempo passar?! É sim sr! Mas não é lá muito divertido! Às vezes sabe bem e faz falta, é claro, até porque o nosso corpo precisa, mas temos de ter a ousadia de nos por em movimento por nós, pela nossa saúde e pelo divertido que poderá ser, pelos desafios que nos vamos propor e tentar ultrapassar, pelo mundo novo que podemos conhecer. Existem desafios grandiosos, daqueles que à primeira vista olhamos e, à partida, assumimos que não somos capazes de os vencer, mas depois se nos desafiarem (e se nos desafiarmos a nós próprios), se nos esforçarmos e se realmente os superarmos a felicidade é imensa...

Sinto-me cada vez mais transformada, porque desafio-me praticamente todos os dias a entrar num mundo novo que me está a revigorar e a encher de vontade de viver. E se ela existe é porque estou no caminho certo!...

Mexe-te!
Aceita o desafio! ;)

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Hoje o AMOR é verde, verde de esmeralda!

Foi exatamente há 40 anos que os meus pais deram o nó... e desse amor nasceram 2 criaturazinhas tão maravilhosas como eu e o meu irmão... Eu sou a 1ª maravilha, o meu irmão é a 2ª... :)
(brincadeirinha de irmãos!!!). 

O que é facto é que se acho que 7 anos é muito tempo, 40 anos nem se fala!!! Misericórdia! Como é possível que alguém consiga estar tanto tempo junto?! É admirável! É lindo! Eles e o seu modo de estar na vida são, para mim, um exemplo que quero seguir sempre... Manter um casamento saudável por 40 anos não é fácil, mas não é impossível e prova disso mesmo são os meus pais que diariamente convivem um com o outro, que se ajudam mutuamente em casa e fora dela, que têm as suas tempestades (levante o dedo quem não as tiver!), mas que conseguem chegar a um consenso e a uma harmonia digna de ser vista e sentida por aqueles que os rodeiam. 

Rumo aos 50, papis... :)
Continuação de muitas e imensas felicidades! É o que vos desejo do fundo do meu coração hoje e S.E.M.P.R.E.!

Parabéns pelas Bodas de Esmeralda...




sexta-feira, 21 de julho de 2017

Experimentei e gostei!

Já me tinham falado que me ia fazer bem, agora que ando armada em "desportista de meia tigela"... Que tonifica e ajuda a emagrecer. Sim, quero! Sim, aceito!

Falo-vos de Crossfit!
Quando pesquisei sobre esta modalidade, a primeira reação foi: "Bahhh, não quero ficar "armário"!" (só via disto!)... Depois pesquisei melhor (aqui e aqui) e explicaram-me que não ia ficar "bisonte"... que apenas ia ganhar resistência física, tonificação e bem estar... É mesmo isso que eu tenho procurado desde o 1º dia em que decidi mudar a minha vida e o estilo que quero desde aí para a frente.
Fui fazer uma aula experimental com a minha querida amiga (e cunhada e comadre e tudo e tudo e tudo), que se prontificou a ir comigo, para não ir sozinha (uma fofinha!). A aula incidiu basicamente em 2 exercícios: Snatch Squat e Muscle Up... O primeiro consiste em levantar uma barra de ferro (a minha tinha 10kg; a dela 15kg) desde o chão até ao ar e baixar, com agachamento corporal (os agachamentos eram "dose de cavalo"!). O segundo são elevações na barra lá nas alturas! (também quando olhei lá para cima não acreditava que conseguisse, mas consegui!!!)

Sentia a minha transpiração a escorrer-me pelas costas, houve momentos em que pensei que não ia conseguir levantar aquele peso (embora não seja muito, não estou habituada!), que ia levar com ele em cima, mas fui firme e resisti... Quando fui para a barra, bendito elástico que me ajudava a elevar-me (nunca tive lá grande força nos braços!)... Tudo isto em sequências alternativas de 20 vezes + 14 vezes + 8 vezes cada um dos exercícios. Fizémo-lo em 12m50s e fomos a 4ª equipa a terminar (num total de +/- 6/8 equipas! Não foi mau, não foi mau...

Sim, vou/vamos voltar!
(foto tirada logo após o treino! Vermelhas como tomate!)


quinta-feira, 13 de julho de 2017

A propósito do meu último aniversário...

Muitas pessoas ficam admiradas pelo facto de eu gostar de fazer anos. Pensam que sou um caso raro da natureza (e sou mesmo!)... Como boa caranguejo que sou, gosto de ser mimada e porque não aproveitar este dia (os outros também, mas este em especial!) para receber miminhos das pessoas que me amam?! É tão bom saber que somos especiais para os outros, que fazemos a diferença de alguma forma, que fazemos falta...

Gosto tanto de viver que vocês não têm bem a noção... Fazer anos é também ter a consciência de querer dar graças a Deus e ao amor que une os meus pais o que me deram de mais precioso: o dom da vida, a oportunidade única de viver! No dia 6 de julho não sou só eu que faço anos. Fazem anos também a minha mãe e o meu pai. Faz anos que se tornaram pais pela primeira vez e, agora que tenho uma filha sei e sinto o mesmo no aniversário dela, para eles também é um dia muito feliz, é uma sensação muito semelhante àquela que sentimos quando é o nosso próprio aniversário...

No dia dos meus anos tenho a oportunidade de reunir a família por um motivo que sou eu! Tenho a oportunidade de falar com muitos amigos que, nos restantes dias do ano e com a correria do nosso dia-a-dia, nem sempre é possível... Tenho a oportunidade de receber miminhos das pessoas que me querem bem, fazem por estar na minha companhia, por me ver a sorrir, por tornarem o meu dia mais feliz... e este ano, apesar da correria que foi o meu dia de aniversário, e de não ter comemorado por aí além (a minha família não deixou passar em branco!), foi um dia mesmo feliz!

É menos um ano de vida?! É sim senhor! Mas, vamos ver as coisas pelo lado positivo: foi mais um ano de vida que me foi dado... é um novo ano de vida que se inicia... é uma nova oportunidade que me dão de continuar a melhorar-me enquanto pessoa... e anualmente é isto que pretendo de mim própria: melhorar-me como pessoa para mim e para os outros... Ser mais feliz!...

Acordei com o melhor beijinho do mundo (e fui recebendo outros igualmente bons ao longo do dia!), estive com a minha família que sei que me ama acima de todas as coisas (e que me fizeram um jantar com direito a bolinho cor-de-rosa como a minha filha pediu que estava super saboroso), fui dar um mergulhinho no mar (que é da praxe neste dia, mesmo que chova, mas esteve um dia lindo de sol!) e ainda fui brindada por uma foto dos meus queridos colegas que não se esqueceram de mim neste dia (obrigada mesmo)... 



terça-feira, 23 de maio de 2017

Lá tudo se paga e é normal!

Estamos habituados aqui na santa terrinha a ter tudo de acesso mais ou menos fácil... Pagamos parquímetro apenas em certas zonas e a maioria das coisas estão à distância de um passo. A verdade é que viver na ilha tem as suas (enormes!) vantagens.
Começa por não termos trânsito daqueles de enlouquecer (tirando esta altura das festas do Santo Cristo, ou na altura do Rally ou até mesmo durante parte do verão), ficarmos horas parados no mesmo sítio montes de horas, onde aproveitamos para acabar de nos vestir ou até jantar dentro do carro, caso estejamos preparados para tal. Temos o mar aos nossos pés a qualquer hora do dia ou da noite e isso é realmente muito bom e muito anti-deprimente. 
Nós, principalmente quem vive fora da cidade (embora também se veja isso na cidade ainda), ainda confiamos nas pessoas.
Há quem diga bom dia ou boa tarde às pessoas com quem se cruzam na rua, mesmo que sejam perfeitos estranhos.
Quem trabalha nos cafés da cidade chama os clientes habituais (e às vezes nem por isso) de "vizinho/a", sendo este um termo afetuoso, de proximidade relativa.
A maior parte dos dias dá para sair do trabalho e ainda ir dar um mergulhinho à praia, na boa e sem estacionamento pago... eu, por exemplo, tenho mantido a rotina de na hora de almoço correr 30 minutos e depois disso ainda poder dar um mergulhinho no mar, por uns míseros 10€ por mês!!!

Nos dias em que estive em Lisboa e Coimbra, como já referi, tentamos arranjar programas divertidos e relaxantes para a minha M. mas também para nós, como algumas compras, umas idas a parques infantis e ainda passeios em jardins.
O estacionamento no centro da cidade ou no "Cu de Judas" paga-se sempre!
O estacionamento para os hipermercados paga-se!
O estacionamento para um passeio no jardim paga-se!
E agora, pasmem-se! 20 minutos no Pula-Pula pagam-se!

Eu nunca fui muito apologista de pula-pulas porque... sei lá..., apesar de imaginar que até é divertido para as crianças, andam os pais (falo por mim confesso!) de coração nas mãos a assistir de tribuna ao momento em que o seu filho cai mal e parte um ossinho qualquer... sei lá... pelo menos é essa imagem que passa pela minha cabeça sempre que a minha M. entra num pula-pula!... 

Qualquer dia compro um Pula-pula e monto-o num dos nossos jardins! Quem quiser pular... paga! ;)





quarta-feira, 22 de março de 2017

P.A.R.A.B.É.N.S. Mundo de Vera

E já se passou um ano que comecei nesta aventura de escrever sobre mim, sobre a minha vida, sobre o que me apetece aqui neste blog que não é mais que um diário criado exatamente para mais tarde recordar o que me aconteceu... Pretendo reler-me, mas essencialmente pretendo que a minha filha leia o que escrevi e sinta orgulho ao ler-me por tudo o que um dia escrevi sobre ela, sobre mim, sobre nós, sobre a nossa família...

Se este blog vai chegar aos 10 anos?! Não sei... Numa fase mais critica da minha vida aprendi a viver um dia de cada vez... Este blog também vive sobre o mesmo lema "Um dia de cada vez..."

Espero em cada dia poder contar com a vossa visita, o vosso comentário, o vosso carinho...
Estamos aqui, mas também estamos aqui...

Obrigada por estarem aí desse lado!...