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terça-feira, 19 de junho de 2018

Veio e foi...

Há uns tempos, o homem lá de casa esteve nas telhas e de lá saiu com um passarinho, ainda bebé. Deu-lhe à M. e ela ficou extremamente contente com o seu novo amiguinho... Durante 2 dias foi uma alegria lá em casa. Ele ainda não voava. Era mesmo muito bebé. Dei-lhe papinha de fruta através de uma seringa (uma das muitas que a M. tem) e ele até comia. 
O auge foi quando reproduzi o vídeo que lhe tinha feito e ele, por pensar que era a mãe dele a piar, começou a abrir o bico à espera que lhe pudessem a comida. E assim fiz para alimentá-lo...
Um dia cheguei a casa e ele tinha morrido...
Contei à minha M. e ela, imediatamente, desfez-se em lágrimas... 
Expliquei-lhe que aquele passarinho era demasiado frágil para sobreviver sem a sua mãe e por isso tinha ido voar para perto de Jesus...
Até eu fiquei com pena... e sinto falta do passaroco!

Moral da história: agora ela só fala que quer um passarinho que vá para o dedo dela e que brinque com ela... E eu, que tenho o coração mole, já ando a estudar o caso...



quinta-feira, 24 de maio de 2018

Uma curiosidade!

Como não sou uma moça egoísta e gosto de partilhar conhecimento, decidi fazer este post. Eu nunca, nunca simpatizei muito com abelhas. Quer dizer... eu gostava até uma delas me picar depois de pousar no meu braço e de eu achar que ela queria uma festinha (tinha uns 5 anos na altura!)!!! Pimba ferroada para aprenderes a não seres totó! Ainda tive mais um contacto com uma outra abelha que fez o favor de me picar exatamente no mesmo local que a primeira... E pronto! Depois destes 2 episódios nunca mais quis saber de abelhas! Até.... o dia em que soube que os meus sogros tinham abelhas!!! Ai minha nossa! Vi a minha vida a andar para trás... Ainda houve um ano que lhes dei uma ajuda (pequenina!!!!) com os favos (não me perguntem termos técnicos nem nada que não sei!), mas neste momento o máximo que faço é vender o mel que as abelhas deles produzem, que por acaso é bastante saboroso e natural... Caso queiram mel, basta falar comigo! :)

Existem umas quantas casotas lá no quintal e numas outras terras que eles têm. As do quintal estão exatamente no sítio oposto por onde costumo passar. Prefiro jogar pelo seguro e dar uma volta maior do que ter que levar uma ferroada novamente. Isso é que não! Outro dia fomos lá (claro que não me aproximei!), mas o meu sogro vinha com uma abelha na mão.... Eu pus a minha cara mais horrorizada por ele ter uma abelha na sua mão, correndo o risco dela o picar, quando ele me disse "É um macho e os machos não dão ferroadas." UAU! Eu não sabia disso! E aposto que muitos de vocês também não... Agora tenho a vida muito mais facilitada. Quando vir uma abelha macho ficarei mais descansada. Só que a diferença entre a abelha macho e a fêmea é pouca. Tem a ver com o tamanho da dita cuja... Simples!!!
Not! Não é tão simples assim... Eu não sei o tamanho normal de uma quanto mais distinguir se é macho ou fêmea... Melhor é continuar a "fugir" delas e bater palminhas...


segunda-feira, 9 de abril de 2018

O meu companheiro...

Ele nasceu a 9 de Abril e a 8 de Maio fui buscá-lo. Era do tamanho da palma da minha mão. Na primeira semana e meia ainda bebeu do biberão. Levava-o para todo o lado. Chegou a ir comigo ao Colombo e ao MacDonald's do Bairro Alto (não que frequentasse muito, mas calhou ir lá naqueles primeiros dias de vida). Levava-o no bolso do casaco e, quando cresceu mais um bocadinho, dentro do meu casaco, à frente da barriga. Mas ele cresceu demasiado e já não coube em lugar nenhum... Andava de trela. Aliás, tinha atitudes e comportamentos como se fosse um cão. Andava de carro como um cão, de cabeça à janela de língua de fora. Respondia se o chamássemos e vinha de barriga a dar a dar, literalmente!
Adorava fiambre, camarão, melão. Sim, não é normal, mas ele era assim! Era o meu gato, o meu companheiro de viagens de carro, de avião... Não gostava de colo, mas estar com pessoas era das coisas que mais gostava de fazer...
Infelizmente partiu... em setembro de 2011... em virtude da vacina da raiva que, na altura em que era bebé, levou. Provocou-lhe variados quistos que tinham de ser removidos em cirurgias... até não dar mais... :(

Saudades do meu Shooby...



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Um inquilino indesejado...

Certa manhã (uma segunda-feira de outubro!) fui tirar a roupa da máquina de lavar (tinha posto a trabalhar a meio da noite!) e quando estava concentrada a fazê-lo, ainda cheia de sono, oiço uns barulhinhos em cima da bancada da cozinha. Olhei e vi-o! Ficou assustado quando se apercebeu que o vi! Larguei tudo o que estava a fazer e fugi para o 1º piso da casa, onde estava a restante malta, não fosse ele subir as escadas.

Um rato! Um rato na nossa cozinha!
Como era possível?!
Como ia ser a minha vida dali para a frente?!
Ir à cozinha só mesmo acompanhada e apenas se não houvesse outra saída!

O rato, para quem não sabe, para mim é dos animais que mais detesto! Tenho pavor, nojo e tudo o que possam imaginar... um rato! Como era possível! Todos os dias chegava a casa sempre desconfiada, não fosse ele roer a porta  da cozinha (que passou a estar fechada!) e estar todo refastelado a ver TV e a beber uma cervejola!! A sério!!!!
Todos os dias sempre de coração nas mãos. O grande caçador foi mesmo o homem lá de casa. Mas o rato só se deixou apanhar no final dessa semana, portanto a minha angústia, desconfiança, mal estar em casa durou ainda umas valentes horas/dias, para infelicidade minha!!!

Depois de ter sido capturado, era necessário desinfetar toda a cozinha! Por mais que tentasse, com ou sem luvas, com desinfetante que cheguei a borrifar toda a bancada, não consegui por o pano... Só de imaginar que aquele bicho nojento tinha passado por ali, tinha estado em cima das minhas coisas, a cheirá-las, a tocá-las e, quem sabe, a fazer xixi nelas, o meu coração e a minha repugnância aumentava... Não consegui, mesmo depois de algumas tentativas!... Lá se chegou à frente o valente, pois se ele os acha assim tão lindos e fofinhos, pois então que limpe a cozinha para nós humanos vivermos em harmonia... de preferência sem morganhos, ratos, ratinhos, hamsters, e tudo o que for parecido com esses bichos... É mesmo fobia! :(

Os únicos que são permitidos lá em casa é a Minnie e o Mickey... E já chega!
Vá o Ratatouille também pode ser, mas apenas e só se cozinhar lá em casa!... 



quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Quero muitas borboletas na minha vida...

Quem me conhece sabe que não gosto de insectos... mesmo! Mas há uns que me fascinam... as borboletas... Sempre que vejo uma borboleta admiro o seu voar... É um voar tão sereno, tão indefeso, tão mágico... Sei lá fascina-me mesmo... Parecem mesmo seres cheios de boas energias a flutuar ao sabor do vento. E quando aparecem aquelas cheias de cores?! Quer dizer, cá aparecem mais as amarelas, mas até mesmo essas fico parada a vê-las voar...
Este fascínio por borboletas não é de agora. Já vem de algum tempo. Acho que desde pequenina. Sempre fiquei parada a olhar para elas, de sorriso na cara. Tenho, inclusive, uma prima que também gosta muito delas. E a minha filha também demonstra ter este fascínio que eu tenho por borboletas... Já somos 3 (pelo menos!)!
Além disso, sempre encarei a borboleta como uma metáfora da vida. Tal como ela, ainda lagarta, nós andamos neste mundo fazendo a nossa caminhada (umas melhores que outras!), depois podemos ter um momento em que estamos mais fechados, mais na introspectiva, o mesmo momento em que ela entra em modo "casulo" e, finalmente em que chega o dia que dizemos basta e voamos (tal como ela quando se torna numa borboleta). Voamos em busca da nossa felicidade...

E as borboletas que sentimos na barriga quando estamos apaixonados? Ou quando estamos perante algo/alguém especial? Quando estamos prestes a realizar algo que desejamos há muito?! E aquelas borboletas que circulam na nossa barriga e que nos deixam as mãos geladas e o coração a bater a 1000km/h? São as mais belas sensações que podemos sentir na vida! Acreditem! Por isso digo e repito, não deixem de sentir as vossas borboletas. Não deixem de voar como elas. Façam aquilo que mais vos dá prazer nesta vida. O amanhã pode não chegar.
Para melhorar esta questão das borboletas na minha vida, foi saber que as borboletas podem ser mensageiras espirituais (li aqui). Sempre é bom saber que alguém que amamos e que já partiu pode querer dizer-nos algo... :)

Numa destas noites, em que estava a fazer a minha filha dormir, dei-lhe um beijo e disse-lhe: 
"Dorme com os anjos."
Ela responde-me: "Dorme com as borboletas!" :) Um doce esta filha...

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Estou com problemas afetivos com este animal!!!

Disse aqui que ando numa fase de "bater recordes", de puxar mais por mim de forma a adquirir maior resistência, maior força e maior rapidez na corrida. Ora bem... tudo isto começou na semana passada em que pude contar com algumas dicas e companheirismo de algumas pessoas com quem corro para me ajudarem a ser melhor do que o dia anterior... Mas... desde o dia dos recordes, a dada altura da corrida começo a sentir a tão afamada "dor de burro"! Essa maldita! Às vezes é tão forte que tenho mesmo de parar e regularizar a minha respiração... Pohhh!!! Parece que a dor traz os animais todos do Zoológico, não é só o burro!... Acreditem!

Fui pesquisar no amigo que sabe tudo, o Google, e ele disse-me aqui que haviam 3 causas possíveis:
- o coração não bombeia oxigénio necessário para o elevado esforço físico;
- alguma dor muscular ou tendinosa dos abdominais ou à má irrigação do diafragma;
- de origem digestiva por não ter respeitado o tempo mínimo para poder fazer exercício físico.

Perante estas 3 causas possíveis, concluo que tenho de aprender mesmo a respirar melhor. Pensava que já o sabia! Mas, se calhar sei respirar para aquele ritmo. Para este de agora, que é mais rápido e mais exigente para o que estava habituada, tenho de voltar ao 1º ano escolar. Sinceramente nunca pensei que respirar fosse uma tarefa tãoooooooo difícil! Credo!...

Bom, mas toca a animar que esta dor é sempre passageira. Pode ser forte, mas passa. Diz lá no artigo que com o tempo e a prática esta maldita dor desaparece! Portanto, lá para o S. Silvester já estarei sem problemas com este animal que nunca me fez mal nenhum e até é fofinho...

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Comidas que são veneno para o seu cão...

Longe de ser uma perita em tratamento de animais, agora que tenho um, gosto de ler e informar-me sobre o que lhe posso ou não dar para comer.
A prioridade é sempre ração, como já disse aqui, mas lá de vez em quando toda a gente gosta de dar uma guloseima ou outra para premiar o seu cão de alguma forma...

De acordo com este site, estão desde já proibidos os seguintes alimentos:

- Açúcar.
Bolos, bolinhos e, principalmente, o chocolate (que pode provocar vómitos, muita sede além de alteração do ritmo cardíaco, convulsões, a morte) são prejudiciais aos humanos e também aos caninos... dentes estragados, diabetes, obesidade, nem pensar... 

- Alho, cebola ou cebolinho.
Estes alimentos possuem uma substância que afeta e destroem os glóbulos vermelhos, causando anemia e sangue na urina. Em caso disso acontecer, devemos levá-los ao veterinário.

- Alimentos com muita gordura.
Os animais que comem alimentos gordurosos podem, a longo prazo, sofrer de obesidade e, além disso, ainda provoca diarreia...

- Carne, ovos e peixe crus, salmão, truta ou outros peixes da mesma natureza.
Estes alimentos podem provocar a "doença de peixe" (sinais: vómitos, febre e gânglios linfáticos inchados) que pode ser fatal em 2 semanas.

- Leite e derivados. 
Alimentos que podem causar diarreia e problemas digestivos.

- Ossos.
Os ossos podem fazer com que eles se engasguem, sufoquem ou até perfurem algum órgão interno. Se tiver que dar ossos dê os ossos de vaca/porco (os maiores e mais duros), mas já sabe que vai ter uma mina de diarreia no espaço onde o cão estiver... Os meus cães ficavam sempre com diarreia... Nunca dê ossos de galinha!

- no site também fala de abacate e frutas com caroço, cogumelos, amendoins, uvas e passas, sal, louro e noz moscada (podem causar convulsões e, consequentemente, a morte), café, chá, bebidas energéticas álcool... Coloco tudo num grupo porque, nunca me passaria pela cabeça dá-los a qualquer tipo de animal...
(Cá está a Skye com os seus míseros 2 meses)


sábado, 1 de julho de 2017

Adoção consciente...

Agora que temos um cão (uma cadela vá!) faz amanhã 1 mês, que até lida muito connosco e está bastante tempo na nossa companhia, achei importante deixar aqui algumas dicas (de acordo com a minha experiência) para quem adotou ou quer adotar cães bebés... Atenção que estas são as minhas dicas pessoais, não invalida que outras que adotem não estejam corretas.

A adoção da nossa Skye foi uma adoção consciente. Não decidi ficar com ela só para tirá-la da rua, ou do canil (e consequentemente da morte!!!!). Bom... também foi para tirá-la da "rua" sim, mas também para fazer parte da nossa família de 3 humanos + 2 tartarugas (e uma outra que ainda não chegou!) + 1 peixe. A adoção dependeu, em primeiro lugar da reação da minha M. a ela e, vendo que ela se mostrou recetiva à "bolinha de pêlo" no colo, ficou a decisão tomada: levámo-la para casa...

Dicas:
- levá-los ao veterinário.
Esta é a dica mais importante! Proteger o cãozinho e proteger a família devem ser as grandes prioridades. E a ida regular ao veterinário é imprescindível!

- adquirir os objetos indispensáveis:
. 2 taças, uma para a comida e uma para a água;
. uma caminha (para a Skye fiz uma caminha de cartão, pois quando eles são muito pequeninos roem tudo!) com um cobertor (velhinho!) e um peluchinho lá dentro (para simular o pêlo da mãe e dos irmãos!)

- comprar ração adequada à idade.
Os cães devem ser alimentados com ração, pois esta tem os nutrientes que eles precisam para a sua idade, além de que é uma forma muito prática de alimentá-los. Podemos dar lá de vez em quando alguma comidinha nossa (só quando já são adultos!), mas só em modo de "guloseima", ou seja, em muito pequenas quantidades para evitar que eles deixem de comer ração...

- ensiná-los a ir ao wc.
Ora aqui está uma dica que exige muita paciência!!! Decidir onde eles devem ou não fazer xixi e cocó é muito importante, por isso temos de ter alguma persistência (e paciência!) nisto. No caso da Skye, vamos à rua com ela com alguma frequência, onde ela faz o seu cocó e xixi. Durante a noite coloquei lá uma caixinha com um jornal (conselho do veterinário!) para ela fazer o seu xixi... Nunca fez xixi lá, por isso tenho sempre o balde preparado para o xixi noturno...

- até aos 2 meses não dar banho.
O meu veterinário disse não haver problema, mas até ela levar a 1ª vacina não lhe dei banho (uma forma de proteção minha) e nem vi necessidade disso, até porque todos os dias passava-lhe uma toalhita da minha filha e escovava-lhe. Pretendo dar-lhe banho em breve, pois ela esta semana levou a sua primeira vacina e a minha M. vai com certeza achar piada. Mas atenção: com shampoo de cão!!!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Já fomos ao veterinário...

Fomos buscar a nossa Skye no dia 8 de junho (falei disto aqui) e, logo no dia seguinte, fomos com ela ao veterinário, ao meu querido e amigo Pedro, que sempre acompanhou todos os meus animais e é uma jóia de pessoa para pessoas e também para os animais!...

A ida ao veterinário é, para mim, obrigatória, principalmente porque a Skye vive connosco e lida diariamente com a minha filha. Quero protegê-la e também proteger-nos de qualquer bichinho que a Skye possa transportar e, igualmente proteger a Skye de doenças que a possam atacar... 

O Dr. Pedro disse que a nossa Skye teria apenas 5 a 6 semanas (escolhemos o dia 25 de abril como a data de nascimento dela - para podermos festejar...!) e que ainda deveria estar a beber leitinho da sua mãe! Que crueldade abandonar cãezinhos tão novinhos... :( Ao menos este "dono mau" deixou-os à porta de uma Jardim de Infância. A probabilidade de serem adotados seria enorme.... Há quem faça pior... :(

A Skye tem 1,100kg (uma peso que não se pode!) e, pra já está bem de saúde. Foi desparasitada e, no final deste mês, levará a sua primeira vacina. Até chegar à consulta, a minha M., que tem medo de vacinas como eu (juro que não lhe ponho medo!), disse que não queria que a Skye levasse vacinas. Já lhe expliquei o porquê de ela ter de levar vacinas. Ela percebeu, resta saber como vai reagir na próxima ida ao veterinário, que será para levar a dita cuja da vacina...

Entretanto, andam as duas inseparáveis... :) A Skye passou a ser o bebé da minha M... :) 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Temos uma Skye de verdade!

O passado dia 8 de junho foi um dia difícil para mim. Foi o fechar de um capítulo que eu não queria fechar, em honra da minha avó recentemente falecida, mas teve de ser em prol do melhor para a minha família e por isso encarei sempre tudo "na boa"... Isto para explicar que estava a sentir-me mais sensível nesse dia... tão sensível que cai na "ratoeira" de adotar um cãozinho (uma cadelinha digo!) ao final do dia!!!!!!

Sempre fui sensível a cães abandonados e a histórias tristes de animais e, normalmente, comovo-me com pouca coisa... Posso dizer até que tenho mais pena de animais abandonados do que de sem abrigos... Ao menos os animais não conseguem trabalhar... Os sem-abrigo poderiam (alguns!) trabalhar ou viver em casa de familiares, mas vivem na rua (muitos deles!) por sua livre e espontânea vontade...

Deixaram 5 cachorrinhos bebés (os da foto) num Jardim de Infância... e quando vi a foto deles quis ajudar a procurar dono, mas depois pensei, porque não ficar com um, afinal de contas estou em vias de ir para uma casa maior, com um pequeno quintalinho e lá terei mais espaço e a minha M. vai adorar esta surpresa, e o namorido também gosta muito de cães,... enfim...

Quando fui vê-la com a M., disse-lhe que ela teria de escolher uma para ficar para si (haviam 2 cadelinhas disponíveis!). Ela primeiro escolheu uma outra, mas foi esta que foi logo ter com ela e ela repensou e disse que afinal queria esta "bolinha de pelo". Depois disse que ia chamar-se Minnie, mas no carro mudou de ideias e disse "Mãe se ela é uma cadelinha tem de ser Skye porque a Skye é uma cadelinha!"... E assim ficou, a nossa Skye! :)

Já está em casa há uma semana, adora brincar e é bastante pachorrenta... A M. continua apaixonada por ela e adora estar com ela ao colo... É um mimo ver as duas... A Skye basicamente não tem sossego...
Quanto ao xixi e ao cocó, só na primeira noite é que me presenteou com 2 montinhos... De resto lá escapa um xixi noturno e mais não faz em casa... Vamos com ela à rua de manhã e à noite e quando o namorido chega volta a ir com ela à rua na esperança que o xixi noturno termine... Pra já é atinada e bastante comilona!



domingo, 28 de maio de 2017

Parabéns Jardim Zoológico de Lisboa

Hoje é o dia de aniversário do Jardim Zoológico de Lisboa. Muitos parabéns!

Já o disse aqui que adoro ir ao Jardim Zoológico. Sou uma apaixonada essencialmente pelo espetáculo dos golfinhos. O que eu dava para ser uma das tratadoras ou apresentadoras do espetáculo...! O que eu dava para poder nadar com eles, de estar naquela piscina com eles... Sinto sempre uma invejinha tão grande (da branca, claro!) daquelas pessoas que nem imaginam...

O meu trabalho, há uns anos atrás envolvia visitas de estudo ao Jardim Zoológico (tal como disse aqui), o que me dava imenso prazer... Ia pelo menos uma vez no ano... Sempre gostei de crianças e poder proporcionar-lhes uma ida ao Jardim Zoológico era, no mínimo, gratificante. Para mim não era castigo nenhum, e sempre o fiz com muito carinho. Hoje as minhas idas ao Jardim Zoológico têm um motivo maior: mostrá-lo à minha filha e poder incutir-lhe o prazer que é ver os animais no seu habitat normal... Sei bem que estão no Jardim Zoológico e que não estão no seu habitat natural, mas se calhar ali estão protegidos e vejo que têm todos as melhores condições de vida e, claro, fazem as delícias das crianças e dos adultos também!

Mantenho contacto com algumas pessoas do Jardim Zoológico desde a altura das visitas que fazia. Profissionalmente ainda mantemos acordos e anualmente promovemos campanhas com oferta de bilhetes para o Jardim Zoológico. Devido a esse contacto e aos acordos amistosos que temos, todos os anos, no final do ano, enviam-me um calendário com imagens dos animais, que mantenho na minha secretária sempre. O deste ano foi tão, mas tão fofinho e teve como tema a maternidade. Cada mês é acompanhado por uma fotografia de uma mãe com um filhote de diferentes espécies... É tão, mas tão fofinho!!! Aproveito esta oportunidade para agradecê-los todo o carinho que me dispensam... Merecem o meu orgulho e amizade! Continuem o vosso excelente trabalho!



quarta-feira, 19 de abril de 2017

Em Lisboa foi assim...

Eram 5h da manhã quando a acordei. Ela não rabujou e nem fez fitas, ao contrário do que pensei que fosse fazer. Só dizia que ia no avião e que ia para Lisboa e estava muito feliz por isso. A primeira vez que lá foi tinha 1 ano e 10 meses. Apesar de ter uma excelente memória, não se deve lembrar de muita coisa do que viu na altura. Eu lembro-me de cada detalhe e vou contar-lhe um dia...
Lisboa é quase como a minha segunda casa. Lá vivi 6 dos melhores anos da minha vida... Acolheu-me desde o primeiro dia e, graças a Deus, tirando alguns pequeninos percalços, tive a sorte de nunca ser assaltada e nem nunca ter tido nenhum problema de maior que não conseguisse resolver na hora. Dizem os entendidos que o pessoal de Lisboa é mais snob e antipático do que o pessoal do Porto, por exemplo... Eu devo ter conhecido outra Lisboa que não a deles. Comigo sempre foram simpáticos e afáveis, sem qualquer razão de queixa de ninguém... Meus ricos lisboetas e minha rica Lisboa!

Em Lisboa já, e porque os maiores motivos da nossa viagem eram por consultas médicas, todos os bocadinhos livres que tínhamos, aproveitávamos para fazer alguma coisa que pudesse distrair-nos (principalmente à minha M.) do "pesado" motivo médico. Decidimos, portanto ir ao Jardim Zoológico. A contrariar o tempo ranhoso que se fazia sentir em S. Miguel e que nos fez vestir (e levar !!!) roupinhas mais quentes, sentimo-nos um pouco "aliens" no meio de pessoas vestidinhas à Verão, de sandálias e vestidinhos fresquinhos. Acidentes de percurso, portanto...
Foi uma tarde esplêndida! Perfeita! Ver os olhinhos da minha M. a brilhar de felicidade é o melhor cenário que os meus olhos alguma vez viram em toda a minha vida. Podermos ter uma tarde, apesar de cansativa, tão divertida e feliz foi das melhores coisas que aconteceram nesta viagem, pois foram esses momentos que nos fizeram esquecer do motivo que nos levou até lá... Sem dúvida que a presença da minha M. ajudou em muito neste sentido.

Ver o espetáculo dos golfinhos (em primeiríssimo lugar!), ver as girafas, os leões, os elefantes e as tão divertidas e engraçadas suricatas foram os momentos auge da nossa passagem pelo Jardim Zoológico e os que a minha M. mais gostou. Experimentamos o teleférico. Na minha família não abona o "à vontade" nas alturas e a minha M., mesmo que não lhe tenha sido incutido isso, desde pequenina que as "alturas" também não são paixão. Ainda só tinha passado 1 minuto desde que o teleférico tinha começado a andar e ela diz-me "Mãe, isto não é muito divertido!" e um pouco mais à frente ainda diz "Quando é que vamos sair daqui?". Nem preciso dizer que ela andou a viagem toda agarrada às grades sem mexer um milímetro. Só esteve bem porque estava comigo! À medida que a viagem ia acontecendo, tentei relativizar e apontar para os animais que íamos vendo para ela gostar da experiência. Penso que foi o que lhe fez gostar do resto da viagem, mesmo que tenha sido apenas "minimamente". 
Ir a Lisboa com ela sem ir ao Jardim Zoológico não é a mesma coisa... :) Deixo aqui alguns registos deste nosso primeiro dia em Lisboa...




sábado, 8 de abril de 2017

Fomos à 2ª edição e gostamos muito

No passado dia 1 de abril realizou-se bem pertinho de casa a segunda edição do festival da Primavera. O ano passado fomos (pode ler aqui) e gostamos tanto que este ano andei atenta para poder ir com ela novamente. O tempo não estava muito bom, mas ao menos não chovia e nem fazia muito frio. Ela, ainda doente (malditas "ites"), mas bem melhor que os restantes dias, estava entusiasmada para ir ver os coelhinhos que tanto lhe falava e que ela pegou ao colo no ano passado.
Este ano vimos gatinhos mesmo muito bebés, as cabrinhas e as ovelhas, as várias espécies de aves e os coelhos, mas desta vez não os pegou ao colo. A grande diversão foi mesmo a casinha da árvore, que ela entrava e saía pouco a pouco. E para ajudar à festa ela ainda tinha a companhia da sua querida prima B. que ela ama de paixão desde que nasceu. Inseparáveis, mesmo não estando juntas fisicamente todos os dias...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Tag: o meu animal de estimação

Decidi fazer este tag por causa da minha amiga que, infelizmente viu-se na situação muito triste de ter de dar o seu gato (conheça a história do Acácio aqui e aqui). Espero conseguir ajudá-la nesta causa (estou a trabalhar nisso queria!). Vi o tag que ela fez sobre o Acácio e eu fiquei cheia de saudades do meu bichano...
C. quero dizer-te que compreendo o que possas estar a sentir. Graças a Deus nunca tive de tomar uma decisão como essa, mas infelizmente tive de tomar a decisão de dizer adeus ao meu gato, por o seu veterinário (e meu grande amigo) não garantir qualidade de vida para ele... uma história também muito triste. Nem imaginas as saudades imensas que tenho dele... (se calhar até imaginas, mas pronto!)
Bom, neste momento os únicos animais de estimação que tenho em casa são 2 tartarugas (o Cupido e a Carlota) e 1 peixe (que é o Pintas). Na casa dos meus pais, apenas resta 1 cão (o Kiko), que infelizmente também já está muito velhinho... Não vou falar deles aqui. Vou falar sobre o meu gato, aquele que foi o meu primeiro gato e o primeiro é sempre muito especial e este foi mesmo muito especial e ainda o é, apesar dele já não estar entre nós...

1- Qual é o nome do seu animal de estimação?
Shooby. Nome escolhido por mim. Antes de tê-lo já sabia que o ia chamar assim...

2- Qual é a espécie e a raça dele?
O nome científico é "Europeu comum", mas traduz-se em rafeiro mesmo, sem pedigree, mas um tigre em ponto pequenino: amarelo.

3- Qual a idade?
Viveu comigo 11 maravilhosos anos.

4- Como o adquiriu?
Quando estive no Canadá, em casa dos meus tios, durante as férias, resgatei um gatinho bebé da rua, em segredo, que era amarelo tigrado. Queria trazê-lo para cá, mas os meus pais não deixaram. Ficou com um dos meus primos. Aquele gatinho nunca me saiu da cabeça.
Anos depois, um dia fui ao Colombo, em Lisboa, e era sempre obrigatória a paragem na loja de animais para distribuir umas festinhas pelos animais que lá estivessem. Uma das vendedoras tinha no colo um gatinho muito parecido àquele do Canadá. Queria ficar com ele, mas já tinha dono. No entanto, a rapariga disse-me que tinha um anúncio lá na loja de gatinhos tigrados para dar em Casal de Cambra. Liguei para a dona dos gatinhos e combinamos encontrarmo-nos. Ela veio com 3 gatinhos tigrados que só no dia seguinte fariam 1 mês. O Shooby era o único que tinha as 4 patinhas brancas, como se estivesse a usar pantufas. Escolhi-o a ele por isso e por ter sido o primeiro a chegar-se para mim.

5- O que ele mais gosta de comer?
Ele sempre foi boa boca. Comia tudo o que lhe dessem e por isso mesmo tinha sempre medo quando ia para o quintal dos vizinhos. Não fossem eles por veneno de ratos e ele fosse lá petiscar qualquer coisinha... Graças a Deus os vizinhos dos meus pais avisavam sempre quando o faziam...
As comidas que ele mais adorava, mesmo à loucura, daquelas que só ao sentir o cheiro vinha ele, estivesse onde estivesse, a correr fazendo gemidos engraçados era fiambre, camarão e melão/meloa (e acreditem, ele comia melão/meloa como uma pessoa!!!)

6- Há quanto tempo tem o seu animal de estimação?
Tive-o durante 11 anos e, se não tivesse levado a vacina contra a raiva que levou quando era bebé numa clínica no continente (porque como eu viajava com ele diziam ser necessário!!!! Nós só íamos para as ilhas do território português! Não íamos para África!!!), poderia muito bem estar ainda connosco, já muito velhinhoooo...

7- O que ele faz que é muito engraçado/fofo?
Ele sempre foi muito engraçado... Vou contar algumas coisas que ele fazia que sempre achei engraçado:
- Ele a comer melão/meloa ficava muito engraçado, porque eu cortava-lhe fatias e segurava-as e ele ia trincando o melão às dentadinhas e viam-se as marcas dos seus pequenos dentes da frente... 
- A comer camarão também era giro, porque mal ele sentisse o cheiro, vinha logo para o nosso colo (coisa que muito raramente fazia) e ponha a sua pequena cabeça entre as nossas mãos (a descascar o camarão) e a mesa a ver se lhe calhava algo.
- Também era muito engraçado quando andava comigo de carro, quando vivíamos em Lisboa. Ponha as patas de trás no banco de trás e as patas da frente atrás do meu banco e ia sentindo o vento da minha janela, como se fosse um cão. Em dias de muito sol até metia a língua de fora (!!!!). Às vezes também ia na parte de trás do carro deitado como um peluche ou à frente em cima do tabliê (safou-me de algumas paragens de STOP da PSP com esses "pequenos truques", porque os senhores agentes achavam piada!).
- Ele não podia ver um elástico de cabelo ou um saco dobrado abandonado... o elástico nunca mais ninguém o via... quanto ao saco, ele só parava quando o conseguia desdobrar... 
- Ele adorava brincar com um papel amassado ou com a ponta da caneta enquanto eu escrevia... Ah e também adorava por-se exatamente em cima do livro que estava a ler ou em cima do ecran do computador (hoje com os plasmas seria mais difícil), ou em cima dos carros...
- Ele era bastante paciente, principalmente quando me dava aqueles ataques de o apertar tanto de tanto amor e ele simplesmente gemia e respirava fundo...
- De manhã era um chato. Quando ele via a luz do dia ou ouvia algum despertador tocar ele já sabia que era a hora de comer, então descia as escadas às corridas e, se via que não vinha ninguém atrás dele, voltava a subir (sempre a altas velocidades) e andava de roda das pernas a miar como um esfomeado, até descermos as escadas e lhe darmos comida... Esta era a parte mais chata dele...

8- Como é a sua relação com o seu animal de estimação?
Era a melhor possível. Apesar dele não gostar lá muito de colo (só o aceitava quando viajava comigo de avião por simpatia dos, agora, meus colegas de bordo, ou quando comíamos camarão), era um gato bastante companheiro. Era um gato que nunca me deixava sozinha. Para qualquer sítio onde eu fosse, inclusive para a casa de banho, lá ia ele e deitava-se ali aos meus pés à espera. 
Se ele sentisse que eu estava triste, em vez de dormir aos meus pés, como fazia sempre (e que bom que era), dormia ali na zona da minha barriga, para eu o sentir mais perto. E às vezes até começava a dar-me beijinhos... 
Ele era no fundo uma espécie rara de cão, pois além do facto dele saber andar de trela (fruto de andarmos pouco a pouco em aeroportos, não fosse ele fugir) e andar de carro como se vêem os cães andar, ele também vinha quando eu o chamava pelo nome ou apenas a estalar os dedos (às vezes ele lembrava-se que era um gato e era preciso chocalhar a comida dele!).

9- Situação engraçada que aconteceu entre vocês.
Tantas... Em 11 anos tivemos algumas situações caricatas.
- Logo no primeiro dia que o fui buscar, fui com ele, dentro da algibeira do meu casaco, ele era mesmo pequenino, do tamanho da palma da minha mão, jantar ao MacDonalds do Bairro Alto com uns amigos. Ele manteve-se sempre sossegadinho, acreditem ou não.
- Tantas vezes levei-o para o Colombo, dentro um casaco de malha cor-de-laranja que eu tinha e que tinha um fecho na frente (no início ficava na algibeira, depois quando cresceu, ia na zona da barriga - as pessoas pensavam que eu estava grávida! Depois cresceu tanto que passou a ficar no carro... lol).
- Sempre que ia viajar ponha-lhe a trela que lhe comprei para ele estar à sua vontade (q.b.) pelo aeroporto. Normalmente ou ia ao lado do carrinho das malas, ou então sentava-se em cima das malas e ia lá todo esguio como um rei. As pessoas admiravam um gato saber andar de trela... Ele sabia porque o "treinei" nos passeios que dávamos no jardim, para ele se habituar à trela e aos barulhos da rua, sem se assustar. E porque os passeios de domingo/sábado eram passeios de família e ele era efetivamente a minha família.
Quando vivia em Mafra, a minha senhoria tinha muitos animais, entre cães, gato, coelhos, pássaros,... Quando chegava a casa, em dias de bom tempo, como a minha casa dava para um pinhal, deixava a porta aberta para entrar ar e ele poder sair caso quisesse. Os cães da minha senhoria quando viam o meu carro chegar vinham logo ter comigo pois costumava dar-lhes bolachinhas quando tinha em casa. O Shooby ponha-se sentado à porta, tipo cão a defender a sua casa, para eles não entrarem...


10- Alguns apelidos/nomes que chama o seu animal de estimação.
Chamava-lhe muita vez de "Carrinho de choque", pois por vezes ele andava todo esticadinho e a ponta da cauda ficava sempre virada, semelhante ao carrinho de choque. Outras vezes chamava-lhe "Fofinho" ou "Meu peluche", porque apesar dele ser "rafeiro" tinha um pelo bem macio e apesar de curto, era mais felpudinho ali na zona da barriga e peito... Muito fofinho mesmo....


Tantas saudades que eu tenho do meu Shooby...





 



quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"O minho amigo" diz ela...

Poucos dias depois da minha M. ter nascido, em baixo do apartamento onde vivemos abriu um bar/restaurante de fast food chamado de Lanchonete da Cidade. Desde essa altura que trabalha lá um senhor (é o cozinheiro, o que faz as limpezas gerais ao fim-de-semana, quando esteve em obras, foi mestre, portanto é o "faz-tudo" do sítio!) que sempre se interessou pela minha M., sempre que saíamos ou entrávamos em casa. Sempre interagiu com ela e quando nos íamos embora dizia sempre "Um anjinho. Deus te abençoe.". É uma pessoa muito simples, mas de um enorme coração.

Hoje quando a vê brinca com ela, oferece-lhe doses de batatas fritas, chocolates e sumos (tudo o que eu não gosto muito que ela coma, mas aprecio a intenção!). Ela chama-o de "minho amigo" porque ele é de facto o seu amigo desde que ela nasceu...

No final do mês passado, bateu-nos à porta. Levou-nos 2 peixinhos que já havia dito que ia dar à princesa. Ela, claro, ficou radiante de alegria. Disse-lhe várias vezes obrigada... Não só lhe deu 2 peixinhos, como um "aquário" improvisado com decoração e um frasquinho de comida a troco de nada! Nada! É nessas situações que vemos que quem pouco tem mais oferece... Uma grande lição de vida para mim, para ela, para o namorido e, espero que para todos os que lerem este post... Que o mundo se encha de pessoas com coração grande como o "minho amigo" da Matilde.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sou uma vítima deles...

Toda a gente sabe que eu adoro o verão. Mas o verão tem coisas que eu não gosto mesmo nada! Para mim, o pior do verão são os mosquitos e as baratas! Hoje vou falar dos mosquitos...

Eu detesto mosquitos! Sou uma verdadeira vítima deles... Posso estar num quarto com 500 mil pessoas, tenho a certeza que serei uma das que serão mais atacadas... Mas, para piorar a minha falta de admiração pelos mosquitos, percebi este verão que eles preferem atacar a minha filha! Não estou com ciúmes, não! É a tal história do outro "Se mexerem com a minha filha vão ver-se comigo!"... E os meus cuidados são também redobrados, porque comigo é uma coisa, mas com ela não!... Então, sempre que sinto algum a rondar a zona, acendo a luz e não descanso enquanto não o apanho... Além de que os princípios básicos são janelas fechadas, ou se estiverem abertas (houve noites este verão que era impossível dormir de janela fechada!), que estejam todas as luzes fechadas. Ah e o tão afamado BioKill que não dispenso numa casa!

De acordo com uma newsletter que recebi (daquelas 1000 e tal que recebo todos os dias) existem fatores que levam os mosquitos a atacar uma pessoa em detrimento de outra, embora eu não concorde com todos eles...

1 - Quem bebe cerveja tem mais propensão a ser atacado por mosquitos, pois uma simples cerveja dispara químicos no nosso corpo que os atraem. 
Não concordo, pois às vezes, o namorido bebe cerveja e sou eu que sou atacada. Acho que os mosquitos já me aparecem bêbedos!

2 - Em noite de lua cheia os mosquitos ficam mais ativos.
Esta confirmo! É só ouvi-los a rondar!

3 - Pés sujos, mal cheirosos ou a transpirar são um atrativo para eles.
Também discordo... Sou muito lavadinha antes de ir para a cama e eles não desistem de mim... :(

4 - As grávidas apresentam uma temperatura corporal mais elevada e a respiração emite mais dióxido de carbono o que por si só atrai os mosquitos.
Não tenho ideia de ter sido muito atacada enquanto estive grávida. Se calhar valeu-me ser uma grávida do inverno...

5 - Transpiração e estar molhado atrai os ditos cujos, pois a transpiração expele dióxido de carbono.
Concordo. A solução passa por não fazer exercício físico?!

6 - Quanto mais arbustos, relva e poças tiver o seu jardim/quintal mais mosquitos vão aparecer, pois eles gostam de ambientes húmidos com muita vegetação e aproveitam para desovar nas pequenas poças de água parada.
Também concordo. Neste campo estou safa. Moro num T1 de um prédio! :)

Deixo aqui também uma receita caseira de um repelente para mosquitos:
- 1/2l de álcool
- 10gr de Cravo-da-Índia (2 colheres de sopa)
- 100ml óleo de bebé (ou mineral, de amêndoas ou de côco)







 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Já se passaram 5 anos...

Tudo começou na minha visita ao Canadá no verão de 1996. Encontrei um gatinho tigrado amarelo bebé de olhos amarelos com raios azuis, de quem cuidei durante uns dias e fiz pressão junto dos meus pais para trazê-lo para casa, mas eles não quiseram pela logística toda que isso implicava. O meu primo mais pequenino, que também gostava de gatos, ficou com ele. Nunca me esqueci desse gatinho!
Em Maio de 2000, na loja de animais do Centro Comercial do Colombo (onde eu parava sempreeee antes de subir para as lojas para ver os animais!), havia lá um gatinho igual (igual!) àquele que tinha encontrado no Canadá, mas já tinha dono. No entanto, havia lá um anúncio de gatinhos tigrados em Casa de Cambra. Liguei e combinei com a senhora vê-los. Eram 4 na porta bagagem de um carro. Um deles tinha as 4 patinhas brancas e, como foi o que mais interagiu comigo (e era parecido ao do Canadá!), escolhi-o para o levar para casa.
Na altura morava em Telheiras, num apartamento com mais 3 pessoas. Falei com elas previamente para saber se gostariam de partilhar o apartamento com um animal. Nenhuma rejeitou a ideia e por isso mais força me deu para ficar com o tal gatinho. Éramos todos uma autêntica família e elas adoravam-no tal como eu!
Chamei-o de Shooby. Quando o levei para casa, ainda nem tinha 1 mês feito, por isso ainda cheguei a dar-lhe biberão. Cabia na palma da minha mão. Em bebé levava-o para todo o lado dentro do meu casaco (às vezes dentro da própria algibeira!). Como viajava com muita frequência (vida de estudante no continente tem destas coisas), comprei-lhe uma mala de viagem e uma trela, para ele poder andar livre pelo aeroporto, mas sem fugir! Para se habituar à trela e aos barulhos de rua, ia muitas vezes passear com ele para jardins e sítios públicos. Ele parecia um autêntico cão. Seguia-me para todo o lado, vinha quando o chamava. O dia mais feliz para ele era no dia de limpezas lá de casa, pois podia brincar com todo o objeto que caísse no chão, fosse ele papel, caneta, elástico de cabelo (dava sumiço a todos os elásticos que encontrava lá por casa!), sacos de plástico, vassouras,...
Desde essa altura fez comigo todas as viagens de avião. As pessoas, ao vê-lo de trela, admiravam-se com a postura dele, pois ou ia ao lado do carrinho das malas ou ia em cima delas, tipo Lord Shooby!... Ele andava muito de carro comigo. Às vezes até o levava para o trabalho (fazia umas horitas em 2 creches) e deixava-o com água e comida dentro do carro (que estacionava sempre numa sombrinha, nem que para isso eu tivesse de andar mais...) e depois ia passear com ele. No carro portava-se como um autêntico cão também. Ponha a cabeça de fora do vidro (nos dias de mais calor até ponha a língua de fora, como os cães!), ia lá atrás ou em cima do tablier à frente. Cheguei a ter operações de stop que não eram feitas porque achavam imensa piada ao gato ali todo imponente no nosso carro e o dever ficava por cumprir...
Quando fui viver para Mafra (1 ano) levei-o comigo (com a concordância da minha senhoria que tinha um Jardim Zoológico em casa!) e lá ele foi feliz, apesar dos 4 cães da minha senhoria com quem ele teve de conviver. À parte disso, tinha um pinhal inteiro para explorar e uma casa (a nossa!) para tomar conta (ele agia como se fosse um cão a defender a nossa casa dos animais da minha senhoria, pois nenhum deles se atrevia a entrar lá quando ele se ponha sentado à porta da rua, tipo cão de loiça!).
Em casa dos meus pais era sempre sinónimo de festa, andava pelo quintal livre (e pelo quintal dos vizinhos), mas quando eu o chamava, lá vinha ele (como se de um cão se tratasse!).
Foi castrado por isso cresceu muito. Sempre foi muito ativo até ficar velhinho... Não gostava muito de colo (para infelicidade minha!) mas adorava estar na nossa companhia, acompanhava-nos sempre por todo o lado (inclusive para a casa de banho!)...
Dormia aos meus pés na cama e, nos dias que me sentia mais em baixo, parecia que ele pressentia, pois chegava-se para mais perto e dormia perto da minha barriga. Se me mexesse durante a noite ele acordava e depois aninhava-se novamente ali pertinho de mim. De manhã quando acordávamos, ele começava a miar e só parava até que lhe déssemos comida. Era muito comilão!
Não podia ver a porta da rua aberta, pois quando a via, parecia um jato a sair para fora! Adorava estar ao ar livre, nem que fosse apenas para ver a vida a acontecer.
No dia do meu casamento fiz questão de tirar uma fotografia com ele (e com os restantes animais, claro, mas ele era o "master"!). Tenho pena que ele não tenha conhecido a minha M., provavelmente ela ia adorar brincar com ele. Se calhar ele já não teria tanta paciência para os apertões dela, mas gostava de ter uma fotografia deles os 2...
Por ter levado a vacina da raiva quando era pequenino, pois viajava muito e o veterinário dele de Lisboa achou por bem dar (ainda hoje não percebo porquê e ainda bem que essa lei já não existe!), teve muita vez quistos no lombo, próximo da coluna... De todas as vezes tivemos de submetê-lo a cirurgias de remoção. Em todas elas ele resistiu e conseguiu superar, até à última de todas, em que o veterinário e meu amigo Pedro me disse que daquela vez era diferente, porque não sabia se ele voltaria a andar e nem garantia boa qualidade de vida... Foi das decisões mais difíceis que tive de tomar na vida e a que me custou mais...

Foi há 5 anos que perdi um dos meus mais fiéis companheiros... o meu gato! O meu Shooby!
 


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Esta história podia ser a vossa!...

Ela vivia em S. Miguel (Açores). Ela tinha um cão. Um labrador lindo e energético, próprio da raça. O cão tinha um microchip.  Em fevereiro desapareceu. Perante o seu desespero por encontrar o seu amigo de 4 patas, procurou-o por todos os canis e associações e partilhou a sua foto pelas redes sociais. Foram meses de uma procura frenética e sem parar, até que por fim já a esperança se estava a ir...
Numa noite de julho ligam-lhe de uma clínica do continente (de Cascais!) a informar que o seu cão tinha sido atropelado e que alguém o tinha levado para lá.
Ninguém em S. Miguel a contatou. No microchip estão todos os dados dos donos! O cão foi levado para o continente, o código do chip foi colocado à mão nos novos documentos do cão. O cão deve ter sido vendido, apesar de não estar nada provado! O cão pode ter desparecido por si, mas quando foi capturado não foi entregue ao seu dono, apesar de ter sido detetado o microchip.
Ela foi à PSP apresentar queixa. Nem abriram processo e aconselharam-na a ir à PSP de Cascais para tratar do assunto!!!!! 

E se o cão mordesse alguém?! Será que iam aplicar a coima à dona que consta no microchip?!

Parece surreal, mas não é! Foi verdade e aconteceu a uma amiga minha!...

Existem muitos animais que estão a sair dos Açores para o Continente Português sem muito controlo... Será que existem mais nas mesmas circunstâncias?! Será que temos de apresentar queixa à PSP de Cascais (ou dos outros locais para onde vão os animais!) também?!

Esta PSP de cá quer é passar multas e pronto! :(
De que serve colocarmos os microchips nos nossos peludos, se não se põe em prática?!





quinta-feira, 31 de março de 2016

Tarefas domésticas para crianças

Hoje vi num site (este) as tarefas domésticas adequadas para cada idade e fiquei tão feliz, pois a minha filha já faz praticamente tudo do que é suposto fazer dos 2 aos 3 anos e ainda algumas coisas do que é suposto fazer a partir dos 4!!! Yei!!!!
Ora vejam lá:

- Arrumar e guardar os seus brinquedos e livros .
Desde que começou a saber brincar e andar que sempre a habituei a arrumar os seus brinquedos e livros. No início ainda dava uma ajudinha (e agora ainda ajudo às vezes), mas basta dizer que é preciso arrumar e ela já sabe, embora algumas vezes finja que não é com ela, acaba sempre por o fazer. Caso contrário, eu arrumo o brinquedo e faço-o desaparecer durante uns tempos e ela não gosta nada disso! Ah e outra coisa, ela já sabe que não pode brincar com nenhum outro brinquedo, se não arrumar primeiro aquele que já não quer brincar mais. Caso contrário, a casa, que é pequenina, estaria minada de brinquedos por todo o lado!

- Ajudar a fazer a sua cama.
Isso ela não faz, porque ainda dorme no berço e, se até eu tenho dificuldade em fazer a cama, imagino ela... Mas ela está ali comigo e vai me dando a roupa para fazer a cama e, no fim, ainda me vai dando os bonequinhos que ela gosta de ter junto a si para pegar durante a noite.

- Ajudar a tirar a própria roupa e colocar as peças sujas dentro do cesto para lavar.
Se lhe peço, tira a sua roupa (algumas peças precisa de ajuda) e coloca-as no cesto. Ainda ontem tirou os seus peúgos sozinha. Confesso que nem sempre lhe peço para tirar a roupa, porque quando a dispo, antes do banho, ela está já rabugenta de sono. Então é mais rápido se for eu a tirar.

- Ir buscar peças de fruta e/ou outros snacks acessíveis.
Sim, isso ela faz na perfeição há algum tempo. Abre os armários e é toca a tirar bolachinhas, leitinho e outras coisas que lhe chamem a atenção e que quer comer (óbvio que as coisas doces - chocolates e "bolachas de chocolate do pai" estão acessíveis apenas a maiores de 1,50m).

- Retirar o seu copo, prato e talheres da mesa.
Isso ela não faz porque ainda come na sua cadeirinha. Mas é capaz de me entregar quando termina ou quando não quer mais.

- Limpar a comida espalhada e bebidas entornadas.
Não é hábito ela fazer isso lá em casa, mas vou tentar incutir isso a partir de hoje. No entanto, às vezes, por iniciativa própria (ainda ontem!) ou se lhe peço para limpar a sua mesinha, ela pega no seu guardanapo e limpa a mesinha. Não fica perfeito mas conta a intenção!

- Colocar o lixo no caixote.
Isso ela sabe muito bem! Desde que começou a andar que lhe ensinei a distinguir os caixotes lá de casa: o "lixo da M." é onde ela coloca as suas fraldas usadas e está na casa de banho; o "lixo do pai" é onde ela coloca os papéis (o caixote do papel está junto à secretária do pai, daí o nome "lixo do pai") e o resto coloca no "lixo", que fica na cozinha e é onde tem um saco para as garrafas, outro para os plásticos e outro para o orgânico. E ela abre a tampinha (que até é pesadita) e coloca o lixo no sítio certo.

- Limpar o pó de móveis baixinhos.
-Varrer espaços pequenos com vassourinha apropriada à idade.
Tanta vez... Vai ao armário pega num paninho e lá vai ela... Pega no swiffer ou na vassoura e lá vai ela varrer. E ultimamente tem sido todos os dias de swiffer! Não varre nada de jeito e nem limpa espetacularmente bem, mas, lá está, o que conta é a intenção da minha ajudante nº 1.

- Ajudar a alimentar eventuais animais de estimação.
Nós só temos 2 tartarugas que vieram pequeninas, mas que engoliram um gigante por isso estão enormes e comem como se não houvesse amanhã... mas apenas no verão... No inverno não querem comer (melhor!!!)... O verão passado ela ia com o pai (poucas vezes comigo, pois elas já dão dentadas!) dar comida às tartarugas. Julgo que será entretenimento para este verão também.

Mais do que estas tarefas listadas, também poderei acrescentar:
- arrasta (porque ainda é pesadito) o cesto da roupa suja até à cozinha e coloca a roupa na máquina de lavar;
- também tira a sua roupa do seu "cesto" de roupa suja e leva-a para a máquina;
- é ela que quer por o copinho do sabão na máquina;
- é ela que quer ligar a máquina;
- tira a roupa da máquina quando está lavada (com a minha ajuda às vezes, pois as peças quando se embrulham fica muito pesado para ela puxar) e põe-na na paninha cor-de-rosa que ela foi buscar previamente;
- transporta algum saquinho das compras do hiper que seja mais levinho desde a caixa do hiper até casa (e aí de quem quiser levar o saco de compras dela!);
- quando vamos às compras e se pego num cesto, é ela que quer transportá-lo;
- liga e desliga a bimby (e mexe nos restante botões também, mas sem saber para que servem...);
- guarda os sapatos no guarda-fato, um ao lado do outro, direitinhos;
- arruma os seus peugos e tudo mais que lhe pedir (os ganchinhos do cabelo, os cremes, coisas pequeninas que estão em caixinhas...);
- descasca alhos e coloca a água na panela/ou na bimby (aliás tudo o que lhe peço a nível de cozinha ela quer fazer... normalmente até coloco uma cadeira ali ao meu lado para ela ver e mexer nas coisas!);
- ajuda a lavar a loiça (só deixo quando é antes do banho, porque ela molha-se toda!);
- dá-me os "pregos" ("molas" para os "não micaelenses") para estender roupa e também dá-me a roupa, às vezes;
- rega as plantas (com muita supervisão!);
- ajuda-me a arrancar as ervas da hortinha, que vos mostrei no anterior post (é preciso é cuidado para ela não arrancar o que não deve, por isso há "zonas proibidas"!).

Portanto como podem ver, eu tenho uma verdadeira Cinderela em casa... 
Querida filha, espero que encontres um verdadeiro príncipe! ;)