sábado, 12 de novembro de 2016

Sou uma mãe que grita...

Dizem que quando assumimos um erro é já um passo para a cura... Vamos a ver...

Grito com a minha M. mais vezes do que aquelas que queria, infelizmente... Muitas vezes, o grito surge pelo cansaço, por fatores emocionais descontrolados, ou quando já tentei inúmeras alternativas e todas elas falharam... A minha M. às vezes leva-me ao limite de mim própria... Penso que todas as crianças o fazem, não é verdade?! 

Aquelas mães que têm os seus filhos ainda bebés com choros motivados apenas pelas cólicas, ou pela fralda suja, ou por fome, ou até por algum outro motivo que se calhar nunca chegam a saber o que é, não imaginam o que ainda está por vir... Se se irritam com os filhos nessa altura em que são bebés, não imaginam o quanto se vão irritar quando eles crescerem e quererem que as coisas funcionam do seu jeito... É nessa altura que temos de impor limites e a consequência disso são as famosas birras, as frustrações que eles não sabem ainda controlar muito bem... e depois de inúmeras tentativas, surge o grito! Que se apresente aquela mãe que se controla todas as vezes sem um grito. Gostava de conhecê-la e aprender o seu truque de auto controlo. 

É importante que as crianças conheçam os seus limites que percebam que não podem fazer tudo aquilo que querem, quando querem e porque querem. Se alguma vez lhe falo mais alto é porque já apliquei todas as técnicas falando baixo. Tenho, sinceramente, tentado corrigir essa atitude, porque vejo que ganho mais conversando do que gritando, mas às vezes é mais forte que eu... Não sou uma mãe perfeita, mas tento melhorar-me diariamente aprendendo com os meus erros e também com os erros dos outros. Tenho a melhor filha do mundo, que apesar de desafiar todos os meus limites, eu amo-a com todas as minhas forças e quero fazer dela uma pessoa boa, honesta, lutadora e determinada em atingir os seus objetivos sem nunca desrespeitar o próximo.

Outro dia, no meu local de trabalho, lancei uma pergunta para o ar "alguma de vocês grita com os vossos filhos?!" e a resposta geral com mais ou menos comentário foi "Sim". Senti-me bem mais normal!... No entanto, ando a treinar essa atitude até porque estou sempre a dizer "Não se grita!" para a minha filha... E sei que tenho de lhe dar o meu exemplo... Não é fácil, mas não é impossível!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Foi esta noite...

Foi ontem à noite a primeira vez que ela dormiu sozinha, sem mim... Ela tem 2 anos e 10 meses. Só a deixei dormir fora porque sabia que ia ficar bem. E ela ficou bem. Está habituada aos meus pais, que são aqueles que estão com ela, às vezes mais tempo do que eu em virtude do meu trabalho. Esta treta de mães trabalhadoras faz com que os nossos filhos passem mais tempo longe de nós do que connosco... E a minha M. é uma sortuda porque, pelo menos por enquanto, fica com os seus avós que a tratam tão, mas tão bem, com imenso amor e dedicação. Imagino as outras crianças que têm mesmo de ficar na creche/escola um dia inteiro, enquanto os pais (escravos do trabalho) têm de lutar pela sua sobrevivência...

Li algures este texto que me comoveu e me fez querer mudar o mundo pela minha filha, pelo tempo que gostaria de estar com ela... Deixo-o aqui para pensarem sobre o assunto...
"Ainda não percebi bem o que querem de mim...
Nasci porque a minha mamã queria ser Mãe e o meu papá queria ser Pai.
Mas não pensaram se eu quereria ser o filho deles a tempo inteiro.
E eles, afinal, não tinham tempo para mim.
Mas fizeram-me nascer na mesma.
Agora sou bebé, passo 8 ou 9 horas por dia na creche, até que a minha mãe (quase sempre) ou o meu pai, me venham buscar.
Chego a casa cansado, bem como os meus pais; eles olham para mim, dizem blá-blá-blá, eu rio-me, eles também e depois metem-me na cama.
Ando assim 5 ou 6 anos.
Depois começo a frequentar a escola.
Entro logo de manhã, às vezes debaixo de chuva, vento e muito frio e estou dentro da escola, 6 ou 7 horas, até que a minha mãe (quase sempre) me venha buscar.
Em casa, faço os TPC's., com a ajuda possível dos meus pais, que estão cansados, frustrados, revoltados com o trabalho, cujos salários mal dão para vivermos com dignidade, até que chega a hora do jantar, feito pela minha mãe.
Depois olham para mim, com os olhos cansados, mas ainda com energia para dizerem blá-blá-blá. Eu ainda me rio, eles também, lavo os dentes e vou para a cama.
Ando assim mais 4 anos.
Entro na escola secundária. Tenho muitos professores e muitas disciplinas. Fico lá 6 ou 7 horas, até tocar para a saída.
Nos primeiros tempos ainda espero pelo meu pai (é ele que tem o carro) e vou para a casa.
Mas, alguns 3 ou 4 anos depois, já regresso sozinho.
Apanho os transportes públicos, cheios de adultos que até me pisam para entrarem primeiro do que eu, mostro o "passe" e chego a casa, cansado! Beijo o meu pai, também cansado, beijo a minha mãe que está na cozinha, também fatigada e tento fazer os TPC's. Por vezes adormeço e muitas vezes não consigo fazê-los.
E então já sei que os professores vão escrever um "recado" ao meu pai. E depois vou ser castigado.
Mesmo que esteja cansado! No dia seguinte, o professor grita comigo e pergunta se os meus pais não têm tempo para me dar educação.
Eu não respondo, mas apetece-me!
Alguns dos meus colegas, respondem!
E os professores dizem que não são educadores.
Que os educadores deviam ser os pais.
Só que os professores estão comigo 7 horas por dia, se não faltarem às aulas.
Os meus pais, estão comigo, talvez, 2 ou 3 horas por dia, o resto é para comer e dormir.
Fico a pensar, quem é que me poderá educar?
Acho que os adultos estão loucos!
Vou começar a fazer uma birra!
Talvez me olhem de outra maneira...
Acho que vou começar a fumar nas traseiras da escola.
Está lá a malta da turma.
Eles até não se importam de "partilhar aqueles cigarros que eles próprios fazem".
Eles dizem que aquilo é um paraíso. Talvez experimente.
Os professores não vão dizer nada porque não são meus educadores.
Os meus pais não vão dizer nada porque na escola ninguém tem obrigação de me vigiar e em casa os meus pais estão cansados e só estão comigo (acordados) 2 ou 3 horas.
Os adultos dizem que eu sou mal-educado mas não é verdade, eu não tenho mesmo nenhuma educação.
Porquê?
Porque os adultos não têm tempo!
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NOTA:
Não tenho nada contra os Pais ou os Professores, mas tenho contra esta Sociedade desequilibrada!"
(texto - autor desconhecido)

A ausência dela lá em casa por tanto tempo é complicada... Senti falta da televisão ligada no Panda, dos gritinhos e dos sorrisos dela pelos cantos, de ouvi-la chamar por mim "mãe" ou "mamãe" (como às vezes chama, fruto dos desenhos animados brasileiros que vê!) 1000 vezes ao dia, do ter de lhe dar o jantar a horas, do banho, de contar-lhe histórias, de fazê-la dormir, de ao acordar não ter a televisão ligada para ela ver o primeiro episódio do dia da "Masha e o Urso",... tudo, tudo foi difícil... Acreditem ou não, eu ouvi-a chamar por mim algumas vezes... (não fui ver se era ela! Não pensem que fiquei louca!). Mas sei que ela ficou bem, adormeceu bem, acordou pelas 8h30 bem "dormida" e bem disposta (se tivesse dormido em casa teria de acordar mais cedo!)... E eu, mesmo com o coraçãozinho pequenino, aproveitei para limpar a casa, fazer comida (sopa, 2ª prato e sobremesa para ele hoje!), tomar um longo banho e ver os episódios da "Anatomia de Grey" que ficaram por ver da última quarta-feira (porque também sou filha de Deus!)... Tudo para hoje e este fim-de-semana ter todo o tempo do mundo só para ela, para estar com ela e para lhe encher de beijos e abraços doces como ela...

Apesar de saber que foi o melhor para ela, adormeci e acordei a pensar nela... É um Amor que não se explica...
*é bom que ela tenha uma "segunda" casa onde possa ficar, sem ser a nossa (não sabemos o dia de amanhã!), mas mesmo assim não compreendo como há pais que deixam os filhos "por aí" dias e dias seguidos...

Adeus a uma voz misteriosa...

Deviam todos os homens ser assim caidinhos por nós, não acham meninas?!

Leonard Cohen setembro 1934 - novembro 2016

Mudam-se os tempos, mudam-se os acessórios...

Sempre que faço um bolinho, a minha M. gosta de participar. Ela quer ajudar-me a fazer, a ligar a bimby, a desligar, a colocar o açúcar, a farinha, os ovos, tudo, tudo...
Lembro-me que, em pequenina, também gostava de ajudar a minha mãe na cozinha (nos bolos!). Lembro-me de andar lá com ela enquanto se fazia o bolo... Tudo para quê?! Para rapar a tigela onde ela fazia o bolo!!! Ah pois claro! Criança que se preze gosta de rapar o resto do bolo que não vai na forma... E a minha mãe era uma querida pois deixava mais algum lá na tigela para mim e, claro para o meu irmão, que também gostava. Eu gostava mais, mesmo assim!...
Hoje em dia, existe a bimby e é lá que faço os meus bolos. No início pensei que não poderia oferecer esse gostinho à M. (digam a verdade, rapar o resto do bolo é mesmo bom, daquelas coisas que nos lembra a nossa infância!) por causa das lâminas da bimby que estão expostas... Confesso até que os primeiros bolos que fiz já na existência dela não lhe dei, mas depois, movida pelo espírito das boas recordações da minha infância, dei-lhe a provar (porque é mesmo bom!). Peguei na espátula e dei-lhe... Ela sai à sua mãe hehehe e adorou!... E agora como ia fazer com as lâminas?!
O que vale é que tenho uma filha super cuidadosa e muito inteligente (podem pensar/dizer à vontade que sou babada e convencida da filha que tenho!) e ela rapa a bimby como ninguém, sempre de espátula na mão...
E, sabem que mais, sempre que a vejo a pedir o copo para poder rapar os restos do bolo recordo-me da minha infância. Olho para ela e vejo-me a mim... 

***Eu também deixo um bocadinho a mais do bolo só para ela, como a minha mãe fazia comigo...

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Episódio matinal

Outro dia, numa manhã chuvosa, enquanto ia no carro com a minha M. em direção à casa dos meus pais, explicava-lhe que tínhamos que nos despacharmos mais cedo, porque agora ia chover muitas vezes e ia haver muitos carros na rua, o que nos ia provocar alguns atrasos. Ela ouvia atentamente ao que lhe dizia, enquanto comia o seu pão. Entretanto digo-lhe "Vá come o teu pãozinho, se não a chuva come-o!"... Ela olha para o pão e para a rua e diz: "Mãe, a chuva não tem boca!"... 

Bom, parece que tenho de subir um degrau cognitivo nas explicações que lhe dou, pois esta princesa já começa a ter muita noção das coisas.

- Pois não filha, tens razão, mas a chuva molha o teu pão e depois já não o podes comer...

Que bom ter esses episódios para recordar!

"O minho amigo" diz ela...

Poucos dias depois da minha M. ter nascido, em baixo do apartamento onde vivemos abriu um bar/restaurante de fast food chamado de Lanchonete da Cidade. Desde essa altura que trabalha lá um senhor (é o cozinheiro, o que faz as limpezas gerais ao fim-de-semana, quando esteve em obras, foi mestre, portanto é o "faz-tudo" do sítio!) que sempre se interessou pela minha M., sempre que saíamos ou entrávamos em casa. Sempre interagiu com ela e quando nos íamos embora dizia sempre "Um anjinho. Deus te abençoe.". É uma pessoa muito simples, mas de um enorme coração.

Hoje quando a vê brinca com ela, oferece-lhe doses de batatas fritas, chocolates e sumos (tudo o que eu não gosto muito que ela coma, mas aprecio a intenção!). Ela chama-o de "minho amigo" porque ele é de facto o seu amigo desde que ela nasceu...

No final do mês passado, bateu-nos à porta. Levou-nos 2 peixinhos que já havia dito que ia dar à princesa. Ela, claro, ficou radiante de alegria. Disse-lhe várias vezes obrigada... Não só lhe deu 2 peixinhos, como um "aquário" improvisado com decoração e um frasquinho de comida a troco de nada! Nada! É nessas situações que vemos que quem pouco tem mais oferece... Uma grande lição de vida para mim, para ela, para o namorido e, espero que para todos os que lerem este post... Que o mundo se encha de pessoas com coração grande como o "minho amigo" da Matilde.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sobre a vitória do Trump...

Estamos todos "trumpados"... :(


Já tenho saudades destes aqui:

Histórias minhas de Natal I: "Um dos natais felizes da minha infância..."

Vou contar-vos este natal da minha infância que foi um dos que me deixou marcas boas na minha memória....
Estava eu, os meus pais, o meu irmão, o meu primo Ruben, os meus tios, os meus avós, na nossa casa do Nordeste. Que saudades desse tempo!...
Depois do jantar, levaram-nos para a sala e lá ficamos a brincar, na conversa, a ouvir música ou sei lá mais a fazer o quê. O que me lembro bem é que a sala tinha um armário embutido (vão perceber mais à frente o porquê de referir este pormenor!). Lá de vez em quando ouvia-se um barulhinho e todos diziam que podia ser o Pai Natal, mas ninguém nos deixava sair dali. Eu, pessoalmente, lembro-me de estar toda entusiasmada para ir ver o que se estava a passar, mas tinha medo... Sempre fui muito medricas... Nunca arriscava nada... Assombravam-me imagens de vultos e Pais Natais que nunca tinha visto e por isso não sabia bem quem e como era... Preferia manter-me na ignorância... Ao contrário de mim, que ainda por cima era a mais velha, estava o meu irmão (um pinarreta minorquinho de se calhar 2 anos) e o meu primo que devia ter aí uns 5, 6 anos. Eles estavam cheios de pica para ir ver o Pai Natal (mais o meu primo, que o meu irmão era muito pequenino!)... O meu tio não estava na sala connosco, nem a minha mãe. Presumo que estivessem a por os presentes debaixo da árvore, enquanto os restantes nos distraiam... A dada altura um barulho ensurdecedor começou. Era o barulho de 2 tampas de panelas a bater uma contra a outra, mas na altura não associamos... Diziam eles que era o Pai Natal! Eu fiquei com o coração a 1000 e fugi para o armário embotido. Fechei-me lá dentro. Não queria ver, saber o que era... O meu primo não.... foi a correr ver o que se passava... O meu pai foi buscar-me ao armário e, como eu não ouvi gritos presumi que estava tudo bem e lá fui também ver o que se passava, no colo do meu pai, claro!...
Estava a família toda reunida na expetativa de ver a nossa reação com as prendas. Como todas as crianças, estavam presentes o entusiasmo e a felicidade daquela emoção de quando vemos prendas debaixo da árvore... Indescritível... eu pelo menos não estou a conseguir descrever!...
Tínhamos sempre uma árvore natural, enfeitada com luzes e bolinhas... Este foi dos melhores Natais da minha vida!...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Adultério

Este foi o título do último livro que li, que me foi emprestado por uma amiga muito amiga minha. 

O livro é sobre uma mulher jornalista na casa dos 30 anos, casada com o marido perfeito, com 2 filhos pequenos, um casamento feliz, rica (podre de rica mesmo!),... portanto tudo aquilo que nós achamos que é o suficiente para sermos felizes. Mas, hipocrisias à parte, isso não é suficiente. Estou certa?! 
A dada altura ela começou a sentir falta de algo na sua vida e chegou mesmo a pensar que estava à beira de uma depressão. Consultou psiquiatras, vodus, medicinas alternativas e não encontrou a resposta para a apatia na sua vida. Foi encontrar resposta num antigo namorado do liceu, com quem pecaminosamente teve um caso. Afinal o que lhe faltava era a paixão, aquela sensção de "borboletinhas" na barriga, aquela vontade de sair da rotina e encontrar algo diferente, alguém que lhe mostre que a deseja... 

E não é isso o que todas nós, mulheres (e acho que os homens também!), desejamos?!
Passar o resto da nossa vida entregue à monotonia da vida?! 
Deixarmo-nos entregar ao comodismo de estar por casa agarrado ao comando?! 
No way.... 

Temos de ser criativos, inventar coisas novas, proporcionar ao nosso parceiro momentos inovadores, mas quando forem eles a nos proporcionarem esses momentos, que sejamos capazes de elogiar, de agradecer, de colaborar para que a criatividade dele seja um sucesso, que ele veja em nós que pode voltar a inventar coisas novas que será bem recebido... 
É preciso reacender o fogo da paixão as vezes que forem necessárias, pois é a paixão que nos dá a sede de viver, a força de lutar, a vontade de continuar, de investir e de ser melhor...

É uma pena (com direito ao galinheiro todo!) quando isso não acontece...

"É melhor não viver do que não amar"


Natal com requinte à mesa...

Existem uns artigos de Natal que ando a vender que inicialmente estranhei, mas que agora me têm deixado realmente feliz e com o bicho carpinteiro, inquieta que cheguem os jantares de natal para poder dar-lhes uso... 

Eu adoro elaborar uma mesa bem decorada. É outro dos fatores porque gosto desta época natalícia. Gosto de fazer nascer requinte, gosto das loiças brilhantes que só se usam em épocas destas, gosto dos guardanapos em tons de vermelho ou dourado, gosto dos copos de pezinho que não se usam sempre (tenho um namorido que faz o favor de partir sempre um por refeição, com as suas mãos grandes... Corremos o risco de chegar a uma altura em que só vão existir o meu copo e o dele, na melhor das hipóteses!)....

Enquanto vivi em casa dos meus pais, a partir de certa altura era sempre eu que ponha a mesa das "grandes" festas. Hoje ajudo a minha mãe, quando chego a tempo... E se não chego, gosto de admirar o trabalho dela (ela tem-se esforçado e tem ficado supimpa!) e adoro! Gosto tanto, mas tanto de ver uma mesa bem posta, cheia de glamour, de coisas "novas", de toalhas impecavelmente engomadas (esta é a pior parte para mim!), das velas que nunca faltam, de comidas que enchem a casa de cheiros bons, de ver a família à volta da mesa em paz e amor... Adoro!

Numa mesa de Natal, o dourado fica lindamente e estas lindezas estão à venda neste momento. Aproveite para encomendar e encher de requinte a sua mesa de Natal:
Que vos parece?! Fica uma mesa linda, não fica?!


Aqui estão elas:


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O bom de ir dormir na Lomba da Maia...

Ir dormir à Lomba da Maia nesta altura e a partir de agora tem os seus senãos.
O frio começa a ser bastante (e daqui para a frente tende a piorar!) e adormecer tem sido complicado, principalmente para quem, como eu, não adormece enquanto o corpo não tem uma temperatura amena... Não sei como fazem aquelas pessoas que vivem no norte do país ou junto à Serra da Estrela... Eu não conseguiria viver num sítio muito gelado... não conseguiria mesmo!...
Apesar disso e apesar de ter de acordar mais cedo (para fazer a viagem para Ponta Delgada e chegar cedo ao trabalho!), fico com a sensação de objetivo cumprido, que valeu a pena passar aquele frio todo, quando me levanto, preparo-me e saio de casa e deixo a minha M. no quentinho da cama a dormir como um anjinho por mais um bocadinho... Isso vale tudo! Sempre farei tudo pelo seu bem estar.
Outra vantagem é que, além de aproveitar para ver a minha avó que ainda está em baixo de forma e de estar com a minha família, tenho a viagem inteira para ouvir rádio (o que me desperta e me dá boa disposição - obrigada ao Café da Manhã da RFM!) e, em dias bons como o de hoje, admirar a vista magnífica que é esta minha ilha, que parece ter sido recortada ao pormenor por Deus.

(As fotos não fazem jus ao bonito que é, pois foram tiradas em andamento...)
(costa norte da ilha)

(avistar Ponta Delgada, parte sul da ilha)




Programa de Natal do blog...

E agora que se aproxima o Natal.... achei que devia fazer um programa exclusivo sobre o tema, que é vasto, pelo menos na minha vida tem um enorme significado, já o referi aqui...

Após a decisão de um post diário e após me terem pedido histórias da minha infância, decidi começar uma rubrica nova neste blog, pelo menos até ao Natal... Todas as quartas-feiras, a começar já no próximo dia 9, vou contar algumas histórias dos meus Natais, enquanto criança, adolescente, jovem, e mais recentes... Aqueles natais que me marcaram por um ou outro motivo...

Estou, neste momento, já com a minha memória a fervilhar, a recordar-me de alguns dos Natais que mais me marcaram e...foram tantos... mesmo... vou ter mesmo de seleccionar apenas a 7 (que são as quartas-feiras que restam até ao Natal!)...
Se calhar sou uma sortuda, se calhar a maioria não tem recordações boas dos seus Natais, ou pelo menos da maioria, mas eu evito pensar muito nisso pois entristece-me a alma pensar nessas coisas... Chamem-me egoísta, chamem-me tudo... A verdade é que dou graças a Deus por ter a família que tenho e por me terem proporcionado sempre momentos que hoje recordo com saudade... Os Natais são sempre um marco importante na minha família e é isso mesmo que pretendo oferecer também à minha filha...

Espero que gostem...
(Em 2014, no seu 1º Natal...)

domingo, 6 de novembro de 2016

Das comidas que ela mais gosta!

Eu nunca faço arroz só para uma refeição. Faço sempre dose que dê para 2 e 3 vezes... Desta vez, lembrei-me de fazer uma comidinha que achei que a minha M. ia adorar... 

Cozinhar para ela para mim é um prazer e tento variar na ementa. No entanto, durante a semana torna-se complicado cozinhar comidinhas elaboradas porque:
1º ela está sempre a pedir a minha atenção;
e 2º eu quero dar-lhe a minha atenção o máximo tempo possível. 
Então, tem de ser sempre coisas rápidas, boas e saudáveis (a maior parte das vezes!)...

Como tinha arroz de açafrão de sobra de uma outra refeição, pensei em juntá-lo com salsichas (que ela adora!) e a cogumelos (que também não ficam atrás!)... Então fiz um refogado, coloquei as salsichas cortadinhas aos bocadinhos e os cogumelos a fritar ali um bocadinho e depois juntei um pouco de pimenta da terra (ela gosta de picante, mas claro que não exagero...!) e de vinho branco e água. Depois foi só juntar o arroz e deixar secar... 

Voilá, é das comidas preferidas dela (eu também gosto muito!). 
Rápido e delicioso!

sábado, 5 de novembro de 2016

mIRC... onde isso já vai...

Nunca fui muito de marcar encontros com ninguém que tivesse conhecido online, mas confesso que já aconteceu... Algumas vezes fiquei satisfeita, outras nem tanto (mais valia ter ficado quietinha!)... De todos os "amigos" que conheci online, esta foi a história mais gira que me tivesse acontecido...

Tinha um trabalho da universidade para fazer e, como na altura, os computadores e net eram coisas que não existiam em todas as casas, a minha colega de quarto da altura disponibilizou-se para eu ir para a sala de informática da universidade dela (Instituto Superior de Agronomia), que ficava a 3 passos da nossa casa. Ela, muito prestativa, foi comigo e ficou comigo a noite toda, enquanto fiz o trabalho. Já estava à horas naquilo quando decidi aceder ao mIRC por um bocadinho para desanuviar. Para quem não sabe, mIRC era simplesmente uma sala de chat, onde falávamos com outras pessoas online. A dada altura vem uma pessoa falar comigo, com um nick que agora não me recordo e as conversas começavam todas mais ou menos assim:
- Olá.
- Olá! Dd teclas?
Ele responde que estava na Universidade de Arquitetura que, por acaso, é mesmo ao lado da Universidade onde eu estava. Achei gira a coincidência. Depois ele disse-me que não era de Lisboa e eu respondi que também não era. Disse-me que era dos Açores (nesse momento tinha já virado meu amigo!), de S. Miguel e da Fajã de Baixo. As nossas conversas era tipo:
- Sou dos Açores.
- Eu também. De qual ilha?
- S. Miguel. E tu?
- Eu também. De que zona?
- Da Fajã de Baixo. E tu?
- Eu também.
(...)

Resumindo... nessa mesma noite viemos a descobrir que além de todas as coincidências acima, as nossas mães eram professoras e conheciam-se desde os tempos do curso... É mais que natural que a nossa amizade tivesse surgido nesse dia e perdura até hoje. Ainda saímos juntos algumas vezes em Lisboa e cá também. Foi giro conhecê-lo! Tornou-se um dos meus melhores amigos na altura. Hoje apesar de não nos vermos tantas vezes como gostaria (e ele mora mesmo aqui ao lado!), lembro-me muitas vezes do meu amigo do mIRC que de virtual passou a real e é para mim um enorme prazer mantê-lo assim.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

É tão fácil fazê-la feliz...

Há tempos que a minha M. estava a pedir-me a máscara do sumo, mas eu (completamente naba no assunto) não sabia do que ela estava a falar... Até que, estando ao lado dela a ver o canal Panda, aparece o anúncio publicitário do sumo "Bongo"... Não costumo ter sumos em casa, para ela não correr o risco de os beber, mas aos domingos, às vezes, acontece arranjar-lhe um assim tipo "brinde" (ou o "amigo" dela do café em baixo de casa lhe oferece!)... Vai daí e como ela queria muito aquele "da máscara", num dos dias que fui às compras vi o Bongo e comprei. Não tem gás e nem é assim muito doce, vá... Em casa está escondido, se não ela quer bebê-los todos todos os dias. Então, quando lhe mostrei o sumo (em dia de semana... ok, abri uma exceção!), ficou imensamente feliz e eu feliz fiquei por vê-la feliz!
Enquanto ela estava a beber pedia-me a máscara... não sabia onde raio ia buscá-la... ainda não tinha chegado à tão esperada resolução... Até que, depois dela beber tudo vi lá uns desenhos tipo picotado. A máscara era o próprio pacote de sumo que tinha de ser cortado. E lá iniciei a obra de trabalhos manuais. O resultado foi este e deu azo para algumas brincadeiras entre nós...

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Tenho colegas muito fofinhas...

A propósito do Halloween, dos "trick or treats", do Pão por Deus... um dia de trabalho normal e aparece-me uma colega a distribuir docinhos por todos... É ou não é fofinha?!

(Claro que quem ficou a lucrar mais foi a minha M.)

Na nossa sala lá de vez em quando aparecem coisinhas destas: é uma que traz milho cozido, outra traz bolachinhas, outra bolos, outra docinhos, nos dias de calor fazemos "vaquinhas" e vamos comprar gelados para todos... É tão bom trabalhar com gente assim... para a minha "dieta" que está em stand-by é que não é nada, nada, nada bom!... Enfim...

Tenho clientes muito organizadinhas! :)

Há pouco tempo a Tupperware fez uma promoção espetacular!
Eram 7 tupperwares de vários tamanhos próprios para a despensa, por apenas 48,65€... Vai daí algumas das minhas clientes, que são umas fofinhas, acederam ao meu pedido de tirar uma foto do "antes" e do "depois" (algumas não tiraram o de "antes", tal era o entusiasmo por acertar tudo!).....

Estou verdadeiramente arrependida por não ter mandado vir mais um conjunto...

Vejam lá os milagres que a Tupperware faz numa casa.... neste caso numa despensa...









quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Really?!

Eis que pensava eu que estava a terminar o "martírio" dos 2 anos da minha filha quando leio este artigo e, apesar de já ter ouvido falar que "to be continued...", agora fiquei mesmo com a certeza... Ahhh Vera aguenta, Vera!
Bom, não sei se devo ficar feliz ou não, mas eu ao ler as "10 razões porque os 3 anos de idade são "piores" que os 2", já consegui ir reconhecendo alguns sintomas na minha M. ainda durante esta fase dos 2 anos. Será ela prematura também nisto?! Pelo menos, já vou à frente neste capítulo... pode é ter uma duração maior... 

Ora reparem:
Aos 2 anos as crianças choram.
Aos 3 fazem birras tão grandes que parecem possuídos.
- Digo eu... Mais ainda?!

Aos 2 anos as crianças comem tudo o que lhes dermos e ainda comem do chão se for preciso.
Aos 3 anos só gostam de 2 alimentos e um deles é queijo.
- A minha M. come tudo até à data. Queijo adora. Bom... devo assumir que este fator poderá piorar?!

Aos 2 anos o banho é um evento de 10 minutos e o resultado é uma criança limpa.
Aos 3 os banhos levam mais de 20 minutos e o resultado é a mãe encharcada, a casa de banho inundada e 16 toalhas usadas.
- Na verdade, a minha M. desde cedo que gosta de tomar banho e quer ficar lá o máximo tempo possível... Quanto à inundação, God, não acredito que irá piorar!

Aos 2 anos as crianças usam fraldas.
Aos 3 o nosso mundo gira à volta das bexigas e intestinos deles.
- Creio que já passei essa fase, visto que já não usa fraldas de dia... A não ser que seja no próximo verão quando decidir retirar a fralda da noite...

Aos 2 anos as crianças distraem-se com uma caixa de pastilhas elásticas na mercearia.
Aos 3 querem escolher as frutas e legumes que vamos comprar.
- Hoje em dia, a minha M. já quer escolher as frutas, os legumes, as carnes, o pão, as bolachas,... e ainda, se estiver distraída chego ao caixa com mais compras do que aquelas que escolhi, porque a princesa também tira das prateleiras e põe no carrinho...

Aos 2 anos escolhemos a roupa e vestimo-los. Ficam queridos que fartam.
Aos 3 as crianças em vestir-se sozinhos e querem sair de casa com outfits indescritíveis.
- Infelizmente, tal já acontece e quando ela está com a neura para algum artigo é bem difícil de fazê-la mudar de ideias...

Aos 2 anos as crianças não gostam de se sujar.
Aos 3 a sujidade cresce com eles.
- Bom...esta eu dispensava completamente. Mesmoooooo.

Aos 2 anos podemos ajudá-los com as suas tarefas, poupando milhares de biliões de minutos na nossa vida.
Aos 2 querem fazer tudo sozinhos e demoram uma E-TER-NI-DA-DE!
- Aí que isso tem tirado anos de vida aqui a esta Vera que tem a maior paciência do mundo. A minha M. já chegou a esta fase há muito tempo, quer fazer tudo sozinha, não quer que a ajudem e nem que lhe ensinem porque "ela sabe" e leva mesmo uma E-TER-NI-DA-DE!!!!

Aos 2 anos a manipulação é a última coisa nas suas mentes.
Aos 3 anos eles fazem de nós gato-sapato. E sabem-no!
- Ahhhhh que já vou notando qualquer coisa nela sobre isto também.........

Bom...resumindo... estou feita ao bife!...

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Começa a contagem decrescente...

Hoje é o primeiro dia do mês de Novembro e já começo a vibrar com o Natal. Esta época de espera pelo Natal é para mim muito vivida e faz-me ter novamente 6 anos durante muitas partes do meu dia, principalmente mos momentos em que estou com a minha M., porque quero que ela tenha grandiosas memórias dos seus Natais de infância... quero que ela vibre como eu com o Natal, com as luzes, com a árvore de Natal, coma  ideia que o Pai Natal virá....
Gosto muito do Natal, sempre gostei... tenho recordações lindíssimas desta época do ano na minha infância, adolescência, e juventude... A magia que o Natal me transmite todos os anos é uma das coisas que mais me deixa alegre no ano... Natal para mim é família, é amor, é paz, é alegria, é união, é entrega, é sorrisos... 
Além disso, ficar em casa ao serão, enrolada no cobertor com a família, de cházinho na mão, apenas a admirar as luzes a piscar na árvore de natal... não há nada que pague... Esta é, para mim, a melhor parte do Inverno...

*** Depois do mar, do sol e do verão, esta é a época do ano de que mais gosto...



Hoje sinto-os mais perto de mim...

Hoje é feriado. É o dia de Todos-Os-Santos.

É o dia que me lembro da minha infância e de ir pedir o Pão-Por-Deus pelas casas vizinhas da freguesia... Juntáva-me com alguns amigos e íamos batendo às portas a cantarolar isto:
"Pão-por-Deus
Queira Deus
Seja tudo pelo amor de Deus
A esmola que Deus fez."
E lá nos abriam a porta e nos davam doces, bolachinhas, biscoitos, pão e quem não tinha nada disso dava-nos troquinhos (e às vezes notas!). E lá íamos nós todos contentes para a próxima casa...

É também o dia que se visitam aqueles que já partiram deste mundo... E já partiram tantas pessoas minhas queridas... Sei que, se não for eu a morrer entretanto, vou continuar a somar pessoas queridas ao grupo de pessoas de quem sinto saudade e que sei que não voltarei a abraçar, pelo menos enquanto cá estiver... E é aqui que o meu pensamento dá a volta ao mundo (e aos planetas vizinhos!)... A única certeza que temos mal nascemos é que um dia vamos morrer, não há volta a dar.... De todas as coisas que dei à minha filha, esta era aquela que não queria dar, essa certeza, essa triste certeza que a fará chorar, que a fará triste, que a fará sentir-se sozinha, que a fará também passar pelo mesmo...

Bom, na verdade, neste dia gostaria de  poder visitar todas aquelas pessoas que partiram, mas seria uma maratona gigantesca, pois os cemitérios que teria de visitar estão espalhados por quase toda a ilha... por isso, na impossibilidade de fazê-lo, penso neles de forma mais intensa, este ano, especialmente, penso na minha avó, que partiu muito recentemente... E, sempre que penso nela sinto uma saudade enorme... Eu sabia que ia sentir saudades dela, mas não sabia que sentiria tantas... O que mais adorava nela era o seu sorriso e a forma como ria desalmadamente até as lágrimas lhe caírem... Nos últimos dias isso só acontecia quando a minha M. a visitava...

Avó, onde quer que estejas, recebe um beijo nosso...